O Acolhimento Psicológico Frente a Doença e a Hospitalização

Resumo: A Psicologia se debruça sobre questões indispensáveis, a mesma é responsável pela construção da compreensão do comportamento dos indivíduos como também pode auxiliar no desenvolvimento de mecanismos para lidar com situações do cotidiano. Dentro das várias áreas de atuação se tem o hospital, onde o psicólogo presta acolhimento a pacientes em situação de adoecimento e internação, como também à família e/ou acompanhantes, na criação de mecanismos que auxiliem a vivenciar esse momento de maneira menos dolorosa. Entretanto, a prática da Psicologia no hospital, apresenta questionamentos quando se pensa quais funções este profissional desempenha. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo entender qual a importância do atendimento psicológico frente à doença e o processo de hospitalização, e para tanto foi utilizado como método de construção a revisão de literatura integrativa, com obras do ano de 1999 até o presente momento. Conclui-se, que a atuação do Psicólogo nesse contexto é extremamente necessária e que os benefícios são notórios para pacientes, acompanhantes/familiares e equipe multidisciplinar.

Palavras Chaves: Psicólogo, Psicologia Hospitalar, Adoecimento e Importância.

Introdução

O saber psicológico se expandiu ao longo dos anos e passou a ocupar muitos espaços, fazendo com que seus profissionais realizassem seu trabalho de variadas formas e atendendo a um múltiplo campo de necessidades ao qual são submetidos. Apesar de ser uma área que já existe há algum tempo, ainda existem atribuições que são pouco esclarecidas perante a sociedade atual. O exemplo disso concerne a prática nas instituições hospitalares, onde o psicólogo desempenha um papel indispensável e imprescindível quando se pensa no bem-estar do indivíduo como um todo. O serviço oferecido por esses profissionais no Hospital tem como objetivo principal a minimização do sofrimento que o paciente apresenta no processo de hospitalização (ANGERAMI-CAMON; VALDEMAR, 2003).

Lustosa (2007) diz que o adoecer interrompe um processo visto como natural e traz uma confusão de sentimentos negativos frente ao desconhecido. O paciente é surpreendido por uma crise por vezes acidental e agora é forçado a lidar com as mudanças que ocorrem, com o medo e as angústias que o adoecer e a nova vivência dentro de um ambiente hospitalar trazem consigo. Viver uma experiência de internação não é algo que faz parte do cotidiano dos indivíduos, quando isso acontece, e principalmente quando é algo que chega de surpresa, há uma ruptura uma quebra da realidade de rotinas e uma inserção em um ambiente novo, desconhecido e muitas vezes hostil. Por essa razão não existe um preparo para estar submetido a isso, o que pode acarretar, além do problema físico que o levou a internação, uma desestruturação emocional diante das novas vivências que lhe são apresentadas.

Bock, Furtado e Teixeira (1992, p.459) citam que “uma pessoa pode viver situações difíceis e de sofrimento tão intenso, que pensa que algo vai arrebentar dentro de si, que não vai suportar, que vai perder o controle sobre si mesma... que vai enlouquecer”. Diante de toda essa pressão, podem surgir crises psíquicas, alterações emocionais que geraram conflitos e por vezes até uma difícil recuperação do quadro clínico anteriormente apresentado. 

Neste momento, que a intervenção psicológica surge como um aparato para esse paciente que se sente confuso diante de sua nova realidade e precisa compreender e desenvolver mecanismos que o auxiliem no enfrentamento desse processo de doença. O psicólogo surge como facilitador que irá promover uma estadia menos dolorosa nessa internação, seja com intervenções com esse indivíduo, com familiares e até mesmo com a equipe que por vezes também necessita desse aparato psicológico.

Levando em conta todas as questões levantadas, o presente estudo tem como objetivo entender qual a importância do atendimento psicológico frente à doença e o processo de hospitalização.

Método

O método a ser utilizado na construção desse trabalho é a revisão de literatura do tipo Integrativa que tem como seu objetivo responder a um questionamento e reunir informações sobre determinado assunto e como o mesmo está sendo debatido. Foram feitas pesquisas em bases de dados Google Acadêmico, Scielo e PePsic para reunir trabalhos que abordassem o tema e que foram utilizados para construção ampla do que foi proposto. Os trabalhos utilizados são do ano de 1999 até o presente momento.

