Tipos de Comportamentos Desviantes

Tipos de Comportamentos Desviantes
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Introdução

Trata-se do trabalho de conclusão da disciplina Psicossociologia do Crime e Fenomenologia da Violência, do curso de pós-graduação em Psicologia Jurídica e Perícia Psicológica Criminal, turma B, da Faculdade de Ciências Humanas, do Centro Universitário - CESMAC, ministrada pela Mestra Maricélia Schlemper.

A referida disciplina nos proporcionou um entendimento ampliado de violência [01], como um fenômeno humano. Fenômeno este que vem se naturalizando a proporção que as relações e sistemas sociais vão se modificando, ano após ano.

A violência aparece nas relações sociais como um elemento estrutural a elas, como parte integrante do humano e, obviamente, também de suas relações sociais e afetivas, gerando assim, comportamentos tidos como referência dentro de cada comunidade. Um exemplo disto são as relações de poder entre os humanos. A atuação do policial para combater a violência é um ato violento, pois, nenhum meliante ou infrator abortará uma ação se não for coagido a isto. Ou seja, as relações sociais precisam acontecer de forma ordenada, respeitando hierarquias e poderes que norteiam ou regulam padrões de comportamento, comportamentos que na maioria dos casos são conseguidos através do controle de um sobre a vontade do outro, através do medo, da ameaça ou da coesão.

No entanto, no decorrer dos tempos, aconteceu o fenômeno de naturalização de outro tipo de violência, a violência urbana, os crimes contra a vida, contra a ordem pública, contra o patrimônio e contra a liberdade, estes têm se tornado cada dia mais comum. As pessoas vivenciam a naturalização da violência em suas comunidades, crime contra a vida ou contra a liberdade não é mais algo que eventualmente se houve falar nos telejornais ou se assisti nos filmes, é algo que se presencia, que se sente ou que se sabe ter acontecido com quem faz parte do próprio ciclo de amizades (quem, na atualidade, não tem no próprio ciclo de convivência alguém que já foi vítima de violência?). Atualmente, as famílias assistem noticiários policiais enquanto almoça, o momento da ceia da família foi invadido pela violência na forma de entretenimento. Vários tipos de violência que são praticados de forma quase que não percebidos como violência, mas sim como uma praxi do sistema de convivência social, seja urbano ou rural.

Falar em violência é falar em ser humano, e vice-versa, visto que o homem a pratica de forma voluntária, pois tem o poder do autocontrole, mas não o usa quando não lhe é interessante usar (crimes instintivos). O animal irracional também comete atos de violência, mas como uma ação instintiva de defesa ou de sobrevivência, diferente do humano que se alimenta dela, e, principalmente, precisa dela para regular suas relações sociais.

Mas, como entender o humano sem entender a violência? Como entender o todo sem conhecer sua parte, uma vez que a violência é intrínseca ao ser humano! Desta forma focamos nosso estudo na violência resultante de comportamentos desviantes. Assim, optamos, dentre as opções propostas por nosso mestra, apresentar como conclusão da disciplina supracitada, uma pesquisa sobre os Tipos de Comportamentos Desviantes.

Desenvolvimento

Ao observarmos as relações sociais percebemos que elas se transformaram ao longo dos anos. Hábitos, crenças do passado não fazem mais sentido na sociedade atual, valores de moral e ética se misturam com a necessidade de sobrevivência e justiça imediata. Numa sociedade onde o ter perpassa o ser, onde o poder tem maior destaque que o precisar, o caminho parece lógico: competição à violência à conquistas.

A competição acelerada e muitas vezes desproporcional em busca do ter, ter o que mostrar pra conquistar um papel de valor reconhecido na sociedade, seja legal ou ilegal, mas um papel, do narcotraficante que vigia a ‘boca de fumo’ ao jurista que aplica as leis. Esta necessidade de ter é bem esclarecida no artigo de Sérgio Murilo Rodrigues, “A Relação entre o Corpo e o Poder em Michael Foucault”, que exemplifica isto quando diz que em nossa sociedade travamos verdadeira luta com nosso próprio corpo, nosso corpo não é livre, ele não é uma demonstração do que somos, mas do corpo que conseguimos ter. Precisamos mostrar o corpo bonito que esteja de acordo com os parâmetros de belo da sociedade.

