Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional, caso: Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional Chimoio - MZ

Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional, caso: Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional Chimoio - MZ
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Resumo: O presente trabalho tem como tema Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional estudo de caso: INEFP Chimoio (Manica, Moçambique) com a finalidade de conclusão de curso de Licenciatura em Psicologia com Habilitações em Psicologia das Organizações. Para a pesquisa foi levada a seguinte questão “Qual é a importância da orientação profissional para jovens em formação profissional?” Tendo sido respondida pelas seguintes hipóteses. É provável que a orientação profissional permite aos formandos do INEFP descobrir as suas habilidades, competências para que no futuro eles não estejam a trabalhar numa área que depois troque. A metodologia utilizada quanto aos procedimentos metodológicos foi de género explicativo e descritivo seguido de estudo de campo, quanto a natureza a pesquisa foi aplicada, quanto aos objectivos: a pesquisa foi explicativa e descritiva, quanto aos procedimentos técnicos: a pesquisa foi de campo, quanto a forma de abordagem do problema: foi uma pesquisa qualitativa. Quanto aos resultados alcançados 64% são formados do sexo masculino e 36% são formandas do sexo feminino. No que diz respeito a tempo em que foram introduzidos os cursos estão a mais de 15 anos no mercado. Quanto ao conhecimento das melhores habilidades dos formandos dos diferentes curros verificou se que 67% dos formados são jovens que não conhecem as suas melhores habilidades em relação a curso que frequenta e 33% conhecem as suas melhores habilidades em relação ao curso que frequenta.

Palavras-chave: Importância, Orientação Profissional, Jovens, Formação Profissional, Psicologia Organizacional.

1. Introdução

1.1 Nota - Introdutória

O presente trabalho aborda sobre: Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional, caso: Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional Chimoio, que surge no âmbito de conclusão do curso de Licenciatura em Psicologia com habilitação em Psicologia das Organizações.

A curiosidade da pesquisa surge da preocupação que se verifica no seio dos jovens que estão em formação profissional, depois da sua formação profissional, esses não realizam trabalhos de acordo com a sua formação profissional. Atualmente na cidade Chimoio tem alta competitividade no mercado de trabalho que requer profissionais cada vez mais competentes e com a necessidade de se manter no mercado de trabalho, torna-se fundamental que o jovem saiba como planear o seu futuro profissional, pensar no rumo que deve seguir e saber como preparar o seu projecto de vida para não ter jovens formados em uma área e o mesmo acaba deixando o trabalho para ir fazer uma outra actividade diferente da sua formação profissional.

É daí que a pesquisa pretende analisar importância da orientação profissional para jovens em formação profissional. Quanto a metodologia a pesquisa é aplicada, explicativa e descritiva, sendo estudo de campo, numa abordagem qualitativa, guiado pelo método hipotético - dedutivo, foi aplicado um questionário a 42 formandos e uma entrevista a 6 colaboradores do departamento de formação profissional e no sector da orientação profissional totalizando 48 participantes.

O trabalho está organizado em cinco grandes capítulos, de referir que no capítulo I estão a delimitação do tema, enquadramento e justificativa do tema, as relevâncias, problematização, as hipóteses e os objectivos.

O capítulo II é da fundamentação teórica onde estão os conceitos ligados a orientação  profissional na visão de diferentes autores que abordam sobre a orientação profissional, no capítulo III estão a descrição metodológica neste capitulo estão aspectos como tipo de pesquisa, os procedimentos metodológicos onde estão as fases que nortearam a pesquisa, também estão os métodos de abordagem, as técnicas e instrumentos de recolhas de dados neste caso a entrevista e o questionário e por fim a população e a amostra.

No Capítulo IV apresentação, análise e interpretação dos Dados no qual, faz-se a apresentação os resultados colhidos através questionários e entrevista; O capítulo v: conclusão e sugestões, neste capitulo da se a conhecer aspectos importantes de acordo com a percepção do pesquisador e as sugestões para o melhoramento de vários aspectos para o INEFP.

1.2 Delimitação do tema

A presente pesquisa tem como tema: Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional, caso do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional - Chimoio, localizada na zona centro do País concretamente na Província de Manica, cidade de Chimoio, Bairro 4 frente a empresa de Segurança Arke, ao lado do tanque do FIPAG (Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água).Importa ainda referir que esta pesquisa foi desenvolvida no ano lectivo de 2018.

1.3 Enquadramento e Justificativa do tema

A pesquisa enquadra-se ao nível económico, vai ajudar o país a ter jovens formados em diferentes áreas com o saber fazer para a criação de diferentes postos de emprego.

Ao nível académico enquadra – se no curso de Licenciatura em Psicologia com Habilitações em Psicologia das Organizações, nas cadeiras de Orientação Selecção e Formação do Pessoal, Psicologia de Trabalho e das Profissões, Praticas em Psicologia, Consulta e Aconselhamento Psicológico, Psicometria e Psicologia da Motivação.

A pesquisa deriva-se da preocupação que se verifica no seio dos formandos em formação profissional depois da sua formação profissional, pois estes não executam as suas actividades profissionais. A escolha profissional implica não somente em decidir o que se quer para o futuro, mas também em reconhecer as influências que os indivíduos sofreram desde a mais tenra infância, uma vez o que se espera para o futuro está carregado de esperanças, medos e inseguranças.

Os formandos antes da sua inscrição não passam por uma orientação vocacional e profissional que vai ajudar ou a descobrir as suas habilidades em diferentes áreas que o INEFP dispõe.

Como resultado, nos últimos anos é notório que os jovens trabalham em diferentes áreas não porque foram formados para a área em que estão, mas porque estão pelo dinheiro, não querem aprender, ao passar dos anos as mesmas deixas de exercer a actividade e vai a procura de um outro trabalho devido a pressão do trabalho que exerce por não tiver uma orientação vocacional e profissional antes do seu ingresso. A pesquisa possui uma tripla relevância: científica, pessoal e social. 

1.3.1 Relevância Científica

Este tema contribui no âmbito científico porque irá servir de obra de consulta para diferentes leitores nas pesquisas científicas. Ajudar a criar reflexões lógicas a tomada de decisões pelos estudantes sobre sua escolha profissional. Se tiver algo para acrescentar pode desde que não saia do fio de pensamento.

1.3.2 Relevância Pessoal

Este pesquisa permite que os jovens antes de se ingressarem para uma formação profissional passe por uma OP para melhor conhecer as saídas profissionais, as suas habilidades, tendo em vista a alta competitividade no mercado de trabalho que requer profissionais cada vez mais competentes e com a necessidade de se manter nesse mercado torna-se fundamental que a pessoa saiba como planear o seu futuro profissional, pensar no trajecto que deve seguir e saber como preparar o seu projecto de vida.

1.3.3 Relevância Social

Esta pesquisa contribui para a promoção da OP para garantir a nossa sociedade e ao Moçambique no geral, um futuro com uma mão-de-obra qualificada e que responda às necessidades do desenvolvimento económico e social do País.

