(Tempo de leitura: 8 - 15 minutos)

Resumo: O presente artigo tem como objetivo compreender as contribuições da psicanálise no âmbito da assistência social, sobretudo no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) unidade pública de atendimento a pessoas que vivenciam os inúmeros acontecimentos de violação de direitos. Utilizamos como metodologia de cunho bibliográfico, realizando uma breve apresentação sobre o CREAS e as contribuições da psicanálise na assistência social. Foram analisadas as possibilidades da implantação da psicanálise e da escuta psicanalítica fora do "setting" tradicional. E procurou-se refletir sobre o acréscimo na atualidade da prática da psicanálise no campo da assistência social, seus limites, contribuições e possibilidades.

Palavras-chave: Psicanálise, Assistência Social, CREAS

(Tempo de leitura: 15 - 29 minutos)

Resumo: O presente trabalho expressa a experiência do autor no atendimento de uma menina no âmbito institucional. Trata-se de uma adolescente de 12 anos, que se encontra institucionalizada há seis anos em virtude de negligência materna. Após o acolhimento, iniciou-se tratamento psiquiátrico em virtude de agressividade e agitação. A hipótese diagnóstica foi a de psicose, com prescrição de psicotrópicos, que a deixaram impregnada. Houve tentativas de reinserção familiar, mas sem sucesso. A mãe nunca revelou interesse em cuidar da filha, nomeando-a com o significante “menina problema”. A filha foi totalmente abandonada pela genitora. Antes da atual instituição, ela havia passado por outras duas casas de acolhimento. Recorre-se aqui ao estudo de caso para expor os impactos da institucionalização de longa data na subjetividade da criança, bem como revelar que é possível trabalhar no sentido de fazer erigir um sujeito de desejo. Quando assumi o caso, tomei conhecimento de que a adolescente estudava em escola especial, usava fraldas e não conseguia realizar atividades rotineiras da vida, inclusive sua higiene pessoal, sem auxílio. As sessões analíticas, a retirada gradativa da medicação e o vínculo afetivo estabelecido entre a adolescente e sua cuidadora foram decisivos para o progresso do caso. Atualmente ela não usa fraldas durante o dia, banha-se sozinha, e alimenta-se sem auxílio de terceiros. Nesse viés, observa-se que a adolescente havia inibido sua capacidade de estabelecer vínculos afetivos estáveis. A fim de fundamentar nosso trabalho, recorre-se as obras de Freud, Lacan, Rosine Lefort, dentre outros autores psicanalistas.

Palavras-chave: Institucionalização, Criança, Desejo, Objeto.

(Tempo de leitura: 6 - 11 minutos)

A temática do amor é recorrente e há séculos vem sendo interpretada, significada e ressignificada – pela literatura, pelas religiões, pela filosofia. Platão o definia como a completude e falta, Jacques-Alain Miller sustenta que ao amar, a pessoa acredita que alcançará uma verdade sobre si, enquanto Sigmund Freud profetizava que precisamos amar para não adoecer [01].

Antes de se adentrar o amor propriamente dito, a Psicanálise buscou definir a pulsão, conceito bastante difícil e não unânime entre os teóricos, mas fundamental para entender o lugar que o amor ocupa na vida dos homens. A pulsão estaria localizada na fronteira entre o mental e o somático - representando psiquicamente os estímulos que se originam no corpo, alcançando a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.

(Tempo de leitura: 3 - 5 minutos)

Segundo Freud em seu artigo “Instinto e suas Vicissitudes”, a pulsão seria:

“(...) O conceito na fronteira entre o somático e o mental..., o representante psíquico das forças orgânicas (...)” (FREUD, 1915, p.118).

A droga na toxicomania entra como um produtor de obtenção de prazer e um “amortecedor” do desprazer. Com isso, a droga se torna sua única fonte de prazer e o sujeito passa a ter uma relação de exclusividade com a mesma passando a abandonar suas atividades da vida diária.

(Tempo de leitura: 7 - 13 minutos)

Sigmund Freud nasceu Sigismund Schlomo Freud [01] nasceu em 1856, em Freiberg, na Morávia, à época parte do Império Austro-Húngaro. Sigismund era um nome germânico, cuja raíz Sieg, significa vitória e Schlomo – Salomão, nome hebraico escolhido em homenagem ao seu avô recém-morto – um costume tipicamente judaico/ashkenazi [02] - esses dois nomes traduzem o grande paradoxo entre a vida judaica tradicionalista e a emancipação dos judeus em meados do século XIX – refletindo, também, o contexto histórico e cultural vividos pela família de Freud, por ocasião de seu nascimento.

(Tempo de leitura: 10 - 19 minutos)

Resumo: O presente artigo aponta o movimento de sublimação do sujeito por meio da arte, como um caminho para atividades psíquicas superiores, caminho por onde sempre transitará a libido vinculada às suas origens sexuais, porém pela sublimação tal libido é elevada por meio de atividades idealizadas socialmente e aceitas pela cultura, a saber: a ciência, a intelectualidade e a arte. Pretende-se focar na atividade artística, mais delimitadamente às artes plásticas e pinturas, numa comparação da plasticidade psíquica revelada na concretude da obra, resultado do movimento de sublimação, o qual é por sua vez sublime, pois transcreve a outro nível o psiquismo do artista, usando a linguagem plástica das cores e texturas para falar de amor, castração e morte, enquanto um retorno mais refinado e em ressignificação do horror no fato de se estar em desamparo e perpetuamente em falta.

Palavras-chave: Morte, pulsões, elevação, arte.

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