Real ou imaginário? O Ciúme Romântico na Contemporaneidade: um estudo de caso à luz de conceitos da Psicologia

Resumo: O presente estudo tem como objetivo discorrer sobre o ciúme romântico na contemporaneidade como um aspecto emocional que infligem em sofrimentos, consequência da existência de um inimigo real ou imaginário presente na relação afetiva – romântica.  Para muitos o ciúme é considerado uma manifestação consciente de amor e carinho, porém essa manifestação dentro de um relacionamento passa a ser encarado pelo parceiro como sentimento de angústia doentia, muitas das vezes sem uma correlação logica com o presente relacionamento. Enfatizando o estudo, foram redigidas dez afirmações para vinte pessoas, dez masculinas e dez femininas nos quais deram suas afirmações sobre o presente tema. É de suma conhecer os sentimentos frequentes que embasam esse fenômeno não descartando as especificidades da personalidade de cada indivíduo.

Palavras-chave: Ciúme, Relações afetivas, Infidelidade, Superproteção.

1. Considerações Iniciais

 “De fato, o ciúme é uma reação emocional extremamente usual, manifestada em diversos tipos de relacionamentos interpessoais” (BUENO; CARVALHO, 2012, P. 01). Há muito tempo a manifestação do ciúme cem sendo retratada em importantes literaturas ao longo do contexto histórico. O ciúme tem variações importantes nas diferentes culturas e épocas. Mullen (1991) discute em que, no século XIV relacionava-se a paixão, devoção e zelo à necessidade de preservar algo importante, sem conotações pejorativas de possessividade e desconfiança.

Segundo Tessari (2004), existe uma crença de que os homens trairiam mais do que as mulheres. Embora isso seja uma tendência, os homens aprendem desde pequenos que podem ter mais de um relacionamento e sentem-se, por isso, apoiados na verdade. A idealização da ‘mulher perfeita’ pelos homens e do ‘homem que as apoie e as ajude’, pelas mulheres (que geralmente costumam confundir casamento com felicidade), faz com que as pessoas reivindiquem muito umas das outras, o que gera frustrações, e abre caminho para a infidelidade. Nesse sentido, vários são os motivos pelos quais é excluída a possibilidade de aceitar o outro como eles são. Ao invés de tentar crescer com o (a) parceiro(a), algumas pessoas passam a acreditar que somente terão alegrias, emoções e crescimento fora do relacionamento (ALMEIDA, 2007).

No contexto psicológico, o ciúme é frequente em diversas situações. Na clinica, aparecer como o tema central de dificuldades no relacionamento amoroso e sexual (MARKS; SILVA, 1991).

Almeida (2007) enfatiza que todos nós cultivamos certo grau de ciúme. Na literatura é possível encontrar várias definições de ciúme na literatura científica, sendo que cada autor destaca e/ou acrescenta um aspecto relacionando a esse constructo. White (1981) considera que o ciúme como um complexo de emoções, cognições e comportamentos destinados a proteger o relacionamento e a autoestima, diante da presença de um inimigo/rival, real ou imaginário, a um relacionamento amoroso. Por sua vez Silva (1997), acrescenta que o ciúme também pode ser sentido em decorrência de um relacionamento que o atual parceiro amoroso tece no passado. Entre outras definições que compões a literatura deste tema, Bruunk e Bringle (1987) ressaltam a qualidade desagradável dessa experiência e acrescentam a qualidade desagradável dessa experiência e acrescentam que o ciúme pode ser sentido em relação a um parceiro amoroso atual ou um ex-parceiro e uma terceira pessoa.

DeSteno e Salovary (1996) e Pines (1998), referem-se a três pontos:

  1. O ciúme é uma relação emocional complexa e desagradável, que envolve sentidos (raiva, ansiedade e tristeza), cognições e tendências comportamentais;
  2. A reação ocorre devido à percepção de ameaça a um relacionamento considerado importante;
  3. A ameaça é representada por um rival, que pode ser real ou imaginário.

De um ponto de vista evolutivo, o ciúme surge e evoluí ao longo do tempo, como um dispositivo emocional destinado a proteger a estabilidade de relacionamentos amorosos considerados importantes. Ao adotar a convivência em grupo como estratégia de sobrevivência e preservação da espécie, o homem tornou-se um ser social e em consequência a isso, todos os seus relacionamentos passam a serem valorizados, tornando-se alvo de competição, inclusive os amorosos (DESTENO, 2006).

Dessa forma, o ciúme surge quando um relacionamento diádico valorizado é ameaçado devido à interferência de um rival e pode envolver sentimentos como medo, suspeição, desconfiança, angústia, ansiedade, raiva, rejeição, indignação, constrangimento e solidão, dentre outras, dependendo de cada pessoa (DALE; WILSON, 1983; HASLAM; BORNSTEIN, 1996; KNOBOCH; SOLOMON; HAUNANI; MICHAEL, 2001; PARROTT, 2001, apud, ALMEIDA, 2011).