1.3.4 Problematização

As escolas Profissionais devem possibilitar aos alunos alternativas escolares abrangentes e os psicólogos devem ser integrados no contexto escolar, o que possibilita a intervenção continuada e contextualizada. Tendo em conta que uma das principais forças contextuais que pode actuar como obstáculos e como dinamizador para o desenvolvimento da Psicologia são os paradigmas políticos na medida em que não aceitam e não reconhecem a psicologia no campo da educação (forma negativa para o desenvolvimento da psicologia), assim como na medida em que aceitam e reconhecem a psicologia como um pressuposto básico e determinante no campo da educação (forma positiva para o desenvolvimento da psicologia).

A mão-de-obra dos jovens formados no INEFP não tem ainda as habilidades técnicas requeridas, o que posteriormente constitui um constrangimento ao crescimento económico e ao investimento. Um dos grandes problemas do actual ambiente de formação profissional que o INEFP enfrenta é a sua fragmentação e a forma descoordenada de ter jovens formados em diferentes áreas e os mesmos não trabalham nas áreas da sua formação. No INEFP há ainda falta de um quadro institucional que organize, articule, integre, regule e assegure a qualidade de intervenções de formação profissional para jovens.

Segundo (DINET/COREP, 2008), o sistema de formação profissional é também pouco flexível, o que não estimula a actualização contínua dos programas formativos de forma a responder às necessidades do mercado de emprego ou oportunidades de inovação na produção que vão surgindo por falta da orientação vocacional e Profissional nos centros de formação profissional em especial no INEFP na cidade de Chimoio.

Nesta conformidade, esta pesquisa identifica o seguinte problema: Qual é a importância da orientação profissional para jovens em formação profissional?

1.4 Hipóteses

1.4.1 Hipótese primária

·       É provável que a orientação profissional permite aos formandos do INEFP  descobrir as suas habilidades, competências para que no futuro eles não estejam a trabalhar numa área que depois troque.

1.4.2 Hipóteses secundárias 

·       Com a orientação profissional pode ser possível ter jovens comprometidos com as suas profissões e com as melhores habilidades técnicas requeridas para a satisfação pessoal e crescimento económico;

·       A falta de um quadro institucional que organize, articule, integre, regule e assegure a qualidade de intervenções de formação profissional para jovens pode ser o motivo da desvalorização dos cursos feitos pelos jovens no INEFP.

1.5 Objectivos

1.5.1 Objectivo geral

·      Analisar Importância da Orientação Profissional para Jovens em Formação Profissional Formação profissional no INEFP.

1.5.2 Objectivos Específicos

• Identificar os procedimentos usados na Orientação Profissional dos jovens no INEFP.

• Descrever os procedimentos usados na orientação profissional;

• Propor estratégias de Orientação Profissional para os jovens em formação profissional;

2. Fundamentação Teórica

Neste capítulo vão ser apresentados os vários conceitos, sobre a orientação profissional, os objectivos da orientação profissional, e as teorias da orientação profissional na visão de diferentes autores.

2.1 Profissão

É uma actividade económica destinada a segurar a manutenção da vida do ponto de vista teórico do trabalho ou é o conjunto de habilidades adquiridas mediante certa aprendizagem”( WALTER, 1936.26).

2.2 Orientação

Genericamente consiste em acto ou arte de orientar. A definição sugere a possibilidade da pessoa ser orientada por profissionais qualificados ou também na possibilidade da própria pessoa se orientar.

Na perspectiva psicológica significa a ajuda prestada a uma pessoa com vista a solução de problemas relativos a escolha de uma profissão ou progresso profissional, tomando em consideração as características do interessado e a relação entre essas características e as possibilidades no mercado do emprego.

Segundo FERREIRA, 2008, orientação é “ato ou efeito de orientar (-se); direcção; guia”.

2.3 Orientação Profissional

Segundo (LEVENFUS 1997) o termo Orientação Profissional deve se referir a trabalhos que se limitam a informar sobre as profissões, mercado de trabalho, onde são aplicadas técnicas de aprendizagem, sem que dê ênfase a questões intrapsíquicas.

A OP oportuniza a reflexão, a discussão e o debate entre os próprios jovens para que eles possam se dar conta daquelas influências que lhe estão sendo prejudiciais, por não lhe permitirem escolher ou por levarem a um grau de angústia insuportável (SOARES, 1987, p.83).

Conforme a citação acima cabe a reflexão de que a realização da OP que é feita em grupo auxilia os jovens por diversas razões como: diante da necessidade de escolher, os membros do grupo podem se identificar com as possibilidades, a troca de ideias e experiências pode proporcionar um maior aproveitamento das técnicas utilizadas.

2.4 Objectivos da Orientação Profissional

Objetivos da Orientação Profissional o objectivo principal da Orientação Profissional são facilitar a escolha do jovem, auxiliando-o a reflectir sobre suas capacidades e dificuldades para que se possa fazer a escolha mais adequada.

Conforme (LUCCHIARI 1997, p.12) afirma que:

Ela tem por objectivo facilitar o momento da escolha ao jovem, auxiliando-o a compreender sua situação específica de vida, na qual estão incluídos aspectos pessoais, familiares e sociais. É a partir dessa compreensão que ele terá mais condição de definir qual a melhor escolha - a escolha possível no seu projecto de vida

De acordo com a autora, o orientador deve estar habilitado para coordenar o processo de OP para que as dificuldades possam ser trabalhadas e assim auxiliar o jovem a pensar, facilitando sua escolha. Para facilitar essa escolha a autora ressalta que devem ser trabalhados os seguintes aspectos;

1.  Conhecimento de Si: está relacionado à identidade do jovem em quem ele foi, quem ele é e quem ele será, o projecto que ele espera para o futuro em sua vida profissional, suas expectativas em relação a família e pessoais, quais são seus principais valores e interesses.

2.  Conhecimento das Profissões: está relacionado às profissões, quais são, o que fazem e como fazem, o mercado de trabalho dentro do sistema político - económico, quais as possibilidades de actuação, visitas aos locais de trabalho e cursos de universidades, informações sobre currículos e entrevista com profissionais.

3.  Escolha propriamente dita: que refere à decisão pessoal, deixar de lado o que não é escolhido, viabilizar a escolha.

2.5 A Orientação Profissional e a Psicologia

De acordo com (BOHOSLAVSKY 1998), existe um trabalho conjunto da Psicologia com a Orientação Profissional, pois os indivíduos precisam de um processo de mudanças e escolhas em um determinado momento de sua vida, e a escolha da profissão faz parte de um momento crítico de mudança na vida de cada indivíduo. Nesse caso cabe ao psicólogo auxiliar com o trabalho de OP ao jovem enfrentar e elaborar suas dúvidas, medos, inseguranças que emergem nesse momento. Portanto, há duas modalidades diferentes que se enquadram nesse contexto. 

2.6 A importância da Orientação Profissional

A Orientação Profissional auxilia as pessoas no momento da escolha ou redefinição da profissão. Ela não serve apenas aos alunos do Ensino Técnico e Médio. Serve também para adultos que não estão satisfeitos com a profissão e pretendem investir numa nova carreira ou, mesmo satisfeitos, querem progredir em sua carreira.