O Psicólogo no Hospital

Dentre as mais variadas áreas que atua um profissional de Psicologia, está o hospital, sua atuação nesse âmbito se iniciou 1818 quando o psicólogo foi incluído na equipe multiprofissional em um hospital em Massachussets (ISMAEL, 2005; BRUSCATO, BENEDETTI; LOPES, 2004 apud ALMEIDA, 2010). Já no Brasil, foi pelo trabalho realizado por Matilde Neder entre 1952 e 1954 no hospital das Clínicas da USP, que a psicologia entrou no hospital e começou a ganhar seu espaço. Matilde fazia acompanhamento de crianças submetidas a cirurgias e um trabalho com os pais das mesmas (GUARESCHI; BICALHO, 2005). Ela desempenhou um trabalho importantíssimo, pois foi através de sua iniciativa que foram se desenvolvendo as atividades voltadas para essa área.

O primeiro curso de psicologia hospitalar foi na Universidade Católica de São Paulo no ano de 1976. Cinco anos depois o Instituto Sedes Sapientiae em São Paulo disponibiliza o primeiro curso de especialização da área. O primeiro encontro de psicólogos hospitalares, em âmbito nacional, ocorreu no Hospital das Clínicas da USP no ano de 1983 (ANGERAMI-CAMON; CHIATTONE; NICOLETTI, 2004 apud ALMEIDA, 2010). É percebido então, que esse campo de atuação ainda é recente, e por consequência pouco aprofundado, até mesmo em técnicas específicas.

De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, o psicólogo hospitalar atua com pacientes hospitalizados bem como com família ou responsáveis pelo mesmo e também com a equipe médica promovendo ações que são voltadas a paciente/médico, paciente/família e a relação do próprio paciente com o processo do adoecer. A finalidade de todo esse trabalho é o bem-estar físico, psíquico e social do sujeito internado, através do desenvolvimento de atividades terapêuticas e a própria escuta qualificada, oferecendo o suporte necessário. O profissional junto a equipe multidisciplinar vai atuar na tomada de decisões, e promoção da humanização dessa equipe para com o paciente e a família do mesmo.

A psicologia hospitalar é uma área inovadora, que pode atuar em diversos setores, sendo que os casos mais comuns de inserção do psicólogo na equipe multidisciplinar são: maternidade, emergência, centro cirúrgico, pronto socorro, UTI e CTI. O psicólogo hospitalar trabalha exercendo no âmbito secundário e terciário de atenção à saúde, realiza várias atividades como: Psicoprofilaxia; atendimento psicoterapêutico; pronto atendimento; psicodiagnóstico; atendimento em ambulatório; unidade de terapia intensiva e outros (SILVA et al., 2017, p. 359).

De acordo com Barbosa e Albuquerque (2019) apud Costa et al. (2009, p. 47-69) “a presença de psicólogos nos hospitais e nas equipes vem aumentando”; esse crescimento se faz importante pois traz um favorecimento e um reconhecimento de sua prática e da importância da mesma no atendimento a pacientes e familiares, e facilita a fluidez no trabalho dos outros profissionais que compõe as equipes.

Dessa maneira pode-se perceber que na prática do psicólogo há uma variedade de demandas distintas e possibilidades para atuação dentro de uma mesma instituição, como também desafios diversos a serem superados. Entretanto, é importante ressaltar sempre que sua atuação possui um foco e um objetivo que se iguala em qualquer demanda que surja, que é buscar a minimização do sofrimento psicológico que é trazido pelo processo de hospitalização.

As intervenções do Psicólogo no Hospital

Primeiramente é importante ressaltar que o trabalho do Psicólogo no hospital se difere do que é feito em clínicas por exemplo, pois neste cenário o espaço físico é agitado, há um grande número de pessoas saindo e entrando, é muito difícil haver uma certa privacidade para que haja um atendimento psicológico, até mesmo por conta de interrupções de outros profissionais (RUDNICKI, 2019). Entretanto, isso não é empecilho para que o trabalho seja realizado, é papel do profissional também, desenvolver um certo manejo para essas situações.

