Atuação do Serviço de Psicologia no CRAS: Expectativas e Realizações

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Resumo: O presente artigo tem como objetivo principal explanar as atividades socioeducativas desenvolvidas no decorrer do estágio curricular obrigatório do curso de psicologia. No âmbito das politicas públicas de Assistência Social a atuação do psicólogo é muito recente, vivenciamos momentos de adaptação, dificuldades, porém também realizações acerca de projetos que se realizaram. O estágio ocorreu no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), em um munícipio de pequeno porte como uma população de 11.000 habitantes. A experiência do estágio obrigatório proporcionou uma intervenção positiva, possibilitando as famílias acompanhadas uma reflexão sobre convivência, qualidade de vida e a importância de fortalecer o vínculo familiar constantemente. 

Palavras-chave: Psicologia, Politicas Públicas de Assistência Social, Atividades Socioeducativas.

1. Psicologia Social no Brasil

A prática do profissional de psicologia na comunidade é uma prática recente, que teve início na década de 60, segundo Campos (1996), devido às mudanças que ocorriam no Brasil, que antes possuía uma economia baseada na produção agropecuária e agora passava para a produção industrial. O início da inserção do psicólogo na comunidade tem o objetivo de aproximar a psicologia às populações menos privilegiadas que se encontravam nos morros e favelas. Ammamn (1980 apud CAMPOS, 1996) ressaltam que no inicio da carreira do psicólogo comunitário, o profissional trabalhava de maneira voluntária, não remunerada e com a convicção do seu papel político e social junto a estes setores menos favorecidos da população. No momento atual do psicólogo social o trabalho realizado baseia-se no fortalecimento dos usuários como sujeitos de direitos e também estar fortalecendo as políticas públicas.

 Segundo Ammann (1980 apud CAMPOS, 1996) neste contexto foram criados e também desenvolvidos vários projetos com o objetivo de preparar estes setores populares em relação às tarefas que seriam relacionadas a este novo modelo econômico, estes projetos eram sob-responsabilidade e coordenação do Estado. O ano de 1960 foi um ano característico de grandes greves em todo o país e também em outros países da América latina. Esses movimentos populares ocorriam em torno das necessidades básicas que eram exigidas pelos trabalhadores.

Na década de 70, as práticas que estavam sendo realizadas pelos profissionais, começaram a demarcar novos espaços através de práticas diferenciadas, saindo dos consultórios, escolas, empresas e indo para bairros populares, favelas, associações de moradores (CAMPOS, 1996). As atividades desenvolvidas por estes profissionais iam desde a realização de reuniões e discussões em torno das necessidades vividas por aquela comunidade, levantamentos e descrições das condições de vida, deficiências educacionais, culturais e da saúde destas pessoas.

Segundo Campos (1996) na década de 80 as discussões e trabalhos que eram desenvolvidos nas comunidades ganharam maior destaque, evidenciando uma preocupação sobre seu caráter de clandestinidade. Um marco importante desta década é a criação da ABRAPSO (Associação Brasileira de Psicologia Social) contribuindo para a construção de uma psicologia social de forma critica histórica e também comprometida com a realidade da população.

A partir dos anos 90 (CAMPOS, 1996) ressalta que há uma grande expansão dos trabalhos dos psicólogos aos diversos setores e segmentos da população incluindo um quadro variado de práticas.

A psicologia social pode ser definida, conforme Lane (1984) como um estudo da relação entre o indivíduo e a sociedade, entendida historicamente, desde como seus membros se organizam para garantir sua sobrevivência até seus costumes, valores e instituições necessários para continuidade da sociedade. No inicio da utilização das práticas da psicologia social, existiam três tipos que a definiam: psicologia da comunidade, que conforme Campos (1996) surgem no momento em que a psicologia estava vivendo fortemente uma crise em relação aos modelos que eram importados do exterior e alheio à realidade brasileira. Em meados dos anos 90, o termo para a psicologia social muda. Passa a ser chamada de psicologia da comunidade, que segundo Campos (1996), referiam-se as práticas mais voltadas para a questão da saúde e atividades que se realizavam através de algum órgão prestador de serviços. Os instrumentos que eram utilizados nessas atividades eram oriundos das vertentes clinicas e educacionais.