2.7 História da Orientação Profissional

De acordo com (BOCK 2006) no passado a escolha de uma profissão ou ocupação não era vista como um problema universal da humanidade, pois os homens trabalhavam e viviam apenas para sobreviver. Os trabalhos organizavam-se como actividade de colecta e mais tarde como caça, não havendo diferenciação de funções, excepto aquelas determinadas pelo sexo.

Tanto na Grécia Antiga, como no Império Romano e mesmo na Idade Média, praticamente não havia liberdade de escolha ocupacional.

O nível social e o campo ocupacional eram determinados primeiramente pelo nascimento, sendo o aprendizado de tarefas realizado dentro das famílias.

Com o Renascimento e a Reforma à cresceu o reconhecimento da humanidade fundamental, da capacidade e da singularidade do indivíduo.

Com o Iluminismo à expansão da visão humanística do destino individual e a aplicação dessa visão à política e à economia.

Como advento da democracia na sociedade industrial apareceu uma relativa liberdade na escolha das ocupações.

Fattor determinante desta grande expansão: desenvolvimento industrial (levando à preocupação com o trabalhador

A seleção teve prioridade sobre a orientação por responder mais imediatamente e directamente às necessidades das indústrias.

A orientação visava o indivíduo, buscando para ele um melhor trabalho, mas foi no seu início nitidamente marcada pelos objectivos da selecção e desenvolveu-se ligada aos interesses das indústrias.

A primeira modalidade de OP foi praticamente uma modalidade de psicologia do trabalho. As técnicas empregadas eram a informação profissional e a psicotécnica, que visavam o conhecimento das aptidões profissionais para um melhor rendimento nas funções profissionais. 

Em 1909 o PARSONS escreveu Escolhendo uma profissão à obra considerada pela maioria como a primeira escrita na área e introduzindo uma modificação no objectivo da orientação profissional.

PARSONS propunha três passos fundamentais para a escolha de uma profissão:

a) Analisar o homem para que as pessoas pudessem lucrar ao se compreenderem e o orientador lucrar ao compreendê-las;

b) Estudar as ocupações para compreender suas condições e vantagens;

c) Orientar o homem sobre a ocupação, relacionando suas características pessoais aos requisitos da ocupação.

Com a visão de Parsons ligando a OP à educação, inicia-se uma nova modalidade de orientação. Posteriormente, muito desenvolvida e difundida, ela passou a fazer parte de uma área mais ampla, a orientação educacional.

Em 1909 em diante o desenvolvimento das duas modalidades citadas, a OP como parte da psicologia do trabalho e a OP como parte da orientação educacional, continuaram a se desenvolver com objectivos diferentes.

No entanto, ambas se utilizavam nesta fase de técnicas psicométricas e de informação ocupacional, como instrumentos de acção. Havia uma diferença de objectivos, mas não uma diferença de métodos.

2.8 Papel dos Pais e dos Professores na Orientação Profissional

Para que se desenvolva um trabalho integrado de orientação profissional, os formadores, professor e o orientador devem procurar conseguir o envolvimento dos pais. O desenvolvimento vocacional é um processo longitudinal, no qual, em termos de ideais, os anos de escola do primeiro grau são considerados como fundamentais no que se refere às opções profissionais e ao treino especializado, necessário, posteriormente em sua vida. Os pais transmitem atitudes, valores e informações profissionais. Exercem influência contínua durante a adolescência, enquanto o professor e o orientador nem sempre são os mesmos através dos vários níveis educacionais e continuidade do programa de orientação profissional do aluno é, desse modo, estimulada, quando os pais estão conscientes e envolvidos no mesmo. Para isso é necessária a participação dos pais nas reuniões entre professor - orientador - pais; participação dos pais nas actividades de orientação profissional; dar aos pais material informações e material sobre profissões, informar aos pais as habilidades e características específicas dos filhos, anteriormente desconhecidas para eles; explicar o programa de orientação profissional da escola “mercado de emprego na região.

2.9 Orientação profissional em Moçambique

A escolha adequada da profissão depende em grande parte do ajustamento pessoal e social do indivíduo e consequentemente o seu futuro. Sendo assim é importante orientar os Jovens para escolha da profissão, que lhes permita ter sucesso na vida profissional no seu pais como nos países da região.

As teorias psicanalíticas vêem na escolha profissional uma busca de sublimação de impulsos. O trabalho satisfatório para o indivíduo seria então, aquele que satisfizesse esses impulsos entretanto para teoria freudiana as escolha profissionais encontram – se ligadas aos estágios de desenvolvimento infantil. Para os psicanalíticos, as escolhas encontram então relacionadas a experiências de satisfação e frustraras das necessidades de cada etapa de desenvolvimento. (BOHOSLAVSKY, 1977)

Dá ênfase aos instintos e energias biológicas inatas para relações sociais no seio da família a medida que as crianças crescem. Concluindo que a posição na família e extremamente importante na determinação de comum indivíduo lidara com a realidade, isto e, o estilo de vida na escolha da profissão. (BOHOSLAVSKY, 1977)

Na teoria de Adler vê-se que os conflitos importantes muitas vezes ocorrem com um indivíduo e seu meio e não dentro de um indivíduo, como Freud havia defendido. (BOHOSLAVSKY, 2003) Quando o jovem escolhe uma profissão deve ter em conta que essa profissão representa, não apenas assegurar o seu sustento material e satisfação pessoal, mas também que irá servir o próximo. Não se devendo planear a vida somente em termos pessoais, sendo que se deve tomar em conta a sociedade onde está inserido (integração regional).

Daí que na escolha de uma profissão devemos ter em conta alguns princípios:

  • Necessidade De Melhoria Do Mercado de Emprego De Moçambique
  • Situação do Mercado de Emprego Em Moçambique

Em Moçambique, a situação do mercado de emprego é ainda de difícil caracterização. Entre a existência de pessoal altamente qualificado, mas mal empregado ou desempregado e a existência de altos postos de trabalho ocupados por pessoal de baixas qualificações, o desafio dos empregadores e dos candidatos a emprego continua a ser o fomento do emprego e do autoemprego, bem como o melhoramento da qualidade dos profissionais que saem das nossas instituições de ensino.

O progresso técnico e científico, a mundialização da economia e a sociedade da informação, são fenómeno que operam rápidas e profundas mudanças na sociedade actual.

A pressão crescente em termos de competitividade a nível internacional requer, por parte dos sistemas económicos qualidade, inovação e capacidade de antecipar mudanças.

Para Sortane & Faluss (2008) Moçambique não esta preparado para enfrentar as permanentes mudanças contextuais da sociedade actual significa pagar um preço muito elevado: o desemprego e a exclusão social, Moçambique não estão fora deste contexto.

