Resumo: O homem é um ser social que desde o seu nascimento está envolvido em relações interpessoais. É nesse contexto de interação recíproca que as habilidades sociais se manifestam, podendo ser compreendidas como uma variedade de classes de comportamentos de um indivíduo que orientam as suas relações sociais. Tais habilidades configuram-se processos passíveis de aprendizagem e a sua expressão varia em função da idade como também de aspectos situacionais e culturais. As aprendizagens dessas habilidades se dão durante todo o processo da vida e a infância tem sido apontada como um período crítico para a sua ocorrência. Para lidar com as demandas e desafios atuais, a criança precisa desenvolver um repertório cada vez mais elaborado de habilidades sociais. Crianças que apresentam algum tipo de transtorno no curso do seu desenvolvimento, como as crianças autistas, as quais apresentam como sintoma proeminente um déficit nas relações sociais, necessitam de espaços propiciadores e reforçadores para a construção de um repertório comportamental habilidoso, que leve em consideração sua maneira peculiar de comunicação. Nesse sentido, baseando-se na literatura especializada, este trabalho teve como objetivo investigar as possibilidades de intervenção com crianças autistas tendo como ferramenta o treinamento em habilidades sociais (THS), que constitui-se uma tentativa direta e sistemática de ensinar estratégias e habilidades interpessoais aos indivíduos, com a intenção de melhorar a qualidade de suas interações em tipos específicos de situação.

Palavras-chave: Relações interpessoais, Habilidades sociais, Autismo, Treinamento.

Resumo: O presente artigo tem como ponto de partida analisar os aspectos destrutivos da dependência amorosa. Pretendemos fazer uma explanação sobre a dependência afetiva desde seu processo de formação até suas repercussões na vida do individuo. Consideramos relevante falar sobre um tipo de amor que provoca, para muitos, sofrimento psíquico, ansiedade e que em muitas situações preenchem sessões de psicoterapia e mudança de uma rotina funcional para uma disfuncional. Dentro da mesma linha temática falaremos do apego como objeto de vinculação e uma das principais causas da formação da dependência. Defenderemos que um vínculo mal formado com a principal figura de apego na infância traria transtornos nos relacionamentos na vida adulta. O vicio afetivo possui características como qualquer outra adicção e para isso precisa de um olhar individualizado, diferente de outras patologias. Abordaremos complementarmente os processos que envolvem a idealização do amor e como estão associadas à dependência afetiva. Não temos a pretensão de analisar com efeito de julgamento os efeitos de um amor dependente, lembramos antes disso que, em muitos casos a dependência é único recurso que o sujeito pode lançar mão em detrimento de sua saúde psíquica.

Palavras-chave: Dependência afetiva, Apego, Adicçao, Idealização amorosa.

Resumo: Ansiedade é uma das emoções frequentes em pacientes cardiopatas, cuja função é alertar o paciente de algum perigo que é percebido como uma ameaça desconhecida. A relação entre ansiedade e coração é percebida como aversivos e perigosos, visto que a ansiedade elevada é prejudicial ao paciente, por isso a importância dessa pesquisa, visto que a cardiopatia acomete todas as doenças do coração e em todas as idades. No interior do Estado de Rondônia, não tem sido evidenciado nenhum tipo de pesquisa voltada para pacientes portadores de cardiopatia frente à ansiedade, por isso o interesse desse trabalho em nossa região. O objetivo dessa pesquisa foi medir o nível de ansiedade dos pacientes cardiopatas, verificar a correlação entre o gênero e a faixa etária nesses pacientes. A abordagem da pesquisa é quantitativa e qualitativa, de forma exploratória e descritiva e quanto ao objeto foi uma pesquisa de campo desenvolvida por amostragem não probabilística por conveniência. O instrumento utilizado para obtenção dos dados foi o Inventário de Ansiedade BAI e a quantidade da amostra foi de 21 pacientes cardiopatas. Os resultados indicaram que 5% apresentaram o nível mínimo, 19% nível leve, 48% nível moderado e 28% nível grave, verificando que a maioria dos participantes apresentou sintomas de ansiedade. Por fim, nota-se a carência de pesquisa científica nessa área de cardiopatia, por esse motivo é de suma importância que os estudiosos continuem realizando pesquisas para que possa ter melhor compreensão acerca da ansiedade nesses pacientes.

Palavras-chave: Ansiedade, Cardiopatia, Pacientes.

Resumo: A relação entre terapeuta e paciente é um dos pontos mais importantes da terapia, sendo que a transferência desempenha um papel essencial nesse processo, onde as emoções inconscientes são expostas em sentimentos bons ou ruins dirigidos a figura do terapeuta. Isso levanta uma preocupação imediata sobre a forma mais adequada para se trabalhar com essas emoções em terapia. Muitos argumentam que a transferência é uma barreira para uma terapia eficaz, no entanto essa crítica é facilmente contestada quando se leva em consideração que alguns conteúdos inconscientes não podem ser expressos verbalmente.  Portanto, o processo de transferência é um valioso e, por vezes, a única ferramenta para trabalhar com estas emoções. Destarte, este artigo tem como objetivo discutir a importância da transferência na relação terapêutica, avaliando o papel do terapeuta e as possíveis barreiras para um processo terapêutico eficaz.

Palavras-chave: transferência, contratransferência, processo terapêutico, relação terapêutica, aliança terapêutica.

Introdução

A internet tem permitido uma facilidade para a vida das pessoas. Muitas consideram que aumenta a conectividade entre elas, diminuindo a distância e facilitando na comunicação como um todo, mas, principalmente, este meio de comunicação gera um bom rendimento no tempo gasto nas tarefas pessoais e profissionais. No entanto, a internet tem possibilitado a formação de novos subsídios de interação, organização e atividades sociais, devido ao uso de redes sociais como Facebook, Messenger (MSN), Skype, Orkut, Twitter, e-mails, entre outras, mudando, também, a maneira das pessoas proporcionarem e receberem informações e cuidados de saúde.

Resumo: O texto fala de como é o atendimento clínico infantil com embasamento Psicanalítico, especificando desde o mito familiar que está relacionado à rede simbólica na qual a criança está inserida, até o brincar da criança que através da mediação do analista, ressignificará o lugar na qual foi posta e produzirá algo só seu. Essa rede simbólica relacionada ao mito familiar gera os significantes que são os agentes da posição subjetiva do sujeito, sendo necessário que na análise, o analista interrogue o saber do paciente através de seu imaginário, fazendo a leitura de seu simbolismo para o seu gozo se reduzir e haver a produção de novos significantes.

Dentre as áreas da ciência psicológica o fazer mais conhecido pelo senso comum é a psicologia clínica, muitos ainda associam a imagem do psicólogo somente ao modelo tradicional de terapeuta, clínico, aquele que escuta e faz pontuações. Portanto, alguns conceitos são pertinentes à prática clinica, bem como à escuta, a subjetividade, o sofrimento psíquico, aceitação incondicional, o comportamento.

A clínica em psicologia é um espaço criado para atender o outro em sua singularidade, ouvi-lo, orientá-lo, apontar caminhos a fim de proporcionar alívio emocional, autoconhecimento, ajustamento criativo, etc. O psicólogo é esse profissional mediador que propicia o encontro do sujeito consigo mesmo a partir da fala.