Orientação Profissional Aplicada à Realidade de uma Escola Periférica no Interior do Norte do Brasil

Orientação Profissional Aplicada à Realidade de uma Escola Periférica no Interior do Norte do Brasil
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Resumo: O presente artigo apresenta o resultado de uma pesquisa do Projeto de Extensão da disciplina Ênfase em Psicologia Social e do Trabalho, sobre o tema de orientação profissional e seus desafios entre os adolescentes. O objetivo trabalhado propôs uma reflexão dos jovens sobre suas perspectivas de vida, como projetos para a construção do seu futuro voltado a escolha profissional dentro da sociedade. O público alvo correspondeu aproximadamente a 100 alunos, onde uma dupla ficou responsável em orientar os alunos do  9º ano do ensino fundamental e a outra dupla com o 3º ano do ensino médio de uma escola pública de tempo integral na periferia da cidade de Cacoal, no interior do estado de Rondônia. Supõe-se que o acesso precário a informações e a cultura local não favoreçam os alunos acerca da diversidade nas profissões, além de uma escassa estimulação para o interesse da população em buscar uma identidade profissional, dessa forma o jovem não passa por um processo de reflexão sobre suas aspirações, valores e interesses. Adentra-se então a uma discussão teórica sobre os projetos de vida, sobre os fatores de influência presentes nos indivíduos que os direciona a uma tomada de consciência sobre o processo vocacional. Foi realizado um projeto com referencial bibliográfico que faz um direcionamento sobre orientação profissional. As intervenções elaboradas foram divididas em temas apresentados através de palestras e dinâmicas para que os alunos pudessem compreender a didática da orientação profissional/vocacional, sabendo sobre sua importância, além de que com isso, pudessem se inserir nesse meio de forma a aperfeiçoar a busca por uma educação continuada, objetivando a autenticidade individual na esfera profissional. Como recurso, foram convidados profissionais formados na área do Direito e Jornalismo, onde apontaram suas realidades de forma que tornassem referências entre os jovens com o desígnio de impulsionar o interesse deles em transformar suas visões sobre seus horizontes de possibilidades. Os resultados encontrados apontaram pelo contato com os adolescentes, uma escassez de conhecimento sobre os interesses em ingressar no ambiente acadêmico, falta de empenho dos mesmos durante a execução do projeto e de conhecimento sobre as profissões existentes e as pretendidas, além de que, muitos desejam uma rápida inserção no mercado de trabalho, onde os determinantes econômicos surgem como decisivos para a atuação profissional, porém não tendo como propósito a qualificação de um curso profissionalizante, sinalizando assim, a necessidade de novos paradigmas no campo da Orientação Profissional em contraposição ao modelo tradicional de atendimento a vestibulandos. Ao fim, averiguamos a grande influência que os adolescentes recebem do meio em que estão inseridos, em suas realidades precárias oriundas de desigualdades e problemas sociais.

Palavras-Chave: Orientação profissional, vocação, adolescentes, perspectivas, futuro

1. Introdução

O presente artigo resulta do Projeto de Extensão de Ênfase em Psicologia Social e do Trabalho, exigido na graduação do curso de Psicologia, realizado em uma escola estadual de periferia. O objetivo a ser trabalhado foca na orientação profissional entre os jovens, de forma que favoreça o adolescente no autoconhecimento, e desta forma, colocar em pauta as várias nuances da escolha profissional.

Nos dias atuais, com maior exigência da sociedade em relação ao mercado de trabalho, há o aumento nas taxas de desempregos e outros problemas significativos. Com isso, a orientação profissional surge para ajudar o jovem a traçar o seu caminho e seus objetivos (SILVA, 2016).

Quando o processo de escolha da profissão não envolve uma autoavaliação, reflexão e autocrítica feita pelo próprio adolescente, percebe-se uma maior desistência nos cursos superiores, ou seja, o egresso e renúncia em relação aos cursos durante parte de sua vida (DE PAULA, 2018)

Desta forma, o projeto visa ajudar o adolescente a ter uma escolha mais autêntica, reconhecendo as influências que sofrem no seu ambiente como: a escola, sociedade, economia, religião, questões psicológicas e entre outros fatores.

