Um Estudo Sobre a Prática da Psicologia na Clínica

Um Estudo Sobre a Prática da Psicologia na Clínica
(Tempo de leitura: 9 - 17 minutos)

Resumo: Com o propósito de relacionar a fundamentação teórica com a prática através da integração e a vivência da área de atuação do psicólogo, a Universidade de Fortaleza (UNIFOR) nos oferece cursar a disciplina de Prática Integrativa I. O objetivo dessa disciplina é de identificar o campo de atuação do psicólogo e as diversidades de seu trabalho, desenvolvendo o exercício de conhecimento das competências necessárias ao futuro profissional de Psicologia.  Aqui, apresentaremos os resultados de uma pesquisa desenvolvida para conclusão da referida disciplina, onde realizamos uma entrevista semiaberta com a psicóloga da área clinica, com a finalidade de vivenciar e conhecer o papel deste no mundo, e as informações referentes a coleta de dados através da pesquisa bibliográfica necessária para a análise e entendimento das atividades deste profissional. Importante ressaltar que embora cada psicólogo construa um papel único para si mesmo dentro do contexto onde esta clinicando, existem quatro serviços principais que o psicólogo clinico pode oferecer, que são: avaliação, tratamento, ensino e pesquisa. Observamos, com a conclusão do trabalho, a grande importância de um psicólogo clinico não só para a saúde pessoal de um individuo, mas a sua interferência positiva na sociedade de maneira geral.

Palavras-Chave: Objetivo do Psicólogo Clinico, Atuação, Saúde.

1. Introdução

Com a finalidade principal de apresentar a pesquisa desenvolvida para a disciplina de Prática Integrativa I, ofertada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), onde os objetivos principais de estudo da mesma são o desenvolvimento de competências necessárias ao futuro profissional de psicologia como entrevistar, analisar relatos, narrativas e experiências, ampliar o entendimento com relação às diferentes abordagens, atuações práticas e saberes psicológicos, desenvolver a habilidade de escutar, falar e estabelecer vínculo para promover a habilidade do entrevistado e praticar o exercício de análise e apresentação de dados, realizamos nosso trabalho de estudo no campo da psicologia clinica, a fim de compreender todos os processos que compõem a atuação do profissional, bem como sua postura e desenvoltura e sua relação com os pacientes.

Nosso interesse pelo tema abordado surgiu em comum acordo através de nossa pretensão sobre a área que esperamos atuar.

O campo de psicologia é muito abrangente, tendo diversas formas de ver o homem. Conhecer as formas de avaliar e tratar o outro de maneira que o mesmo seja peça principal nesse processo é fundamental para tal profissional. Objetivamos estudar e nos aprofundar sobre a atuação do Psicólogo na clinica, entrevistando-o e ouvindo suas experiências.

De acordo com Feijoo, (2004, p.12):

“A psicoterapia constitui-se em uma técnica, em que o desvelamento se dá ao modo do desafio. Então, o eu do homem também é tomado como um recurso a ser explorado, no sentido de tornar-se produtivo, bem-sucedido, feliz para sempre. Neste aspecto, a psicoterapia pauta-se numa perspectiva positivista, romântica, subjetivista, que consiste na organização de técnicas e estratégias cujos resultados visam a produtividade, a adequação com a exigência da publicidade, do impessoal, ao desenvolvimento...”

Sendo assim podemos entender que a definição de psicologia clinica hoje esta vinculada a sua historia e surgimento, porem, com algumas especificidades. Na compreensão dos problemas do homem, do seu bem estar, busca-se uma não patologização, pautando-se em um acolhimento e escuta ativos para bem ajudar o outro que se encontra em sofrimento psíquico por intermédio de psicoterapia. 

Portanto, tem-se que:

“Dentro de todo esse contexto a psicologia clinica pode ser vista como um instrumento de reabilitação do individuo (DOUGAL MACKAY, 1975).”

Para a fundamentação teórica desse trabalho alguns autores foram relevantes como, Dougal Mackay, Feijoo, Triviños e Gaskell.

2. Metodologia

A Metodologia aplicada na fomentação da pesquisa foi à coleta de dados e amostra em campo. Foi feita uma entrevista semiaberta com relativa flexibilidade, tínhamos questionamentos a serem observados, que foram reformulados em perguntas, levamos em consideração a observação dos sentidos identificados e coletados no psicólogo entrevistado. Procuramos aliar às impressões que esse nos transmite as referências bibliográficas disponíveis.

