Como o Idoso se Relaciona com os Adoecimentos Comuns à sua Faixa Etária?

Como o Idoso se Relaciona com os Adoecimentos Comuns à sua Faixa Etária?
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Resumo: O reflexo decorrente do envelhecimento populacional vem determinar as mudanças demográficas ocorridas na faixa etária das pessoas idosas. O objetivo deste estudo é detectar e conhecer a dinâmica do relacionamento dos adoecimentos comuns desses sujeitos na sua capacidade funcional e a possibilidade de empenho das Políticas Públicas e Redes Sociais de suporte e acompanhamento na promoção de saúde no melhoramento da qualidade de vida do idoso. Trata-se de um estudo de revisão de literatura e descritivo. O Brasil precisa estimular ainda iniciativas de incentivo de prevenção e cuidado para um bem-estar físico, psicológico, social e mental dessa população idosa através dos conhecimentos e práticas de profissionais qualificados.    

Palavras-chave: Envelhecimento, Epidemiologia, Políticas Públicas, Desenvolvimento Humano.

1. Introdução

Na população mundial, como também na brasileira, vem ocorrendo de forma geral o envelhecimento sucessivo da população, se considerada a relação entre o número de nascimentos e o de mortes. Especificamente, o Brasil, até o início do ano 2025, será o sexto país com maior número de pessoas idosas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso deve provocar reflexões acerca da nova configuração social e, inevitavelmente, novas políticas públicas, sobretudo no que concerne ao aumento da expectativa de vida.

Conforme Moragas (1997), numa visão demográfica, os estudiosos de gerontologia social apontam esse momento como oportuno, mas desafiador, para estudar os fatores relativos ao envelhecimento da população, considerando que o número de pessoas idosas crescerá em todos os países do mundo, devido às melhorias na qualidade de vida e, por outro lado, há redução da taxa de natalidade, provocando, assim, um envelhecimento médio das populações.

Assim também Ferreira e Rosado (2012) afirmam que nem todo processo de envelhecimento acarreta enfermidades, sendo um processo natural por uma redução progressiva dos sentidos, da funcionalidade fisiológica e das modificações em seu metabolismo. O Estatuto do Idoso (2009), em seu Cap. I no Art. 9º, por meio de políticas públicas, tem como função conceder garantia e proteção à pessoa idosa proporcionando um envelhecimento saudável.

Nos dizeres de Paiva et al. (2011), as funções das redes sociais que assistem aos idosos têm como objetivos promover as interações interpessoais nos seguintes aspectos: interação social, apoio instrumental ou material, apoio emocional e de informação.

Dessa forma, a proposta deste estudo, intitulado: “Como o idoso se relaciona com os adoecimentos comuns à sua faixa etária?”, pode ser entendido como sendo um tema de relevância para a produção científica, exigindo exploração descritiva de revisão de literatura nas questões que dizem respeito ao perfil epidemiológico do idoso e à experiência de suas queixas. Pode-se supor que muitos idosos, em seu processo de envelhecimento, perdem a capacidade funcional, se acomodam, e não tem às vezes uma preocupação de cuidados preventivos com a saúde, e por isso são vulneráveis a enfermidades, comprometendo com o seu bem-estar existencial. Dessa forma, esta pesquisa quer contribuir com estudos científicos futuros que encetarem reflexões voltadas para indagações a respeito da vida diária do idoso e seus adoecimentos comuns, sobretudo porque há de elencar artigos de pesquisa científica descritiva, procurando abordar a relação do idoso com adoecimentos comuns à sua faixa etária. Para tanto, foi realizada a revisão bibliográfica “de publicações em documentos, e estudos e pesquisas científicas” (MONFROI, 2015, p.10) em livros, no site Scielo, para identificar os estudos sobre o envelhecimento, tendo havido ainda uma busca em periódicos on-line da área da Saúde, e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os descritores: envelhecimento, saúde, adoecimentos, demografia, capacidade funcional, políticas públicas e redes sociais.  Portanto, os resultados limitaram-se à análise dos conteúdos obtidos, através dos artigos referentes à temática que foram analisados, sintetizados e discutidos, para estabelecer uma relação com fundamentação teórica orientada para a saúde do idoso.

