1. Introdução

A certeza humana da morte aciona uma série de mecanismos psicológicos. E são através desses mecanismos que o homem lida com a morte, seus medos, suas angústias, suas defesas, suas atitudes diante da morte. Falar sobre morte, ao mesmo tempo em que ajuda a elaborar a ideia da finitude humana, provoca certo desconforto, pois encaramos essa mesma finitude, o inevitável, a certeza de que um dia a vida chega ao fim.

1. Introdução

O Cuidado Paliativo utiliza uma visão humanitária de cuidados com o enfermo em estado terminal, possibilitando o alívio de sua dor e sofrimento. Proporciona uma assistência interdisciplinar ao paciente e aos familiares que compartilham deste processo de terminalidade da vida. O trabalho do psicólogo na equipe interdisciplinar consiste em atuar nas desordens psíquicas que acometem o doente e sua família nas diversas fases do tratamento, proporcionando escuta ativa e acolhimento para reconhecer as reais necessidades do paciente e de sua família.

Resumo: O vínculo afetivo mãe-bebê se desenvolve durante a gravidez e se estende após o nascimento numa interação recíproca, fortalecendo-se a cada momento. Este estudo tem como objetivo identificar os sentimentos das mães diante da internação do bebê na UTI neonatal logo após o nascimento, suas dificuldades e estratégias de enfrentamento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, explorada mediante análise de conteúdo, em que foram entrevistadas quatro mães de diferentes municípios do Oeste Catarinense no momento em que seus bebês estavam na UTI neonatal. Utilizou-se como norteadora entrevista com roteiro semiestruturado da qual emergiram seis categorias. Evidenciou-se que neste período as mães vivenciam um sofrimento psíquico intenso, encontravam-se despedaçadas emocionalmente, porém mesmo com muita tensão acompanhando seus filhos à distância, demonstraram acreditar na recuperação do filho, com expectativas positivas.

Palavras-chave: Mãe-bebê, Sentimentos Envolvido, Vivências, UTI Neonatal

Resumo: O presente estudo na abordagem empregada para a pesquisa foi qualitativa permanecendo na condição descritiva, analítica e exploratória, evidenciando que para o psicólogo hospitalar é fundamental distinguir as causas e os fatores que influenciam no comportamento humano, notando suas necessidades, que implicam na qualidade do acolhimento do mesmo, ressaltando que o acolhimento ao paciente e a humanização hospitalar será trabalhada sob esses enfoques. Quanto ao ato de acolher o paciente e primar pela Humanização Hospitalar será uma saída para satisfazer as necessidades do paciente de forma que venha contribuir para sua recuperação psíquica, biológica ou até mesmo espiritual. O paciente tendo um bom acolhimento, algumas situações de ordem psicológica serão amenizadas tais como medo e inseguranças. Sua relevância baseia-se na sua potencialidade de sensibilizar pesquisadores e profissionais da saúde sobre a significância da importância do acolhimento ao paciente com qualidade que podem incidir sobre o comportamento do sujeito, colaborando assim para gerar bem estar e estabelecer sua recuperação de maneira eficaz.

Palavras-chave: Psicólogo hospitalar, Humanização, Paciente, Acolhimento.

Resumo: Este artigo é fruto de uma pesquisa bibliográfica e de campo acerca do câncer em crianças, evidenciando aspectos relacionados às possíveis mudanças ocorridas no seio familiar. A pesquisa foi desenvolvida no Hospital da Agro-Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, sendo este um centro de referência para o tratamento do câncer infantil, teve como objetivo investigar as emoções emergentes das mães frente ao diagnóstico de câncer infantil, estabelecendo um espaço para a escuta e compreensão da família a respeito da doença. Tratando-se de um estudo qualitativo foi realizado através de entrevista semi-estruturada com 20 mães, entre 17 e 57 anos, de crianças em tratamento quimioterápico realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pôde-se constatar que sentimentos de tristeza, medo e angústia estavam presentes nos relatos das mesmas. Através do estudo podemos notar o poder da psicologia no cenário da saúde, enquanto que os outros profissionais da área estão voltados à doença e ao tratamento, o psicólogo se insere nesse contexto criando espaço para a escuta das emoções emergentes diante do processo de adoecimento.

Palavras-chave: Câncer, Crianças, Mães, Emoções  emergentes.

O hospital é o lugar onde o corpo dói, o corpo que é visto pela medicina sendo objeto de estudo e cura. O sujeito é reduzido a sua patologia, que se apresenta em partes do organismo, e o subjetivo não são evidenciados. Podendo, assim, tornar-se mais fácil ou pragmático as curas do corpo orgânico pelo saber médico que exclui a subjetividade. A psicanálise, segundo Moura (2000), encontrou um lugar na cultura científica por se ocupar do que a ciência exclui. Assim, pode-se pensar, então, que a psicanálise e a ciência se apoiam mutuamente sobre o saber do corpo, demarcando um lugar. A psicanálise não oferece um discurso curativo e nem pretende confortar o sujeito sobre o seu adoecimento e sim, faz com que emerja um sujeito implicado em suas próprias questões.

Resumo: O adoecimento é pensado, neste trabalho, sob um ponto de vista psicanalítico, entendendo que para que possa contemplar o sujeito é preciso ir além do plano do biológico. Para isso, é refletido aqui quais mecanismos estão implícitos quando o sujeito, diante do diagnostico de uma doença grave, é remetido a pensar sobre sua própria finitude. Considerando a importância da escuta psicanálitica dentro do contexto hospitalar, pois através dessa é possivel favorecer o Sujeito-paciente, com a finalidade de que este possa dar bordas e simbolizações, para essa angústia de finitude, através da fala.

Palavras-chave: Adoecimento, Corpo, Finitude, Morte, Psicologia hospitalar.

Resumo: Este trabalho teve como objetivo a busca pelo despertar de sentimentos através da música e do lúdico e a compreensão dos sentidos dados por pessoas hospitalizadas diante desse encontro. Foi realizada uma pesquisa de campo de cunho qualitativo descritivo exploratório, em uma perspectiva fenomenológica existencial, direcionada pelo olhar analítico de Dulce Critelli para que pudéssemos questionar ao fenômeno através de uma pergunta disparadora aquilo que queríamos saber sobre ele. No primeiro capítulo discorremos sobre a historicidade do hospital, as políticas públicas nacionais de saúde, a entrada e o papel da psicologia no hospital e as implicações do adoecimento e hospitalização para o paciente. O segundo e terceiro capítulos trazem a utilização histórica da música e a importância dos recursos lúdicos no contexto hospitalar. No quarto capítulo objetivamos discorrer sobre o olhar fenomenológico constituído por Husserl e ontologizado por Heidegger retomando a questão do ser.  No quinto e último capítulo nos dedicamos à expor nas entrevistas as implicações individuais dos encontros, que nos levaram a refletir sobre a atitude humanizada do profissional de psicologia diante da possibilidade de lançar mão desses e outros recursos, criando um novo espaço para a abertura e fortalecimento da relação. Entrevistamos sete pessoas, em uma clínica nefrológica de Pernambuco, acometidas pelo adoecimento dos rins, que se encontravam no momento da pesquisa diante da máquina dialisadora. Esses encontros nos proporcionaram experienciar a condição de ser si mesmo com o outro em um processo dialógico e autêntico que fez surgir do silêncio à fala poética aquilo da sua história que, antes velado, pôde ser desvelado, revelado, testemunhado, veracizado e autenticado.

Palavras-chave: Música, Ludicidade, Adoecimento, Fenomenologia, Ser-com.