2. Revisão Teórica

A orientação profissional surgiu na Europa no início do século XX, e tinha como objetivo aumentar a eficiência industrial, um dos papéis era conseguir identificar os trabalhadores inaptos para determinada atividade, de forma que evitasse acidentes de trabalho (CARVALHO,1995).

A orientação profissional passou a ser um processo direto em que o orientador tinha como objetivo realizar diagnósticos e prognósticos com base em procedimentos, indicar profissões ou ocupações apropriadas ao sujeito, mesmo não havendo teorias que embasassem a prática da orientação. No Brasil, a Orientação Profissional deu seu grande salto em 1940, com a criação da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, que estudava a Organização Racional do Trabalho e a Influência da psicologia sobre a mesma (BROWN; BROOKS, 1996; CARVALHO, 1995; SUPER; BOHN JUNIOR, 1970/1976).

A escolha profissional se trata de um processo de planejamento acerca da carreira, que abrange uma visão ampla em relação às solicitações de mercado da atualidade, motivações interpessoais, e não somente um determinismo imposto pela sociedade, fato que, muitas vezes pode ser a causa do fracasso de alunos por escolhas equivocadas. Dessa forma, uma orientação adequada proporciona o acesso a informações necessárias sobre cursos, oportunidades, profissões, tendências de trabalho e os significados do trabalho (NORONHA, 2015). 

Os interesses que circundam o indivíduo dentro das áreas que lhe agradam, é possível presumir sua satisfação diante da experimentação no desempenho de uma atividade profissional, sendo assim, a compreensão das áreas em que ele tem afinidade, podem demonstrar estados motivacionais que despertem sentimentos de agrado ou desagrado em relação às variáveis da profissão, podendo assim evitar o caso de pessoas se formarem em determinada graduação e optar por atuar em outro ramo, por conta da falta de identificação com a carreira ou se deparar com um mercado de trabalho saturado (NORONHA, 2015).

Para que possa ser feita uma orientação correta, é importante que os instrumentos utilizados nesse processo sejam estudados e garantam credulidade e informações precisas, devendo apresentar objetividade e com vista a auxiliar o orientador na clarificação das motivações e necessidades individuais do sujeito que busca uma orientação (NORONHA, 2015).

Para ter uma melhor compreensão sobre o termo “orientação”, Levenfus (1997), citado por Zavareze (2008), explica que é um processo de auxílio terapêutico a alguém, que irá ter um reconhecimento sobre sua identidade profissional, a partir do conhecimento de seu mundo interno e do mundo ocupacional.

É comum fazer a orientação profissional somente nos jovens, mas é importante fazer em outras fases, como infância e na fase adulta, durante o processo de busca por novas atribuições, pois as técnicas trazem melhor autoconhecimento e motivação para o indivíduo (DE PAULA, 2018).

3. Orientação Vocacional e Orientação Profissional

O presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento de informações a respeito da orientação profissional, com a pesquisa de palavras-chaves como: orientação profissional, orientação vocacional, autoconhecimento, estresse na escolha profissional, influências durante a escolha profissional.

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente diante da diversidade de profissões, várias áreas de estudos, cursos e a constante mudança no mercado com surgimento de novas tecnologias, e com isso, acaba por impor que os jovens invistam desde muito cedo em suas carreiras. A preferência por um trabalho requer uma preparação adequada, tanto para escolha de um curso como para planejar uma ocupação profissional no futuro, assim os jovens se sentem pressionados pelas opções que podem escolher, podendo ser ocasionados pelos aspectos maturacionais e estrutura psicológica, gerando os sintomas de estresse (PAGGIARO, 2007).

O processo de escolha profissional é um momento de grande importância significativa para o adolescente/jovem e, como não poderia deixar de ser, constantemente é repleto de dificuldades e conflitos. Por isso a orientação profissional oferece ajuda nesse momento, propiciando ao adolescente condições para uma experiência de autorreflexão e aprendizado, visando uma escolha ajustada e madura, sempre levando em conta o autoconhecimento e a autonomia do jovem nesse processo de escolha (PRIMI, 2000). 

A determinada escolha profissional tem vários pontos a serem avaliados, pois é através dela que acontece o maior processo de construção do projeto de vida do indivíduo, onde enfrentam diversas influências de vínculos sociais, políticos, econômicos, familiares, além das influências dos meios de comunicação social, em que tem grandes poderes de manipulação e alienação em massas (SANTO SILVA, 2004).