(...) Existe uma obsessão crescente, principalmente entre os jovens, em modelar o corpo, em ter um corpo bonito e saudável. Assim há uma enorme procura por academias de ginástica, regimes de emagrecimento, cirurgias plásticas e outros procedimentos que visam alcançar o “corpo ideal”.

Esta necessidade de conquista leva a violência, a disputa por si só pode ser considerada uma forma de violência, visto que ela obriga o indivíduo se moldar a padrões que são aceitos ou identificados como o certo, padrões que muitas vezes se chocam com seus desejos.

A busca frenética pelo ter favorece a prática delituosa como: assaltos, furtos, tráfico de substância entorpecente, prostituição infanto/juvenil, e outras formas de conseguir dinheiro “fácil”. À proporção que esta prática cresce, cresce também a necessidade de defesa dentro das comunidades, e a perspectiva de impossibilidade ou a real dificuldade de combater este segmento da violência urbana, a pessoa cria estratégias de proteção, recorremos a: grades, cercas elétricas, câmeras de segurança, aulas de técnicas de defesa corporal... e até ao isolamento como forma de proteção, para se esquivar da violência. 

Chegamos a uma era onde a violência é fator natural nas relações interpessoais, onde a vida se banalizou, falar em morte violenta, decapitação, abuso sexual infantil, infanticídio, assalto e latrocínio, faz parte da pauta dos telejornais e das conversas informais com os colegas de trabalho. Antigamente falavam em futebol e mulheres bonitas, hoje é comum matar pelo futebol ou pelas mulheres bonitas. O fenômeno violência perpassou os limites do estranho e adentrou na rotina social.

Entendermos que este processo de conquistas através da competição para ter um papel social, às vezes recorrendo à reprodução de personagens virtuais, alimentado pela naturalização da violência (provocada principalmente pela mídia sensacionalista), gera no indivíduo os comportamentos desviantes: homicídios por motivos fúteis, suicídio, prostituição, tráfico e uso abusivo de substâncias psicoativas (drogas). Porém não podemos falar em comportamentos desviantes sem citar a psicopatia e as parafilias. Mas, como saber o que é padrão sem conhecer o desviante.

Matar, destruir a vida alheia passou a ser solução para muitos conflitos sociais, as rixas entre grupos rivais, antes vistas apenas entre traficantes (criminosos) parece ter contagiado a população em geral (os chamados cidadãos de bem), vimos torcedores de times diferentes como verdadeiros gladiadores, motoristas enfurecidos que trocam insultos e até tiros, sem tolerância. Aliás, este talvez seja o principal motivo de muitos homicídios: a intolerância. A intolerância acompanha o homem desde sua origem animal, porém, nos tempos atuais (após evoluir do comportamento animalesco ao racional), parece que houve um retrocesso no comportamento humano, que busca solução para seus conflitos sociais com prática impulsivas, quase irracionais, possivelmente estimulados pela presença da violência em sua rotina cidadã. Este comportamento de cidadão violento vem sendo alimentado pela mídia sensacionalista e sem censura.  

Em fevereiro de 2000, o país assistiu chocado a uma cena brutal. O menino D.J.G, de 9 anos, deu 40 facadas nas costas de sua amiga M.D.N., de 7 anos, enquanto assistia a um programa de TV. O menino disse à polícia que agiu inspirado no filme "Brinquedo Assassino", que havia visto na televisão uma semana antes. No filme, o boneco Chucky 'incorpora' o espírito de um criminoso e passa a matar as pessoas. Trata-se de uma produção americana de 1988 que fez tanto sucesso que teve mais duas continuações, uma delas a 'Noiva de Chucky'. A menina só não morreu porque a faca utilizada era dentilhada.
(Jornal da Tarde-10/fev/00, Revista Educação, mar/2000).
O estudante de medicina Mateus da Costa Meira, que em Novembro de 1999 estava com 24 anos, disparou tiros de submetralhadora numa platéia de 40 pessoas que assistia ao filme “Clube da Luta” num cinema do Morumbi-Shopping, em S.Paulo. Meira repetiu exatamente as mesmas sequências que se verifica no game Duke Nuken. Desde a entrada no cinema, no banheiro, a escolha e regulagem da arma, enfim tudo é uma infeliz repetição na vida real do que ele via nas cenas do game. Em sua casa foram encontradas dezenas de provas que Mateus da Costa Meira era viciado além do Crack e Cocaína, em games, dos quais fazia pirataria para conseguir algum dinheiro. Final Trágico: 3 mortos e vários feridos.
(Folha de S.Paulo/O Estado de S.Paulo-05/nov/99).

