A temática do amor é recorrente e há séculos vem sendo interpretada, significada e ressignificada – pela literatura, pelas religiões, pela filosofia. Platão o definia como a completude e falta, Jacques-Alain Miller sustenta que ao amar, a pessoa acredita que alcançará uma verdade sobre si, enquanto Sigmund Freud profetizava que precisamos amar para não adoecer [01].

Antes de se adentrar o amor propriamente dito, a Psicanálise buscou definir a pulsão, conceito bastante difícil e não unânime entre os teóricos, mas fundamental para entender o lugar que o amor ocupa na vida dos homens. A pulsão estaria localizada na fronteira entre o mental e o somático - representando psiquicamente os estímulos que se originam no corpo, alcançando a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.

Segundo Freud em seu artigo “Instinto e suas Vicissitudes”, a pulsão seria:

“(...) O conceito na fronteira entre o somático e o mental..., o representante psíquico das forças orgânicas (...)” (FREUD, 1915, p.118).

A droga na toxicomania entra como um produtor de obtenção de prazer e um “amortecedor” do desprazer. Com isso, a droga se torna sua única fonte de prazer e o sujeito passa a ter uma relação de exclusividade com a mesma passando a abandonar suas atividades da vida diária.

Sigmund Freud nasceu Sigismund Schlomo Freud [01] nasceu em 1856, em Freiberg, na Morávia, à época parte do Império Austro-Húngaro. Sigismund era um nome germânico, cuja raíz Sieg, significa vitória e Schlomo – Salomão, nome hebraico escolhido em homenagem ao seu avô recém-morto – um costume tipicamente judaico/ashkenazi [02] - esses dois nomes traduzem o grande paradoxo entre a vida judaica tradicionalista e a emancipação dos judeus em meados do século XIX – refletindo, também, o contexto histórico e cultural vividos pela família de Freud, por ocasião de seu nascimento.

Resumo: O presente artigo aponta o movimento de sublimação do sujeito por meio da arte, como um caminho para atividades psíquicas superiores, caminho por onde sempre transitará a libido vinculada às suas origens sexuais, porém pela sublimação tal libido é elevada por meio de atividades idealizadas socialmente e aceitas pela cultura, a saber: a ciência, a intelectualidade e a arte. Pretende-se focar na atividade artística, mais delimitadamente às artes plásticas e pinturas, numa comparação da plasticidade psíquica revelada na concretude da obra, resultado do movimento de sublimação, o qual é por sua vez sublime, pois transcreve a outro nível o psiquismo do artista, usando a linguagem plástica das cores e texturas para falar de amor, castração e morte, enquanto um retorno mais refinado e em ressignificação do horror no fato de se estar em desamparo e perpetuamente em falta.

Palavras-chave: Morte, pulsões, elevação, arte.

Resumo: O presente trabalho pretende fazer uma comparação entre a teleologia filosófica de Raimundo de Farias Brito e a psicanálise de Sigmund Freud acerca da insatisfação do homem na civilização, apesar de todos os avanços em ciência, tecnologia e conhecimento que esta proporcionou à humanidade. Ambos nasceram em mundos bem distintos, em países e até mesmo continentes com realidades sociais bem diferentes. Enquanto Freud nasceu em uma família e sociedade que propiciou sua independência de pensamento e ateísmo, Farias Brito nasceu em uma família com apreço muito grande pela religião. Tanto o ateísmo como a espiritualidade estará presente nos pensamentos de Freud e Farias Brito, respectivamente. Através deste trabalho, busca- se um melhor conhecimento de reflexões distintas, de dois pensadores contemporâneos, de realidades sociais igualmente distintas, acerca de um determinado tema.

Palavras-chave: Civilização, cultura,  Freud,  Farias Brito, psicanálise, filosofia

1. Introdução

O termo família pode ser pensando a partir de diversos aspectos: como unidade doméstica, garantindo as condições materiais necessárias à sobrevivência, como instituição, referência e local de segurança, como formador, divulgador e contestador de um amplo conjunto de valores, imagens e representações, como um conjunto de laços de parentesco, como um grupo de afinidade, com variados graus de convivência e proximidade e de várias outras formas. Há uma pluralidade de formas e sentidos para a palavra família, construída com o aporte das Ciências Sociais e podendo ser pensada sob os mais diversos enfoques através dos diferentes referenciais acadêmicos.

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