A Contribuição da Psicopedagogia nas Instituições Escolares

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Resumo: O presente trabalho surgiu da preocupação existente com as dificuldades de aprendizagem apresentadas por educandos nas instituições escolares e pretende provocar reflexões teóricas acerca da atuação da Psicopedagogia nestas instituições, sua competência e a busca permanente pelo reconhecimento e regulamentação da Psicopedagogia como profissão. Para isso desenvolveu-se um estudo bibliográfico em material de renomados estudiosos da área psicopedagógica em que se buscou um aprofundamento teórico da história da Psicopedagogia no Brasil, a influência da Pedagogia e da Psicologia em sua área de atuação, sua contribuição no processo de aprendizagem dos sujeitos que apresentam dificuldades no seu processo de aprender e o trabalho psicopedagógico na instituição escolar, tendo como enfoque o caráter preventivo e terapêutico relacionado a solução de problemas de aprendizagem. No contexto da educação escolar, vê-se a necessidade significativa da atuação do psicopedagogo como profissional habilitado que tem como objeto de estudo o processo de aprendizagem dos sujeitos e assim busca atuar nas dificuldades encontradas na efetivação da aprendizagem. Conclui-se que a atuação psicopedagógica em instituições escolares contribui de forma significativa no sucesso de todos os sujeitos aprendentes que se encontram nos ambientes escolares.

Palavras-chave: Aprendizagem, Instituições Escolares, Atuação Psicopedagógica.

1. Introdução

A escola contribui consideravelmente na formação do ser humano e apresenta como principal desafio a garantia de aprendizagem a todos os educandos. Neste contexto é que a Psicopedagogia vem auxiliar a prática educativa com um caráter preventivo e terapêutico no sentido de avaliar as dificuldades de aprendizagem e propor a solução dos problemas que interferem no processo ensino-aprendizagem, uma vez que seu objeto de estudo são os sujeitos aprendentes que apresentam dificuldades no processo de aprender.

Apresenta-se neste artigo um estudo teórico-científico da atuação e da importância do psicopedagogo nas instituições escolares, com a finalidade de provocar reflexões teóricas acerca de sua competência e a busca permanente pelo reconhecimento e regulamentação da Psicopedagogia como profissão.

O estudo que ora se apresenta partiu da reflexão em torno das seguintes interrogações: Qual a área de atuação da Psicopedagogia? Como é a sua atuação profissional? Como surgiu esta área de atuação? Qual sua contribuição no processo de aprendizagem? Como acontece o processo de formação do psicopedagogo? O que diz a legislação brasileira acerca da Psicopedagogia?

Com a pesquisa e o estudo bibliográfico realizado foi possível analisar o contexto psicopedagógico no Brasil e compreendê-lo na sua trajetória histórica, no contexto atual, bem como, em suas futuras perspectivas.

2. O Surgimento da Psicopedagogia

No final do século XIX ocorreu a ampliação da oferta do ensino público e consequentemente ampliaram-se as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem dos sujeitos que se encontravam nas escolas. No princípio não houve discussões e preocupações acerca das dificuldades de aprendizagem apresentadas por alguns alunos, porém com o aumento e a visibilidade do fracasso escolar foi que as dificuldades de aprendizagem tornaram-se alvo de estudo e discussão por parte de estudiosos da área da educação. Foi na tentativa de contribuir e solucionar as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem que a Psicopedagogia surgiu, atuando na área clínica e institucional com enfoque preventivo e terapêutico.

Os estudos de Jean Piaget sobre a epistemologia genética e o desenvolvimento da criança foram fundamentais no surgimento da psicopedagogia, pois Piaget apresenta em sua teoria o processo científico de aquisição do conhecimento através de ações e descobertas realizadas pelo próprio sujeito em relações entre estruturas internas e meio externo. Também apresentou o desenvolvimento cognitivo dividindo em estágios de atividades mentais, no qual necessita de análise clínica para identificá-los.

Segundo Balestra (2007, p. 31)

Os pontos essenciais que constituem objeto de preocupação da epistemologia genética podem ser resumidos em: investigação da gênese das estruturas lógicas do pensamento infantil; compreensão acerca da maneira como essas estruturas funcionam; conhecimento sobre a forma como a criança põe em ação esse conhecimento.

