O interesse do público pelas notícias sobre crimes está em ver a punição por crimes que desejamos ou aceitamos cometer um dia [1]. Para Freud, a repressão dos instintos delitivos por meio da moral não os destrói. Esses instintos apenas ficam guardados no inconsciente por um sentimento de culpa, uma tendência a confessar. Ao ver um programa policial, haveria, segundo Freud [2] “[...] uma compensação às restituições que alguém coloca ao próprio sadismo”. Em Totem e tabu [3], afirmou que a tentação de repetir o ato do transgressor exigia o isolamento e a quarentena de quem violava um tabu. Desse modo, toda reação punitiva tinha como pressuposto, entre os membros do grupo, impulsos idênticos aos proibidos. Para Mead, sob outro enfoque, mas chegando aos mesmos resultados de Freud, a hostilidade em relação aos criminosos contribui para aumentar a solidariedade e o amor dos cidadãos não delinqüentes [4]. Isso implicaria um reforço coletivo da moralidade. No entanto, por trás desse fundamento racional do castigo, há sua verdadeira função: “a gratificação pelas agressões desejadas, porém reprimidas” [5].

Resumo: Este artigo visa discutir como o consumismo tem gerado uma sociedade narcisista, essa transformação vem acontecendo a partir da implantação do capitalismo no cenário mundial. Através dessa temática que o filme “Delírios de consumo de Beck Bloom” se desenrola, mostrando o gasto incontrolável da protagonista para conseguir manter um ilusório bem-estar individual. A metodologia utilizada foi o cinema, que tem como objetivo entreter e nos fazer refletir sobre o que é apresentado. Desta forma, a obra fílmica explorada serve como um objeto de estudo para a análise de novas formas de vida, como o narcisismo na sociedade de consumo.
Palavras-Chave: consumismo; capitalismo; narcisismo; cinema.

Recentemente, coincidindo com o fim de ano e início de ano novo (2011/2012), surgiu uma onda de suicídio e tentativas de suicídios na região e município em que resido atualmente. Fatos marcantes que mobilizam todos os munícipes, e que me aguçou a curiosidade científica, até porque alguns passaram a ser meus pacientes. Interessei-me, após ler várias referências em artigos que recomendam uma atenção mais acentuada, por se tratar de um fenômeno com tendência a atingir mais sujeitos na mesma região, como se, se tratasse de um evento modismo.

Ao refletir sobre o assunto, ouvindo meus pacientes, pude identificar outros pacientes cuja ideia suicida inicial era dar um susto no companheiro, como revelou uma paciente nestes termos: “eu pensei em tomar uma caixa de comprimidos só para dar um susto no meu marido, queria que ele me desse mais atenção etc.” . Esta paciente, aparentemente acima de qualquer suspeita suicida, mãe de três filhos, trabalhadora dedicada, acaba por confirmar o que predizem os pesquisadores dos fenômenos suicidas, de que onde se inicia um pode vir a ocorrer mais, como uma onda de imitação para fugir dos problemas angustiantes presentes.

Fazer um relato sobre a depressão sem, contudo, parecer alarmista, parece-me tarefa pouco satisfatória e difícil, pois o próprio estado em que uma pessoa se encontra durante os surtos depressivos, por assim dizer, já demonstram a sua gravidade. A depressão não é, como sugerem alguns, um estado meramente causado por fatores externos. Suas causas têm origem em alterações psíquicas e fatores internos, em que pese alguma fragmentação emocional, sendo os fatores externos tão somente agentes desencadeantes.

Partindo-se do pressuposto do conceito de saúde como o estado de bem estar bio-psico-social e não apenas a ausência de doença, vê-se logo que a depressão altera a bioquímica do organismo, corrói o psiquismo do indivíduo e retira-o de seu convívio social – prova cabal da doença instalada. Nota-se atualmente um aumento considerável de pessoas apresentando quadros depressivos de certa monta. Porém, isso implica em maior critério na avaliação e classificação da patologia.

