A Importância da Participação dos Pais no Processo Ensino Aprendizagem

A Importância da Participação dos Pais no Processo Ensino Aprendizagem
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Resumo: O presente artigo aborda a importância da presença dos pais no ambiente escolar e como os mesmos podem contribuir para um melhor desenvolvimento na aprendizagem do adolescente, de uma vez que o envolvimento e apoio dos pais nas escolas públicas é bastante desafiadora. Levando-se em conta a estrutura familiar, social e as relações estabelecidas entre si e o meio e a forma com que estas relações são feitas, o fator emocional do aluno deve ser analisado é perceptível que o educando que convive com turbulência no dia-a-dia do seu lar, tem potencial cognitivo e social para a aprendizagem, no entanto é claro que o seu pensamento está intimamente ligado ao ambiente familiar e as suas emoções o impossibilita dispensar atenção ao conteúdo e a fala do professor. A família é sem dúvida, uma comunidade de vida, de amor, de acolhimento e os valores adquiridos em casa terão reflexos em todas as instâncias da sociedade e em particular na escola. Este artigo visa estudar as características da família contemporânea e discutir a integração dos pais no ambiente escolar, a fim de contribuir no desenvolvimento integral do adolescente.

Palavras-chave: Família, Escola, Participação

1. Introdução

A relação entre escola família vem passando por grandes transformações e constituindo-se temas de inúmeras pesquisas e discussões, usualmente a família tem sido apontada como parte do sucesso ou fracasso escolar. É de suma importância que exista harmonia entre escola e família para que possa haver uma interação dos pais com os professores, focando a formação de um indivíduo autônomo.

A escola e a família são instituições que como advento da modernidade surgem destinando ao cuidado e educação de crianças e jovens. Enfocar neste contexto a questão dos pais na mediação da aprendizagem de seus filhos é procurar trabalhá-los para este fim, fazendo-os com que percebam a importância da família junto à escola, fazendo-os perceber que a sua contribuição afetará de forma positiva no desenvolvimento do seu filho. A educação familiar é um fator bastante importante na formação da personalidade do indivíduo, salientando a importância de refletir o quanto a educação e os costumes transmitidos pela família, influenciam a conduta e o comportamento apresentado pelo indivíduo em qualquer local. Deste modo é oportuno fazer as atribuições pertinentes à família para que a mesma não tente transferir a sua responsabilidade para a escola. 

Ressaltando-se que essa harmonia entre família e escola se baseia em uma parceria que buscam auxiliar-se mutuamente na construção do desenvolvimento social e intelectual do adolescente. Levando em conta que o ser humano estar sempre aprendendo, nas mais diversas situações que passa na vida, a família tem um papel fundamental, visto que a mesma, desde cedo, determina o que seus filhos necessitam aprender, os ambientes que devem frequentar. Essa parceria que se dar entre ambas é essencial para o crescimento do ser humano, de uma vez que essas duas instituições são responsáveis por preparar o indivíduo para atuar na sociedade.

A questão da divisão de responsabilidades em relação à educação da criança significa entre outros aspectos, que a escola deverá fazer uma reflexão sobre vários âmbitos, inclusive tendo em vista, que os pais não são especialistas em educação. Quanto mais coesa a família e a escola, por exemplo, estiverem em relação a valores de comportamentos positivos, certamente a criança poderá desenvolver melhor suas capacidades. Sendo, que no âmbito escolar encontram-se vários tipos de pais; o pai preocupado com a aprendizagem do filho que vai regularmente a escola, está sempre presente nas atividades da escola. O pai que só vai a escola, quando é convidado para uma reunião e geralmente já chega apressado, pois não dispõe de tempo, e para ele as atividades escolares envolvendo os pais é pura perda de tempo. O pai despreocupado que nem mesmo convidado aparece nas reuniões, totalmente alheio aos problemas do filho; e ainda aquele pai que só aparece, quando seu filho comete alguma ocorrência grave e então costuma culpar a escola pelos desastres cometidos pelo seu filho, dizendo sempre não foi essa a educação que lhe deu. Daí torna-se de suma importância, a escola trabalhar na conscientização dos pais para participarem ativamente na vida escolar do seu filho, de uma vez que a escola faz parte do dia a dia do aluno e os mesmos devem estar envolvidos diretamente em todo o processo de aprendizagem, a fim de que o educando possa ter um bom desempenho cognitivo e psicológico.