A concepção sócio-interacionista desenvolvida por Vigotski também influenciou a Psicopedagogia, quando aponta o papel determinante das relações sociais nos processos de aprendizagem e desenvolvimento. Com base no processo de construção do conhecimento evidenciadas nos estudos de Piaget e Vigotski e nas dificuldades de aprendizagem existentes nos ambientes escolares é que surge o psicopedagogo para observar, analisar e se necessário contribuir com o sujeito que apresenta dificuldade para aprender.

A Psicopedagogia no Brasil foi influenciada pelo seu desenvolvimento na Argentina, onde começou a existir como disciplina no curso de Psicologia e após como curso de graduação, aliando as áreas da Saúde e da Educação. Na primeira atuando com atividades avaliativas e de intervenção enquanto na segunda de forma preventiva com atividades de assessoria e orientação nas instituições escolares.

No Brasil a Psicopedagogia surgiu com a preocupação de evitar o aparecimento de dificuldades de aprendizagem através de educação voltada para a higiene mental realizada em parceria entre a psicologia, psiquiatria, neurologia e pedagogia. O trabalho era desenvolvido com enfoque terapêutico em clínicas e de forma tímida nas escolas, com enfoque preventivo. Somente na década de 70 a Psicopedagogia assumiu uma forma organizada de desenvolver seu trabalho, passando a atuar também de forma preventiva na tentativa de evitar as dificuldades de aprendizagem. E sobre isso Nogueira e Leal (2011, p. 40) afirmam que a preocupação da Associação Brasileira de Psicopedagogia é

A prevenção dos problemas de aprendizagem nas escolas, propondo, uma ação psicopedagógica voltada para o ensino e não somente para o processo de aprendizagem, com o intuito de evitar a evolução dos problemas de aprendizagem.

Assim os estudos da Psicopedagogia passaram a enfocar o processo de aprendizagem incluindo tanto os alunos como os professores no mesmo.

2.1 O Processo de Formação do Psicopedagogo

Como a Psicopedagogia surgiu para suprir as necessidades quanto às dificuldades de aprendizagem, foram vários os profissionais que demonstravam preocupação com a aprendizagem dos alunos trazendo a contribuição de várias áreas do conhecimento. Com a associação dessas diferentes áreas de conhecimento surgiu a necessidade de investir em formação específica para tratar das dificuldades de aprendizagem e foi aí que implantou-se cursos específicos e posteriormente cursos de especialização em Psicopedagogia.

A formação inicial do psicopedagogo dá-se em nível de pós-graduação, oferecidos em instituições particulares ou públicas de todo o país. Além da formação inicial é fundamental ao psicopedagogo a formação continuada para manter-se atualizado nas mais diferentes áreas que compõe a Psicopedagogia, e para atuar com competência em sua prática profissional, pois segundo Bossa (2007, p.14) ao psicopedagogo cabe saber como se constitui o sujeito, como este se transforma em suas diversas etapas de vida, quais os recursos de conhecimento de que ele dispõe e a forma pela qual produz conhecimento e aprende.

Os cursos de formação de psicopedagogos precisam direcionar-se para questões teórico-práticas, pois para o psicopedagogo desenvolver seu trabalho e cumprir com suas funções profissionais é imprescindível que o mesmo exerça e vivencie situações de dificuldades de aprendizagem por parte de outrem, e para isso precisa-se de um currículo composto por aulas teóricas e práticas. É na reflexão sobre a prática supervisionada através de estágios que o futuro psicopedagogo tornar-se-á um profissional mais seguro e capaz de realizar suas funções com competência.

A psicopedagogia Argentina influenciou fortemente a psicopedagogia no Brasil. Os teóricos que se destacaram foram Emília Ferreiro, Jorge Visca, Sara Pain e Alicia Fernandez. Jorge Visca desenvolveu a Epistemologia Convergente que baseia-se na epistemologia genética, na psicanálise e na psicologia social enfatizando o sujeito e seu processo de aprendizagem. Emília Ferreiro contribuiu com seus estudos sobre o processo de alfabetização estudando as estruturas mentais e cognitivas do sujeito em seu processo de aprender e denominando estas estruturas como níveis da Psicogênese. Alicia Fernandez enfatiza que o sujeito aprende no momento em que estabelece vínculo com o ensinante e no momento em que deseja e sente prazer em aprender. Já Sara Pain em seus estudos diferencia os problemas de aprendizagem dos problemas da instituição denominando-os de problemas clínicos e institucionais, ou o problema é interno ou é externo ao sujeito.