Outro ponto relevante a ser mencionado é que o atendimento no hospital é pautado e focado no aqui e agora, e o profissional precisa realizar seu trabalho de forma eficaz, respeitando a realidade que lhe é cabida dentro da instituição, pois existe uma grande rotatividade de pacientes, o que não permitiria um acompanhamento a longo prazo e muitos dos atendimentos só ocorrem uma única vez (SILVA, 2013 apud CHIATONE; SABASTIANE, 1991). Como cita Vieira (2010, p. 3) “O atendimento no hospital é focal, breve e muitas vezes emergencial”, por essa razão o foco principal sempre deve ser o bem-estar do paciente naquele momento.

Diferente do atendimento realizado nas clínicas com psicoterapias, dentro do hospital o trabalho se caracteriza pela solicitação da equipe pelo psicólogo quando acreditam ter uma demanda específica, como também o próprio paciente pode solicitar quando se sente necessitado. Desta forma, o profissional se desloca até o leito, ou o local em que esse indivíduo se encontra para então estabelecer o setting terapêutico. Lembrando sempre que o que está em jogo nesse atendimento é toda angústia e ansiedade do paciente, família e equipe no momento atual (MÄDER et al., 2016).

No que concerne à prática do psicólogo hospitalar, pode-se incluir o apoio disponibilizado ao paciente e família e/ou acompanhante, pois esse processo pode trazer alterações em sua qualidade de vida e até em seus comportamentos (GORAYEB et al., 2019). É importante estar empenhado em sanar possíveis dúvidas, auxiliar no processo de aceitação do diagnóstico, da própria hospitalização, fazer acolhimento no caso de ansiedades e angústias, trabalhar com meios que auxiliem esses indivíduos a lidar com a nova rotina e os procedimentos que precisam ser realizados, trazendo a estes modos de enfrentamento que garantam uma internação menos dolorosa e um preparo para as situações que podem advir da mesma (TONETTO; GOMES, 2005).

As mudanças que decorrem desse novo quadro afetam a todos, necessitando então de uma nova reorganização de rotinas e questões emocionais. Nessa perspectiva, o psicólogo pode intervir oferecendo suporte a essa família que está enfrentando o momento complicado diante da internação de um membro, sendo este profissional também um mediador entre a relação família e equipe médica, a fim de promover um ambiente mais agradável do que costuma ser uma instituição hospitalar (MÄDER et al., 2016).

Observa-se desta forma que, espera-se que o psicólogo atue dentro da instituição atendendo à sua demanda, que consiste principalmente em intervir frente ao paciente hospitalizado, oferecer apoio aos familiares e operar em questões advindas dos próprios profissionais da saúde. Esta ação psicológica pode favorecer a melhor adesão do paciente ao tratamento, além de contribuir na qualificação do serviço oferecido pela equipe (DALLAGNOL; GOLDBERG; BORGES, 2010, p. 289).

Seu trabalho deve se pautar em torno do adoecimento e o significado que este tem para o paciente, visando não somente o diagnóstico físico, mas também em como todo esse processo está influenciando a vida psíquica do indivíduo que se encontra hospitalizado (SANTOS, 2015). Isso significa que seu trabalho está pautado nas intercorrências emocionais que podem acometer o paciente durante sua estadia e em meios que estas não influenciem sua recuperação e seu tempo de internação na unidade.

Dentro da instituição hospitalar, o psicólogo lida com seu paciente e todo seu sofrimento, psíquico e físico considerando todas as dores e mal-estar trazidos por esse momento delicado, pois o compreende em sua totalidade. A este profissional também cabe a responsabilidade de mostrar que em determinados momentos a intervenção psicológica serve como auxílio para ajudar no reconhecimento dos medos e ansiedades relacionados à doença, e trazendo meios que proporcione um alívio psíquico desses anseios, tornando menos provável uma piora no quadro por conta de aspectos emocionais mal resolvidos (MEIADO; FANDINI; 2014 apud CHIATTONE, 2011).

