A Importância da Relação Interpessoal no Ambiente de Trabalho

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Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo compreender a importância do Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho. A pesquisa do tipo estudo de caso, com abordagem qualitativa, ocorreu com a participação de seis colaboradoras com diferentes funções, que com muito carinho, responderam ao questionário, pois foi este o instrumento técnico utilizado para a coleta de dados, onde o mesmo foi organizado por temáticas resultantes de temas recorrentes a relação interpessoal com base ao referencial teórico de autores renomados como: Chiavenato (2002); Lucena (1990); Romão (2002); Gonçalves (2009); Bom Sucesso (1997); Costa (2002), entre outros. O Relacionamento Interpessoal é um conceito da área da sociologia e psicologia que significa uma relação entre duas ou mais pessoas. Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está inserido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade. O relacionamento interpessoal é fundamental em qualquer organização, são as pessoas que movem os negócios, estão por trás dos números, lucros e todo bom resultado, daí a importância de se investir nas relações humanas. Estimulando as Relações Interpessoais todos saem ganhando, a empresa em forma de produtividade e os colaboradores em forma de autoconhecimento o que agrega valores em sua carreira e em sua relação com a família e a sociedade.

Palavras-chave: Relação Interpessoal, Ambiente de Trabalho, Relações Humanas.

1. Introdução

A escolha do tema veio com a necessidade de fazer com que as pessoas percebam a importância do relacionamento interpessoal, visando que estamos no século XXI onde a tecnologia está cada vez mais presente, fazendo com que os indivíduos tenham bem menos o contato físico e daí veio à busca de novos conceitos e conhecimentos para a realização desta pesquisa.

Com o objetivo de coletar dados para um novo olhar quanto à necessidade da abordagem do tema sobre a Importância do Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho. Dessa forma, buscamos por meio desta pesquisa responder a seguinte questão: Como fazer o Relacionamento Interpessoal no ambiente de trabalho, o melhor possível?

Este estudo, de abordagem qualitativa, trata-se de uma reflexão sobre a importância do relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho e que foi realizado com seis colaboradoras de diferentes funções na empresa pesquisada que foi o Laboratório Alphaclin na cidade de Porto Velho, Estado de Rondônia.

Nesta perspectiva os objetivos propostos para a pesquisa foram: pesquisar sobre a forma como essas colaboradoras lidam com a relação interpessoal no ambiente de trabalho; entender a importância do bom relacionamento entre todos para o bem estar dos clientes/pacientes e perceber a postura de todas diante as questões relacionadas ao referente tema.

Esta pesquisa possibilitou um estudo cuidadoso em relação à interpessoalidade, baseado nas teorias de alguns estudiosos, entre tantos, Chiavenato (2002); Lucena (1990); Romão (2002); Gonçalves (2009); Bom Sucesso (1997); Costa (2002), que foram importantes na compreensão e no entendimento sobre o relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho e sua importância.

O estudo foi desenvolvido em diferentes seções no qual se procurou demonstrar de uma melhor forma, os desafios e as metodologias utilizadas para haver um bom relacionamento interpessoal, pois se sabe da grande importância para a vida pessoal e social do indivíduo.

Primeiramente apresentam-se uma discussão acerca das relações interpessoais e o relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho, as relações humanas nas organizações, e na sequência, o papel do pedagogo empresarial.

Na seção seguinte, foi demonstrado com clareza, o entendimento sobre algumas normas de convivência e todo o conhecimento que envolve a teoria e a prática das relações humanas. A seguir foi mostrada a importância na qualidade do ambiente de trabalho, de uma maneira bem detalhada.

Para finalizar, foi mostrada a metodologia utilizada para a elaboração da pesquisa, apresentando os dados e sua análise com base na contribuição teórica anteriormente apresentada.

2. Uma Discussão Acerca das Relações Interpessoais e o Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho

O Relacionamento interpessoal é um conceito da área da sociologia e psicologia que significa uma relação entre duas ou mais pessoas. Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está inserido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade.

O relacionamento interpessoal é fundamental em qualquer organização, pois são as pessoas que movem os negócios, estão por trás dos números, lucros e todo bom resultado, daí a importância de se investir nas relações humanas. No contexto das organizações, o relacionamento interpessoal é de extrema importância. Um relacionamento interpessoal positivo contribui para um bom ambiente dentro da empresa, o que pode resultar em um aumento da produtividade.

Em uma empresa é muito importante desenvolver cursos e atividades que estimulem as relações interpessoais a fim de melhorar a produtividade através da eficácia. Pessoas focadas produzem mais, se cansam menos e causam menos acidentes. Por isso, o conceito de relacionamento interpessoal vem sendo aplicado em dinâmicas de grupo para auxiliar a integração entre os participantes, para resolver conflitos e proporcionar o autoconhecimento.

Estimulando as Relações Interpessoais todos saem ganhando, a empresa em forma de produtividade e os colaboradores em forma de autoconhecimento, o que agrega valores em sua carreira e em sua relação com a família e a sociedade.

Trabalhar as relações interpessoais dentro das empresas é tão importante quanto à qualificação e capacitação individual, pois quanto melhores forem as relações, maiores serão a colaboração, a produtividade e a qualidade.

Entre os relacionamentos que temos na vida, os de trabalho são diferenciados por dois motivos: um é que não escolhemos novos colegas, chefes, clientes ou parceiros; o outro é que, independentemente do grau de afinidade que temos com as pessoas no ambiente corporativo, precisamos relacionar bem com elas para realizar algo junto. A cordialidade desinteressada que oferecemos por iniciativa própria, sem esperar nada em troca, é um facilitador do bom relacionamento no ambiente de trabalho. Afinal, os relacionamentos são a melhor escola para o nosso desenvolvimento pessoal.