Diante de estudos científicos apresentados pelos autores citados e outros encontrados na literatura, ressalta-se que a formação do psicopedagogo deve garantir à sociedade um profissional habilitado que seja capaz de lidar com os processos de aprendizagem e suas dificuldades, tanto de crianças e/ou adolescentes como institucional, estimulando que as aprendizagens que ocorram sejam significativas. Assim os cursos devem possibilitar que o psicopedagogo atue em diferentes espaços, formais ou não formais, de forma clínica ou institucional, e que considere também a inter-relação existente entre elas.

Nesse sentido, a Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp criada em 1986 tem se mobilizado para melhorar a qualidade da formação de psicopedagogos, além de lutar ativamente pela regulamentação da profissão.

2.2 A Atuação do Psicopedagogo e sua Contribuição no Processo de Aprendizagem

Muito além da junção de Psicologia e Pedagogia, a psicopedagogia deve ser vista como uma área interdisciplinar que busca analisar todos os elementos que fazem parte do processo ensino aprendizagem, identificando fatores que contribuem ou que dificultam a aprendizagem dos sujeitos. Busca compreender o ato de aprender e de ensinar, considerando os fatores internos e externos que de uma maneira ou de outra influenciam no processo de aprender.

As dificuldades de aprendizagem evidenciam-se nas instituições escolares no momento em que há baixo rendimento no desempenho dos alunos. E é nesse momento que o psicopedagogo pode contribuir assessorando a equipe da escola para melhorar as condições de aprendizagem e também atuar na prevenção das dificuldades.

Como profissional habilitado, o psicopedagogo, adota uma postura ética e própria de realizar seus atendimentos, utilizando-se de técnicas, dinâmicas e métodos estudados ao longo de sua formação, e assim enfrenta de forma significativa muitos desafios, seja no atendimento de professores, alunos, equipe diretiva e pedagógica como das famílias envolvidas. São muitas as intervenções que podem ser realizadas e cada uma depende da situação e do estudo do caso em questão.

Sobre a atuação do psicopedagogo Grassi (2009, p.132) contribui afirmando que

O Psicopedagogo lida com uma realidade escolar complexa, em que as dificuldades de aprendizagem aparecem em diferentes momentos e contextos, condicionadas por diferentes fatores, deixando perplexos os envolvidos que, na maioria das vezes, não conseguem entendê-las, parecendo-lhes impossível encontrar solução para a questão sem o auxílio de um profissional especializado.

Atuar de forma investigativa, preventiva e terapêutica no processo de aprendizagem não é tarefa fácil, porém necessária. Nesse sentido é que a atuação da psicopedagogia em instituições escolares torna-se cada vez mais significativa, uma vez que sua forma de atuação é multidisciplinar e numa visão sistêmica. O psicopedagogo somente atingirá seus objetivos no momento em que conseguir compreender as necessidades de aprendizagem dos educandos que encontram-se com dificuldades, após será possível viabilizar recursos e estratégias que permitam atender as necessidades do sujeito aprendente, tornando assim a psicopedagogia uma ferramenta poderosa nas instituições escolares, com vista ao auxílio na aprendizagem.

O psicopedagogo pode atuar de forma preventiva e terapêutica. Na forma preventiva cabe a ele detectar obstáculos que estejam interferindo no processo de aprendizagem, para isso precisa participar das relações existentes na escola no intuito de qualificar as trocas e as relações, além de promover orientações aos indivíduos que fazem parte da comunidade escolar. Na forma terapêutica trabalha diretamente com as dificuldades de aprendizagem, realizando diagnóstico, estudando cada caso, desenvolvendo técnicas e orientações aos envolvidos no processo de aprendizagem do sujeito que apresenta dificuldade, assumindo o papel de mediador no momento em que busca e solicita colaboração de outros profissionais tanto da saúde como da educação.

