O Papel do Psicólogo na Assistência Humanizada ao Parto

O Papel do Psicólogo na Assistência Humanizada ao Parto
(Tempo de leitura: 9 - 18 minutos)

Resumo: Este estudo busca apresentar uma nova proposta de atuação para o psicólogo no cenário da assistência humanizada ao parto, objetivando promover a saúde da mulher que passa este momento vital. Ao profissional de saúde que é a favor do cuidado humanizado cabe conscientizar as gestantes, a fim de que elas tornem-se protagonistas nas decisões que digam respeito a sua gestação, proporcionando transformações em suas possibilidades de vivenciarem seus partos sonhados e possíveis. No decorrer do artigo será possível observar a potência da Psicologia Perinatal enquanto também personagem do acompanhamento pré-natal no denominado pré-natal emocional/psicológico, e também como personagem auxiliador no trabalho de parto e parto. Foi buscado propor reflexões em relação às mudanças diversas que atravessam a gestação e o seu clímax, o parto, e como a psicologia pode estar inserida nas equipes que promovem uma assistência humanizada ao nascimento.

Palavras-chave: Psicologia Perinatal, Parto Humanizado, Assistência Humanizada, Psicologia Hospitalar,

O Movimento pela Humanização do Nascimento vem colecionando histórias de conquistas com sua bandeira principal: modificar a cultura da assistência à gestação, ao parto e ao puerpério no Brasil. Os profissionais que prestam assistência à mulher durante o ciclo gravídico-puerperal têm a seu favor as inúmeras evidências científicas e a força de um coletivo que vem se unindo para reivindicar e se transformar continuamente. Entretanto, humanizar-se pode ser um grande desafio. O que se imagina da relação profissional é uma contracultura disposta a se opor aos paradigmas que nortearam as formações dos profissionais da área da saúde, assim como estão estruturadas as instituições de saúde do Brasil. Ser humanizado exige mais do que modificar as práticas, tornando-se um intenso exercício de expansão do repertório emocional e cultural (AMARAL, 2014).

Segundo Iaconelli (2012), foi a partir da necessidade de atuação juntamente ao  momento da gravidez e puerpério que originou-se a psicologia perinatal, sendo um “campo de estudos sobre o psiquismo da gestante, da parturiente e da puérpera” (IACONELLI, 2012). O psicólogo deve dar importância que, para cada gestante e cada família, a experiência da gestação é indiscutivelmente única e particular, assim como o momento do parto em si e também pós-parto.

Na maternidade, o papel do psicólogo é propiciar um espaço de escuta para que a família possa nomear e atribuir significados àquela nova situação. A importância deste lugar de escuta deve ultrapassar as fronteiras do contexto hospitalar, e desta forma, os serviços psicológicos e sociais devem facilitar o caminho para que as mulheres possam pedir ajuda para lidar com os fragmentos da história de cada gestação e maternagem; chamados “buracos”, segundo Szejer e Stewart (1997)  apud Iaconelli ( 2012).

Ao psicólogo perinatal cabe abordar questões emocionais, psíquicas e relacionais que propiciam tantos dilemas, impasses e crises internas nas tentantes, gestantes, parturientes e puérperas, assim como em seus respectivos cuidadores. Ao longo dos encontros, profissional e paciente discutem os fenômenos humanos que atravessam as vidas das gestantes, seus companheiros, filhos e famílias. Desse modo, estar ao lado dessas mulheres é também ter a condição de escutar os sofrimentos recordados pela proposta de maior conexão emocional, autonomia e empoderamento. E quanto maior for possível compreender estes sofrimentos, mais direcionamentos produtivos são capazes de dar a elas, para que não se configurem em obstáculos intransponíveis à vivência mais profunda dos processos de gestar, parir e cuidar do filho que nasce (AMARAL, 2014).

Conforme aponta Rosset (2018), o ato de entregar um filho para um mundo possui um significado especialmente importante para os pais, e principalmente para a mãe. No decorrer das semanas gestacionais, há um contato permanente onde o bebê será apenas dos pais, dentro do corpo da mãe, e a partir de seu nascimento, ele viverá também para os outros, tornando-se cada dia mais independente. Assim sendo, é importante perceber quais são as condições do parto e o que acontece logo após o nascimento desse bebê, de forma que tais condições poderão diminuir sensivelmente o sofrimento físico e emocional da mãe e do bebê, ou também aumentá-los tremendamente.