2. Envelhecimento Primário e Secundário

Conforme Papalia, Olds e Feldman (2010), o crescimento global do envelhecimento da população estima que, no período de 2000, o número de pessoas com sessenta anos acima teve um percentual estimado aproximadamente em 605 milhões e que, segundo as estatísticas, por volta do ano 2050, teremos pela primeira vez na história um aumento progressivo de adultos idosos, que atingirá o dobro de crianças até 14 anos.

O envelhecimento, segundo a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, é um processo universal, marcado por mudanças biopsicossociais, específicas e associadas à passagem do tempo. É um fenômeno inerente ao processo da vida e seu meio ambiente. É ainda um processo de alterações morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e psicológicas que acarretam uma lentificação ou diminuição do desempenho do sistema orgânico, e consequentemente, uma diminuição na capacidade funcional. (BRASIL, 2008, p.5)

Ferreira et al (2010) definem o envelhecimento como uma manifestação vital, fases a que estamos sujeitos, assim como a infância, a adolescência e a idade adulta, acarretando transformações biológicas e sociais específicas no decorrer dos anos. Essas alterações, mesmo sendo comuns a todos os sujeitos, têm suas especificidades relacionadas a cada pessoa, pois, de acordo com o Guia Prático do Cuidador (2008), conceitua-se o envelhecimento como uma mudança comportamental que, em seu benefício, requer cuidado de si, no objetivo de promover a saúde, assegurando, preservando e mantendo a vida, até porque o envelhecer se revela também na dor, nas limitações de práticas cotidianas e, inclusive na expressividade de gestos e outras linguagens. Assim, o envelhecimento requer cuidados de profissionais especializados, além da exigência de um posicionamento da família e postura em relação ao cuidado.

É preciso, para maior compreensão do assunto, delinear os dois tipos de envelhecimento. Estudiosos classificam como envelhecimento primário o “processo gradativo e inevitável que inicia logo cedo no organismo vital e que ao longo dos anos vai deteriorando” (PAPALIA, OLDS E FELDMAN, 2010, p. 629), enquanto o secundário é “resultante de doenças, decorrentes de abuso e maus hábitos físicos e que poderiam ser evitados” (PAPALIA, OLDS E FELDMAN, 2010, p. 629).

Ao se deparar com estudos referentes a esse assunto, percebe-se que as mudanças mencionadas é um fenômeno mundial que se reconfigura a pirâmide populacional, uma vez que se opondo à queda da taxa de nascimentos, cresce progressivamente a população idosa. Daí a necessidade de pesquisas, estudos e reflexões que permitam a mudança de atitudes nas relações sociais no que se refere ao trato e cuidado com o idoso.

3. Visão Demográfica do Envelhecimento

Entre 1970 a 2025, a estimativa de crescimento do envelhecimento populacional com 60 anos de idade é de 233%, ou seja, de 694 milhões de pessoas idosas, em desenvolvimento, e há indicativos de que essa população atinja 2 bilhões de pessoas acima de 60 anos.

Citando Moragas (1997), a visão demográfica dos peritos na teoria da gerontologia social aponta como desafiador em estudar estes fatores relativos ao envelhecimento da população, pois o número de pessoas idosas crescerá em todos os países do mundo, devido às melhorias na qualidade de vida e à redução das taxas de mortalidade e de natalidade. Afirmam Camarano e Kanso (2011, citados por FREITAS,) que um dos reflexos demográficos do envelhecimento da população, percebe uma melhoria na perspectiva devida favorecendo um envelhecer saudável, resultando assim na pirâmide populacional uma diferenciação na escala referente o número de idosos em proporção à população jovem.

