A Importância do Inconsciente na Prática Psicanalítica a Partir da Metapsicologia Freudiana

Resumo: Um dos temas mais importantes da psicanálise é o estudo em torno do inconsciente. Apesar de não ser um termo cunhado pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud se ocupou em estudar e desenvolver o conceito de inconsciente, trazendo luz e base para todas as teorias que viria a desenvolver e, acima de tudo, para a compreensão das neuroses que seriam tratadas em sua prática psicanalítica e as teorias que fundamentariam o nexo causal em sua metapsicologia. Portanto, este artigo abordará a importância do inconsciente na prática psicanalítica a partir da metapsicologia freudiana, buscando entender seus conceitos e desenvolvimento através da história e como assumiu lugar de importância na psicanálise; bem como sua relação na compreensão do humano bem como das causas fundantes de suas neuroses. Para tanto, utilizaremos a metodologia de pesquisa bibliográfica através de obras literárias e artigos científicos e outras fontes e publicações. Além de obras físicas e artigos impressos, será utilizado também a base de dados das plataformas do Google Acadêmico, Scielo, Pepsic, dentre outras. Ao final deste artigo estará comprovado que o entendimento amplo do conceito de inconsciente e suas relações com as teorias da psicanálise é essencial à prática psicanalítica, para um atendimento clínico bem-sucedido.

Palavras-Chave: Inconsciente, Pré-Consciente e Consciente; Neuroses, Id, Ego, Superego.

1. Introdução

 Freud não é o autor do termo inconsciente, porém este termo irá ganhar importância na prática clínica a partir de seus estudos e teorias acerca do inconsciente e suas relações com o grande mal estar de sua época (séc XIX). O grande mal estar nos dias de Freud era o que se conhecia por histeria, e a partir deste contexto Freud desenvolve sua teoria psicanalítica buscando entender a origem e causas da histeria, e nesta tarefa ele passará a estudar e desenvolver um conceito que de um certo modo já circulava na comunidade médica e científica de sua época, mas que todavia não tinha ainda o sentido que posteriormente foi atribuído por Freud. A doença mental estava ainda muito ligada às superstições até o séc XVIII, quando irá se tornar objeto da investigação científica; todavia, os estudos se davam essencialmente no campo fisiológico. É nesse contexto que a fala de Freud acerca do inconsciente assume grande importância e será o tema que irá propor-se a explicar a fonte e causas da histeria e mais tarde será fundamental no desenvolvimento de outras teorias tanto psicológicas quanto psicanalíticas pós freudianos.

Atualmente existem diversas correntes psicanalíticas, ou ainda abordagens influenciadas pela psicanálise, porém, apesar de haver nuances que as diferencia, o conceito de inconsciente irá perpassar por todas elas, pois qualquer teoria que queira se chamar de psicanalítica passará pelo conceito de inconsciente e nenhuma teoria é psicanálise se não houver o conceito de inconsciente.

2. A Fundamentação Histórica do Desenvolvimento do Conceito de Inconsciente

A ideia de inconsciente não é algo novo, e tampouco surgiu com os trabalhos de Sigmund Freud. Esta é uma ideia que veio se construindo desde a antiguidade, como bem observa Roudinesco (1998, p. 389), quando afirma que “desde a Antiguidade, a ideia da existência de uma atividade diversa do funcionamento da consciência sempre foi objeto de múltiplas reflexões.”

Foi com René Descartes (1596-1650) que se postulou o princípio de um dualismo entre o corpo e a mente, que levou a fazer da consciência (e do cogito) o lugar da razão, em contraste com o universo da desrazão. No século XVIII desenvolveu-se a ideia já avançada por Pascal e Spinoza de que a autonomia da consciência seria necessariamente limitada por forças vitais incognoscíveis e, com frequência, destrutivas (ROUDINESCO, 1997). Mais tarde, como observa o Dr. Cesar Rey Xavier da faculdade Dom Bosco [1], Paraná, que o trabalho do médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815), através de suas teorias do magnetismo animal, irá levar à compreensão da existência do inconsciente quando um dos mais renomados discípulos de Mesmer, o Marquês de Puységur (1751-1825), utilizando a prática terapêutica do magnetismo, percebe que um de seus pacientes entra num estado, que mais tarde seria reconhecido como estado de transe hipnótico, termo denominado pelo médico inglês James Braid (1795-1860). A teoria do Magnetismo Animal de Mesmer então, irá levar, no fim do século seguinte, a se encarar o inconsciente como uma dissociação da consciência: subconsciência ou automatismo mental atingível através do hipnotismo ou da sugestão (ROUDINESCO, 1997).

