O Bullying no Ensino Superior

(Tempo de leitura: 10 - 20 minutos)

Resumo: O bullying está ultrapassando a barreira da escola e invadindo a casa das vítimas. A tecnologia atual permite que os agressores utilizem a internet e o celular para acuá-las, surgindo uma nova forma de ameaça: o cyberbullying. A sociedade, ao mesmo tempo em que estimula o bullying, através dos valores sociais e éticos praticados, deve se responsabilizar pela mudança destes valores e inibir as práticas do bullying para que a geração futura construa uma sociedade justa e sem violência. Através da análise de casos reais de alunos atingidos por este fenômeno, o presente artigo traça um panorama sobre o bullying no ensino superior.

Palavras-chave: Bullying, Cyberbullying, Valores Éticos.

1. Introdução

Os índices brasileiros que divulgam os dados do ensino superior demonstram a cada ano, um aumento do número de estudantes. Isso ocorre tanto em relação à graduação, quanto aos níveis de especialização, mestrado e doutorado [01]. Deste modo, percebe-se que os profissionais estão buscando qualificação para atuar no mercado de trabalho. Entretanto, esse aumento no número de estudantes gera uma demanda maior por docentes no ensino superior.

Os professores universitários também necessitam de qualificação, principalmente no que tange ao uso das novas tecnologias e como estas podem influenciar no processo de aprendizado e de desenvolvimento do aluno. Inserido nessa temática, se encontra o cyberbullying, que é o bullying praticado através das redes sociais, e-mails e celulares. Essa prática não se encontra restrita a um nível educacional e assim como demanda percepção e soluções por parte dos profissionais da educação do ensino básico, fundamental e médio, pede a atuação dos docentes do ensino superior no seu respectivo nível.

O bullying mais comum no ensino superior é aquele denominado de trote. Os veteranos, alunos antigos, recepcionam os calouros, alunos novos, com trotes e brincadeiras. Estas, na maioria das vezes, apresentam caráter agressivo e violento. A mídia brasileira já noticiou alguns casos famosos – o que gerou muita repercussão sobre o assunto – de estudantes que foram submetidos aos trotes e chegaram até mesmo a morrer, devido à forte violência empregada [02].

No ensino superior, o bullying costuma retratar a discriminação e o preconceito que existem na sociedade. Os alunos que estão ingressando nas universidades através do polêmico sistema de cotas [03] costumam ser o alvo da agressão e críticas de outros estudantes, principalmente por corresponderem a parcelas da população que geralmente são excluídas, como os indígenas, os negros e os pobres. Existem ainda diversos outros programas governamentais de inclusão no ensino superior no qual os participantes são tratados com preconceito no ambiente escolar.

Dessa forma, se busca por meio deste trabalho definir o conceito de bullying, de cyberbullying e averiguar as consequências destes no ensino superior. Os valores sociais e éticos praticados na sociedade e sua influência nesse fenômeno também serão investigados. Entretanto, o que se objetiva através desta pesquisa é visualizar uma possível solução para o bullying advinda da mudança de valores e conduta da sociedade. O método científico utilizado para validar este estudo é o indutivo, ou seja, a linha de raciocínio adotada nesta pesquisa considera o conhecimento fundamentado na experiência. As análises das experiências de alunos que sofreram com o bullying legitimarão este método.

2. Bullying e Cyberbullying

Segundo Ana Beatriz Barbosa Silva, médica psiquiatra, o bullying é um ato de violência, física ou não, que ocorre de modo intencional e repetitivo, sem motivo ou justificativa específico, onde os mais fortes utilizam os mais fracos com intuito de maltratar, intimidar e humilhar [04]. O bullying pode ser praticado de diversas maneiras: física, moral, psicológica, sexual ou virtual. Recentemente o cyberbullying tem se tornado uma das formas mais utilizadas para as agressões.