A Psicologia Comunitária, conforme Campos (1996) utiliza se “[...] do enquadre teórico da psicologia social, privilegiando o trabalho com os grupos, colaborando para a consciência crítica, e para a construção de uma identidade social [...]”. Vale ressaltar, que todos os termos que foram citados, sobre a psicologia social, nos remetem na maior parte do tempo, ao trabalho em grupos, e na comunidade. Enfatizando, assim, a importância do psicólogo na comunidade para estar tornando a vida dessas pessoas com baixa renda, mais digna e justa, e também ajudando os moradores a terem sua própria autonomia e independência.

Com a trajetória da Psicologia Social, percebe-se que desde o início esta profissão estava ligada ao assistencialismo, visão esta que ocorre ainda hoje. Com a oportunidade de realizar o estágio ficou visível para nós enquanto acadêmicas acerca da visão da população ao serviço do CRAS, visto como serviço para distribuição de benefícios como a cesta básica.

Ressalta-se que a Psicologia Social passou por muitas mudanças até ser definido seus princípios de atuação, porém alguns traços do modelo assistencialismo ainda permanecem. Cabe a nós, enquanto acadêmicos e futuros profissionais, realizar conscientização das pessoas acerca do verdadeiro objetivo no CRAS, que tem como princípios a emancipação e Independência das famílias.

2. Assistência Social e Psicologia

Com o desenvolvimento da atuação do psicólogo no âmbito social também, temos a data da constituição de 1988, e pela lei orgânica de Assistência Social (LOAS) como eventos importantes para o inicio da assistência social. A intervenção do profissional da assistência social não pode estar limitando a sua profissão apenas a gestão da pobreza.

Na primeira metade da década de 90, houve:

[...] significativas alterações institucionais foram operadas em torno das políticas públicas da Assistência Social, com uma abordagem que conciliava iniciativas do Estado e do terceiro setor. Assim, destacou-se o papel da filantropia e da solidariedade social e a participação do setor privado, lucrativo ou não lucrativo, na oferta de serviços e bens (BRASIL, 2008, p.14).

O trabalho da Assistência Social deve ocorrer em torno das pessoas que necessitam desse serviço, observando o modo que vivem suas prioridades e assim colaborando para a promoção da vida. O Sistema Único da Assistência Social (SUAS) propõe duas articulações estruturas entre si que são a Proteção Social Básica e a Proteção Social Especial. Segundo o site do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social, 2014) a Proteção Social tem como objetivo: “A prevenção de situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.”.

Segundo o site do Ministério do Desenvolvimento Social MDS (2014), a proteção social básica se destina as famílias que vivem em situação de fragilidade decorrente da pobreza, ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços ou fragilização de vínculos afetivos como discriminações etárias, gênero, deficiência entre outros.

Além da Proteção Social Básica, conforme o Programa Nacional da Assistência Social (PNAS, 2004) tem-se também a Proteção Social Especial que é:

[...] uma modalidade de atendimento assistencial destinada a famílias e indivíduos que se encontram em situações de risco pessoal e social, por ocorrência de abandono, maus tratos físico/psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, situação de trabalho infantil, entre outras (PNAS, 2004, p.28).

O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) é um órgão responsável pela execução do serviço de proteção básica, conforme o Conselho Federal de Psicologia, CFP (2007, p.12) “tem como objetivo o desenvolvimento local, buscando potencializar o território de modo geral”. O trabalho realizado pelo psicólogo no CRAS tem como propósito estar realizando á prevenção e promoção da vida, através de vários serviços que ofereci, dentre eles podemos citar: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de 0 a 6 anos, que tem como objetivo estar prevenindo as situações de risco de um modo geral e também visa à melhoria da qualidade de vida destes indivíduos. Este tipo de serviço ocorre tanto com crianças de 0 á 6 anos quanto com adolescentes de 6 a 15 anos.