É possível ter ciúme até mesmo em relacionamentos platônicos, em que se há um amor unilateral não correspondido (RAMOS, 2000). De fato, o ciúme é uma relação emocional extremamente usual, manifestada em diversos tipos de relacionamentos interpessoais, como entre parceiros amorosos (SILVA, 1997), pais e filhos (MASCIUCH; KIENAPPLE, 1993), ou amigos (PARKER; LOW; WALKER; GAMM, 2005).

Rodrigues, Assmar e Jablonski (1999, apud, ALMEIDA, 2007, p.28), categorizam em três grupos principais:

  1. Causas pessoais: características relativamente duradouras de cada um dos parceiros que compõem a relação, como os traços de personalidade, atitudes ou habilidades;
  2. Causas relacionais: quando uma regularidade na interação reflete uma combinação particular de disposições das duas pessoas. É o que ocorre, por exemplo, o namoro de umas pessoas com características de dependência afetiva e a outra superprotetora;
  3. Causas ambientais: referentes às características do ambiente físico e/ou social no qual a relação, esta inserida e são desenvolvidas, como por exemplo, dificuldades financeiras, normas sociais etc.

Entretanto, o ciúme pode se manifestar de duas formas, saudável ou patológica. Segundo Pfeiffer e Wong (1989), o ciúme saudável é o que se segue à percepção de ameaça real, provocando algum sofrimento (reação emocional) e desencadeando ações (reação comportamental) de proteção ao relacionamento. Por vez, a relação patológica pode envolver ameaça imaginada ao relacionamento (delírios de infidelidade), suspeita paranoide de estar sendo traído, sofrimento mais intenso do que na relação normal de ciúme e comportamentos de investigação.

“Na manifestação do ciúme saudável muitas vezes é percebida como um sinal de afeição e amor, ou seja, de que uma pessoa se preocupa se importa com a outra, e não a quer perder” (SILVA, 1997, apud, BUENO; CARVALHO, 2012, p. 02).

O ciúme patológico pode ser diagnosticado ainda que o parceiro considerado infiel realmente o seja ou o tenha sido. Dessa forma, segundo Kebleris e Carvalho (2006, apud, ALMEIDA, 2011) o diagnóstico desta psicopatologia não está na avaliação dos fatos em si, mas sim na leitura realizada pelo indivíduo que acredita ter sido traído pelo parceiro.

Esse termo engloba uma ampla gama de manifestações (de reativas a delirantes) e diagnósticos psiquiátricos. Inclui os casos de ciúme sintomático, ou seja, quando é parte de outro transtorno mental (alcoolismo, demência, esquizofrenia) (ALMEIDA, 2011).

Por mérito a estes conceitos históricos essenciais partimos do mesmo pressuposto e delineamos este processo de pesquisa que visa responder algumas perguntas recorrentes do ciúme. Afinal, quem ama cuida.

2. Métodos

“[...] se a culpa e o ciúme puderem ser superados, a infidelidade deixará de ser um problema” (PITTMAN, 1994, p. 07, apud, ALMEIDA, 2007).

Participantes

Os dados foram obtidos com pessoas do sexo masculino/feminino, composta por 20 estudantes universitários de três instituições de ensinos diferentes da cidade de Pato Branco, Paraná. A amostra de designou em 50% masculinos e 50% femininos com idades entre 20 e 30 anos, com média de idade igual a 22,45 e desvio padrão igual a 7,7.

Instrumento

Para coleta de dados foi confeccionado um questionário com 10 afirmações nas quais o entrevistado tinha por tarefa responder utilizando (X) Sim ou (X) Não, de acordo com a sua realidade romântica nas seguintes questões:

  1. Você já teve experiências anteriores com relacionamentos amorosos tais como namoro?
  2. Atualmente encontra-se em um relacionamento afetivo – amoroso?
  3. Em um relacionamento você passa a ser uma pessoa super protetora?
  4. Sente ciúme de seu companheiro(a) em suas relações com as demais pessoas do sexo oposto?
  5. Alguém já sentiu ciúme de seus atos em relação a demais pessoas?
  6. Procura manter uma relação estável enfatizando o diálogo para resolução de problemas no relacionamento?
  7. Não confia em ninguém, mesmo que nunca tenha lhe dado motivo para isso?
  8. Tem suspeita recorrente, sem justificativas, quanto à fidelidade do cônjuge ou do parceiro sexual?
  9. Acha que outras pessoas possam afetar seu relacionamento por inveja ou ciúme do cônjuge?
  10. Fica preocupado(a) com situações que lhe provocam dúvidas injustificadas como por exemplo, fidelidade de amigos, parentes e etc.?

