Jovens e Mercado de Trabalho: Realidade e Perspectivas

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Resumo: Este artigo pretende apresentar questões acerca da percepção de jovens aprendizes matriculados na oficina de capacitação de Assistente Administrativo e Vendedor de Comércio Varejista de uma ONG do interior de São Paulo, quanto a sua preparação para o mercado de trabalho. Tal levantamento se deu por meio  de um questionário fechado  para o  qual foram convidados alunos entre 18 e 22 anos que estão cursando diferentes etapas  dessa capacitação. A ideia de escolher turmas em diferentes tempos se deu pelo questionamento da própria autora, de que as turmas mais antigas apresentavam mais segurança relacionada a sua inserção no mercado de trabalho, enquanto os membros das turmas mais novas se mostravam estar mais inseguros. Para tal pesquisa foi escolhida uma instituição do Interior de São Paulo, uma ONG que trabalha com a capacitação de aprendizes visando a lei 10.097/2000 do Ministério do Trabalho intitulada lei da aprendizagem. A amostra é composta por 40 alunos, sendo todos em diferentes etapas da capacitação, no sentido de buscar entender se eles realmente se sentem preparados para o mercado de trabalho, tendo em vista que este exige cada vez mais capacitação dos jovens. A análise foi realizada a partir dos dados lançados em programa especifico para análises quantitativas em ciências sociais, o SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 0.20. Os dados analisados foram discutidos, considerando a teoria da Psicologia Organizacional e do Trabalho.

Palavras-chave: Lei de Aprendizagem, Jovens Aprendizes, Mercado de Trabalho

1. Introdução

Hoje no Brasil temos uma população de jovens que, na maioria das vezes, encontra-se despreparada para o mercado de trabalho. Tal afirmação pode ser feita ao analisarmos a qualidade do ensino do país: as escolas não são preparadas para lidar com o tema trabalho. Os alunos saem do Ensino Médio sem ter contato com experiências que poderiam colaborar com a decisão sobre sua carreira como, por exemplo, palestras de profissionais de diversas áreas que poderiam apresentar-lhes novas profissões, ou atividades voltadas a orientação vocacional, sem isso, acabam se matriculando em cursos técnicos ou de graduação os quais nem mesmo conhecem, escolhem através do que “ouvem falar”.

O jovem consegue perceber a necessidade de colocação no mercado de trabalho, porém não se dá conta da importância de se realizar pessoal e profissionalmente e não procuram atender as exigências do mercado se qualificando com cursos extracurriculares. Mais um fator negativo resultado da falta de orientação desses jovens durante a fase escolar.

Normalmente, para eles, o foco da necessidade de trabalho se volta a satisfação de alguns desejos, principalmente os de bens duráveis como celulares, calçados e vestimentas. Na sociedade em que vivemos, de acordo com Einloft, Silva e Miranda (2010) “Quanto mais se consome, mais importante uma pessoa se torna”(p. 106). Seria uma forma de se sentirem incluídos em grupos sociais, que antes não tinham acesso

Na intenção de preparar esses jovens e conscientizá-los sobre a importância da preparação para o trabalho, foi criada a lei 10.097/2000, chamada Lei da Aprendizagem, que determina que todas as empresas de médio e grande porte contratem um número X de aprendizes equivalente a 5% até 15% do quadro total de funcionários. Tal lei se destina a capacitar esses jovens no que se refere ao trabalho e a aprendizagem de modo geral, com conteúdos diversos. Ao mesmo tempo em que estes estudam, eles atuam dentro das empresas, a idéia é capacitá-los para exercerem funções administrativas, além de incentivá-los a buscarem qualificação, tanto em cursos técnicos quanto em faculdades.

2. Lei 10.097/ 2000 - Lei da Aprendizagem

A lei utiliza como base os critérios estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao que se refere o trabalho para menores de idade para determinar que jovens com idade entre 14 e 18 anos possam fazer parte do programa, assim como menciona o cap. V, art. 65, parágrafo único do ECA: “Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários”. Vale ressaltar que ainda de acordo com o ECA no cap. V art. 67, parágrafos I ao IV é vedado trabalho:

I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;

II - perigoso, insalubre ou penoso;

III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social;

IV - realizado em horários e locais que não permitam a freqüência à escola.  (ECA, 1990):

A Lei 10.097 estabelece que o jovem seja contratado para uma jornada de seis horas diárias, sendo parte dessas horas destinadas à oficina de capacitação que deve ser ministrada por uma entidade autorizada pelo Ministério do Trabalho e por instrutores capacitados para as diversas aulas voltadas principalmente a área administrativa, como por exemplo, aulas de comportamento organizacional, ética e cidadania, sustentabilidade, matemática e conteúdos voltados ao trabalho do auxiliar administrativo.