Chiavenato (2002), nos leva a compreender que a qualidade de vida das pessoas pode aumentar através de sua constante capacitação e de seu crescente desenvolvimento profissional, pois pessoas treinadas e habilitadas trabalham com mais facilidade e confiabilidade, prazer e felicidade, além de melhorar na qualidade e produtividade dentro das organizações também deve haver relacionamentos interpessoais, pois o homem é um ser de relações, ninguém consegue ser autossuficiente e saber se relacionar também é um aprendizado.

As convivências ajudam na reflexão e interiorização das pessoas, e também apresentam uma rejeição à sociedade egoísta em que vivemos.

De qualquer forma, não podemos deixar de entender que uma organização sem pessoas não teria sentido. Uma fábrica sem pessoas pára; um computador sem uma pessoa é inútil. “Em sua essência, as organizações têm sua origem nas pessoas, o trabalho é processado por pessoas e o produto de seu trabalho destina-se às pessoas (LUCENA, 1990, p.52)”.

Nesse sentido, Chiavenato (1989) fala que a integração entre indivíduos na organização é importante porque se torna viável um clima de cooperação, fazendo com que atinjam determinados objetivos juntos.

Para Chiavenato (2000, p.47), antigamente, a área de recursos humanos se caracterizava por definir políticas para tratar as pessoas de maneira comum e padronizada. Os processos de Recursos Humanos tratavam as pessoas como se todas elas fossem iguais e idênticas.

Hoje, há diferenças individuais e também, há diversidade nas organizações. A razão é simples: quanto maior a diferença das pessoas, tanto maior seu potencial de criatividade e inovação.

A diversidade está em alta. As pessoas estão deixando de serem meros recursos produtivos para ser o capital humano da organização. O trabalho está deixando de ser individualizado, solitário e isolado para se transformar em uma atividade grupal, solidária e conjunta.

Hoje, em vez de dividir, separar e isolar tornou-se importante juntar e integrar para obter efeito de melhor e maior resultado e multiplicador. As pessoas trabalham melhor e mais satisfeitas quando o fazem juntas. Equipes, trabalho em conjunto, compartilhamento, participação, solidariedade, consenso, decisão em equipes:  essas estão sendo as palavras de ordem nas organizações ( CHIAVENATO, 2002, p.71-72 ).

Como se viu até então, as pessoas são produtos do meio em que vivem, têm emoções, sentimentos e agem de acordo com o conjunto que as cercam seja no espaço físico ou social.

2.1 As Relações Humanas nas Organizações

Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. Para explicar o comportamento humano nas organizações, a Teoria das Relações Humanas passou a estudar essa interação social. As relações humanas são as ações e atitudes desenvolvidas e através dos contatos entre pessoas e grupos.

Cada pessoa possui uma personalidade própria e diferenciada que influi no comportamento e atitudes das outras com quem mantém contatos e é, por outro lado, igualmente influenciada pelas outras. Cada pessoa procura ajustar-se às demais pessoas e grupos, pretendendo ser compreendida, aceita e participa, com o objetivo de entender os seus interesses e aspirações.

A compreensão da natureza dessas relações humanas permite melhores resultados dos subordinados e uma atmosfera onde cada pessoa é encorajada a expressar-se livre e de maneira sadia.

Com o avanço da tecnologia, o trabalho também passa a ser mais individual, cada funcionário em seu setor, isso faz com que as pessoas fiquem distantes uma das outras, aumentando o nível de stress, pois não conseguem mais se relacionarem, não há mais tempo para o diálogo.

A comunicação hoje é tudo, saber se comunicar é fundamental e para o sucesso de uma organização isso é essencial. Chiavenato (2010, p.47) diz: “A informação não é tocada, palpável nem medida, mas é um produto valioso no mundo atual porque proporciona poder”.

Diante do exposto vê-se que o mundo gira em torno da comunicação e da informação e para que uma organização tenha sucesso é necessário que a comunicação seja clara, direta e transparente assim como as relações interpessoais.

Conforme diz Chiavenato (1989, p.3):

As organizações são unidades sociais (e, portanto, constituídas de pessoas que trabalham juntas) que existem para alcançar determinados objetivos. Os objetivos podem ser o lucro, as transações comerciais, o ensino, a prestação de serviços públicos, a caridade, o lazer, etc. Nossas vidas estão intimamente ligadas às organizações, porque tudo o que fazemos é feito dentro das organizações.

Os ambientes de trabalho são, pois, organizações, e nelas sobressai a interação entre as pessoas, para a promoção da formação humana.

Romão (2002) registra:

Hoje temos que nos preparar para viver a era emocional, onde a empresa tem de mostrar ao colaborador que ele é necessário como funcionário profissional, e antes de qualquer coisa que é um ser humano com capacidades que reunem à produção da empresa, formarão uma equipe e harmoniosa em que o maior beneficiado será ele mesmo com melhoria em sua qualidade de vida, relacionamentos com os outros e, principalmente, o cliente que sentirá isso quando adquirir o produto ou serviço da empresa gerando a fidelização que tanto se busca.

O melhor negócio de uma organização ainda se chama gente, e ver gente integrada na organização como matéria-prima principal também é lucro, além de ser um fator primordial na geração de resultados.

Percebe-se que a parte humana da empresa precisa estar sempre em processo de educação, não a educação escolar, mas uma educação que tenha como objetivo melhorias no comportamento das pessoas, nas relações do dia a dia, pois somos seres de ralações, não nos bastamos, precisamos sempre um do outro.    Precisamos nos relacionar e se comunicar, somos seres inacabados em processo de educação constante, estamos em busca contínua de mudar nossa realidade.

Algumas dicas que podem ajudar a manter boas relações interpessoais no ambiente organizacional:

  • Procure investir em sua equipe e na manutenção de relacionamentos saudáveis.
  • Evite gerar competição uns com os outros e estimule a colaboração entre colegas e equipes.
  • Investir no desenvolvimento de habilidades e aprimoramento de competências da equipe.
  • Quando surgirem os conflitos e as diferenças, aja com cautela e não tome partido de ninguém.
  • Promova a conversa e evite brigas e discussões.