A abordagem da pesquisa foi de cunho qualitativo, ou seja, observaremos através das considerações feitas pelo próprio entrevistado na tentativa de montar nosso conhecimento das atividades do Psicólogo Clinico.

A Pesquisa qualitativa é essencialmente descritiva, onde os dados coletados são representações em forma das palavras ou figuras e não de números. Neste tipo de pesquisa objetivamos transcrever as entrevistas, notas de campo, depoimentos ou qualquer tipo de documento estudado. Na abordagem investigativa qualitativa nada é sem importância, toda manifestação fornece embasamento para a construção das impressões e compreensão do tema estudado. Como afirma Triviños (1987), as descrições dos fenômenos estão impregnadas de significado que o ambiente lhe imprime, produto de uma visão subjetiva.

Além dos objetivos amplos da descrição, do desenvolvimento conceptual e do teste de conceitos, a entrevista qualitativa pode desempenhar um papel vital na combinação com outros métodos. As entrevistas qualitativas podem melhorar a qualidade do delineamento de um levantamento e de sua interpretação. A fim de construir questões adequadas, é necessário avaliar tanto os interesse quanto a linguagem do grupo em foco. Do mesmo modo, a pesquisa de levantamento muitas vezes apresenta resultados e surpresas que necessitam de ulterior investigação. Aqui a compreensão em maior profundidade oferecida pela entrevista qualitativa pode fornecer informações contextuais valiosas para ajudar a explicar achados específicos (GASKELL, 2002).

Como já citado anteriormente, utilizou-se o método de entrevista semiaberta. Uma das características desse método é a utilização de um roteiro previamente elaborado, existe nesse método certa liberdade nas respostas, podendo conduzir a elaboração de novas perguntas, contudo sem deixar de ser objetivo ou perder o foco do roteiro, sempre objetivando o que foi devidamente elaborado e supervisionado.

Procuramos um embasamento teórico, que foi obtido no livro de (TRIVINOS, 1987) onde é citada a importância desse tipo de entrevista que explica que a entrevista que tem origem em uma matriz, um roteiro de questões-guia que dão cobertura ao interesse de pesquisa. “Ela parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam a pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo a medida que se recebem as repostas informante” (TRIVINOS, 1987)

Durante todo o processo de elaboração das perguntas, tivemos a orientação do professor e mestre Thiago Costa, o que foi extremamente relevante ao nosso embasamento teórico. Preocupamo-nos em elaborar perguntas que extraíssem o máximo de informações da prática do psicólogo Clinico e sua atuação.

Nesse trabalho entrevistamos duas psicólogas clinicas, onde levamos o escopo das perguntas. Utilizamos gravador, e obtivemos um resultado satisfatório, pois as entrevistadas se sentiram a vontade com a gravação e tivemos um bom conteúdo para a elucidação das entrevistas juntamente com os estudos bibliográficos.

3. Resultados e Discussão

Na pesquisa para formação deste artigo, nos deparamos com uma certa dificuldade de explorar a Psicologia Clínica que desejávamos. Por muitas vezes, a mesma é definida como a Psicologia de atuação em hospitais ou em demais áreas da formação psicológica de forma bem abrangente.

“De forma sintética é algo definido como Psicólogo clínico: “ Atua na área específica da saúde, colaborando para os processos intra e interpessoais, utilizando enfoque preventivo ou curativo, isoladamente ou em equipe multiprofissional em instituições formais e informais. Realiza pesquisa, diagnóstico, acompanhamento psicológico, e atenção psicoterápica individual ou em grupo, através de diferentes abordagens teóricas.””  (CFP, 2006).

 A Psicologia Clínica que procuramos apresentar, é a por muitas vezes definida como “clássica” ou “tradicional”, o que pode nos remeter a algo antigo ou ultrapassado, mas não para as duas psicólogas que foram entrevistadas para o desenvolvimento do trabalho. Ambas concordam que a clínica considerada clássica/tradicional é atemporal.

