Entre Manuais, a Rua e o Centro POP: Quais os Rastros da Psicologia?

Entre Manuais, a Rua e o Centro POP: Quais os Rastros da Psicologia?
(Tempo de leitura: 8 - 16 minutos)

Resumo: A escolha do tema teve como motivação a experiência que tive no período de Estágio Básico, que foram desenvolvidos no Centro Pop de Sobral-CE. Esse trabalho pretende conhecer acerca da atuação da psicologia no Centro Pop, demarcando quais as posições ético-políticas tomadas no cotidiano do trabalho. O Centro Pop é o Centro de Referência Especializado para População em situação de rua, especializado em tirar pessoas em situação de vulnerabilidades, os inserindo na sociedade. Sendo assim, a população que está em situação de pobreza extrema e que toma as ruas como as suas moradias, encontra as suas raízes de submissão e conformismo na própria sociedade em que vive, contudo, o seu modo de resistir à esta estrutura, de moda a reproduzir as ideologias, os relacionamentos, as instituições e atitudes que estão à serviço da permanência de uma realidade de opressão. Posto isso, o psicólogo enquanto profissional que está inserido neste equipamento, integrado a uma equipe multidisciplinar, tem uma participação de suma importância no acolhimento e no trato da saúde desses usuários que chegam até o Centro Pop.

Palavras-chave: Centro Pop, Manuais de Psicologia, Pessoas em situação de rua, Psicologia, Psicologia Comunitária.

1. Introdução

O interesse pelo tema em questão, surgiu por ocasião do desenvolvimento de atividades no Estágio Básico II no Centro Pop, Centro de Referência Especializado para a População em Situação de rua. A relação com o tema se deu a partir do interesse em atuar nessa área posteriormente, e assim através dessa pesquisa, ter uma melhor compreensão e aprofundamento acerca do Centro Pop, contando também com as experiências já vividas pelo campo de estágio no mesmo.

Percebeu-se a partir da inserção e observação no Centro Pop, que existe um grande número de pessoas que se encontram bastante vulneráveis, com marcantes histórias de vida e que têm as ruas como moradia, ao qual nesse mesmo espaço, foi construído parte da sua história de vida. Foi importante essa observação, pois é a partir disso que se pode perceber e interrogar como os moradores de rua são acolhidos, e como os mesmos são cuidados para serem inseridos na sociedade.

O Centro Pop, Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, é uma unidade que atende diariamente uma média de 35 usuários com banho, café da manhã, almoço, jantar, oficinas, além de garantir o encaminhamento para outros dispositivos como saúde, obtenção de benefícios, documentação e entre outros.

A partir disso, surgem serviços especializados em uma abordagem que visa retirar essas pessoas das ruas, identificar famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social. Mas será que esse seria o desejo deles? Seria mesmo essa saída que esses sujeitos buscam? Precisa-se saber toda a histórias que eles construíram naquele ambiente que eles tomaram como seu "lar", para que desse modo possa ser aplicado algum tipo de abordagem.

As propostas oferecidas pelo Centro Pop, Unidade Pública e Estatal de Referência da proteção Social Especial de Média Complexidade, traça objetivos, buscando estimular vivências para o alcance da autonomia, voltando-se para o atendimento especializado à população em situação de rua. Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, as pessoas que constituem esse serviço são, as crianças, adultos e idosos, e os menores de idade precisam ser acompanhados por responsáveis.

O trabalho no Centro Pop envolve profissionais de diferentes áreas do saber. O psicólogo, enquanto profissional inserido neste equipamento que é o Centro Pop, integrado a uma equipe multidisciplinar, tem uma participação de suma importância no acolhimento e no trato da saúde dos usuários assistidos. O Centro Pop de Sobral realiza muitos atendimentos diários com almoço; banho; cursos técnicos, acompanhamento especializado e políticas públicas de acesso à cidadania. O Centro conta com uma equipe formada por 1 coordenador; assistentes sociais; 2 psicólogos (as) e profissionais de nível médio para abordagem social, que acontece na rua.

