O Conceito de Motivação na Psicologia

O artigo “O Conceito de Motivação na Psicologia”, escrito por João Cláudio Torodov e Márcio Borges Moreira (2005), publicado pela Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, discute o uso do termo motivação na psicologia. Moreira é bacharel em Psicologia pela PUC-MG e doutor em Ciência do Comportamento pela UNB. Também coordena o curso de Psicologia no Instituto de Educação Superior de Brasília. Torodov é licenciado em Psicologia pela USP e doutor em Psicologia. Desde 2006, ele trabalha como pesquisador na UNB.

O artigo é escrito em língua padrão e emprega termos específicos da psicologia. Cita vários autores como Allport (1953), Atkinson (1964), Cofer (1972),  Bzuneck (2004). Apresenta também várias definições de diversas abordagens dentro da psicologia.

Os autores declaram que a motivação e a aprendizagem são termos usados em diferentes contextos e compreendidos na psicologia. Acreditam que a motivação é uma força interna que leva à ação e por ser interna, apenas o indivíduo pode sentir. No artigo, argumenta-se sobre o interesse contemplado pela pesquisa da motivação humana originada de três fontes: psicoterapia, psicometria e teoria da aprendizagem. Declara-se o interesse da psicologia pela motivação humana, que levou principais teorias da aprendizagem a pesquisar sobre motivação.

João Cláudio Torodov e Márcio Borges Moreira (2005), destacam que a motivação é toda psicologia, pois quem estiver interessado em motivação humana deve estudar psicologia. Torodov e Moreira acrescentam que o comportamento humano é complexo e há uma diversidade de abordagens alternativas do tema motivação. Descrevem as origens históricas das pesquisas sobre motivação, seus problemas epistemológicos na conceituação de motivos e as questões das hierarquias dos motivos humanos.

A discussão de Torodov e Moreira em torno do termo motivação é bastante significativa, pois é algo que atrai o interesse de grande parte dos psicólogos. Ficou claro que a tarefa dos psicólogos não é contemplar a subjetividade ou a essência humana, mas sim, compreender como ela é construída ou compreender como são aprendidos os padrões comportamentais a partir dos quais se percebe a existência de um motivo.

Os autores concluem que a motivação humana é algo subjetivo e não pode ter apenas uma definição. A motivação gera sentido apenas para pessoa que sente, ou seja, é um termo abstrato, extraído da subjetividade humana.

O artigo é direcionado aos profissionais da psicologia e áreas afins. Possui uma leitura de fácil entendimento e o conteúdo é rico em exemplos. Definem o termo motivação ao longo do século e ao final do artigo, os autores acrescentam questões de estudo para fixar o conteúdo epistemológico sobe motivação.

Sobre o Autor:

Débora Cristini Lopes Machado dos Santos - Graduanda em Psicologia da Faculdade Dom Bosco – Curitiba-PR.

Referência:

TORODOV, João Cláudio; MOREIRA, Márcio Borges . O conceito de motivação na psicologia. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. São Paulo, 2005. Disponível em < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-55452005000100012 >. Acesso em 05/maio/2012.