No momento de internação, o indivíduo perde sua identidade e passa a ser reconhecido como um número de leito ou um diagnóstico, que está à mercê de cuidados médicos. Se torna dependente e submisso a uma equipe e fica a espera de uma melhora de seu quadro clínico (RODRIGUES, 2006). Essa despersonalização do paciente é um aspecto negativo onde deve haver a intervenção desse psicólogo para prevenir agravos psíquicos, pois seu papel e prática se fundamentam em trabalhar diretamente com a subjetividade desse sujeito que está em sofrimento emocional, na tentativa de amenizar esses males que foram causados pelo adoecer. Silva et al. (2017) ainda citam que sua demanda maior e mais específica é desenvolver mecanismos que auxiliem no enfrentamento e em forma de significar esse momento difícil de sua vida, para que consiga lidar mais positivamente com a internação, tornando mais fácil o processo de recuperação.

Desde a entrada no local até a internação, o paciente se vê em diversas situações que são para ele invasivas, o uso desse termo é simples, pois como o próprio nome sugere, isso significa o uso de instrumentos que vão penetrar um tecido ou uma invasão de um orifício corporal, o que com certeza traz um grande desconforto a quem recebe (GORAYEB et al., 2019). Os autores ainda citam que esses procedimentos já trazem aspectos negativos, e mesmo com tudo isso é necessário que o paciente consiga estabelecer uma relação adequada com a equipe, mesmo sendo estes que lhe receberam com agulhadas, por exemplo. Esta relação construída positivamente é que vai garantir uma melhor absorção de informações, que consequentemente irá favorecer uma diminuição da ansiedade quanto ao seu estado clínico. O psicólogo servirá como ponte para que esse relacionamento possa ser estabelecido de forma satisfatória, pois ele sabe dos benefícios e pode apresentá-los a ambas as partes (GORAYEB et al., 2019).

De acordo com Rudnicki (2019), seja na enfermaria, ambulatório, centro cirúrgico e/ou obstétrico irão surgir diversos tipos de demandas, e diferentes objetivos e formas de atuar nas equipes. Mesmo com essas variações, seu trabalho sempre estará voltado para amenizar o sofrimento trazido pela hospitalização. Desta forma, de acordo com Santos (2015), a aceitação do quadro se dá de forma mais satisfatória quando há diálogos a respeito do diagnóstico e procedimentos, pois quando se verbaliza o sofrimento é mais fácil o caminho a ser percorrido para lidar com ele. E o papel do psicólogo é ter uma escuta qualificada para ouvir, seja o paciente ou sua família, acolhendo-os e oferecendo suporte que os auxilie.        

Dentro das intervenções realizadas pelo profissional de Psicologia, é importante ressaltar algumas delas, como por exemplo, a Psicoprofilática que se caracteriza por ter um enfoque de prevenção, onde o objetivo principal é minimizar riscos relacionados à cognição e afetividade, estados de ansiedade, angústia e depressão, que podem estar vinculados ao estado de adoecimento. Quando se trabalha dessa forma há uma diminuição dos riscos de alterações posteriores, e também possibilita uma maior aderência ao tratamento terapêutico (PAIVA; VASCONCELOS; AMORIM, 2017 apud JUAN, 2005; DOCA; COSTA JÚNIOR, 2007). Todo esse trabalho de acolhimento que é feito com o paciente e demais indivíduos do seu grupo são definidos como intervenção terapêutica.

Depois do atendimento ao paciente, assim como toda a equipe médica, o psicólogo precisa fazer o registro disso, mostrando as evoluções do caso sempre respeitando a norma ética, respeitando o sigilo do indivíduo e compartilhando apenas aspectos que são pertinentes ao caso (PAIVA; VASCONCELOS; AMORIM, 2017 apud CFP, 2005).

Dentro do trabalho desenvolvido há também uma reunião que se pauta em orientações e esclarecimentos sobre o caso, diagnósticos, prognósticos e rotinas, onde os participantes são o paciente e/ou acompanhante e os profissionais de áreas distintas que estão envolvidos no caso. Esse momento é importante por que é onde será possível dar a voz a este indivíduo que está internado para que expresse suas ansiedades e assim seja mais fácil a resolução de possíveis entraves. Continuando ainda os autores citam que:

Quando o usuário não estiver presente, mas seu caso for discutido com mais de uma categoria profissional, visando um melhor andamento do caso, será considerada uma discussão multiprofissional de caso. Essa integração da equipe de saúde é imprescindível para que o atendimento e o cuidado alcance a amplitude do ser humano, considerando as diversas necessidades do paciente e assim, transcendendo a noção de conceito de saúde, de que a ausência de enfermidade significa ser saudável, ou seja, a pessoa é vista (VASCONCELOS; AMORIM, 2017 apud FOSSI; GUARESCHI, 2004, p. 06). 