2. Família Primeiro Grupo Social a que Pertencemos

O termo família deriva do latim, famulus, que significa “escravo doméstico”.    Foi criado na Roma Antiga, onde entre os dependentes inclui-se a esposa e os filhos. Assim a família greco-romana compunha-se de um patriarca e seus fâmulos: esposa, filhos, servos livres e escravos. O tema família ocupou um importante lugar nas preocupações dos cientistas

sociais e dos antropólogos e outros estudiosos se concentraram muito tempo sobre livros, fotografias, escrito, pinturas etc. procurando entender a origem da família, sua organização e seu funcionamento no decorrer do tempo. Tal tarefa tem sua complexidade, pelo fato da família estar sempre em transformação, devido a exigência social de cada época. Atualmente, ainda temos bastante dificuldade para conceituar família, mediante a sua complexidade. Osório nos diz que,

[...] a família não é uma expressão passível de conceituação, mas tão somente de descrições; ou seja; é possível descrever as várias estruturas ou modalidades assumidas pela família através dos tempos, mas não defini-la ou encontrar algum elemento comum a todas as formas com que se apresenta este agrupamento humano (OSÓRIO, 1996, p.14).

Em um processo histórico, por uma questão de sobrevivência os homens precisaram unir-se em grupos para sobreviver. Chegar à idade adulta era muito difícil, tamanhas as dificuldades enfrentadas na natureza. Essa consciência, portanto, resultou em centenas de anos de tentativas até que, finalmente, os homens perceberam que em grupos a chance de se manterem vivos era maior. Dessa época, do chamado grupo primitivo, até chegar a nossa atual e complexa formação familiar, passaram-se milênios (ORSI, 2003).

Por o homem ser um animal, o mesmo necessita de cuidados para manter-se vivo, apesar de sua fragilidade humana com o passar dos anos ele desenvolveu um sistema complexo de comunicação ao mesmo tempo em que se deu o desenvolvimento psíquico. Movido pelas necessidades básicas de sobrevivência e segurança, foi criando meios de organização e de defesa para sobreviver na natureza. À medida que ia se organizando, ia criando também um jeito todo especial de articulação e hierarquia entre os membros daquela sociedade da qual ele fazia parte.

E a humanidade desenvolveu-se a tal ponto que o processo de surgimento das comunidades torna-se uma necessidade. Com os grupos instalados, cultivando a terra, e com os animais domesticados, os instrumentos de trabalho se aperfeiçoam. Até essa época, a família era o grande grupo. Ensinar e aprender eram uma relação quase que hereditária. Dentro do grupo, os conhecimentos eram transmitidos de geração a geração.

Os membros familiares constituem-se as pessoas mais importantes da vida do indivíduo, justamente no período infantil em que estabelecem os fundamentos da personalidade que é o autoconhecimento. Antunes (1996: p, 23), ao discutir o quadro de funcionamento da personalidade ressalta dois conjuntos principais de influências: O primeiro refere-se à presença ou ausência de uma figura de confiança capaz de fornecer o tipo de "base segura" necessária em cada fase do desenvolvimento. A segunda refere-se à capacidade do indivíduo para reconhecer  a "base segura" que é a pessoa em que se confia também chamada por Antunes de figura de ligação. A família é a ponte que liga o indivíduo à sociedade. É a base que estabelece o alicerce do ser humano, às condutas e valores. O grupo familiar é o núcleo e o ponto de partida da interiorização do conceito grupal, e as distorções no sistema "família" interferem nas demais atividades grupais das quais o indivíduo participa. Deste modo: "A família é normalmente o primeiro grupo social a que pertence o ser humano, e entre as instituições sociais é aquela pela qual se realizam contatos mais íntimos, já que grande parte da vida e os acontecimentos importantes em geral são vividos na família. Pelas funções que desempenha, ela é considerada instituição fundamental na sociedade" (HITO 2004: p, 23). Assim, acredita-se que é impossível pensar em qualquer forma de organização social quando a mesma é carente de estrutura familiar.

Com o surgimento da escrita, fica mais fácil a transmissão de conhecimentos determinados pela classe dominante. Na Idade Média, época de grande fertilidade, no entanto de enorme mortalidade, poucos homens percorriam as etapas da vida. A criança era considerada um adulto em miniatura, como bem retrata as pinturas da época que retratavam as famílias. Ariès relata que,

[...] até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representá-la. É difícil crer que essa ausência se devesse à incompetência ou à falta de habilidade. É mais provável que não houvesse lugar para a infância nesse mundo. Uma miniatura otoniana do séc. XI nos dá uma ideia impressionante da deformação que o artista impunha então aos corpos das crianças, num sentido que nos parece muito distante do nosso sentimento e da nossa visão (ARIÉS, 1981, p.17).

