Fatores de Risco e Proteção para o Consumo de Drogas na Adolescência

Plano de Ação

1. Introdução

Este documento refere-se ao plano de ação que tem por finalidade identificar os fatores de risco associados ao consumo de drogas, assim como os fatores de proteção associados ao não uso de drogas entre estudantes matriculados na 3ª série do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Santa Teresinha. Vale destacar que este se trata de um plano de ação composto por dinâmicas e atividades voltadas à investigação de aspectos favorecedores ao consumo de substâncias e aspectos que minimizam seu impacto. No entanto, devido ao desconhecimento da real necessidade da amostra, o projeto será norteador para a intervenção, devendo sofrer alterações em sua estrutura caso seja necessário.

2. Justificativa

Em vista que geralmente as primeiras experiências com drogas ocorrem na adolescência, e que esta é uma das maiores preocupações de saúde pública, cada vez mais pesquisadores tem-se voltado às intervenções no campo dos fatores associados ao uso de drogas na adolescência. Desta forma, o conhecimento preciso destes fatores é de suma importância, pois permite intervenções sobre comportamentos e fatores de risco, com visões a inibir o possível progresso para o uso pesado de drogas lícitas e ilícitas, vício progressivamente deletério para o jovem (SOLDERA et al., 2004; BAUS; KUPEK; PIRES, 2002).

Sanchez, Oliveira e Nappo (2005) corroboram ao afirmar que programas de prevenção e intervenção precoce são de custo reduzido em comparação a programas efetivos de tratamento à dependência química. Assim, enfatiza-se a necessidade do aprimoramento dos programas de prevenção, visando não somente os fatores associados ao uso, mas também os fatores internos que motivam o não uso de drogas.

Em relação ao público-alvo desta pesquisa, buscaram-se adolescentes matriculados em uma escola pública no período noturno, sendo que esta fase de desenvolvimento é demarcada por constantes conflitos psicossociais, necessidade de integração social, busca da autoestima e dependência familiar, o que aumenta o risco para o uso de drogas (SANCHEZ; OLIVEIRA; NAPPO, 2005). Além disso, Soldera et al. (2004) por meio de suas pesquisas na área, afirma ser um fator de risco para o uso de drogas na adolescência a associação dos estudos no período noturno e trabalho durante o dia, por conta do estresse consequente em assumir uma função adulta e repleta de obrigações.

3. Referencial Teórico

3.1 A Adolescência

A adolescência pode ser caracterizada como um momento especial na vida do indivíduo, na qual o jovem têm dificuldades em aceitar orientações, pois está se tornando adulto e quer testar a possibilidade de desfrutar do poder para realizar suas decisões. Esse período da adolescência pode ser definido como um estágio de transição no desenvolvimento humano, entre a infância e maturidade física, psíquica e social, que caracteriza o status adulto (BAUMKARTEN, 2006).

Segundo Erickson (1976 apud BAUMKARTEN, 2006), a adolescência é um momento conturbado e agitado e repleto de conflitos. O adolescente pode se deparar com o risco de afetividade segura, sentimento de culpa pelo comportamento independente, conflito entre os pais, crise de identidade e a incerteza sobre seu próprio status. Além disso, a adolescência é caracterizada como o período emque o jovem irá procurar seu próprio papel na sociedade.

Nesse período, por desejar definir sua própria identidade, o jovem afasta-se de sua família e se integra a grupos de amizade, no entanto, se os integrantes desse grupo costumam fazer uso de drogas, acaba levando o jovem recém-incluído no grupo, que se sinta pressionado, e consequentemente, utilize a droga por conta da influência dos amigos (MARQUES; CRUZ, 2000).

Assim como o uso de drogas está ligado a influência dos amigos, existem outros fatores que podem influenciar o consumo das substâncias na adolescência. Caldeira (1997 apud BAUMKARTEN, 2006), cita alguns fatores tais como, o desafio da transgressão às normas estabelecidas pelo mundo dos adultos e a curiosidade pelo novo e proibido. Tais fatores supracitados podem motivar o jovem a experimentar as substâncias lícitas ou ilícitas pela primeira vez.

Outro fator que talvez seja o mais influenciador para o consumo de substâncias, é a prática de fazer uso das drogas para ‘esquecer problemas’, fazendo com que o uso da droga se torne uma válvula de escape. Esse fator é mencionado com frequência entre os usuários, no qual afirmam que é o principal motivo para fazer uso das substâncias ilícitas e bebidas alcoólicas. De modo geral, quando o indivíduo não é resiliente frente às situações adversas, acaba recorrendo muitas vezes ao uso de drogas. Portanto, é possível afirmar que a droga é consumida, muitas vezes, como uma fórmula mágica para resolver problemas e superar as dificuldades (BAPTISTA-NETO, 2009).

3.2 Drogas: Conceito Geral

As drogas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são substâncias químicas que podem ser de origem natural ou sintética, que afetam de alguma forma o sistema nervoso, podendo causar alterações na mente, no organismo e no comportamento do indivíduo. Em outras palavras, a droga pode ser definida como uma substância que exerce alguma ação em organismos vivos. Essa é uma definição geral sobre as substâncias que podem ser usadas na medicina, tanto para tratamentos de doenças, como também drogas utilizadas com outros fins, como por exemplo, tintas, colas e combustíveis (LONGENECKER, 2002).

As drogas de origem natural são obtidas de determinadas plantas, de animais ou até de alguns minerais, como a nicotina que está presente na folha do tabaco, a cafeína no café ou a tetraidrocanabinol (THC) na maconha, extraída do ópio na papoula. Já as sintéticas, fabricadas em laboratórios, são drogas que possuem uma maior variação, encontra-se nesse grupo a dolantina, a mescalina, metaqualona, LSD, entre outras. Diante disso, vale mencionar que existem dois tipos de drogas, as lícitas, como é o caso do álcool, nicotina, ansiolíticos e dos barbitúricos; e as ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, ecstasy e crack (VIZZOLTO, 1988).