Pessoas recorrem ao suicídio como um meio de escape de um conflito pessoal. O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos. Conforme informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), a média de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, em particular nos países em desenvolvimento.

Estamos sujeitos às imagens projetivas, isto é, aquelas que projetam os próprios conteúdos de forma generalizada e deturpada, boas ou más. Reforçados pela mídia, construímos perceptivamente imagens fantasiadas, ora dos comunistas, ora dos muçulmanos, ora dos grupos musicais ou qualquer 'inimigo' (modelo) que se apresente no momento atual. Crescemos orientados pelo meio, criamos fantasias, projetamos e ‘esclarecemos’ nossas dúvidas através da atuação de personagens, torcemos muitas vezes pelo 'bandido', pelo amante num triângulo amoroso, pelas soluções pré-concebidas por líderes globais ou imperadores capitalistas. Estas fantasias muitas vezes justificam um leque bastante diversificado do comportamento ou reações perigosas, inclusive suicídios e homicídios. As projeções são aceitas inconscientemente como verdades e absolutas pelas 'vítimas' da manipulação da mídia.

Não são poucos os indivíduos que apresentam predisposições para destruírem a si mesmos e infelizmente, esta tendência vem crescendo a cada dia. Há vários tipos de comportamento autodestrutivo, influenciado direta ou indiretamente pela propaganda maciça de cigarros, bebidas, música, filmes, games, etc. É claro, o uso, abuso e a dependência das drogas, de maneira nenhuma, fica de fora, aparecem como compulsões autodestrutivas dos consumidores. Não é ao acaso, que o suicídio é a terceira causa de mortes entre adolescentes, perdendo apenas para os acidentes e homicídios.

Assim, podemos perceber que são muitos os fatores que levam ao comportamento desviante como: transtorno mental, drogadição, hereditariedade e conflitos sociais de ordem: familiar, amoroso e financeiro. Há também estatísticas de que a grande maioria dos crimes e delitos cometidos por adultos tem um histórico de crianças e adolescentes criados em ambientes hostis e predispostos à violência, como no caso dos psicopatas.

Nosso estudo enfatiza os motivados por conflitos sociais. As relações familiares se transformaram, as famílias passam a ter outra composição, a chamada família estendida, com a possível presença de padrasto, madrasta, enteados e ‘meio’ irmão. A corrida frenética pelo ter afasta os pais ou responsáveis da rotina da criança. Transfere-se para terceiros (professores, babás... ) os cuidados e atenção aos filhos. Isso pode ser entendido como uma “sabotagem” do mal contra o bem. Uma forma de atrapalhar a oportunidade dos pais em orientar e acompanhar o desenvolvimento de seus filhos.

É uma tendência natural dos jovens buscar socorro nos grupos de amigos, porém pra fazer parte deste grupo ele também precisa ter. Precisa ter comportamento aceito pelo grupo (identificado como ‘bacana’ ou igual), ter coragem, ter poder, ter tênis e roupas grifadas, ter história pessoal de exemplo.

Falar em comportamento desviante é falar em comportamento que violentam a qualidade de vida do indivíduo. Outro exemplo disto é a prostituição. A prática de sexo sem afinidade ou prazer, em troca de bem material ou de ganhos profissionais, é mais praticada por mulheres, mas há muito vem se expandindo entre os homens, pois para estes a necessidade de auto-firmação social (de ter) é ainda maior que para as mulheres, visto que são eles os responsáveis pelo sustento do ‘sexo frágil’ na cultura machista [02]. No entanto os grandes índices de prostituição, no Brasil, decorre da luta pela sobrevivência, nas classes sociais mais desfavorecidas.