Entre os séculos XIV e XVIII, os relatos nos mostram uma sociedade sem adolescentes. A vida é dividida em três grandes momentos: a infância considerada o período da dependência; a idade da guerra, em que os homens vão defender suas terras e seus países; e a idade sedentária, que compreende os homens da lei, adultos (ARIÈS, 1981). É nesse contexto que Freud e outros estudiosos encontram terreno fértil para desenvolver as suas teorias de desenvolvimento, que valorizam a criança e o adolescente, em suas ações e reações (ORSI, 2003).

Houve uma transformação na família em resposta à economia capitalista que até hoje domina o mundo ocidental. A família, então, se transforma de forma radical, a mulher mesmo recebendo um salário baixo, precisa ajudar no orçamento da casa e as crianças são entregues à escola, o sistema capitalista domina a corrida pelo dinheiro avança e determina o tempo que as famílias têm para se dedicar aos filhos.   

O modelo da família que foi proposto pela burguesia, ainda visto como protótipo ideal veio sofrendo várias mudanças, sendo assim a família contemporânea está sendo reduzida, ou melhor, sua função está degenerada cada dia mais. A concepção de tradição e vínculo familiar está sendo substituído pela importância da identidade pessoal do sucesso, com também o êxito dos filhos.

As grandes transformações ocorridas na sociedade e na economia têm acarretado grandes mudanças na estrutura familiar. Aparecem arranjos familiares diferentes, além da diminuição no seu tamanho. Temos hoje um grande número de famílias reconstituídas, fruto de separações, divórcios e novas uniões. As relações familiares estão mais complexas, visto que:

- aumentou a participação da mulher no mercado de trabalho;

- há maior liberdade sexual, e por isso as pessoas podem definir os parceiros e o número de filhos;

- há um grande número de famílias chefiadas por mulheres.

Segundo Falcão (2007, p.07), ―”(...) a Família foi perdendo seus principais atributos, de tal forma e com tanta rapidez que se chegou a proclamar o seu fim.” Percebe-se que atualmente, não existe um modelo tradicional de família, mas apenas uma estruturação familiar e que dentre essa nova realidade, pode-se incluir pais que trabalham por uma necessidade de sustentar família e os que deixaram de estudar antes mesmo de serem alfabetizados, o que dificulta a participação desejada no desenvolvimento escolar do filho.

A participação dos pais na escola é uma necessidade contemporânea, almejada por todos que fazem parte do contexto escolar, independente de ser ensino fundamental ou educação infantil. Lidar com famílias hoje , é lidar com a diversidade. Famílias intactas, famílias em processos de separação e muitas outras. Pode-se observar que existe, sem dúvida, uma alteração radical no modelo tradicional de família, em que o homem era o único provedor, ficando evidente a mudança do papel da mulher na família. As novas configurações familiares, tão diferentes da família tradicional, mostram-nos uma nova realidade.

As reconstruções familiares acarretam obviamente mudanças significativas   no campo relacional familiar, provocando a emergência de situações sem precedentes, para as quais não há experiências prévias na evolução da família que possam servir de referência para balizar o processo de assentamento sócio-cultural dessas novas formas de convívio social (OSÓRIO, 1996, p.56).

Portanto, também não se pode continuar ignorando a importância fundamental da família na formação e educação de crianças e adolescentes.

Entretanto, é preciso analisar a sociedade moderna, observando-se que uma das mudanças mais significativas é a forma como a família atualmente se encontra estruturada. Aquela família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos tornaram-se uma raridade. Atualmente, existem famílias dentro de famílias.

Ao nascer, compete aos pais socializar a criança, incluindo-a no mundo, primeiramente através do ensino da língua materna, comunicação verbal, o relacionamento afetivo e positivo, mostrando-lhe sempre as regras de convivência em grupo, englobando aspectos de boa conduta, ou seja, estratégias disciplinares e de controle, enfatizando a educação no geral, uma boa base. A escola, é claro, tem sua contribuição no desenvolvimento deste indivíduo, porém mais focada na aquisição do saber.