Atualmente, a Orientação Vocacional está consolidada como uma modalidade de atendimento psicológico que abrange várias abordagens e técnicas na atuação, além de entender que o orientando possui participação ativa. A orientação deve atrelar variações nas técnicas e incluir movimentação nas sessões, com atividades e intervenção do orientador, facilitando a ocorrência de mudanças consistentes (AMBIELI, 2011).

4. Autoconhecimento no processo de escolha profissional 

De acordo com Bock (1997) “O que você vai ser quando crescer? ” Essa pergunta até para quem é permitido sonhar é algo complexo, o processo da escolha também não é fácil. Alguns imaginam que num dia acordarão definidos, outros que "vai surgir" uma luz no fim do túnel, outros procuram soluções mágicas, outros ainda pedem para que terceiros - tais como pais ou professores - decidam por ele. Tem quem os seguem as profissões da moda, ou as profissões que seu grupo de amigos pretende ter. Na verdade, nenhum dos jeitos acima é a melhor saída. O único jeito de realmente escolher uma profissão é pensar, e pensar bastante.

A carga emocional e pessoal de se decidir uma profissão é enorme, quando se pede a outros que decidam você tira essa responsabilidade de você, porém se esquece que quem irá trabalhar e estudar para essa profissão é você não os outros.

Porém o ato de pensar e analisar já é cansativo emocionalmente, ainda mais quando não se sabe como pensar, porque não é qualquer pensar, existe a carga do seu futuro, mas o que poucos lembram é que a profissão não precisa ser para sempre, as vezes pode ser um casamento bem-sucedido e outras vezes um divórcio, o que não significa falha e sim outro caminho para se seguir. O processo de autoconhecimento voltado para a escolha profissional envolve interesses individuais, competências, expectativas e autorreflexão. 

O autoconhecimento é um fator de importância significativa no processo de decisão, consiste em refletir sobre o futuro, construindo um contexto com ideias sobre seus interesses e vontades, que será desenvolvido a partir do momento em que o jovem conhece a si mesmo. O processo de orientação profissional torna-se importante na vida do orientando (ZAVAREZE, 2008).

5. Influências durante a escolha profissional

Os diversos fatores que influenciam na escolha profissional envolvem características pessoais, as convicções políticas e religiosas, valores, crenças, contexto socioeconômico, meios de comunicação social, família e pares. Ao nascer, a pessoa já vem encarregada de ocupar um determinado espaço, onde é sobrecarregado de múltiplas expectativas, sonhos, desejos e fantasias dos pais e de toda família. A família é indicada como um dos principais fatores de influência que podem afetar tanto positivamente quanto negativamente em sua decisão (SANTOS, 2005)

Geralmente os pais idealizam nos filhos uma expectativa ou desejo sobre algo que não realizaram durante sua juventude, e esperam que eles respondam a esses objetivos, que muitas vezes não é o próprio desejo do jovem. A partir do momento em que o jovem escolhe algum curso ou uma área de atuação, ele passa a decidir não somente um trabalho, mas obtém conclusões sobre outros aspectos da vida do que ele é (FILOMENO, 1997; ALMEIDA, 2008).

O momento de decisão ocorre conflitos entre a realidade e fantasias da infância, assim o adolescente passa por momentos de transição e adaptação, em que terá que tomar decisões acerca da vida adulta. Nesse aspecto, a orientação profissional pode contribuir para uma reflexão acerca das suas escolhas, obtendo assim, autenticidade em suas decisões e deixando de sofrer influências externas.

6. O Estresse Causado no Momento da Escolha 

O estresse é uma resposta do organismo que envolve aspectos psicológicos, físicos e hormonais. Surge quando há alguma necessidade de adaptação do indivíduo a um evento ou situação que causa irritação, medo ou até mesmo felicidade (GONZAGA, 2011).

O estresse é apresentado por quatro fases, sendo elas: fase de alerta, fase de resistência, fase de exaustão e fase quase exaustão. Na fase de alerta o organismo nota o estressor fazendo com que ele fique atento para os eventos ao seu redor, tomando atitudes criativas. Até essa fase o estresse pode ter benefícios para a pessoa. Já a fase de resistência ocorre quando a posterior persiste por um longo período de tempo, surgindo novos fatores estressores, trazendo consequências como problemas na memória e desgaste psíquico. 

