Resumo: Estudos vêm revelando o aumento do consumo de Crack no Brasil em virtude do fácil acesso, alta letalidade e precocidade do primeiro uso. Diante desta situação o pânico toma conta das famílias, modificando totalmente a sua dinâmica, trazendo sofrimentos, tristeza e depressão para os pais. Assim, considerando-se que o usuário traz para a família uma série de novos comportamentos e novos desafios, esta pesquisa tem como objetivo: investigar as experiências de mães com filhos dependentes de Crack, identificar quais as formas de enfrentamento usado, analisar as mudanças que ocorreram na dinâmica familiar e conhecer os aspectos psíquicos e sociais das mães. Método: uma pesquisa de abordagem qualitativa, com análise descritiva, participaram sete mães que moram em uma bairro da zona norte na cidade de Aracaju. Foi utilizada a técnica em cadeias snowball, onde na própria comunidade uma mãe, indicou outras que vivenciam o mesmo problema. As conseqüências do consumo Crack são as séries de modificações para a configuração familiar. O estudo revelou que a membros da família são vitimas em alguns momentos e cúmplice em outros. Demonstrou também que as mães têm uma postura de sofredora, mas, afetuosa e preocupada com os filhos, cujo à maioria dos pais não participa efetivamente dos cuidados dos mesmos. Conclui-se que essas mães, chegam a apresenta patologias físicas e psicológicas, ainda esperam um futuro melhor; como a recuperação dos filhos, mesmo sabendo das dificuldades com o tratamento e a dependência da droga, e acreditam na importância do psicólogo no acompanhamento do usuário químico e da família.

Palavras-Chave: Usuários de drogas, Crack, Mães, Psicologia.

Resumo: este artigo visa elucidar o processo sócio-histórico da loucura, as concepções de normalidade e anormalidade, as perspectivas de tratamento envolvidas no manejo com a loucura antes da Reforma Psiquiátrica e o processo de exclusão do louco na sociedade. A partir de um novo perfil de adoecimento mental traçar um percurso que possibilite construir a desmistificação do indivíduo portador de transtorno mental, de acordo com as formas atuais de assistência psiquiátrica, bem como conhecer os mecanismos de humanização disponibilizados pelos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS, pautando-se na desinstitucionalização e no resgate à subjetividade e à singularidade do ser humano baseando-se no respeito à sua forma de ser no mundo, a fim de conhecer os dispositivos que propiciam mudanças na vida dos indivíduos com sofrimento psíquico.

Palavras-chave: Loucura, Desmistificação, Centro de Atenção Psicossocial

1. Introdução

A população idosa brasileira tem tido papel de destaque em todos os cenários da vida, uma vez que as pesquisas apontam que esse contingente populacional tem crescido significativamente devido a melhoria das condições de saúde e a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade. Corroborando tal ideia, segundo o IBGE, estima-se que, a partir de 2025, o Brasil se torne o sexto país em indivíduos na faixa etária de 60 anos ou mais, representando aproximadamente 13% da população (MENDES; GUSMÃO; FARO, 2005). 

Dada a importância de se discutir as questões relativas à população da terceira idade faz-se necessário pensar sobre o processo de institucionalização de idosos na sociedade contemporânea enquanto fenômeno que vem ganhando grande abrangência social. O presente artigo pretende avaliar como se dá a percepção da vivência dos idosos numa Instituição de Longa Permanência no município de Timóteo – MG. O objetivo da pesquisa consiste em investigar a influência do processo de asilamento na vida desses idosos, bem como pretende conhecer o clima do ambiente institucional, a relação entre funcionários e idosos, e descobrir a causa mais comum que leva à institucionalização dos idosos entrevistados através de algumas observações realizadas inloco e de análise de questionário respondido pelos mesmos e entrevista aberta com os funcionários.

Resumo: Os Centros de Atenção Psicossociais - CAPS surgiram a partir da Reforma Psiquiátrica apresentando uma nova concepção de cuidado para pacientes com transtornos mentais. Estes formam um grupo, carente de ações que se direcionem às suas necessidades, bem-estar e inserção social. É nesse contexto que as atividades artísticas aparecem como eficiente método terapêutico adjuvante para esse grupo de pacientes. A Arteterapia resgata o potencial criativo do homem, buscando uma psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna com a finalidade de reestruturação do ser. Uma vez instalado o comportamento de representar, com recursos artísticos, emoções, sensações e pensamentos, os comportamentos disfuncionais são passíveis de serem modificados frente às suas representações. Desse modo, possibilitam uma clareza do transcurso habitual entre ambiente (estímulo), pensamento e sentimento para o indivíduo, promovendo assim, o autocontrole. O objetivo do presente estudo foi conhecer até que ponto, estimular atividades artísticas para os pacientes psiquiátricos, em forma de tratamento complementar, ajuda a desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes, dentro de suas limitações, facilitando sua inserção social. O método da pesquisa-ação, foi realizado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III), em Juazeiro do Norte-CE, através de encontros de atividades artísticas e oficinas, junto com a equipe de psicoterapia da instituição. Os resultados levaram a crer  que tais atividades estimularam a concentração dos usuários desse serviço de saúde, auxiliando em seu tratamento. Conclui-se pois, que o tratamento extra-hospitalar oferecido pelo CAPS desempenha um papel fundamental na reinserção familiar e social, opondo-se ao antigo regime hospitalocêntrico.
Palavras-chave: CAPS, arteterapia, inclusão social.