Acerca da progressão do uso dessas substâncias, cabe ressaltar que os adolescentes, inicialmente, passam pela fase de experimentação, no qual o indivíduo tem curiosidade de saber seus efeitos e acaba fazendo uso de substâncias. Passando pela experimentação, vem o uso ocasional, em que o jovem faz o uso moderado da droga e geralmente não expõe o indivíduo a situações de

risco para a saúde física ou psicológica. Após diversos usos ocasionais, o jovem faz utilização cada vez mais frequente e em maiores quantidade da substância, o que resulta no abuso de drogas, situação que causa danos à saúde física, psíquica ou social ao indivíduo, e, consequentemente, após os abusos o usuário se torna dependente, fazendo uso compulsivo da substância, priorizando o seu consumo em detrimento dos interesses pessoais, sociais ou profissionais (BAUMKARTEN, 2006).

3.3 Prejuízos Causados pelo Consumo de Drogas

Silber e Souza (1998) levantaram dados a respeito do consumo de álcool, fumo e outras drogas entre estudantes do 1º e 2º graus em 10 capitais brasileiras, e com isso, evidenciam que o álcool é a droga mais utilizada pelos adolescentes, seguida à distância por tabaco, inalantes e medicamentos psicotrópicos. Em último plano apareceram as drogas ilícitas, como a cannabis sativa e a cocaína. Estudos mais recentes realizados por Tiba (2007) confirmam que o álcool é a droga mais utilizada pela juventude, sendo que alcoólatras ocupam 90% dos leitos hospitalares destinados à dependência química.

Como visto, os adolescentes geralmente começam a fazer o uso de substâncias de primeira linha, como o tabaco, álcool e maconha. O tabaco constitui a causa mais previsível de doença e morte no mundo inteiro, ocasionando cerca de 4 milhões de mortes por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em relação aos sintomas do uso crônico, o tabaco cria rapidamente dependência química e em um curto prazo desenvolve-se a tolerância, isto é, o sistema de recompensa deixa de presentear com o prazer o ato de fumar e passa a ocorrer somente o alívio da síndrome da abstinência. As consequências do uso são tosse, mau hálito, coloração amarela dos dentes e dedos, agravamento de asma, bronquite, câncer de pulmão e doenças nas vias aéreas superiores. Segundo Tiba (2007), quase 30% de todos os casos de câncer são causados pelo consumo de tabaco (SILBER; SOUZA, 1998).

No caso do álcool, a droga mais consumida em todas as idades, promove graves consequências para a saúde do adolescente, e atualmente ocupa a segunda colocação na relação de maior causa de mortes na juventude e está muito associado a comportamentos violentos Dentre os sintomas ocasionados pelo uso crônico, pode-se citar a intoxicação alcoólica grave, diminuição da memória de fixação e evocação, fabulação, parada respiratória, gastrite, diarréias e vômitos agudos e crônicos e quando associado à outra substância psicoativa, os efeitos somam e tornam-se mais tóxicos e de ação prolongada. Além disso, o consumo de álcool em adolescentes pode gerar conflitos na vida familiar e profissional, além de conflitos com polícia, escola, amigos e saúde pública. O uso prolongado da substância pode, sobretudo, gerar a síndrome da abstinência, ocasionando um maior risco de morte em adolescentes em decorrência da falta de controle que possuem (SILBER; SOUZA, 1998; TIBA, 2007).

Sabe-se que a cannabis sativa, mais conhecida como maconha, é uma substância psicoativa muito comum entre os adolescentes, sendo considerada a droga ilegal mais consumida em todo o mundo. A maconha pode produzir a síndrome amotivacional, caracteriza, basicamente, por passividade indiferença, insensibilidade, falta de ação e reação á estímulos, apatia, falta de objetivos, de ambição e de interesse em comunicação e atividades escolares (ZAMBOM, 2009). No entanto, Tiba (2007) ressalva que também pode provocar quadros de ansiedade, depressões, pânicos, além de quadros psicóticos.

O consumo a longo prazo pode ocasionar câncer de pulmão, problemas relacionados ao sistema reprodutor, queda do desempenho intelectual, perda significativa na memória e concentração. Como citado anteriormente, a maconha pode gerar problemas no sistema reprodutor, nos homens diminui a produção de testosterona e nas mulheres o ciclo menstrual é desregulado. Portanto, considera-se que a maconha priva o indivíduo de atingir seu potencial de capacidade intelectual e física (TIBA, 2007; MARQUES; CRUZ, 2000).

No que se refere aos prejuízos escolares causados pelo consumo da maconha, tem-se demonstrado a queda no rendimento escolar, isolamento social, mudança de amizades, problemas relacionados à aprendizagem, imaturidade, aumento de conflitos por conta da irritabilidade, distração e problemas na concentração e comunicação. Há ainda uma perturbação na capacidade de calcular tempo e espaço, ou seja, o usuário erra consideravelmente a discriminação do tempo, tendo a sensação de ter passado horas, quando na verdade, passaram-se minutos, ou ainda, metros podem parecer cinco vezes maiores para usuários (TIBA, 2007; BAUS; KUPEK; PIRES, 2002).

Os solventes ou inalantes são todas as substâncias que podem ser inaladas pelo nariz ou pela boca. Incluem produtos para uso doméstico e industrial, como por exemplo, a cola de sapateiro, solventes de tinta, benzina, esmalte e lança-perfume. Segundo pesquisa realizada em 2004 pelo CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo, a terceira droga mais consumida na vida são os solventes e inalantes, com 15,4%. Esses produtos contem substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarboneto, que são responsáveis pelo efeito psicótico. Segundo Carlini et al. (2001), a aspiração repetida e crônica pode ocasionar a destruição de neurônios, causando lesões permanentes do Sistema Nervoso Central (SNC). Contudo, os problemas não se restringem a isso, também pode ocorrer anorexia, depressão, irritabilidade, paranóia, dificuldades na concentração, déficit de memória assim como prejuízos mais graves como neuropatia periférica, disfunção cerebelar e demência (TIBA, 2007).