Considerando um cenário onde o parto aconteceu de forma natural e sem interferências desnecessárias, a mãe poderá "trabalhar" para o nascimento de seu bebê, sentindo-se útil e até realizada por poder ajudar a completar o ciclo total do nascimento. Esta mãe estará consciente do que acontece e do que sente, e provavelmente estando em condições de receber bem seu bebê. Por mais avançadas que sejam as tecnologias e o grande número de estudos sobre o assunto, não existe ninguém melhor do que a própria mãe para realizar esta tarefa de receber seu bebê no mundo (ROSSET, 2018).

Somente uma mulher bem preparada e consciente pode viver o nascimento de seu bebê como uma tarefa naturalmente ativa e gratificante, deixando de ver o nascimento de um filho como algo terrível, doloroso e incômodo. O objetivo dos trabalhos de preparação para o parto é que esta parturiente conheça seu corpo, suas emoções, seus medos e seus desejos. Tendo assim, buscado muita informação sobre o assunto, esteja ciente do que possa vir a acontecer, estando física e emocionalmente preparada para desempenhar sua função de parir.

Em função deste acontecimento tão importante emocionalmente, é que ao longo do tempo cresce o número de especialistas que vem sentindo a demanda em se dedicarem ao assunto, propondo melhorar as condições emocionais do nascimento. Do mesmo modo que cresce o número de pais e mães que batalham para conseguir um meio melhor e mais humano para o nascimento de seus filhos. Afinal, não existem dúvidas de que quanto mais afetivo, respeitado e tranquilo for o nascimento do bebê, certamente melhores serão as pessoas e consequentemente, melhor será o mundo de amanhã (ROSSET, 2018) Segundo Odent (2002) cada mulher é diferente e, deste modo, cada trabalho de parto será diferente: “Nós aceitamos isso, não planejamos estratégias específicas, nem adotamos regras automáticas e rígidas.”

O trabalho do psicólogo, quando incluso no momento do parto, pode se fazer presente na equipe que presta a assistência, para que ao invés de desautorizar essas mães, as encorajem de se apropriarem de seus bebês. Trabalho este, que deve ser iniciado desde o momento do pré-natal psicológico/emocional (TRAMA, 2018). Este bebê que nasce sendo respeitado, não será uma pessoa com o impulso de poluir o planeta, retribuindo o respeito que recebeu desde seu nascimento.

A Psicologia Perinatal estimula que a busca de informações não deva ser função apenas do cuidador: planejar o parto não tem um caráter privativo do pré-natalista. O maior objetivo é não tornar-se refém do sistema e, através de informação, capacitar a gestante cada vez mais esclarecida o suficiente para escolher o que deseja, ao invés de simplesmente seguir um caminho “às cegas”. Muitas gestantes desistem do sonho do parto normal por um medo que nasce durante as semanas gestacionais. Estas mulheres são desencorajadas a lutarem contra o sistema cesarista. Quanto mais bem informadas, destemidas e confiantes forem as gestantes e seus acompanhantes, maior será à força do movimento pela humanização do parto, e mais respeitosos serão os nascimentos.

Segundo Silva (2005), a inserção do psicólogo dentro dos centros obstétricos objetiva oferecer um atendimento mais coletivo à parturiente, de forma que este atendimento não fique limitado aos cuidados da equipe médica e da equipe de enfermagem. Considerando que todo ser humano é um ser biopsicossocial, a mulher deve ser tratada para além de um ser biológico, ainda mais considerando o momento em que vive, que é o nascimento de um filho. Deve-se respeitar toda a sua trajetória de vida, seus aprendizados, suas expectativas, seus medos e angústias. O psicólogo deve estabelecer com a parturiente, uma relação simétrica, supondo respeito, igualdade e confiança mútua. Se isso não ocorre, predomina o caráter impessoal do relacionamento e a possibilidade de oferecer uma assistência mais global fica bastante limitada (MALDONADO, 2002 apud SILVA, 2005).

Ainda em relação à forma como a atuação do psicólogo deve ocorrer dentro do centro obstétrico, vale ressaltar que este trabalho não deve ser um trabalho isolado. Cabe ao psicólogo perinatal atuar juntamente com toda a equipe de saúde, buscando o seu espaço. A paciente é tida como de responsabilidade de toda a equipe, e não apenas de um único profissional. O psicólogo deve seguir as orientações do Código de Ética Profissional do Psicólogo. Esta postura que propõe refletir sobre a ética, torna-se fundamental para o trabalho em equipe e o relacionamento com outros profissionais. Assim sendo, ao psicólogo em geral, e em especial aos que atuam nas cenas de parto, não cabe impor suas crenças e valores às parturientes. Mesmo não concordando com a forma de pensar destas, este deve trabalhar respeitando a paciente em sua totalidade (SILVA, 2005).