O termo “Psicologia Clínica” foi introduzida por Lighter Witmer, em 1896, aluno de Wundt. Pois o mesmo não estava satisfeito com a comparação feita pelo modelo médico (Cunha, 1993). “ A clinica “tradicional” mostrava-se como um sistema de atenção voltada para o indivíduo (Granda e Breilh, 1989 ).”  O trabalho do psicólogo na clinica, independente da abordagem utilizada tem como bases de trabalho o psicodiagnóstico e a psicoterapia individual. No caso desta pesquisa, iremos nos ater a Psicologia Clinica Psicanalítica. Psicanálise, teoria criada por Freud ( 1856 – 1939 ) em Viena no início do século XX, inaugurou uma nova área do conhecimento, uma nova forma de ver e pensar o mundo: as neuroses, a infância, a sexualidade, os relacionamento humanos, a subjetividade e etc. " Um método de psicoterapia para tratar os problemas de natureza emocional" (FREUD) .

Ressaltamos que a Psicanálise não é uma escola da psicologia e sim uma área de conhecimento independente. Neste trabalho, ambas psicólogas entrevistadas são Psicanalistas.

As Psicólogas entrevistadas foram a Sra F.R.  e a Sra. M. G.  Ambas estão formadas há 09 anos e realizaram suas especializações na Escola de Psicoterapia Psicanalítica de Fortaleza (EPPF) e participam do Grupo de Estudos GEPFOR. Os entrevistados do chamado “senso comum” foram F.P. (26 anos) e L.M. (36 anos), ambos sem nenhum contato acadêmico, profissional ou terapeutico com a Psicologia.  A atenção individualizada à pessoa realizada na Psicologia Clínica, é enfocada tanto por ambas psicólogas como pelos outros entrevistados, claro que com enfoques diferentes. As profissionais buscam mais explanar sobre o primeiro contato com o paciente, setting ideal e primeiras impressões. Como confirma a psicóloga M.G., quando fala: “ No setting, eu me apresento como psicóloga, informo meu nome, e peço que ele sente confortalvemente no sofá a frente de minha poltrona. Daí em diante,deixo ele (a) se apresentar e dizer a razão de estar procurando um profissional da psicologia.”

Já os entrevistados F. e L. têm a mesma impressão “ caricata” do consultório clínico, seu analisado e analisando. A ideia tradicional já relatada inicialmente, do Psicanalista e seu paciente deitado no divã prevalece até hoje. Quando questionadas sobre os sintomas que os pacientes se queixam na clínica a Psicóloga F.R.  apresenta uma questão interessante:

“Alguns chegam com as queixas de sentimentos de angustia, tristeza, medo, solidão algumas vezes até nos falam sobre um sentimento “que não sabem explicar”, mas que os incomodaram tanto que o levaram a buscar analise. Mas o que preocupa mais é que hoje em dia, com a vasta quantidade de informação na internet, mas nem sempre de qualidade, os pacientes já chegam no consultório com seus diagnósticos “prontos”. Elas já chegam afirmando: “Dra, sou bipolar e tenho TOC...ou Dra, tenho depressão.” Isso acontece muito hoje em dia. Inclusive alguns já chegam dizendo que estão se medicando por conta própria depois que pesquisaram na internet.”

         Procurou-se, então, nos aventurarmos mais profundamente nas perguntas e buscamos saber sobre a importância da subjetividade na análise. Lacan dizia que no momento da análise é um momento de “des-ser”, onde o analista se desprende de todos os seus conceitos, valores, religião e naquele momento ele não julga ou pensa com seus dogmas, na análise apenas do desejo do paciente importa. Ambas Psicólogas ressaltam a importância da subjetividade e da singularidade dos pacientes e seus tratamentos como fala M.G.:  “ Não há “receita de bolo” o que é pra um nunca será para outro.”  A singularidade e seu desejo são únicos e neles a análise deve ser focada.

