Mecanismos de Defesa da Escuridão: Bloqueadores Psíquicos da Aprendizagem

Resumo: este artigo trata dos mecanismos de defesa do ego e como estes podem se tornar bloqueadores do processo ensino-aprendizagem. Em um processo de defesa da personalidade do ego, a psique humana desenvolve uma série de mecanismos internos capazes de manter a integração da personalidade. Existem processos de defesas que são bem sucedidos, outros não. Quando as defesas impedem o bom desenvolvimento do self dizemos que são patogênicas, nas quais se estabelecem as neuroses. Esses processos patogênicos podem ocorrer em crianças de qualquer classe social, porém, em meio a uma pobreza ambiental econômica generalizada as suas manifestações são mais agudas, podendo até mesmo determinar a fixação eterna da criança no seu estrato social.

Palavras-chave: Mecanismos, Psíquicos, Aprendizagem.

1. Introdução

FREUD (2 - 1974) chama de mecanismo de defesa a uma série de operações que o ego desenvolve para manter sua integridade. Esses mecanismos diferem de pessoa para pessoa e dependem do tipo de agressão considerada, a etapa genética do organismo e o grau de reação do indivíduo.

Klein (Apud, Santos - 2013) argumenta que os mecanismos de defesa possuem função protetora e muito deles são empregados cotidianamente por cada um de nós para garantir a nossa estabilidade emocional. De uma forma geral, como argumenta Fitipaldi (2006) e Souza (2011), estes mecanismos podem ser usados para auxiliar na integração da personalidade, funcionando como uma forma de estabilizador psíquico ao meio e nas relações interpessoais.

Porém, esses mecanismos, segundo Freud (1982) pode ser usado involuntariamente e de forma não adequada. Em relação a um sistema escolar muito distante da realidade que o cerca (o aluno), esses mecanismos podem até mesmo ser destrutivos, tornando-se uma ameaça ao bom funcionamento da realidade. O ego pode reagir a um ambiente tão díspare, opressor, levando a aparecimento de distúrbios psicológicos que resulta no bloqueio parcial ou mesmo total da cognição.

Souza (2011) relata na cidade do Rio de Janeiro, em experiências com crianças do ensino fundamental, que estas reagem com muita ansiedade a uma situação de conflito cultural vivenciado na escola. Esta defesa inconsciente se dá, acima de tudo, com muita agressividade. Não é raro quando crianças distorcerem a realidade engana-se e visualizam os professores e o próprio sistema como um verdadeiro inimigo. Esses pequenos possuem a necessidade de ter a sua autoimagem atrelada ao modo de vida onde cresceram. Têm a necessidade de fidelizar a sua imagem ao modo de vida de seus pais, de sua comunidade. Quando a escola, de forma inapropriada, tentar provar o contrário, que suas idiossincrasias são um equívoco e que devem ser transformados, esses mecanismos de defesa entra em ação, dessa forma, todo um sistema educação que deveria ser identificado como uma alavanca propulsora para o seu bem estar é identificado como inimigo.

2. Metodologia

Esse documento é baseado em levantamentos bibliográficos de livros e artigos psicanalíticos. Nossa tentativa é cruzar informações nas tendências modernas psicanalistas em comparação ao meio social na qual estão submetidas crianças e seus familiares.

3. A Pobreza e as Defesas Psíquicas do Self contra a Aprendizagem (Quando o aprender torna-se Patogênico)

A expressão mecanismo de defesa foi inicialmente usada por Freud (1 - 1987) em 1894. Porém foi sua filha Anna Freud (2 - 1974) que descreveu o conceito detalhadamente. Existem várias formas de manifestações que o ego pode apresentar. Nem sempre essas reações de defesa trazem prejuízos à personalidade ou a formação do caráter. Freud (Ibidem) argumenta que quando o EGO está consciente das questões ambientais, quando existe uma ligação do SELF com o ambiente cultural formado, este consegue se sair bem de situações. A manutenção do EGO, da personalidade, se dá de forma pacífica, racional e objetiva. Porém, quando a criança é submetida a um ambiente ao qual ela não domina, é distante de sua cultura e existe uma pressão, principalmente por parte dos professores, julgando suas atitudes, rotulando sua cultura, menosprezando suas preferências, são desencadeados sentimentos de culpa, ansiedade. Inconscientemente são ativados vários mecanismos de defesa para proteger o ego psiquicamente, de uma forma geral esses mecanismos desembocam em uma rejeição parcial ou total ao agressor, a escola.