Procedimento e Análise dos Dados

O instrumento foi aplicado em universitários, coletivamente, em determinados contextos (Faculdade, Trabalho, Residência), após a obtenção de seu consentimento livre e esclarecido. As respostas dos sujeitos foram digitadas em planilha eletrônica e submetidas a análises estatísticas. A análise trouxe uma gama de informações e opiniões diferentes sobre terminados contextos do ciúme no relacionamento amistoso/amoroso, por meio as afirmações acima.

3. Resultados

Todos os dados obtidos foram transferidos para planilhas eletrônicas na qual foi realizada analise em função da variação das respostas obtidas por determinado sexo de cada indivíduo.

Em suma a análise da planilha nos trouxe uma determinada gama de informações como Número total de respostas das afirmações; Total de respostas (X) Sim; Total de respostas (X) Não; Variações entre ambos os sexos.

total de respostas afirmativas

No gráfico acima podemos verificar a totalidade de respostas omitidas nas questões de 01 a 10.

Na alternativa 01 podemos observar que 16 das pessoas entrevistadas já tiveram algum tipo de relacionamento anterior e apenas 04 pessoas não possuíam nem um tipo de relacionamento anterior ao presente.

Observa-se na alternativa 02 que a maioria das pessoas não está em um relacionamento fixo no presente somando um total de 12 pontuações, sendo que as outras 08 possuem um relacionamento fixo no contexto presente. Tendo em vista esses dados todos os participantes já passaram por algum tipo de relacionamento amoroso em seu contexto histórico, salientando a qualidade dos dados nas questões 03 a 10.

Na questão 03 ao se referir à superproteção em um relacionamento, cerca de 15 pessoas enfatizaram em suas respostas que passam a ser super protetoras durante um relacionamento amoroso sendo que a grande maioria dessas pessoas são do sexo feminino somando um total de 09/10 (10 pessoas sexo feminino avaliadas). Outras totalizando a minoria de 05 enfatizam que não passam a ter esse tipo de comportamento no relacionamento amoroso.

Ao perguntar-se sobre ciúme no relacionamento afetivo amoroso, questão 04, um número de 13 pessoas confirmaram que sentem ciúme do companheiro(a) em um relacionamento amoroso em contato com outras pessoas do sexo oposto, outras 07 afirmaram  não possuir ciúme na relação do companheiro(a) no contato com outras pessoas de seu âmbito social.

A questão 05 obteve-se resultado total de 20 afirmações positivas, na qual se dá ao sentimento de ciúme para com o mesmo, ou seja, ao questionar-se se alguém já sentiu ciúme de suas determinadas relações/contato com outras pessoas de seu meio social. Podemos perceber neste item que 100% das pessoas entrevistadas já foram vítimas de algum tipo de ciúme, normal ou patológico de um terceiro.

Em comunicação/diálogo para resolução dos problemas de relacionamento na questão 06, 100% dos entrevistados afirmaram manter diálogo ativo na relação, enfatizando o mesmo para a resolução de problemas conjugais em âmbito ao relacionamento amoroso, 20/20.

Percebemos em análise a questão 07 que a maioria dos entrevistados 70% tem grande desconfiança em relação a demais pessoas (indivíduos fora da relação), enfatizando e afirmando que não confiam em ninguém mesmo que o mesmo nunca tenha lhe dado motivos para tal desconfiança. Outros 30% julgam que não possuem a mesma duvida no âmbito do relacionamento.

Quando a fidelidade do companheiro(a) questão 08, um total de 17 pessoas afirmam não ter desconfiança das ações do companheiro sem determinadas justificativas, onde somente 30% dos entrevistados possuem desconfiança quando a fidelidade do conjugue, submetendo-se a concorrência.

Onze (11) de 20 entrevistados afirmam terem suspeitas em que terceiros possam vir a afetar seu relacionamento por algum motivo de concorrência (inveja, ciúme e etc.), e outras 09 justificam não possuir este tipo de desconfiança em relação as demais pessoas fora do relacionamento (amigos, conhecidos, ex-namorados (as) e etc.), delineado na questão 09.

A questão 10 refere-se a situações que lhes provocam duvidas em relação à fidelidade de membros do circulo afetivo (amigos, parentes e etc.), 12/20 entrevistados correspondem não terem problemas quando a fidelidade desses membros outras 08 delas afirmam ter duvidas injustificadas de determinadas situações em prol ao relacionamento como um todo.