3. O Pedagogo Empresarial

A pedagogia empresarial é uma inovação na área da educação e formação de novos profissionais que gostariam de atuar fora das escolas, pois é uma nova forma de atuação do pedagogo especializado na área de Recursos Humanos, ou seja, preparado para trabalhar com a parte humana da empresa.

É de responsabilidade do pedagogo empresarial tornar o ambiente de trabalho agradável, pois assim estará dando grande abertura para que o funcionário demonstre seu potencial e possa vir a contribuir cada vez mais com a empresa.        Pois sabe-se que o homem é um ser racional que precisa se comunicar para entender-se com o outro.

O que acontece nos dias atuais é que cada vez mais a vida se torna uma competição, o que realmente importa é ser mais, ser melhor do que o outro, para garantir o seu espaço. É por esse motivo que o trabalho pedagógico e psicopedagógico estão entrando em cena para ajudar a amenizar esse problema trazendo dinâmicas de grupo, diálogo, pesquisa, debates, enfim, algo novo e diversificado para mudar a rotina de quem passa horas e horas dentro de seu ambiente de trabalho, valorizando assim o trabalhador que acima de tudo é um ser humano que necessita ser reconhecido como tal.

Sendo assim, o pedagogo passa a ganhar espaço dentro das empresas na área de Desenvolvimento de Recursos Humanos, onde trabalha com treinamento de pessoal, formação de mão de obra, capacitação de serviços, oficinas, organização de palestras, reuniões, seminários, congressos, excursões, cursos, dinâmicas de grupo e principalmente trabalha a autoestima e o relacionamento entre os membros que constituem a empresa. Atualmente a empresa começa a abrir espaço para que este profissional possa de maneira consciente e competente, proporcionar um ambiente que se esteja solucionando problemas, elaborando projetos formulando hipóteses visando à melhoria dos processos estabelecendo sociais na empresa, garantindo a qualidade do atendimento contribuindo para a instalação da cultura institucional da formação continuada dos empregados. O pedagogo poderá atuar na empresa produzindo e espalhando conhecimento, assim, exercendo seu papel de educador (GONÇALVES, 2009).

O pedagogo dentro da empresa tem como objetivo principal auxiliar o desenvolvimento comportamental e psicológico das pessoas, levando o grupo a se relacionar melhor uns com os outros aprendendo a respeitar e valorizar as ideias de cada um. O treinamento é um dos recursos do Desenvolvimento de Pessoal que tem como objetivo, aperfeiçoamento de desempenhos, aumento da produtividade e das relações interpessoais. Quem trabalha e desenvolve tudo isso é o educador, a ele sempre coube o papel de colaborador para o desenvolvimento humano.

O educador que vê na sua profissão uma maneira de influenciar e ser influenciado pelo desenvolvimento é aquele que entendeu a sua importância na missão de evoluir o ser humano.

Trabalhar as pessoas não é uma tarefa fácil, é árduo, sofrido, um tanto complicado, muitas vezes é desanimador, mas quando consegue se chegar ao objetivo percebe-se que tudo valeu a pena e que nada é impossível, pelo contrário, é possível sim quando se tem garra e determinação. É com esse espírito e entusiasmo que o profissional que trabalha as pessoas e com as pessoas devem seguir em suas tarefas possíveis e “impossíveis”.

Dessa forma, entende-se que as relações interpessoais, a valorização da pessoa humana, os trabalhos motivacionais desenvolvidos com o grupo que compõe a empresa, enfim, todo trabalho realizado neste ambiente ajuda a tornar o dia a dia dos trabalhadores mais agradável e produtivo deixando de lado aquela rotina chata, cansativa e desagradável que muitas vezes impede que a pessoa se levante da cama com vontade, com motivação para encarar mais um dia de trabalho.

É por isso, que o pedagogo empresarial possui competências para trabalhar na área de recursos humanos, tendo como alvo principal gerar mudanças no comportamento das pessoas de modo que estas melhorem tanto a qualidade da sua atuação profissional quanto pessoal.

O maior patrimônio da empresa é o ser humano por este motivo o foco maior é a gestão de pessoas. Nestes últimos tempos os líderes estão mais prudentes e dando maior valor aos seus colaboradores e a empresa. O que se pode observar claramente é que o pedagogo empresarial cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto da gestão de conhecimentos.

Cabe a este profissional provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas, favorecendo os dois lados: o funcionário que quando motivado e por dentro dos conhecimentos necessários, sente-se melhor e produz mais e a empresa que quando se mantém com pessoas qualificadas obtém melhores resultados e maiores lucratividades.

Contudo, o pedagogo e a empresa fazem uma ótima combinação, pois em tempos modernos, ambos têm o mesmo objetivo de formar cidadãos críticos com competências para tal função.

O pedagogo empresarial desempenha sua função com propósito de provocar mudanças em favor dos funcionários, empresa e clientela. Sua prática ocorre por meio de treinamentos, palestras, cursos, educação continuada, testes de aptidão, avaliações, observações, atividades envolvendo os funcionários e seus familiares, em uma mesma empresa, filiais, eventos promocionais e comerciais, entre outros.

O desafio deste novo profissional, diferentemente do que podem pensar alguns, não se resumem a conduzir dinâmicas de grupo e preparar material de treinamento para o qual as pessoas não estão engajadas ou enxergando uma necessidade imediata. Isso requer muito trabalho como de observações cuidadosas principalmente ao que se refere ao capital humano, (termo utilizado nas empresas ao referir-se as pessoas que trabalham nelas), para que com elas seja possível desenvolver estratégias no bom sentido, que venha favorecer a humanização dentro da empresa, segundo Gonçalves (2009).