A cocaína é uma substância natural e altamente viciante, extraída das folhas de uma planta, mais conhecida como coca ou epadú. Os efeitos provocados pelo consumo de cocaína também ocorrem no consumo do crack e da merla. No entanto, como o pó de cocaína é consumido por aspiração ou dissolvido em água para o uso endovenoso, está geralmente associado à transmissão de hepatites do tipo B e C e AIDS. Os sintomas ocasionados pelo consumo crônico pode produzir renite, necrose, perfuração do septo nasal, hipertensão arterial, taquicardia, infarto agudo do miocárdio, aneurismas dissecantes da aorta, hemorragias cerebrais intracranianas, atrofia cerebral, hemorragias cerebrais e crises convulsivas (TIBA, 2007; ALBERTANI; SCIVOLETTO; ZEMEL, 2004).

Tanto a cocaína como o crack e a merla, induzem a tolerância, resultando em maiores doses de uso na tentativa de sentir efeitos mais intensos. No entanto, aumentar as dosagens pode acarretar um comportamento agressivo, irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido à presença da paranoia. A paranoia, por sua vez, causa grande desconforto nos usuários, provocando medo e desconfianças intensos, o que resulta em situações de agressividade extrema. Além disso, o uso crônico dessas substâncias pode provocar uma degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, denominada rabdomiólise (BAPTISTA-NETO, 2009).

Consumida geralmente na adolescência, a heroína desenvolve tolerância e a síndrome da abstinência nos usuários após oito horas do consumo. Assim como a cocaína, a heroína possui alto risco de contaminação pelo compartilhamento de seringas e infecções nos locais das picadas. Além disso, a substância pode produzir quadros psiquiátricos, e até mesmo morte por overdose (TIBA, 2007; CASTRO; ROSA, 2010).

As anfetaminas, comumente comercializadas em festas eletrônicas, são rapidamente absorvidas pelo organismo, produzindo efeitos de até dez horas. Devido à euforia que a substância causa, os usuários podem desenvolver tolerância, necessitando de doses cada vez maiores para se satisfazer. Consumida de maneira acentuada, a substância pode provocar perda de peso significável, efeitos neurotóxicos em neurônios monoamianérgicos, complicações psiquiátricas e complicações neurológicas (TIBA, 2007).

Assim como as anfetaminas, os alucinógenos também são substâncias geralmente consumidas em festas eletrônicas por produzir alucinações, principalmente visuais, alterações do pensamento e do humor. Com o consumo crônico da substância, o usuário pode apresentar quadros psicóticos, exigindo tratamento psiquiátrico (TIBA, 2007).

Portanto, o uso de drogas pode provocar complicações agudas por intoxicação ou overdose, e crônicas com alterações duradouras ou até mesmo irreversíveis (SOLDERA et al., 2004). Assim, tratando-se de adolescentes, todas as substâncias psicoativas utilizadas de forma abusiva aumentam os riscos para acidentes e violência, por conta da redução dos cuidados de autopreservação, que nesta fase já se encontra vulnerável.

3.4 Variáveis Socioculturais Associadas ao uso Pesado de Drogas

Segundo Soldera et al. (2004), pesquisadores consideram que o uso indevido de drogas na adolescência não é causado somente por um fator isolado, mas sim, por uma combinação de fatores. Dentre os fatores de risco que influenciam o adolescente a fazer o uso de substâncias, os mais evidentes são os genéticos, psicológicos, familiares, socioeconômicos e culturais.

Os fatores genéticos envolvidos nos aspectos de dependência química são de relevância, uma vez que investigações genômicas têm apontado características  para o fato de funções neurobiológicas tornarem o indivíduo propenso ao uso de eventuais substâncias ilícitas (CANAVEZ; ALVES; CANAVEZ, 2010). Baptista-Neto (2009) corrobora ao afirmar que especialistas acreditam que fatores genéticos respondam por até 60% da vulnerabilidade de um indivíduo à dependência química, sendo que o restante seria resultado de fatores ambientais.

No caso dos fatores psicológicos que tornam o adolescente vulnerável ao consumo de drogas, encontram-se a baixa autoestima, sintomas depressivos, rebeldia, baixa ou falta de responsabilidade, ausência de limites, necessidades de buscar novas experiências, caráter onipotente, imaturidade afetiva, problemas de identidade e até a necessidade de se sentir aceitável por um grupo. Como exemplo disso, é possível citar que adolescentes deprimidos ou ansiosos podem recorrer às drogas para se sentirem mais relaxados, ou adolescentes com dependência em drogas têm mais dificuldades para tolerar problemas do cotidiano, muitas vezes recorrendo às drogas quando se sentem frustrados, e assim por diante (CANAVEZ; ALVES; CANAVEZ, 2010).

O âmbito familiar, assim como a qualidade do convívio com os pais a partir do nascimento, certamente influencia o comportamento futuro dos filhos nas suas relações íntimas e na forma como lidarão com as pessoas ao seu redor (BAPTISTA NETO, 2009). A família exerce importante influência ao indivíduo, mas, quando há conflitos entre os pais, este se torna um dos fatores que mais propiciam o adolescente a fazer o uso de drogas, pois deixa exposto à hostilidade, a crítica destrutiva e a raiva.

Aspectos culturais tanto subjetivos como familiares também exercem influência significativa sobre o jovem, sendo assim, a presença de pais que usam algum tipo de drogas, a incapacidade de controlar os filhos, indisciplina e uso de drogas pelos irmãos, ou ainda conviver com os pais separados, são fatores que predispõe à maior iniciação ou continuação de drogas por parte dos adolescentes. Pais usuários de substâncias, tanto lícitas quanto ilícitas, estão ensinando os filhos a ter esse mesmo comportamento. O convívio em uma família que considera aceitável o fato do adolescente consumir qualquer substância psicoativa é uma porta que se abre para que ele também seja aceito (BARRETO, 2000 apud CANAVEZ; ALVES; CANAVEZ, 2010).

