Resumo: A pesquisa teve como tema central as representações sociais de idosos acerca da velhice. De forma comparativa buscou-se analisar as possíveis divergências entre representações de idosas residentes em uma instituição de longa permanência e atuantes em uma associação da previdência social para aposentados. Como estratégias metodológicas foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com tais participantes, tendo como objetivo compreender os significados que marcam a fase do envelhecer, analisar a importância das relações sociais e verificar possíveis carências afetivas. Como resultado, percebeu-se que participantes inseridas no contexto em que propicia interação e reconhecimento social apresentaram representações de caráter positivo, diferente das participantes do abrigo que tiveram representações pautadas em significados pejorativos estereotipados. Desta forma, tornou-se necessário repensar acerca de novas praticas que beneficiem idosos que se encontram a margem da sociedade. A realização deste estudo pretendeu instigar novos meios de difusões acerca das potencialidades e capacidades dos idosos a fim de que estes tenham maiores reconhecimentos através de suas peculiaridades enquanto indivíduos, contribuindo assim para amenizar preconceitos e sofrimentos psíquicos.

Palavras-chave: Representações sociais, envelhecer, preconceito, reconhecimento, peculiaridades.

Resumo: O presente estudo tem por objetivo caracterizar os aspectos socioculturais da estética e a satisfação corporal presentes na concepção da imagem corporal de 19 adolescentes do gênero feminino de uma escola do Extremo Oeste de Santa Catarina. Um estudo de campo de natureza quantitativa – qualitativa, caracterizada como descritiva e exploratória. Investiga como e até que ponto o padrão estético influencia na autoimagem corporal das jovens fazendo uso de dois instrumentos: Body Shape Questionnarie (BSQ) e o Desenho da Figura Humana (DFH). A análise e interpretação sucederam pelo software Sphinx e nos trabalhos de Van Kolck (1981) e Hutz e Bandeira (2000). Com a pesquisa verificou-se que há correlação positiva estatisticamente significativa entre preocupação com o corpo e influências externas (mídia, cultura, etc.), e que estas distorcem a autoimagem corporal.

Palavras-chave: Estética. Autoimagem corporal. Adolescentes.

Introdução

O ser humano tem uma capacidade cognitiva única no mundo. É ela que nos distingue dos outros animais, que nos faz perceber essa distinção, que nos dota da capacidade de comunicação, que nos dá subsídios para (tentar) entender o mundo. Mas como adquirimos essa inteligência? Como desenvolvemos essa inteligência, que desde bebês nos faz distintos dos outros animais?

É sabido que os primeiros anos de vida são fundamentais no desenvolvimento do ser humano. Essa concepção iniciou cientificamente apenas no começo do século XX, com os estudos da criança e do comportamento infantil. Desde então, vem-se estabelecendo uma série de pesquisas sobre diferentes aspectos da vida psíquica da criança, do seu desenvolvimento e da concepção de inteligência (e da formação dessa inteligência) na criança.

Este texto tem como objetivo descrever alguns fatores importantes no desenvolvimento humano e, demonstrar de que forma estes exercem sua influência. Os fatores são divididos em internos – a hereditariedade e a maturação – e externos – meio ambiente. O desenvolvimento humano aqui referido vem dizer da “estrutura física, o comportamento e funcionamento mental” (DAVIDOFF, 2001 p. 419), estudado pela psicologia do desenvolvimento.

Com o argumento de que não devemos confundir a criança com um adulto em miniatura, a autora Ana Bock (1999) demonstra em seu texto a importância do estudo do desenvolvimento humano. É necessário conhecer as características comuns de cada faixa etária e reconhecer a individualidade do sujeito para adquirir aptidão na observação e interpretação do comportamento.

A velhice é uma etapa da vida que pressupõe alterações físicas, psicológicas e sociais, e estas ocorrem de forma gradativa e natural, não sendo correto afirmar que há uma idade exata para ser considerado velho, pois essas alterações variam de pessoa para pessoa. Envelhecer é um processo inevitável para aqueles que vivem, entretanto os efeitos do envelhecimento podem ser reduzidos a partir de alguns fatores, tais como, “alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, a exposição moderada ao sol, a estimulação mental, o controle do estresse, o apoio psicológico, a atitude positiva perante a vida e o envelhecimento” (ZIMERMAN, 2000, p.21).

Jean Piaget foi um biólogo suíço que viveu entre os anos de 1896 e 1980. Durante seus 84 anos de idade, interessava-lhe desvendar como acontece e como se processa o conhecimento lógico-abstrato do homem, desde o início da sua vida até a idade adulta. Preocupou-se com o rigor científico de seus trabalhos, trazendo uma série de livros e artigos produzidos a fim de construir uma teoria do conhecimento baseada na biologia e em que as especulações filosóficas estivessem embasadas na pesquisa empírica, culminando, então, no que hoje se conhece como uma psicologia do desenvolvimento.

Ele sustenta que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas (PIAGET, 1976). Dessa forma, o processo evolutivo das características genéticas do homem tem uma origem biológica que é ativada pela ação e interação do organismo com o meio ambiente - físico e social - que o rodeia, existindo uma relação de interdependência entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer. (TERRA)

Resumo: O presente artigo tem por objetivo relacionar a prática de dinâmicas de grupo com idosos e verificar se essa relação contribui para o aumento da qualidade de vida dessas pessoas. Através de uma pesquisa bibliográfica, buscou-se apontar os conceitos e implicações de dinâmica de grupo e qualidade de vida, e fazer uma interação desses temas com a questão da gerontologia, confirmando que essas dinâmicas possuem influência positiva na qualidade de vida da terceira idade.

Palavras-chave: Dinâmica de grupo. Idosos. Qualidade de vida.

Resumo: A autora, através dos recursos utilizados no filme Eu, Christiane F. -13 anos- Drogada e Prostituída, propõe uma análise do comportamento adolescente da década de 70 em analogia com a contemporaneidade. Fundamentada em Freud, Eric Erikson, Peter Bloss, Arminda Aberastury e Maurício Knobel, discute as manifestações das várias identidades criadas pelo adolescente, procurando o esclarecimento à suas sintomatologias bem como a maneira de se ver e tratar o adolescente diante de suas transformações.
Palavras-chave: Adolescência, conflitos, drogas, satisfação, moratória social, individuação e mal estar na civilização.