Segundo Freud (2 - 1974) as principais formas com que EGO manifesta suas defesas são as seguintes: sublimação, repressão, racionalização, projeção, deslocamento, identificação, regressão, isolamento, formação reativa, substituição, fantasia, compensação, expiação, negação e introjeção.

Freud (2 - 1974) argumenta que a repressão, também chamada de recalque, é uma operação psíquica que tem por objetivo desaparecer da consciência os impulsos ameaçadores, sentimentos, desejos, conteúdos desagradáveis e inoportunos. Fenichel (2000) argumenta que podemos incluir nessa categoria o afeto, percepção de organização, limpeza, autoridade e a própria cognição. São modalidades especiais que o indivíduo tende a varrer da memória. Todas as lembranças que a criança deseja apagar estão lá na memória, mas estão reprimidos, não estão disponíveis para a cognição. A criança tende a absorver o conteúdo. Este fica gravado, porém bloqueado, por mais que tente o próprio aluno com ajuda do professor sua acessibilidade não é permitida.

As atitudes de defesas tomadas por crianças em idade escolar, especificamente no ensino fundamental, são todas de ordem inconscientes [01], sendo assim, elas podem até compreender o processo de consequências de suas ações, porém são incapazes de dar uma explicação lógica porque tomaram tais atitudes. Neste caso estamos diante de um processo de racionalização. (WINNICOTT apud, CAVALCANTI, 2013) argumenta que a racionalização é uma espécie de mentira inconsciente que se põe no lugar que se reprimiu. Em outras palavras é um processo pelo qual o sujeito procura apresentar, para si mesmo, uma explicação coerente, do ponto de vista lógico e moral, para uma atitude socialmente reprovável. Podemos visualizar isso no setor educacional quando a justificativa do não estudar fica atrelado por uma falsa rejeição a um determinado professor. Podemos dizer que a racionalização é uma característica muito comum ao ser humano, são pensamentos, impulsos criados para justificar as nossas ações socialmente reprovadas.

Amorim (2011) descreve os efeitos nefastos da pobreza na vida de famílias e principalmente nas crianças. Ao contrário do que se pensa a pobreza não está circunscrita apenas nas NBIs (Necessidades Básicas não Satisfeitas) como moradia salubre, alimentação, assistência médica e hospitalar, entre outras. Ela envolve uma verdadeira reavaliação como a criança percebe o mundo.

Amorim (Ibidem) argumenta que existe uma reformulação na matriz psicossocial da criança. A pobreza altera o modo de pensar, de perceber, de reagir aos estímulos do mundo. Para o professor a percepção da pobreza, principalmente nos centros urbanos fica comprometida. Não é incomum observarmos crianças oriundas de famílias miseráveis com calçados caríssimos ou com aparelhos eletro-eletrônicos de última geração. Isso também pode ser um mecanismo de defesa chamado de projeção. Carvalho (2000) argumenta que projeção é uma forma de transferência de um alvo para outro. Nesse caso o EGO não aceita em reconhecer um impulso inaceitável do ID, atribuindo assim à outra pessoa. Em outras palavras, é a operação, no sentido psicanalítico, no qual o sujeito expulsa de si e se localiza no outro. A expulsão, quando nos referimos a crianças em risco social, no caso é a pobreza. Adquirindo objetos caros é provável que a criança queira transferir as características da pobreza para outro. Porém essa máscara pode ser muito mais profunda, iludindo a avaliação de professores e profissionais da educação.

Laplanche e Pontalis (2000) nos apresentam outro sistema de defesa do EGO: o deslocamento. Ele é muito parecido com a projeção, porém, não requer lógica. É um processo psíquico em que o todo é representado por uma parte. Por exemplo: uma criança que na sua primeira infância teve uma experiência mal sucedida com um professor específico, pode se comportar de forma agressiva com professores ao longo de sua vida. Freud (1 - 1987) argumenta que o fenômeno pode ser manifestado em sonhos, porém a detecção do problema é muito difícil.