Acerca de aspectos socioeconômicos envolvidos, a maior disponibilidade financeira exerce uma função facilitadora para o consumo de drogas. Indivíduos que estejam inseridos em um patamar elevado socioeconômico, tendem a ter acesso facilmente à drogas. Outro fator propiciador para o uso de drogas é o desemprego. Segundo pesquisas, estudantes que possuem um maior tempo livre estão mais vulneráveis ao uso de drogas (SOLDERA et al., 2004).

Fatores demográficos como, idade, gênero e cor também estão relacionados ao uso de drogas. Adolescentes do sexo masculino possuem preferência em maconha e cocaína, enquanto que adolescentes do sexo feminino consomem mais drogas em forma de medicamentos sem prescrição, principalmente ansiolíticos, utilizados geralmente com o intuito de diminuir a ansiedade/tensão e anfetamínicos que estimulam o sistema nervoso central, fazendo o cérebro trabalhar mais depressa, utilizado para permanecerem longos períodos sem comer (BAUS; KUPEK; PIRES, 2002).

A dimensão religiosa também se revela neste assunto, sendo que a literatura revela que jovens ligados a alguma religião que considera o consumo de drogas como algo inaceitável e pecador fazem menos uso de drogas do que adolescentes que não possuem práticas religiosas (SOLDERA et al., 2004).

Por fim, no que diz respeito a eventos estressantes pode-se citar situações adversas como a morte, doenças ou acidentes entre membros da família e amigos, mudanças de escola ou de residência, separação, divórcio ou novo casamento dos pais, problemas financeiros na família, entre outros. Segundo pesquisas, os aspectos supracitados podem influenciar o consumo de drogas quando associados a fatores psicológicos individuais (SCHENKER; MINAYO, 2005).

De forma sintetizada, os autores Tavares, Béria e Lima (2004, p. 789) desenvolveram um esquema que exemplifica o sistema de fatores que influenciam o consumo de drogas, como visto a seguir:

modelo conceitual de análise

Fonte: Tavares, Béria e Lima (2004, p. 789).

3.5 Risco e Fatores de Risco para o Uso de Drogas

Inicialmente, é relevante particularizar os conceitos de risco e fator de risco, sendo que risco define-se como a consequência da livre e consciente decisão de se expor a uma situação na qual o indivíduo busca a satisfação de um desejo ou bem, podendo estar vulnerável a um evento que possa lhe causar algum dano físico, psicológico e/ou financeiro, e fatores de risco caracteriza-se por condições ou variáveis associadas à possibilidade da ocorrência de fatores negativos para a saúde bem-estar e desempenho social, que por ventura, tornam a pessoa vulnerável a assumir comportamentos arriscados, como por exemplo, cometer o abuso de substâncias (CASTRO; ROSA, 2010).

Em outras palavras, fatores de risco relacionam-se a eventos negativos de vida, que quando presentes aumentam a probabilidade do indivíduo apresentar problemas físicos, sociais e/ou emocionais (POLETTO; KOLLER, 2008).

Ficar exposto a esses fatores poderá afetar negativamente o desenvolvimento de qualquer indivíduo, trazendo problemas principalmente acerca de aspectos psicológicos e comportamentais. Além disso, acredita-se que condições de pobreza, famílias desestruturadas, filhos de pais com problemas psicopatológicos, são fatores  de risco que podem ocasionar ou facilitar o consumo de drogas (SAPIENZA; PEDROMÔNICO,2005).

Segundo pesquisas realizadas por Castro e Rosa (2010), um indivíduo não começa o consumo de substâncias por apenas um fator isolado, mas sim, um conjunto de fatores que interligados influem o indivíduo para consumi-la. Destacam-se, portanto, os sistemas da família, escola, amigos e a comunidade, os quais o adolescente está inserido e interage frequentemente.

Estas instituições possuem um papel fundamental como fatores de proteção, porém, também podem assumir um papel de fator de risco se exercer influência que leve ao consumo de drogas. Como exemplos disto, no âmbito familiar os fatores que podem desencadear o consumo de drogas envolvem pais que fazem o abuso de drogas, que sofrem de doenças mentais, excessivamente autoritários ou muito exigentes, conflitos familiares, ou ainda, pais negligentes. Já no que tange ao âmbito escolar, pode-se afirmar que os fatores negativos são baixo desempenho escolar, falta de regras claras, exclusão social, falta de vínculos ou problemas de aprendizagem.

Outro ambiente que o adolescente interage diretamente e é influenciado, diz respeito à comunidade. Neste contexto, podem estar presentes os seguintes fatores de risco para o consumo de drogas: violência, escassez de recursos para prevenção do consumo de substâncias, assim como falta de oportunidades de trabalho e lazer. Assim, quando o indivíduo participa de um contexto em que a violência é considerada como algo comum, a tendência será deste aprender por meio das atitudes dos outros, e, consequentemente, se tornar violento e estar frequentemente envolvido com roubos e consumo de drogas (BAUMKARTEN, 2006).

No que diz respeito aos fatores de risco individuais, pode-se citar: insegurança, insatisfação com a vida, sintomas depressivos, curiosidade e busca pelo prazer. O risco torna-se ainda maior quando os adolescentes já possuem alguma tendência psicótica, isto é, tem uma predisposição a surtos psicóticos, a droga passa a ser um veículo para as manifestações dessa psicose latente (VIZZOLTO, 1988).

Segundo Vizzolto (1988), entre os fatores determinantes para o consumo de drogas na adolescência, estão à busca pelo status social e a falta de religiosidade. Nowlis (1987 apud BAUMKARTEN, 2006) corrobora ao afirmar que, muitos adolescentes consomem drogas como forma de adquirir prestígio social frente às suas relações amorosas. Como já mencionado anteriormente, a prática religiosa por parte dos adolescentes acaba construindo uma barragem para o consumo, o que denota ser um fator protetivo para o não uso de drogas.