Neste contexto, a escola deve visar não apenas a preocupação de conteúdos, mas ir muito mais além, buscando a formação de um cidadão inserido, crítico e transformador, já que a escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimento das ideias, ideais e valores. De acordo com Bock, Furtado e Teixeira (1999), o grupo familiar tem uma função social determinada a partir das necessidades sociais, sendo que entre suas funções está, principalmente, o dever de garantir o provimento das crianças para que possam exercer futuramente atividades produtivas, bem como o dever de educá-las para que "tenham uma moral e valores compatíveis com a cultura em que vivem" (p.238). Nesse mesmo sentido, Oliveira (2002) resume a função da família dizendo que "a educação moral, ou seja, a transmissão de costumes e valores de determinada época torna-se, nesta perspectiva, seu principal objetivo" (p.16).

Concordo com LÓPES (2002) “a família não tem condições de educar sem a colaboração da escola e acrescento a escola não tem condições de educar sozinha sem a participação e compromisso dos pais”. No entanto, os pais precisam ter claro, que cada um tem uma função e um objetivo a alcançar com essa criança, e não podemos misturar as funções. Devemos sim mostrar a escola como ela é, e funciona e não como os pais gostariam que ela fosse. É notável que a escola constitui um contexto diversificado de desenvolvimento e aprendizagem, um local que reúne diversidade de conhecimentos, atividades, regras e valores que é permeado por conflitos, problemas e diferenças. E é nesse espaço físico, psicológico, social e cultural que o indivíduo processa o seu desenvolvimento global. Trata-se de um ambiente multicultural que abrange também a construção de laços afetivos e preparo para inserir na sociedade.

De uma vez que a família é a base da convivência social, e é por ela que a criança dá seus primeiros passos para as relações com outras pessoas. É ela que molda sua personalidade e seu crescimento cognitivo. Segundo Jardim

A família constitui um grupo, cuja estrutura se relaciona com a organização da personalidade do indivíduo, é o primeiro agrupamento e o que está mais próximo da unidade da personalidade e em termos de crescimento do indivíduo. Bons pais constroem um lar e mantêm-se juntos, provendo então uma relação básica de cuidados à criança e mantendo, portanto, um contexto em que cada criança encontra gradualmente a si mesma (seu self) e ao mundo, e uma relação operativa entre ela e o mundo (JARDIM, 2006, p. 22).

A relação, o diálogo entre pais e filhos, faz com que a criança seja mais comunicativa, provavelmente não apresentando distúrbios de convivência e aprendizado. Porém existem aquelas famílias que só tem uma convivência em finais de semana e feriado, o isso tem prejudicado as crianças, no seu crescimento e no desempenho escolar. Muitas mães se sentem totalmente culpadas pelo abandono, e realizam todas as querências de seus filhos, crianças que se sentem sozinhas normalmente possuem uma grande agressividade onde se socializa, ou seja, na escola. Quando então são chamadas atenção, não dão importância e então a mãe ou o pai é chamado para resolver tal conflito, no entanto normalmente esses pais jamais admitem que sejam os seus filhos os errados e sim os outros, isso porque são pais super-protetores, que não querem enxergar os seus próprios erros.

Cruz (1996) afirma que o acompanhamento do processo de desenvolvimento dos filhos é algo maravilhoso, porém para isso a família tem que estar próximo da criança. E isso faz com que os filhos se sintam mais amados e compreendidos e fará que elas não apresentem as dificuldades citadas acima, pois os pais conheceram seus filhos, e as crianças distinguiram seus progenitores. Desse modo, a família tem importante contribuição a dar na educação em geral e na aprendizagem de seus filhos, a mesma possui o profundo conhecimento sobre o desenvolvimento de seu filho, o qual se torna extremamente valioso para a compreensão de suas necessidades educacionais. Esses conhecimentos incluem informações acerca do desenvolvimento da criança no lar, como também seus interesses.

3. A Parceria Escola/Família em Benefício do Desenvolvimento do Educando

Nas últimas décadas, na Idade Contemporânea, houve grandes alterações na separação de papéis entre o homem e a mulher, e a clássica divisão de tarefas pai/provedor e mãe/rainha do lar foi modificada. Montandon afirma que até o início do século passado as autoridades não estavam muito preocupadas com as opiniões das famílias, não existindo relações mais estreitas entre estas e a escola (MONTANDON,1987, p.24).