Já no séc. XIX e início do séc, XX, a filosofia alemã de Wilhelm von Schelling (1775-1854), Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Arthur Schopenhauer (1788-1860), dentre outros, vai entender o inconsciente como o oposto ao racionalismo e sem qualquer relação com questões terapêuticas ou psicológicas. A filosofia alemã vai então relacionar o inconsciente como o lado sombrio da alma humana que revelava uma psique imersa nas profundezas do ser. É então nesse contexto que vai surgir os trabalhos da psicologia experimental, da medicina, e da fisiologia com grandes nomes como Herbart, Helmholtz, Fechner, Wundt dentre outros.

Estes conceitos vão emprestar campo fértil para as reflexões de Sigmund Freud (1856-1939) acerca do inconsciente e suas concepções inovadoras deste conceito.

3. Freud e o Inconsciente

Em seu Vocabulário da Psicanálise, Laplanche e Pontalis (1996, p. 235) afirmam que, “se fosse preciso concentrar em uma palavra a descoberta freudiana, essa palavra seria incontestavelmente a de inconsciente.”.  Para eles o inconsciente freudiano é, em primeiro lugar, indissoluvelmente uma noção tópica e dinâmica que brotou da experiência do tratamento.

De acordo com Roudinesco (1997), misturando as tradições da filosofia alemã e da psiquiatria dinâmica, Freud inventou uma concepção inédita do inconsciente, e para começar efetuou uma síntese do ensino de Jean Martin Charcot, Hippolyte Bernheim e Joseph Breuer que o conduziu à psicanálise e num segundo momento, forneceu um arcabouço teórico ao funcionamento do inconsciente, a partir da interpretação do sonho.

Porém a grande questão a ser respondida aqui é; o que é o inconsciente na concepção de Freud e qual a sua importância à prática psicanalítica; a para tanto não iremos nos conter na gênese do desenvolvimento do conceito em Freud, mas já ao seu entendimento da importância do inconsciente na prática psicanalítica.

É em sua obra, A Interpretação dos Sonhos, que Freud estabelece de uma vez por todas o conceito de inconsciente. Em nota, o editor da tradução inglesa da obra de Freud que trata do inconsciente deixa claro que Freud não tinha uma intenção filosófica ao desenvolver o conceito de inconsciente, mas sua intenção era prática (FREUD, 1990, p. 96)[2]. Freud acreditava que sem considerar a possibilidade do inconsciente não era possível explicar ou descrever os fenômenos com os quais se defrontava em sua prática psicanalítica.

Na publicação da Afasia, tratando do caso de Frau Emmy von N. no rodapé de sua anamnese, Freud usa pela primeira vez o termo “inconsciente” (Edição Standard Brasileira, Vol. II, pág. 120, IMAGO Editora, 1974). Em O Inconsciente (1915) Freud busca relacionar o inconsciente com o processo de repressão. 

Aprendemos com a psicanálise que a essência do processo de repressão não está em pôr fim, em destruir a idéia que representa um instinto, mas em evitar que se torne consciente. Quando isso acontece, dizemos que a ideia se encontra num estado ‘inconsciente’, e podemos apresentar boas provas para mostrar que, inclusive quando inconsciente, ela pode produzir efeitos, incluindo até mesmo alguns que finalmente atingem a consciência. Tudo que é reprimido deve permanecer inconsciente; mas, logo de início, declaremos que o reprimido não abrange tudo que é inconsciente. O alcance do inconsciente é mais amplo: o reprimido não é apenas uma parte do inconsciente (FREUD, 1915, p.98).

Para Freud, só é possível chegar ao conhecimento do inconsciente como algo consciente depois que ele sofrer transformação ou tradução para algo consciente, e para que isto aconteça a pessoa deve superar as barreiras da resistência que transformam o material ou conteúdos em algo reprimido, rejeitando-o do consciente (FREUD, 1915). Buscando justificar o seu conceito de inconsciente, Freud vai afirmar que sua suposição da existência de um inconsciente é necessária e legítima, e que haveria numerosas provas de sua existência.