Os estudos que vêm sendo realizados nos últimos anos evidenciam a necessidade da atuação da psicopedagogia em instituições com um enfoque preventivo, na defesa da ideia de que é preciso atuar no processo de aprendizagem antes do surgimento das dificuldades e antes do aparecimento de problemas que só serão solucionados com atendimento clínico.

Quanto a atuação psicopedagógica nos espaços institucionais Oliveira (2009, p.41) contribui,

A atuação psicopedagógica na instituição nos possibilita a compreensão dos processos associados à aprendizagem de uma cultura e às dinâmicas interativas presentes na instituição que, segundo uma visão sociológica, consiste em complexos integrados por ideias, padrões de comportamento, relações inter-humanas, constituindo-se com equipamentos e materiais, organizados acerca de interesses socialmente reconhecidos, sustentados por leis e normas.

Ao se referir a instituições educativas apresenta-se o sistema escolar que constitui-se num todo organizado em que as partes dependem reciprocamente uma das outras. Assim, em instituições escolares, segundo Oliveira (2009, p. 42)

O psicopedagogo contribui preventivamente desenvolvendo trabalhos que possibilitem a integração entre o que se sabe e o que se faz e sente. É necessário um trabalho que envolva o âmbito grupal, visualizando nele os sujeitos cognitivos, afetivos, sociais e biológicos em movimento. O profissional deve ter uma visão vertical e horizontal do processo grupal, de maneira que a relação entre as histórias individuais e as grupais seja aproveitada como experiência para o crescimento e a criação de uma autonomia que se fortifique no interior do grupo e reflita no funcionamento da instituição, para que esta alcance seus objetivos.

Dessa forma a psicopedagogia atua primeiramente na elaboração de uma avaliação diagnóstica e a partir dela e de sua análise passa-se para o trabalho de intervenção com a aplicação de um projeto que apresenta o processo corretor elaborado pelo psicopedagogo. O processo de avaliação e de intervenção leva em consideração a dinâmica individual e grupal vivenciada pelos sujeitos presentes na instituição escolar.

É importante destacar que o psicopedagogo pode contribuir, no âmbito das instituições escolares, de forma preventiva e remediativa, procurando melhorar o processo de ensino e a qualidade da aprendizagem, promovendo a integração, cooperação, trabalho em grupo, formação profissional, compartilhamento de ideias, revisão de métodos, recursos e estratégias didáticas, interação família e escola.

Com base nesses aspectos é que a psicopedagogia tem como base o pensar, buscando compreender o funcionamento do sistema cognitivo e emocional e a forma como cada sujeito aprende, bem como os recursos que utiliza para aprender.

São muitos os desafios que surgem para o psicopedagogo dentro de instituições escolares. Para atuar juntamente dos educadores e auxiliá-los deve realizar atendimentos individualizados

Nas instituições escolares, a psicopedagogia além de levar em conta os aspectos anteriormente citados, também visa fortalecer a identidade da instituição, realizar orientação educacional, propor intervenções no currículo, no projeto político pedagógico e na metodologia de ensino utilizada pela escola. E para Fernández (2001, p. 36) a psicopedagogia dirige-se para a relação entre a modalidade ensinante da escola e a modalidade de aprendizagem de cada aluno, e a este como aprendente e ensinante em seu grupo de pares.

Em face do exposto, a psicopedagogia institucional assume no ambiente escolar um papel muito relevante e abrangente, pois estuda e procura entender todos os processos de aprendizagem que acontecem nas escolas, tanto os processos de aprendizagem docentes como os discentes, as facilidades e as dificuldades que estão abarcadas no contexto do processo ensino aprendizagem nas escolas.

2.3 Metodologia

A coleta de dados para a realização deste artigo partiu do estudo e da análise de materiais impressos, utilizando-se de pesquisa bibliográfica. Segundo Cervo (1996, p.27), a pesquisa bibliográfica é meio de formação por excelência, uma vez que é feita com o intuito de recolher informações e conhecimentos prévios sobre um determinado problema para o qual se procura resposta ou acerca de uma hipótese que se quer experimentar.