Resumo: objetivo consultar em periódicos científicos eletrônicos os conceitos etiológicos mais utilizados para definir a fisiopatologia do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a fim de, posteriormente, descrever os mecanismos responsáveis por sua classificação entre os estados patológicos associados à hiperativação do Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (HHA). métodos: revisão não sistemática em fontes de dados secundários. conclusões: embora o TOC ainda seja considerado um transtorno idiopático e de características heterogêneos, a hipótese na qual sugere um funcionamento anômalo no circuito cortico-estriato-tálamo-cortical, possivelmente, em virtude da falta de intervenção inibitória do Núcleo Caudado desencadeie excesso da atividade talâmica, retroalimentando os pensamentos invasivos e/ou os comportamentos repetitivos originários do Córtex Órbito-Frontal, gerando níveis patológicos de ansiedade que, através da Amígdala, elevam a atividade do Eixo HHA.
Palavras-Chave
: Transtorno Obsessivo-Compulsivo, fisiopatológica, Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal, núcleo caudado, tálamo, córtex órbito-frontal.

Resumo: o presente artigo tem a proposta de discutir sobre a psicopatia, um tipo de personalidade presente na sociedade, mas pouco comentada e esclarecida. Tendo como foco principal a Psicopatia Feminina, o objetivo deste trabalho é quebrar os paradigmas sociais e expor uma realidade pouco observada. A psicopatia não deve ser vista apenas como algo ligado a imagem masculina. Através de uma metodologia qualitativa, e tendo com base alguns referenciais teóricos foi possível desenvolver uma análise sobre o filme Atração Fatal, no qual, a personagem principal (Alex Forrest) pode ser considerada uma psicopata.
palavras-chave: Psicopatia, Psicopatia Feminina, Paradigmas, Masculina.

Introdução

Este artigo tem como objetivo trazer ao leitor um maior esclarecimento sobre as questões de psicopatia voltada para o gênero feminino, que na maioria das vezes é visto na sociedade como um ser frágil e delicado, em que uma atitude de agressividade por parte destas seria classificada como atitude não feminina, estaria ligada a outros motivos.

Resumo: A ansiedade é um dos principais males que o ser humano carrega atualmente. Ela vem de um sentimento de desespero e pressa em querer realizar o que se deseja e alcançar o que sonhamos, construindo assim a nossa felicidade. Ocorre que a ansiedade é, exatamente, o principal obstáculo para se alcançar sucesso em cada uma destas metas. Uma das maiores fontes de ansiedade é aquela motivada pelos relacionamentos afetivos. Algumas pessoas sofrem de ansiedade por desejar encontrar o par ideal, a chamada alma gêmea com que todos sonham e acabam, exatamente por causa dessa atitude ansiosa, por afastar ao invés de atrair seja quem for.
Palavras-Chave
: ansiedade, ser humano, desejo, sonho, felicidade, meta, relacionamento, afeto.

Os Modelos Comportamentais da Ansiedade

As manifestações objetivas da ansiedade são inespecíficas, e comumente estão associadas a diversos estados emocionais, tais como medo, expectativa, ira, entre outros. Essas manifestações são as reações físicas sentidas pelas pessoas, dentre as quais se podem citar: sudorese, taquicardia, tremores, calafrios etc.

Resumo: Este trabalho se propõe a observar a forma como o cinema hollywoodiano representa a esquizofrenia, visto que o conhecimento do público sobre o tema quase sempre se resume ao senso comum e o cinema pode contribuir para a formação desse conhecimento. Para isso analisamos os filmes Clube da luta e Psicose, que tem protagonistas esquizofrênicos. A ideia é verificar se o cinema apresenta uma visão condizente com o conhecimento técnico acumulado sobre o tema.
Palavras chave:
psicose, esquizofrenia, cinema, representação

Introdução

A Organização Mundial de Saúde - OMS estima que 1% da população mundial tenha esquizofrenia. É um transtorno bastante conhecido pela sociedade e, por ser um tema complexo e intrigante, aparece com certa frequência na arte, no cinema em especial. No entanto, este conhecimento quase sempre é reduzido ao senso comum, gerando muitos preconceitos.

Este trabalho tem como objetivo observar como se dá a representação da esquizofrenia no cinema hollywoodiano, verificando se a forma como ele caracteriza essa psicose colabora com o senso comum ou fornece um maior conhecimento sobre o assunto.