No último ano do ensino médio o jovem se prepara para um grande desafio, a prestação do vestibular. Este vem sendo um dos causadores de estresse ao adolescente devido a expectativa de entrar na faculdade, e suas consequências podem gerar distúrbios psicológicos e físicos. Existem várias causas correlacionadas ao desconforto gerado no período anterior a prestação do vestibular, como a auto-cobrança para sair bem no exame, a intromissão da família e a concorrência. O ingresso na universidade é o marco para o início da vida adulta, o jovem, ao pensar em não ser aprovado, gera sentimentos de fracasso sobre si e sobre o seu futuro (PAGGIARO, 2007). 

7. Mapeando sua escolha profissional

A dinâmica de grupo se torna um instrumento valioso pois é uma atividade de ensino e aprendizagem e que aperfeiçoa a educação na teoria e na prática, enaltecendo todos os sujeitos envolvidos. Utilizamos a dinâmica de mapeamento para unificar todos os conteúdos estudados, e assim, colocar em prática as perspectivas dos adolescentes com o seu futuro profissional. 

A dinâmica de grupo tem função de encenar as experiências que servirão como aprendizados do sujeito para seu processo de desenvolvimento e conhecimento. A utilização da dinâmica deve se estabelecer e corresponder a objetivos específicos dentro de uma estratégia, auxiliando e estimulando a produção de conhecimento e a reformulação do conhecimento no grupo e no indivíduo; é uma ferramenta útil a ser usada (PERPÉTUO; GONÇALVES, 2005).

8. Objetivos

Objetivo geral: 

Contribuir para que o adolescente possa ter um autoconhecimento e apresentar as diversas exigências envolvidas na escolha profissional, para que assim, possam refletir sobre as várias nuances da escolha de determinada carreira, a fim de expandir as possibilidades de atuação.   

Objetivos específicos:

  • Desenvolver o autoconhecimento e reflexão sobre a escolha profissional através de orientações básicas.
  • Promover o conhecimento das possibilidades de escolha profissional e seus processos por meio de palestras e atividades elaboradas.
  • Discutir sobre o papel da família durante a escolha profissional e outras influências que envolvem esse meio.
  • Identificar como a escolha profissional pode envolver o status social e como ela pode acarretar o estresse durante a adolescência. 
  • Analisar e orientar o adolescente sobre profissão que almeja, facilitando o mapeamento da escolha da mesma.
  • Demonstrar aos adolescentes as diversidades profissionais e quais as condições da profissão escolhida por eles.

 9. Metodologia

Público composto por gêneros femininos e masculino, com idades entre 15 e 16 anos, das turmas do 9º do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio da instituição escolar, somando cerca de 100 alunos. Foram ao todo 4 encontros com duração de duas horas cada.

10. Resultados e Discussões

As intervenções foram feitas pelo período matutino com 4 intervenções, e noturno com 4 encontros, ao todo tendo participado mais de 100 alunos. São alunos de periferia e alta vulnerabilidade que não apresentavam muita perspectiva de realizar um curso superior e talvez por isso o desinteresse da grande maioria; poucos fizeram as tarefas de casa, cerca de uns 20 somente, enquanto os outros mostraram um desinteresse grande e estando ali somente para não ir às aulas. 

Os temas foram de Autoconhecimento, Interferências na escolha profissional, Estresse e uma dinâmica para finalizar os encontros, assim como um vídeo de reflexão e passos para ajudá-los na escolha e orientação vocacional. 

Levando em consideração o aspecto de autoconhecimento, o primeiro encontro foi sobre autoconhecimento, para que os adolescentes refletissem sobre quem eram e como queriam ser vistos, para que pudesse auxiliá-los na escolha profissional mais coerente com a sua personalidade. Porém os adolescentes demonstraram pouco interesse em se auto conhecer e responder as perguntas que poderiam ajudá-los nesses aspectos, levaram muito na piada os fatos da personalidade e o que tinham que melhorar.

Nas intervenções matutinas realizadas com as turmas do 9º ano do ensino Fundamental e 2º do ensino Médio, foram constatadas observações sobre a desmotivação e desinteresse a respeito da escolha profissional e a limitação quanto ao conhecimento sobre os planos profissionais. No período noturno com as turmas do 3º ano do ensino médio, pode-se notar um interesse maior somente no último encontro após os debates com os convidados, podendo assim assimilar melhor sobre o que foi explanado em sala.