2.10 Mercado de Emprego e a Orientação Profissional

Segundo (YOSTE & CORBISHLEY 1987), a partir do momento em que o cliente procura apoio para descobrir ou confirmar uma escolha profissional, o primeiro passo a ser seguido pelo orientador é a avaliação dos interesses do cliente com vista a satisfazer as necessidades deste, para depois se encarar os resultados como indicadores dos campos que é necessário explorar, a fim de se fazerem escolhas realistas. O uso do termo “empregabilidade” remete-nos às características individuais do trabalhador capazes de fazer com que a pessoa adquira emprego. A importância da OP centra-se na medida em que contribui para o auto-conhecimento e promove uma reflexão crítica sobre as escolhas profissionais. O papel fundamental da OP é de preparar pessoas para o trabalho, pois as empresas não só se preocupam com a carreira de cada colaborador, devendo se desenvolver competências de acordo com as exigências do mercado de emprego (BOHOSLAVSKY, 1980). Para isso, segundo este autor é necessário que o indivíduo siga as premissas básicas da OP como:

Recolha de informações sobre si mesmo e sobre o mercado do trabalho e traçar um perfil detalhado de suas características de personalidade, interesses e aptidões, bem como das possibilidades de actuação no mercado de trabalho e ocupações alternativas.

Segundo (GUICHARD& HUTEAU 2001) a OP surge como uma possibilidade de ajuda para os indivíduos, não levando estes a apenas escolherem uma profissão, esta, pode prevenir alguns transtornos na vida, como decepção e ilusão, e favorecer a melhoria da qualidade de vida 

2.11 As Teorias Vocacionais

Várias teorias em Orientação Profissional surgiram para entender e guiar as escolhas profissionais.

A teoria de (CRITES IN BOCK, 2001) é muito utilizada entre os autores neste estudo. Ele, por sua vez, as divide em 3 grandes blocos: as Psicológicas, as Não - Psicológicas e as Gerais.

As Teorias Psicológicas são subdivididas em:

Traço - Factor, Evolutivas, Psicodinâmicas, Decisionais e Tipológicas.

A Teoria Traço - Factor, parte do princípio de que as pessoas diferem em suas habilidades, interesses e traços de personalidades e que cada profissão requer indivíduos com aptidões específicas. Esta teoria enfatiza "o homem certo no lugar certo".

Para as Teorias Evolutivas ou Desenvolvimentistas, o indivíduo possui um ciclo de vida e este se desenvolve vocacionalmente durante toda a vida. Critica-se a ideia de "momento de escolha", defendendo-se a concepção de desenvolvimento vocacional. Esta teoria pode ser resumida em quatro proposições:

A escolha profissional é um processo de desenvolvimento que se estende da pré-puberdade até os 20 anos aproximadamente

Esse processo é irreversível, já que a experiência não pode ser nula.

Esse processo implica um compromisso entre os interesses, capacidades, valores e oportunidades oferecidas pelo meio.

1.     processo da escolha profissional pode ser divido em vários períodos:

2.     da fantasia, baseado no desejo de se tornar adulto, se estende da infância até os onze anos;

3.     provisório, determinado primeiramente pelos interesses e depois pelas capacidades e valores, dos 11 aos 17 anos;

4.     realista, ocorre a partir dos 17 anos e possui as fases:

5.     De exploração, de cristalização e de especificação, que, segundo (FERRETI 1988), termina quando há uma compatibilidade de interesses, capacidades, valores e oportunidades ocupacionais.

·       As Teorias Psicodinâmicas adotam a concepção dos instintos, baseando-se que há uma continuidade no desenvolvimento entre as actividades primárias e físicas e as intelectuais complexas e abstractas do organismo.As actividades adultas complexas, nesta teoria, mantêm as mesmas fontes instintivas de gratificação que as infantis e também que as experiências infantis, nos primeiros seis anos de

vida, são decisivas na formação da personalidade e na criação das necessidades que se expressarão mais tarde na conduta vocacional.

·       Teorias Decisionais Segundo as Teorias Decisionais, a decisão deve ser fruto de uma análise minuciosa dos elementos que intervém no processo. Consiste em identificar as possibilidades oferecidas, analisar as consequências, avaliar e decidir, chegando finalmente a uma escolha. O orientador profissional deve, nesta teoria, ajudar a pessoas a analisarem os dados para estabelecer uma decisão, colidir informações e a determinar empiricamente a utilidade de cada decisão.

·       As Teorias Tipológicas implicam numa correspondência entre tipo de personalidade e modelos ambientais. Com base na experiência da pessoa, ela elabora formas habituais no desempenho de tarefas que seu ambiente psicológico, social e físico lhe apresenta. Sua herança biológica e social, unida à sua história pessoal, cria uma série característica de capacidades preceptivas e pontos de vista, como meta vitais, valores, auto conceitos e métodos típicos, para enfrentar os problemas quotidianos.

Já as Teorias Não - Psicológicas são subdivida em teorias sociológicas e económicas.

·       As Teorias Sociológicas enfatizam a importância dos determinantes socioeconómicos e culturais. A família, a raça, a nacionalidade, a classe social e as oportunidades culturais e educacionais são factores decisivos na determinação da ocupação. O indivíduo ao fazer escolha é determinado principalmente pela expectativa de status da classe social a que pertence.

·       Nas Teorias Económicas, o factor determinante da escolha profissional é a vantagem económica oferecida pela profissão; dessa forma, os indivíduos tenderiam a escolher a ocupação que oferecesse melhores salários e a distribuição dos trabalhadores no mercado de trabalho, seria, portanto, de acordo com a lei da oferta e da procura.

·       E, por último, as Teorias Gerais, que preconizam que determinantes isolados não são suficientes para explicar a escolha profissional, mas sim reunindo contribuições da Economia, Sociologia e Psicologia. A estrutura social influencia no desenvolvimento da personalidade e define as condições socioeconómicas em que a selecção ocorre (CRITESA SILVA, 1996).

2.12 Processo de Escolha Profissional 

 Construir uma identidade, para (ERIKSON 1972), implica em definir quem a pessoa é, quais são seus valores e quais as direcções que deseja seguir pela vida. O autor entende que identidade é uma concepção de si mesmo, composta de valores, crenças e metas com os quais o indivíduo está solidamente comprometido

Para (SCHOEN-FERREIRA, 2003), a formação da identidade do eu recebe a influência de factores interpessoais (capacidades inatas do indivíduo e características adquiridas da personalidade), de factores interpessoais (identificações com outras pessoas) e de factores culturais (valores sociais a que uma pessoa está exposta, tanto globais quanto comunitários).

2.13 Factores de Influência do Processo de Escolha Profissional

De acordo com (ALMEIDA e PINHO 2008), afirmam que, são muitos os factores que influenciam o processo de escolha de uma profissão, desde as características pessoais a convicções políticas e religiosas, valores, crenças, contexto socioeconómico, família e pares.

Segundo (SANTOS 2005), a família é um dos principais influenciadores que podem tanto ajudar como dificultar o jovem no momento da decisão profissional.

Os pais constroem projectos para o futuro do filho e desejam que ele corresponda à imagem sobre ele projectada, propondo, muitas vezes, objectivos que na realidade eram sonhos seus que não puderam realizar na juventude (SOARES 2002).

Assim, o jovem se torna depositário das aspirações profissionais dos pais (ALMEIDA e PINHO, 2008, p.178). De alguma maneira, os pais introduzem em seus discursos seus próprios desejos sobre os projectos de seus filhos, sem nem mesmo darem-se conta. As profissões seguidas pelos pais, e sua satisfação com elas também servirão como papéis de identificação para o adolescente. Segundo (FILOMENO 1997) afirma que o filho estabelece conceitos e valores acerca das profissões de acordo com o que é falado pela família. Outro factor de influência no processo de escolha profissional do jovem é a escola.