Conforme o Ministério do Desenvolvimento Social, (MDS, 2014) o principal serviço que é oferecido pelo CRAS, é o programa PAIF (Proteção e Atendimento Integral a Família). Isto consiste em um trabalho de caráter continuado, que visa fortalecer a função protetiva das famílias, prevenindo a ruptura de vínculos, promover acesso e usufruto de diretos e promover e contribuir para a melhoria na qualidade de vida.

Entretanto, além destes serviços, o CRAS pode realizar encontros para grupos de famílias, mães, adolescentes, pais e gestantes. Todas estas ações que são realizadas pelo CRAS, ocorrem no âmbito das políticas públicas que segundo o Conselho Federal de Psicologia são:

Um conjunto de ações coletivas geradas e implementadas pelo Estado, que devem estar voltadas para a garantia dos direitos sociais, norteando-se pelos princípios da impessoalidade, universalidade, economia e racionalidade e tendendo a dialogar como o sujeito cidadão (CFP, 2007, p.17).

Todas as atividades que são realizadas pelo profissional da psicologia no CRAS, são a união da psicologia juntamente com a assistência social por meio das políticas públicas de Assistência Social, âmbito este em que é possível a abertura com uma importante frente para os trabalhos da psicologia conforme destacam os autores Benelli, Rosa (2011).

As atividades sócio-educativas desenvolvidas no local de estágio partiram sempre de um princípio coletivo, no qual foram utilizados recursos para fortalecer vínculos e conscientizar as pessoas sobre a importância de sua emancipação.

Uma das atividades sócio educativa teve como perspectiva trabalhar com adolescentes, a adolescência de acordo com Alves et al (2005) é uma etapa do desenvolvimento que está situada entre a infância e a vida adulta, que envolve várias mudanças tanto cognitivas quanto biológicas. Esta fase da vida, segundo a autora Papalia (2006) dura em média 10 anos, indo dos 10 á 12 anos até antes ou depois dos 20 anos, idade está que caracterizou os jovens que frequentaram o grupo, os mesmos possuíam idade de 15 á 18 anos.

Os adolescentes que frequentaram o projeto durante os dois meses de sua execução, em sua maioria não estavam estudando e também não trabalhavam, apenas um adolescente dos oito inseridos neste grupo estudava. Conforme apontado por Mazzotti (2002), os estudos realizados por Spindel citado por Rizzini e Holanda, 1996, outras razões estão vinculadas a desistência dos estudos, que não apenas o trabalho, como por exemplo, a distância da escolha, a falta de vagas, o próprio sistema de ensino, este motivos são os mais frequentes citados para motivo de abandono escolar.

Os encontros do grupo Futuro Jovem foram realizados quinzenalmente, com um período de 2 horas de encontro em média, de forma expositiva acerca de um tema para cada encontro e também aplicação de dinâmicas, proporcionando ao jovem uma experiência rica e continua acerca dos temas utilizados. Em todos os encontros realizados utilizava-se de uma conversa inicial entre os participantes, proporcionando um momento de interação entre o grupo, e explicando algumas questões a respeito do funcionamento do grupo e explanação dos objetivos.

Durante todo o tempo de execução desta atividade, foram executadas visitas domiciliares visando ressaltar a importância da participação destes jovens no encontro, porém apesar das visitas realizadas não houve o comprometimento por parte dos mesmos. Na realização do terceiro encontro houve a presença de apenas um dos jovens.

No quarto encontro realizou-se uma recapitulação do primeiro encontro devido à entrada de novos participantes. Como no último encontro, não houve o comparecimento de jovens, foi decidido, após várias tentativas sem sucesso de terminar este grupo.

Devido à falta de participantes, este projeto conforme ressalta o autor Silveira (2013) demonstrou que muitas vezes a mera aplicação de oficinas pode não trazer resultados satisfatórios para trabalhar com o tema com esta população.

Outra atividade desenvolvida durante o período de estágio foi à campanha contra o abuso e exploração de crianças e adolescentes, no dia 18 de Maio, em todo o Brasil é realizada uma grande campanha contra o abuso sexual das crianças e adolescentes com o objetivo de alertar a sociedade e também informando quais os meios de estar realizando a denúncia destes crimes através do conselho tutelar de sua cidade e do disque denúncia, disque 100. Como maneira de sensibilizar as pessoas, foi realizada a entrega de panfletos em duas escolas da região, e também entrega a veículos que passavam no semáforo principal da cidade.