Segundo os estudos de Silva (2009, p. 115):

[...] o fenômeno população em situação de rua é uma expressão inconteste das desigualdades sociais resultantes das relações sociais capitalistas, que se processam a partir do eixo capital/trabalho. E, como tal, é expressão inconteste da questão social. Essas desigualdades sociais foram aprofundadas na cena contemporânea, em face das mudanças no mundo do trabalho, oriundas principalmente da reestruturação produtiva, da reorientação do papel do Estado e da supervalorização do capital financeiro sobre o capital produtivo.

A população que está em situação de pobreza extrema e que toma as ruas como seu ambiente de moradia, encontra as suas raízes de submissão e conformismo na própria sociedade em que vive, sendo assim, o seu modo de resistir à esta estrutura, de modo a reproduzir as ideologias, os relacionamentos, instituições e atitudes que estão a serviço da permanência de uma realidade de opressão. 

 Novak (1997) afirma também, que os indivíduos em situação de rua existem devido a uma profunda desigualdade social no Brasil, inserindo-se na lógica de um sistema capitalista de trabalhos assalariados, em que a situação de pobreza extrema coaduna-se com o seu funcionamento. 

 Estas pessoas que tornam as ruas como suas moradias podem apresentar traços identificatórios, mas possuem suas diferenças naquele espaço público da rua, o tornando como seu ambiente de relações privadas, sendo caracterizados pelos dispositivos de assistência como "população em situação de rua."

2. Metodologia

 

Aventurar-se em pesquisa é estar aberto à novos conhecimentos e informações, é uma base para o progresso humano em um mundo científico, cultural e também tecnológico. O fazer pesquisas, entre as variáveis, é defender também uma ideia, que esteja fundamentada com bibliografias e com os dados retirados do mundo real e, ou, de páginas que são reflexos do mundo. Sendo assim, é também, consultar através de questionamentos, deduções, implicações, comprovações, as pessoas que estejam relacionadas ao mesmo tempo para mostrar através dos gráficos as análises e interpretações dos resultados obtidos com a pesquisa em estudo. É coletar novas informações partindo das que já existem e cruzar os conhecimentos. É aprender a olhar para o mundo e perceber que ali há algo “novo”, que existem novas descobertas.

A pesquisa foi consonante com os pressupostos das pesquisas qualitativas que, segundo Minayo (1994), responde às questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Sendo assim, a pesquisa qualitativa é aquele campo de pesquisa que apresenta o recorte que o pesquisador faz em termos de espaço, representando desse modo, uma realidade empírica a ser estudada partindo das concepções teóricas que fundamentam aquele objeto da investigação.

3. Considerações Finais

Buscou-se neste estudo saber quais são os rastros da psicologia, segundo Manuais, a Rua e o Centro Pop, estando atenta para a multiplicidade de fatores que estão envolvidos nesse tema. No desenvolvimento deste trabalho, não houve a intenção de fazer comparações, mas sim, demarcar singularidade no fazer da Psicologia. Sendo assim, é uma pesquisa de campo, realizada como uma contribuição para futuros estudos acerca do tema estudado.

Com isso, para a realização desse trabalho foram entrevistados dois profissionais da área da psicologia, 1 psicóloga que atuava no Centro Pop e 1 psicólogo que atua atualmente. Também foi baseado em estudos e pesquisas nos Manuais de Psicologia, e autores do campo desse saber.

Sendo assim, o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, Centro Pop, é um serviço que atende por dia uma média de 35 usuários com banho, café da manhã, almoço, jantar, oficinas, além de realizar encaminhamentos, como outros dispositivos de saúde, obtenção de benefícios e documentação, entre muitos outros. Partindo disso, surgem outros serviços especializados em abordagem que visa retirar essas pessoas das ruas, identificando suas famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social.

Quando fala-se em Centro Pop, sempre lembra-se da atuação que a Psicologia junto com a Assistência Social tem para com os moradores de rua, que durante abordagens sociais, tentam levar esses sujeitos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, para que o mesmo seja acolhido por um psicólogo, seja repassado para esse sujeito, seus direitos e deveres como cidadão.

Aqui pode-se perceber o papel importante da Psicologia nesse campo de atuação, que é a área social, pois a atuação do psicólogo nesse campo requer uma construção não apenas de novas metodologias, mas também, de um pensamento crítico que esteja voltado para a própria atuação profissional dentro de um cenário de inúmeras desigualdades sociais, partindo da constituição da sociedade dentro do sistema capitalista, das políticas que prometem mudanças impossíveis de ocorrerem.

