Fracasso Escolar: Diagnóstico Psicopedagógico

Fracasso Escolar: Diagnóstico Psicopedagógico
4           Avaliação 4.00 (2 Avaliações)
(Tempo de leitura: 31 - 61 minutos)

Resumo: Este estudo teve como objetivo discutir o Fracasso Escolar Diagnóstico Psicopedagógico na área da educação, a fim de conhecer mais sobre o assunto, referente às  dificuldades de aprendizagem dos discentes nas séries iniciais do ensino Básico. O estudo foi realizado com uma criança de sete anos do segundo ano do ensino básico, por meio da aplicação dos testes Diagnóstico Psicopedagógico Clínico e TDE. Os resultados do estudo mostraram que algumas crianças podem passar por dificuldades de aprendizagens e isso poderá levá-lo ao fracasso escolar. Foi concluído que faz se necessário refletir sobre o assunto a fim de poder contribuir positivamente na aprendizagem do educando em sala de aula.

Palavras-chave: Diagnóstico Psicopedagógico, Psicopedagogia, Psicologia Escolar.

1. Introdução

 Este estudo teve como foco principal discutir o fracasso escolar, a fim de mostrar como o Fracasso Escolar e o Diagnóstico Psicopedagógico, são necessários para a reflexão dos profissionais da educação escolar. Diante dessa problemática, buscou-se trazer informações reflexivas para as pessoas envolvidas com a educação entre outros profissionais atuantes e os membros familiares. A presente pesquisa é de natureza qualitativa e a pesquisa de campo busca integrar teoria e prática. A metodologia utilizada foi uma pesquisa de análise com a criança que foi encaminhada pela instituição caracterizada com dificuldades de aprendizagem, além das análises foram utilizados como fontes de pesquisas vários autores influentes tais como: Pato, (1990)  Visca, (2011) Moreira, (2010)  Aquino, (1997) entre outros.

É necessário analisar os fatores que podem resultar no fracasso escolar e apresentar subsídios que possa contribuir positivamente na aprendizagem do discente. Nesta pesquisa serão pontuados estratégias e recursos para contribuir com o desenvolvimento da criança na escola, bem como, enfocar a importância do profissional como transmissores dos saberes, como, refletir sobre as suas ações com as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem.

 O insucesso da criança na escola se deve a um conjunto de fatores, que muitas vezes, não são considerados, é preciso ter “sensibilidade” e conhecimento para perceber os processos de aprendizagem pelos quais as crianças passam, e considerar todos os outros fatores externos que interferem nesse caminho. Muitas vezes, as crianças são diagnosticadas como das chamadas “patologias” e na verdade apenas possuem dificuldades que podem ser superadas, com o auxílio de profissionais da educação.

Discutir o Fracasso Escolar e o Diagnóstico Psicopedagógico na área da educação poderá contribuir para á eficácia do desenvolvimento metodológico com mais clareza, melhorando assim a aprendizagem do educando  na escola, pois a função do Psicopedagogo é contribuir no bom desempenho escolar do aluno, podendo também atuar em várias outras áreas desde uma Microempresa á uma Empresa de grande porte, como mediador de forma preventiva e terapêutica contribuindo para compreensão de problemas de aprendizagens e conflitos gerados seja, na escola ou em outra área de atuação.

2. Psicopedagogia

A palavra Psicopedagogia tem origem de outra palavra, de acordo Ferreira (1993) significa “conduzir ao conhecimento”, que se refere à teoria que estuda a educação, por muitos, considerada como “a arte de educar e ensinar”, que visa o estudo dos ideais de educação de acordo com concepções de vida específicas, adaptando-os indivíduo aos processos da forma considerada mais eficaz para se alcançarem os ideais. Tendo por base esta definição podemos entender a psicopedagogia como a constituição de uma nova área que recorre aos conhecimentos da psicologia, da pedagogia, psicanálise, linguística, fonoaudiologia em medicina, traçando o seu próprio objeto de estudo a partir de um corpo teórico próprio.

A Psicopedagogia tem aprofundado muito nos conhecimentos que se referem ao processo de aprendizagem visando um olhar diferenciado para com o educando no intuito de inserir e contribuir na transformação do conhecimento no âmbito escolar.

O Psicopedagogo ainda se encontra limitado devido à espera da regulamentação da profissão em nosso País. Atualmente, em alguns Estados o Psicopedagogo já se encontra com a regulamentação aprovada pelos órgãos reguladores do ensino Superior, mas há ainda, um decreto a ser aprovado para que todos os psicopedagogos possam ter sua profissão reconhecida em todo País, e assim, contribuir para as reflexões transformadoras no âmbito escolar.

Segundo Beuclair (2011), o olhar do psicopedagogo se constrói na busca permanente da reflexão teórica e por meio das vivências e das pesquisas cotidianas abertas aos novos paradigmas que apontam para a transdisciplinaridade e a complexidade. De acordo com Bossa (2000), o psicopedagogo atua nos processos educativos com o objetivo de diminuir a frequência dos problemas de aprendizagem, abordando as questões didáticas metodológicas, bem como na formação e orientação dos professores, além de fazer aconselhamento aos pais.

A psicopedagogia preocupa-se com o problema da aprendizagem, ocupando-se inicialmente com o processo como a mesma ocorre abrangendo todo o âmbito escolar, a família e a comunidade, atuando terapeuticamente e de forma preventiva para identificar, analisar, planejar e intervir por meio das etapas de diagnóstico e tratamento. Sua atuação visa o bem estar da sociedade como um todo, podendo atuar em dois campos: Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional.

Para Noffs (1995), a psicopedagogia institucional apresenta-se como transformação da própria pedagogia, devendo estudar as modalidades de aprendizagem desencadeadas e/ou possibilitadas pela instituição escola, visando à prevenção e enfrentamento de conflitos.

O psicopedagogo institucional busca desenvolver o seu trabalho, de maneira pedagógica e com pesquisas internas e análises que podem estar envolvendo a vida social do educando, ou seja, o psicopedagogo vai à busca das informações que interferem no processo de aprendizagem e conflitos gerados em sala de aula, também podendo atuar em outras  áreas, não só na escola, tentando desvendar os motivos para poder intervir de maneira que possa ajudá-lo e contribuir para um bom desenvolvimento de as habilidades, a fim, de levar o educando a obter uma aprendizagem mais clara, contribuindo assim, com a formação social e intelectual do aluno seja na escola ou em outro campo o Psicopedagogo atua como mediado preventivo visando uma qualidade de vida melhor.

A psicopedagogia clínica trabalha com uma metodologia diferenciada que a psicopedagogia Institucional, o psicopedagogo clínico trabalha competências e habilidades com uma pesquisa mais externa com pesquisas que envolvem todo o contexto da vida da criança.

Segundo Mansini (1993), a psicopedagogia clínica desenvolve competências e habilidades no aluno, preparando-o para trabalhar na identificação, análise e na elaboração de uma metodologia de diagnóstico e de intervenção/orientação (individual, grupal, familiar e dos profissionais envolvidos) nas questões que envolvem a aprendizagem humana.

A psicopedagogia clínica investiga desde o útero materno até a idade que se encontra, servindo como base para as hipóteses e confirmação do diagnóstico, com intuito de poder preparar o sujeito para interagir com o meio em que vive. Por meio das análises, pesquisas e intervenções o psicopedagogo clínico busca poder contribuir com pais, professores e escola favorecendo alternativas a serem tomadas para solucionar o problema identificado.

Para tanto, é necessário que o psicopedagogo esteja sempre atualizado por meio da leitura, palestras e formações que retratam o comportamento humano e suas dificuldades. Conforme, afirma Beuclair (2011) a utopia é essencial na prática psicopedagógica, que em si mesmo traz o “germe” da mudança da transformação.

Em síntese, seja na clínica ou na instituição escolar os métodos são variáveis e o ser humano diversificado possuindo características únicas, em fim, o psicopedagogo tanto clínico como institucional deve está preparado para lidar com adversidade humana.

3.  Fracasso Escolar

O tema fracasso escolar na área de educação é muito discutido nos tempos atuais, buscam entender as causas que levam o aluno a ter problemas de aprendizagem, e em especial, os alunos das escolas públicas, que por fim acabam sendo taxados como “fracassados”, aumentando assim, as repetências e a evasão escolar em nosso país.

O fracasso escolar é caracterizado como problema de aprendizagem de alunos que por algum motivo não assimilam conteúdos e apresentam dificuldades de compreensão, levando assim, o professor, aluno e pais a ficarem frustrados diante dos resultados negativos no desenvolvimento intelectual do sujeito em questão. Segundo Patto (1990), o fracasso escolar não apresenta uma causa única e não há uma receita pronta para aplicar coletivamente, o problema de aprendizagem pode ser desencadeado por diversos fatores que pode vir desde a gestação até os dias atuais apresentados na vida da criança.

O papel do professor é primordial diante da fala acima mencionada, nos permite perceber que o aprendizado do aluno não se resume ao simples conhecimento visual, ou seja, ao conteúdo apresentado em sala, e sim, de vários métodos aplicados juntamente com o conhecimento social do mesmo respeitando as suas habilidades e conhecimentos já adquiridos até mesmo antes de se iniciar a vida escolar.

Vários autores apresentam abordam o tema do fracasso escolar e as dificuldades de aprendizagens pedagógicas relacionando os fatores que contribui para o não sucesso escolar da criança.

Para Moreira (2010), percebe-se que o fracasso escolar é produto de vários fatores entre eles: a desigualdade social, no qual se entende que aflora ainda mais as dificuldades de aprendizagens, contribuindo assim para o fracasso escolar.   