O Cinema na comunidade tem como objetivo principal fortalecer os vínculos familiares e comunitários, levando a comunidade um momento de descontração e interação entre seus membros.

Com a utilização do cinema, segundo Santeiro e Rosato (2013) temos a possibilidade de expor conteúdos relativos a inúmeros contextos sócio-culturais e histórico criando, desta forma, possibilidades de discussão relevantes ao trabalho da Psicologia. Para a realização do cinema inicialmente foi realizado um levantamento a respeito de qual comunidade irá receber este cinema e também o levantamento da quantidade de famílias existentes na comunidade.

O Bairro que recebeu este projeto possui 110 famílias, número este em que praticamente 80% das famílias receberam o convite. Como forma de entregar estes convites, as estagiárias, juntamente com a supervisora, foram de casa em casa entregando para as pessoas o convite. No dia marcado para o Cinema compareceram 64 pessoas no total. Foi perceptível no olhar dos participantes a satisfação em receberem esta atividade e também para nós como estagiários poder estar juntando conteúdos aplicados durante a formação em sala de aula com a prática. Todas as atividades que foram realizadas durante este estágio de acordo com os autores Leão, Oliveira, Carvalho (2014) foram baseadas através das demandas do território onde se situa o CRAS e também tendo a consideração das dimensões que afetam o ser humano.

Neste mesmo viés foi realizado também um Cinema na Comunidade em parceria com a CRAS onde foi realizado e os acadêmicos da 6ª fase do Curso de Psicologia do Unibave, proporcionando desta forma aos acadêmicos da disciplina de Psicologia Social-Comunitária uma vivência in lócus com a comunidade e também proporcionar as pessoas deste local um momento de fortalecimento de vínculos e convivência em grupo.

No ano de 2014, no munícipio onde foi realizado o estágio, houve a ocupação de pessoas em um conjunto habitacional. As famílias que foram encaminhadas para este conjunto habitacional foram selecionadas mediante dois critérios, um deles é a vulnerabilidade social, que segundo Abramovay (2002), é definida como situação em que as habilidades, os recursos de um determinado grupo social são insuficientes ou então inadequados para lidar com as oportunidades oferecidas pela sociedade e também pessoas que moravam em áreas determinada de risco, onde após a evacuação dos moradores se transformara em uma área verde.

O autor Cerveny, (2004 apud TEIXEIRA et al, 2010) definem que a família é um sistema onde pessoas estão vivendo em um mesmo local, mantém relações significativas que ocasionam interdependência entre os vários subsistemas familiares, entretanto o problema apresentado por um membro deste sistema está ligado intimamente com alguma disfunção neste sistema.

Como proposta de estágio, foi realizada uma atividade socioeducativa com a proposta do encontro de famílias que tem como objetivo trabalhar com as famílias deste conjunto habitacional, propiciar um momento de interação em grupo, pois estas famílias anteriormente moravam em casas e agora necessitam se adaptar a situação de morar e um apartamento. Foram realizados em um total, seis encontros, durante quatro meses, com encontros quinzenais. Os encontros duraram em média 1h30, e ocorriam quinzenalmente no próprio conjunto habitacional, onde moram estas famílias. Como temas para este grupo foram utilizados o planejamento financeiro, a independência feminina, os bons costumes habitacionais e baú dos desejos e realizações. Atividade esta que tem como objetivo que os participantes coloquem dentro de um baú fictício quais os desejos que possui durante o tempo de execução deste projeto.

No primeiro encontro deste grupo foram 11 mulheres do levantamento de 21 famílias que são atendidas pelos serviços do CRAS. No primeiro encontro foi realizada toda a apresentação das participantes e também definido o nome do grupo, que passou a se chamar “Grupo da Amizade”, no término do encontro houve a ilustração do texto do Rubem Alves, A pipoca com o objetivo de motivar as participantes, já que a frase principal do texto diz que “milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre”, ressaltando que mesmo diante das dificuldades que possuímos devemos ir à busca de algo melhor para assim podermos nos transformamos.