Dale Carnegie em seu livro “Como fazer amigos e Influenciar pessoas”, nos apresenta alguns princípios que são fundamentais para o desenvolvimento de um bom relacionamento interpessoal, entre eles:

  • Mostre interesse pelas outras pessoas;
  • Sorria;
  • Lembre-se dos nomes das pessoas;
  • Seja um bom ouvinte;
  • Fale sobre o que interessa a outra pessoa;
  • Faça as pessoas se sentirem importantes;
  • Reconheça seus erros;
  • Veja as coisas sob o ponto de vista da outra pessoa;
  • Elogie as pessoas;
  • Não critique os erros, valorize os acertos;
  • Critique as ações, não as pessoas.

É fundamental, portanto, que procuremos investir em nossa equipe e mantermos relacionamentos saudáveis. Evitando gerar competição uns com os outros e estimulando a colaboração entre colegas e equipes.

Algumas Normas de Convivência:

  • Fale com as pessoas, seja comunicativo, não há nada melhor que chegar para uma pessoa e conversar alegremente, discutir ideias e falar sobre várias coisas.
  • Sorria para as pessoas, é sempre bom encontrar uma pessoa alegre, sorridente, ela te deixa mais à vontade.
  • Chame as pessoas pelo nome, nunca coloque apelido de mau gosto nas pessoas, afinal você não gostaria que fizessem o mesmo com você.
  • Seja amigo e prestativo, pois ninguém quer um amigo imprestável perto de si, e para que você tenha amigos e pessoas prestativas, cultive isso também, seja amigo e prestativo.
  • Seja cordial, faça as coisas com boa vontade, ninguém gosta de pessoas que tudo que faz, é com raiva.
  • Tenha mais interesse com o que as pessoas falam com você, seja sincero e franco, mas é claro, com toda educação sem deixar as outras pessoas desajeitadas e desconfortáveis ao seu lado.

A dificuldade de relacionamento entre as pessoas é um dos principais problemas vivenciados no mundo moderno, quer seja entre amigos, entre pessoas da família ou entre colegas de trabalho. De modo geral essas desavenças surgem na interação diária entre duas ou mais pessoas, ocasionadas por divergências de ideias, por diferenças de personalidade, objetivos ou metas ou por variedade de percepções e modos de analisar uma mesma informação ou fato. 

Cabe ao pedagogo utilizar seus conhecimentos educacionais para planejar caminhos a serem percorridos, onde o colaborador se sinta útil e necessário naquele ambiente em que está inserido.

Os pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser, propõem situações onde o pedagogo empresarial pode percorrer e propor ações inovadoras.

Um gestor gasta 80% do seu tempo em comunicação, diante disto, nota-se o quanto é importante à relação do gestor para com os colaboradores e como o gestor é um exemplo a ser seguido, se ele tem um bom relacionamento com todos, influencia de forma positiva os colaboradores a terem também um bom relacionamento entre si (CHIAVENATO, 2010).

Atualmente, muito tem se falado da importância das relações interpessoais dentro das organizações, de se humanizar o ambiente de trabalho, mas afinal o que é essa tal humanização?

Humanizar significa respeitar o trabalhador enquanto pessoa, enquanto ser humano. Significa valorizá-lo em razão da dignidade que lhe é interna. A prática da humanização deve ser observada continuamente.

O comportamento ético deve ser o princípio da vida da organização, uma vez que se é ético é preocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva.

Numa sociedade em que os valores morais estão deixando de existir por ações que destroem a ética e a moralidade, existe uma necessidade oculta de se buscar humanizar as pessoas e consequentemente as organizações.    

Diante disso, com o aumento da necessidade das empresas de gerarem resultados positivos, tem se enfatizado a importância das relações interpessoais com vistas a melhorar o desempenho funcional e consequentemente contribuir para a realização dos objetivos organizacionais.

O relacionamento interpessoal saudável, por exemplo, às vezes não encontra proteção no ambiente organizacional, gerando os mais diversos conflitos e, portanto, “desumanizando” as organizações.

4. Entendendo o Relacionamento Interpessoal: Relações Humanas

Relacionamento interpessoal é atualmente o grande diferencial competitivo das mais variadas organizações, ele por sua vez, está intimamente ligado à necessidade de se ter recursos humanos, mais importantes inclusive que os financeiros e tecnológicos, ou seja, tem a ver com trabalho em equipe, confiança, amizade, cooperação, capacidade de julgamento e sabedoria das pessoas.          

Chiavenato nos diz que antigamente, a área de recursos humanos se caracterizava por definir políticas para tratar as pessoas de maneira comum e padronizada. Os processos de Recursos Humanos tratavam as pessoas como se todas elas fossem iguais e idênticas. Hoje, as diferenças individuais estão em alta: A área de Recursos Humanos está enfatizando as diferenças individuais e a diversidade nas organizações. A razão é simples: quanto maior a diferença das pessoas, tanto maior seu potencial de criatividade e inovação.

As mais recentes abordagens administrativas enfatizam que são as pessoas que fazem a diferença nas organizações. Em outras palavras, em um mundo onde a informação é rapidamente disponibilizada e compartilhada pelas organizações, sobressaem aquelas que são capazes de transformá-la rapidamente em oportunidades, em termos de novos produtos e serviços, antes que outras o façam. E isto pode ser conseguido não com a tecnologia simplesmente, mas com as pessoas que sabem utilizá-la adequadamente. São as pessoas (e não apenas a tecnologia) que fazem a diferença. A tecnologia pode ser adquirida por qualquer organização com facilidade, nas repartições, setores e estabelecimentos. Bons funcionários exige um investimento muito mais longo em termos de capacitação quanto a habilidades e conhecimentos e, sobretudo, em termos de confiança e comprometimento pessoal.