Paiva, Vasconcelos e Amorim (2017) apud Mendes, Lustosa e Andrade (2009), trazem ainda a reunião com a família do paciente onde o psicólogo fará o acolhimento das demandas existentes e ainda promoverá orientações cabíveis. É indispensável esse momento, pois, possíveis dúvidas poderão ser sanadas, ou uma atenção mais específica a quadros de estresse e ansiedades que se formaram diante dessa desestruturação familiar que ocorre por conta da internação de um membro.

Dentro da instituição hospitalar a intervenção psicológica tem como objetivos principais, fazer com que o paciente participe de forma ativa, e oferece ao mesmo, condições que o ajude a aliviar questões negativas advindas da doença, minimizar suas ansiedades, medos e expectativas irreais frente ao seu quadro clínico, quando estas surgem, e quando possível levar o paciente ao autoconhecimento, auto crescimento e ao alívio dos seus sintomas (BAPTISTA; DIAS, 2003 et al.; RUDNICKI, 2019).

Se faz necessário que o psicólogo esteja ciente do seu papel dentro do hospital e quais parâmetros deve seguir para que faça o trabalho com excelência. Assim, como descreve Freitas et al. (2017, p. 3) “sua atuação não abrange somente a hospitalização em si, no que tange a patologia, mas sobretudo, as sequelas e consequências emocionais decorrentes do adoecimento”.

O Psicólogo e o Acolhimento a Equipe de Saúde

Os profissionais que trabalham com saúde, apesar de escolherem essa área, nem sempre estão preparados para lidar com eventos que surgem em sua prática. São treinados e preparados para trazer a cura e salvar vidas, trazer alívio a dor física de quem sofre, entretanto não estão preparados para lidar com situações de angústias, dores e sofrimentos emocionais que surgem do adoecimento físico (PAIVA, 2011). E querendo ou não, isso interfere em sua prática, e aí que se deve haver uma intervenção e o psicólogo inserido nessa equipe, pode ser um auxiliador também para o enfrentamento desses profissionais.

Existem muitas críticas em relação a médico/paciente ou enfermeiro/paciente e a forma como esses profissionais se comportam, há quem diga que haja frieza em sua maneira de se relacionar com o enfermo, um distanciamento que impede uma relação mais próxima. Todavia, é possível que esses comportamentos funcionem como um mecanismo de defesa, por não saber lidar com esses tipos de situações de sofrimento que estão além de sua alçada, onde não se pode simplesmente prescrever um medicamento e cessar o sofrimento (PAIVA, 2011).

Antes de tudo, de ser médico ou enfermeiro, esses profissionais são seres humanos que possuem emoções e sentimentos, e que estão sujeitos a comoção e a reagirem a determinadas situações de variadas maneiras, como chorar, se isolar, se comportar friamente e em algumas situações, desenvolvendo problemas psicológicos advindos dessas vivências que fazem parte de seu dia. A rotina desses profissionais se pauta em dar diagnósticos, anunciar um óbito, perder pacientes no meio de um tratamento ou de uma cirurgia, nesse momento onde surgem sentimento de impotência, às vezes de apego, e que trazem um sofrimento para esse profissional (FERNANDES, 2016).

O autor ainda ressalta os aspectos negativos para a vida do médico, que tem um desequilíbrio emocional, como também para o paciente, por exemplo, em uma cirurgia; se o cirurgião estiver emocionalmente abalado há grandes chances do procedimento não obter sucesso, bem como se o enfermo sentir um abalo psíquico em seu médico, dificilmente esse se sentirá seguro frente o tratamento. Segundo Almeida (2015) há uma grande importância em trabalhar com as equipes de saúde, situações que possam ameaçar seu bem-estar psicológico. A morte se enquadra nesse âmbito, e a mesma além de lhes proporcionar um sofrimento emocional, pode repercutir nos procedimentos e nos relacionamentos com seus pacientes e familiares/acompanhantes. Por essa razão, é preciso que este profissional esteja bem consigo mesmo para poder estar bem com o outro. Dessa forma, Fernandes (2016. p. 2) cita que “... o trabalho do psicólogo é de extrema importância frente ao profissional de saúde, o médico precisa estar equilibrado emocionalmente e psiquicamente para tratar seu paciente”.