Para (SILVA E TREICHEL 2006), na fase escolar a pessoa concretiza seus pensamentos e suas observações, adquire prática nas suas acções, o que a faz avançar e determina muitos pontos do seu perfil, tanto biológico quanto psicológico. Porém, estas autoras acreditam que, é necessário que a escola proporcione opções de escolha para que as crianças e adolescentes possam desenvolver seu senso crítico também em relação a carreira a ser seguida, “pois as vezes a escola limita, fazendo com que permaneça modelada e sem iniciativa pessoal” (SILVA & TREICHEL, 2006, p.105).

2.14 A Internet e a escolha profissional

As tecnologias são só apoio, meios mas elas nos permitem realizar actividades de aprendizagem de formas diferentes as de antes” (MORAN, 2004, p. 347).  

O processo de escolha profissional do jovem se torna ainda mais complexo diante das múltiplas opções que a sociedade oferece e da sua constante transformação, transformação esta que está intimamente ligada a globalização acelerada bem como o uso da Internet. De acordo com (ALAVA 2002), o aparecimento das tecnologias de informação e de comunicação pode ser a alavanca de inovações pedagógicas a serviço da construção de saberes (TERÊNCIO e SOARES, 2003, p.143), afirma que, os estudos comportamentais iniciados nesta área sugerem que a Internet pode servir como um espelho ou ferramenta, que ajuda as pessoas na sua busca pelo “eu” (self).

Com a globalização e o avanço tecnológico a Internet passou a exercer papel influenciador na escolha profissional. O uso da Internet pode auxiliar o jovem de várias maneiras a escolher uma carreira. Uma facilidade advinda da Internet e a busca de informações actualizadas constantemente sobre cursos superiores e de especialização, mercado de trabalho, profissões em ascensão; e pode permitir ao jovem uma maior aproximação da profissão escolhida, através de vídeos, gravações, depoimentos entre outros.

3. Descrição Metodológica

Neste capítulo serão apresentados as metodologias que nortearam a pesquisa desde o tipo de pesquisa, os métodos de abordagem, os procedimentos desde a elaboração de projecto de pesquisa, com base no levantamento bibliográfico, os instrumentos de colecta de dados, os levantamentos dos dados até a apresentação dos dados.

3.1 Tipo de pesquisa

Quanto ao tipo de pesquisa foi dividida quanto a natureza, objectivos, aos procedimentos técnicos e a forma de abordagem do problema.

a)  Quanto a natureza: a pesquisa foi aplicada que visa solucionar os problemas que surgem no dia-a-dia, sobretudo, que diz respeito a orientação profissional para jovens em formação, como resultante da descoberta de princípios científicos que promovem o avanço do conhecimento nas diferentes áreas;

b) Quanto aos objectivos: a pesquisa foi explicativa e descritiva a pesquisa explicativa permitiu trazer a tona os porquês dos jovens formados numa área acabam largando esta, para fazer uma outra actividade diferente da área de formação. Nisto, foi feito um registo, análise, classificação e interpretação dos fenómenos observados. A pesquisa descritiva contribuiu bastante tanto no registo assim como na descrição das características dos jovens em formação profissional no INEFP-Chimoio.

c) Quanto aos procedimentos técnicos: a pesquisa foi de campo, com objectivo primordial de conseguir informações e conhecimentos acerca da importância da orientação profissional para jovens em formação, através da colocação do problema e das hipóteses, que queiramos comprovar, ou, descobrir novas causas.

d) Quanto a forma de abordagem do problema: foi uma pesquisa qualitativa, que não se preocupa com representatividade numérica, mas sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo social. Neste sentido, procurou-se aspectos da realidade que não podem ser quantificados sobre a orientação profissional dos jovens em formação profissional no INEFP-Chimoio.

3.2 Método de abordagem

Para a realização desta pesquisa, fez-se uma revisão bibliográfica referente ao tema em estudo, de forma a tornar claros os conceitos a serem abordados. Quanto à abordagem das informações colectadas durante a pesquisa aplicou-se o método hipotético - dedutivo que pressupõe a formulação das hipóteses que tentam explicar a importância da orientação profissional para jovens em formação profissional do INEFP.

De acordo com Silva e Menezes (2001) o método hipotético - dedutivo proposto por Popper parte do princípio de que quando os conhecimentos disponíveis sobre um determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenómeno, surge o problema e para tentar explicar as dificuldades expressas no problema são formuladas as hipóteses que a posterior deverão ser testadas ou falseadas.

3.3 Procedimentos metodológicos

De acordo com GIL (2008), os procedimentos metodológicos têm por objectivo proporcionar ao pesquisador os meios técnicos para garantir a objectividade e a precisão no estudo dos factos. Mais especificamente visam fornecer a orientação necessária à realização da pesquisa social, sobretudo, no referente à obtenção, processamento e validação dos dados em causa. Neste estudo, aplicou-se o método monográfico que visa fazer estudo de determinados indivíduos, profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações sobre o tema em causa.

Sendo assim, a pesquisa foi levada a cabo através das seguintes fases principais:

  • Primeira fase: foi a elaboração de projecto de pesquisa; sua execução e apresentação do mesmo que terminou com o levantamento bibliográfico;
  • Segunda fase: elaboração de instrumentos como questionário e entrevista para a recolha de dados no INEFP-Chimoio;
  • Terceira fase: levantamento de dados através dos instrumentos descritos na fase anterior;
  • Quarta fase: a apreciação dos resultados obtidos que serão apresentados no quarto capítulo.

3.4 Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados

Para a realização desta pesquisa aplicou-se como técnicas e instrumentos de recolha de dados um questionário e uma entrevista.

O questionário é uma a técnica de investigação composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com o propósito de obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado. (GIL, 2008).

Todavia, o questionário aplicado é composto por questões fechadas, abertas e de múltipla escolha.

a) As perguntas abertas – permitiram aos participantes expressar-se livremente, usando linguagem própria, e a emitir as suas opiniões sobre a pesquisa em causa; 

b) as perguntas fechadas – fizeram com que cada participante fizesse uma escolha da sua resposta no meio de duas opções; e

c) as perguntas de múltipla escolha permitiram que escolhessem uma e única alternativa no meio de tantas.

De acordo com Castilho (2011) entrevista é o encontro de duas pessoas com o objectivo de obter informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou programada de forma profissional, seja estruturada (que segue devidamente perguntas já elaboradas), semi- estruturada (perguntas elaboradas e outras que surgem com o desenvolver da entrevista) ou não estruturada (não contém roteiro).

Neste sentido, a entrevista foi semi-estruturada que permitiu o pesquisador estar frente a frente com os entrevistados de forma sistemática e metódica, possibilitando assim, obter informações necessárias dos entrevistados para realização da pesquisa.