Quando se trata de explicar as causas das dificuldades da escola elementar pública, as análises contidas na RBEP (Revista de Estudo Pedagógico), incluem desde considerações não-críticas de natureza econômica, política, social e cultural – sempre no marco de uma visão liberal de mundo e de uma concepção funcionalista de sociedade  (PATO, 1988, p. 74).

 Para Aquino (1997), o que se busca não são abordagens pedagógicas, sob a forma de encaminhamento técnico-metodológico para os problemas de aprendizagem, nem tão poucos uma teoria geral da educação que vise dar conta abstratamente desses problemas que resultam no fracasso escolar. Afirmando ainda, que há múltiplas respostas que podem ser esboçadas. No entanto, pode-se entender a ocorrência do erro/fracasso como um evento de ordem psicológica, institucional, ou mesmo sócio-política.  

Segundo Moreira (2010), o mundo contemporâneo pede novas habilidades e competências, e por isso sugere um questionamento da tradicional alfabetização pertinente às práticas educacionais. As mudanças ocorridas, bem como as tecnologias, leis e currículos o escolares tem favorecido para as dificuldades e influenciado no mau desenvolvimento metodológico do aluno em sala de aula.

De acordo com, Aquino (1997, p. 9):

A questão do erro/fracasso merece e exige respostas urgentes de todos nós (teóricos  ou  protagonistas  da  ação  escolar),  ainda  mais se  levarmos  em  conta que,  já  ás portas  do  próximo  século,  o  fluxo  ininterrupto  de  informações  parece  ser  grande   elemento  estruturador  das  relações  sociais  e  humano  --- portanto,  da  cidadania – num  mundo  dito”globalizado”.

O insucesso o da criança na escola se deve a um conjunto de fatores e não as muitas patologias diagnosticadas atualmente. Fatores esses que podem ser causados por: falta de acesso ao material de leitura; responsabilidade precoce de ter que ficar sozinho em casa cuidando dos irmãos, ou até mesmo de trabalhar para ajudar a família; a falta de comunicação na escola; o despreparo e a sobrecarga dos professores; falta de recursos material e humano nas instituições de ensino, a família com um currículo que apresenta divórcio, violência e alcoolismo; a falta de alimentação adequada, é considerado positivamente contribuinte para o mau desempenho do aluno O sono é um fator que interfere na qualidade da aprendizagem, e é  tão pouco   mencionado nas discussões educacionais;  entre outros, são apontados como dificultadores da aprendizagem.

Há erros de diferentes tipos, que podem nos sugerir diferentes interpretações possíveis.  Por outro lado, para que haja aprendizagem concorre uma enorme variedade de fatores.  Alguns desses fatores são nossos velhos conhecidos, mas ainda assim, ignorando os múltiplos fatores que intervêm na aprendizagem (AQUINO, 1997, p. 12).

Para Moreira (2010) também enfatiza a responsabilidade dos professores que devem analisar mais cuidadosamente o conceito de interação e suas implicações para o processo ensino-aprendizagem, ficando evidente a necessidade dos profissionais da educação a ter mais cuidado na questão da linguagem e de seus desdobramentos nas interações ocorridas em sala de aula.

Para Patto (1990, apud Moreira, 2010, p. 19) a escola pública falha na sua tarefa de alfabetização das crianças das camadas populares, excluindo-as por meio de um mecanismo de rejeição que opera duplamente, pois a escola não aceita a criança como ela é, e a criança não aceita a escola tal como ela funciona.

Outro fator próprio dos tempos contemporâneos que pode interferir no processo ensino-aprendizagem e acarretar resultados negativos são algumas crianças que possuem muitas tarefas a cumpri-las, por exemplo: aula de inglês, natação, aula de informática, dentre outras e tudo isso, também pode contribuir para o mau desempenho em sala de aula, a criança desempenha tantas atividades que na hora de estudar está cansada e não consegue assimilar os conteúdos aplicados pelo professor. Nesse desdobramento de atividades o aluno não consegue dar conta e pode ter uma estafa podendo ser prejudicial ao desempenho escolar.

Pode-se constatar que existem vários fatores que podem acarretam o fracasso escolar e que dificultam o aprendizado da criança, ou seja, não há uma causa única que interfere no desenvolvimento da mesma e os problemas podem ser ocasionados por vários fatores.

Entretanto, não se pode deixar de explicitar que apesar de ainda haver um grande número de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, houve grandes avanços nos últimos anos com relação a educação escolar é preciso considerar os avanços que contribuem para que o número de crianças inseridas nos grupos como fracasso escolar diminua, é claro que não se pode  resolver totalmente o problema, mas se cada profissional  comprometer-se, irá contribuir para que as “nossas crianças” tenham um bom desempenho em sala de aula, cumprindo assim, o papel de educador fazendo a diferença como mediadores  dos conhecimentos científicos.

Nessa perspectiva Moreira (2010, p. 105) afirma:

Diante do exposto, percebe-se que as interações sociais no contexto escolar podem ou não favorecer na construção do conhecimento. Por isto, urge refletir sobre a estrutura e o funcionamento da instituição escolar, pois ela precisa ser definitivamente compreendida como um espaço onde o saber socialmente construído seja também socialmente distribuído.

 Trabalhar de maneira coletiva juntamente com os conhecimentos científicos escolar, observando-os e respeitando-os  os limites e faixas etárias de cada educando, com uma única finalidade, de contribuir no desenvolvimento escolar formando assim, cidadãos críticos e pensantes para o futuro. 

4.  Metodologia

 As metodologias aplicadas para desenvolver esse trabalho Psicopedagógico foram à pesquisa de campo por meio de: Entrevista de Anamnese, entrevista com a professora, sessão Lúdica Centrada na Aprendizagem, Provas Projetivas Psicopedagógicas, Provas para diagnóstico operatório, Faz de Conta e teste de Desempenho Escolar (TDE ) em sessões com a criança.

4.1 Procedimento

O diagnóstico psicopedagógico é composto dos aspectos do passado, do presente (diagnóstico) e do futuro (prognóstico), é essencial a descrição e a localização contextual da criança. Desse modo, deve-se analisar a queixa sob o ponto de vista: do tempo e do espaço; da vida familiar; da vida escolar; da vida no meio social; da possibilidade patológica.

Os seguintes passos foram seguidos:

a) Autorização, em formato de declaração, dizendo que os pais e a instituição estavam totalmente cientes de todos os procedimentos da pesquisa, assim como o sigilo das informações coletadas e de sua finalidade;

b) Assinatura do responsável;

É importante que o responsável pela criança esteja ciente dos procedimentos pela qual a criança irá passar, esse item é de responsabilidade ética por parte do psicopedagogo.

c) Assinaturas da Pedagoga da instituição;

d) Entrevista com a professora;

O parecer da professora sobre a criança e seus comportamentos e desempenho  na escola é imprescindível à análise.

e) Entrevista com a mãe

A entrevista com a mãe é a coleta de dados sobre a criança desde o desenvolvimento e situações da gravidez até a idade atual da criança, assim como, analisar a relação pais e criança e toda sua vida social. Afirma Weiss (1992, p. 64), é importante iniciar a entrevista falando sobre a gravidez, pré-natal, concepção.

A história do paciente tem início no momento da concepção e vêm reforçar a importância desses momentos na vida do indivíduo e, de algum modo, nos aspectos inconscientes de aprendizagem (WEISS, 1992, p. 64).

f) Encontro com a criança.

O psicopedagogo precisa compreender como a criança passa para ele suas dificuldades, para depois, então, preocupar-se com o ensino. Acredita-se ser de suma importância a construção de vínculos baseados na confiança recíproca e no respeito mútuo, o que irá favorecer o desenvolvimento do olhar e das escutas Psicopedagógico. A criança foi encaminhada para avaliação psicopedagógica por apresentar dificuldade de aprendizagem  não  atendendo  as  expectativas  da  professora  nos  conteúdos  aplicados.

A avaliação iniciou-se no dia 29/06 com término no dia 22/07,  com três  encontros  semanais  com  uma  hora  cada  sessão,  totalizando 11 sessões  de  onze  horas  de  análises   diagnósticas.  Nas sessões aplicadas foi possível detectar que K durante a sessão Lúdica demonstrou se participativa e comunicativa, percebeu-se que ela queria dialogar falar de si mesma,  um tanto impulsiva,  porém, com necessidade de  dialogar e se expressar.  

4.2   Apresentação do sujeito

A apresentação do sujeito é uma coleta de dados pessoais do indivíduo a ser analisado, contendo informações de filiação, situação de vivência com os pais, descrição e histórico de da vida escolar da criança, assim como participações em outras atividades extras escolares e demais informações da rotina do dia a dia.

Foram realizados três encontros semanais com a duração de uma hora totalizando ao final, onze sessões. Para não expor a criança à chamaremos de K, nascida em 14/05/2004, e  com  sete  anos e um mês, em julho de 2011.  

4.3  Instrumentos Psicopedagógico utilizados

Foram utilizados na sessão de atividade lúdica os seguintes materiais:

- folhas de papel (sulfite branco e colorido, pautado, dobradura, seda etc.);

- lápis preto novo sem ponta;

- apontador;

- borracha;

- régua;

- canetas esferográficas e hidrocor;

- lápis de cor;

- lápis de cera;

- tesoura sem ponta;

- cola;

- revistas para recortar;

- 4 livros infantis no mínimo (1 somente com figuras, 1 com figuras e pouco texto, 1 com figuras e textos em quantidade igual, 1 somente com texto);

- material de sucata;

- fantoches ou dedoches;

- miniaturas, animais etc.;

- uma caixa de tamanho que comporte todo este material dentro;

- TDE Teste de desempenho Escolar;

- Provas Piagetianas;

- Provas Projetivas Psicopedagógicas;

- Faz de Conta;

- Imagem mental.