Ela é necessária porque os dados da consciência apresentam um número muito grande de lacunas; tanto nas pessoas sadias como nas doentes ocorrem com frequência atos psíquicos que só podem ser explicados pela pressuposição de outros atos, para os quais, não obstante, a consciência não oferece qualquer prova... Assim sendo, devemos adotar a posição segundo a qual o fato de exigir que tudo quanto acontece na mente deve também ser conhecido pela consciência, significa fazer uma reivindicação insustentável... Incidentalmente, mesmo antes da época da psicanálise, as experiências com a hipnose, especialmente a sugestão pós-hipnótica, já tinham demonstrado tangivelmente a existência e o modo de operação do inconsciente mental.

A suposição de um inconsciente é, além disso, uma suposição perfeitamente legítima, visto que ao postulá-la não nos estamos afastando um só passo de nosso habitual e geralmente aceito modo de pensar. A consciência torna cada um de nós cônscio apenas de seus próprios estados mentais; que também outras pessoas possuam uma consciência é uma dedução que inferimos por analogia de suas declarações e ações observáveis, a fim de que sua conduta fique inteligível para nós... (FREUD, 1915, p.102)

Com isso Freud afirma que:                          

Na psicanálise, não temos outra opção senão afirmar que os processos mentais são inconscientes em si mesmos, e assemelhar a percepção deles por meio da consciência à percepção do mundo externo por meio dos órgãos sensoriais (FREUD, 1915, p.102).

Assim, o pai da psicanálise conclui que o que está provado em nós não é a existência de uma segunda consciência, mas a existência de atos psíquicos que carecem de consciência.

A partir desta compreensão, Freud vai desenvolver sua primeira tópica do aparelho psíquico, também conhecida como teoria topográfica, onde para ele existem três sistemas no aparelho psíquico que se comunicam entre si, sendo estes o inconsciente, pré-consciente e consciente. Para explicar este aparelho psíquico Freud vai dizer que em geral um ato psíquico passa por duas fases quanto ao seu estado, e que este ato passa por uma espécie de censura, onde na primeira fase o ato psíquico é inconsciente e pertence ao sistema inconsciente, se no teste for rejeitado pela censura, este ato permanecerá no inconsciente, diz-se então que foi reprimido, devendo permanecer inconsciente.  Se passar pela censura, este ato passará a pertencer ao segundo sistema que é o consciente. Este segundo sistema que Freud chamou de consciente, é o que ele vai denominar depois de pré consciente, pois aqui ele afirma que nesse estágio, o ato psíquico passou para o consciente mas não se tornou consciente, segundo suas próprias palavras, “...o fato de pertencer à este sistema ainda não determina de modo inequívoco a sua relação com a consciência. Ainda não é consciente, embora, certamente seja capaz de se tornar consciente” (FREUD, 1915, p. 103).

Aqui Freud entende que ainda pode haver certa censura e por isso irá denominar esta instância de pré-consciente, entendendo que esta participa do sistema consciente que seria a instância topográfica onde os conteúdos já são manifestos e estão presentes na consciência do indivíduo.

Em sua discussão sobre os vários significados de inconsciente, Freud (1915) após longa discussão e reflexão, vai determinar o aspecto topográfico da existência deste sistema no aparelho psíquico, como se diz, mais tarde, nas palavras de Garcia-Roza (1996, p.177) “o inconsciente é um lugar psíquico”.  E então Freud vai concluir que o atributo de ser inconsciente é apenas um dos aspectos do elemento psíquico e que o inconsciente abrange pelo menos dois processos:

  1. Atos que são meramente latentes, temporariamente inconscientes que não diferenciam dos atos conscientes.
  2. Processos de repressão onde se os atos reprimidos se tornarem conscientes sairiam num contraste grosseiro em relação aos processos conscientes. (FREUD, 1915, 103-104). 

Para discutir os processos de repressão, Freud irá concentrar suas análises na topografia e dinâmica da repressão, sustentando suas ideias acerca do inconsciente na formulação desta primeira tópica do aparelho psíquico, e para tanto irá fazer uma descrição metapsicológica do processo de repressão naquilo que ele denominou de neuroses de transferência. Antes, contudo, expliquemos um pouco o que é a metapsicologia freudiana.