Estudos têm mostrado que nas primeiras décadas do século XX, havia um afastamento da família na escola, embora seja fundamental a participação das famílias na educação dos filhos, estas demonstravam, naquele momento, um profundo desinteresse e despreparo para lidar com o assunto. No entanto buscava-se projetar e desenvolver ações que visavam reaproximar a família da escola, essas ações mostram uma intenção colonizadora da escola em relação à família. Alguns pais se afastavam da escola por pensarem que não seriam ouvidos, respeitados, ou mesmo, que a sua participação não iria fazer diferença alguma. Por volta da década de 30 o discurso se modifica e considera-se necessária a aproximação da família. Contudo, esta aproximação deverá ser feita de forma que os profissionais instruam as famílias em como proceder com seus filhos.

Montandon (1987) periodizou o discurso científico sobre a aproximação entre família e escola no decorrer das últimas décadas da seguinte forma: nos anos 60, preconizava-se um encorajamento dos pais aos aprendizados escolares de seus filhos; já nos anos 70 falava-se vagamente em uma complementaridade recíproca entre a família e a escola, e nos anos 80 recomendava-se aos professores estabelecerem uma forte colaboração com as famílias, a fim de compreenderem melhor o contexto onde estas estão inseridas, estimulando o envolvimento dos pais na escola e nas atividades escolares de seus filhos. Essas mudanças no discurso fazem parte da busca em compreender o desempenho escolar a partir da observação da influência familiar sobre as trajetórias escolares das crianças.

Na década de 90, temos a aprovação de leis nacionais e elaboração de diretrizes do Ministério da Educação, cujos conteúdos evidenciam a importância da participação da família na escola e o significado de participação. Assim é oportuno afirmar que as famílias não podem ser consideradas como um bloco único na questão do envolvimento familiar com a escola. A mesma tem um papel de suma importância na vida do cidadão que é ensinar junto com a comunidade, formando para a cidadania e instruir o indivíduo sobre seus direitos e deveres como parte integrante da sociedade, favorecendo a participação dos alunos em relações sociais. A conjetura de uma instituição social deve, sem sombra de dúvida, exerce uma função educativa junto aos pais, e estas se revelam a partir de uma prática de discussões que primem por informar, aconselhar e encaminhar os mais diversos assuntos. Desse modo, a família e escola, em colaboração mútua, pode promover uma educação integral para o cidadão, em cumprimento com as exigências legais da sociedade.

Como bem sabemos a família é o primeiro grupo social a qual a criança pertence e é através dessa convivência com a mesma que a criança desenvolve padrões de socialização , pois os pais são responsáveis em ensinar os primeiros passos a criança, e os primeiros conhecimentos,  a escola dá continuidade a esse processo, é por isso que a participação ativa da família é  de fundamental   importância. 

É indispensável que família e escola sejam parceiras, com os papéis bem definidos, onde não se pratica a exigência e sim a proposta, o acordo. A família pode sugerir encontros para a escola, não ficando presos somente às reuniões formais, pois além de ser um bom momento para consolidar a confiança, podem discutir juntos acerca dos seus papéis. A escola pode estimular a participação dos pais, procurando conhecer o que pensam e fazem e obtendo informações sobre a criança (LOPES, 2009 p. 01).

A família necessita estabelecer uma relação de parceria com a escola, contribuindo com o aprendizado e o desenvolvimento do aluno, pois é através dessa parceria que é possível garantir uma educação de qualidade.  No entanto, também não se pode continuar ignorando a importância básica da família na formação e educação de crianças e adolescentes. E esta  sintonia entre ambas torna-se um elemento facilitador para que a vida escolar seja vivenciada com maior tranquilidade, deste modo, os pais podem transmitir segurança a seus filhos e, consequentemente, facilitar o processo de adaptação. A família, por sua vez, também é responsável pela aprendizagem da criança, já que os pais são os primeiros ensinantes e as "atitudes destes frente às emergências de autoria do aprendente, se repetidas constantemente, irão determinar a modalidade de aprendizagem dos filhos" (FERNÁNDEZ, 2001).

A escola, por sua vez, necessita garantir uma relação de diálogo, ouvindo o que a família tem a dizer e se colocando como parceira no processo de desenvolvimento dos alunos. A escola precisa demonstrar interesse e apresentar atitudes livres de preconceitos para com os alunos e suas famílias. Ela precisa, ainda, agir como moderadora das ansiedades das famílias, com vistas a contribuir na resolução de problemas apresentados pelos alunos. Como lembra Nérici (1972, p. 12) “A influência da família, no entanto, é básica e fundamental no processo educativo do imaturo e nenhuma outra instituição está em condições de substituí-la”. Para Bastos (2001, p. 66), a escola apresenta a preocupação de levar o conhecimento científico ao aluno, dando continuidade e complementando a educação familiar. Para isto, preocupa-se como conseguir a adesão da família nas atividades escolares.