4.4   Entrevista de Anamnese

A anamnese é o ponto inicial para começar o processo de diagnóstico psicopedagógico. É por meio da entrevista de anamnese que conhecemos pontos importantes sobre o paciente dentro de sua dinâmica familiar, a entrevista deve ser bem conduzida e registrada para que possa cumprir com o seu objetivo que é servir de base para as hipóteses surgidas com o intuito de obter um diagnóstico coerente.

É na anamnese que conhecemos um pouco mais sobre a vida do sujeito, pois é os pais ou responsáveis que sabem os anseios e angústia ou que deviam conhecer da criança e são esses relatos que contribuirá como base para o diagnóstico final das análises feitas.

4.4.1 Sessão Lúdica Centrada na Aprendizagem

Segundo Bossa (2000), o uso de jogos também é sugerido como recurso, considerando que o sujeito através deles pode manifestar, sem mecanismos de defesas, os desejos contidos em seu inconsciente. Além do mais, no enfoque psicopedagógico os jogos representam situações-problemas a serem resolvidos, pois envolvem regras, apresentam desafios e possibilita observar como o sujeito age frente a eles, qual sua estrutura de pensamento, como reage diante de dificuldades.

Aplicação:

- Colocar parte do material sobre a mesa, sem uma ordenação ou classificação, e deixar parte dele dentro da caixa;

- Propor à criança que utilize o material para brincar como quiser e que quando estiver próximo ao final da sessão será avisado.

4.4.2  Provas Piagetianas

Piaget (1925), em sua teoria criou estágios de desenvolvimento cognitivo. Para diagnosticar problemas de conservação ocorridos nos estágio pré-operatório e de operações concretas. A teoria Piagetianas ressalta a importância de entender a qualidade de pensamento, os argumentos do sujeito na tentativa de compreender as transformações da realidade. Piaget (1925) identificou três estágios de desenvolvimento: o estágio sensório motor, o das operações concretas e o das operações formais. E para cada estágio aplicou provas de análises comportamentais e de raciocínio da criança. As provas piagetianas aplicadas foram adaptadas por Gaegashi (1997), para a realidade brasileira.:

A - Classificação

a) Material: blocos lógicos de duas espessuras (grossa e fina), feito de E.V. A de três cores (azul, vermelha e amarela), quatro formas (quadrada, retangular, triangular e circular) e dois tamanhos (pequeno e grande).

b) Aplicação: colocar sobre a mesa os blocos lógicos e pedir que: diferencie as formas geométricas; compare as semelhanças e diferenças entre as peças,

B - Seriação.

a) Material: 10 bastonetes de 4 a 13 cm.

b) Aplicação: apresentar os bastonetes dizendo: "Estes pauzinhos chamam-se bastonetes. Você vai pega-los e fazer uma escada (ou fileira) colocando-os em ordem, um ao lado do outro". Observar e anotar como escolhe os bastonetes e os ordena. Se fizer uma escada sem base comum sugerir: "Você não poderia fazer sua escada de outra forma?". Quando terminar perguntar: "Como fez para escolher os bastonetes?".

Anotar o desempenho ao construir a série de bastonetes:

- nenhum ensaio de seriação,

- pequenas séries,

- tentativa de seriação ou seriação assistemática,

- êxito sistemático. 

Apontar para o primeiro bastonete e perguntar: "Por que você colocou este aqui?". Apontar para o último e perguntar: “Por que você colocou este aqui?". Apontar para um dos medianos e fazer a mesma pergunta.

C - Conservação de comprimento.

  • Material: 8 palitos de fósforo de tamanho grande e 10 de tamanho pequeno, de maneira tal que ao enfileirar os palitos grandes e paralelamente os pequenas as duas tenham o mesmo comprimento.

b) Aplicação: colocar sobre a mesa duas fileiras paralelas (A e B) dos dois tipos de palitos de fósforo com o mesmo comprimento, dizendo: "Vamos fazer de conta que estas fileiras são duas estradas. Elas têm o mesmo comprimento?". Após anotar a resposta, certificando-se de que a mesma concorda em terem as fileiras o mesmo comprimento passar para a situação seguinte.

Deixar a fileira A como na primeira situação e deslocar a fileira B para a direita e perguntar: "Qual destas duas estradas é mais comprida? Ou elas têm o mesmo comprimento? Como você sabe disso?". Em seguida, anotar a resposta.

Deixar à fileira A na primeira situação e arrumar a fileira B em zigue-zague e perguntar: "Se você fosse andar nestas duas estradas, em qual você andaria mais? Ou você andaria o mesmo tanto? Elas têm o mesmo comprimento? Como você sabe disso?". Em seguida, anotar a resposta.

Deixar a fileira A como na primeira situação e arrumar a fileira B de forma não retilínea e perguntar: "Se você fosse andar nestas duas estradas em qual você andaria mais? Ou você andaria o mesmo tanto? Elas têm o mesmo cumprimento? Como você sabe disso?". Anotar a resposta.

Criar mais duas situações, nas quais a fileira B é disposta de diferentes maneiras, mas com uma configuração não retilínea.

D - Conservação de massa.

a) Material: dois rolinhos de massa de modelar de mesma cor.

b) Aplicação: apresentar os dois rolinhos e perguntar: “Estes dois rolinhos têm a mesma quantidade de massa? Você tem certeza?”. Fazer duas bolinhas e perguntar: “Estas duas bolinhas são iguais? Elas têm a mesma quantidade (ou o mesmo tanto) de massa? Você tem certeza?”. “Se eu der esta bolinha para você e ficar com esta para mim, qual de nós ganha a bola que tem mais massa? Ou nós ganhamos o mesmo tanto? Por quê?”. Se responder que uma vai ganhar uma bola maior que a outra, perguntar: “Então elas não são iguais?”.

Transformar uma das bolas em rolinho colocando-a horizontalmente na mesa e perguntar: “E agora onde tem mais massa? Ou tem o mesmo tanto de massa nas duas? Por quê?” “ou” Como você sabe disso?”“. Transformar a salsicha em bolinha novamente e perguntar: “Estas duas bolinhas são iguais? Elas têm a mesma quantidade (ou o mesmo tanto) de massa? Você tem certeza?”.

Transformar a bolinha em rolinho colocando-a verticalmente sobre a mesa e perguntar: “E agora onde tem mais massa? Ou tem o mesmo tanto de massa nas duas? Por quê?” ou “Como você sabe disso?”.

Transformar o rolinho em bolinha novamente e perguntar: “Estas bolinhas são iguais? Elas têm a mesma quantidade (ou o mesmo tanto) de massa? Você tem certeza?”.

Dividir uma das bolinhas em quatro ou cinco pedaços iguais fazendo com eles bolinhas menores, em seguida perguntar: “E agora onde tem mais massa? Nesta bola grande ou em todas estas bolinhas juntas? Ou tem o mesmo tanto de massa nas duas? Por quê?” ou “Como você sabe disso?”

E - Conservações de líquido.

  • Material: 2 copos idênticos, feito de garrafa peti, 1 copo mais estreito e mais alto, 1 copo mais largo e mais baixo.
  • Aplicação: "Vou colocar água nestes dois copos (A e A') quando eles estiverem com a mesma quantidade (ou o mesmo tanto) de água você avisa". Colocar água até mais ou menos metade dos copos e perguntar: "Estão iguais? Tem a mesma quantidade de água nos dois copos? Você tem certeza? Por quê? Se você tomar a água deste copo (A) e eu tomar a água deste (A') qual de nós dois (duas) toma mais água? Por quê?”.
  • Transvasar a água de A para B e depois perguntar: "E agora onde tem mais água? Por quê?" ou "Como você sabe disso?".

Contra-argumentação: se demonstrar que não possui a noção de conservação dizer: "Outro dia eu estava brincando com uma pessoa que tem a sua idade e ela me disse que nestes dois copos tem a mesma quantidade de água porque a gente não pôs e nem tirou. Você acha que aquela menina estava certa ou errada? Por quê?". Se a pessoa demonstrar que possui a noção de conservação dizer: "Outro dia eu fiz esta brincadeira com uma pessoa do seu tamanho e ela me disse que neste copo (B) havia mais água, porque nele a água estava mais alta. O que você acha dessa pessoa, ela estava certa ou errada? Por quê?".

Transvasar a água de B para A, mostrar os copos A e A' perguntando: "E agora onde tem mais água?" e depois: "Se eu beber esta água (A) e você esta (A') quem bebe mais, eu ou você? Por quê?". Transvasar a água de A para C e depois perguntar: "E agora onde tem mais água? Por quê?" ou "Como você sabe disso?". Fazer uma contra-argumentação.

“Baixa”.

F - Conservação de quantidades discretas

a) Material: 10 fichas redondas de cor azul e 10 fichas redondas de cor rosa.

b) Aplicação: pedir para que escolha quais fichas quer. Dispor sobre a mesa 5 fichas da outra cor, alinhando-as, e pedir para compor uma coleção equivalente numericamente com as fichas da cor escolhida: "Coloque aqui na mesa o mesmo número (mesmo tanto) de fichas, assim como foram postas, nem mais, nem menos". Depois de ter anotado a conduta dispor, se for necessário, as fichas azuis e rosa termo a termo e assegurar de que acerta a equivalência das coleções.