Lakatos e Marconi (1987, p. 66) contribuem afirmando que a pesquisa bibliográfica permite ao pesquisador um contato direto com todo material escrito, fazendo levantamento, seleção e análise de toda bibliografia já publicada sobre o assunto alvo da pesquisa. Desta forma a pesquisa bibliográfica realizada, baseou-se em várias literaturas referentes ao assunto em questão para que o estudo se tornasse bem fundamentado.

3. Considerações Finais

Estudar sobre a psicopedagogia, conhecer seu surgimento e sua trajetória histórica, a formação do psicopedagogo e as contribuições na área da educação sem dúvida é um exercício extremamente gratificante. Através do estudo realizado foi possível conscientizar-se sobre a importância da atuação da psicopedagogia nas instituições escolares e sobre a responsabilidade e compromisso ético profissional do psicopedagogo na realização de seu trabalho.

O olhar psicopedagógico sobre a individualidade de um sujeito, bem como sobre a atuação do grupo que o cerca, sem dúvida exige do psicopedagogo muito estudo e atualização profissional, conhecimento que garanta segurança na sua prática, questionamento e expectativas, postura de ouvir, falar e propor intervenções. As intervenções propostas devem estar embebidas de seu saber, de sua criatividade e de sua seriedade para que as ações sugeridas tenham condições de serem aplicadas de acordo com as necessidades e possibilidades do contexto educacional que está sendo estudado e analisado.

Ao se trabalhar com questões referentes as dificuldades de aprendizagem faz-se necessário uma análise diagnóstica do desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e emocional dos sujeitos que apresentam dificuldades e também dos aspectos externos que envolvem tais sujeitos.

Diante disso, entende-se de fundamental relevância a atuação psicopedagógica em instituições escolares para que o processo de ensino e aprendizagem realmente ocorra de forma satisfatória com todos os educadores e educandos. Cabe, portanto, ao psicopedagogo perceber os fatores que estão provocando obstáculos no processo de aprender dos sujeitos e interferir nos mesmos através de métodos, recursos, técnicas e procedimentos próprios construídos pelo profissional ao longo de sua formação. É através da atuação séria, dinâmica e competente do psicopedagogo em parceria com a equipe de profissionais da escola e família dos sujeitos que as dificuldades de aprendizagem serão minimizadas e eliminadas do contexto educativo escolar.

Conclui-se que não se pode falar em solução dos problemas de aprendizagem encontrados nas escolas sem entender como cada sujeito aprende, suas estruturas cognitivas e os aspectos sociais e emocionais que estão interferindo na aprendizagem. E para realizar este estudo indica-se o trabalho da psicopedagogia como fonte de intervenção, uma vez que estudos científicos indicam que a área psicopedagógica é a mais indicada para tratar as dificuldades de aprendizagem.

Sobre os Autores:

Carla Andréia Juver - Graduada em Pedagogia. Especialista em Gestão do Trabalho Pedagógico: supervisão e orientação escolar e em Psicopedagogia Clínica e Institucional.

Kelen Conrado de Souza Santos - Psicopedagoga Clínica e Institucional (IBPEX); Especialista em EAD (IBPEX); Pós-graduada em Educação Infantil e Alfabetização (Universidade Tuiuti do Paraná - UTP); Pedagoga (Universidade Tuiuti do Paraná - UTP); Orientadora de TCC do Centro Universitário Internacional UNINTER.

Referências:

BALESTRA, Maria Marta Mazaro. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade. Curitiba: Ibpex, 2007.

BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 2007.

CERVO, Amado Luiz. Metodologia Científica.4.ed.São Paulo: Makon, 1996.

FERNÁNDEZ, Alicia. Os idiomas do aprendente: análise de modalidades ensinantes em famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2001.

GRASSI, Tânia Mara. Psicopedagogia: um olhar uma escuta. Curitiba: Ibpex, 2009.

LAKATOS, E.M. e MARCONI, M.A. Metodologia do Trabalho Científico. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1987.

NOGUEIRA, Makeliny Oliveira Gomes; LEAL, Daniela. Psicopedagogia Clínica: caminhos teóricos e práticos. Curitiba: Ibpex, 2011.

OLIVEIRA, Mari Ângela Calderari. Psicopedagogia: a instituição educacional em foco. Curitiba: Ibpex, 2009.

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