Também foi citado durante a entrevistas de  ambas Psicólogas quando questionadas que  é imprescindível que o analista faça análise como ressalta Freud nesse trecho da Conferencia XXXI:  “ Mesmo assim, temos sidos obrigados a reconhecer e expressar nossa convicção de que ninguém tem o direito  de participar de uma discussão sobre psicanálise, se não teve experiência própria, que só pode ser obtida ao ser analisado. “  Como todos nós apresentamos nossas questões de vidas à serem “trabalhadas”, sejam conscientes ou inconscientes, com o analista não é diferente. Aliás, é imprescindível. Partimos do seguinte questionamento: Como analisar, sem nunca ter sido analisado. Como saber intervir, ou interpretar, quando nunca esse “sentimento” foi despertado em nós mesmos?. Já os entrevistados do senso comum L. e F., dizem nunca ter feito ou pensando em procurar o auxílio de um psicólogo em nenhum momento de suas vidas. Conforme fala Luciana: “Psicólogo eu nunca procurei e não pretendo. Não sou louca! Quem precisa de psicólogo é doido. ”

Infelizmente, ainda nos dias de hoje, o Psicólogo é visto por muitos como alguém que somente é solicitado quando se é louco. A busca pelo entendimento de algumas questões que simplesmente nos causam desconforto e angustia está longe de ser incluída como uma necessidade cotidiana e vital para uma  “boa” saúde emocional.

Já buscando conhecimentos mais específicos sobre as questões que podem acontecer na Psicologia Clinica, questionamos as Psicólogas sobre o que fazer em um momento de transferência ou contratransferência. Ambas ressaltaram o quanto é positivo a transferência para o tratamento, pois esta identificação do paciente, só aumenta sua confiança no Psicólogo e em seu processo analítico. Já em relação a contratransferência, o alerta sobre trabalhar essa questão com o analista do Psicólogo é de fundamental importância. Como fala a Psicóloga F.R.: “Quando você é “tocado” por algo relatado pelo paciente, tanto de forma consciente, como por exemplo o paciente traz para a análise a dor da perda de um pai  e você passou pela mesma experiência ou de forma inconsciente, por algo que ele trouxe para a sessão e isso te deixou envolvido mas você não sabe ao certo o motivo, digamos assim, isso deve ser trabalhado com o seu analista.”

Como bem apresentado por Kuperman, Lacan iniciava e direcionava seus tratamentos exatamente por esses pontos. “Jacques Lacan explicita que a abertura e o término do xadrez psicanalítico estão referidos à instalação e aos destinos dados à transferência (Lacan, 1968/2003). Assim, o curso de uma análise pode ser definido como o espaço e o tempo do manejo da transferência; isto é, o processo psicanalítico está intimamente relacionado às vicissitudes da afetividade que circula entre analista e analisando” (DANIEL KUPERMAN, 2008).

Já quando debatemos com as Psicólogas sobre a importância da sexualidade no processo cínico analítico, percebemos que, o processo analítico, sempre tem, uma ligação com a sexualidade do indivíduo. Tudo, sempre, estará ligado ao desejo desse indivíduo na análise. Logo, a psicóloga M.G.  cita:

“A sexualidade faz parte da vida do ser humano desde o momento do nascimento, quando o bebê mama no seio da mãe e sente prazer no aconchego do corpo e do cheiro dela. Por isso, eu diria que sim, a sexualidade está presente em tudo em nossas vidas, dessa maneira a questão da  sexualidade estará muitas vezes presente no discurso analítico paciente/ terapeuta” A mesma questão na opinião de F. R. :  “  A relação com a sexualidade é  “base” o processo analítico. Tudo, sempre  está relacionado ao desejo.”

Por fim, apesar de ser a área a Psicologia mais a “conhecida”, por ser  vista como a clássica/tradicional, a Psicologia Clínica e a atuação do Psicólogo ainda não são bem  entendidos pelo senso comum, onde ainda atrelam a procura dessa especialidade à loucura. Já as Psicólogas entrevistadas, nos mostram como se dá, na prática, essa atuação juntamente com as dificuldades surgidas  diariamente e no caminho para se tornar um psicanalista.

4. Considerações Finais

Foram realizadas duas entrevistas com psicólogas que atuam na área, ambas trabalham intensivamente na clinica, e buscam contribuir para novas descobertas na psicanalise. A partir das entrevistas e das analises realizadas podemos compreender que o trabalho do psicólogo clínico impõe um importância de dimensões grandiosas não apenas na vida dos que passam por analises, como também da sociedade de forma geral, pois, tal área para nossa surpresa, também tem uma perspectiva de pesquisas, de forma que as mesmas contribuem na sociedade de forma relevante. O psicólogo que entrar em tal área terá que ter primordialmente um grande fundamentação teórica, estar em analise, participar de algum grupo  de estudo no intuito de ser reconhecido e ter respaldo profissional para atuar em tal perspectiva, ter uma relação de total aceitação com outro, acreditar de fato na recuperação e na mudança  das problemáticas do seu paciente.