No decorrer do processo histórico do desenvolvimento humano das faixas etárias que vêm se alterando a cada período de tempo, o Brasil é considerado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sexto país populacional com maior número de pessoas idosas. O perfil da amostragem, responsável pelos domicílios, retrata que os idosos representam 15 milhões de pessoas da população brasileira (8,6%) com 60 anos ou mais de idade (IBGE).

Segundo Alves, et al (2007), as mudanças rápidas científicas, tecnológicas e antropológicas vem refletindo muito nesta virada de século na vida e realidade brasileira influenciando na projeção familiar referente o número de filhos, ocorrendo um declínio da fecundidade. Portanto, a qualidade de vida reduz a mortalidade infantil e doenças infecciosas para o nível de transição, para doenças degenerativas nos escritos deste autor (PEREIRA et al, 2015).

É necessário fazer a distinção que ocorre no envelhecimento: a senescência (alterações fisiológicas normais da terceira idade) e a senilidade (decorrente de patologias). Das orientações expressas referentes a Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores para os anos 2013 -2015, regido pelo Conselho Nacional de Saúde, “determinam as linhas de ação a serem executadas e direcionam a formulação de políticas que concretizam estes objetivos de acordo com o Contrato Organizativo de Ação Pública, baseado no Decreto número 7.508, de 28/06/2011”, retrata o envelhecimento faz parte de um processo natural e não pode ser visto como uma crença negativa ou doença. (CADERNO DE SAÚDE, 2015).

Para Ferreira& Rosado (2012), nem todo processo de envelhecimento acarreta enfermidade, por ser de forma natural, ocorre uma redução progressiva dos sentidos, da funcionalidade fisiológica e das modificações no seu metabolismo.

De acordo com o desenvolvimento de cada população, considera-se um indicador diferente no perfil morbimortalidade em relação à variabilidade e sensibilidade, pois há características diferentes na transição demográfica e epidemiológica, determinando as taxas de fertilidades, migração e mortalidade (PEREIRA, ALVES E SOUZA, VALE, 2015).

Ingressar no séc. XXI deixou marcas desafiadoras para as nações e toda a humanidade, sobretudo, na população idosa. Diante disso, para que se tenha um envelhecimento ativo, é necessário desenvolver políticas públicas e programas para beneficiar a saúde dos cidadãos idosos, por isso se faz necessário planejar para agir com segurança quanto ao envelhecimento ativo, na visão da Política de Saúde, que diz: “...ser processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (ENVELHECIMENTO ATIVO, 2005, p.5).

Nos dizeres desse documento, o termo “ativo”, sendo aplicado a uma pessoa particular ou grupos populacionais, diz respeito à participação em atividades sociais, econômicas, civis, espirituais e culturais, não somente aplicado à capacidade funcional no estado físico ou de desempenho no trabalho, principalmente quando se refere a aposentados, de idade avançada, possuidores de algum tipo de enfermidade ou necessidade especial, que podem contribuir de forma ativa ao ambiente social-familiar. Portanto, é necessário oferecer expectativa de uma qualidade de vida e um bem-estar saudável a todos os indivíduos (ENVELHECIMENTO ATIVO, 2005).

Conforme algumas pessoas envelhecem, elas manifestam determinadas doenças comuns, por exemplo, as não transmissíveis (DNTs), que se modificam, causando morbidade, incapacidade e mortalidade. Estas doenças estão presentes em várias regiões do mundo, incluindo países em desenvolvimento. As principais doenças que afetam os idosos no decorrer da terceira idade são:

doenças cardiovasculares (tais como doença coronariana, hipertensão, derrame, diabete, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças músculo-esqueléticas (como artrite e osteoporose) doenças mentais (principalmente demência e depressão), cegueira e diminuição da visão. (ENVELHECIMENTO ATIVO, 2005, p.15).

                   De acordo com alguns estudos, o envelhecimento da população brasileira e o seu impacto na realidade política, econômica e social, requer uma produção de material de suporte técnico que mobilize ações que promovam a saúde do idoso, além de melhorar a prevenção de doenças e aumentar da capacidade funcional. Para isso, é preciso obter informações acerca da maneira como esse idoso se relaciona com as suas enfermidades comuns à sua faixa etária.