Ainda, existem fatores de risco relacionado à própria substância, os quais podem ser mencionados a facilidade para sua obtenção, influência da mídia e fácil desenvolvimento à dependência. É inegável que os meios de comunicação podem ser um veículo de informações que podem servir tanto para facilitar o consumo, quanto para prevení-lo. Diversas vezes observa-se em filmes ou novelas uma distorção da realidade acerca da drogadição, isto é, a ideia passada por esses meios dá a entender que consumir drogas na adolescência é algo normal e que não produz consequências negativas a saúde e a qualidade de vida (CASTRO; ROSA, 2010; BAPTISTA-NETO, 2009).

A partir dessas informações, pode-se afirmar que fatores ambientais e genéticos contribuem significativamente para o uso indevido de drogas (CASTRO; ROSA, 2010). Neste caso, filhos de pais dependentes de drogas possuem uma pré-disposição para o consumo de forma indevida. Já em relação aos aspectos ambientais, a exposição aos modismos é particularmente importante sobre a adolescência, pois reflete a tendência do momento e os adolescentes estão vulneráveisà essas influências.

3.6 Mecanismos de Proteção: Desenvolver a Resiliência

Fatores de proteção são descritos como recursos pessoais ou sociais que neutralizam o impacto do risco. Estes fatores podem atuar como um escudo para favorecer o desenvolvimento humano, quando pareciam sem esperança de superação por sua intensa ou prolongada exposição a fatores de risco, o que demanda a existência de suporte social e de um autoconceito positivo, servindo de proteção contra os efeitos de experiências estressantes (SAPIENZA; PEDROMÔNICO, 2005).

Em outras palavras, fatores de proteção também devem ser abordados como processos, nos quais diferentes fatos interagem entre si e alteram atrajetória do indivíduo, produzindo uma experiência de cuidado, fortalecimento ou amparo ao risco. Dentre os fatores que proteção que determinam o não uso de drogas, o aspecto pessoal que mais deve ser ressaltado, diz respeito à resiliência. A resiliência

constitui a capacidade de reduzir os impactos negativos dos riscos frente às situações adversas, estabelecer a autoestima por meio das relações de afeto seguras, e, ainda, criar oportunidades para reverter o quadro de risco (FERRO; GAYA, 2014).

Para a psicologia, o termo resiliência caracteriza a capacidade de um indivíduo superar situações negativas, ou seja, a técnica de se resistir flexivelmente às adversidades, como por exemplo, a perda de algum ente querido, descobrir uma doença, receber uma nota baixa e mesmo assim, buscar estratégias para esquivar-se delas ou superá-las, pode ser definida como resiliência (ANGST, 2013; YUNES; SZYMANSKI, 2002).

A resiliência também pode ser definida como uma predisposição do indivíduo recuperar-se e manter um comportamento apropriado após um dano sofrido. Essa possibilidade de superação não significa uma eliminação de algum evento ocorrido, mas sim, atribuir um novo significado para o evento (VERGARA, 2008; GODOY et al., 2010).

Na medida em que o resiliente lança mão de seus recursos positivos para enfrentar as adversidades, esta se torna um fator de proteção para a adaptação do indivíduo as exigências do mundo contemporâneo. Ressalta-se que, a resiliência não é uma característica fixa da pessoa, pode ter início e desaparecer em determinados momentos da vida, bem como estar presente em algumas áreas e ausente em outras. Pode-se entender que a resiliência não somente é uma característica subjetiva de cada indivíduo, como também é uma capacidade inata, adquirida à partir da interação dinâmica entre as características individuais e a complexidade do contexto ecológico (POLETTO; KOLLER, 2008; SAPIENZA; PEDROMÔNICO, 2005).

Sameroff et al. (1987 apud SAPIENZA; PEDROMÔNICO, 2005), constatou, por meio de pesquisas, que crianças expostas a um elevado número de riscos, possuem uma história pobre de frequente adaptação, tornando-se mais resilientes. Já Haggertyet al. (2000 apud SAPIENZA; PEDROMÔNICO, 2005) acreditam que adultos e crianças em situações de risco podem tirar aproveito de suas competências, as quais podem servir como protetoras contra as adversidades, independentemente do número de riscos.

Portanto, considera-se a resiliência como uma estratégia de enfrentamento para o uso de drogas, com possibilidades de contribuição para a autonomia, competência social, autoregulação e inteligência do adolescente. Estudos indicam que adolescentes que possuem a resiliência mais desenvolvida, tendem a consumir menos álcool, tabaco e outras drogas, o que demanda compreender mais a fundo sobre esse construto, para a posteriori elaborar programas para o treinamento da resiliência como forma preventiva ao uso de drogas (AMATO, 2010; INFANTE, 2005).

4. Objetivos

4.1 Objetivo Geral

4.1.1 Analisar os fatores de risco e de proteção relacionados ao uso indevido de drogas entre estudantes da 3ª série do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Santa Teresinha.

4.2 Objetivos Específicos

4.2.1 Propiciar um ambiente acolhedor com o intuito de facilitar o relato dos participantes;

4.2.2 Disponibilizar informações à respeito das drogas e suas respectivas consequências à saúde e à vida do indivíduo que lhe permita reconhecer desvios da normalidade e o leve a procurar meios para corrigi-los;

4.2.3 Identificar os aspectos que influenciam o uso de drogas entre adolescentes, bem como os motivos que impedem o adolescente de consumir drogas;

4.2.4 Desenvolver dinâmicas direcionadas a resiliência, visando seu aperfeiçoamento como fator de proteção;

4.2.5 Oportunizar debates e reflexões em torno dos fatores de ordem pessoal, familiar, econômico, cultural que influem ao uso abusivo de drogas.