Modificar a disposição, espaçando as fichas de uma das coleções ou unindo-as mais, de modo a formar uma linha mais comprida ou mais curta. Em seguida, perguntar: "E agora, tem o mesmo número (mesmo tanto) de fichas azuis e rosa ou não? Aonde tem mais? Como você sabe?". Colocar as fichas em círculo e pedir que o sujeito a mesma quantidade de fichas. Repetir com 8 e 10 fichas.

Contra-argumentação (deve ser utilizada nas três situações): se a resposta é conservativa, o experimentador chama sua atenção sobre a configuração das duas coleções: "Olha como essa linha é comprida, será que não tem mais fichas do que a outra?". Se a resposta é não conservativa, lembrar a equivalência inicial: "Mas você se lembra, antes a gente tinha posto uma ficha diante de cada uma, e uma pessoa disse que daquele jeito tinha o mesmo tanto de fichas azuis e ­rosa. E agora, o que é que você pensa? Tem o mesmo tanto de fichas azuis e rosa ou não?".

G - Inclusão de Classes

a) Material: 10 cenouras, sendo 10 rosas e 10 beterrabas  feito de E. V.A .

b) Aplicação: mostrar as cenouras e perguntar: "São diferentes?". Pedir para separar as beterrabas em dois montes. Colocar 7 cenouras (5 beterrabas e 2 de outro tipo) e perguntar: "Aqui na mesa tem mais cenouras  ou mais beterrabas?". "Como você sabe?" ou "Como você faria para explicar isto que você disse a um amigo seu?". Repetir o procedimento com: 9 cenouras (4 beterrabas e 5 de outro tipo), 7 beterrabas (2 cenouras e 5 de outro tipo), 9 cenouras (6 beterrabas e 3 de outro tipo), 8 cenouras (4 beterrabas e 4 de outro tipo).

H - Equidistância

a) Material: 10 animais em miniatura e uma lagoa (feita em cartolina azul, em formato circular).

b) Aplicação: apresentar os animais e a lagoa e solicitar que coloque os animais a uma mesma distância da lagoa (ponto central). Iniciar com 2 dizendo: "Nesta fazenda existem vários animais. Todos os dias eles gostam de ir até esta lagoa para beber água. De que forma você pode colocar os animais para que cada um ande o mesmo tanto até chegar à lagoa?". Após a primeira situação idealizada perguntar: "Da forma como colocou os animais, eles andam o mesmo tanto até chegarem à lagoa?", "Como você fez para saber que eles andam o mesmo tanto?", "Tem outro jeito de colocar os animais, para que eles andem o mesmo tanto até chegarem à lagoa?". Proceder da mesma forma com 5, 8 e 10 animais. Em cada situação, insistir para que demonstre pelo menos 5 maneiras de colocar os animais.

4.4.3    Provas Projetivas Psicopedagógicas

Os testes projetivos são instrumentos utilizados com a finalidade de proporcionar um meio concreto para que as crianças projetem conteúdos que estão presentes em seu inconsciente. Com objetivo de identificar a modalidade de aprendizagem do paciente e é isso que difere os testes projetivos utilizados pelos psicopedagogos dos usados por psicólogos e psiquiatras, pois esses objetivam investigar a personalidade do paciente. Segundo Visca, (2011, p. 15),  as técnicas projetivas são um recurso entre outros que permite investigar as dimensões no que se refere ao vinculo ou vínculos que um sujeito estabelece com a aprendizagem propriamente dita, assim como também com as circunstância dentre as quais se opera a construção

Apesar do interesse do teste projetivo ser a identificação da dificuldade de aprendizagem, o mesmo, se utiliza de diversos temas (Família, escola, figura humana, etc.), pois são vários os fatores que podem interferir na aprendizagem e temos o dever de analisar esse fator, que pode ser de cunho emocional, sócio-cultural, financeiro, metodológico, cognitivo, psicomotor ou neurológico.

As Provas Projetivas Psicopedagógicas foram propostas por Visca (2011) com intuito de investigar os vínculos como citado anteriormente.

Neste trabalho foram aplicados as provas descrita a seguir:

  • Escolares: Par educativo, Eu com meus companheiros, O plano da sala de aula;
  •  Familiares: O plano de minha casa, Os quatro momentos de um dia, Família educativa;
  • Consigo mesmo: Desenho em episódios, O dia do meu aniversário, Em minhas férias, fazendo o que mais gosto.
  • Desenho do Par Educativo

Através do desenho da dupla educativa é possível verificar os vínculos que o sujeito estabelece com a aprendizagem e com a professora.

  •  Material: folha de papel sulfite em branco, lápis preto e borracha.
  •  Aplicação: solicitar ao sujeito que desenhe duas pessoas: Uma que ensina e outra que a prendem. Após o término do desenho, a criança deve ser estimulada a contar uma estória sobre o mesmo. Além disso, deve dizer o nome e a idade das pessoas desenhadas.
  •  Avaliação: São seguidos os critérios de correção e análise propostos por Visca (2011).
  • Eu com meus companheiros

Por meio do desenho Eu com meus companheiros é possível investigar o vínculo com os companheiros de sala.

  • Material: folha de papel sulfite em branco, lápis preto e borracha.
  • Aplicação: solicitar ao sujeito que desenhe seus companheiros de sala, indicando quem é ele, como se chan1am e a idade das outras pessoas e fazendo um comentário sobre seus companheiros.
  • Avaliação: São seguidos os critérios de correção e análise propostos por Visca (2011).
  • O plano da sala de aula

Por meio  do desenho O plano da sala de aula é possível conhecer a representação do campo geográfico da sala de aula e as posições, reais e desejadas, na mesma

  • Material: folha de papel sulfite em branco, lápis preto e borracha.
  • Aplicação: solicitar ao sujeito que desenhe o plano da sala de aula fazendo uma cruz no lugar onde senta e se a escolha do lugar foi sua ou do professor, perguntar se gostaria de sentar em outro lugar e porque, indicar quem são as outras pessoas falando algo sobre elas, fazer um comentário sobre a aula.
  • O plano de minha casa

Através do desenho O plano de minha casa é possível conhecer a representação do campo geográfico do lugar onde mora e a posição real dentro do mesmo.

  • Material: folha de papel sulfite em branco, lápis preto e borracha.
  • Aplicação: solicitar ao sujeito que desenhe o plano de sua casa colocando o nome dentro de cada ambiente, perguntar de quem é cada quarto e se gostaria de ocupar outro quarto e porque, fazer outras perguntas que se considerem necessárias.
  • Avaliação: São seguidos os critérios de correção e análise propostos por Visca (2011).
  • Família Educativa

Através do desenho da família é possível verificar a percepção que o sujeito tem de si mesmo em relação aos outros membros da sua família. Como uma forma de expressão livre, Q desenho permite à criança projetar no exterior as tendências reprimidas do inconsciente e, dessa maneira, revelar os verdadeiros sentimentos que professa à sua fami1ia.

  • Material: folha de papel sulfite em branco, lápis preto e borracha.
  • Aplicação: solicitar ao sujeito que desenhe uma família. Durante a execução são anotadas as atitudes do sujeito. Após o término do desenho, solicita-se à criança que conte uma estória associada ao mesmo.

4.4.4 - Prova Operatória

A - Seriação

Material 10 bastonetes de 4 a 13 cm. Nesta prova  foi pedido para fazer uma escada colocando os bastonetes um ao lado do outro, no primeiro momento a criança fez uma escada no sentido diagonal colocando as peças sem uma sequência, sendo que a1º peça foi pequena,a segunda média, a 3º pequena a 4º maio que a 3º a 5º menor que a 6º.

No segundo momento, foi colocado as peças também sem uma ordem.

No  terceiro momento, ela tentou fazer uma escada colocando as peças sobre a outra do menor para o maior, mas não conseguiu.

No quarto momento, ela fez uma nova tentativa, conseguiu em seguida colocou as outras peças ao meio representando uma escada. Nos questionamento  referente ao primeiro momento, ela respondeu que colocou as peças porque sim, em todos os casos ela disse que colocou porque sim.

Classificação

Material: blocos lógicos de duas espessuras (grossa e fina), de três cores (azul, vermelha e amarela), quatro formas (quadrada, retangular, triangular     e circular).

Nesta prova a criança no primeiro momento organizou numa hierarquia sem a preocupação de cores e semelhanças.

No segundo momento e no terceiro ela organizou usando os critérios  das cores e formas.

No quarto e quinto momento a mesma organizou de forma  subdivididas em subclasses e com quantificação das inclusões.

Conservação de quantidades discretas

Material: Sete circulo vermelho e azul feito de EVA, o material é colocado sobre a mesa em forma de circulo, pede-se que a criança faça o mesmo, depois é colocado de maneira diagonal, e pede para a mesma fazer do mesmo jeito. Ela analisou, contou, e fez do mesmo jeito que foi iniciado.

Equidistância

Esta prova foi iniciada com dois animais acrescentando-se de dois em dois. No primeiro momento ela não soube responder por que os animais chegariam alagoa ao mesmo tempo, no segundo momento ela disse que os dois primeiros chegariam, mas os outros dois não, no terceiro momento colocou os animais com um distante dos de mais no quarto momento ela colocou todos os animais dentro da lagoa, mas de maneira não circular. Nesta prova a criança contou as peças, fez de maneira semicírculo, depois arrumou, no segundo momento fez o mesmo procedimento.