Os sujeitos e os diferentes cenários são universos vivos ou sistemas inacabados em permanente interação e transformação e que, para compreendê-la, não se pode desprezar essa complexidade.

Entende-se que, no âmbito dos conhecimentos que envolvem os seres humanos e suas relações com os outros e com o mundo (âmbito das Ciências Humanas e Sociais), torna-se necessário considerar motivações, desejos, crenças, ideias, ideologias, intenções. Em razão disso, compreende-se que a realidade é uma construção social e que os sujeitos também não estão prontos e acabados, mas se transformam. Também se compreende a realidade como sendo dinâmica e em constante transformação. Nesse processo de transformação da realidade, observam-se posições opostas, interesses contrários e a instalação de soluções provisórias, porém marcadas por contradições que, sendo evidenciadas, produzem a necessidade de novas transformações.

É preciso haver abertura para o conhecimento, pensar o novo, reconstruir o velho, reinventar o pensar. A educação abrange mais do que o saber fazer, é preciso aprender a viver com os outros, desenvolver a percepção de depender reciprocamente, administrar conflitos, a participação de projetos comuns, a ter prazer no espaço comum (CESAR; BIACHINI; PIASSA, 2008).

Trabalhar as relações humanas em grupo envolve as diferenças, opiniões, conceitos, atitudes, crenças, valores, preconceitos, diante de sua profissão, enfocando aspectos de Motivação, Autoestima, Percepção, Comunicação, Colaboração, Feedback, Liderança e Grupos, para um melhor conhecimento de si próprio e melhorar relações com o outro.        

Muitas pessoas já perderam a noção do que é um convívio saudável e simplesmente se concentram em chegar à frente a qualquer custo. Como consequências naturais surgem diversos conflitos que podem comprometer o bom relacionamento dentro das instituições.

Quando realmente queremos, as coisas acontecem. O primeiro passo para a mudança é a aceitação das nossas deficiências, da aceitação de nós mesmos. Para isso, temos que mudar nossa atitude! Pergunte-se: Eu preciso mudar essa relação? Eu quero mudar essa relação? Eu posso fazer algo para transformar essa situação? Eu vou fazer isso? Se a resposta for positiva para as quatro perguntas, estamos preparados para mudar e reverter o quadro. Sem a nossa mudança de atitude, não há mudança nos relacionamentos. É muito fácil querermos mudar o outro, quando na verdade, temos que começar por nós mesmos.

Enfim, a forma como lidamos com o conflito é o que faz toda a diferença. Todo conflito apresenta uma oportunidade de enxergarmos o ponto de vista do outro e percebermos se faríamos o mesmo, caso estivéssemos no lugar dele. Se agirmos assim, os conflitos começam a ter um lado extremamente positivo, pois podem ser ótimas oportunidades para mudança de percepção, inovação na empresa, cooperação entre as pessoas e, principalmente, estímulo para que aconteça maior sinceridade nas relações interpessoais.         

Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto, há pessoas que se interessam em aprender constantemente, outras não, enfim as pessoas têm objetivos diferenciados e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor lhes convém e às vezes em conflito com a própria empresa. Portanto:

O autoconhecimento e o conhecimento do outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa atua no trabalho, dificultando ou facilitando as relações. Dentre as dificuldades mais observadas, destacam-se: falta de objetivos pessoais, dificuldade em priorizar, dificuldade em ouvir (BOM SUCESSO, 1997, p.38).

Sem respeito pelo nosso semelhante, um bom relacionamento interpessoal não será possível. Por sermos seres humanos diferentes uns dos outros, costumamos ver as pessoas e as situações que vivemos de forma como fazem sentido para nós, de acordo com nossos vícios e o hábito que temos de ver as pessoas e o mundo, e não somente e necessariamente da forma como a realidade se apresenta.

Alguém poderá explicar seu próprio comportamento ou de outra pessoa sem os conceitos de amor e de ódio? Geralmente desenvolvemos nossa própria série de conceitos para interpretar o comportamento dos outros. Precisamos saber que uma pessoa só muda quando ela mesma consegue perceber ou for convencida de que a forma como faz ou atua, de fato, não é a mais adequada. Ou seja, a própria pessoa precisa reconhecer a necessidade de mudar.

Em primeiro lugar, além do respeito, é necessário ter no mínimo um conhecimento razoável sobre pessoas, e conseguir adquirir experiências que nos façam entender que as relações interpessoais devem ser boas pelo menos para que possamos nos comunicar bem e fazer as coisas acontecer.

A chave estrutural para que isso ocorra é oferecer o respeito que todo o ser humano merece reunir uma boa dose de paciência e principalmente gostar de pessoas e de gente.

Portanto, precisamos entender que relacionamento interpessoal é um dos quesitos de êxito e sucesso em nossas vidas. E que este relacionamento deve ser o melhor possível.

Outro aspecto importante para um bom relacionamento interpessoal depende de uma boa comunicação entre emissores e receptores. Qualquer informação que se pretenda transmitir de uma pessoa para outra, de uma pessoa para um grupo, de um professor para alunos, de um palestrante para ouvintes deve ser bem comunicada e bem compreendida. Quem dá informação é o principal responsável por uma boa comunicação.

Saber entender e conduzir de forma amigável nossas diferenças é uma habilidade essencial na forma de nos comunicar. Isto é o que as pessoas fazem naturalmente quando compartilham uma visão comum, desejam aprofundar suas amizades ou estabelecer um bom relacionamento.

Provavelmente ficaríamos positivamente surpresos se efetivamente soubéssemos conviver com as diferenças e como é possível conseguir resultados gratificantes procurando entender melhor a nós mesmos e os outros.

Enfim, podemos buscar similaridades e minimizar nossas diferenças como seres humanos de várias maneiras. É natural que procuremos amenizar nossas diferenças com as pessoas de que gostamos com aquelas que simpatizamos à primeira vista, ou mesmo compartilhamos nossos objetivos de vida.