O psicólogo propõe que a gestante tire todas as suas dúvidas a respeito do parto e do bebê com a equipe médica que a assistirá, do mesmo modo que a oriente a focar suas atenções para si e para o seu bebê, deixando então para outro momento a preocupação com o que possa estar do lado de fora da maternidade. Fornecer informações à parturiente pode diminuir sua ansiedade, avaliando que ela passe a conhecer melhor os possíveis eventos estressores. Porém, não são todas as mulheres que esperam receber informações, e assim sendo, é respeitável perguntar o que elas desejam saber. É interessante também o psicólogo certificar-se que a gestante compreendeu as informações recebidas.

Considerando que a gestante esteve em atendimento terapêutico durante a gravidez,  muitas vezes ainda será necessário no momento do parto acolher, orientar e incentivar esta mulher mais uma vez, a fim de que ela possa ter “espaço para verbalizar seus medos, angústias, preocupações, sentimentos e tudo mais que, para ela, seja importante naquele momento” (SILVA, 2005). Cabe ao psicólogo perinatal novamente oferecer uma escuta atenta. As questões trazidas pela parturiente devem ser discutidas e trabalhadas, a fim de trazer tranquilidade e alívio do sofrimento, ainda no trabalho de parto, se necessário.

Santos et al. (2011), escreveram que “simbolicamente o trabalho clínico do obstetra e do psicólogo são semelhantes.” Para essas autoras, tal semelhança se dá, pois, o obstetra apesar de auxiliar a parturiente a dar a luz no momento do parto, não pode ter o bebê em seu lugar. Assim como, o psicólogo não cria uma nova mulher, e sim presta assistência estando presente, “facilitando o processo do renascimento do cliente”. O psicólogo realiza uma assistência com o objetivo de aliviar emocionalmente a gestante e sua família/acompanhantes.

Uma das ferramentas utilizadas pelas gestantes tem sido o plano de parto, documento que ajuda dar voz aos desejos da gestante durante parto e também no pós-parto. Elaborar o plano de parto é um meio de estar consciente dos acontecimentos durante o nascimento. Este documento objetiva indicar os desejos da parturiente e de quem a acompanha durante o parto. A elaboração deste documento pode ocorrer no decorrer do pré-natal, com tranquilidade, e após a gestante reunir as informações que acredita serem importantes no decorrer do nascimento e pós-parto (SANTOS, 2018).

O foco do plano de parto deve ser o direito da mulher. Vale a pena reforçar que prioritariamente, no modelo humanista assistencial, o protagonismo de todo o processo do nascimento de um bebê é da mulher. Esta deve ter o direito de compreender suas vantagens de liberdade de movimentos, assim como as posições que podem lhe oferecer alívio dos desconfortos. As companhias que a gestante desejar ter ao seu lado neste momento também deve participar de todos os cuidados pré-natais, apoiando-a em suas escolhas. A assistência humanizada a qual o psicólogo também deve estar inserido, propõe que os desejos da mulher sejam respeitados.

Toda parturiente tem o direito a uma experiência positiva do nascimento que inclua: respeito e dignidade, acompanhante de livre escolha, livre acesso à equipe do serviço, estratégias para alívio da dor (no trabalho de parto), assim como, liberdade para movimentação e posições. Durante a assistência ao nascimento é fundamental respeitar a fisiologia humana feminina. Essa é a recomendação básica que todo profissional “cuidador de parto” deve tatuar na mente e no coração. Por mais estranho que possa parecer, a garantia do direito à liberdade faz com que a comunicação entre o feto e a mãe seja efetiva. Desta forma, o nascimento do bebê pode ser mais rápido. É importante saber na assistência ao nascimento, que cada um é único, de forma que algumas parem rápido e outras nem tanto. Se a mulher e o bebê estiverem bem, é recomendado que não sejam realizadas intervenções médicas desnecessárias. Profissionais devem seguir as condutas baseadas em evidências, associadas ao respeito à escolha da mulher e da família (SANTOS, 2018).

Inclusive, uma das maneiras do psicólogo perinatal contribuir para a humanização do parto, é auxiliando a gestante a compreender quais são as suas vontades para o momento do mesmo, incluindo o que ela deseja que não seja realizado, ainda que a mesma não esteja mais tão consciente, entrando na “partolândia”. Através do plano de parto a gestante vai indicar o que quer e o que não quer que ocorra no início do trabalho de parto, no nascimento em si e após o nascimento do bebê. É aconselhável que as questões também sejam esclarecidas para quem vai acompanhá-la no momento do trabalho de parto. Haverá um estágio em que a pessoa que a acompanha irá “falar por ela”. Além do que, após o nascimento do bebê, quem fica responsável é o acompanhante.