Todavia, através do trabalho do psicólogo com a equipe de saúde, é possível obter grandes resultados significativos na reestruturação da saúde psíquica desses profissionais através de uma escuta qualificada que permita a esses indivíduos serem ouvidos e lhes proporcionar segurança para falar de suas ansiedades, medos, tristezas como também permitir-lhes descobrir e analisar suas possíveis limitações e encontrar mecanismos que os auxiliem no enfrentamento das mesmas. Através desse acolhimento também será possível o alívio de tensões frente a cargas horárias longas que acabam sendo estressantes e cansativas. Para o psicólogo também é possível realizar trabalhos grupais que tornem a equipe mais unida, o que proporcionem um trabalho mais forte e significativo e por último, mas não menos importante, auxiliá-los no processo de enfrentamento do luto, que dentro dessa realidade pode ser quase que rotineiro, pela perda de um paciente, onde há um sofrimento que precisa ser sentido e superado (FERNANDES, 2016). 

O Psicólogo e o Luto no Hospital

Ao falar sobre doença, internação e hospital há de se pensar em morte, afinal ela faz parte do ciclo da vida e dentro desse contexto é uma realidade vivida rotineiramente, mesmo que este assunto ainda seja um tabu na sociedade e de difícil discussão. Apesar de saber que vai morrer, não há uma preparação para isso, ninguém quer e nem espera sua morte, e isso se torna um medo extremo para o indivíduo, principalmente aquele que se encontra internado em um leito de hospital (MACHADO, 2014).

Assim, como a morte faz parte do ciclo de vida do ser humano, o luto como parte desse processo existe para todos, mas é vivenciado de diferentes maneiras de acordo com a subjetividade, cultura, crenças e formas de enxergar o mundo dos indivíduos. Seu surgimento pode se iniciar a partir do diagnóstico ou prognóstico do paciente ou após a perca de fato no falecimento. Porém ainda no diagnóstico, assim como a família passa a elaborar esse luto e experimentar a dor e o sofrimento da perda, o enfermo também vai viver essa experiência.  Nesse momento de elaboração é possível o surgimento de diversos comportamentos, dentre eles a negação, onde há ideias de possíveis erros em exames ou erros médicos, pois é natural a aceitação não ser imediata (MACHADO, 2014).

Oliveira et al. (2005) apud Medeiros e Lustosa (2011) dizem que, para algumas pessoas, quando surge a possibilidade de perda do paciente e torna-se concreta, surge nos familiares as teorias descritas por Elisabeth Kübler-Ross, que se referem às fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação:

Na fase da negação, os familiares não acreditam (ou melhor, não podem acreditar) na gravidade do diagnóstico e do reservado prognóstico do paciente.  Na fase da raiva, é esperado um questionamento da vontade divina e do poder da equipe, uma vez que a melhora está demorando por vir. O familiar passa a experimentar outros sentimentos, com forte carga de ambivalência afetiva, podendo tornar-se hostil e agressivo ao meio que o rodeia e mesmo em relação a Deus. São características da fase da barganha: a busca de métodos mágicos de cura, apelos dramáticos, e a celebração de pactos ou promessas. Uma vez que percebem que o quadro clínico do paciente não apresenta melhoras, ou que caminha inexoravelmente para uma situação irreversível, o familiar adquire a percepção da perda iminente. Nesse momento, instaura-se a fase de depressão: a angústia e a introspecção aumentam, acompanhando. A fase da aceitação é o estágio da quietude e do isolamento. A vontade de lutar cessa gradualmente e a necessidade de descanso é imensa. A aceitação da morte do familiar não significa perder a esperança de vida, mas não mais temer ou se angustiar intensamente ao entrar em contato com a perda inevitável (MEDEIROS; LUSTOSA, 2011, p. 208-210).