Para colocar em prática tal formação são necessários três autores de grande importância: Jovem – Empresa –Entidade Formadora.

O jovem que participa das oficinas deve ter entre 14 e 24 anos, não necessariamente precisa estar matriculado , mas se não estiver, precisa ter concluído o ensino médio. Durante as oficinas é realizado um trabalho de conscientização da importância de qualificação com o intuito de inserir este jovem no ensino técnico ou superior.

Quanto a empresa, esta deve estar ciente de que a aprendizagem para fins de que se cumpra esta lei é mais importante que a própria prática, sendo assim em dias de capacitação o jovem deve frequentar a instituição formadora e cumprir carga horária de trabalho, porém com conteúdos teóricos e atividades extra classe, como visitas e vivencias em empresas, instituições de ensino e visitas em projetos, sempre focando  o conteúdo programático disposto no cronograma elaborado pelo Ministério do trabalho.

A instituição formadora, assim como a empresa pode se responsabilizar pela contratação desse jovem. Tudo o que se refere ao cumprimento desta lei fica sob responsabilidade da instituição formadora. Para isso é necessário que esta esteja devidamente cadastrada no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) da cidade de origem. Também devem possuir estrutura física adequada para que se mantenha a qualidade do processo de formação desses jovens, além de terem profissionais capacitados para o desenvolvimento das aulas.

Mesmo com esta lei, a inserção desses jovens no mercado de trabalho não é facilitada, algumas empresas ainda preferem trabalhar em desacordo com o que imposto não contratando a cota especifica de aprendizes de acordo com número de funcionários existentes em suas empresas, talvez não percebam a importância de tal trabalho na vida pessoal e profissional desses jovens, sendo assim, e não apenas por este motivo, ainda notamos um grande número de jovens desempregados e em alguns casos sem visão de futuro profissional.

2.1 Jovens e Desemprego

O desemprego, atinge cerca de 4 milhões de jovens, conforme destacam os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O índice de jovens brasileiros desempregados ainda é alto quando comparado a outros países. A falta de trabalho, de acordo com Guilland e Monteiro, (2010) “...restringe os sonhos dos jovens de se realizarem como sujeitos e faz com que eles deixem de ver o trabalho como algo que possa nortear sua vida positivamente” (p. 145).

Tal afirmação além de ter seu inicio na discussão sobre o impacto do trabalho na vida do jovem, também remete a uma reflexão sobre a fase que esses jovens estão passando, ou seja, já não podem ser considerados como crianças, pois conseguem de certa forma fazer suas escolhas e nem adultos, pois ainda não possuem autonomia total para a tomada de decisões, sendo assim, questionamentos a respeito do que não são podem surgir, fazendo com que pensamentos negativos sobre sua capacidade de lidar com essas questões possam surgir. (GUILLANT e MONTEIRO, 2010)

Uma das formas de fazer com que estes jovens tenham mais clareza sobre suas capacidades, seria um processo gradativo e continuo de capacitação, algo que não parasse tendo em vista a aprendizagem e o ganho de experiência. Pensando dessa forma, podemos citar Moraes e Andrade (2010) que dizem: “Entre todos os espaços da atividade humana, provavelmente aquele em que a demanda por mais e melhores resultados de aprendizagem se faz mais clara é o ambiente de trabalho”.

Quando pensamos em tal citação, a lei da aprendizagem fica ainda mais clara, o objetivo dela é esse, aprender com o trabalho e dele tirar não somente o sustento, mas sim conhecimento e experiências que garantam aprendizagem para a vida pessoal e profissional, por isso, a preocupação com a inserção desses jovens no mercado de trabalho.

O trabalho simboliza  a conquista de um lugar na sociedade, então podemos pensar no desemprego como a falta deste lugar e muitas vezes visto como desocupação e marginalização do individuo. Guiland e Monteiro, (2010, p. 148) enfatizam essa situação explicando que:

Nesse sentido, ficar desempregado pode significar não só uma suspensão da estabilidade econômica, mas ainda a exposição do indivíduo - seja perante si, seja ante a sociedade - o que pode afetar sobremaneira a sua saúde mental. Afinal, para o jovem, essa situação aparece como uma sobreposição desse não lugar.

A partir das reflexões feitas acerca dos temas abordados e tendo em vista a pouca experiência desses jovens e o trabalho com eles desenvolvido, foi realizada uma pesquisa voltada a percepção de cada um sobre sua preparação para o mercado de trabalho partindo das experiências adquiridas por eles durante a oficina de capacitação de assistente administrativo e vendedor de comércio varejista desenvolvida por uma ONG do interior de São Paulo autorizada pelo Ministério do Trabalho.