3.4.1. Técnica de análise de conteúdo e a técnica de estatística

Para a análise dos dados usou-se a técnica de análise de conteúdo e a técnica de estatística. Preferiu-se usar as duas técnicas, dando mais ênfase a técnica de análise de conteúdo, pois este trabalha com descrições, comparações e interpretações de factos ou fenómenos e a técnica de análise estatístico basicamente busca entender um fenómeno específico em profundidade.

3.5. População e amostra

A pesquisa foi realizada no INEFP com um universo populacional de 140 formandos dos diferentes cursos, e um universo de 6 colaboradores do Departamento de Formação Profissional e o sector da Orientação Profissional. Do universo dos formandos extraiu-se 30 % correspondente a 42 formandos. E todos 6 colaboradores que estão em contacto directo com os formandos são os que constituíram a amostra de todo o trabalho.

4. Apresentação e Análise de Dados

Neste capítulo são apresentados os dados da pesquisa, de referir que os dados serão apresentados com base nas tabelas e gráficos.

4.1 Dados de identificação dos formandos do INEFP 

Tabela 01 Distribuição da amostra por género

Género

Masculino

27

64%

Feminino

15

36%

Total

42

100%

Fonte: Autor, 2018

Conforme a tabela 01 ilustra que da amostra foi possível verificar que o maior número de pessoas que estão sendo formados no INEFP são do sexo masculino que correspondem a 64%, e os 36% são do sexo feminino, isto leva que há ainda um trabalho que deve ser feito para a emancipação das mulheres em diferentes cursos.

Tabela 02 Distribuição da amostra por idade

Distribuição da amostra por idade

15 a 20 anos

12

29%

20 a 25 anos

16

38%

25 a 30 anos

8

19%

30 a 35 anos

6

14%

Total

42

100%

Fonte: Autor, 2018

Dos vários formandos que o INEFP tem a partir dos cursos ministrados pela instituição, com a amostra do trabalho verificou se que de acordo com os dados colhidos através da entrevista e inquérito representados pela tabela 02 é notório que os maiores números de formandos são de entreva-lo de 20 a 25 anos os que estão com maior número de procura dos cursos de formação profissional, porque esta camada são os que terminam o nível médio e não possuem uma outra formação e procuram por uma formação a curto prazo que lhe permite o saber fazer. E o menor número são os que estão na faixa dos 30 a 35, este são os que estão sendo formados para poder ter o certificado ou que estão numa organização que necessite de pessoas especializadas na área.

4.2 Pergunta sobre Habilidade dos formandos 

Gráfico 01 Quais são as suas melhores habilidades

importancia-da-orientacao-profissional-para-jovens-em-formacao-profissional-caso-instituto-nacional-de-emprego-e-formacao-profissional-chimoio-mz_01

Fonte: Autor, 2018

Os formandos com relação as suas melhores habilidades, isto é, o conhecimento de si próprio foi possível verificar que 67% dos formandos representados em 28 formandos não sabem são melhores em que áreas, isto é estão a fazer os cursos não porque sabem realmente serão melhores na área, mas para garantir uma formação profissional. E dos 14 questionados é notório que estes são o menor numero porque já passaram por varias experiencias da vida onde foi possível verificar as suas habilidades por meio de testes ou entrevistas com os técnicos do INEFP. Ora na visão de (MCCREADY E WARING 1986, citados por SILVARES e GONGORA, 1998) afirmam que as habilidades são conhecidas a partir de testes psicológicos e nas sessões psicoterapêuticas onde exista uma comunicação interpessoal efectiva e pode ser entendida como “a habilidade de encorajar a exposição de informação pessoal com um propósito profissional específico”. E entendê-la como um instrumento de trabalho, é considerá-la em suas duas dimensões básicas – conteúdo e processo, o que implica na aprendizagem de um conjunto de habilidades específicas.

4.3 Pergunta sobre ajuda na tomada de decisão 

Gráfico 02Ajuda na decisão do curso

importancia-da-orientacao-profissional-para-jovens-em-formacao-profissional-caso-instituto-nacional-de-emprego-e-formacao-profissional-chimoio-mz_02

Fonte: Autor, 2018

Dos formandos questionados sobre alguma orientação ou melhor ajuda na decisão da escolha do curso foi possível verificar que 52 % tivera ajuda por vários vertentes como a influência da família, de amigos, colegas, irmãos da igreja, etc ou mesmo através no momento de inscrição no INEFP no momento de orientação profissional. E o menor número dos formados que são representados em 10% afirmam que não sabem se tiveram alguma ajuda na escola do curso, estes afirmam que a escolha foi feita por meio de impulsos por querer ter uma formação não porque teve uma influência ou ajuda. Também alguns formandos tiveram a ajuda a partir da internet que nos dias atuais possui um a grande influência na escolha.

Na visão de Bardagi (2008) os pais nos maiores casos eles têm uma influência na decisão, além disso os pais acompanham os filhos no dia-a-dia, nas decisões profissionais, na vida escolar e face a situações - problema. Os pais acompanham de perto o desenvolvimento pessoal e desempenho profissional dos filhos, “atender às alterações e “estar atentos.

Como observado, a influência da família é a que predomina e norteia a escolha profissional destes adolescentes. Segundo (SOARES 2002), a maioria das escolhas do jovem inclui uma representação social positiva ou negativa da profissão desempenhada pelos pais. (SANTOS 2005) aponta que além do autoconhecimento, o conhecimento do projecto dos pais, o processo de identificação e o sentimento de pertencimento à família são essenciais para o processo de escolha da profissão.

Outras influências importantes que os adolescentes mencionaram, referiram-se às influências da mídia, professores, profissionais qualificados e amigos. (LUZ FILHO 2002) destaca que quando o jovem se identifica com uma pessoa por meio de sua ocupação, criam-se expectativas e estereótipos relacionados à profissão, como é o caso das influências de professores e profissionais qualificados que os adolescentes exemplificaram.

4.4 Pergunta sobre o futuro

importancia-da-orientacao-profissional-para-jovens-em-formacao-profissional-caso-instituto-nacional-de-emprego-e-formacao-profissional-chimoio-mz_03

Gráfico 03 Como você se vê daqui a 5 anos

Fonte: Autor, 2018

Em relação como o formando projecta a sua vida daqui a 5 anos foi notório que as respostas forma para a realização de ter uma família e com um bom salário o que permitiria ter melhores condições de vida, o maior número foi para 21 formados representados em 50% estes almejam daqui a 5 anos estarem na empresa dos seus sonhos onde é possível ter o melhor salário o que vai permitir ter melhores condições de vida. O menor número foi de 3 pessoas representados em 7%estes almejam no futuro serem donos do seu próprio empreendimento, estes vão de acordo com os ideias do INEFP que é formar as pessoas para gerar os seus postos de emprego e para empregar outros através de empreendedorismo.

Entretanto na perspectiva de (MILITAO, 20010), o que esta pergunta deseja e insinuar a expectativa dos candidatos sobre os seus planos, sonhos, desejos, vontades. Com variações de tempo, mas com o mesmo objectivo, procura entender a motivação e expectativas em longo prazo que o formando sustenta na sua vida.