5. Metodologia

5.1 Delineamento

Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, na qual opera uma compreensão profunda de certos fenômenos sociais, apoiados no pressuposto do aspecto subjetivo da ação social, visto que tem como foco principal, fenômenos complexos e/ou únicos. Pode-se afirmar que, a pesquisa é do tipo descritiva-exploratória. Esta visa descrever as características do fenômeno a ser pesquisado, bem como busca conhecer, explorar e elucidar determinado tema, proporcionando novas hipóteses e visões acerca do objeto pesquisado, através da utilização de técnicas padronizadas, tais como coleta de dados, questionário e observação sistemática, sendo esta uma pesquisa voltada para atuação prática (GIL, 2008).

Em relação ao método, este tem por modalidade a pesquisa-ação. A pesquisa-ação possui base empírica, caracterizando-se por uma relação direta do pesquisador com o grupo pesquisado e origina-se de necessidades sociais reais, buscando produzir transformações e ressignificações no ambiente pesquisado, baseando-se em reflexões e criações coletivas. A pesquisa-ação é frequentemente utilizada para pesquisas voltadas as áreas da educação, política, agronomia, publicidade e propaganda, assim como na área organizacional, bancária e de saúde (GIL, 2008; GRITTEM; MEIER; ZAGONEL, 2008).

Para avaliar os resultados obtidos no roteiro de entrevista semiestruturada, foi escolhido o método da Análise de Conteúdo. A mesma surgiu no século XX nos Estados Unidos nas análises jornalísticas, porém logo, passou a ser interesse de cientistas de diversas áreas. A análise de conteúdo pode ser tanto quantitativa, quando traça uma frequência das características que se repetem no conteúdo do texto ou qualitativa quando considera a presença ou ausência de determinada característica na mensagem (CAREGNATO; MUTTI, 2006).

Em suma, os autores Caregnato e Mutti (2006, p. 632) trazem a análise de conteúdo como sendo “uma técnica de pesquisa que trabalha com a palavra, permitindo de forma prática e objetiva produzir inferências do conteúdo da comunicação de um texto replicáveis ao seu contexto social”. Portanto, por meio da expressão do sujeito, a análise do conteúdo deverá buscar categorizar unidades no texto (palavras ou frases) que repetem-se, denotando um tipo de expressão representativa ligada ao objetivo do estudo.

Vale destacar que o presente plano de ação servirá como apoio para a intervenção, caso esta seja a necessidade real do público-alvo. Desta forma, se for constatado, por meio das atividades planejadas, que existam outras necessidades de intervenção, o plano de ação será reformulado pelos acadêmicos a fim de atendê-las e promover melhorias.

5.2 Participantes

Os participantes da pesquisa serão adolescentes com faixa etária entre 16 a 18 anos, matriculados na 3ª série do Ensino Médio do período noturno na Escola de Educação Básica Santa Teresinha.

5.3 Encontros e seus Respectivos Instrumentos

O projeto será desenvolvido em encontros com datas ainda não oficializadas, previstos para o ano de 2016. Como citado no cronograma, as atividades planejadas necessitam, no mínimo, de sete encontros, mas, considera-se que poderá sofrer ajustes com eventuais novos encontros, dependendo da demanda e da necessidade. A duração de cada encontro será de aproximadamente 60 minutos. A prática irá ocorrer na Clínica Escola e Serviços de Psicologia (CESP), localizada nas proximidades do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE, mais especificamente na Rua Dorval Luz, 123, Bairro Santa Terezinha, CEP: 88352-400, Brusque – SC.

5.1.1 Encontro 01

O primeiro encontro será realizado na Escola de Educação Básica Santa Teresinha, com o intuito de facilitar a apresentação da proposta de intervenção. Previamente, os acadêmicos desta pesquisa irão apresentar a proposta de intervenção, certificar os participantes sobre os objetivos do presente trabalho, assim como o anonimato das informações a serem coletadas durante os encontros. Além disso, será descrito como e onde irá ocorrer os encontros e atividades. Após a explanação, será realizado o levantamento dos alunos que desejam participar da pesquisa, para eventual alteração do planejamento dos encontros.

5.1.2 Encontro 02

No segundo encontro, será realizado atendimento individual na CESP, devendo acontecer em um horário que seja viável tanto para o pesquisador, quanto para o participante. O primeiro objetivo deste encontro será sensibilizar o participante da relevância da pesquisa, explicitando sobre os tipos de drogas e suas consequências à saúde e qualidade de vida. Após, será realizada a coleta de dados por meio do questionário sociodemográfico (apêndice B), composto por perguntas que visam a identificação de aspectos socioculturais do participante que podem estar relacionados com o uso de drogas.

5.1.3 Encontro 03

Antes de iniciar a atividade, será questionado aos participantes quanto à compreensão em relação a: resiliência, adversidade, vulnerabilidade e fatores de risco, para posterior registrá-las em uma cartolina que ficará exposta no centro da sala. No decorrer, o orientador irá apresentar os conceitos citados anteriormente, visando o esclarecimento de dúvidas. A segunda etapa da atividade consiste em entregar aos participantesuma ficha que contém o conceito de cada termo, como visto abaixo:

RESILIÊNCIA

ADVERSIDADE

VULNERABILIDADE

FATORES DE RISCO

Resiliência é a habilidade do indivíduo de manejar seus recursos pessoais e contextuais a fim de superar alguma adversidade (SAPIENZA; PEDROMÔNICO, 2005).

Contrariedade ou oposição à condição normal da vida ou das atividades desenvolvidas pelos seres humanos (INFANTE, 2005).

Vulnerabilidade é a predisposição a desordem ou suscetibilidade psicológica que impede o indivíduo responder, de forma satisfatória, quando submetido à situações de risco ou eventos estressores (YUNES; SZYMANSKI, 2002).

São fatores de risco todos os eventos negativos que aumentam a probabilidade de apresentar um problema físico, social, ou emocional ao indivíduo (YUNES; SZYMANSKI, 2002).

Quadro 01: Ficha de reconhecimento de conceitos apresentados no encontro.

Fonte: Elaborado pelos autores, 2015.