Inicialmente, foi indagado sobre setting e como elas elaboravam. Ambas as profissionais relataram que preferencialmente buscam trazer um momento de tranquilidade, no intuito de coloca-los em uma situação de conforto, para que possam se apresentar e inicialmente apresentar suas queixas ou situação vividas que lhe levaram a buscar tal intervenção. Foi possível identificar, através do acompanhamento das atividades que desempenham e da sua forma de atuação, que as duas entrevistadas estão satisfeitas com o papel que realizam dentro de toda a esfera global que tão cheias de patologias muitas vezes geradas pelas relações sociais. Ficou claro identificar a preocupação delas em relação as contribuições negativas que estão vindo a galopes com a globalização, enfatizando elas que tais malefícios não só geram patologias como também agravam as já existentes.

Nas perguntas elaboradas também ouvimos situações cotidianas que estão ligadas a os discursões que por ambas são identificados nas analises, elas relatam que muitas vezes os pacientes já chegam no consultório com seus diagnósticos “prontos” se identificando como bipolar, dizendo estar com TOC, depressão ou ate mesmo dizendo que estão se medicando por conta própria, depois que pesquisaram na internet.

Depois da realização das entrevistas, onde podemos vivenciar alguns fatos, ficamos ainda mais empolgados por muito que virar pela frente, no vasto curso que é psicologia, podemos ter uma certeza maior de como o papel do psicólogo é importante para a sociedade. E que se formos psicólogos de fato preocupados com as melhora do outro e dispostos a usar com propriedade tudo aquilo que aprendermos em nossas formações e vivenciarmos no dia a dia da nossa profissão seremos profissionais realizados e que comprem de veras o seu papel de psicólogo com excelência. Fazendo, com que nossa profissão seja reconhecida como instrumento facilitador para uma melhora gradativa e positiva em relação as varias patologias que o homem tem enfrentado na nossa geração, saindo de uma perspectiva de submissão as influencias medicamentosas que por muitos e vista como a única opção de tratamento ou melhora, e em vários casos usada de forma equivocada, trazendo assim malefícios que perduraram para sempre, buscando tudo isso não apenas por uma questão financeira ou de melhoria salarial mais tendo uma real preocupação com o outro e com as questões que acarretam uma má qualidade de vida. Podemos perceber que a psicologia ideal é aquela que é feita com eles e para eles.

Apêndice - Entrevistas:

ENTREVISTA:

  1. Como é o setting de seu consultório?  Existe algum ideal?
  2. Como acontece o primeiro contato com o paciente?
  3. Quais as primeiras impressões avaliadas?
  4. Como a inicia a sessão? Como explica algo prático como horários e pagamentos?  Ou essas questões ficam a cargo de uma atendente?
  5. Como se inicia a sessão?
  6. Em que momento e realizado uma intervenção?
  7. Em momentos de transferência e contratransferência, como é trabalhado essas questões?
  8. É necessário que o analista faça terapia?
  9. Cada paciente tem “o seu tempo” para perceber suas questões ou a maioria dele tem um tempo médio?
  10. Quando acontece a “alta” do paciente?

ENTREVISTA SENSO COMUM:

  1. Para você o que é psicologia?
  2. Com você imagina um atendimento psicológico?
  3. Para você em que circunstância uma pessoa precisa buscar ajuda psicológica?
  4. Você faria terapia? E que visão você tem sobre quem faz?

Referências:

TRIVIÑOS, A. N. S. - Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo, Atlas, 1987.

ZANELLI, José Carlos. O psicólogo nas organizações de trabalho [recurso eletrônico] / José Carlos Zanelli. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2009.

DOUGAL MACKAY. – Psicologia clinica: teoria e terapia, copyright 1975.

THAÍS OYAMA. – A arte de entrevistar bem, São Paulo editora contexto 2008.

PAULA PEREIRA E LIDUINA KELLY – Artigo elaborado para disciplina de prática I do curso de psicologia, Fortaleza: Universidade de Fortaleza 2014.

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