Resumo: A Síndrome de Burnout  é considerada como um dos principais indicadores de bem-estar subjetivo, sendo avaliada como uma medida geral ou como referência a áreas importantes da vida, a exemplo do trabalho e da família. Este estudo discute a compreensão dessa síndrome e sua possível associação com a Fadiga em professores da educação infantil.  Para a coleta de dados utilizou-se o Inventário de Burnout de Maslash, uma escala de 7 pontos, variando de 0 (nunca) a 6 (todo dia), e a Escala de Avaliação da Fadiga um instrumento auto-aplicável  com 10 itens, cujas respostas são avaliadas em escala de cinco pontos, variando de 1 (Nunca) 5 (Sempre) e, uma entrevista semi–estruturada contendo informações sóciodemográficas. Concluímos haver  indícios de Síndrome de Burnout e Fadiga na amostra estudada, entretanto recomendam-se novos estudos em que possam utilizar um universo maior de sujeitos, inclusive com um maior número de escolas. Acreditamos que estudos futuros que utilizem o argumento em favor da idéia de que, as relações sociais podem, de várias formas, promover melhores condições de saúde, podem nos esclarecer mais sobre a temática da Síndrome de Burnout.
Palavras–chave: Síndrome de burnout, Fadiga, Educação infantil

A loucura dentro, de uma perspectiva historiográfica no Ceará, referente ao século XIX, enfrenta dificuldades de natureza fundamentalmente documental e não mais teórico-metodológica. Teoricamente, existe uma ampla bibliografia que trata de questões conceituais em torno da figura do louco e da loucura e seus embates políticos e sociais que nos permite compreender uma rede de representações e tensões culturais do período. Nesse sentido, Foucault, Goffmam, Harris, Castel, são alguns dos nomes que ofereceram uma larga contribuição na historiografia ocidental. Em termos de historiografia brasileira, Maria Clementina, Vera Portocarrero, Magali Engels e Isaias Pessotti também enriqueceram o debate. Entretanto, quando nos debruçamos na investigação documental é que ocorrem os enfrentamentos maiores.

Resumo: Sendo a depressão uma doença afetiva ou de humor, na qual há alterações psíquicas e orgânicas, que comprometem o físico, os pensamentos e as emoções, considera-se dentre seus múltiplos fatores, o apoio familiar como um dos principais por ser fundamental no desenvolvimento do indivíduo. Objetivando o estudo acerca da influência exercida pela família sobre o adolescente depressivo, o presente artigo busca conceituar a depressão, ao passo que caracteriza o jovem atingido por esse transtorno. Elenca, ainda, modos de prevenção e tratamento para o mesmo, com foco no apoio familiar, que, sendo ausente, pode ocasionar consequências também retratadas no decorrer deste trabalho. Adota uma pesquisa bibliográfica exploratória com base em análise de artigos científicos, pesquisas em livros e monografias, em meio eletrônico ou não. Por fim, o suporte familiar influencia na forma como o indivíduo se vê e como interpreta as informações vindas da sociedade, sendo de fundamental importância nessa fase do desenvolvimento humano que envolve grandes mudanças.
Palavras-chave: Adolescência. Depressão. Suporte. Família.

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo investigar a implantação de Residências Terapêuticas (RTs) enquanto práticas substitutivas em saúde mental, na cidade de São Paulo. Buscou conhecer o funcionamento das residências e verificou como e até que ponto está sendo feita a reinserção de seus moradores na sociedade. A pesquisa foi realizada com 06 profissionais da área da saúde mental que tiveram experiência ou trabalharam diretamente com a Residência Terapêutica, através de uma entrevista semi-estruturada. Para a análise dos resultados, foram separados nove categorias em que se buscou perceber o oculto daquilo que não foi diretamente perguntado. Após a análise das entrevistas, entendemos que o modelo atende à necessidade dos sujeitos desinstitucionalizados, enquanto proposta de moradia, no entanto, muito ainda há por ser feito, desde a sobrecarga de trabalho imposta aos profissionais dos CAPS , até a significativa diferença entre o fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos em relação às vagas abertas nas residências terapêuticas e no Programa De Volta para Casa. Porém, considerando todas as circunstâncias que envolvem a desinstitucionalização, a residência enquanto  mais um projeto substitutivo de apoio a saúde mental,  constitui-se em  um grande avanço em relação as condições anteriores a Reforma Psiquiátrica.
Palavras–Chave: Residência Terapêutica, Práticas Substitutivas em Saúde Mental,   Desinstitucionalização.