Resumo: Objetiva-se neste trabalho conhecer a conceituação e aplicação da Diagnese (diagnóstico de Anamnese) como abordagem complementar no atendimento de pacientes, a partir da interpretação de sentidos inconscientes em palavras escritas, uma vez que, os sintomas neuróticos são articulações que envolvem significantes. Embora Freud não usasse a Lingüística, admitia o inconsciente como linguagem, fato este que Lacan aprofundou, abordando o inconsciente como estruturado, comparando esta organização a um sistema de signos, como as formações das palavras que aparecem nas combinações do alfabeto. A Diagnese pode ser utilizada como mapeamento do comportamento, como instrumento de interação entre o paciente e o psicólogo, apresentando-se como um modelo psicoterapêutico eficiente em analisar e mapear o comportamento de indivíduos, casais e grupos pela análise das palavras que remetem aos seus inconscientes. Lacan acrescenta em sua obra que os analistas devem incrementar as habilidades de interpretação, tendo a concepção de que o inconsciente se estrutura como linguagem, distribuído de acordo com duas estruturas fundamentais, na metonímia e na metáfora.

Resumo: Este estudo trata sobre aspectos psicológicos, sociais e sociodemográficos que influenciam e/ou determinam a relação entre uso/abuso de álcool e suicídio, e a atuação do profissional da psicologia na identificação e tratamento de alcoolistas que apresentam comportamento suicida. O método escolhido para a realização deste estudo fundamentou-se na pesquisa qualitativa, de cunho exploratório, bibliográfico e documental. O estudo verificou que o transtorno por uso de álcool e outras substâncias aumenta significativamente o risco de suicídio e a análise focou como universo de pesquisa a cidade de Lages - SC, onde, entre os anos de 2006-2009, 49 pessoas cometeram o suicídio.Os resultados indicam a atuação do profissional da psicologia na identificação de indivíduos que apresentam comportamento suicida como fundamental para identificar possíveis riscos de outras tentativas de suicídio, e assim desenvolver um plano de intervenção com os recursos psicoterápicos mais utilizados pelos Psicólogos.

Palavras-chave: Alcoolismo, Suicídio, Tratamento psicoterapêutico

Resumo: A Mediação de Conflitos é uma prática antiga, desde antes de Cristo em diversos países como Grécia, Egito, Babilônia, entre outros. A Colômbia foi o primeiro país da América Latina a iniciar esse trabalho, em 1983. Essa técnica consiste em um procedimento facultativo, requer concordância livre e expressa das partes envolvidas e, portanto, não é imposta, é aceita, decidida e realizada pelo conjunto de protagonistas. Há no Brasil diversos grupos de formação de mediadores, contudo a atividade ainda não é regulamentada como profissão. É empregada em diversas áreas: escolas, organizações, varas de família, etc. Os benefícios psicológicos, emocionais e de convivência obtidos após participarem da mediação são largamente maiores que longas disputas na justiça comum.

Palavras-chave: Mediação, Formação, Psicologia Jurídica, Psicologia Clínica.

Resumo: O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Estado-Limite da Personalidade é definido como um grave transtorno é caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. Estes pacientes podem possuir sintomas psiquiátricos diversos, humor instável e reativo, sensações de irrealidade e despersonalização, impulsividade, autodestruição, manipulação, chantagem, conduta suicida, sentimentos crônicos de vazio, tédio e temperamentais. São pacientes que apresentam dificuldades no manejo clínico, devido viver uma “montanha-russa” emocional. Os sintomas aparecem durante a adolescência e se concretizam nos primeiros anos da fase adulta e geralmente persistem por toda vida. A orientação para tratamento são sessões de psicoterapia, em alguns casos, tratamento medicamentoso e participação ativa da família.

Palavras-chave: Paciente Borderline, Sintomas, Tratamento.

Resumo: O objetivo deste trabalho é buscar compreender o cliente acerca de sua religiosidade dentro do setting terapêutico na visão existencial fenomenológica, esclarecendo ao profissional em treinamento, a postura ética e como é a sua posição de intervenção diante das crenças, buscando contribuir ao jovem terapeuta, o manejo diante de diferentes crenças religiosas. O método de estudo foi elaborado através de observação e escuta em atendimentos psicológicos realizados na clínica escola – Unipac–Ipatinga.

Palavras-chave: Religiosidade, espiritualidade, ética e manejo no setting terapêutico.

Resumo: Este artigo visa contribuir para análise e discussão acerca do tema medo, assim como dos aspectos psicológicos envolvidos neste contexto e suas representações no cotidiano. A partir de uma revisão bibliográfica faz-se uma sucinta explanação dos conceitos, tipos de medos e fobias. Abordando também alguns costumes e crendices da cultura popular sobre o medo. Enfatizar-se-á as percepções da psicologia com uma abordagem psicanalítica sobre a construção destes medos e/ou fobias presentes em muitos dos indivíduos que buscam os serviços de psicólogos e psicanalistas. Com base no que fora levantado, muitos dos medos e fobias vivenciados por indivíduos, sejam eles de qualquer faixa etária, estão associados à passagem do Complexo de Édipo e o processo de castração.

Palavras-chave: medo, fobia, angústia, complexo de Édipo, castração.

Resumo: Os transtornos de ansiedade são muito prevalentes em crianças e adolescentes, causando sérios prejuízos quando não tratados. As práticas em psicoterapia Cognitivo-Comportamental têm se mostrado eficazes no tratamento desses transtornos em crianças e enfatiza a necessidade do envolvimento dos pais para que o processo terapêutico seja mais eficaz. Observou-se uma mudança na concepção dos pais no tratamento dos seus filhos, antes, os mesmos eram concebidos como agentes patológicos e, atualmente, passaram a ser parte integrante do tratamento. Os pais podem ser envolvidos em vários papéis como: o facilitador, o coterapeuta, coclientes ou como clientes. O foco e a ênfase das intervenções variam, do trabalho direto com os problemas da criança a sessões separadas focadas nos pais. Diante disso, o objetivo desse estudo é analisar as estratégias de intervenção com os pais, no tratamento de crianças com transtorno de pânico. Para isso, realizou-se uma pesquisa bibliográfica, coletando em artigos científicos disponíveis em meios eletrônicos e em livros sobre transtorno de pânico na infância, seu tratamento e a participação dos pais. Observou-se que os conteúdos voltados para a ocorrência desse transtorno em crianças são limitados, em geral, o transtorno.

Palavras-chave: Transtorno de Pânico na Infância, Participação dos Pais, Terapia Cognitivo-Comportamental.