4. Epidemiologia, Idoso e Doenças Comuns, Incapacidade Funcional

Segundo Papalia, Olds e Feldman (2010), pesquisas e teorias da Psicologia do Desenvolvimento Humano, abordam alguns fatores determinantes e resultantes do perfil desta geração idosa, voltadas estas em detectar a ocorrência epidemiologia e morbimortalidade. Por isso, o envelhecimento requer cuidados, solicitando da família um posicionamento para esse cuidado. No modelo da cultura oriental, o significado de envelhecimento difere do ocidental: os idosos são ativos em sua vida diária, são importantes nas decisões familiares, cuidam dos jardins, das crianças, tomam decisões nos assuntos comunitários, além disso, são consultados pelas gerações mais jovens para darem suas opiniões. Por exemplo, no Japão, 75% dos idosos residem com seus filhos, que têm como função primordial o cuidado com seus pais. (DAVIDOF, 2001).

Em resposta a essa mudança cultural rápida no processo do Envelhecimento, Pereira et.al. (2009) estudam dois fenômenos que transformaram o século XX no seu panorama demográfico, em que o perfil da população mórbida e da mortalidade foram o incremento do idoso na população e as doenças não transmissíveis crônicas em detrimento às infectocontagiosas. São consideradas doenças crônicas detectadas entre os idosos em relação à morbimortalidade as doenças cardiovasculares e as neoplasias (o câncer de mama entre as mulheres e o de próstata entre os homens).

É percebido que o crescimento expansivo das populações humanas acarreta algumas implicações como nutrição e desertificação, causando reflexos ambientais e o envelhecimento, com significância nas questões culturais. (KORMONDY- BROWN, 2002). O envelhecimento populacional exige uma demanda de recursos, com o aumento da expectativa de vida. A transição epidemiológica, assim como a demográfica, ocorre de modo desproporcional nas diferentes classes de renda, que norteia a heterogeneidade nessas esferas do adoecimento dos brasileiros, tornando-os dependentes e sujeitos a vir a óbito. (CHAIMOWIZ, CAMARGOS, 2011; FREITAS, 2011).

Algumas pessoas podem desenvolver de forma diferenciadas doenças crônicas, dentre as quais se destacam como causalidade de adoecimento ou mortalidade na velhice: doenças cardiovasculares, estado de cronicidade, acidente vascular cerebral (AVC), câncer e doenças crônicas do sistema respiratório, ocorrendo também o aumento gradativo de diabetes e hipertensão, que vem afetando essa população (PAPALIA, OLDS, FELDMAN, 2010, p.645).

Na perspectiva da visão destes autores: Garcia et al, 2005; Brasil, 1999; Ramos, 1999; Mercadante, 1996, citando alguns pesquisadores, relatam que os sujeitos têm suas doenças crônicas aos 75 anos de idade com mais intensidade, presentes nos sintomas previstos: artroses, diabetes, acidentes vasculares, hipertensão, algumas cardiopatias, deficiências na visão, infecções urinárias, dentre outras coexistentes.

Envelhecer não está relacionado com doenças e incapacidade funcional, mas sim com o surgimento das doenças crônicas no idoso que, automaticamente, interferem em seu organismo, comprometendo a sua capacidade funcional nas tarefas de seu dia a dia. (ALVES, ET AL, 2007). Numa perspectiva diferenciada, é a partir da perda do seu equilíbrio que vai se verificando a sua incapacidade nas alterações sofridas lentamente ou progressivamente no organismo no decorrer dos tempos vividos (CADERNO DE SAÚDE, 2015).