Da mesma forma, também é natural que criemos barreiras com pessoas que consideramos difíceis ou até mesmo, de forma inexplicável, não simpatizemos. No entanto, quando não conseguimos minimizar nossas diferenças com essas pessoas, está formada a base para o conflito.

4.1 Relações Humanas da Teoria à Prática

Não é possível generalizar pessoas. Somos todos diferentes em cada uma de nossas relações. Porém, o mais importante é aceitarmo-nos do jeito que somos tratando de destacar as qualidades que temos e modificar o que deve ser mudado. E isso se refere tanto ao aspecto físico quanto ao aspecto psicológico. Não se pode nunca esquecer, que o ser humano é que faz as coisas acontecerem. Por que não tentar conhecê-lo melhor a cada dia?

Para evoluirmos, é importante entender definitivamente a importância de estabelecer um bom relacionamento interpessoal. De que forma? Em primeiro lugar, “respeito ao ser humano é fundamental”. Além disso, dedicarmos um bom tempo à leitura, aos estudos sobre o ser humano e a conhecer pessoas. Estas ações irão nos ajudar a desenvolver a cada dia a habilidade de saber se relacionar bem. É fato que, sabendo viver, comunicando-se e relacionando-se bem, será possível conseguir obter resultados com e através de pessoas. Atitude positiva e maturidade caminham sempre juntas.

É importante lembrar que: os profissionais desvalorizados tendem a perder o foco, se desmotivam facilmente, diminui sua produtividade, o que acaba prejudicando e muito o bom andamento da empresa. Cada pessoa é única, com suas características e personalidades próprias. Por isso, devemos conhecer nossos funcionários e saber qual é o perfil comportamental de cada um, assim será mais fácil identificar a melhor maneira de lidar individualmente ou em grupo com cada um.

Outra dica importante para manter relacionamentos interpessoais de forma positiva para organização é investir no desenvolvimento de habilidades e aprimoramento de competências da equipe. Os conflitos podem acontecer em qualquer circunstância, principalmente no ambiente profissional, por isso, é importante que chefes e gestores fiquem sempre atentos aos comportamentos do time.

Quando surgirem conflitos e as diferenças, devemos agir com cautela e não tomar partido de ninguém. E devemos lembrar que todos são peças chave no sucesso do negócio. Sendo assim, promoveremos a conversa e evitamos brigas e discussões. Enfim, podemos perceber, por meio desses argumentos, que o relacionamento interpessoal é de fundamental importância e ainda contribui significativamente para o sucesso de qualquer empresa.

4.2 A Importância na Qualidade do Ambiente de Trabalho

Passamos mais tempo em nosso ambiente de trabalho do que em nosso lar, e ainda assim não nos damos conta de como é importante estar em um ambiente saudável, e o quanto isto depende de cada um. Devemos refletir sobre qual o nosso papel e a importância na qualidade do ambiente em que trabalhamos.

Além de constituir responsabilidade da empresa, qualidade de vida é uma conquista pessoal. O autoconhecimento e a descoberta do papel de cada um nas organizações, da postura facilitadora, empreendedora, passiva ou ativa, transformadora ou conformista é responsabilidade de todos (BOM SUCESSO, 1997, p.47).

É importante que a comunicação seja clara, e é necessário que se tenham boas relações. É fundamental ter um bom relacionamento entre as pessoas, pois isso contribui não somente para uma boa convivência no dia a dia, mas também para um bom clima, e influencia diretamente de forma positiva no resultado da organização.

As organizações são compostas por pessoas, devemos considerar que, para um bom andamento do trabalho e uma boa produção, é necessário que as pessoas estejam bem colocadas na organização, com oportunidades de crescimento e, principalmente, com felicidade.

Fatores ambientais colaboram para a qualidade de trabalho, pois quanto maior for à preocupação com o fator humano nas organizações, mais elevado será o resultado. Enfim, se houver investimento no desenvolvimento humano de todas as pessoas da empresa, as relações interpessoais saudáveis resultarão em um ambiente favorável onde todos possam deixar fluir suas potencialidades. Os valores, aos poucos, mudam, e o empregado está sentindo o gosto de participar, de arriscar, de ganhar mais e de sobreviver a tantas mudanças.

De acordo com Bom Sucesso (1997), “No cenário idealizado de pleno emprego, mesmo de ótimas condições financeiras, conforto e segurança, alguns trabalhadores ainda estarão dominados pelo sofrimento emocional. Outros necessitados, conseguindo o alimento diário com esforço excessivo, ainda assim se declaram felizes, esperançosos.”

No mercado de trabalho hoje em dia, se não tivermos um bom relacionamento com as pessoas, acabamos ficando sem emprego, pois hoje em dia, precisamos nos comunicar, ter contato com as pessoas. Mas muitos seres humanos são prejudicados por si mesmo, por falta de compreensão ao outro, falta de paciência, e o principal, que é não saber lidar com as diferenças.

No nosso dia a dia, convivemos e falamos com várias pessoas de todo lugar, outra classe social ou raça diferente da nossa, enfim, vemos e convivemos com pessoas de todos os tipos, mas não é só porque ela é diferente, que não podemos ter um bom relacionamento, ainda mais, se esta pessoa está todos os dias do nosso lado no trabalho.

Quando estamos reunidos em um ambiente onde há pessoas diferentes é normal que encontremos hábitos diferentes do nosso, sendo assim, temos que aprender a lidar e ceder aos hábitos dos outros e demonstrar o nosso também.

O problema se instala quando essas situações não são resolvidas ou não são percebidas pelos envolvidos, ficando “mascarados”, invisíveis e internalizados nos colaboradores que acabam demonstrando suas emoções somente quando se sentem ameaçados, injustiçados ou até mesmo temerosos de perder posições ou funções que ocupam.