2.2 A Instituição Formadora

É uma ONG do interior do Estado de São Paulo que foi fundada no ano de 1966 por cidadãos que se preocupavam com o futuro de jovens que por vezes abandonavam a escola para poderem trabalhar. Na tentativa de fazer com que os jovens retornassem à escola eram oferecidos trabalhos em funções gerais desde que estes estivessem estudando. Após a Constituição de 1988 e a instituição do estatuto da criança e do adolescente de 1990, a instituição passou a ampliar sua visão e a trabalhar novos modelos de formação. Toda sua estrutura foi reorganizada desde a parte física, pedagógica e gestão. Ainda hoje continua passando por mudanças na tentativa de aprimorar cada vez o processo de capacitação desses jovens.

A escolha dessa instituição se deu pelo fato da autora ministrar aulas aos aprendizes da mesma e estar durante toda a semana em contato com a realidade desse trabalho tão importante desenvolvido por esta ONG que zela como missão a ascensão social desses jovens e a qualidade de seu ensino para que estes tenham condições de iniciação no mundo do trabalho.

3. Metodologia

A metodologia estabelecida se deu a partir da experiência da autora como instrutora educacional na instituição escolhida para a coleta de dados durante o estágio de pós-graduação, dessa forma, além do conteúdo coletado no questionário fechado, outras análises se deram a partir do contato com os participantes.  

Foram escolhidos para participarem da pesquisas jovens a partir dos dezoito anos até os vinte e dois anos em fase de capacitação. Após a escolha, foi definido o local e as datas da coleta, neste caso, o local foi a própria instituição e as datas se seguiram a ordem das aulas de cada turma. Para que isso fosse possível, foi enviado ao gerente da instituição uma solicitação de autorização para o uso do espaço físico da instituição.

Após a autorização do gerente da Instituição para a coleta de dados com os jovens, foi realizado o convite para participarem da pesquisa, após o aceite, estes tiveram a explicação sobre a elaboração da pesquisa e a eles foi apresentado o termo de consentimento livre e esclarecido, em seguida foi feita a leitura do mesmo. Aos participantes maiores de dezoito anos que aceitaram participar da pesquisa, foi enviado por email o questionário para que estes respondessem juntos e enviassem de volta a autora para o lançamento dos dados. Todo o questionário foi lido e explicado aos participantes antes de responderem.

Após essa primeira fase, de preenchimento do questionário, foi realizada a separação destes por turma, de acordo com o tempo na instituição e em seguida os dados foram lançados no programa SPSS versão 0.20 para análises em pesquisas sociais.

4. Resultados e Discussão

A ONG acima referenciada conta hoje com aproximadamente 80 aprendizes, desses, 40 concordaram em participar desta pesquisa. O questionário utilizado foi elaborado pela própria autora e possui 22 questões fechadas que foram computadas e analisadas por meio do programa SPSS versão 20, normalmente utilizado em pesquisas sociais.

Dos quarenta aprendizes entrevistados, 57,5% é do sexo feminino, como demonstra a tabela 1.

Tabela 1: Distribuição dos Participantes por gênero

 

Freqüência

Percentual

Porcentagem válida

Porcentagem acumulativa

Válido

Masculino

17

42,5

42,5

42,5

Feminino

23

57,5

57,5

100,0

Total

40

100,0

100,0

 

Tal resultado leva à reflexão sobre a dificuldade de inserção das mulheres no mercado de trabalho, o que ainda é uma realidade, dessa forma pensa-se que a lei 10.097/200, além de proporcionar capacitação dos jovens também pode ser uma facilitadora na inclusão de jovens mulheres nas empresas com as mesmas oportunidades que seus companheiros de capacitação, diferente do que diz a pesquisa realizada por Câmara e Sarrieira (2001), que diz que as jovens mulheres quando empregadas nas empresas ficam com os serviços mais leves enquanto os homens são destinados aos serviços mais pesados.

Tal reflexão não quer dizer que a lei priorize as mulheres, mas que as mulheres procuram capacitação como estas mais que os homens por terem mais dificuldades que eles para o ingresso no mercado de trabalho, principalmente no que se refere ao primeiro emprego. Assis (2009) explica essa situação dizendo que muitos problemas foram e ainda são enfrentados por mulheres, como por exemplo, os salários menores que o dos homens pagos pelo mesmo trabalho e menores chances de capacitar-se profissionalmente. Problema este que embora não esteja muito aparente nas organizações ainda está longe de chegar ao fim.

Outro fator importante a ser trazido para a discussão é o fato de que 50% desses alunos estão cursando o ensino superior, parte deles deu inicio a graduação após terem a oportunidade de participarem da capacitação. Essa afirmação é feita a partir dos relatos dos alunos durante as conversas realizadas antes do preenchimento do questionário e é reflexo de que o trabalho de conscientização realizado pelos profissionais da instituição tem surtido resultados positivos.