Em consequência do envelhecimento populacional, percebe-se nos idosos um crescimento de doenças degenerativas, tornando-os dependentes, através da diminuição dos seus mecanismos de forças internas, ocasionando um enfraquecimento muscular e comprometendo sua funcionalidade no dia a dia, inclusive alterando sua relação de equilíbrio com o ambiente (ONAGA, 2016). Em decorrência disso, surgem os problemas de saúde características dessa população idosa. Verifica-se, depois de haverem consultado um médico, o relato de doença crônica, ou, por vezes, verifica-se que são portadores de várias doenças crônicas, e, por isso, fazem uso expressivo de medicamentos, resultando, vez ou outra, em transtorno mental e síndromes depressivas demenciais. Diante disso, percebe-se que o Brasil ainda é carente de iniciativas para um bem-estar físico, social e mental da população idosa (GARRIDO, MENEZES, 2002).

Pesquisas que relatam as causas do adoecimento comuns à faixa etária idosa são limitadas, mas revelam a pouca realização de cuidados preventivos. Sabe-se que não se pode considerar o envelhecimento como uma doença, mas como um resultado agravante nos fatores demográficos, socioculturais e epidemiológicos como, por exemplo: “aposentadoria, perdas sociais, impacto da idade, isolamento, aumento de algumas enfermidades agudas e crônicas, e, mudanças na postura corporal, diminuição na visão, no sistema nervoso central (músculo-esquelético) e coordenação motora” (ZASLAVSKY, GUS, 2002, 1-5). Essa compreensão do processo, exige ações preventivas para minimizar as consequências do envelhecimento e até mesmo preparar o indivíduo para esse momento inevitável da existência.

Em decorrência do envelhecimento, cada pessoa tem um ritmo diferente, influenciado por fatores externos e internos, dependendo dos resultados da capacidade de decisão do idoso e autonomia nas atividades diárias. A amostragem da pesquisa de Pires e Silva (2001) ressalta não diretamente as causas evidentes dos adoecimentos comuns, mas como os indivíduos reagem. Os autores consideraram alguns fatores que podem interferir neste processo, tais como:

[..] a aposentadoria como sinal de inutilidade, as dificuldades financeiras, a renda mínima salarial para manutenção de gastos; as atividades diárias dependem da capacidade funcional de cada pessoa, algumas não são capazes de tomar medicamentos, ter o controle urinário e esfincteriano, banhar-se, vestir-se, andar, comer, ir ao banco, fazer compras, subir ônibus, cuidar de si próprio, dificuldades nas palavras, diminuição na escuta e visão, pentear cabelo, deitar-se e levantar-se da cama, vestir-se, subir escadas, cortar unhas dos pés, sair para lugares distantes(PIRES E SILVA,2011, v.3,n.2).

Ao tratar da questão sob a ótica das relações de gênero, perceberam que as mulheres têm maior autonomia e independência nas atividades do autocuidado e trabalho diário (preparar alimentos e o zelo pela casa), e os homens são mais dependentes nessas funções, exceto nas atividades de compras e de tomar o ônibus. E com relação às doenças crônicas, é demostrado que nos homens, há um percentual elevado no que se refere à incontinência urinária e ao controle esfincteriano e que alguns, mesmo em número pequeno, conseguem exercer atividades de vida diária, menos aqueles que se encontram dependentes resultantes de doenças degenerativas e recuperação de acidente vasculares cerebrais.

O estudo genético demonstra que o adoecer intrafamiliar é decorrente de influências psicossomáticas e, de uma forma secundária numa visão interativa, no que diz respeito à cultura, ao ambiente, ao fisiológico e ao psicológico, sendo este último prevalente por ocasionar doenças representativas dentro do campo familiar, no processo do desenvolvimento e suscetibilidade a possíveis causas de adoecimento, verificadas  na história do grupo familiar para um adoecimento transmissível nas gerações, evidencia a presença de um distúrbio psiquiátrico, como ansiedade e depressão. Diante dessas colocações, é pertinente o questionamento: Qual seria o olhar perceptivo das pré-disposições antecedentes ao adoecimento psíquico que se manifesta nas representações de forma às vezes inconscientes? (LISBOA, CARNEIRO, MAGALHÂES, 2011).