Aqui o conceito passado pelo Dr. Rogério Henrique, presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise Clinica (SBPC), é relevante quando este afirma que:

A metapsicologia é a base da teoria freudiana onde estão baseados todos os conceitos da psicanálise. A metapsicologia  é a análise da relação metodológica com o objeto de desejo ou de necessidade; é um mecanismo de comunicação com o objeto desejado.[3] 

Com o que também corrobora Moura (2008) sustentando que:

A metapsicologia freudiana traz os princípios, os modelos teóricos e os conceitos fundamentais da clínica psicanalítica. É um método de abordagem de acordo com o qual todo processo mental é considerado em relação com três coordenadas: dinâmica, topográfica e econômica.[4]

Moura (2008) esclarece ainda que, em seus aportes teóricos, Freud foi levado a elaborar um modelo de funcionamento mental. Desde cedo ele forjou o termo metapsicologia mental para designar os aspetos teóricos da Psicanálise. Essa metapsicologia busca dar conta dos fatos psíquicos em seu conjunto, principalmente de sua vertente inconsciente. A metapsicologia freudiana traz os princípios, os modelos teóricos e os conceitos fundamentais da clínica psicanalítica.

Retomando então aqui, os estudos de Freud em sua metapsicologia para descrever os processos de repressão nas neuroses de transferência, no que ele chamou de as três neuroses que eram familiares em sua época, as quais ele descreve como: 

  1. Histeria de ansiedade – consiste no surgimento da ansiedade sem que o indivíduo saiba o que teme.
  2. Histeria de conversão – o sintoma se converte para o corpo. Nas palavras de Freud (1915): “Na histeria de conversão, a catexia instintual da ideia reprimida converte-se na inervação do sintoma.”
  3. Neurose obsessiva – organizado como uma formação de reação, provoca a primeira repressão, constituindo depois o ponto no qual a ideia reprimida irrompe.

Para Freud, o sistema inconsciente tem características específicas que, em resumo, podemos dizer que seu entendimento, é que o núcleo do inconsciente consiste em impulsos carregados de desejos. A censura atua no inconsciente, por isso não há lugar para dúvida ou certeza no inconsciente, a negação é um substituto da repressão. No inconsciente só existem conteúdos catexizados com mais ou menos força. Freud ainda destaca que existem processos psíquicos primários e secundários e o inconsciente está relacionado aos processos primários e o pré consciente aos processos secundários; isso para fazer relação ao que ele chamou de condensação e deslocamento quanto a mobilidade das catexias. Outra característica ressaltada por Freud quanto ao inconsciente, é que seus processos são intemporais e não são ordenados temporalmente e não se alteram com a passagem do tempo. A referência ao tempo é trabalho do consciente segundo o pai da psicanálise. O inconsciente substitui a realidade externa pela psíquica e seus processos se tornam cognoscíveis por nós sob a condição de sonhos e neurose (Freud, 1915, p.111-113).

Sendo assim, Freud vai destacar a importância do inconsciente na prática psicanalítica quando em suas palavras afirma que “Não obstante, o tratamento psicanalítico se baseia numa influência do Ics. a partir da direção do Cs., e pelo menos demonstra que, embora se trate de uma tarefa laboriosa, não é impossível” (Freud, 1915, p. 116).

4. A Segunda Tópica De Freud – A Teoria Estrutural e Sua Relação Com o Inconsciente

Freud, enquanto um estudioso e psicanalista clínico, não cessava de evoluir em suas pesquisas e descobertas a respeito do aparelho psíquico, e após desenvolver a teoria topográfica do aparelho psíquico, vai compreender que este aparelho não funciona apenas a partir de lugares específicos, mas que também existe uma estrutura. Em seu entendimento: 

“A divisão do psíquico em o que é consciente e o que é inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise, e somente ela torna possível a esta compreender os processos patológicos da vida mental, que são tão comuns quanto importantes, e encontrar lugar para eles na estrutura da ciência (FREUD, 1923, p. 9). 

E na medida em que ele aprofunda e amadurece suas pesquisas e prática clínica, algumas revisões teóricas se impõem, então após conceber a primeira tópica, teoria topográfica do aparelho psíquico, Freud aperfeiçoou o conceito de inconsciente, e formula então a segunda tópica também conhecida como teoria ou modelo estrutural, ao perceber que um instinto se opõe a outro e que proibições sociais bloqueavam pulsões biológicas e as maneiras de lidar com determinadas situações. Freud então tenta ordenar este caos aparente propondo agora três componentes básicos para a estrutura da psique, que seriam o Id, Ego e Superego.