Quantidade discreta

Nesta prova é colocado os palitos sobre a mesa de forma de uma escada, pede-se para a criança fazer o mesmo e faz as pergunta como: Elas têm o mesmo tamanho? Por quê? Qual dessas duas estradas é mais comprida Se você fosse andar nessa estrada qual estrada você iria? Nesta prova a criança demonstrou cautela, contava, pensava, para depois responder.

Conservação de massa

 Nesta prova foram feitos às intervenções dessa maneira: Estes dois rolinhos têm o mesmo comprimento? Tem! Você tem certeza? Tenho, mas a cor é diferente! Estas duas bolinhas têm o mesmo tamanho? Tem! Você tem certeza? Tenho! Se eu der esta bolinha para você, e eu ficar com a outra, quem fica com a massa maior? Eu! Por quê?  Por que sim, você vai ficar com uma bem pequenininha!

Conservação de líquidos

Nessa prova também foram feitas as intervenções  como descrito a seguir: estes dois copos têm a mesma quantidade de água? Não! Por quê? A outra ta cheia! Você tem certeza?  Sim! Se eu beber a água do copo A e você beber a água do copo B, quem bebe mais água? Eu!  Por quê? Por que sim!

Conservação de massa

Conservação de liquido foi a última prova operatória, e foi realizada como explicitado a seguir:  Estes dois rolinhos têm o mesmo comprimento? Tem! Você tem certeza? Tenho, mas a cor é diferente! Estas duas bolinhas têm o mesmo tamanho? Tem! Você tem certeza? Tenho!

Se eu der esta bolinha para você, e eu ficar com a outra, quem fica com a massa maior?

Eu! Por quê? Por que sim, você vai ficar com uma bem pequenininha!

4.4.5  Imagem Mental

Imagem mental é a imitação interiorizada pela criança do real, exerce uma função simbólica com a capacidade de representar mentalmente objetos ou acontecimentos que não ocorrem no presente através de símbolos – palavras objetos, gestos. Para realização desta prova foram utilizados:

a) Material: duas garrafas iguais, lápis, borracha e uma folha de papel sulfite com desenhos de garrafas em várias posições (Anexo).

b) Aplicação: deixar sobre a mesa duas garrafas: uma com água um pouco mais que a metade e outra vazia. Mostrar a garrafa vazia dizendo: "Vamos supor que esta garrafa estivesse cheia de água, assim como esta (aponta a garrafa cheia). Como ficaria a água se eu virasse a garrafa de várias maneiras?". Inclinar a garrafa vazia para a direita e perguntar: "Como vai ficar a água da garrafa se colocar deste jeito?". Em seguida, dizer: "E se virar a garrafa assim, como a água vai ficar?". Mostrar a garrafa inclinada para a esquerda. Além das posições anteriores, colocar a garrafa deitada, com o gargalo para baixo e em pé. Depois de mostrar a garrafa em diferentes posições e perguntar como a água vai ficar em cada uma das situações? Oferecer a folha com desenhos, pedindo para desenhar como a água ficará em cada caso.

 4.4.6   Faz de Conta

O Faz de Conta é um teste projetivo em que o sujeito é convidado a imaginar como um personagem responderia a uma sequência de perguntas. Através de um personagem o sujeito expressa auto percepção, real ou imaginário-ideal; percepção da família, real ou ideal; percepção da escola como rendimento escolar, real ou ideal, relação com a professora, real ou ideal, e relação com os colegas, real ou ideal. Materiais utilizados:

a) Material: folha contendo 46 questões.

b) Aplicação: se o sujeito for do sexo masculino usar Roberto se for do sexo feminino usar Maria. Dizer ao sujeito: “Eu conheço um (a) menino (a) chamado (a) Roberto (Maria) e você vai imaginar como ele (a) é porque ele (a) faz coisas assim”. Diga-me a primeira coisa que você pensar.

Teste de desempenho escolar

O Teste de Desempenho Escolar (TDE) teste psicométrico proposto por STEIN (1994), foi desenvolvido com o intuito de poder ajudar nas reflexões de forma objetiva das capacidades de desenvolvimento escolar nas dificuldades de aprendizagens. Esse teste foi elaborado com o intuito de avaliar o desempenho escolar nas séries, primeira á sexta série do ensino fundamental.  Porém, poderá  ser utilizado na sétima e oitava série. Ele é composto por três Subtestes: Escrita, Aritmética e leitura.  A escrita é composta por diversas palavras em forma de ditado; a Artméteica são atividades que contem  soluções orais e cálculos; a Leitura são palavras isolada no qual é apresentado para a criança  para a leitura oral. O teste permite uma avaliação em termos da série que a criança cursa e da idade cronológica em que se encontra.

A criança K analisada apresenta desempenho superior nas áreas de escrita, médio inferior na aritmética, leitura média superior em relação à série que cursa e desempenho superior nas áreas de escrita, em relação à sua idade cronológica.  Encontra-se no nível Alfabético-silábico de aquisição da escrita, apresentando erros ortográficos como troca de letras e acentuações ortográficas, considerados normais devido a série e idade que se encontra a entrevistada.

Na prova do TDE a criança demonstrou um desempenho na escrita com uma faixa etária de sete anos, na aritmética o desempenho está adequado para a idade da criança em questão, na leitura obteve um desempenho de acordo com o teste para uma criança de oito anos. De acordo com os resultados obtidos durante todos os testes aplicados com a criança, analisamos que a criança não apresenta dificuldade de aprendizagem, pois demonstrou resultados favoráveis durante a resolução das provas aplicadas para a faixa etária. 

4.4.7  Resultados e Análises

De acordo com os resultados obtidos durante todos os testes aplicados com a criança, foi analisado que a criança não apresenta dificuldade de aprendizagem, pois demonstrou resultados favoráveis durante a resolução das provas aplicadas para a faixa etária e série que se encontra.  

4.4.8    História de vida do sujeito

O sujeito dessa pesquisa é uma criança com idade de sete anos e um mês, aluna do 2º ano de uma instituição pública. Frequenta uma instituição filantrópica na qual, recebe apoio metodológico, oficinas, tratamento odontológico, psicológico, se necessário, entre outros, durante o período matutino e no período vespertino frequenta a escola que fica localizada no mesmo Bairro. A criança em análise tem duas irmãs; uma de três anos e a caçula com dois anos.  A aluna iniciou sua vida escolar na Pré-Escola em 2004 aos quatro anos de idade. Em 2009 a criança iniciou-se no Ensino Fundamental na mesma escola. O pai tem 27 anos, a mãe tem 23 anos de idade, o casal atualmente vive separado.

Em seus relatos a mãe deixou claro que mesmo a gravidez não sendo planejada ela  amava muito a filha e a mesma foi muito aceita pela família, menos o avô, o avô não aceitou a gravidez da filha e rejeita a criança até os dias atuais, inclusive fala palavrões sem medir palavras, a avó é muito carinhosa e protege muito.

A gestação ocorreu com muita dificuldade, pois teve muito enjôo, tudo que comia vomitava e isso ocorreu até o oitavo mês. O Pré-natal foi feito durante toda gestação, o parto foi Cesárea, não por opção, mas por emergência, devido á  criança ter ficado  preso no cordão umbilical. A amamentação foi dada até os três anos de idade, com relação à alimentação, a criança avaliada sempre comeu de tudo, com cinco meses engatinhou, com seis sentou e com um ano andou.

Durante a sessão  a mãe contou que no período da gravidez  o seu pai o avô da criança, agredia, batia com cabo de vassoura, e durante a convivência com o marido ele também agredia, batia, jogava qualquer tipo de objetos que estivessem em mãos, inclusive faca. Segundo a entrevistada todos os acontecimentos das agressões eram presenciada pelas  crianças, inclusive a criança a ser avaliada. E por isso se separou do marido e que a filha sentia muita falta do pai. A vida escolar da criança iniciou-se aos quatro anos de idade na creche onde ainda fica no período que não está na escola, disse que durante o período escolar a criança reclamava que a professora puxava a orelha e que seu desenvolvimento escolar era bom.

Ao final da sessão a mãe descreveu sua filha como “introvertida, carinhosa  muito independente e inteligente”. Durante a entrevista a mãe se sentiu muito à vontade, sorridente, um pouco preocupada em chegar atrasada no trabalho. Finalizando a sessão com agradecimento a presença da mãe em poder realizar essa sessão e o acompanhamento com a criança percebeu-se que a mãe estava confiante e acreditando que sua filha seria ajudada no processo de aprendizagem.

5. Análise da Sessão Lúdica Centrada na Aprendizagem

 Logo após a anamnese, o diagnóstico psicopedagógico supõe uma sessão cujo objetivo é a observação do sujeito numa situação lúdica, a fim de que as primeiras hipóteses possam ser propostas em relação à queixa apresentada.

 Em nossa pesquisa a sessão lúdica foi iniciada dando a criança k vários brinquedos, a criança foi avisada que quando estivesse faltando cinco minutos para acabar a sessão as guardariam todos os objetos. Ela concordou e ficou olhando um pouco admirada, pois tudo aquilo no momento era para ela brincar. O primeiro objeto que ela pegou foi uma boneca e perguntou se poderia dar um nome a ela?  Foi dito que sim. Então ela disse que a boneca ia se chamar de Julinha e seguidamente ela disse: Julinha é o nome da minha irmãzinha, uns três minutos depois ela já pegou os fantoches no qual era avestruz fêmea, ela pegou perguntou o que era, mas logo pegou a revista e folheou colocou ao lado e pegou uma folha de sulfite, pegou o lápis de cor verde e fez a margem da parte inferior da folha.