O cyberbullying é o bullying tradicional cometido através das novas tecnologias. Como, por exemplo, os sites de relacionamento, os e-mails e mensagens de texto de celular. É atribuída ao cyberbullying a denominação de meio mais cruel. Se no bullying tradicional as agressões ficavam restritas ao ambiente escolar, no cyberbullying as ameaças acompanham a vítima o tempo todo e ainda torna mais difícil encontrar o agressor, uma vez que ele pode criar usuários falsos na internet. Uma reportagem de uma revista da área educacional retrata este tema e traz a visão de uma vítima:

Paulo, 19 anos, teve sua foto publicada na internet durante três anos (a imagem era uma montagem com seu rosto, uma boca enorme e uma gozação com um movimento que fazia com a língua). Ele nunca conseguiu descobrir quem eram seus algozes. “Eu não confiava mais em nenhum dos meus colegas”, lembra. Seu desempenho escolar caiu e ele foi reprovado. Pediu transferência, mas, mesmo longe dos agressores, ainda sente os efeitos da situação. Toma medicamentos e tem o acompanhamento de um psicólogo. Tudo indica que os que o atazanavam na sala de aula estavam por trás do perfil falso. (NOVA ESCOLA, junho/julho 2010, p.73)

Assim, entende-se o cyberbullying como uma prática perversa, uma vez que acompanha a vítima em qualquer lugar, dando a esta uma sensação de insegurança e medo ilimitados. A difamação e a intimidação por meio da exposição pública multiplicam o sentimento de sofrimento do atacado, uma vez que a humilhação é também em público. Contudo, as conseqüências do bullying virtual são reais, como no exemplo visto na reportagem, e acompanham as vítimas durante muito tempo.

3. Consequências do Cyberbullying no Ensino Superior

Nesse tópico será analisado um caso concreto que teve repercussão nacional no Brasil.  Em 22 de outubro de 2009 um caso de bullying ficou conhecido em todo o país. O fato ocorreu na Universidade Bandeirante (UNIBAN), na unidade do estado de São Paulo. A aluna Geisy Arruda, na época com 20 anos, compareceu à universidade para as aulas com um mini vestido rosa. Cerca de 600 alunos a agrediram verbalmente com nomes de baixo calão, como prostituta, vadia, entre outros nomes, e a ameaçaram. A polícia foi chamada para escoltá-la. Alguns alunos filmaram as cenas através de celulares e postaram o fato na internet.

Alguns minutos depois o evento era comentado no país inteiro. O vídeo ainda pode ser encontrado em sites da internet [05]. A aluna foi humilhada por vários colegas da universidade e sua vergonha acabou sendo exposta em rede nacional. Além de ter sido agredida pelos alunos, a faculdade UNIBAN classificou a aluna como culpada, alegando desrespeito aos princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.  Entretanto, essa colocação é questionável. O que desrespeita mais a ética? Usar um mini vestido ou ser agredida por 600 pessoas? No vídeo a aluna aparece bastante abalada, chorando e se apoiando nos policiais para deixar o local, demonstrando medo.

O caso realmente confronta os valores sociais do tempo atual. Hoje, as mulheres representam uma grande parcela da população economicamente ativa no mercado de trabalho, são chefes de família, são a maioria nas escolas e universidades, mas ainda são discriminadas pela sua condição de mulher. Ao mesmo tempo, na mídia em geral, a imagem da mulher continua associada à beleza, aos trajes mínimos, como sedutora de homens. Para verificar tal afirmação basta assistir à televisão e verificar a programação da mídia brasileira. No horário nobre há assistentes de palco seminuas, atrizes, em roupas bem menores do que a de Geisy, entre outros exemplos [06].                    

Talvez o micro vestido de Geisy não fosse apropriado para o ambiente acadêmico, mas será que ele era realmente inapropriado se forem considerados os valores sociais e éticos praticados no dia-a-dia da sociedade brasileira? A universidade considerou a aluna culpada e ainda gerou sua expulsão. Sofrendo pressão da opinião pública nacional e internacional a UNIBAN revogou a expulsão, contudo a aluna alegou que seria difícil continuar estudando no local. Geisy Arruda moveu um processo por danos morais contra a faculdade e a justiça foi favorável à aluna.