Na percepção corporal do declínio das suas capacidades biológicas e psicológicas e sociais, o idoso se retrai e depara com a sua finitude, podendo gerar algumas crises conflitivas e, inserido numa cultura que prega o descartável, sente-se inútil, desamparado e, daí emerge a solidão. (ONAGA, 2016). Resultantes desse processo, as doenças crônicas e influentes na capacidade funcional dos idosos são variadas: artropatia, doença pulmonar, hipertensão arterial, diabete mellitus e doença cardíaca. (ALVES ET AL, 2007).

Algumas pessoas, ao longo de seu envelhecimento, vão perdendo as suas habilidades e não participam e não praticam atividades físicas. Nesse caso, ocupar o tempo com atividade ocupacional, visto que as doenças crônico-degenerativas (artrite, diabetes, infarto do miocárdio, hipertensão), interferem e afetam a locomoção do idoso, causando isolamento, baixa autoestima, depressão, sedentarismo, pode ajudar a manter habilidades físicas e equilíbrio mental. Para isso, tem que realizar atividades cotidianas na superação e enfrentamento das suas enfermidades comuns, possibilitando um envelhecimento saudável, com capacidade funcional diante dos limites impostos (PIRES, SILVA, 2001).

Conforme os autores (ALVES ET AL, 2007), o câncer, outra doença também característica dessa faixa etária, embora atinja pessoas de todas as idades, não aparece como dado estatístico significativo. Os resultados também mostram que ações citadas acima podem associar-se na minimização dos efeitos das doenças crônicas, diminuindo a incapacidade funcional, mas, para isso, é preciso realizar controle e manutenção dessas doenças. Isso resulta em promoção do bem-estar e melhoria da independência dessa população idosa. É preciso atentar-se para o fato de que a prevenção saúde-doença exige estratégias de monitoramento, avaliação, atenção à saúde dos idosos, e avaliar os impactos em sua capacidade funcional. Essa série de ações conjuntas pode proporcionar um envelhecimento saudável (VICTOR et al, 2009).

Outro aspecto importante desse tema que está relacionado à saúde na velhice é o da longevidade ou extensão da vida humana, considerando não somente o número de anos, mas a qualidade de vida. Moragas (1997) apresenta uma série de atividades que devem compor o dia vida diária dos que estão em processo de envelhecimento, dentre elas: atividades físicas e manuais, sensoriais, psíquicas, sociais, recreativas, esportivas, educacionais e culturais, ecológicas, ideológico-políticas, serviço social, econômicas, espirituais e religiosas.

Em virtude disso, o cuidar-se de si exige uma atenção nos cuidados exercidos pela própria pessoa portadora de uma morbidade, isso ajuda a manter a saúde e o bem-estar, possibilitando a realização de ações dirigidas a si próprio, no seu contexto, a fim de proporcionar um funcionamento vital com qualidade. Na contemporaneidade, o aumento da expectativa de vida, podemos encontrar diante das mudanças culturais e avanços em relação saúde, qualidade de vida, hábitos alimentares saudáveis e cuidado com o corpo; mudanças sociais e familiares referente nascimentos. Por outro lado, deparamos com a possibilidade de idosos acometidos de doenças crônicas e degenerativas, que o os tornam sem autonomia e funcionalidade de vida diária (BERLINDES, 2012). 

5. Políticas Públicas e Redes Sociais

O olhar específico das Políticas Públicas de Saúde, para proporcionar bem-estar dos idosos e sua consequente qualidade de vida, atenta para a mudança no perfil epidemiológico da sociedade brasileira, e isso reflete, automaticamente, na criação das leis de políticas públicas, tendo como prioridade as estratégias de enfrentamento acelerado do crescimento populacional idoso (CADERNO DE SAÚDE, 2015).