Para elaborar um plano de parto é preciso primeiramente estar informada. É recomendável compreender o que poderá ocorrer com o corpo da mulher no nascimento e também com o bebê. Também é preciso saber o que os hospitais oferecem e como adaptar seus desejos. É preciso ter ciência sobre da realidade das instalações hospitalares, incluindo as instituições que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Não se deve ignorar que a maioria dos hospitais já possui um protocolo próprio a ser seguido. Ainda assim, elaborar um plano de parto é vantajoso, pois demonstra conhecimento sobre o parto (SANTOS, 2018).

No ano de 2002, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu um modelo que pode ser ajustado às necessidades das gestantes e da equipe que a acompanha. Conforme for redigindo o documento, a parturiente vai entendendo e se apropriando sobre o processo e os possíveis riscos do trabalho de parto. No decorrer do plano de parto, a gestante poderá indicar se deseja ou não um parto natural, seu desejo em relação o uso de medicamentos para aliviar a dor, se deseja acompanhar a atividade fetal, o uso de intervenções caso ocorram complicações, o destino da placenta, entre outros quesitos. A OMS sugere o plano de parto como um documento que busque orientar a equipe em relação os desejos da mulher para o parto, e nascimento do seu filho. Além de ser um documento, um relato impresso, tal planejamento retrata o tipo de apoio que a gestante busca (SANTOS, 2018).

Em relação à atuação do psicólogo em um Centro Obstétrico, Arrais (2015) escreve que no momento atual, já é possível encontrar estudos que dizem respeito à prática de psicólogos em hospitais, principalmente em relação a sua função, que popularmente está associada a ajudar os pacientes e seus acompanhantes a lidarem com seus diagnósticos e as questões referentes ao momento da hospitalização. Entretanto, pouco material é encontrado na literatura em relação à atuação do psicólogo hospitalar aplicada diretamente à obstetrícia, principalmente quando este profissional pretende atuar dentro de um Centro Obstétrico – CO.

Contudo, esta especialidade da psicologia, também denominada de psicologia obstétrica, é mais facilmente encontrada em artigos e livros que direcionam o papel do psicólogo ao longo do acompanhamento na gestação, durante o pré-natal e também no momento do puerpério, especialmente nos casos que evoluíram para depressão pós-parto ou que os bebês necessitam das UTIs Neonatais. Porém, ainda não há muitos estudos disponíveis sobre como o psicólogo poderia atuar em um centro obstétrico, estando presente durante os trabalhos de parto, o parto em si e também nas possíveis intercorrências.

Arrais (2015), compartilha a experiência que viveu durante quatro anos de trabalho em um centro obstétrico em uma maternidade pública de Brasília. A autora ressalta que partiu da diretoria do hospital a demanda para a atuação do serviço de psicologia, pois “em 52 anos de existência da maternidade, o CO nunca havia contado com o trabalho exclusivo de psicólogos para as parturientes e puérperas, durante trabalho de parto e parto.” Logo, a presença constante de uma psicóloga na sala de parto era novidade para todos, incluindo os membros da equipe. Comenta a dificuldade em construir a demanda de forma que as pessoas conseguissem perceber que ela existe a partir de cada parturiente, principalmente porque a maioria das pacientes atendidas neste setor “não está doente, apenas grávida”, e a equipe não costuma considerar que haja sofrimento no ciclo gravídico-puerperal, afinal, este seria um processo natural e instintivo e “a chegada de um bebê só pode trazer alegrias”.

Seu estudo aponta que há poucos casos para os quais a equipe de psicologia é solicitada a realizar um acompanhamento, geralmente para os casos em que os bebês têm alguma má formação, alguma deficiência física, ou quando ocorre alguma intercorrência posterior aos partos. Também tendem a ser solicitados em casos de aborto e óbitos, pelo motivo do sofrimento das mães e os da própria equipe tornarem-se mais evidentes em situações como estas. O serviço de psicologia raramente é chamado para intervir de forma a proporcionar a psicoprofilaxia das gestantes e puérperas.

Através dessa atuação, Arrais (2015) pode listar as principais atividades que podem ser exercidas pelo psicólogo em um centro obstétrico, baseados em sua prática e na articulação teórica com a literatura pesquisada: acompanhamento psicológico durante o trabalho de parto e parto para alívio não farmacológico da dor; atendimento psicológico em casos de prematuridade e malformação fetal; atendimento psicológico em casos de óbito perinatal (morte do bebê); atendimento psicológico a gestantes com hiperemese gravídica (vômitos excessivos); atendimento psicológico à parturiente com diabetes; atendimento psicológico a parturiente com síndrome hipertensiva; e atendimento psicológico aos acompanhantes das parturientes.