A teoria estrutural foi desenvolvida por Freud durante a década de 1920, porém suas raízes se encontram já em escritos anteriores. Como esclarece a Associação Campinense de Psicanálise, que em 1914, com “Introdução ao Narcisismo”, tem início uma mudança conceitual pela postulação do ego como objeto de amor, objeto de investimento sexual. O ego será definido como o reservatório da libido, ponto de onde flui e para onde retorna a energia sexual. Em 1923, com “O Id e o Ego”, será a vez de uma revisão no modo de abordagem do aparelho psíquico, agora descrito em termos tópicos: id, ego e superego. Esta segunda tópica será o epicentro da revisão conceitual da psicanálise, tornando-se posteriormente a base de apoio e de discórdia das escolas pós-freudianas.[5]

Então, de acordo com a teoria estrutural freudiana, o ID é a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do EGO e SUPEREGO. É o reservatório de energia de toda a personalidade. A Dra. Andréa Pereira de Lima da Universidade Federal de Uberlândia-MG, em seu artigo vai conceituar, de forma ampla e abrangente, o que segundo Freud, o que vem a ser o ID em sua teoria estrutural e sua relação com o inconsciente: 

O id foi concebido como um conjunto de conteúdos de natureza pulsional e de ordem inconsciente, constituindo o polo psicobiológico da personalidade. É considerado a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética, voltados para a preservação e propagação da vida. Contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento, acima de tudo os elementos instintivos que se originam da organização somática. Do ponto de vista "topográfico", o inconsciente, como instância psíquica, virtualmente coincide com o id. Portanto, os conteúdos do id, expressão psíquica das pulsões, são inconscientes, por um lado hereditários e inatos e, por outro lado, adquiridos e recalcados. Do ponto de vista "econômico", o id é, para Freud, a fonte e o reservatório de toda a energia psíquica do indivíduo, que anima a operação dos outros dois sistemas (ego e superego). Do ponto de vista "dinâmico", o id interage com as funções do ego e com os objetos, tanto os da realidade exterior como aqueles que, introjetados, habitam o superego. Do ponto de vista "funcional", o id é regido pelo princípio do prazer, ou seja, procura a resposta direta e imediata a um estímulo instintivo, sem considerar as circunstâncias da realidade. Assim, o id tem a função de descarregar as tensões biológicas, regido pelo "princípio do prazer" (LIMA, 2010).

 Quanto ao EGO, Freud (1923, p. 11), vai dizer que é a organização coerente de processos mentais e que ele é a instância mental que supervisiona todos os seus próprios processos constituintes e que vai dormir à noite, embora ainda exerça censura sobre os sonhos. Dele (do EGO) procedem as repressões, onde, para Freud, o reprimido é protótipo do inconsciente (Freud, 1923, p. 10). Porém, Freud vai destacar ainda que o inconsciente não coincide com o reprimido, e tudo o que é reprimido é inconsciente, mas nem tudo o que é inconsciente é reprimido (FREUD, 1923, p. 12).

Assim, podemos concluir que o EGO seria a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. Nas Palavras do pai da psicanálise, “o EGO é aquela parte do ID que foi modificada pela influência direta do mundo externo, por intermédio do Pcpt-Cs [6], em certo sentido é uma extensão da diferenciação de superfície.” (FREUD, 1923, p. 16).  De acordo com a Moura (2010):

O EGO é o polo defensivo do psiquismo, É um mediador. Por um lado pode ser considerado como uma diferenciação progressiva do id, que leva a um continuo aumento do controle sobre o resto do aparelho psíquico. Por outro ponto de vista, o ego se forma na seqüência de identificações a objetos externos, que são incorporados ao ego. O ego tem raízes no inconsciente, como é o caso dos mecanismos de defesa, que são funções do ego, assim como o desenvolvimento da angústia. A função do ego é mediadora, integradora e harmonizadora entre as pulsões do id, as exigências e ameaças do superego e as demandas da realidade exterior.[7]

Moura (2010) afirma ainda que o EGO tem raízes no inconsciente, como é o caso dos mecanismos de defesa, que são funções do ego, assim como o desenvolvimento da angústia. [8] 

Já o SUPEREGO, também chamado por Freud (1923, p.18) de “Ideal do ego”, desenvolve-se a partir do ego e atua como um juiz ou censor. Seria o componente moral do aparelho psíquico, um depósito dos códigos morais e modelos de conduta, é a instância que abriga os valores internos que regem o indivíduo.  Freud então vai dizer que:

“O superego, contudo, não é simplesmente um resíduo das primitivas escolhas objetais do id; ele também representa uma formação reativa enérgica contra essas escolhas... Esse aspecto duplo do ideal do ego deriva do fato de que o ideal do ego tem a missão de reprimir o complexo de Édipo; em verdade, é a esse evento revolucionário que ele deve a sua existência... O ideal do ego, portanto, é o herdeiro do complexo de Édipo, e, assim, constitui também a expressão dos mais poderosos impulsos e das mais importantes vicissitudes libidinais do id” (FREUD, 1929, p. 21-22).          