A universidade deveria ser o lugar no qual as ideias divergentes são tolerantes e as diferenças superadas em prol da aquisição do conhecimento. Por isso o bullying no ensino superior é tão grave. A tolerância deveria existir dentro do ambiente denominado universal.

As consequências advindas do bullying nas universidades não diferem das consequências do bullying em outros níveis de educação: medo de voltar à escola/universidade, a vítima se sente desprotegida e insegura nesse local, levando ao desinteresse pelos estudos; problemas psíquicos e comportamentais; e problemas psicossomáticos, entre outros.

Segundo a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, as consequências do bullying são variadas, dependo do indivíduo, sua estrutura, vivência, pré-diposição genética e até mesmo o tipo de agressão praticada. Entretanto, o alvo das hostilidades sempre são aqueles que não conseguem se defender. A aluna estudada neste tópico, Geisy Arruda, conseguiu lidar bem com o bullying e se aproveitou do problema para se tornar uma pessoa conhecida na mídia brasileira. Mas ela é uma exceção. Muitos recorrem ao tratamento psicológico e aos remédios.

Geralmente o bullying no ensino superior é ignorado pela universidade e professores, já que o fenômeno é normalmente associado aos jovens entre 11 e 13 anos [07]. O bullying não atinge apenas a vítima, mas a família, os espectadores e a sociedade, por isso, deve ser combatido principalmente neste nível educacional, que forma os profissionais que atuarão na comunidade. De acordo com artigo da Universidade Federal do Ceará uma das consequências principais do bullying no ensino superior é o travamento da produção intelectual dos pesquisadores, além disso, as vítimas podem deixar sua condição de agredido para se tornarem agressores [08].

Algumas vítimas não conseguem lidar com os problemas advindos do bullying e retornam às universidades e/ou escolas para se vingar dos bullies (agressores). É conhecido o caso da Universidade de Virgínia Tech, nos Estados Unidos. Em 2007 um jovem de 23 anos no último ano do curso de Letras invadiu a universidade e abrigou fogo matando 32 pessoas e ferindo 29 entre alunos e professores [09]. Este não é um evento isolado, outros casos como esse existem e mostram como a falta de políticas e ação sobre esse fenômeno no ensino superior persiste.

O que deve ser apreendido neste tópico é que o bullying existe nas universidades e que a ignorância das instituições e professores em reconhecer o fenômeno está deixando sequelas não apenas nas vítimas, mas na sociedade em geral.  É preciso combater o bullying em todas as esferas, inclusive no ensino superior, do contrário, que tipo de profissional sairá das faculdades para ingressar nas empresas e servir à sociedade? As instituições de ensino superior e seus docentes devem refletir sobre este problema e buscar soluções.

4. Os Valores Sociais e Éticos Praticados e a Culpa da Sociedade

O bullying é um fenômeno que não está presente apenas no ambiente educacional, ele pode surgir em diversos contextos como, por exemplo, no trabalho, dentro da família, clubes, associações, entre outros. Por se apresentar em diversos ambientes, um fator que está associado ao bullying são os valores sociais e éticos praticados pela sociedade. O bullie geralmente tem um perfil agressivo, mas suas interações sociais exercem influência sobre seu comportamento.

Ainda de acordo com a médica Ana Beatriz Barbosa Silva, a sociedade atual tem responsabilidade no comportamento dos bullies. Segundo ela, o individualismo e a cultura do ter e não do ser, distorcem os valores éticos. Os pais se tornaram permissivos e os filhos exigentes e egocêntricos. Estes últimos não se preocupam com as regras sociais, não entendem a necessidade delas para o convívio em sociedade e tornam-se inconseqüentes [10].