4.5 Pergunta Sobre a Orientação Profissional

Gráfico 04 A orientação profissional permite aos formandos do INEFP descobrir as suas habilidades

importancia-da-orientacao-profissional-para-jovens-em-formacao-profissional-caso-instituto-nacional-de-emprego-e-formacao-profissional-chimoio-mz_04

De acordo com o questionário aplicado aos formandos no que concerne a será que a orientação profissional permite aos formandos dos INEFP descobrirem as suas habilidades que no futuro eles não troque de área foi possível verificar que os formandos foram unânimes nas suas respostas 71% fundamentando que a partir da orientação profissional é onde o jovem descobre o que realmente sabe fazer sem influencia de nenhuma pessoa, e o trabalho ou o emprego que virá a ter será único para toda a sua vida e o mesmos irá aumentar os seus conhecimentos da área da suas formação, e o mesmo executará o trabalho com a maior competência, dedicação e zelo, este estará estável no mercado de trabalho, não estando a mudar de trabalho em trabalho, mas sim este estará motivado e guiado em desenvolver as suas habilidades e competências. Os jovens terão a componente saber fazer e saber estar na sociedade.

De acordo com (RIOS 1993) diz que o trabalhador expressa sua força de trabalho através da competência, entendendo-a como uma capacidade continuamente melhorada de aprender e inovar, actualizada de maneira imprevisível em contextos variáveis”.

Para (RIOS 1993), ser competente é saber fazer bem. E saber fazer bem tem um duplo carácter &– uma dimensão técnica e uma dimensão política:

A dimensão técnica é a do saber e a do saber fazer, isto é, do domínio dos conteúdos que o sujeito necessita para desempenhar seu papel, aquilo que se requer dele socialmente, articulado com o domínio das técnicas, das estratégias que permitam que ele realize seu trabalho.

4.6 Com a orientação profissional pode ser possível ter jovens comprometidos com as suas profissões e com as melhores habilidades técnicas

Dos dados colhidos no questionário em relação a opinião dos formandos ter jovens comprometidos sim foi notório ter resposta que culminavam na mesma em afirmar que a orientação profissional por ser o vector que ajuda aos jovens a descobrirem as suas melhores habilidades e satisfação os mesmo vão desenvolver as suas actividades sem nenhum receio, os jovens irão ao encontro daquilo que é desejável, que é estabelecer valores com relação à sua actuação, no mercado de trabalho nesse caso, o as habilidades vão responder as necessidades requeridas no mercado de trabalho. Também foi notório nos formandos a necessidade de criação de auto emprego isto é o empreendedorismo que permite criar postos de trabalho para o aumento da economia no pais e geração de mais postos de trabalho.

Os jovens orientados estarão mas comprometidos com a sua profissão porque este terá que fazer a melhor escolha profissional através de uma reflexão. O jovem antes de ingressar se no mercado de trabalho terá que pensar em mercado, se gosta do trabalho disponível no mercado ou terá que fazer o auto emprego.

Para (VASCONCELOS; OLIVERIA, 2004), a expectativa quanto à escolha da carreira profissional está ligada ao significado do trabalho para o indivíduo que é mediado pelo sentido que a família atribui. Para ela a representação pode variar entre a manutenção ou busca de status, conquista da independência financeira, a aceitação dos papéis de adulto, realização pessoal entre outros. O ato de escolher demonstra o desejo, a perspectiva do futuro e a realização da conquista, por isso sua importância e significação na definição do projecto de vida. O jovem até agora avaliou o mundo através dos valores da sua família, mas, ao confrontá-los com os valores e normas dos novos grupos que passa a frequentar, verifica que os valores familiares não são os únicos disponíveis e que, muitas vezes não se adapta 

4.7 A falta de um quadro institucional desvaloriza os cursos feitos pelos jovens no INEFP

Do questionário aplicado foi possível verificar que os formados argumentar que o INEFP possui um plano estratégico para articular, integrar, e intervir nas formações profissionais, mas o mesmos não responde as necessidades dos jovens, visto que os jovens, nos últimos tempo há muitos jovens formados que a sociedade no valoriza a formação dos jovens por serem de curto prazo e estes cursos na maioria são técnicos e práticos, os mesmos necessitam de um longo tempo de aprendizado e domínio dos mesmos, os técnicos existente no INEFP não intervêm na formação profissional isto é dar uma reorientação. A integração dos jovens formados pela INEFP não existe por falta de postos de emprego, e a integração por meio de auto emprego não é boa por não haver recursos financeiros para uma boa qualidade. Visto que o INEFP disponibiliza curros a curto prazo para a camada mais desfavorecida e estes não estão preparados financeiramente e o INEFP não possuem politicas que favoreçam a integração o que leva a desvalorização dos cursos. De acordo com os dados do (INEFP 2004), O Governo de Moçambique está empenhado em definir medidas diversas de promoção do desenvolvimento económico e social, através da revisão da legislação laboral e de protecção social, abrindo caminho para a flexibilização e dinamização do mercado do trabalho. A par disso, o Estado tem que se capacitar para atender os grupos sociais de difícil inserção, uma faixa da população economicamente activa que o sector privado dificilmente cobre.

Com efeito, a Estratégia de Emprego e Formação Profissional pretende ser um meio do Estado para intervir, quer no seu papel normador, ao nível do reforço dos instrumentos que favoreçam os investimentos e o melhoramento da capacidade competitiva das empresas em Moçambique, quer na sua função interventiva, na implementação de políticas que assegurem a absorção da força de trabalho, a curto e médio prazos e a inclusão social de camadas da população desfavorecidas.

Na concepção da Estratégia, um pressuposto de base se identifica: os modelos convencionais de desenvolvimento económico já não respondem com eficácia à realidade actual de crescente informatização dos processos da vida laboral, inclusive no sector formal. Impõe-se, deste modo, o reforço da abordagem por via de medidas de promoção activa de emprego, com ênfase na criação  de postos de trabalho, através do aumento da empregabilidade dos cidadãos e  melhoria do quadro regulador para o desenvolvimento do sector privado.

Na elaboração da Estratégia de Emprego e Formação Profissional em Moçambique foram identificadas áreas importantes às quais se deve dar prioridade, de modo a que se atinjam resultados significativos, mensuráveis e duradouros nas áreas de emprego e de formação profissional em Moçambique. Uma das principais constatações foi a necessidade  de  se  aumentar significativamente o número de moçambicanos capacitados, para satisfazer a demanda do mercado de emprego. 

4.8 A importância da orientação profissional para jovens em formação profissional

Durante o processo de a recolha de dados foi feita a questão acima supra citada para verificar o grau de conhecimento sobre a matéria de formação profissional foram as diferentes tipos de respostas que foi possível verificar que os formandos entenderam que a orientação profissional apresenta-se como uma saída para solucionar esses conflitos pessoais. Ela é muito importante para ajudar o indivíduo a conhecer melhor suas habilidades e interesses e, dessa forma, conseguir associá-los às oportunidades profissionais.

A Orientação Profissional serve não apenas para se ter um norte sobre o campo profissional a seguir, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades/características pessoais e profissão, do sentido/significado do trabalho para o ser humano, da relação trabalho e projecto de vida.