Neste cenário, o psicólogo é uma ferramenta imprescindível no acolhimento ao paciente que enfrenta o luto por sua vida, quando este ainda vive, e da família enlutada. De acordo com Kovács (1992) apud Schmidt, Gabarra e Gonçalves (2011), quando ocorrem situações que o paciente está vivenciando seu estado terminal, o processo Psicoterápico deve focar na expressão dos sentimentos, em uma melhor qualidade de vida e na facilitação da comunicação, pois essas intervenções trazem benefícios tanto para este paciente como para seus familiares.

Medeiros e Lustosa (2011) ressaltam que quando há possibilidade de uma preparação para um luto antecipatório, existe uma possível minimização do sofrimento que esse processo trará pela perda de alguém importante. Trabalhar com esses familiares e com o paciente, se possível desde o momento do diagnóstico, proporciona uma redução de toda ansiedade, dor, e uma aceitação mais cedo do que está por vir.

Portanto, é papel tanto do psicólogo como de toda a equipe de saúde, buscar promover um contexto melhor para a vivência desse momento, bem como prestar apoio ao paciente no enfrentamento de morte, se possível colaborar em resoluções de conflitos anteriores para que haja um fortalecimento e um sentimento positivo, proporcionando boa qualidade de vida aos familiares e qualidade de morte ao enfermo. O profissional de Psicologia juntamente com toda equipe, traz coisas positivas a estes cenários, tornando o momento de dor e despedida em algo significativo a todos (SCHMIDT; GABARRA; GONÇALVES, 2011). 

Mesmo com desafios na prestação do atendimento a família e pacientes em fase terminal e cuidados paliativos, para o profissional de Psicologia, que se encontra dentro da instituição hospitalar, há uma diferença do seu papel dentro da equipe multidisciplinar. Seu trabalho é muito significativo positivamente no processo de enfrentamento tanto da patologia como a fase terminal, facilitando a escuta e promovendo mecanismos que facilitem a reintegração desse sujeito na sua própria vida e auxiliando aos familiares/acompanhantes, equipe de saúde a reagir de maneira melhor com a situação (CARVALHO; MARTINS, 2015). 

Os Desafios do Psicólogo Hospitalar

Quando o psicólogo se insere no hospital, há dificuldades que este vai enfrentar, e estar ciente disso é fundamental. Desde sua formação, seu trabalho se configura no aspecto mais solitário, digamos assim, o que muda dentro de uma instituição hospitalar onde trabalhará com uma equipe multidisciplinar, a partir daí começam os desafios. Waisberg et al. (2008) descreve que embora essa inserção está sendo mais vista nos dias atuais, ainda há dúvidas por parte da equipe quanto às funções do profissional de Psicologia, já que este trabalha com a subjetividade dos pacientes. Waisberg et al. (2008) cita ainda que quando não há conhecimento sobre cada especialidade, como cada profissional trabalha, as relações podem se tornar complicadas, e carregadas de sentimentos de hostilidade e rivalidade entre os colegas. Esse desconhecido algumas vezes, pode gerar aspectos negativos quanto a dinâmica da equipe bem como no desempenho das tarefas destes.

Entretanto, sua atuação nessa equipe é indispensável, visto que é papel deste profissional auxiliar seus colegas na tarefa de compreender os aspectos sociais e psicológicos de seus pacientes e como estes podem interferir no quadro clínico atual (WAISBERG et al., 2008 apud FELÍCIO, 1998). O desafio existe, porém, é através desses impasses que há o crescimento, tanto do profissional como da equipe e seu trabalho. Não esquecendo de ressaltar que a importância e necessidade da atuação de um psicólogo dentro da instituição hospitalar se equipara aos outros profissionais. Por parte dele é esperado um preparo necessário, uma relação significativa e um diálogo verdadeiro com os demais colegas da equipe multidisciplinar (MOSIMANN; LUSTOSA, 2011).

Aspectos hierárquicos também influenciam no desenvolvimento do trabalho do psicólogo dentro do hospital, bem como as relações estabelecidas entre esse profissional e outros da equipe. Como por exemplo, a relação estabelecida entre um médico e um profissional da psicologia, é necessário que, ambos compreendam de forma satisfatória a linguagem, bem como a visão um do outro (TONETTO; GOMES, 2007, p. 94). Como também a questão da discriminação por parte do profissional de medicina que se coloca como superior e portanto, possui mais conhecimento do que o colega de trabalho, o que não deveria ocorrer, porque posturas assim só dificultam o processo de interação e consequentemente o desempenho do atendimento. Por essa razão, para que o trabalho da Psicologia seja efetivo “é imprescindível que o psicólogo seja capaz de se expressar de forma clara, objetiva e coerente com a linguagem médica” (TONETTO; GOMES, 2007, p. 45).