Para Carvalho (2004), planejado como parte complementar do processo ensino-aprendizagem, o dever de casa não somente afeta o trabalho do docente, mas a vida dos estudantes fora da escola e sua rotina familiar, uma vez que a conexão entre as atividades de sala de aula e de casa promovem a aproximação familiar, em apoio as atividades escolares. Portanto, como fundamental componente da interação família–escola, o dever de casa ocorre através de uma política simples, ampliada por famílias e escolas, a uma política formal que profere os esforços educativos destas instituições. O mesmo autor coloca que "o sucesso escolar depende em grande parte, do apoio direto e sistemático da família, que investe nos filhos, compensando tanto dificuldades individuais quanto deficiências escolares" (CARVALHO, 2000, p.144).

A escola tem buscado solucionar esse problema de aproximação da família e da escola com reuniões periódicas, procurando visar estratégias abertas que facilitem uma estreita relação, de forma que a família sinta-se envolvida nas tarefas propostas pela escola, revendo  a questão que os mesmos (pai e mãe), são os principais educadores. De maneira geral, sobre a relação família e educação, reafirma abaixo:

a educação deve orientar a formação do homem para ele poder ser o que é, da   melhor forma possível, sem mistificações, sem deformações, em sentido de aceitação social. Assim, a ação educativa deve incidir sobre a realidade pessoal do educando, tendo em vista explicitar suas possibilidades, em função das autênticas necessidades das pessoas e da sociedade (...) A influência da Família, no entanto, é básica e fundamental no processo educativo do imaturo e nenhuma outra instituição está em condições de substituí-la. (...) A educação para ser autêntica, tem de descer à individualização, à apreensão da essência humana de cada educando, em busca de suas fraquezas e temores, de suas fortalezas e aspirações. (...) O processo educativo deve conduzir à responsabilidade, liberdade, crítica e participação. Educar, não como sinônimo de instruir, mas de formar, de ter consciência de seus próprios atos. De modo geral, instruir é dizer o que uma coisa é, e educar e dar o sentido moral e social do uso desta coisa (NÉRICI, 1972, p. 12).

Com esse envolvimento ambos ganham. Os professores-escola são beneficiados com a participação dos pais no ambiente escolar, também por dispor de mais recursos (ajuda) para um bom desempenho de suas funções e a família ganha, por estar participando do desenvolvimento do seu filho. Com essa parceria, será possível obter o sucesso da educação e seguir na caminhada da formação educacional do ser humano. Ainda sobre essa importante relação entre a família e a escola, no livro “Para onde vai à educação” ressalva:

[...] uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois, a muita coisa mais que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real   dos    métodos. Ao aproximar  a escola da  vida ou das preocupações profissionais dos pais, e  ao  proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola, chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades. [...] (PIAGET, 2007, p.50).

É no seio da família que os filhos encontram o ambiente adequado para sua sobrevivência e proteção, independentemente da forma como ela está estruturada. É ela que propicia as contribuições afetivas e materiais necessários ao desenvolvimento e bem-estar dos seus componentes. A família desempenha um papel decisivo na educação formal e informal. Se a criança não recebe esse apoio (ajuda), por muitas vezes se sentirá sozinha ou mais confortável fazendo o mesmo que os pais, se afastando do convívio escolar e de tudo que o faça lembrar-se do mesmo.

Ainda sobre essa importante relação, destaca-se:

em todo tempo, família e escola se completam – Por outro lado, o carinho da família, o cuidado materno é insubstituível [...] a melhor organização educacional não vale o amor de uma mãe. Razão por que a criança não deve ser totalmente entregue à escola [...] Nem por isso deve a família desinteressar-se desde então da educação da criança, mas ao contrário, deve  observar, acompanhar e completar a tarefa da escola, agindo de comum acordo com ela (FONTOURA 1970, p. 285).