 Em seguida pegou o lápis de escrever fez a ponta e começou a desenhar figuras de árvore na parte inferior da folha uma casa bem de tamanho longo e ao meio  escreveu  o seu nome,  em cada lado fez um X ao meio do quadrado um pouco a cima da parte do meio, fez  uma porta também cumprida  com  um circulo representando a fechadura  no outro lado ela desenhou três rosas.

Ela disse que as três figuras desenhadas eram árvores e as duas irmãs e a árvore menor era o bebê que a mãe tinha na barriga, ela pintou só a casa e fez um desenho representando grama. Na parte superior desenhou uma nuvem, um sol, uma nuvem uma meia lua e mais uma nuvem, não pintou.

Logo após, ela pegou papel de crepom e perguntou se tinha cola, foi dito para ela procurar e encontrou dentro da caixa onde estava os restantes dos materiais, a mesma  colou um pedaço de papel crepom no papel inteiro de dobradura. Guardou os objetos e ficou só com as miniaturas de E.V. A no qual continha figuras de pinheiros de cores diferenciadas  lua e sol, ela pegou e arrumou tudo em sequência, mas de modo alternado, foi perguntado por que ela estava arrumando daquela forma: Ela disse que era porque tinha que ser daquele jeito tudo combinando.

 Ao término da sessão a criança disse que queria ficar conversando comigo e perguntou se poderíamos brincar. Foi dito que não poderia, pois o horário já tinha terminado e que a professora estava á espera para ajudar nas tarefas escolares. Mas uma vez ela persistiu demonstrando não querer ir para a sala de aula, pediu para que levasse até o portão e não até a sala, pois queria chegar sozinha para os colegas não ficarem fazendo perguntas.

Essa sessão lúdica centrada na aprendizagem é um valioso instrumento no diagnóstico psicopedagógico porque permite ao terapeuta a observação das atitudes da criança ao brincar, possibilitando a confirmação ou a negação das hipóteses formuladas a partir da entrevista de anamnese.

5.1 Análise das Provas Piagetianas

Seriação

Na prova de seriação a criança k , no primeiro momento fez uma escada no sentido diagonal colocando as peças sem uma sequência, sendo que a1º peça foi pequena, a segunda média, a 3º pequena a 4º maio que a 3º a 5º menor que a 6º. 

No segundo momento, foram colocadas as peças também sem uma ordem. No terceiro momento, ela tentou fazer uma escada colocando as peças sobre a outra do menor para o maior, mas não conseguiu.

Em Seguida, fez uma nova tentativa, conseguiu em seguida colocou as outras peças ao meio representando uma escada. Nos questionamento referente ao primeiro momento, ela respondeu que colocou as peças porque sim, em todos os casos ela disse que colocou por que sim.

Classificação

Na prova de classificação no primeiro momento, a criança k organizou numa hierarquia sem a preocupação de cores e semelhanças. No segundo momento e no terceiro ela organizou usando os critérios das cores e formas. Posteriormente, a mesma organizou de forma subdividida em subclasses e com quantificação das inclusões.

Conservação de quantidades discretas

    Nesta prova a criança k, no primeiro momento, organizou numa hierarquia sem a preocupação de cores e semelhanças. No segundo momento e no terceiro ela organizou usando os critérios das cores e formas. Logo em seguida, momento a mesma organizou de forma subdividida em subclasses e com quantificação das inclusões. 

Equidistância

Esta prova foi iniciada propondo a criança k, dois animais acrescentando-se de dois em dois. No primeiro momento ela não soube responder por que os animais chegariam a lagoa ao mesmo tempo, no segundo momento ela disse que os dois primeiros chegariam, mas os outro dois não, no terceiro momento colocou os animais com um distante dos de mais no quarto momento ela colocou todos os animais dentro da lagoa, mas de maneira não circular.

Conservação de comprimento

Nesta prova a criança k demonstrou uma conduta intermediária hora dizia que tinha o mesmo comprimento outra dizia que não. Sendo que no primeiro momento ela não soube identificar o comprimento, no segundo momento ela contou os palitos e disse que a estrada maior era á que tinha dez palitos, no terceiro momento a mesma disse que andaria mais na estrada do ziguezague porque era legal.

Conservação de massa

Nesta prova ela admitiu a conservação de massa em algumas situações e negou em outras situações. No primeiro momento ela disse que os rolinhos tinham a mesma quantidade, no segundo momento disse que tinha o mesmo tanto de massa, mas achou que era diferente e reafirmou que tinha o mesmo tanto de massa, no terceiro momento: disse que eu ficaria com a bolinha de massa bem pequenininha e a dela era maior.

Conservação de líquidos

Nesta prova a criança k admitiu a conservação de massa em algumas situações e negou em outras situações. No primeiro momento ela disse que os rolinhos tinham a mesma quantidade, no segundo momento disse que tinha o mesmo tanto de massa, mas açor era diferente e reafirmou que tinha o mesmo tanto de massa, no terceiro momento: disse que eu ficaria com a bolinha de massa bem pequenininha e a dela era maior.

Inclusão de Classe

Essa prova de inclusão foi solicitada para a criança k analisada com os materiais de figuras de beterraba e figuras de cenouras, em E.V.A sendo apresentados em quatros momentos com 7 (legumes  2 beterrabas e 5 cenouras),  14( 7 beterrabas 7 cenouras ), 9(6 beterrabas e 3 cenouras ),  8 (4 cenouras e 4 beterrabas ).

Não foi possível tirar as outras fotos porque a máquina no momento seguinte da análise descarregou, deixando assim, os momentos posteriores ficarem sem registro para poder melhor identificar como foram às etapas por meios de fotos. Mesmo assim, foram realizadas as aplicações conforme citado anteriormente.

5.2 Análises das Provas Psicopedagógicas

Nas provas projetivas psicopedagógicas a criança teve o seguinte desempenho iniciando pela prova o plano de minha casa, pois é por meio dessa prova que podemos conhecer um pouco o vinculo que o indivíduo tem com a sua família.

O plano de minha casa

O plano de minha casa

Desenhou o pai e a mãe com uma divisão, duas nuvens e um sol, segundo ela: O pai estava ensinando ela e as irmãs, depois ela e as irmãs ensinava a mãe o que o pai tinha ensinado. Neste desenho o plano da minha casa, a criança teve resistência não queria desenhar, disse três vezes que não sabia desenhar, foi pedido para que desenhasse do seu jeito ela desenhou uma casa do lado esquerdo com dois quadrados representando o telhado, a avó, dois círculos, apagou um, e fez novamente, os dois círculos representavam o pai e o tio. O pai tem outra família, visita de vez e quando, o tio está preso.

Eu e meus companheiros

Eu e meus companheiros

  Foi pedido para que a mesma desenhasse seus companheiros: ela disse que não sabia desenhar, foi pedido para que desenhassem do seu jeito, ela pegou a folha colocou de modo diagonal fez uma linha e apagou, pediu uma régua e desenhou segundo ela, uma casa com uma porta fechada e aos lados na parte superior dois quadrados que para ela era as janelas.

O plano da sala de aula

O plano da sala de aula

Antes de iniciar o desenho o plano da sala de aula a criança me pediu uma régua, ai em seguida disse: não, não precisa! Tentou fazer um quadrado, mas não conseguiu, pediu a régua novamente, desenhou e fez a cruz solicitada bem no canto da folha.    

Família Educativa

Família Educativa

Nesta prova o desenho a criança também teve resistência não queria desenhar disse que não ia conseguir, pedi para que desenhasse do jeito dela que para mim de qualquer jeito que ela desenhasse estaria tudo bem. Novamente ela desenhou uma casa de tamanho grande metade da folha na parte inferior da folha com dois quadrados pequenos do lado esquerdo e do lado direito representando as janelas, na parte inferior do lado esquerdo desenhou uma figura representando a prima, fez também um circulo representando a outra prima.

5.3  Faz de Conta

 Para Piaget (1925), o símbolo nada mais é do que um meio de agregar o real aos desejos e interesses da criança. (significante) e o conceito (significado), capaz de originar o jogo simbólico, também chamado de faz-de-conta. No “faz-de-conta”, a criança imita, representa um conjunto de comportamentos, de ações. Ela faz relação com a professora, real / ideal, relação com os colegas, real/ ideal e com familiares real/ideal. Nesta prova foram utilizados:

a) Aplicação: se o sujeito for do sexo masculino usar Roberto se for do sexo feminino usar Maria. Dizer ao sujeito: “Eu conheço um (a) menino (a) chamado (a) Roberto (Maria) e você vai imaginar como ele (a) é porque ele (a) faz coisas assim”. Diga-me a primeira coisa que você pensar.