Aqui cabe mais uma vez trazer a visão ampliada e abrangente desta parte da teoria freudiana resumida pela Dra. Andréa Pereira de Lima no que ela chamou de “o superego segundo Freud”:

O superego desenvolve-se a partir do ego, em um período que Freud designa como período de latência, situado entre a infância e o início da adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social. O superego atua como um juiz ou um censor relativamente ao ego. Freud vê na consciência moral, na auto-observação, na formação de ideais, funções do superego. Classicamente, o superego constitui-se por interiorização das exigências e das interdições parentais. Num primeiro momento, o superego é representado pela autoridade parental que molda o desenvolvimento infantil, alternando as provas de amor com as punições, geradoras de angústia. Num segundo tempo, quando a criança renuncia à satisfação edipiana, as proibições externas são internalizadas. Esse é o momento em que o superego vem substituir a instância parental por intermédio de uma identificação da criança com os pais. Freud salientou que o superego não se constrói segundo o modelo dos pais, mas segundo o que é constituído pelo superego deles. O superego estabelece a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão psíquico da repressão, particularmente a repressão sexual (LIMA, 2010).

 Com isso podemos concluir que para Freud, o SUPEREGO em sua relação com o ID relaciona-se com os conteúdos inconscientes, uma vez que esta é a relação do ID, funcionando como uma barreira que irá controlar os impulsos do ID; ou seja, podemos dizer que no aparelho psíquico estas instâncias se correlacionam e que Freud, mesmo construindo esta segunda tópica, não vai se desvencilhar do conceito de inconsciente, mas compreende o inconsciente na relação desta nova estrutura do aparelho psíquico. O id refere-se ao inconsciente, mas o ego e o superego têm, também, aspectos ou “partes” inconscientes (BOCK, 1999, p. 101).

5. Aplicação do Conceito de Inconsciente na Prática Psicanalítica a Partir da Metapsicologia Freudiana

Para uma maior compreensão vamos retomar aqui falas que esclarecem a compreensão da metapsicologia freudiana. Aqui vale ressaltar novamente e de forma mais completa a fala de Freud, o qual entendia que o conceito de inconsciente percorre todo o entendimento e prática da psicanálise:

A divisão do psíquico em o que é consciente e o que é inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise, e somente ela torna possível a esta compreender os processos patológicos da vida mental, que são tão comuns quanto importantes, e encontrar lugar para eles na estrutura da ciência. Para dizê-lo mais uma vez, de modo diferente: a psicanálise não pode situar a essência do psíquico na consciência, mas é obrigada a encarar esta como uma qualidade do psíquico, que pode achar-se presente em acréscimo a outras qualidades, ou estar ausente (FREUD, 1923, p. 9).           

Com isso em princípio, vale retomar aqui também a fala do Dr. Rogério Henrique da Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica, para a compreensão do que venha a ser a metapsicologia freudiana:

A metapsicologia é a base da teoria freudiana onde estão baseados todos os conceitos da psicanálise. A metapsicologia é a análise da relação metodológica com o objeto de desejo ou de necessidade; é um mecanismo de comunicação com o objeto desejado.[9]

Zimerman (2008) observa que o edifício psicanalítico construído por Freud pode ser esquematicamente desdobrado em cinco áreas específicas sendo elas; 1. Histórias Clínicas, 2. Metapsicologia, 3. Teoria, 4. Técnica e 5. Psicanálise Aplicada.

Segundo Roudinesco (1998, p. 525), numa carta endereçada ao médico alemão Wilhelm Fliess, em 10 de março de 1898 quando falava sobre o trabalho em andamento de a interpretação dos sonhos, Freud começa a dar os primeiros passos para formulação do conceito de sua metapsicologia e então escreve:

Parece-me que a explicação através da realização de um desejo fornece uma solução psicológica, mas não uma solução biológica, e sim metapsicológica... Aliás, é preciso que me digas seriamente se posso dar à minha psicologia, que desemboca no pano de fundo do consciente, o nome de metapsicologia.