O Centro Pop da Cidade de Sobral, realiza diversos projetos para que o sujeito possa se reconhecer como cidadão mesmo que sejam In-visíveis para a sociedade onde vivem. No serviço atuam diversos profissionais, em áreas diferentes, trabalhando com abordagens sociais, acolhendo esses sujeitos que moram nas ruas, e que muitas vezes estão lá, ou por quebra de vínculos familiares, ou por serem dependentes químicos.

O psicólogo é contratado para atuar junto às Políticas Públicas de Assistência Social e compõe dessa forma, uma equipe visando a (re)socialização dos usuários que chegam ao serviço. Deste modo, no Centro Pop o psicólogo vai atuar com o sujeito diferentemente do que é feito dentro de uma clínica, em um consultório, segundo o que foi observado no campo de estágio. Portanto, a escuta é feita em um momento tanto de acolhimento do sujeito.

Quanto aos objetivos que se propunham para o fazer dessa pesquisa à campo, buscou-se compreender a vulnerabilidade psicossocial a partir da situação de rua que esses usuários se encontram, e como esse modo de vida influenciam no convívio social, na quebra do vínculo familiar, assim como, o uso de álcool e outras drogas. Segundo os Manuais, a Psicologia é uma área do saber, onde estuda o homem em todas as suas dimensões, em que há uma evolução do ser, do individual para o coletivo, e que atualmente, vem aumentando a sua atuação também para as políticas públicas.

De acordo com a concepção dos direitos fundamentais, apresentada no nosso Código de Ética, traz sobre a atuação do psicólogo:

“O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiando nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. (CFP, 2005)”

Contudo, pode-se afirmar que a presença da Psicologia na política social é de suma importância, e que a mesma luta até hoje para firmar e confirmar a sua função o seu compromisso para com as políticas de Assistência Social.

A formação acadêmica também é algo que ainda está muito voltado para a atuação clínica, onde muitas vezes o psicólogo quando acaba atuando na área de psicologia social, precisa se adaptar ao serviço, por ter tido pouco conhecimento na área do saber social. Posto isso, a atuação da psicologia dentro das políticas públicas, está cada vez mais se construindo desde a inserção dela no campo, mesmo com muitas dificuldades de atuação.

Segundo Yamamoto (2003) em seu texto "O compromisso social do Psicólogo", onde ele traz sobre as possibilidades e os limites que existem para o trabalho do psicólogo dentro da área do bem-estar social/público, o autor apresenta que as Políticas Públicas no Brasil, são indispensáveis para uma questão social que ainda existe:

“[...] É na forma de políticas setorizadas que as prioridades no campo social são definidas. E política, é sempre conveniente lembrar, é conflito [...].”

Para finalizar a conclusão dessa pesquisa, traz-se um poema retirado da internet, de um morador de rua, em Salvador, que retrata muito bem toda a situação de exclusão que os moradores de rua vem enfrentando todos os dias, e o quão é importante o trabalho da psicologia para com esses usuários:

“Não somos lixo. Não somos lixo e nem bicho.
Somos humanos. Se na rua estamos é porque nos desencontramos.
Não somos bicho e nem lixo. Nós somos anjos, não somos o mal.
Nós somos arcanjos no juízo final.
Nós pensamos e agimos, calamos e gritamos.
Ouvimos o silêncio cortante dos que afirmam serem santos.
Não somos lixo. Será que temos alegria? Às vezes sim...
Temos com certeza o pranto, a embriaguez,
A lucidez dos sonhos da filosofia.
Não somos profanos, somos humanos. Somos filósofos que   escrevem
Suas memórias nos universos diversos urbanos.
A selva capitalista joga seus chacais sobre nós.
Não somos bicho nem lixo, temos voz.
Por dentro da caótica selva, somos vistos como fantasmas.
Existem aqueles que se assustam.
Não somos mortos, estamos vivos. Andamos em labirintos.
Depende de nossos instintos. Somos humanos nas ruas, não somos lixo.”
Carlos Eduardo (Cadu),
Morador de rua em Salvador

Sobre a Autora:

Bianca Maria de Oliveira Carvalho - Trabalho de Conclusão de Curso em Psicologia - Faculdade Luciano Feijão, Sobral-Ce, 2018. 

Referências:

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