Tanto as pessoas quanto as empresas sofrem as consequências das relações interpessoais negativas que geram desmotivação da equipe, queda do rendimento e da produtividade.

As trocas constantes de informações e o diálogo são essenciais quando se busca a preservação dos relacionamentos e o trabalho em equipe, o que acaba sendo essencial e indispensável para o bom andamento das atividades organizacionais. Nesse sentido, o relacionar-se é dar e receber ao mesmo tempo, abrir-se para o novo, buscar ser aceito e ser entendido e entender o outro.

No ambiente de trabalho, onde passamos cerca de um terço de nossa vida é fundamental que saibamos viver e conviver com as pessoas e respeitá-las em suas individualidades, caso contrário, somente o fato de pensar em ir para o trabalho passa a ser insuportável esta ideia.

Para que o clima organizacional seja harmonioso e as pessoas tenham um bom relacionamento interpessoal, é necessário que cada um deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e duradouras.

4.3 Resultados e Análise dos Dados

Participantes da pesquisa:

Por considerar as participantes pessoas especiais, pois olharam esta pesquisa com muito carinho, demos a elas nome de flores.

Quadro 1 - Colaboradoras

1   Angélica

Biomédica

27 anos

4 anos de empresa

2   Gardênia

Biomédica

29 anos

2 meses de empresa

3   Rosa

Bioquímica

37 anos

7 anos de empresa

4   Azaleia

Recepcionista

24 anos

7 meses de empresa

5   Amarílis

Recepcionista

19 anos

6 meses de empresa

6  Jasmim

Faturista

24 anos

6 meses de empresa

Fonte: Cruz, 2015.

Este quadro resume a apresentação das colaboradoras, contendo seus nomes, função na empresa, idade e tempo de serviço na instituição. Todas trabalham 40 horas semanais, exceto a Gardênia que trabalha 44 horas semanais.

Através dos próximos quadros, serão expostas as respostas que mais nos chamaram atenção, pela forma como foram respondidas, focando realmente o que a pesquisa vem querendo mostrar. Ou seja, é possível realmente se ter um bom relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho e estas colaboradoras nos falam com clareza e simplicidade destas relações.

Quadro 2 - Opinião de Azaleia sobre a relação interpessoal, como ocorre no seu setor de trabalho e como é o convívio com suas colegas.

A relação interpessoal, é o convívio com as pessoas ao seu redor, seja colega de trabalho, familiares, amigos, enfim, qualquer um destes, tendo um bom relacionamento.

No começo quando se adentra numa empresa é bem difícil, todos te olham. Mas atualmente não poderia ser melhor, no meu caso, me dou bem com todos, não sou de responder, sempre páro para escutar, pois é mais inteligente!

Sou brincalhona na hora de brincar, mas na hora de realizar minhas atividades, tento levar o mais a sério possível, faço o possível para aprender de tudo um pouco, e em relação as minhas colegas, acredito que meu convívio com elas é ótimo. Tento sempre escutar antes de falar algo.

Fonte: Cruz, 2015.

Conforme as respostas dadas, entende-se que o relacionamento interpessoal, é uma necessidade social. Tem competência interpessoal quem sabe ouvir o outro e colocar-se no lugar deste outro com a intenção de compreendê-lo.

Costa (2002, p.23), nos diz que não é tarefa fácil lidar com o outro, porém se cada um entender sua parte na construção de um bem comum, de um bem maior dentro da empresa (e não estamos falando só de construção de relacionamentos, mas também como isso leva a empresa a produzir mais e melhor), já é um bom começo.

A todo o momento estamos cercados de pessoas, seja no trabalho com nossos colegas, em casa com familiares e, até mesmo em nosso círculo de amigos.

Somos seres sociáveis e, por isso, é essencial que saibamos manter estas conexões de forma positiva e permanente, gerando crescimento para ambas as partes.

Quadro 3 - Comentários de Jasmim sobre a relação chefe e empregado, sua visão referente a todos na empresa, e de que maneira é desenvolvida a relação interpessoal entre os colegas.

Como toda empresa, existe uma hierarquia. Acredito que a relação entre ambos seja de respeito ao próximo, sendo ele seu superior ou seu subordinado.

Procuramos investir em relacionamentos saudáveis, evitando gerar competições uns com os outros e estimulando a colaboração mútua entre colegas e equipes.

Agindo com cautela, e não tomando partido de ninguém. Lembrando que todos são peças chave no sucesso do negócio. Promovendo a conversa e evitando brigas e discussões.

Fonte: Cruz, 2015.

É visível que Jasmim realmente está por dentro do que vem a ser a importância da relação interpessoal no ambiente de trabalho, pois se percebe como ela usa as linguagens corretas referentes ao tema.

A valorização do ser humano, a preocupação com sentimentos e emoções, e com a qualidade de vida são fatores que fazem a diferença.

O trabalho é a forma como o homem, por um lado interage e transforma o meio ambiente, garantindo a sobrevivência, e, por outro, estabelece relações interpessoais, que teoricamente serviriam para reforçar a sua identidade e o senso de contribuição, segundo Bom Sucesso (1997, p.36).

É bom lembrar também que o ser humano é individual, é único e que, portanto também reage de forma única e individual a situações semelhantes.

Quadro 4 - Como Rosa ver a necessidade do bom relacionamento, como suas emoções e comportamentos afetam as pessoas e a importância das relações interpessoais para a sua vida.

É necessário se ter paciência, compreensão e senso de coletividade.

De certa forma afetam sim. Em qualquer relação às emoções têm o poder de influenciar positiva e negativamente.

Ninguém vive sozinho, e a vida é um conjunto de relações que nos ajudam a evoluir.

Fonte: Cruz, 2015.