Para possibilitar maior visualização desses dados, foram compostas imagens gráficas distintas, ondem separa as determinadas por sexo e respostas. Abaixo podemos observar dois tipos de gráficos, os mesmos têm por objetivo separar as determinadas classes de resposta por frequência (X) Sim, (X) Não.

total de respostas afirmativas entre gêneros

O gráfico acima corresponde às alternativas que obtiveram resposta (X) Sim, distinguindo entre ambos os sexos (Masculino/Feminino). A linha horizontal busca delinear o número de respostas obtidas por determinada classe de indivíduos, sendo que a vertical busca ilustrar as questões de 01 a 10 para maior visualização dos dados.

total de respostas negativas entre gêneros

Observamos a determinada classe de resposta (X) Não, dos seujeitos do sexo masculino/feminino, onde a análise corresponde da mesma maneira que o gráfico anterior.

variação entre ambos os sexos

O gráfico acima busca ilustrar de forma variável as mesmas questões com o número de respostas de terminada classe de sexo. Podemos aqui perceber a frequência dos mesmos, e onde eles ocorrem com mais intensidade nas questões de 01 a 10.

4. Discussão

"Aquele no espelho a quem me assemelho – um pouco mais novo, um pouco mais velho  armado até os dentes, que a escova palmilha, o tabaco amarela, que me diz bom dia apesar do que me revela e que sem cerimônia me olha familiar sem ver como me espanta com seu ser e com seu ar será, de repente, o rival indecente que interessa a ela?" (FILHO, 1997, apud, TORRES; CERQUEIRA; DIAS, 1999, p. 02).

Neste trabalho buscou-se identificar e analisar a frequência de determinadas questões mais interrogadas por pessoas no âmbito do relacionamento amistoso ou amoroso. Percebemos em algumas das afirmações a divergência de respostas obtidas entre ambos os sexos, expressando assim algumas características psicobiologias do gênero (sexo).

Muitos comportamentos revelam que uma pessoa pode estar se excedendo de ciúme, muitas das vezes esse ciúme é proferido sem nenhum tipo de argumento ou justificativa para tal. Esses resultados sugerem a necessidade de tomar atenção em algumas questões do relacionamento. Como em qualquer meio o relacionamento amoroso deve ser constantemente estimulado e também existe a necessidade da estipulação de limites para com o cônjuge.

Essa intrigada rede do ciúme deriva do desejo humano pela inefabilidade do outro e de si mesmo, e embora o ciúme seja um tema recorrente trazido pelos casais, à produção de pesquisas neste âmbito é de importância devido a sua escassez.

É valido lembrar que toda e qualquer relação amorosa pressupõe certos grais de ciúme. Neste sentido, o problema é quando esse ciúme passa da dose ideal e esboça contornos paranoicos. Sobretudo os conjugues deveriam adotar a práticas que condigam com o limite do companheiro(a), por assim dizer, o diálogo dentro de uma relação e o entrego de certos limites se tornam importantes para uma relação estável. Esses limites devem condizer com a crença de ambos para que determinada circunstância proveniente de inseguranças ou duvide quanto à fidelidade, não se torne um quadro exagerado de ciúme, prejudicando a relação como um todo.

Almeida (2011) relata que o problema do ciúme é quando ele passa da dose ideal e esboça contornos paranoicos. Esse mesmo ciúme é um fenômeno que sinaliza a infidelidade onde é de dever de cada pessoa repesar sobre seus comportamentos e de seu próprio ciúme. Quando não ou mal direcionado, o ciúme causa tristeza e sofrimento às pessoas envolvidas.

Por intermédio da análise das alternativas expostas aos candidatos, pode-se chegar à conclusão geral de, que, o ciúme passa a ser encarado como um medo natural de um indivíduo real ou de âmbito imaginário possa a vir afetar a relação dos conjugues. Esse medo passa a ser encarado de forma normal quando não enfatiza comportamentos não desejados na relação, causando, sofrimento, angustia, dentre outros malefícios recorrentes, quando o ciúme passa a ser delineado dessa forma já é a hora de ficar atento e não vir a prejudicar a relação como um todo, pois certo nível do mesmo passa a ser encarado como patológico (Síndrome de Otelo).

5. Considerações Finais

A escolha de um parceiro para o relacionamento amoroso estável tem sido foco da atenção de diversas áreas da psicologia, entre estes os psicólogos que se dedicam à área das relações amorosas e amistosas (BUSS, 1989).

Nesse sentido, espera-se que este trabalho possa dar base e saciar algumas dúvidas recorrentes ao ciúme e da infidelidade dentro do relacionamento amoroso, até mesmo ser usado como base para futuros estudos destinados a este viés, ampliando o conhecimento acerca das prioridades psicológicas deste sintoma.

Sobre o Autor:

João Marcos Panho - Acadêmico de Psicologia da FADEP - Faculdade de Pato Branco - PR. Coautor do livro, Relacionamentos Amorosos, o antes, o durante e o depois. I Workshop de Neurociência Cognitiva do Sudoeste do Paraná. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Referências:

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