Além da distorção dos valores éticos e sociais que ocorre no ambiente familiar, entre pais e filhos, a mídia brasileira cria um padrão de beleza onde apenas poucos o representam e isso acaba sendo refletido nos casos de bullying. Normalmente as vítimas são pessoas fora dos padrões ditados pela sociedade em geral. De acordo com Aramis A. Lopes Neto os alvos não dispõem de recursos, status ou habilidade [11].  Suas características físicas, comportamentais ou emocionais os tornam pessoas vulneráveis às ações dos agressores, assim como dificultam a sua aceitação pelo grupo.

Apesar de o bullying ter inúmeras causas e diferentes formas de manifestação, percebe-se que os valores cultivados pela sociedade atual estão diretamente ligados ao fenômeno, tornando-o permitido e usado como tipo de punição àqueles indivíduos que não representam o padrão vigente. A culpa da sociedade nos casos de bullying é mais uma vez verificada, já que é através desses valores sociais e éticos que muitos dos agressores se baseiam para justificar sua violência.

Será necessário transmitir às novas gerações novos valores, mais éticos e responsáveis, para que a futura sociedade seja construída sobre pilares da justiça, tolerância e diversidade.

Através das interpretações da realidade feitas até aqui é verificado que a violência como forma de dominação de um indivíduo contra o outro só resultará em mais violência. Num determinado momento a vítima não consegue mais lidar com a situação, enfrenta o agressor, e em alguns casos conhecidos, como o massacre de Virgínia Tech nos Estados Unidos, as consequências atingem a todos (agressores, vítimas, espectadores, comunidade nacional e internacional).

Faz-se necessário um exame de consciência por parte da sociedade. A culpabilidade por este fenômeno deve recair sobre quem?

O agressor está inserido dentro da própria comunidade, então se faz lógico que a população em prol da criação de uma sociedade justa e sem violência ajude no combate ao bullying por meio de suas ações.

5. A Mudança de Valores da Sociedade e do Ambiente Educacional

Percebe-se que a coletividade deve transmitir novos valores educacionais, mais éticos e justos para que a futura geração construa uma sociedade em que o fenômeno do bullying tenha incidência mínima e deixe de ser um problema que afeta tantos indivíduos no mais diversos ambientes. Reconhecer a existência do fenômeno no ensino superior como em outras áreas é o primeiro passo para essa mudança.

O papel da universidade ou escola em promover mudanças é importante. É preciso capacitar os docentes e os demais profissionais da área da educação para atuar na identificação, diagnóstico, intervenção e encaminhamento de forma correta independente do nível educacional. Com grande peso nesse fenômeno, é fundamental também a participação da família para promover mudanças.

As ações dos agressores podem ser explicadas através do ambiente familiar no qual vivem. A família das vítimas deve corrigir suas omissões e ter uma participação efetiva na vida acadêmica de seus membros. Deste modo, a família e a escola respondem solidariamente por mudanças, mas um posicionamento do Estado é oportuno. O estabelecimento de políticas de combate ao bullying e sua efetiva ação é obrigação do governo que deve proporcionar um ambiente justo para todos. A mudança de valores e do ambiente educacional deve fazer parte da agenda dos governantes, já que a Carta Magna [12] traz como fundamento no seu artigo 1º a dignidade da pessoa humana, e esta para ser defendida, passa pela efetiva ação do Estado em proteger os cidadãos, inclusive das agressões e hostilidades que podem ocorrem por meio do bullying

Ainda na Constituição Federal, dentre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil estão a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação [13] . Dessa maneira se configura o dever do Estado de proteger o cidadão e atuar como agente de mudança de valores e do ambiente educacional para que a sociedade em geral seja construída conforme esses objetivos.

Além da universidade, da família e do Estado, é importante a participação da comunidade nesse problema e nessa mudança. O problema do bullying interessa ao coletivo e precisa da integração das diferentes instâncias. Ao avocar o problema também para a comunidade, o que se deve pensar, é que com o advento do contrato social e a criação do Estado, todos são responsáveis pela sua manutenção. Ou seja, uma sociedade menos violenta é um direito e um dever de todos. Por isso para promovê-la é necessário que todas as esferas estejam mobilizadas: a escola, a família, o Estado e a comunidade.

