Resumo: Este trabalho foi resultado de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, cujo tema discutido foi a alteridade familiar na constituição do sujeito e as implicações da fragilização na função parental na vida do sujeito infanto-juvenil. O nosso objetivo, à luz da psicanálise, foi discutir a perda de hierarquia dos pais frente aos filhos e como tem se dado o exercício da função parental na contemporaneidade. Considerando que a função materna é fundamental para a formação psíquica do sujeito, buscamos ainda discutir como esta se apresenta hoje e se a alteridade enquanto apresentação do Outro no campo simbólico tem se dado de forma satisfatória. Tratamos deste assunto fazendo uma leitura histórica, das mudanças sócio-culturais que ocorreram desde o século XIX considerando tais eventos como fatores inerentes à mutação presente no atual contexto familiar. Essas mudanças inevitavelmente atingem a subjetividade da criança e do adolescente cujo impacto tende a repercutir por toda a vida. Enfatizamos os novos modelos familiares para contextualizar essa discussão sobre o exercício da parentalidade. Assim, buscamos desenvolver uma reflexão acerca da função parental e do impasse que os pais enfrentam no momento de se ausentar do convívio diário com os filhos. Acredita-se que o vazio que se instala na subjetividade infanto-juvenil nem sempre é restituído ou substituído satisfatoriamente por novas alternativas de cuidados. Dentro desta perspectiva, uma reflexão em torno da família foi desenvolvida, considerando neste contexto as mudanças psico-sociais, culturais e políticas.

Palavras chave: Família; criança; adolescência; cultura contemporânea; função parental.

Resumo: Este artigo tem como objetivo compreender o estudo da simbologia e mitologia delineada a partir da perspectiva da Psicologia Analítica de Carl G. Jung. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica baseada na concepção e organização do homem e seus símbolos através da aceitação do inconsciente. Os arquétipos foram trabalhados e conceituados por Jung e analisados em fases estratégicas do inconsciente. A simbologia é caracterizada como algo complexo e se desenvolve na sua relação interpessoal com o outro e na dinâmica psicoterapêutica. Evidencia-se a importância destas informações para o conhecimento e compreensão da psique humana a partir da perspectiva analítica e para a atuação dos profissionais da área da Psicologia.

Palavras-chave: Arquétipo, Simbologia, Mitologia, Psicologia, Inconsciente.

Introdução

No presente artigo, relaciona-se os conceitos Junguianos de Anima e Animus com as conquistas amorosas e sexuais, com o feminismo e com o imperialismo. Primeiramente, definiu-se Anima e Animus (SHULTZ e SHULTZ, 2006; JUNG, 1988) em que teríamos uma tendência optimal para o equilíbrio entre a percepção consciente da sexualidade e o respectivo Anima, ou feminilidade inconsciente no homem e Animus, ou masculinidade inconsciente na mulher.

Resumo: As mulheres do século XIX iniciaram um processo de maior liberdade pessoal mas não sem enfrentar dificuldades e julgamentos. A literatura retrata o momento histórico em que se insere e Machado de Assis fala sobre o mundo feminino e a repercussão de suas conquistas na sociedade e na psique humana. Iremos vislumbrar o que significou ser mulher no século XIX utilizando o olhar machadiano para tal intento.

Palavras-chave: Século XIX, Mulher brasileira, Machado de Assis, Literatura.

1. Introdução

O presente trabalho expõe como tema a relação entre o funcionamento de nossa sociedade contemporânea e a adolescência, no que diz respeito à ausência de limites e à formação da identidade, tendo como objeto delimitado a Psicanálise, e apresentando como problema de pesquisa a seguinte pergunta: De que modo o funcionamento da sociedade contemporânea tem influenciado no desenvolvimento do adolescente, no que se refere à formação da identidade, diante da ausência de limites?

Resumo: Dentro da abordagem de Análise Institucional foi possível observar vários pontos importantes, no que se refere investigação, análise da instituição, do qual foi realizado o estágio no primeiro semestre desse mesmo ano presente, no Batalhão da Polícia Militar da região de Minas Gerais. Questões como, o prazer e o desprazer relacionado ao desejo ou não, do trabalho -Policial Militar- sendo que, a atuação deste trabalho possivelmente esteja associada a uma autoconstrução de identidade, uma vez que, todo trabalho faz com que o homem seja inscrito e reconhecido no mundo, não somente, em suas relações interpessoais, assim também como, em sua formação subjetiva, onde essa atuação do trabalhador produz vários elementos constitutivos para desenvolvimento do sujeito. Diremos do aspecto possível, do enquadramento do sujeito institucionalizado (sugestionável despersonalização), bem como sobre a questão dos símbolos no que se refere ao indivíduo enquanto policial militar dentro da instituição e no que cerne ao sujeito em sua subjetividade fora da mesma, o que dentre esse aspecto foi possível relacionar, igualmente ou diferentemente, o sujeito ‘dentro’ da instituição e ‘fora’ dela. Usaremos o conceito de Persona, descrito por Jung, para falarmos sobre esses símbolos e a maneira que o homem se apresenta ao mundo. Será dito também sobre o papel do psicólogo, de forma não minuciosa, dentro do contexto.

Palavras- chave: Policial Militar, análise instituição, símbolo, persona.

Resumo: O objetivo do presente trabalho é a reflexão sobre a posição ocupada pelos mitos na prática da psicoterapia. O estudo surgiu a partir da necessidade de melhor compreender a posição demandada por paciente em atendimento clínico, atendido no Serviço de Psicologia da Faculdade da Cidade do Salvador. Para elucidar as questões exigidas pelo caso, recorreu-se a uma revisão de literatura analítica a respeito de alguns conceitos junguianos e a posição do psicoterapeuta no atuar no setting terapêutico. Partiu-se da análise do Mito de Quíron, o Curador Ferido, para se entender a dimensão de "cura" que demanda do analista um lugar de "curador sempre ferido", uma vez que a ideia presente no mito é a de que Quíron pôde se tornar um exímio curador a partir de sua própria ferida incurável. A ferida de Quíron, utilizada por ele como um recurso para entender o sofrimento dos que curava, foi relacionada ao processo contratransferencial presente no procedimento terapêutico.

Palavras-chave: Clínica analítica, Inconsciente Pessoal, Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Mitos.

1. Introdução

Há muito tempo os mitos e os contos de fadas estão presentes no imaginário do homem e desempenham um papel singular nas sociedades. Estas histórias sobrevivem ao longo dos anos, pois, contém símbolos universais que provém do inconsciente coletivo, que é “a parte da psique que retém e transmite a herança psicológica comum da humanidade.” [01] Mitos e histórias fantásticas acompanhados ou não de ritos ajudam o ser humano a lidar com problemas emocionais e pessoais que povoam sua psique, assim como a realizar difíceis passagens e segundo Hendersen: “alguns símbolos relacionam-se com a infância e a transição para adolescência, outros com a maturidade, e outros ainda com a experiência da velhice, quando o homem está se preparando para sua morte inevitável.[02] Isso acontece pois os mitos e os ritos possuem, para a psicologia analítica, um elo muito forte com os símbolos do inconsciente.

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