Ao prosseguir a atividade, serão distribuídas novas fichas, conforme formato abaixo, em que cada participante tendo como orientação os conceitos de resiliência, adversidade, vulnerabilidade e fatores de risco, deverá discutir e relacionar situações pessoais de sua vida em que esses conceitos estão concretamente inseridos.

RESILIÊNCIA

ADVERSIDADE

VULNERABILIDADE

FATORES DE RISCO

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 02: Ficha de reconhecimento de conceitos apresentados no encontro.

Fonte: Elaborado pelos autores, 2015.

Os participantes serão convocados a socializar seus resultados com os demais membros do grupo. Juntamente com o orientador, cada participante irá retomar sua resposta inicial escrita na cartolina, relacionar com a teoria apresentada nas fichas e na explicação do orientador, assim como relatar as situações descritas na segunda ficha. O objetivo desta atividade é realizar uma análise comparativa, como recurso para consolidar o conhecimento sobre os termos e reconhecer a realidade dos participantes.

5.1.4 Encontro 04

Neste encontro, já será possível analisar se esta intervenção irá oferecer suporte a real necessidade do contexto. Em caso positivo, será realizado um feedback do encontro anterior, relembrando conceitos e consequências do uso de drogas, a fim de garantir o entendimento do participante sobre a temática. Com isso,

será realizada a entrevista semiestruturada individual (apêndice C) com o objetivo de identificar a ocorrência de uso de substâncias lícitas e ilícitas, investigar o histórico de comportamentos dos participantes, bem como possíveis influências que originaram o consumo de substâncias.

A segunda atividade proposta para este encontro consiste em uma dinâmica reflexiva com foco na resiliência. Os participantes serão divididos em quatro grupos. Será entregue a cada grupo dois fatores de resiliência com seus respectivos significados, conforme visto abaixo:

Grupo 01

FATORES DE RESILIÊNCIA

SIGNIFICADO

 

 

Administração das emoções

É a habilidade de se manter calmo sob pressão. Para utilizar essa habilidade, as pessoas costumam aglutinar um conjunto de aptidões, conseguindo com isso, obter a autoregulação. Quando a presença desta capacidade é rudimentar, as pessoas percebem dificuldades em manter relacionamentos e, com frequência, desgastam emocionalmente os que convivem com elas e se tornam pessoas difíceis no ambiente profissional.

 

 

Controle dos impulsos

É compreendido como a habilidade de não agir impulsivamente. Pessoas que têm um quociente de resiliência elevado neste fator são propensas a ter um alto quociente de resiliência em Administração de Emoções. Ambas as habilidades são vistas como estruturadas a partir de sistemas de crenças parecidas na pessoa, gerando nelas a conexão entre si.

Quadro 03: Fatores de resiliência e seus respectivos conceitos.

Fonte: Adaptado de Belmont (2009, p. 19).

Grupo 02

FATORES DE RESILIÊNCIA

SIGNIFICADO

Otimismo

É a habilidade de ter a firme convicção de que a situação irá mudar para melhor quando envolvida em adversidade e manter a esperança de um futuro promissor, por se acreditar em ter a capacidade para gerenciar a adversidade que venha surgir no amanhã. O otimismo quando somado com a autoeficácia promove a motivação para a busca de soluções e recuperação.

Auto eficácia

É a convicção de ser eficaz nas ações. Sinaliza a crença de poder encontrar soluções para os problemas que por ventura possam surgir com a certeza de se sobressair.

Quadro 04: Fatores de resiliência e seus respectivos conceitos.

Fonte: Adaptado de Belmont (2009, p. 19).

Grupo 03

FATORES DE RESILIÊNCIA

SIGNIFICADO

Análise do ambiente

Descreve a habilidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades. Quando incrementamos em nós a capacidade de lermos de maneira correta o ambiente que nos cerca, com o qual estamos envolvidos, passamos a entender melhor o processo que está ao nosso redor e maior será nossa capacidade de responder o que nos está sendo proposto.

Empatia

É a habilidade de se colocar no lugar do outro, imaginando-se nas mesmas condições que este para melhor entendê-lo e ajudá-lo.

Quadro 05: Fatores de resiliência e seus respectivos conceitos.

Fonte: Adaptado de Belmont (2009, p. 19).

Grupo 04

FATORES DE RESILIÊNCIA

SIGNIFICADO

Alcançar pessoas

É a habilidade de se conectar a outras pessoas para viabilizar soluções para adversidades da vida. Trata-se de não alimentar o medo de se expor ao fracasso e ao ridículo em publico e não superestimar que as probabilidades de tentativas fracassadas levam a finais catastróficos.

Humor

Significa a capacidade de expressar em palavras, gestos ou atitudes corporais os elementos cômicos, incongruentes ou hilariantes de uma situação, obtendo um efeito tranquilizador e prazeroso, facilitando um certo distanciamento do problema e favorecendo a tomada de decisão para resolvê-lo.

Quadro 06: Fatores de resiliência e seus respectivos conceitos.

Fonte: Adaptado de Belmont (2009, p. 19).

Os grupos serão orientados a fazer a leitura dos fatores de resiliência e seus significados, conforme consta na ficha acima, e em seguida, responder as seguintes questões:

  • Essas características estão presentes em meus comportamentos?
  • Em que momentos estes fatores são exigidos em minha vida?
  • Quais ações podem fortalecer as minhas qualidades?

O aplicador distribuirá uma folha de papel A4 para cada participante responder, com prazo estimado de 10 minutos para a finalização das questões. Ao

final da atividade, ocorrerá a socialização das respostas, bem como a relação da dinâmica com o tema ‘drogas’.

5.1.5 Encontro 05

Como prática voltada à reflexão acerca do respeito e valores pessoais, buscou-se a realização de uma dinâmica denominada ‘Dinâmica do Coração’. Esta dinâmica visa proporcionar momentos reflexivos acerca das atitudes que estão sendo prestadas a fim de modificar a realidade dos usuários de drogas presentes em nossa comunidade, assim como possibilita perceber o conhecimento do participante sobre as práticas interventivas instituídas em sua comunidade. A dinâmica demanda um desenho decoração, que deverá ser posicionado no centro da sala, com os alunos em volta em formação de círculo.