  1. Amélia não tem tempo de ouvir música. Por quê?            
    CC-Não sei!
  2. Amélia não jantou ontem. Por quê?                                   
    CC - Por que ela não tava com fome!
  3. Amália não brinca com outros meninos. Por quê? – Porque ela
    CC - é chata!
  4. Amélia não foi ao cinema domingo. Por quê?
    CC - Por que ele queria ficar em casa!
  5. A professora disse que queria falar com ele depois da aula. Por quê?
    CP - Por que ela não estuda bem!
  6. Quando o pai de Amélia chegou ontem o que aconteceu?Ela   
    CF - apanhou!
  7. Amélia levantou-se durante a noite. Por quê?                  
    CC  - Por que ela queria tomar suco!
  8. Quando Amélia  abriu a porta o que foi que ele viu?          
    CF - Um homem!
  9. Amélia  não fez nenhuma lição de casa. Por quê?               
    CC - Por que ela não queria fazer!
  10. Amélia uma noite sonhou. Com o quê?         
    CC - Com o noivo dela!
  11. Amélia trouxe  ontem suas notas. O que aconteceu?          
     CP - A professora colocou tudo zero na nota dela!
  12. A mãe de Amélia  vestiu o casaco e saiu. Por quê?
     CF - Por que ela queria tomar um sorvete!
  13. Amélia  chegou chorando em casa. Por quê?  
     CF - Por que ela terminou com o namorado dela!
  14. Amélia  ficou com raiva de sua mãe. Por quê?                    
    CF - Por que a mãe dela bateu nela!
  15. Amélia  queria ser mais sabido do que é. Por quê?
    CC - Por que ela queria estudar bem!
  16. Amélia  foi para o seu quarto. Por quê?                                
    CC - Por que ela queria dormir!
  17. Amélia  está com medo de alguma coisa. O que é?                
    CC - De pessoas mortas!
  18. Às vezes alguém aborrece Amélia  e ele fica triste.             
    CF - Por quê?Por que os pais dela falam coisas que deixa ela triste!
  19. Amélia  queria ser mais forte do que é. Por quê?                 
    CC - Por que ela era magrinha e os outros fortes!
  20. A mãe de Amélia  está muito preocupada com alguma coisa. O que é?                                      
    CF - Preocupada com o marido dela!
  21. Amélia  não veio jantar em casa. Por quê?                          
    CC - Ela foi jantar na casa da avó dela!
  22. Ontem aconteceu alguma coisa ruim. O que foi?                                      
    CC - Não sei!
  23. Amélia   não gosta de alguma coisa em seu pai. O que é?         
    CF - Trabalhar, ele ganha muito dinheiro e não reparte com ela!
  24. Amélia   pensa que seu pai e sua mãe não gostam dele. Por quê?                                                  
    CC - Não sei!
  25. Amélia  não quer ir à escola hoje. Por quê?                         
    CP - Por que ela tem prova pra fazer!
  26. Amélia  não gosta de recitar poesias (falar na frente) em classe. Por quê?                                            
    CC - Ela só fala escondida!
  27. Amélia  gostaria às vezes de ser menina. Por quê?    
    CF - Por que ela nasceu menina!
  28. Amélia  gostaria de ser maior do que é. Por quê?               
    CC - Por que antes ela era bem pequeninha!
  29. Amélia  gosta de uma coisa em sua professora. O que é?
    CP - De ela fazer carinho!
  30. Amélia   às vezes fica com raiva na escola. Por quê?          
    CC - Por que os amigos dela batem nela!
  31. Amélia   às vezes não faz o que sua mãe manda. Por quê?        
    CF - Por que a mãe dela bate nela!
  32. Amélia  prefere brincar com meninos ou meninas. Por quê?     
    CC - Por que ela não gosta das meninas!
  33. Amélia   não gosta de um menino de sua classe. Por quê?        
    CC - Por que ela é muito chata com ela!
  34. Amélia  às vezes fica nervoso e preocupado na escola.   
    CP - Por quê?Por que ela não gosta de estudar!
  35. Certo dia Amélia  e sua mãe brigaram seriamente. Por quê?     
    CC - Não sei!
  36. Um dia Amélia  quis fugir de sua casa. Por quê?               
    CF - Por que ela queria ir para a casa da avó!
  37. Amélia  não gosta de alguma coisa em sua professora.
    CP - Por quê?Por que ela é muito chata!
  38. Amélia  às vezes fica muito triste. Por quê?                     
    CC - Por que os outros á a chamam de chata!
  39. Amélia  gosta de ficar sozinho. Por quê?                            
    CC - Não sei!
  40. Amélia  acha uma pessoa da escola muito boa. Quem é? Maria                 
    CC - Fernanda (amiga)
  41. Quantos anos você pensa que ê pensa que Roberto tem?
    CC - 10 anos!
  42. Se Amélia fosse grande e forte, o que faria que não pode fazer agora?                                                      
    CC – Bater-nos outros
  43. Se Amélia  fosse rico, o que faria que não pode  fazer agora?   
    CC - Comprar roupa e sapatos
  44. Se Amélia  fosse sabido, o que faria que não pode fazer agora?                                                  
    CC - Bater nas pessoas e pegar o lanche! 
  45. Se Amélia  pudesse fazer tudo o que quisesse, o que faria que não pode fazer agora?                                                                                            
    CF - Lavar louça fazer de tudo!
  46. O que Amélia  quer acima de tudo (“O que Amélia mais quer na “vida?”“.).                                 
    CC - Uma meia calça e uma bota nunca usaram saia.

5.4  TDE Teste de Desempenho Escolar

PROVAS

NÍVEIS

Ia

Ib

IIa

IIb

III

Classificação

 

 

 

 

X

Seriação

 

 

X

 

 

Conservação de comprimento

 

 

X

 

 

Conservação de massa

 

 

 

X

 

Conservação de líquidos

X

 

 

 

 

Conservação de quantidades discretas

 

 

 

 

X

Inclusão de classes

 

X

 

 

 

Imagem mental

X

 

 

 

 

Equidistância

 

 

 

 

X

 

No Teste de Desempeno Escolar a criança obteve os resultados conforme mostra na tabela á cima, sendo que  em duas provas  ela obteve o mesmo resultado:

Seriação, Conservação de Comprimento, em Conservação de Liquido e Imagem Mental obteve também o mesmo Resultado. Destacando mais em, Classificação, Conservação de Quantidade Discreta e Equidistância.  

No nível I que é considerado Pré Operatório ela ficou em uma prova que é á de Conservação de Liquido.

ARITMÉTICA

Classificação

Escrita

Aritmética

Leitura

Total (ABT)

Superior

19

   

19

Médio Sup.

   

45

45

Médio Inf.

 

5

 

+5

Inferior

     

69

Conforme o desempenho da criança no desenvolvimento das provas aplicadas, obteve-se  os seguintes  resultados conforme a tabela a cima.

5.4.2 Análise e Resultados

É muito importante compreender e descrever as dificuldades da criança em analise e considerar os diferentes resultados obtidos nas técnicas utilizadas; formular recomendações, a fim de atender as dificuldades de aprendizagem. Segundo (Rubinstein (1987, p. 51)):

O psicopedagogo é como um detetive que busca pistas, procurando solucioná-las, pois algumas podem ser falsas, outras irrelevantes, mas a sua meta fundamentalmente é investigar todo o processo de aprendizagem levando em consideração a totalidade dos fatores nele envolvidos, para valendo-se desta investigação, entender a constituição da dificuldade de aprendizagem.

Na análise feita em pela professora  K foi diagnosticada como uma criança que apresentava dificuldade maior de aprendizagem na matéria de língua portuguesa, pois segundo a professora: K  não  se apropriava  ainda  da  escrita  ortográfica  e  da  letra  cursiva, não  conseguia  terminar  as  atividades  em  tempo  estipulado.  Segundo a professora: “É uma criança que não para quieta, não se concentra nos conteúdos, tem dificuldade em assimilar os conteúdos”. Mesmo tendo um acompanhamento quase que individualizado pela professora k não conseguia realizar com êxito as atividades propostas.

Porém, nos testes aplicados K demonstrou  que  tinha  habilidades na escrita  e  na  leitura,  apresentando  dificuldade  na  aritmética  por  não  conhecer  os  sinais  para  solucionar  as  equações,  o  que  fez  com  que  a   fracassasse  nos  resultados.  No aspecto cognitivo, apresentou comportamentos de conduta predominantemente da fase Operatório-Concreto, quase em todas as provas  operatórias,  mas  em  algumas  provas  como  Imagem  Mental  e  Conservação  de Líquidos  apresentou  comportamentos  de  conduta  Pré-Operatória.  Sendo assim, indica um pensamento  oscilando  entre  Pré-Operatório  e  Operatório-Concreto o  que  é  considerado  adequado  para   sua  faixa  etária  e  série  na  qual  se encontra. 

É, importante salientar que antes de  realizar  as  intervenções   com  K   foram  buscadas  informações  referente  a  sua  vivencia  desde  a gestação  até  a  idade  que  se  encontra  atualmente,  pois  as  intervenções  psicopedagógicas  não  acontece  só  com  o  sujeito  em  questão,  mas  também  com  a  família,  o  professor,  o  ambiente  escolar  como  um  todo  enfim,  para  que  haja  coerência  nos  resultados  é  necessário  buscar  várias  informações  social  e  intelectual  da  vida  do  entrevistado.

Este método tem como característica fundamentar as informações óbvias para compreender as constatações por meios das informações colhidas que aflorar  as  análise  e  os  resultado  identificados  durante  as  sessões  com  o  indivíduo  em  questão.  Feita anamnese, ou seja, uma entrevista, com foco mais específico, considerada como um dos pontos cruciais de um bom diagnóstico, visando colher dados significativos sobre a história do sujeito na família, integrando passado, presente e projeções para o futuro, permitindo perceber a inserção deste na sua família e a influência das gerações passadas neste núcleo e no próprio.

Segundo Weiss (1992, p. 62), na anamnese, são levantados dados das primeiras aprendizagens, evolução geral do sujeito, história clínica, história da família nuclear, história das famílias materna e paterna e história escolar, o psicopedagogo deverá deixa-lo á vontade”... para que todos se sintam com liberdade de expor seus pensamentos e sentimentos sobre a criança para que possam compreender os pontos nevrálgicos ligados á aprendizagem”.