Para Tonetto e Gomes (2007) atuar como Psicólogo hospitalar requer que este profissional deve estar atento às características que precisam ser desenvolvidas, como por exemplo, a flexibilidade na intervenção psicológica, se adaptar e estar disposto a desenvolver seu trabalho da forma como o contexto lhe permite; no hospital o paciente é atendido em seu leito e em quarto que a maioria das vezes é compartilhado, por isso a importância da adaptação e flexibilidade nas funções. Outro ponto, é desenvolver mecanismos que o capacite a lidar com questões sobre morte, desempenharem um bom trabalho na questão de demandas não verbais, ser provido de empatia e suportar frustrações de quaisquer que sejam as situações.

Considerações Finais

De acordo com o que foi mostrado aqui, a atuação do psicólogo dentro das instituições hospitalares é indispensável, visto que esse profissional desempenha um trabalho importante de reestruturação psíquica, tanto do paciente como da família e/ou acompanhante e equipe médica, proporcionando mecanismos que os auxiliem a enfrentar esse processo de doença de maneira mais leve, sem que haja intercorrências emocionais que agravem o caso ou desenvolva um problema a mais para ser resolvido.

Sua função se fundamenta em trabalhar os significados do adoecimento, como também a elaboração do luto em casos de doenças terminais. Proporcionar um bem-estar emocional a este indivíduo que se encontra acometido por uma doença e teve uma quebra de sua rotina natural por uma internação num ambiente hostil que por vezes traz sentimentos de angústia e ansiedade. O psicólogo irá acolher este paciente e promover ações que o auxilie a passar por esse momento difícil de sua vida de forma menos dolorosa.

É importante salientar que assim como em qualquer outra área de atuação, o psicólogo encontrará desafios significativos para exercer seu trabalho, porém é importante que este esteja disposto a enfrentar qualquer que seja a dificuldade para que tenha excelência em sua atuação. Importante também dizer que, por ainda ter um número abaixo do esperado desses profissionais dentro dos hospitais, há ainda questões sobre sua prática pouco esclarecidas tanto para sociedade, como para os colegas da equipe. Porém, este último é de fácil resolução, pois quando o psicólogo inicia seu trabalho, é importante deixar claro qual o seu papel e mostrar no decorrer do tempo quais funções irá desempenhar. E por último, quanto a dificuldades encontradas, poderá solicitar auxílio de outros profissionais, para realizar sua prática com excelência.

Há um número considerável de pesquisas na área da Psicologia hospitalar, mas nada isenta de que continuem a trabalhar nesse contexto, pois existem algumas lacunas ainda para serem preenchidas. Por esta razão, pretende-se que este estudo também sirva de aparato para outros pesquisadores e possa ajudar a sanar dúvidas sobre o assunto em questão.

Sobre os Autores:

Elen Fagundes Lima - Graduanda do Curso de Psicologia, pela Faculdade Adventista da Bahia.

Samai Alcira Cunha - Mestre em Psicologia pela UFBA. Possui graduação em Formação de Psicólogo pela Universidade Federal da Bahia (2003). Especialista em Gestalt-Terapia pelo Instituto de Gestalt Terapia da Bahia. Psicóloga clínica, atua no atendimento à adultos. Docente do ensino superior desde 2006.

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LIMA, Elen Fagundes; CUNHA, Samai Alcira. O Acolhimento Psicológico Frente a Doença e a Hospitalização. Psicologado, [S.l.]. (2020). Disponível em https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-hospitalar/o-acolhimento-psicologico-frente-a-doenca-e-a-hospitalizacao . Acesso em .

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Lima, E. F. & Cunha, S. A., 2020. O Acolhimento Psicológico Frente a Doença e a Hospitalização. [online] Psicologado. Available at: https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-hospitalar/o-acolhimento-psicologico-frente-a-doenca-e-a-hospitalizacao [Acessed 09 Aug 2020]

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