O questionário foi respondido por jovens que se encontram em três diferentes tempos da capacitação, de 1 a 4 meses, de 5 a 8 meses e os que estão a mais de 8 meses na instituição, a idéia foi verificar se existe diferença na percepção desses jovens sobre o preparo para o mercado de trabalho e se essa diferença tem relação com o tempo na instituição capacitadora. A tabela 2 apresenta a distribuição dos jovens de acordo com o tempo na instituição.

Tabela 2: Distribuição dos Participantes de acordo com o tempo na Instituição

 

Frequência

Porcentual

Porcentagem válida

Porcentagem acumulativa

Válido

1 a 4 meses

11

27,5

27,5

27,5

5 a 8 meses

17

42,5

42,5

70,0

mais de 8 meses

12

30,0

30,0

100,0

Total

40

100,0

100,0

 

De acordo com a tabela, verifica-se que a maior parte dos jovens, 42,5% estão entre 5 a 8 meses na instituição, entretanto, quando comparado os resultados em relação a facilidade em elaborar currículos, conhecimento em informática, segurança em entrevistas de emprego, fala e escrita, percepção sobre comportamento organizacional  e relacionamento com pessoas do ambiente de trabalho, os jovens matriculados a menos tempo na instituição 27,5% responderam de forma mais positiva que os demais (assinalaram mais opções ótimo).

A explicação para tal fator leva à hipótese de que os jovens que estão a menos tempo frequentando a instituição ainda não tiveram contato com algumas matérias do cronograma, dessa forma, a percepção de que fazem tudo de forma correta é maior, do que a dos jovens que ao entrarem em contato com este conteúdo, perceberam que deveriam mudar a forma a qual se comportavam com as pessoas de seu trabalho, a fala, a escrita e a forma como devem se comportar em entrevistas de emprego, além de perceberem que são necessárias técnicas de informática, mudando a ideia de que a forma com que faziam era a correta.

Por fim pode–se afirmar que, a maior parte dos aprendizes, 97,5%, considera a oficina de capacitação parte fundamental na sua preparação para o mercado de trabalho, como exposto na tabela 3.

Tabela 3: Distribuição dos participantes em relação a sua consideração sobre a efetividade da oficina em sua preparação para o mercado de trabalho

 

Frequência

Percentual

Porcentagem válida

Porcentagem acumulativa

Válido

Sim

39

97,5

97,5

97,5

Não

1

2,5

2,5

100,0

Total

40

100,0

100,0

 

Além disso, ainda se sentem mais seguros e preparados para o mercado de trabalho após estarem participando a algum tempo das atividades e aulas realizadas durante a capacitação pela instituição formadora. Tabela 4.

Tabela 4: Distribuição dos participantes em relação a sua percepção sobre sua preparação  para o mercado de trabalho

 

Frequência

Percentual

Porcentagem válida

Porcentagem acumulativa

Válido

Sim

39

97,5

97,5

97,5

Não

1

2,5

2,5

100,0

Total

40

100,0

100,0

 

Dessa forma, tendo como referencia a tabela 4 em que 97,5% dos aprendizes se sentem preparados para ingressarem no mercado de trabalho após certo período de capacitação profissional conclui-se que a Lei da Aprendizagem quando aplicada de forma que atenda a população a qual se destina, ou seja, jovens que precisam de oportunidades para ingresso no primeiro emprego, ela se mostra totalmente efetiva na formação profissional desse público. Vale ressaltar que essas mudanças só ocorrem quando a instituição é séria ao que se propõe e os profissionais que atuam nessa área sejam preparados e acreditem que precisam ser agentes de transformação e não só de mudanças, pois, o que se transforma não volta mais a forma anterior, mas o que muda, pode voltar ao que era antes.

5. Conclusão

Analisando os resultados gerais da pesquisa, conclui-se que os jovens tem uma boa percepção em relação ao seu preparo para o mercado de trabalho, eles estão se sentindo mais seguros em relação a alguns temas e também em relação ao preparo que a instituição está proporcionando. Entretanto, sabemos que a realidade de nosso país quanto à  empregabilidade de jovens não é das melhores. Nesse caso, além de preparar esses jovens para a iniciação profissional, também é de grande importância trabalhar com eles a realidade e a competitividade do mundo do trabalho o qual eles vão enfrentar com o intuito de formar jovens conscientes e cada vez mais direcionados profissionalmente.

Como sugestão, seria ideal que outros estudos como este fossem realizados, com o intuito de verificar a efetividade da aplicação dessa lei, uma vez que até o momento, nada sobre o tema voltado a Lei da Aprendizagem foi encontrado em publicações científicas.

Sobre o Autor:

Elaine Alves Ragassi dos Reis - Psicóloga Clinica, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho.

Referências:

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