Em um primeiro momento, cada participante escreve em um papel uma palavra que expresse o que vê e ouve das pessoas da comunidade à respeito do mundo das drogas e das vítimas da dependência e o posiciona fora do coração. Feito isso, solicita-se aos participantes que escrevam dentro do coração uma palavra que expresse o que está sendo feito para reduzir a problemática das drogas em nossa comunidade e na sociedade de modo geral. Quando todos finalizaram, pedir que comparem o que está escrito dentro e fora do coração, por fim, questionar qual a posição que este possui em relação às drogas e suas vítimas.

A partir disso, será organizada uma roda de conversa para discutir os argumentos que foram relatados em cada questão da dinâmica do coração, deixando um espaço livre para aqueles que desejarem expor sua opinião, e possíveis propostas de melhorias que poderiam ser realizadas para modificar a realidade da drogadição na adolescência.

5.1.6 Encontro 06

Para desenvolver atividades que mostrem aspectos a serem modificados para aprimorar a resiliência dos estudantes, o presente encontro trará a atividade de Psicodrama ‘O Teatro da Espontaneidade’. A atividade será realizada da seguinte maneira: o orientador irá dividir o grupo em quatro pequenos grupos, será realizada a leitura de uma situação-problema (apêndice D) envolvendo um problema de saúde

recém-descoberto pelo receptor. Logo, em cada grupo deverá constar cinco personagens diferentes (mãe/pai/responsável; diretor escolar; amigo; membro da comunidade; cônjuge), em que deverão dramatizar a situação conforme reagiriam diante de tal situação. Cabe mencionar que o tempo limite para o planejamento da dramatização será de 10 minutos, sendo que o próprio grupo será responsável por atribuir a cada participante um personagem da história para dramatizar.

A proposta é que os estudantes se coloquem no lugar do outro por meio da dramatização, além de possibilitar a observação de comportamentos que possam ser resilientes em cada um. Contudo, observa-se que foram atribuídos a cada grupo, personagens que impõe influencia significativa sobre o indivíduo, para assim desenvolver um olhar diferenciado nos estudantes. Após as dramatizações, cada membro do grupo irá explicar quais os sentimentos que tiveram durante a elaboração do roteiro e descrever como chegou à conclusão final dos comportamentos que iria dramatizar.

Como fechamento do encontro, o orientador irá analisar as dramatizações identificando os comportamentos que mais se classificam em resilientes, reforçando tais comportamentos, e mostrando outros caminhos que poderiam ser elencados em caso de comportamentos não resilientes, a fim de modificá-los.

5.1.7 Encontro 07

Como fechamento das intervenções, será apresentado um vídeo que conta a história verídica de superação de Taylor Morris. Solicita-se que, após a visualização do vídeo, sejam descritos em uma folha os fatores de risco, assim como os fatores de proteção contidos no mesmo. Assim que todos os participantes concluírem a atividade, será socializado com os demais, o que cada um considerou como fator de proteção e de risco, argumentando sobre os motivos que o levaram a escolher tais acontecimentos. Solicita-se ao grupo que analisem e procurem identificar na história os fatores de resiliência que foram discutidos no encontro anterior.

Por fim, os acadêmicos irão dar um feedback das intervenções, visando o esclarecimento de dúvidas e hipóteses levantadas. Além disso, com o intuito de receber uma devolutiva e opinião sobre aspectos que foram relevantes e que possam ser modificados para promover melhorias pessoais e de trabalhos nos  acadêmicos que realizaram as intervenções, será posicionado no centro do ambiente uma caixa, a qual será solicitado feedback dos encontros (apêndice E), ao mesmo tempo em que é garantido o sigilo dos participantes para facilitar a disponibilização de sugestões. Assim, acredita-se que por meio do feedback, possamos nos aprimorar e melhorar a intervenção, caso for realizada novamente com novos indivíduos.

6. Cronograma

DATA

HORÁRIO

LOCAL

 

1º dia

 

A definir

Apresentação da proposta de intervenção na Escola de Educação Básica Santa Terezinha.

Identificar os alunos que desejam participar da intervenção.

 

2º dia

 

A definir

Intervenção individual na Clínica Escola e Serviços de Psicologia – CESP.

Sensibilização e apresentação do tema, bem como sua importância;

Aplicação do questionário sociodemográfico.

 

3º dia

 

A definir

Dinâmica de grupo para a explicação dos conceitos de: resiliência, adversidades, vulnerabilidade e fatores de risco.

Identificar e compartilhar momentos que se enquadram a cada conceito.

 

4º dia

 

A definir

Feedback do encontro anterior.

Aplicação individual da entrevista semiestruturada para investigar o consumo de substâncias lícitas e ilícitas.

Dinâmica para identificar comportamentos resilientes.

 

5º dia

 

A definir

Realização da Dinâmica do Coração realizada em grupo.

Roda de conversa.

 

6º dia

 

A definir

Realização de atividade de Psicodrama: “O Teatro da Espontaneidade”.

Discussão e opinião sobre as atitudes representadas pelos estudantes.

 

7º dia

 

A definir

Apresentar um vídeo demonstrando a história de superação de Taylor Morris, com foco na resiliência.

Solicitar feedback das intervenções a fim de promover melhorias em futuros trabalhos acadêmicos dos autores;

Fechamento da intervenção.

Quadro 07: Cronograma de atividades do plano de ação.

Fonte: Elaborado pelos autores, 2015.

Sobre os Autores:

Jones Ivan Dias - Estudante de Psicologia da 6ª fase, do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE.

Maísa Hodecker - Estudante de Psicologia da 6ª fase, do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE.

Mauriane Lira Maestri - Estudante de Psicologia da 6ª fase, do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE.

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