A prostituição aparece aqui como uma forma de violência contra si mesmo (autopunitiva), diferente do suicídio, esta traz ganhos reais e não aniquila as potencialidades e possibilidades de reação da ‘vítima’. Ela aparece como uma ‘grande’ alternativa de geração de renda graças ao seu caráter de legalidade, desde que seja praticada por maiores de 18 anos. No entanto perde esse caráter de legal e autopunitiva quando é praticada por crianças e adolescentes, seja de forma ‘voluntária’ como uma alternativa de ter, ou sob a manipulação de adultos. Esta última aparece no Brasil como uma das maiores formas de violência urbana na atualidade.

Explorar sexualmente crianças e adolescentes é uma práxis na sociedade capitalista, que cresce em proporções assustadoras graças a vários fatores, desde a facilidade de atuação (boa aceitação do turismo sexual) à grave situação de pobreza e falta de assistência psicossocial para as famílias brasileiras, além da busca frenética pela droga (no caso de usuários). Outro fator que favorece a esta prática é a condição de gênero da menina, mais vulnerável à violência, inclusive doméstica.

Aparece então o uso de droga, dos males da humanidade, atualmente, o uso abusivo ou dependente de drogas, lícitas ou ilícitas, está assumindo um papel de ícone, inatingível, arriscaria até a dizer necessário à humanidade. A epidemiologia do uso de drogas mostra que nunca existiu uma sociedade sem drogas, sendo o álcool a mais antiga para a humanidade, presente nas grandes culturas do oriente médio, na ceia larga entre o Cristo e os apóstolos, e continua isoladamente em primeiro lugar na estatística mundial de uso de drogas. 

O consumo de drogas deve ser considerado como um fenômeno especificamente humano, isto é, um fenômeno cultural: não há sociedade que não tenha as suas drogas, recorrendo seu uso para finalidades diferentes em conformidade com o campo de atividades no qual se insere. (Richard Bucher).

Segundo a OMS, droga “É toda substância ou produto que, administrado ao organismo vivo, produz artificialmente modificações em uma ou mais de suas funções”. Com isso podemos entender que o usuário de drogas, na maioria dos casos tem consciência desta definição, mas recorre à droga que complete ou até dê sentido a sua condição de ser social.

Não podemos associar uso de drogas ao crime, o uso de drogas não capacita o indivíduo à prática de crime, ela pode potencializar uma estrutura de personalidade criminógena já contida no indivíduo. Como também pode provocar o envolvimento do usuário em pequenos atos delituosos como furtos e roubos em busca de recursos para custeio do vício, ou desencadear transtornos mentais que levem ao crime.

Diferente do usuário de drogas é o psicopata. Psicopatia é entendida como um transtorno de personalidade que está intimamente ligado a estrutura de personalidade do homem e compromete suas definições de valores morais e éticos, parâmetros de relações humanas, a forma como ele constrói suas relações sociais. Psicopatas são pessoas que agem em busca de objetivos ou simplesmente de prazeres próprios.

Ao afirmar que o transtorno de personalidade faz parte da estrutura de personalidade do indivíduo, entendemos que não são tratáveis (diferente do vício), talvez moldados ou “educados”, a depender do tipo de transtorno. No caso da psicopatia, entendida como a verdadeira personalidade criminal, as possibilidades de tratamento são nulas no ponto de vista dos profissionais e estudiosos da área, porém, Ilana Casoy, diz que isso ainda não foi mensurado ou observado, que somente agora, quando psicopatas em situação de prisão começam a receber a liberação compulsória, após 30 anos de reclusão, é que estudiosos brasileiros terão dados estatístico.

Identificamos um psicopata do tipo serial killer não apenas pelo número de homicídios praticados, deve ser mais de dois ou três, mas, principalmente, deve ser observado se há um intervalo de tempo entre os casos; se em cada caso o homicida usa o mesmo modus operante e deixa sua assinatura.

Um psicopata - homicida em série - costuma agir de maneira repetitiva, usando o mesmo meio de atrair ou abordar as vítimas, tem um público específico, sempre o mesmo público alvo. Especialistas no assunto afirmam que mulheres, crianças, adolescentes e idosas são preferências devido à maior facilidade de domínio e ataque, pois os seriais agem com covardia.