Os formandos reafirmaram que hoje, a Orientação Profissional atende, não só aos jovens que estão iniciando sua formação, bem como, os adultos que, de certa forma, estão em dúvida em relação ao cargo que exercem e que não estão satisfeitos com a profissão em que estão atuando.

Esses profissionais não se sentem felizes com os cargos que estão, pretendem investir numa nova carreira e querem progredir e trilhar cargos que lhes permitam progredir na função seja na progressão e desenvolvimento e/ou remuneração.

5. Conclusão e Sugestões

5.1 Conclusão

Próximo ao término deste trabalho de acordo com os resultados obtidos e apresentados no trabalho torna pertinente tecer as considerações finais. O estudo aponta formandos em formação profissional 67% dos formandos dos diferentes cursos estão a frequentar não porque passaram por uma orientação profissional isto não conhecem as suas melhores habilidades e 33% conhecem as suas habilidades.

Quanto à orientação profissional no que diz respeito ao permitir aos formandos do INEFP descobrir as suas habilidades, competências para que no futuro eles não estejam a trabalhar numa área que depois troque, foi possível verificar que 71% dos formandos concordam que os formandos que passam por uma orientação profissional os mesmos terão competências e habilidades para poder trabalhar e desenvolver o seu potencial no mesmo emprego sem precisar de mudar.

No que diz respeito às competências que são necessárias no mercado de emprego pelos formandos foi possível ver que os formandos necessitam de uma orientação profissional para que depois da sua formação profissional estejam no lugar certo e a desempenham o papel de acordo com a sua área de formação.

Quanto a desvalorização dos cursos fornecidos pelo INEFP é necessário que as estratégias de integração dos jovens formados pela INEFP não seja simplesmente em averiguar aspectos ligados a postos de emprego mas sim através do auto emprego, e as políticas de emprego e de formação estejam viradas para a realidade do mercado. 

5.2 Sugestões

Para o sucesso dos formandos o INEFP como a entidade responsável pela formação seria necessário que:

  • Que haja políticas de orientação profissional que permita aos formandos do INEFP descobrir as suas habilidades, competências para que no futuro eles não estejam a trabalhar numa área que depois troque
  • No acto da inscrição dos cursos houvesse uma colaboração entre a Secretária onde são feitas as inscrições e o Departamento de Formação profissional onde que estão as pessoas qualificadas para aplicar a devida entrevista dos formandos e aplicação dos testes psicológicos que ajudam a conhecer as habilidades.
  • Que haja um memorando de entendimento entre a UP e o INEFP, porque os testes psicológicos que o INEFP possui não se adequam a realidade Moçambicana, coma parceria seria possível juntar esforços em criar ou adaptar um teste psicológico que adequa se a realidade moçambicana.
  • O INEFP deve criar condições onde que os formandos possam ser orientados como por exemplo um consultório adaptado com condições mínimas para orientar e reorientar, criar testes psicológicos que se adequam a nossa realidade Moçambicana.
  • Durante o processo de formação os formandos não se limitassem simplesmente pela sala de aulas mas que tivesse a oportunidade de conversar com o Departamento de Orientação Profissional onde que os mesmo podem passar pela reorientação caso esteja a enfrentar dificuldade na área em que esta sendo formado.

Sobre o Autor:

António Natal João - formado em psicologia com habilitações em Psicologia Organizacional, pela universidade pedagógica de Moçambique delegação de Manica.

Apêndice I: Questionário

Este questionário enquadra-se numa investigação no âmbito de obtenção de grau de Licenciatura em Psicologia com habilitações a Psicologia das Organizações .

Os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins académicos, sendo realçado que as respostas dos inquiridos representam apenas a sua opinião individual.

O questionário é anónimo, não devendo por isso colocar a sua identificação em nenhuma das folhas nem assinar o questionário. Não existem respostas certas ou erradas. Por isso lhe solicitamos que responda de forma espontânea e sincera a todas as questões.

O questionário possui 10 questões com 05 alternativas cada. Por favor, coloque um X ou circunde apenas uma opção que achar conveniente.

Desde já agradece-se antecipadamente pela sua colaboração.

Dados Pessoais:

Idade            anos;  Sexo           ;   Estado Civil:  solteiro              ,  casado           , separado       , viúvo

Nível de escolaridade: primário         , secundário       , superior      
Pontuação

01

02

03

04

05

Discordo
totalmente

Discordo

Não sei

Concordo

Concordo
totalmente

 

Item

Pontuação

1

Quando matriculou se para o curso
que frequentas tiveste orientação

1

2

3

4

5

2

O curso profissional que esta a
seguir ajudará a ter emprego

1

2

3

4

5

3

Tem        noção        das        saídas
profissionais dos cursos

1

2

3

4

5

4

Tiveste alguma ajuda na decisão
do curso

1

2

3

4

5

5

As      políticas      da      formação profissional ajudam a ter emprego

1

2

3

4

5

6

Os empreendedores têm sucesso
no mercado de emprego

1

2

3

4

5

Marca x ou circule apenas uma opção que achar conveniente

Sim

Não

 

 

7. Será que a orientação profissional permite aos formandos do INEFP descobrir as suas habilidades, competências para que no futuro eles não estejam a trabalhar numa área que
depois troque?

 

 

8. Na sua opinião, com a orientação profissional pode ser possível ter jovens comprometidos com as suas profissões e com as melhores habilidades técnicas requeridas para a satisfação pessoal e crescimento económico?

9. Será que a falta de um quadro institucional para organizar, articular, integrara qualidade de intervenções de formação profissional para jovens pode ser o motivo da desvalorização dos cursos feitos pelos jovens no INEFP?

10. Qual é a importância da orientação profissional para jovens em formação profissional?

Apêndice II: Entrevista

Esta entrevista enquadra-se numa investigação no âmbito de obtenção de grau de Licenciatura em Psicologia com habilitações a Psicologia das Organizações.

Os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins académicos, sendo realçado que as respostas dos inquiridos representam apenas a sua opinião individual.

Não existem respostas certas ou erradas. Por isso lhe solicitamos que responda de forma espontânea e sincera a todas as questões.

A sua participação é anónima, assim sendo, a sua sinceridade será muito importante para o sucesso desta pesquisa. Agradece-se antecipadamente pela sua colaboração.

Esta entrevista possui 10 questões. Por favor, responda mediante o seu ponto de vista.

Dados Pessoais:

Idade         anos; Sexo           ;Estado Civil: solteiro       , casado       , separado       , viúvo         
Nível de escolaridade: primário       , secundário       , superior      

  1. Qual a profissão que mais te desperta atenção?
  2. Se você tivesse que escolher qual seria? Justifique
  3. Quais são as suas melhores habilidades?
  4. Quais são os cursos que terias melhores resultados?
  5. Qual o curso que mais gostas independentemente do resultado?
  6. Indique as actividades extra profissionais de que gostas?
  7. A sua escolha do curso foi feita pela vocação ou pensando no curso que tem mais espaço no mercado de emprego?
  8. Quem te ajudou a escolher o curso que estas a fazer? Justifique
  9. Você conhece alguém que tem a profissão que gostarias de ter? você já conversou com esta pessoa a respeito desta profissão?
  10. Como você se vê daqui a 5 anos?

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