Porém foi numa carta, endereçada a Fliess, datada de 13 de fevereiro de 1896, que Freud utiliza pela primeira vez o termo metapsicologia sem se preocupar de início em dar explicações: “A psicologia - ou melhor, a metapsicologia – preocupa-me ininterruptamente.” (ibidem).

A leitura do psiquismo assim esboçada nas diferentes tópicas freudianas exigiu a constituição de um discurso teórico outro, que não seria nem o da psicologia clássica, nem o da neuropatologia. Para esse discurso Freud forjou o nome de metapsicologia. Esta se caracterizaria pela utilização de três códigos de descrição dos fenômenos mentais, que seriam complementares: o tópico, o dinâmico e o econômico (BIRMAN, 2003, p. 43). Nas palavras do pai da psicanálise, estes processos psíquicos são a sua metapsicologia, e sendo assim Freud (1915, p.108) vai dizer as seguintes palavras: 

Proponho que, quando tivermos conseguindo descrever um processo psíquico em seus aspectos dinâmico, topográfico e econômico, passemos a nos referir a isso como uma apresentação metapsicológica. 

Moura (2008), observa que Freud constrói sua metapsicologia a partir de reflexões como “Sobre o Narcisismo” (1914), “As Pulsões e suas Vicissitudes” (1915), “Repressão” (1915), “O Inconsciente” (1915), “Luto e Melancolia” (1917),  e com isso queria construir um método de abordagem de acordo com o qual todo processo mental é considerado em relação com três coordenadas, as quais descreveu como dinâmica, topográfica e econômica, respectivamente.

Sendo assim Moura (2008) conceitua um destes três códigos ou pontos de vista de descrição dos fenômenos mentais a partir da visão freudiana, afirmando que o ponto de vista Dinâmico explica os fenômenos mentais como sendo o resultado da interação e de contra-ação de forças mais ou menos antagônicas. A explicação dinâmica examina não só os fenômenos, mas também as forças que produzem os fenômenos. Estas forças seriam as pulsões que, conforme a teoria freudiana, seria a carga energética que se encontra na origem da atividade motora do organismo e do funcionamento psíquico inconsciente do homem (ROUDINESCO, 1997), ou seja, o representante psíquico dos estímulos somáticos (MOURA, 2008). Zimerman (1999, apud MOURA, 2008) define pulsão como necessidades biológicas, com representações psicológicas que urgem em ser descarregadas. Já Bock (2001) resume o conceito de pulsão freudiano abrangendo as subdivisões das pulsões tal como Freud compreendia:

A pulsão refere-se a um estado de tensão que busca, através de um objeto, a supressão deste estado. Eros é a pulsão de vida e abrange as pulsões sexuais e as de auto conservação. Tanatos é a pulsão de morte, pode ser autodestrutiva ou estar dirigida para fora e se manifestar como pulsão agressiva ou destrutiva (BOCK, 2001, p. 99).

Quanto ao ponto de vista topográfico, Birman (2003), explicando a teoria freudiana, vai dizer que para Freud qualquer experiência psíquica exigiria uma leitura que definisse em que lugares psíquicos estaria acontecendo, antes de mais nada; e como as representações seriam sempre investidas e quais as intensidades em pauta seriam a dimensão econômica da metapsicologia freudiana.

Sendo assim, é possível compreender que o ponto de vista topográfico da metapsicologia freudiana tem relação direta com sua primeira tópica onde formulou o conceito de inconsciente.

Enfim, “Uma descrição metapsicológica do psiquismo seria aquela que sempre se orientasse, por esta tripla exigência teórica” (BIRMAN, 2003, p.43).

Bock (2001, p. 99) resume de forma explicativa e prática estas três dimensões da metapsicologia freudiana nas seguintes palavras:

O funcionamento psíquico é concebido a partir de três pontos de vista: o econômico (existe uma quantidade de energia que “alimenta” os processos psíquicos), o tópico (o aparelho psíquico é constituído de um número de sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza e modo de funcionamento, o que permite considerá-lo como “lugar” psíquico) e o dinâmico (no interior do psiquismo existem forças que entram em conflito e estão, permanentemente, ativas. A origem dessas forças é a pulsão). Compreender os processos e fenômenos psíquicos é considerar os três pontos de vista simultaneamente. 

Vieira Filho (2010) analisa as concepções sobre o inconsciente ligadas ao cotidiano da prática terapêutica de rede como contribuição à clínica em saúde mental a partir do conceito freudiano de inconsciente, e para tanto realiza uma pesquisa em um CAPS[10] da cidade de São Paulo e conclui que nesta prática surge três conceitos de inconsciente;  o inconsciente como inconsciência (estar fora de si), o inconsciente como desconhecimento e o inconsciente como método de escuta do sujeito e das relações na instituição.

