(Tempo de leitura: 8 - 15 minutos)

Resumo: O câncer de mama é uma patologia que ainda hoje, é permeada por tabus e estereótipos sociais. Por isso, ser diagnosticada com esta doença, pode levar ao desenvolvimento de angústias, medos e questionamentos, no que diz respeito à sua própria identidade feminina e em relação à sua aceitação social. Este quadro pode ser agravado quando durante o tratamento, faz-se necessário a realização de uma intervenção cirúrgica, conhecida como mastectomia. No que diz respeito ao câncer de mama, a mastectomia consiste no tratamento primário de maior utilização no combate a essa patologia, sendo que esse procedimento quase sempre desencadeia prejuízos físicos e emocionais nas pacientes que vivenciam esta realidade. Diante disso, o presente artigo visa analisar os benefícios que o acompanhamento psicológico pode proporcionar a essas mulheres. Para isso foi realizada uma revisão de literatura, baseada em onze artigos retirados da base de dados do Scielo, compreendidos entre 1993 e 2008. Tais documentos foram capazes de fornecer os subsídios necessários para uma análise acerca da importância de tal intervenção psicológica e de que forma isso pode beneficiar o processo terapêutico de tais pacientes.

Palavras-chave: Psicologia, Mastectomia, Câncer de mama.

(Tempo de leitura: 30 - 60 minutos)

Resumo: Este estudo discute as possíveis implicações físicas e psíquicas do trabalho do técnico de enfermagem em sua subjetividade. Com base na experiência de vida como profissional, em um hospital de grande porte, foi realizado um estudo teórico, no qual foram abordadas questões referentes à subjetividade, aos mecanismos defensivos utilizados no enfrentamento do processo do cuidar, as manifestações físicas e psíquicas decorrentes desse trabalho, que apresenta nível de envolvimento emocional elevado e auto responsabilização pelo  adoecimento e sofrimento das pessoas. Este estudo justifica-se no sentido de haver pouco espaço para os trabalhadores dessa área colocarem questões referentes às dificuldades que encontram em sua atividade, que são geradoras de ansiedade, de sentimentos de impotência, incompetência e indignação, que podem acarretar doenças físicas e psíquicas, recorrentes nesse meio. Entre estas se destacam dores musculares, cefaleias, perturbações gástricas, esgotamento emocional, estresse, que aparecem com maior frequência. Por fim, propõem-se reflexões a fim de que novas medidas estratégicas possam ser implantadas para dar conta dessa demanda.

Palavras-chave: Enfermagem, Subjetividade, Adoecimento, Trabalho.

(Tempo de leitura: 8 - 16 minutos)

1. Introdução

A certeza humana da morte aciona uma série de mecanismos psicológicos. E são através desses mecanismos que o homem lida com a morte, seus medos, suas angústias, suas defesas, suas atitudes diante da morte. Falar sobre morte, ao mesmo tempo em que ajuda a elaborar a ideia da finitude humana, provoca certo desconforto, pois encaramos essa mesma finitude, o inevitável, a certeza de que um dia a vida chega ao fim.

(Tempo de leitura: 4 - 7 minutos)

1. Introdução

O Cuidado Paliativo utiliza uma visão humanitária de cuidados com o enfermo em estado terminal, possibilitando o alívio de sua dor e sofrimento. Proporciona uma assistência interdisciplinar ao paciente e aos familiares que compartilham deste processo de terminalidade da vida. O trabalho do psicólogo na equipe interdisciplinar consiste em atuar nas desordens psíquicas que acometem o doente e sua família nas diversas fases do tratamento, proporcionando escuta ativa e acolhimento para reconhecer as reais necessidades do paciente e de sua família.