A finalidade é que essa união entre pais e escola se construa através de uma interação planejada e consciente, em que a Escola possa criar espaços de reflexão e experiências de vida numa comunidade  educativa, assim sendo quem tem a lucrar com essa parceria são os envolvidos (pais - professores - alunos). Não esquecendo que os benefícios desse envolvimento tendem a grandes transformações evolutivas nos níveis cognitivos, sociais, afetivos e até mesmo na formação da personalidade dos alunos. Segundo Silva (2008, p. 01),

Aí entra a parceria família/escola. Uma conversa franca dos professores com os pais, em reuniões simples, organizadas, onde é permitido aos pais falarem e opinarem sobre todos os assuntos, será de grande valia na tentativa de entender melhor os filhos/alunos. A construção desta parceria deveria partir dos professores, visando, com a proximidade dos pais na escola, que a família esteja cada vez mais preparada para ajudar seus filhos. Muitas famílias sentem-se impotentes ao receberem, em suas mãos os problemas de seus filhos que lhe são passados pelos professores, não estão prontas para isso.

Desta forma, é necessário compreender, por exemplo, que no momento em que escola e família conseguirem formar um acordo na forma como irão educar suas crianças e adolescentes, uma boa parte dos conflitos  observados atualmente em sala de aula serão aos poucos solucionados. No entanto, para que isso possa acontecer se faz necessário que a família realmente participe da vida escolar de seus filhos. Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou para ouvir reclamações quando a situação já estiver fora de controle. Essa presença e o envolvimento devem ser permanentes e, acima de tudo, construtivos. Consequentemente, é bastante visível que uma família ausente ou ainda que terceiros sejam responsáveis pela educação, a criança reflete esses problemas nos seus sentimentos e na hora em que tem que se relacionar com outras pessoas ficam agressivas ou mesmo tímidas, o que é apurado é que uma família onde não transmite segurança, não há participação nas atividades dos filhos, essas crianças desenvolvem vários déficits de aprendizagem e no desenvolvimento social.

A relação escola/família pode ser tornar um pouco sem harmonia, principalmente quando não partilham da mesma opinião. Geralmente isso ocorre com famílias omissas que não conhecem seus filhos, acreditando que qualquer problema é culpa dos professores, gerando grandes transtornos no aprendizado do aluno. Por isso é fundamental que os pais tenham uma convivência maior na vida escolar e que os professores deem toda a atenção para dúvidas que os pais podem ter, ajudando e auxiliando-os.

Mediante a parceria entre família e escola há uma inerência fortíssima com os resultados a serem contemplados com esse enlace, de uma vez que essa união deve ter como foco a melhoria para o ensino aprendizagem.  Como afirma Paro (1992) que a instituição de ensino deve usar todos os métodos de aproximação direta com a família, pois dessa forma podem compartilhar informações significativas em relações a seus objetivos, recursos, problemas, além de questões pedagógicas. Somente dessa maneira, os pais poderão participar efetivamente do aumento do nível educacional, bem como do desenvolvimento de seu filho.

4. O Papel da Escola na Formação do Ser Social

A missão de cada escola, gestor, pais e professores é promover o pleno desenvolvimento do educando, na convivência humana, no trabalho, nas instituições e organizações sociais a que ele pertença e na sociedade. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) "pleno desenvolvimento'' significa cuidar não apenas da tarefa de ensinar, mas cuidar das várias esferas da vida do indivíduo para que este se desenvolva por completo. A educação neste contexto não pode servir unicamente para desenvolver inteligência e habilidade, mas deve contribuir para ampliar as perspectivas do homem e torná-lo útil a sociedade.

Deste modo "a prática escolar, tem atrás de si condicionantes sociopolíticos que configuram diferentes concepções de homem e sociedade e, consequentemente diferentes pressupostos acerca do papel da escola "[...] (LIBÂNEO, 1996. p.19).

A relação escola sociedade deve ser analisada de modo critico para que se evidenciem os mecanismos determinantes da prática educativa. A escola é aqui compreendida como uma instituição onde a democracia deve ser exercida de forma autêntica e dinâmica, refletindo, compartilhando as ações desenvolvidas. Portanto, a participação da família deve fazer parte do dia-a-dia da escola, pois como uma instituição que compreende um papel social, político e cultural voltado para a emancipação do sujeito, suas ações devem voltar-se para uma educação participativa. A educação é o alicerce fundamental para o exercício da cidadania.