Com base nas respostas dadas, podemos dizer que a falta de comunicação também está na origem de muitos conflitos vividos no ambiente de trabalho. Não dizer as coisas a tempo é um importante fator de estresse no mundo tumultuado em que vivemos. Sendo assim, é melhor expressar nossos sentimentos, mesmo sem encontrar as palavras adequadas, do que ofender com o silêncio.

Conclui-se que devemos aproveitar as oportunidades, seja no trabalho ou em nosso círculo social, vendo cada nova situação como uma oportunidade para aprender. Essa atitude reforça nossa autoconfiança e nossa autoestima.

Quadro 5 - Conflitos, equipes e situações difíceis no ambiente de trabalho.

Amarílis

Como são trabalhados os conflitos existentes no setor para que não influenciem negativamente o Relacionamento Interpessoal?

No meu setor, não temos conflitos, mas tenho certeza que a partir do momento que aparecer algum, seremos adultos o suficiente para resolvermos de forma civilizada.

Angélica

Você acha que sabe ouvir e é ouvida na sua equipe? Por quê?

Sim. Porque somos uma equipe unida, dividimos opiniões, aceitamos e nos respeitamos.

Gardênia

Como você costuma lidar com situações difíceis no trabalho?

Procuro solucionar da melhor maneira, para mim e para a equipe.

Fonte: Cruz, 2015.

Com base nas respostas e diante de tudo que foi visto até então, pensemos sobre as essências de outra maneira de se estar no mundo, lembrando os quatro pilares da educação citados anteriormente, sendo estes os cinco saberes que caracterizam o pensamento complexo que são: saber ver, saber esperar, saber conversar, saber amar e saber abraçar.

Conclui-se então, que relacionar-se é dar e receber ao mesmo tempo, ou seja, é estar aberto para o novo.

5. Conclusão

O Relacionamento Interpessoal é um conceito da área da sociologia e psicologia que significa uma relação entre duas ou mais pessoas. Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está inserido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade.

O relacionamento interpessoal é fundamental em qualquer organização, são as pessoas que movem os negócios, estão por trás dos números, lucros e todo o bom resultado, daí a importância de se investir nas relações humanas.

Neste sentido, podemos afirmar que a empresa constitui o ambiente dentro do qual as pessoas trabalham e vivem a maior parte de suas vidas.  A maneira como esse ambiente é moldado e estruturado influencia a qualidade de vida das pessoas. Mais do que isso: influencia o próprio comportamento e os objetivos pessoais de cada ser humano. E isso, consequentemente, afeta o próprio funcionamento da empresa.

Observou-se que hoje em dia as relações interpessoais estão cada vez mais difíceis. Com o estresse que se vive, as pessoas ficam mais intolerantes. Talvez este seja o momento de se refletir um pouco mais a respeito dos nossos sentimentos e atitudes.

Ficou entendido, que cada pessoa tem sua essência e esta só será feliz se puder colocar para fora o seu verdadeiro “eu”. Como fazer isto? É fácil, basta ser autêntico e dizer o que pensa aquilo de que gosta e acredita. Agindo desta forma, você não vai ferir ninguém. E quem se aproximar de você certamente perceberá que pode também, ser ele mesmo e é aí que acontece a verdadeira relação.

Em síntese, quando nós aceitamos com amor, isso se estende a todos em volta, e assim, fica bem mais fácil entender quem nos rodeia sem cobranças e julgamentos. Cada pessoa é única, com suas qualidades e defeitos. Mas não podemos esquecer que, o que deve prevalecer são as qualidades.

Finalizo este trabalho, acreditando que são as pessoas que fazem a diferença em um ambiente competitivo de negócios. Em pleno século XXI, a denominação RH (Recursos Humanos), ainda é usada apenas por questão de marca e de identidade. Mas é importante insistir que as pessoas não são recursos, elas são pessoas, seres humanos, e que ultrapassam de longe as estreitas limitações dessa antiga denominação. São elas que formam o capital humano da organização, que agrega um valor imenso à organização e à inteligência do negócio.

Sobre o Autor:

Raimunda Maria da Cruz - Pós Graduada Latu Sensu em Pedagogia Empresarial pela FATEC (Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologias) e Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia na mesma Instituição de Ensino (FATEC), com Formação para Docência em Educação Infantil, Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Áreas Pedagógicas e Competências para: Orientação e Supervisão Escolar.

Referências:

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CEZAR, Andréa Silvana dos Santos. BIACHINI, Eloâne. PIASSA. Zuleica Aparecida Claro. A Atuação do Pedagogo em Espaços Não Escolares. Disponível em:<http//www.unioeste.br/cursos/cascavel/pedagogia/eventos/2008/artigo/pdf> Acesso em: 31 de julho de 2014.

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__________, Idalberto. Recursos Humanos na Empresa. São Paulo: Atlas, 1989.

__________, Idalberto. Construção de Talentos. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2002.

__________, Idalberto. Como transformar RH - de um centro de despesa - em um centro de lucro. São Paulo: Markron/Pearson, 2000.

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__________, Idalberto. Iniciação à organização e controle. São Paulo: McGraw-Hill, 1989.

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GONÇALVES, Roseli. A Pedagogia Empresarial e as Práticas Pedagógicas dentro da Empresa. Disponível em:<http://www.webartigos.com/apedagogiaempresarialeaspraticasdentrodaempresa/140896/> Acesso em: 31 de julho de 2014.

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Sites / links consultados:

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www.infoescola.com>profissões

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www.significados.com.br/relacionamento-interpessoal

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www.adm.ufba.br/importancia-habilidades-relacionamento-interpessoal

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www.webartigos.com/aimportanciadasrelaçoesinterpessoaisnasorganizaçoes

www.administradores.com.br/relaçoesinterpessoaisnasorganizaçoes

www.sociologia.org.br/tex/educaçaoparaapaz.html

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