Considerando que o psicólogo pode também estar presente no momento do parto, vale relembrar algumas falas de Michel Odent que desde que 2002, quando escreveu o livro O Renascimento do Parto, busca tornar cada vez mais relevante a importância de humanizar nascimentos, até que o termo “humanização do parto” não seja mais tido como uma luta, e sim como algo natural e presente em todos os momentos em que novas vidas chegam ao mundo:

Cada gestante chega trazendo uma história cultural, familiar e pessoal única que terá uma forte influência no curso do seu trabalho de parto. Em geral, em algumas culturas, o trabalho de parto parece ser mais fácil do que em outras. Também, em algumas famílias, existe, virtualmente, a tradição de partos mais fáceis. A mulher traz para o parto, toda a sua experiência de vida alcançada até a sua infância e o seu nascimento. Nós estamos interessados sobre o que cada mulher sabe sobre o próprio parto, uma vez que frequentemente existe uma conexão entre como ela nasceu e como ela irá trazer sua própria criança ao mundo. (...) Uma gestante que não esteja desgastada pelo estresse vai passar pelo trabalho de parto em melhores condições. Obviamente, nós não podemos apagar de forma miraculosa as pré-concepções e experiências passadas. Contudo, nós podemos criar uma atmosfera que encorajará as mulheres e seus parceiros a abordar o nascimento de forma diferenciada. (...) Nosso objetivo é fazer o local de nascimento o mais semelhante possível a um lar. (...) No dia do nascimento, encorajamos as mulheres em trabalho de parto a cederem à experiência, e perderem o controle, a esquecerem de tudo o que aprenderam - todas as imagens culturais, todos os padrões de comportamento.

Sobre a Autora:

 Letícia Andrade - graduada em Psicologia pelo faculdade IBMR e defensora da Psicologia Perinatal. 

Referências:

  1. AMARAL, Alexandre. LEVATRICE. Formação em Psicologia da Assistência Perinatal - com Alexandre Coimbra Amaral. Disponível em: <http://www.levatrice.com/psicologia-perinatal>. 2014.
  2. ARRAIS, Alessandra. Atuação do psicólogo hospitalar em um Centro Obstétrico. Disponível em: <https://unbcaep.wordpress.com/2015/05/14/atuacao-do-psicologo-hospitalar-em-um-centro-obstetrico/>. Acesso em: 14 mai. 2015.
  3. IACONELLI, Vera, O que é psicologia perinatal: definição de um campo de estudo e atuação, Área de Estudos do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal, 2012, disponível em http://www.institutogerar.com.br/
  4. ODENT, Michel. O renascimento do parto. Florianópolis: Saint Germain, 2002. 134 p.
  5. ROSSET, Solange Maria. Psicologia do parto. Disponível em: <http://www.srosset.com.br/textos/psicologia-do-parto.html>. Acesso em: 31 mai. 2018.
  6. SANTOS, Maria Maia. Fazer plano de parto ajuda melhorar assistência.Disponível em: <https://clubedamaternidade.com/plano-de-parto-melhora-assistencia/>. Acesso em: 31 mai. 2018.
  7. SANTOS, Maria Maia.  Plano de parto: saiba o que é e aprenda a fazer. Disponível em: <https://clubedamaternidade.com/plano-de-parto-como-fazer/>. Acesso em: 30 mai. 2018.
  8. SANTOS, Ana Paula; HASLINGER, Camile; ALVES, Cássia Ferrazza; COSTA, Elenara Farias Lazzarotto; RAMIREZ, Ligia Andrea Rivas; KRUEL, Cristina Saling. A importância da psicologia no atendimento a mães e pais na maternidade. UNIFRA – Centro universitário Franciscano, Santa Cruz do Sul, 2011.
  9. SILVA, Maria Cecília Dos Santos Queiroz Da. A atuação do psicólogo hospitalar no centro obstétrico. Centro universitário de Brasília – UniCEUB, Brasília, Junho, 2005.
  10. TRAMA, Agnes. A forma de nascer hoje e suas repercussões no psíquico. Disponível em: <https://agnestrama.wordpress.com/2018/03/13/a-forma-de-nascer-hoje-e-suas-repercussoes-no-psiquico/>. Acesso em: 02 jun. 2018.

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