Em conclusão à esta pesquisa em seu artigo, Vieira Filho (2010) observa que a prática clínica em redes sociais de atenção à saúde mental deve considerar o conceito de inconsciente.

Estimular o desenvolvimento da clínica em saúde mental e em rede social na atenção psicossocial é também promover ocasiões e atividades na instituição que possibilitem a compreensão da dimensão humana do inconsciente, principalmente por intermédio da dimensão do laço com o outro nas redes sociais (VIEIRA FILHO, 2010, p. 54).

Ele ainda conclui que;

Leituras do inconsciente podem emergir, por exemplo, a partir do desconhecimento, do não-dito, do incompreensível, em relação à subjetividade de quem sofre, de quem adoece, de quem se encontra em situação de crise existencial e assim por adiante (VIEIRA FILHO, 2010, p. 54).

6. Resultados e Discussões

A importância do inconsciente na prática psicanalítica a partir da metapsicologia freudiana comprova prioritariamente a importância de se conhecer o conceito de inconsciente. Neste artigo nos limitamos ao entendimento do conceito de inconsciente dentro da perspectiva freudiana, uma vez que consideramos que qualquer que seja a corrente psicanalítica, esta passará pelo conceito de inconsciente e necessariamente passará pelo pai da psicanálise Sigmund Freud. Discutir os diversos conceitos de inconsciente nas mais variadas correntes psicanalíticas tornaria este trabalho extenso e de leitura exaustiva o que não seria o propósito aqui. Uma compreensão do conceito de inconsciente a partir da metapsicologia freudiana é o ponto de partida para o fazer psicanalítico e sua prática clínica.

O inconsciente é a base de toda a constituição, o arcabouço da psicanálise, por isso Freud vai procurar explicar o sujeito a partir da perspectiva psíquica buscando fazer uma relação entre o psíquico e o orgânico. Nos dias de Freud, a compreensão era de que toda a doença tem origem no corpo, e era assim que seu tempo compreendia a histeria que era o grande mal da época. Então sua psicanálise vai dizer que a origem está na questão psíquica, e vai dizer que todo o homem tem um aparelho psíquico.

A partir da prática clínica, Freud vai afirmar que existe um aparelho psíquico que tem relação com o organismo e que é possível explicar o sujeito e tratar o mal estar (histeria), a partir de sua origem que está no psiquismo humano e se reflete no corpo físico. Freud vai concluir que o nosso organismo funciona a partir de um aparelho psíquico e constrói suas teorias topográfica e estrutural para compreender esse aparelho psíquico e suas relações com o sujeito e nesse cenário o inconsciente é peça fundamental para a compreensão de toda a sua metapsicologia.

Bock (2001) observa que;

No processo terapêutico e de postulação teórica, Freud, inicialmente, entendia que todas as cenas relatadas pelos pacientes tinham de fato ocorrido. Posteriormente, descobriu que poderiam ter sido imaginadas, mas com a mesma força e consequências de uma situação real. Aquilo que, para o indivíduo, assume valor de realidade é a realidade psíquica. E é isso o que importa, mesmo que não corresponda à realidade objetiva (BOCK, 2001, p. 98).

Com isto somos levados a entender que na prática clínica a realidade psíquica, representada no aparelho psíquico, deve assumir importância para o psicanalista e este deverá devotar a sua atenção à esta realidade que se revela no sujeito e que tem relação direta com sua estrutura psíquica, e que ainda a metapsicologia freudiana considera o conceito de inconsciente em todo o fazer psicanalítico.

Sobre os Autores:

João Jeronimo Galvão Costa - Autor do artigo:  Aluno Formando do Curso de Psicanálise Clínica.

Dr. Rogério Henrique - Psicanalista, Professor, Orientador e Presidente da SBPC (Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica).

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Como citar este artigo:

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COSTA, João Jeronimo Galvão; HENRIQUE, Dr. Rogério. A Importância do Inconsciente na Prática Psicanalítica a Partir da Metapsicologia Freudiana. Psicologado, [S.l.]. (2020). Disponível em https://psicologado.com.br/abordagens/psicanalise/a-importancia-do-inconsciente-na-pratica-psicanalitica-a-partir-da-metapsicologia-freudiana . Acesso em .

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