Foi realizada também, entrevista com a professora e as provas  aplicadas,  para  chegarmos  a  conclusão  final,  foram  utilizados  para  análise  o  livro  do  Visca (2011), e Stain (1994 ), sendo  assim,  de  acordo  com  os  resultados obtidos,   K  não  apresentou  problemas  de  aprendizagem,  talvez  o  que  tenha  faltado  para  que  ela  obtivesse  um  bom  desempenho  escolar  tenha  sido   atividades  lúdicas,   no  caso  o  que  pode  está  prejudicando  K  é  mais  um    método  metodológico aplicado em sala de aula, que  já  vem  desde  as  séries  anteriores  o  que  faz  com  ela  apresente  na  série  atual  dificuldades  de  decodificar  os  conhecimentos  científicos. 

É importante salientar que os trabalhos pedagógicos em sala de aula exigem uma flexibilidade  por  parte  do  profissional  com  o  objetivo  de  realizar  a partir  de  um  planejamento com   estratégias  desafiadoras, afim  de  identificar  diferentes  métodos  de  aprendizagem,  assim  realizar  modelos  educativos  durante  o  processo  de  aprendizagem  do  individuo,  com  o  objetivo  de  levar  o  aluno  a  internalizar  os  conhecimentos  científicos.

Fundamentar o valor da socialização para subsidiar ao individuo possibilidades de criação espontâneas contribuindo para que o mesmo avance na leitura e escrita, mesclar o conhecimento social com o intelectual partindo dos conhecimentos que cada um já possui.

Para tanto, no processo de aprendizagem deve haver um mapeamento dos alunos feito pelo  professor(a)  para  que  possa  buscar  modelo  educacional  que  sistematizem  e  potencializem  os  conhecimentos  escolares  de  cada  discente  em  sala  de  aula. 

Assim, a história do fracasso escolar poderia ter um  outro  olhar,  sendo  que  as causas  desse  problemas  não  são  únicas  e não  se  constitui  em  fato  novo,  a  evasão  escolar  já  é  uma  herança  nos  quais  pesquisadores  e  autores  interessados  no tema vem  tentando  entender  quais  os  motivos  que  leva  a  precariedade  no  ensino  fazendo  com  que  muitos  discentes  sejam  caracterizados  como  fracassados  na  escola  pública  brasileira.

De acordo com os resultados obtidos durante todos os testes aplicados com a criança, foi apurado que a criança não apresenta dificuldade de aprendizagem, pois demonstrou resultados favoráveis durante a resolução das provas aplicadas para a faixa etária e série que se encontra.  

5.4.3 Recomendações e encaminhamento

Recomendamos que o professor (a) trabalhe atividades que envolva a escrita e a matemática através de jogos diversos de forma lúdica e que proporcione a criação e recriação de possibilidades para a criança assimilar conceitos e conteúdos, valorizando o que ela faz e ludicamente proporcionando um contato mais afetivo com  o professor (a) , pois a aproximação entre quem  ensina e quem aprende é essencial para obter bons resultados.

5.4.4 Entrevista Devolutiva

O resultado das análises foi entregue na instituição escolar e na instituição filantrópica que a criança frequenta e recebe apoio de reforço escolar no período matutino.

Na instituição filantrópica (creche) a devolutiva foi recebida pela auxiliar pedagógica, no qual, juntamente com a pedagoga iria rever o resultado para poder orientar a professora de reforço da criança analisada. 

Na instituição escolar o mesmo foi entregue a orientadora pedagógica, no qual disse também que iria ler e seguidamente e entregá-la para a professora, para juntas tomarem as medidas necessárias para o desenvolvimento da criança k fosse mais positivo.

6. Considerações Finais

O intuito desta pesquisa foi compreende como as dificuldades de aprendizagem de uma criança pode  levar ao fracasso escolar. No decorrer do trabalho foram analisados quais seriam os fatores principais que causam a problemática apresentada pelas instituições, sobre as dificuldades de aprendizagem da criança em análise.

A criança analisada foi encaminhada pela instituição caracterizada como apresentar dificuldade de aprendizagem, sendo que ao entrevistar a professora ela disse que a criança tinha uma dificuldade maior na matéria de língua portuguesa e matemática, concluindo também que a mesma era muito lenta e não terminava as atividades no tempo estipulado sem ajuda dela (professora).

De acordo com as respostas obtidas pela criança no teste do Faz de Conta percebeu-se que a criança tem dificuldade de vinculo com a professora e com os amigos e gostaria muito de aprender mais os conteúdos aplicados em sala de aula.

Foi observado que o professor fica frustrado ao perceber que uma criança apresenta dificuldade de aprendizagem por não dá conta da problemática, problema esse que muitas vezes por não obter uma solução positiva acaba deixando o educando á ficar classificado como “fracassado”, contribuindo ainda mais para a repetência e evasão escolar.

É com essa perspectiva que o psicopedagogo intervém, como mediador a fim de buscar a compreensão e contribuir com êxito na solução do problema contribuindo assim com a escola, professor e pais na solução das dificuldades de aprendizagem do envolvido. Podemos explicitar então que alguns professores sem conhecimento psicopedagógico detectam problemas de aprendizagem do educando apenas por ele não concluir e decifrar corretamente os códigos da escrita ou outros conteúdos aplicados no tempo estipulado pelo professor. Demonstrando dessa forma, que ao encaminhar o aluno para avaliação com o psicólogo ou Psicopedagogo espera que com exatidão seja receitado uma solução pronta para  resolver o problema  de aprendizagem.

No entanto, não é assim que o psicopedagogo ou psicólogo trabalham. O trabalho do psicopedagogo é intervir como mediador na solução do problema contribuindo com o professor na formação de futuros cidadão na escola para que a educação obtenha êxito, seja na escola pública ou privada.

A metodologia aplicada pelos docentes pode influenciar muito na aquisição do saber e contribuir para o não sucesso escolar do educando. É necessário que ter um olhar diferenciado antes de detectar que um aluno é “problema”, pois  detectar uma criança como apresentar dificuldade de aprendizagem sem ter certeza do que está falando poderá dificultar ainda mais o desenvolvimento na aquisição dos códigos da escrita do envolvido, influenciar em sua auto – estima  o rotulando.

Para que se faça um diagnóstico com coerência da vida do sujeito é necessário conhecer e analisar a vida do envolvido interna e externa para que possamos contribuir no diagnóstico positivamente, e assim, possibilitar com exatidão no processo aprendizagem do mesmo, visando um melhor desempenho escolar. O professor é o autor principal no “palco da escola” ele deve está atento nas suas metodologias e nas suas análises, pois o que ele transmitir em sala de aula “marcará” o discente por toda uma vida, o professor tanto pode contribuir para o sucesso de seus discentes como para o fracasso. Sabemos que o sucesso do educando não depende só do professor, mas ele é o papel principal. 

É a partir das perspectivas do professor que o psicopedagogo faz suas intervenções, a fim de contribuir com os seus conhecimentos profissionais no processo de aprendizagem do educando, como mediador entre pais, professor, alunos e escola visando um melhor desempenho escolar, na tentativa de acabar com a evasão escolar, reduzir os índices de fracasso escolar e assim, melhorar  o índice de qualidade de ensino de nosso país, logo, colaborando para a formação de cidadãos críticos, autônomos e atuantes em nossa sociedade.

Sobre o Autor:

Elizabete Torres dos Santos - Graduada e Pós-graduada na área da Educação, Pós graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Estadual UEM de Maringá Paraná, também em Neuropedagogia na Educação pela UCP Faculdade de Ensino Superior do Centro do Paraná.

Referências:

AQUINO, J. G. Erro e Fracasso na Escola. O mal-estar na escola contemporânea: erro e fracasso em questão São Paulo, Summus, 1997.

BEUCLAIR, J. Psicopedagogia – Rio de Janeiro; Wak, 2011.

BOSSA, N.  A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: a Nova Fronteira, 1993.

MANSINI, Elcie Lauzano. Psicopedagogia na Escola  - Buscando condições para a aprendizagem significativa. São Paulo, Uni marco, 1993.

MOREIRA I. Fracasso Escolar e Interação  Professor – Aluno. Rio de Janeiro 2010.

NOFFS, Neide de Aquino. Palavra da presidente. Revista Psicopedagogia 14 (32): 5-9, 1995.

PATTO, M. H. S. A produção do fracasso escolar: historias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A Queiroz, 1990.

PIAGET, J.  B. Gênese das estruturas lógicas elementares. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

RUBINSTEIN, Edith. A psicopedagogia e a Associação Estadual de Psicopedagogia. São Paulo. In SCOZ, Beatriz Judith Lima (et al). Psicopedagogia: o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

STEIN, L. M. TDE. Teste de desempenho Escolar . São Paulo: Casapsi, 1994.

VISCA, J. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas e Pautas Gráficas para sua interpretação. Buenos Aires – Argentina, 2011.

WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

GURGEL, Thaís. A origem do sucesso (e do fracasso) escolar. Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/origem-sucesso-fracasso-escolar-419845.shtml. Acessado em: 24 de novembro de 2011.

LETRA, Pedagogia ao pé da. Disponível em: http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/analisando-as-razoes-do-fracasso-escolar-no-ensino-fundamental/. Acesso em: 01 de dezembro de 2011.

METODISTA, Instituição. Psicopedagogia clínica e institucional. Disponível em: http://www.metodista.br/lato/psicopedagogia-clinica-e-institucional/psicopedagogia-clinica-e-institucional. Acesso: em 01 de dezembro 2011. Brasil 1996

Informar um Erro Publique Seu Artigo