6. Considerações Finais

Neste artigo foi compreendido o fenômeno do bullying no ensino superior, através da exposição de alguns casos concretos, como o do aluno Paulo, da aluna Geisy Arruda e o massacre de Vírginia Tech. Foi demonstrando através de explicações, a importância desse tema para a sociedade atual. O bullying é uma forma de violência (psicológica, moral, física, virtual) praticada no ambiente escolar que está atingindo a sociedade e que quando é verificado no ensino superior, contribui negativamente para a formação dos futuros profissionais. Um dos métodos mais cruéis de se praticar o bullying é através do cyberbullying uma vez que este ataca as vítimas mesmo fora da universidade e expõe a humilhação para, possivelmente, milhares de pessoas. As consequências do bullying no ensino superior vão desde problemas psicológicos adquiridos pelas vítimas ao travamento do conhecimento científico. [14]

Dos experimentos e pesquisas realizadas nas universidades brasileiras saem diversas invenções e descobertas que são utilizadas por toda a sociedade. Desse modo com o bullying travando o conhecimento científico, significa travar descobertas potencialmente benéficas para toda a população.

Uma conclusão alarmante que este artigo revela é quanto à atuação da universidade e dos docentes em identificar o bullying no ensino superior. O problema é ignorado, principalmente por estar habitualmente associado à crianças e adolescentes, e pela escassez ou  até mesmo inexistência de políticas de combate ao fenômeno nessas instituições.

Os valores éticos e sociais atuais estão influenciando diretamente o bullying, por isso deve existir uma reflexão de toda a sociedade sobre estes que vem sendo cultivados pelos indivíduos e refletem a vida em comunidade. Quais são estes valores? Porque eles estão estimulando o bullying? Qual é o papel do cidadão em relação a esses valores? Ocorre que não existe uma resposta única para estas perguntas. Todos devem contribuir para este exame de consciência individual e coletivo.

O estudo deste artigo termina na necessidade de mudança dos valores atuais, que se encontram desvirtuados. Eles devem ser restaurados ou reformulados para que a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, objetivo da sociedade brasileira posso ser cumprido. Não há possibilidade de se cumprir tal objetivo se a violência reprime, traz injustiça e é individualista. O bullying é violência, é agressão, moral, psicológica, virtual, física, intelectual, entre outros.

Uma sociedade sem bullying não é possível enquanto houver o poder, a força e a fraqueza, e enquanto existirem pessoas, estes também existirão. Contudo, é cabível reduzir sua incidência e tratar apropriadamente as vítimas e os agressores. A melhor universidade ou escola não serão aquelas nas quais não exista o bullying e sim nas quais existam políticas de enfrentamento do problema, como a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva diz: “O bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de bullying.” [15]

Dessa forma, conclui-se que o bullying no ensino superior ou qualquer que seja o nível de ensino deve ser enfrentado através de políticas com essa finalidade. As instituições de nível superior devem elaborar métodos para enfrentá-lo.

A sociedade brasileira deve contribuir para reduzir esse fenômeno por meio de valores mais éticos a serem praticados em comunidade. E o profissional da educação, personagem principal neste cenário, deve identificá-lo e combatê-lo.

Sobre os Autores:

Vera Lúcia Ruela de Oliveira  - Graduada em Ciências Contábeis pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, com especialização em Gestão Financeira e Contábil, cursando Especialização em Metodologia do Ensino Superior.

Teófilo Lourenço de Lima - Professor orientador, Licenciado em Pedagogia, pós-graduado em Administração e Planejamento para Docentes pela ULBRA, 1996, graduando em Direito, pelo CEULJI e pós-graduando em Pedagogia Empresarial pela UNICENTRO.

Referências:

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ARAÚJO, Frederico Antônio de. Bullying: uma abordagem teórica dessa construção social. 506 f., Dissertação (Mestrado em Educação)–Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.

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