(Tempo de leitura: 25 - 50 minutos)

Resumo: O vínculo afetivo mãe-bebê se desenvolve durante a gravidez e se estende após o nascimento numa interação recíproca, fortalecendo-se a cada momento. Este estudo tem como objetivo identificar os sentimentos das mães diante da internação do bebê na UTI neonatal logo após o nascimento, suas dificuldades e estratégias de enfrentamento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, explorada mediante análise de conteúdo, em que foram entrevistadas quatro mães de diferentes municípios do Oeste Catarinense no momento em que seus bebês estavam na UTI neonatal. Utilizou-se como norteadora entrevista com roteiro semiestruturado da qual emergiram seis categorias. Evidenciou-se que neste período as mães vivenciam um sofrimento psíquico intenso, encontravam-se despedaçadas emocionalmente, porém mesmo com muita tensão acompanhando seus filhos à distância, demonstraram acreditar na recuperação do filho, com expectativas positivas.

Palavras-chave: Mãe-bebê, Sentimentos Envolvido, Vivências, UTI Neonatal

(Tempo de leitura: 26 - 52 minutos)

Resumo: O presente estudo na abordagem empregada para a pesquisa foi qualitativa permanecendo na condição descritiva, analítica e exploratória, evidenciando que para o psicólogo hospitalar é fundamental distinguir as causas e os fatores que influenciam no comportamento humano, notando suas necessidades, que implicam na qualidade do acolhimento do mesmo, ressaltando que o acolhimento ao paciente e a humanização hospitalar será trabalhada sob esses enfoques. Quanto ao ato de acolher o paciente e primar pela Humanização Hospitalar será uma saída para satisfazer as necessidades do paciente de forma que venha contribuir para sua recuperação psíquica, biológica ou até mesmo espiritual. O paciente tendo um bom acolhimento, algumas situações de ordem psicológica serão amenizadas tais como medo e inseguranças. Sua relevância baseia-se na sua potencialidade de sensibilizar pesquisadores e profissionais da saúde sobre a significância da importância do acolhimento ao paciente com qualidade que podem incidir sobre o comportamento do sujeito, colaborando assim para gerar bem estar e estabelecer sua recuperação de maneira eficaz.

Palavras-chave: Psicólogo hospitalar, Humanização, Paciente, Acolhimento.

(Tempo de leitura: 11 - 21 minutos)

Resumo: Este artigo é fruto de uma pesquisa bibliográfica e de campo acerca do câncer em crianças, evidenciando aspectos relacionados às possíveis mudanças ocorridas no seio familiar. A pesquisa foi desenvolvida no Hospital da Agro-Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, sendo este um centro de referência para o tratamento do câncer infantil, teve como objetivo investigar as emoções emergentes das mães frente ao diagnóstico de câncer infantil, estabelecendo um espaço para a escuta e compreensão da família a respeito da doença. Tratando-se de um estudo qualitativo foi realizado através de entrevista semi-estruturada com 20 mães, entre 17 e 57 anos, de crianças em tratamento quimioterápico realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pôde-se constatar que sentimentos de tristeza, medo e angústia estavam presentes nos relatos das mesmas. Através do estudo podemos notar o poder da psicologia no cenário da saúde, enquanto que os outros profissionais da área estão voltados à doença e ao tratamento, o psicólogo se insere nesse contexto criando espaço para a escuta das emoções emergentes diante do processo de adoecimento.

Palavras-chave: Câncer, Crianças, Mães, Emoções  emergentes.

(Tempo de leitura: 4 - 8 minutos)

O hospital é o lugar onde o corpo dói, o corpo que é visto pela medicina sendo objeto de estudo e cura. O sujeito é reduzido a sua patologia, que se apresenta em partes do organismo, e o subjetivo não são evidenciados. Podendo, assim, tornar-se mais fácil ou pragmático as curas do corpo orgânico pelo saber médico que exclui a subjetividade. A psicanálise, segundo Moura (2000), encontrou um lugar na cultura científica por se ocupar do que a ciência exclui. Assim, pode-se pensar, então, que a psicanálise e a ciência se apoiam mutuamente sobre o saber do corpo, demarcando um lugar. A psicanálise não oferece um discurso curativo e nem pretende confortar o sujeito sobre o seu adoecimento e sim, faz com que emerja um sujeito implicado em suas próprias questões.

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