As Políticas Públicas surgiram, principalmente, com a criação do SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) na Constituição de 1988, pelas Leis Orgânicas (8080\90 e 8142\90). Diz-se que têm,

[...] o objetivo de assegurar atenção a toda população por meio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, garantindo integridade da atuação indo ao encontro das diferentes realidades e necessidades de saúde da população e dos indivíduos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).

O Estatuto do Idoso (2009), em seu Cap. I no Art. 9º, afirma a função do Estado, por meio das Políticas Públicas, conceder garantia e proteção à pessoa idosa com dignidade. É perceptível que não existe grande preocupação, em linha de campo de pesquisa, com a investigação do efeito de doença crônica, como fator determinante na capacidade funcional dos idosos, por isso, a necessidade de planejamento estratégico de melhorias das Políticas Públicas preventivas (ALVES et al , 2007), visto que, no decorrer dos anos, algumas questões de estruturas socioeconômicas, políticas, sociais e psicológicas atingem os nossos idosos, por isso, são fatores que precisam de uma demanda de políticas públicas voltadas para as intervenções em caso de doenças crônicas associadas aos aspectos mentais e físicos: dores musculares, visão fraca e hipertensão (LISBOA, CARNEIRO, MAGALHÂES, 2011).

Conforme os autores Veras, Caldas, Cordeiro (2013), é necessário o investimento em políticas públicas preventivas de doenças e promoção de saúde, evitando a sobrecarga no sistema, tirando o objetivo do modelo assistencial tradicional, porque o envelhecimento deve ser visto com suas enfermidades como uma perda do seu sentido vital. Nesta realidade, segundo Neri (2012), a qualidade de vida na velhice pode sofrer várias influências que, dependendo dos elementos em interatividade, na medida em os indivíduos se desenvolvem, vão-se demarcando os critérios objetivos e subjetivos, interligados a valores e normas sociais e individuais que sofrem modificações com o passar do tempo. Diante disso, políticas de saúde (Pereira et al, 2015) orientadas para um envelhecimento ativo têm o objetivo principal de oferecer melhorias na qualidade de vida e bem-estar do idoso.

Portanto, devem-se buscar informações e conhecimento por parte dos profissionais na área de saúde, voltados para um trabalho de acompanhamento de idosos, informando, no composto dessas alterações no processo da senilidade e patologias decorrentes, que a prevenção traz benefícios positivos para a família, sociedade e a nação, mediante colaboração na melhoria ou manutenção da capacidade funcional futura dessa população idosa (VERAS, CALDAS, CORDEIRO, 2013).

Daí a importância das redes sociais de apoio que, no documento do Estatuto do idoso de lei nº. 10741, de 1º. de outubro 2003, no seu cap. I art. 46, referente à Política de Atendimento do Idoso através de diretrizes governamentais e não governamentais do Distrito Federal, União, Estados e Municípios (BRASIL; Ministério da Saúde, 2010), denomina-se Rede Social de Apoio todas aquelas Instituições governamentais ou não governamentais, conforme citadas abaixo: 

Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Criança, Associação de Bairro, entre outros. Igrejas que prestam serviços específicos, Centros de referência, Casa Lares, Instituições de Longa Permanência (ILPI), Hospital Dia, Centros de Convivência, Centros de Reabilitação, Centros-Dia, entre outros. (GUIA PRÁTICO DO CUIDADOR, 2008, p.20)

As leis brasileiras dão ao idoso o direito à saúde. Segundo o Ministério da Saúde, os idosos têm o direito e a garantia do acesso universal e igualitário, com estratégias de ações e serviços para prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde pelo SUS, englobando as enfermidades que os afetam no que cita o Estatuto do Idoso no cap. IV, art.15 (BRASIL; Ministério da Saúde, 2010). 

Além disso, PAIVA et al. (2011), afirmam que as funções das redes sociais que assistem aos idosos têm como princípio promover as interações interpessoais nos seguintes aspectos: interação social, apoio instrumental ou material, apoio emocional e de informação, que compreende, inclusive, o aconselhamento. Confirmando essa ideia, Alvarenga et. al. (2011), dizem que para responder às necessidades especiais dos idosos os esquemas de suporte social são fundamentais, sendo a família como maior provedora do cuidado dos idosos.