No entanto, educar apresenta em suas ações familiares e educativas, e dentro de teorias consideradas ideais, uma complexa tarefa a ser desempenhada. "Escola e família têm os mesmos objetivos: fazer as crianças se desenvolverem em todos os aspectos e ter sucesso na aprendizagem. As instituições que conseguiram transformar os pais ou responsáveis em parceiros diminuíram os índices de evasão e violência e melhoram o rendimento das turmas e forma significativa" (GENTILE, 2006, p.33).  Deste modo é oportuno salientar que a escola na sua práxis educativa deve dar os subsídios concretos para que a sua clientela seja capaz de trilhar o caminho de uma sociedade com objetivos que busquem o sucesso pessoal e profissional. O envolvimento das famílias na escola ajuda para uma educação de sucesso, desta forma aprende-se a aprender, mas, para aprender o individuo deverá ser estimulado por um meio favorável, sendo a família um meio de comportamento ao qual exteriorizam na sala de aula.

A escola é uma complementação da família, necessitando haver uma junção positiva em prol do bom desempenho e desenvolvimento da criança ou adolescente, cada uma com o seu papel em função de um único objetivo. É importante citar Içami Tiba (1996, p.140) que diz: "O ambiente escolar deve ser  uma instituição que complemente o ambiente familiar do educando, os quais devem ser agradáveis e geradores de afetos. Os pais e a escola devem ter princípios muito próximos para o benefício do filho/aluno".

Segundo Penin (1995) para compreender as relações sociais que permeiam a escola é necessário conhecer o vivido na vida cotidiana da escola, procurando vislumbrar tanto as condições objetivas do vivido quanto as representações dos profissionais que ali vivem. É necessário conhecer o sentido das representações desses indivíduos (pensamentos, reflexões, discursos), das suas práticas sociais. É no cotidiano que as práticas vão ser vividas, e através delas é que vamos observar o papel e o sentido atribuído a cada uma. O cotidiano, apesar de programado, é também princípio de mudanças sociais.

O grande desafio colocado hoje para a escola é, justamente, caminhar com passos firmes em parceria entre governo e sociedade, motivando o debate e somando força decidida a lutar e trabalhar, de forma articulada e solidária, para assegurar o ingresso, permanência e sucesso de todas as crianças e adolescentes na escola. Estas são as exigências de um novo tempo e de uma escola comprometida com os interesses da classe popular.

5. Considerações Finais

Consideramos nesta breve discussão as características da família ao longo da história  e a importância do acompanhamento da mesma na escola, onde podemos afirmar o quanto é importante e necessário o envolvimento dos pais no processo ensino aprendizagem ,onde todos os envolvidos precisam se centrar nesse processo, quanto maior for a parceria entre escola e família, mais positivos serão os resultados obtidos na formação do educando, pois a escola sozinha não dá conta de promover a educação dos alunos, é de suma importância a participação e a colaboração da família. Então cabe a escola e a família a missão de transformar o aluno em cidadão participativo, para que os mesmos possam ter conhecimento de seus direitos e deveres.

Pensando nessa parceria que precisamos ir a luta buscando por escolas que atuem de forma democrática e participativa que as mesmas visem o futuro de seus alunos. E para que aconteça essa parceria a escola precisa buscar caminhos para essa ação se concretizar, ela não pode ficar de mãos atadas esperando as visitas das famílias, precisa usar de sua criatividade para encontrar meios para levar as famílias até as escolas com mais frequência e que elas participem ativamente das questões da unidade escolar.   Sabemos que não é uma luta fácil, mais se todos os envolvidos derem as mãos e caminharem juntos com mesmo objetivo, esse sonho será realizado e finalmente será um dos problemas resolvidos na educação.

Sabemos que não é nada fácil manter uma parceria escola/família, mas é importante ressaltar neste trabalho a necessidade da colaboração da mesma no ambiente escolar, provavelmente desse modo o adolescente  se sentirá valorizado, mediante a participação de seus pais em sua vida escolar. A falta dessa participação dos pais na vida escolar de seu  membros, pode causar problemas no ensino escolar como um todo.  A escola está diante de um grande empecilho necessitando da real interação da família para o melhoramento do desempenho escolar de seus educandos e só assim poderá fazer uma educação de qualidade e que possa promover o bem estar de todos.

Sobre o Autor:

Mary Anne Cardoso da Silva - Graduada em Letras - Português/Inglês (UNEAL,2002); Especialista em Formação para a Docência do Ensino Superior (CESMAC, 2009), Mestranda em Formação Educacional, Interdisciplinaridade e Subjetividade ministrado pela Universidade Autonoma del Sur – UNASUR.  

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