A orientação profissional oferece ajuda nesse momento, propiciando ao adolescente condições para uma experiência de autorreflexão e aprendizado, visando uma escolha ajustada e madura, sempre levando em conta o autoconhecimento e a autonomia do jovem nesse processo de escolha (PRIMI, 2000). 

Por isso foi dada uma importância em se trabalhar o tema de influências externas e internas que o adolescente pode sofrer; com esse tema as turmas também não demonstraram muito interesse, e na tarefa de casa do tema que era entrevistar um profissional, praticamente nenhum entrevistou. 

Percebe-se o grande desinteresse dos adolescentes pelo futuro e o que querem fazer da vida, não levando em consideração os esforços dos outros para com eles. No tema de influências alguns mostraram estarem escolhendo a mesma profissão que o amigo para que possam ficar juntos, ou seja, entra no quesito de aceitação de grupo; como já tratado, é um tema grande importância para os adolescentes, pois eles levam muito em consideração a opinião de quem é próximo deles.

Ao nascer, a pessoa já vem encarregada de ocupar um determinado espaço, onde é sobrecarregado de múltiplas expectativas, sonhos, desejos e fantasias dos pais e de toda família. A família é indicada como um dos principais fatores de influência que podem afetar tanto positivamente quanto negativamente em sua decisão (SANTOS, 2005). 

No penúltimo encontro, o tema de estresse talvez tenha sido o que os jovens mais demonstraram desinteresse, eles não se mostraram engajados nem em responder as questões na sala, e a maioria não levou caderno para que pudessem responder as questões, então em seguida foi passada a dinâmica, que nessa mostraram mais interesse e a grande parte fizeram-na. Existem várias causas correlacionadas ao desconforto gerado no período anterior a prestação do vestibular, como a auto-cobrança para sair bem no exame, a intromissão da família e a concorrência. O ingresso na universidade é o marco para o início da vida adulta; o jovem, ao pensar em não ser aprovado, gera sentimentos de fracasso sobre si e sobre o seu futuro (PAGGIARO, 2007).

Sobre os Autores:

Anna Karolyne Resende Vilar Araujo - Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - FACIMED

Bruna Gabriela Alves Moreira da Silva - Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - FACIMED

Camila Bragança Carlos - Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - FACIMED

Mikaela Ferreira Souto  - Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - FACIMED

Uiara Diane Costa de Lima  - Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - FACIMED

Referências:

NORONHA, Ana Paula Porto, et al. "Aplicação da Escala de Aconselhamento Profissional em estudantes universitários." Acta Colombiana de Psicología 14.1 (2015): 155-164.

BOCK, Silvio Duarte. Como se escolhe uma profissão. Revista Pais & Teens, v. 1, n. 2, 1997.

PRIMI, Ricardo et al. Desenvolvimento de um inventário de levantamento das dificuldades da decisão profissional. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 13, n. 3, p. 451-463, 2000.

SILVA, Janaila dos Santos. "A influência dos meios de comunicação social na problemática da escolha profissional: o que isso suscita à Psicologia no campo da orientação vocacional/profissional." Psicologia: ciência e profissão 24.4 (2004): 60-67.

ALMEIDA, Maria Elisa Grijó Guahyba de, and Luís Ventura de Pinho. "Adolescência, família e escolhas: implicações na orientação profissional." Psicologia Clínica 20.2 (2008): 173-184.

BONFIM, Talma Alzira; ESBROGEO, Marystella Carvalho; SOARES, Dulce Helena Penna. Um estudo preliminar sobre práticas em orientação profissional. Revista Brasileira de Orientação Profissional, v. 4, n. 1-2, p. 21-34, 2003.

AMBIELI, Rodolfo Augusto Matteo, and Mariana Fralleti de Polli. "Análise da produção científica brasileira sobre avaliação psicológica em orientação profissional." Estudos interdisciplinares em psicologia 2.1 (2011): 103-121.

NORONHA, Ana Paula Porto, and Rodolfo Augusto Matteo Ambiel. "Orientação profissional e vocacional: análise da produção científica." PsicoUSF 11.1 (2006): 75-84.

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