Resumo: Objetivo:Reproduzir, através de pesquisa bibliográfica, as Patologias nas interrelações pessoais e sociais do individuo, bem como a busca de entendimento de acordo com afirmações científicas. Metodologia: Pesquisa em livros de autores pertinentes ao tema, descobrindo a história da psicopatologia nos contextos inter-sociais, buscando melhor compreensão sobre o assunto. Esperado Resultado: Segundo a pesquisa bibliográfica, espera-se compreender as psicopatologias sociais e associações delirantes, com adequações às diversas patologias já codificadas.

Revisão Bibliográfica

De acordo com Paim (1993), vários alienistas do século passado descreveram, sob a denominação de “alterações formais do pensamento”, determinadas perturbações que se encontravam em pessoas normais e outras que se manifestavam em portadores de alterações psíquicas. Para Erich Schule e Oswald Binswanger, que estudaram o erro, estabelecendo diferenças entre erros e ideias delirantes, a distinção a princípio não é nada fácil, pois, nos dois casos, trata-se de perturbação do juízo, tanto no erro quanto no delírio. Assim, a ideia delirante só se distingue do erro em virtude de causas e consequências.

Já no Egito Antigo se fazia análises cranianas na tentativa de entender a origem das doenças mentais; na Bíblia aparecem descrições de quadros psicopatológicos e uma preocupação em entendê-los. (Zimerman, 1999)

Na Idade Média os doentes mentais eram degredados, punidos com crueldade ou com a morte; recolhidos a prisões e masmorras. Predominava uma mentalidade voltada para a magia e a demonologia; de forma que junto com os cruéis rituais de exorcismo, fazia-se também benzeduras, poções mágicas e diversas formas de curandismo.

A codificação nosológica dos transtornos mentais é uma das formas explícitas de representação dos padrões de normalidade. Desde o séc XIX as consideradas doenças mentais vêm sendo catalogadas em grandes grupos com o objetivo de facilitar a abordagem dos mesmos. Para Kaplan (1997, p.289), “Os psiquiatras devem aprender a dominar com maestria a técnica da observação precisa e da descrição evocativa, e o aprendizado dessas habilidades envolve o aprendizado de uma nova linguagem”.

As concepções sobre normalidade e anormalidade bem como as formas de lidar com a loucura variam de acordo com o contexto histórico. Até o início do estudo das ditas insanidades ser incluído no campo da medicina há cerca de 2.500 anos na Grécia, existiam apenas alusões à loucura como comportamentos estranhos, personalidades incomuns ou desagradáveis e mesmo “possessões demoníacas” (STONE, 1999).

O século XX começa ainda com a hegemonia dos miasmas, dos chás, das sanguessugas, das sangrias, conversões histéricas e outros. São fatores que vão se esvaindo aos poucos em virtude dos avanços técno-científicos acelerados do início do século passado. Contudo, nesse período, as epidemias ainda se alastram por falta de antibióticos, as clínicas particulares de internamento se difundem. As Santas Casas de Misericórdia ainda são muito comuns nesse período, mas já se encontram em processo de desligamento da filantropia ligada de forma indissociável na sua gênese.

O local de ação das drogas antidepressivas será nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico. Os antidepressivos atuam no sentido de tentar normalizar as sinapses neuronais a partir do aumento de neurotransmissores (principalmente serotonina - 5-HT -, e noradrenalina ou norepinefrima – NE - e da dopamina - DA) disponível nas fendas sinápticas, bloqueando a recaptação dos mesmos pela membrana pré-sináptica.

A conceituação de loucura varia de acordo com o momento sócio-histórico onde se atrelam os conceitos de “normalidade” e “anormalidade”, sejam esses conceitos estatística, teleológica ou ideologicamente determinados. Quando se fala em anormalidade há que se levar em conta que critérios se está utilizando. As concepções de saúde e enfermidade variam de acordo com o contexto social de onde são retirados.

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