Vygotsky (2010) nos diz que crianças se desenvolvem e são potencializadas, dependendo no meio na qual elas estão emersas em contatos com os adultos. Peregrino (2010) em sua pesquisa sobre crianças carentes nas Escolas Municipais da Prefeitura do Rio de Janeiro, identificou um fato muito curioso: crianças tendem a imitar aquilo que mais sentem medo. Há 40 ou 50 anos atrás imitávamos monstros que nossas mães contavam e que povoam nossas mentes. Hoje o temido é o traficante, muito comum nas favelas das regiões metropolitanas brasileiras. O autor teve a oportunidade ser professor dessa mesma prefeitura (do Rio de Janeiro) e identificar que crianças, nas escolas que lecionou, principalmente aquelas em comunidades de risco social, se comportam, falam, gesticulam e se vestem como traficantes. Para professores isso é e pode apresentar uma forma de agressão e intimidação, porém é um lado da criança de demonstrar medo e um pedido inconsciente de socorro. Esse é um quadro específico de identificação, que segundo Freud (2 - 1974) é uma forma de proteção do EGO que por meio do qual o indivíduo assimila um aspecto, uma característica do outro ou se transforma totalmente ou parcialmente na pessoa. Esse processo pode e deve ser considerada, pelo menos com crianças, uma situação relativamente normal. Porém, a transferência nesse caso, é feita para uma personalidade psicótica e violenta (no caso de traficantes). Esse mecanismo pode desencadear violência por parte da criança. Professores e profissionais de educação que não conseguem perceber essa realidade sentem-se também amedrontados, gerando um relacionamento baseado no ódio e no medo, onde a função de formação cultural é deslocada para a sobrevivência de ambos os lados.

Outro modo de defesa muito comum do EGO é a regressão. Segundo Freud (1 - 1987) é o processo psíquico em que o EGO recua na linha do tempo, fugindo de situações conflitivas para um estágio anterior. São muito comuns observados em crianças. No caso destas (crianças) quando submetidas às pressões da vida escolar ou em sua própria comunidade violenta, e somatizando várias frustações na sua vida intelectual, tende a regredir à fase oral, passando por comportamentos anômalos, por exemplo, comer em excesso. Freud (2 - 1974) argumenta que no sentido temporal a regressão supõe uma sucessão genética e designa o retorno do sujeito a etapas já ultrapassadas de sua vida. No sentido formal, a regressão é a passagem de modos de comportamento de nível inferior no ponto de vista da complexidade. Turmas com problemas de aprendizagem possuem este tipo de comportamento que tanto aborrecem e ao mesmo tempo se torna um desafio para professores e profissionais ligados à educação. Segundo Freud (2 – ibidem) existe três tipos de regressão: formal, quando os modos de expressão e figuração, usados pela criança habitualmente, são substituídos pelos modos primitivos, criando sérios problemas na intelectualidade; temporal, em que comportamento corriqueiro de crianças que regridem, estas por sua vez aparentam ter idade mental inferior a cronológica; por fim a tópica, no esquema do aparelho psíquico, normalmente é manifestada em sonhos, possui como característica principal bloquear memória recentes, inibindo assim a cognição.

Henry Ey (2001) nos alerta para um mecanismo de defesa muito comum a pessoas sobtensão ou estresse: o isolamento. Este é um processo psíquico de neurose obsessiva, que consistem em isolar um comportamento ou um pensamento indesejável socialmente, de maneira que suas ligações com ou outros pensamentos, ou mesmo com o autoconhecimento ficam completamente interrompidas. Assim o ser psicótico,  ativa esse mecanismo de defesa de modo que ele não seja percebido exteriormente. O isolamento, segundo HENRY EY (ibidem) é uma forma de defesa neurótica, o ser isola uma determinada impressão ou uma atividade por pausa, ele argumenta ainda que, dá-nos a impressão simbólica que a entender que o EGO não permitirá que os pensamentos que possam revelar essa característica escondida venham à tona e entrem em contato associativo com os outros. Quando a criança frustrada por diversas tentativas de se integrar com o mundo intelectual que a escola a propõe, a cognição em sua forma mais elementar pode ser bloqueada.

Peregrino  (2010) pode observar, em loco, o comportamento de crianças em área de risco social em relação às normas escolares que são passadas a elas. Não é raro o comportamento de crianças de fazer exatamente o contrário do que lhes são propostos pela instituição de ensino. Argumenta ela que é uma forma de se identificar com suas raízes. É um pulso inconsciente de se manter agregada, leais aos país, a comunidade e ao seu amigos. A não aprendizagem pode ser uma forma de fidelizar esse compromisso subliminar.