No segundo encontro, o tema abordado foi às regras de convivência em condomínios, inicialmente foi realizada uma dramatização sobre conflitos entre vizinhos. Em seguida foi realizada uma conversa sobre o teatro, e solicitado as participantes para que façam uma dramatização sobre boas ações entre vizinhos.

Todas as atividades socioeducativas, segundo a Política Nacional de Assistência Social (PNAS 2004), são responsáveis pelo rompimento do paradigma e promove a formação cidadã e também a autonomia como uma nova possibilidade de enfretamento, todas estas ações são viabilizadas através do Sistema Único da Assistência Social (SUAS).

O terceiro encontro teve como atividade principal a execução do filme “A corrente do Bem”, que enfatiza as boas ações entre as pessoas. Como tema do quarto encontro, utilizou-se o orçamento familiar, objetivando aos participantes do grupo uma compreensão a cerca do planejamento dos gastos das famílias que anteriormente moravam em casas e agora estão em apartamentos e tendem a se adaptar há alguns gastos novos como taxa de gás, pagamento do salário do sindico entre outros gastos.

No penúltimo encontro a temática abordada foi a higiene e saúde, tema este relevante para todos em geral, visando desta forma também uma conscientização de ambos para a contribuição da higiene em comum de todos os membros deste conjunto habitacional.

Durante o último encontro foi realizado o dia da beleza, visando, desta forma, trabalhar a temática da mulher e a independência, abordando deste modo à importância da mulher na sociedade e quais dificuldades estão em volta desta temática, foram disponibilizados pelo viés do CRAS, profissionais que fizeram maquiagem, unha e cabelo para as participantes, sendo que alguns destes profissionais são ex-participantes de cursos profissionalizantes que foram oferecidos pelo CRAS.

3. Considerações Finais

Conclui-se, através das atividades socioeducativas realizadas durante todo o ano de estágio, que existem algumas dificuldades e também realizações acerca da profissão do psicólogo no âmbito social. A oportunidade da realização do estágio obrigatório nos anos finais do curso de Psicologia do Unibave oportuniza ao acadêmico uma vivência real do âmbito do CRAS.

Durante a aplicação de todas as atividades socioeducativas, percebe-se que o psicólogo social enfrenta diariamente um processo dificultoso na efetivação de vínculos com os usuários. Diante das observações realizadas, foi perceptível verificar as frustrações deste profissional perante as inúmeras tentativas de oportunizar e criar uma interação entre o sistema e o público que frequenta o mesmo.

Sendo assim, conclui-se que é necessário criar novas estratégias para estabelecer o comprometimento desses indivíduos perante o CRAS.

O que não pode passar despercebido é a relevância da construção e execução deste projeto na vida acadêmica, pois este nos possibilitou aprimorar e aplicar conhecimentos adquiridos durante o curso, além de nos proporcionar um contato mais íntimo com um profissional inserido na área social.

O estágio proporcionou a nós, enquanto acadêmicas, uma percepção a respeito do trabalho do psicólogo, profissão esta que gira em torno das pessoas. Durante todas as atividades socioeducativas realizadas no estágio, o acolhimento das pessoas que estavam inseridas foi de suma importância para aplicação destas, que ao final surgiram resultados positivos que contribuíram com os objetivos já estabelecidos pelo CRAS, que são a independência, e não assistencialismo.

Os estudos acerca da área da assistência social e psicologia são poucos e com isso sugere-se maiores estudos sobre esta temática, que possui uma grande relevância para a Psicologia e toda a sociedade em geral.

Sobre os Autores:

Fernanda Schmoeller - Acadêmica da 9ª Fase do curso de Psicologia do Centro Universitário Barriga Verde-UNIBAVE

Yasmin Vicente Rafael - Acadêmica da 9ª Fase do curso de Psicologia do Centro Universitário Barriga Verde-UNIBAVE

Orientador: Rodrigo Moraes Kruel - Professor do Curso de Psicologia do Centro Universitário Barriga Verde-UNIBAVE.

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