Não podemos concluir este trabalho sobre comportamentos desviantes sem se reportar às parafilias. A parafilia é um comportamento sexual onde o prazer não está na cúpula, está no objeto, na imaginação, na memória, na fantasia. Podemos considerar parafilias comportamentos como: masoquismo (prazer pela dor), sadismo (prazer no sofrimento do outro), voyeurismo (prazer em se masturbar enquanto assisti ao outro), exibicionismo (prazer de se mostrar ao outro), necrofilia (prazer na prática sexual com cadáveres ou pessoa imóvel), podolatria (prazer pelo pé do outro), fetichismos (prazer em se masturbar com um objeto do outro), pedofilia (prazer do adulto em fazer sexo ou se masturbar com crianças) e outros. Somente podemos considerar  parafílico o indivíduo que restringe seu prazer sexual ao comportamento desviante.

Este tipo de comportamento pode levar ao crime uma vez que o prazer está condicionado ao “objeto” que, em muitos casos, agride o outro.

Conclusão

Ao estudarmos a Psicossociologia do Crime e Fenomenologia da Violência, no curso de pós-graduação em Psicologia Jurídica e Perícia Psicológica Criminal, do Centro Universitário - CESMAC, sob a orientação da Mestra Maricélia Schlemper, conseguimos ampliar nosso entendimento de violência, não apenas como fenômeno humano, natural à formação do homem, mas como necessário às relações sociais. Pois, de acordo com nossa mestra, mesmo a prática dos chamados comportamentos desviantes se torna necessário para que se possa definir parâmetros de controle e normalidade. Isto fica claro quando observamos a atuação policial, a criação dos Centros de Atendimentos Psicossociais (CAPS), das comunidades terapêuticas ou acolhedoras para tratamento de dependência química, e, principalmente, quando lembramos da condição de homem como ser carnívoro e racional (alimentamos nossa fome com animais mortos, abatidos com esse fim).

No entanto, a evolução da sociedade trilhou para uma redefinição de suas noções de respeito e convivência comunitária, que se confundem com padrões de sobrevivência e de progressão na escala social. Fatores como vulnerabilidade sócio-familiar, competição social, formação de grupos, exposição à mídia sensacionalista, provocaram a naturalização da violência entre os humanos, a redefinição dos padrões de naturalidade no quesito violência. O que antes era visto apenas como violento e agressivo, hoje é tido como comum às relações.

Destacamos alguns comportamentos desviantes como homicida por motivos fúteis, suicídio, prostituição, tráfico e uso de drogas, psicopatia e as parafilias. Comportamentos estes que descrevem a violência propriamente dita, porém comuns nas relações comunitárias. A vida banalizou, o sentindo de ser foi substituído pelo ter, a competição se instalou, gerando a violência em busca da conquista desse ter do sistema capitalista de governo.

Ressaltamos que o capitalismo e a liberdade de imprensa não são os culpados pelo crescimento e naturalização da violência, entendemos que os operadores destes, a própria sociedade brasileira, é que não têm cultura para administrar a ambos. Isto é, para o capitalismo não favorecer a violência exacerbada, a competição precisaria ser em condições igualitárias em todos os aspectos, algo aparentemente inatingível ao humano e totalmente contraditório à conquista do poder. Já a liberdade de imprensa (democracia) precisa favorecer e estimular o culto aos valores de moral e ética entre as relações sociais de um povo, respeitando-os, mas valores morais e éticos concorrendo com o fenômeno humano que alimenta os conteúdos mais instintivos e natos do homem! Não deve dar ibope satisfatório.

Referências :

ABC da Saúde – Suicídio. Disponível em http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?401. Acesso em 02 fev. 2012.

AMERICANA, Associação Psiquiátrica. - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos MentaisDSM. 2002. 4ª Edição. Ed. Artes Médicas.

Brasil Escola – Prostituição Infantil, uma violência contra a criança. Disponível em http://www.brasilescola.com/sociologia/prostituicao-infantil.htm. Acesso em 01 fev. 2012.

CASOY, Ilana. Serial Killer – Louco ou Cruel?. Ed. Ediouro, 9ª Edição.

HOMES, David S. – Psicologia dos Transtornos Mentais. 1997. 2ª Edição. Editora Armed

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