Finichel (2000) chama esse comportamento de formação reativa. É um processo psíquico que se caracteriza pela adoção de uma atitude e de sentido oposto a um desejo que tenha sido recalcado, constituindo-se então uma reação contra esse desejo. Em outras palavras é um impulso indesejável, mantido no inconsciente, por uma forte adesão ao contrário. Crianças, muitas das vezes, paradoxalmente, sentem reações de repulsa a personalidades ou pessoas (professores) com que mais se identificam.

Condições de aprendizagem frustradas, ou seja, quando o objeto do desejo não pode ser obtido, nesse caso a aprendizagem, o mecanismo de defesa entra em ação para substituir por outro, fazendo uma forma de deslocamento. Segundo Laplanche e Pontalis (2000) esse mecanismo é denominado de substituição. Essa pode se caracterizar a diversão puramente lúdica com amigos ou total abstinência á escola.

4. Considerações Finais

Por último e não menos importante é o mecanismo de defesa chamada negação. A percepção do sentimento de sofrimento da criança não é confessável. Queremos dizer que dificilmente uma criança confessará a quem quer que seja que está passando por problemas difíceis, assim como fazem os adultos. A tendência é negar sensações dolorosas. Quanto mais tenra for à faixa etária e mais desagradável for a situação, maior será a pulsão de negação. Esse processo pode gerar um quadro de depressão, destruindo assim o processo de desenvolvimento do EGO.

Freud (1 - 1987) chamou este estágio de negação de pré-defesa. Para professores e todo staff educacional fica uma grande lição: o que a criança não diz é muito mais importante do que ela diz. O problema é que professores não são treinados para tal problema. Fica patente que a educação é um processo multiprofissional. Uma boa escola que tenha competência para atender uma população carente não pode apenas dispor de professores para alavancar um bom rendimento escolar. Uma escola viva necessita de médicos, psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, psicoterapeutas, entre outros. O Brasil patina na tentativa de se promover o desenvolvimento escolar por que foca nos problemas que acontecem dentro da escola, porém o alvo só será devidamente alcançado quando começarmos a apreender o que acontece fora das unidades escolares, ter uma visão de conexão do meio-ambiente da criança com seu desenvolvimento intelectual.

Os mecanismos de defesa do EGO são aprendidos na família ou no meio social externo de que a criança e adolescentes são expostos. As tensões geradas fora do ambiente de conforto da criança sempre geram inseguranças e reações mais distintas desses mecanismos. O fortalecimento do ambiente econômico do entorno da criança e suas famílias é um modo muito eficiente de política pública. As crianças tornam-se mais protegidas e a discrepância da linguagem e a atitudes entre a comunidade e a escola se tornam menores. Crianças de classes mais abastadas não estudam mais ou são mais inteligentes de outras. Suas escolas são uma continuidade de seus lares, devido a isso não se esforçam tanto para aprenderem, assimilação cultural se dá quase por osmose no seio de suas famílias.

5. Sugestões para Trabalhos Futuros

Nem todos os mecanismo de defesas são psicóticos, o poder público, através  da escola, poderia equipar profissionalmente a entidade, de forma que possa se aproveitar de mecanismos benignos para o SELF e para sua aprendizagem. A fantasia é uma delas. Nesse caso o indivíduo concebe uma situação em sua mente que satisfaz a necessidade ou o seu desejo, que não pode ser satisfeito na vida real. Isso é saudável quando canalizado adequadamente, a perspectiva de um futuro melhor apazigua a alma. O outro é a compensação, o indivíduo compensa suas deficiências procurando em si algo que ele tem de melhor. Por fim a sublimação, que segundo FREUD (2 - 1974) é o mais eficaz mecanismo de defesa, na medida em que canaliza os impulsos primitivos do ser humano para uma postura socialmente útil e aceitável. Uma sublimação eficaz pode ser feita por uma equipe pedagógica alinhada com a idiossincrasia da comunidade, por mais pobre e perversa que ela possa aparecer.

Para pesquisadores, são recomendáveis estudos de ambientes empobrecidos e os impactos que este pode ter nas vidas de crianças estudantes. Poderíamos sugerir também pesquisas sobre políticas públicas direcionadas a comunidades pobres específicas e o impacto na vida de comunidades. Outro tema interessante de pesquisa seria o efeito da corrupção no setor educacional e suas consequências.

Referências:

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