Por todos os argumentos apresentados sobre o adoecimento mais comuns a essa faixa etária, nas questões do idoso que vêm aumentando de forma intensiva, a pesquisa se posiciona, por falta de argumentos sólidos e consistentes, para melhores direcionamentos que podem contribuir com estudos de interesses e informações profissionais nos seus saberes e práticas, a proporcionarem com dignidade uma qualidade de vida digna e um envelhecimento bem-sucedido.

3. Considerações Finais

No Brasil, no contexto do fenômeno do envelhecimento populacional, a velhice é entendida como o declínio no organismo de cada pessoa, comprometendo a capacidade funcional, a cognição, o comportamento físico, biológico, ambiental e social de forma lenta e progressiva, que pode causar comprometimento nas atividades de vida diárias de si próprias, e suas relações com a casa, o trabalho e a família.

As abordagens dos resultados apontam, de acordo com a coleta de dados, para a elevação do nível da qualidade de vida que reflete na longevidade e delineia um novo perfil, determinado por morbimortalidade no aumento das doenças crônicas e degenerativas, visto que os objetivos não foram meramente atingidos por serem limitadas às informações em evidências das falas dos sujeitos em relação a sua conduta, frente as suas enfermidades e queixas de relatos significativos de como relacionam com essa mudança comportamental, e, algumas pesquisas apontam ainda pouca relevância na prevenção de doenças dos idosos.

Por isso, percebe-se a necessidade de uma preocupação ostensiva com ações preventivas de doenças crônicas não transmissíveis e das contagiosas, além dos adoecimentos transmissíveis nas gerações familiares, deve-se preocupar também com doenças provocadas por movimento repetitivo circular, característico do adoecer dos idosos.

Embora pesquisas apontem a autonomia do idoso nas suas atividades de vida diária, na especificação de gênero, há uma leve supremacia das mulheres, em contrapartida de uma maior dependência do gênero masculino.  Por isso, ações voltadas a ambos os sexos são necessárias, mas, sobretudo deve haver a intensificação daquelas que atinjam mais seguramente pessoas do sexo masculino.

Contudo, o estudo investigado dos adoecimentos comuns nessa faixa etária, referente aos idosos, pressupõe uma evidência limitada para uma melhor discussão, por isso necessita instigar com pesquisas a vida diária destes idosos, para responder os desafios de enfrentamento das Políticas Públicas e Redes Sociais de Apoio, frente a essas mudanças no perfil demográfico do envelhecimento e suas consequências, aperfeiçoando a qualificação técnica e profissional de agentes, no conhecimento da realidade do idoso, na capacitação para priorizar planos estratégicos de intervenções adequados no que se referente ao envelhecimento populacional.

Acredita-se que este estudo possa contribuir para novas pesquisas que respondam sobre a percepção de problemas, e um olhar para a realidade do idoso necessitado de cuidado na prevenção do seu adoecimento, pois é preciso construir um saber aprofundado no que tange ao relacionamento entre idoso e doenças comuns no seu cotidiano, bem como os efeitos do adoecimento na saúde mental, na possibilidade de uma intervenção profissional de escuta e aconselhamento, orientando para uma vida saudável..

Sobre os Autores:

José Ronaldo Oliveira - Graduado em Psicologia pela UNICERP (Centro Universitário do Cerrado Patrocínio), Patrocínio-MG; líder espiritual e professor de Psicologia Geral do Seminário Maior Dom José André Coimbra de Patos de Minas-MG.

Fernando Ulisses Rosalino - Psicólogo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com Mestrado em Educação pela mesma universidade, psicoterapeuta, professor convidado no curso de pós-graduação em Educação Especial da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS),
professor no curso de Psicologia da UCDB e orientador no curso de pós-graduação lato sensu da UCDB/Portal Educação.

Referências:

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