O Estresse Influenciando na Produtividade dos Colaboradores Operacionais

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Resumo: Atualmente a grande maioria das doenças do trabalho tem íntima correlação com o estresse. O desgaste a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações de trabalho é um dos fatores determinantes nas doenças adquiridas pelos trabalhadores. Os colaboradores reclamam que estão exaustos. Sentem-se usados e sobrecarregados. Diariamente convivem com um vendaval de mudanças que faz com que se tenha que lidar com desafios constantes que causam insegurança e incerteza. Todos esses fatores têm relações com o estresse a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações de trabalho podendo interferir no nível de produtividade dos colaboradores. O objetivo do presente trabalho é verificar se os colaboradores operacionais que estão vivenciando o estresse estão produzindo menos. A primeira hipótese formulada é de que os colaboradores de nível operacional do sexo masculino que se encontra com estresse ocupacional podem produzir menos que o habitual. A segunda hipótese formulada é que as mulheres mesmo estressadas produzem mais que os homens. A amostra foi de colaboradores operacionais de uma fábrica frigorífica localizada no Estado de São Paulo Município de Itapecerica da Serra. Foram pesquisados 30 homens e 30 mulheres com idades de 20 á 47 anos. A coleta de dados foi realizada por meio do inventario de sintomas de stress para adultos (Lipp) e inventário de produtividade. Os sujeitos foram convidados a participar voluntariamente da pesquisa através de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi utilizado o teste t de student para a comparação das médias de grupos independentes. Observou-se que não a diferenças significativas ao nível de 5%. Diante dos dados obtidos, conclui-se que as mulheres mesmo sobre estresse não produzem mais que os homens, desconfirmando a segunda hipótese. E que os homens mesmo perpassando pela fase de resistência têm um alto nível de produtividade, desconfirmando a primeira hipótese.

Palavras-chave: Produtividade, Estresse Ocupacional, Colaborador Operacional.

1. Introdução

A) Estresse Ocupacional

Segundo Cataldi (2002) o estresse pode ser entendido como uma situação de tensão que desafia ou ameaça o indivíduo a conquistar um objetivo almejado. O ambiente externo como frio, calor, condições de insalubridade o meio social como trabalho, família, e o mundo interno, com os pensamentos e emoções, todos esses são fatores capazes de disparar no organismo uma série de reações do sistema nervoso central, causando um desequilíbrio na homeostase (equilíbrio orgânico).

Já Teles (1993) afirma que as reações de estresse incluem, particularmente, mudanças nas glândulas suprarrenais, no timo e no estômago; mencionam-se, também, mudanças na concentração do sangue e outras variáveis. As pessoas que vivem sob tensão constante não encontram maneiras de relaxar, estão sujeitas a danos físicos. O estresse prolongado pode provocar uma hiperatividade hormonal, tensão muscular, desordem digestiva, atividade exagerada do coração e de toda circulação.

Dessa forma, os indivíduos reagem das mais diversas reações ao estresse. Alguns se tornam agressivos, ou falam excessivamente, outros se tornam completamente apáticos e muitos, em vez de falar ou agir, se comportam visceralmente, isto é, suas tensões são extravasadas nas perturbações estomacais, respostas dos vasos sanguíneos e do coração (TELES, 1993).

De acordo com o CID 10 (Organização Mundial da Saúde-OMS,1993), os sintomas associados as estresse apresentam grande variação, mas tipicamente incluem um estado inicial de atordoamento, com a diminuição da atenção, incapacidade para compreender estímulos e desorientação. Esse estado pode ser seguido por retraimento, agitação e hiperatividade (reação de escape e fuga). Sinais de ansiedade, taquicardia, sudorese e rubor estão comumente presentes.

Segundo Holmes (1997), Hans Selye foi o primeiro cientista a utilizar o termo estresse na área da saúde, descreveu a síndrome geral de adaptação (SAG) em três fases, e uma 4ª fase que foi incluída por Lipp (2000).

  • Fase de Alarme: O organismo tem uma reação de fuga ou agressão ao estressor, essa reação pode ser entendida como adaptação. Podem surgir sintomas como taquicardia, tensão crônica, dor de cabeça, sensação de esgotamento, hipocloremia, pressão no peito, extremidades frias, dentre outros. Nessa fase após a experiência estressante é possível o retorno à situação de equilíbrio devido à situação de reação ser reconhecida como saudável ao estresse.
  • Fase de Resistência: Se ocorrer persistência na fase de alarme, o organismo reage se concentrando internamente em um órgão-alvo, provocando a síndrome de adaptação local (SAL). Nessa fase podem surgir sintomas psicossociais como ansiedade, medo, isolamento social, roer unhas, oscilação do apetite, impotência sexual e outros.
  • Fase de Quase Exaustão: Segundo Lipp (2000) o organismo está enfraquecido e não consegue se adaptar ou resistir ao estressor. As doenças começam a aparecer, tais como herpes simples, psoríase, picos de hipertensão e diabete, nos indivíduos geneticamente predispostos. Quando o estressor permanece atuante por muito tempo, ou quando muitas fontes de estresse ocorrem simultaneamente, a reação do organismo progride para a fase de exaustão.
  • Fase de Exaustão: Nessa fase devido ao excesso de atividades e pelo alto consumo de energia do organismo do indivíduo, ocorre a falência do órgão mobilizado na síndrome de adaptação local, manifestando-se sob a forma de doenças orgânicas (Lipp, 2000).

Segundo Pound e Pritchett (2006), dependendo das condições de trabalho da organização os colaboradores podem reclamar que estão exaustos e sobrecarregados. Diariamente, convive-se com um vendaval de mudanças, que faz com que se tenha que lidar com desafios constantes que causam insegurança e incerteza.

Para Teles (1993), o estresse é responsável por um grande desperdício de energia, levando a pessoa ao pânico e a exaustão, provocando um comportamento indeciso, ineficaz, e muitas vezes, terminando em uma desesperança total e generalizada.

Conforme Cataldi (2002), a grande maioria das doenças do trabalho tem íntima correlação com o estresse. O desgaste a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações de trabalho é um dos fatores determinantes nas doenças adquiridas pelos trabalhadores.

Na atualidade o estresse ocupacional, é visto como o processo em que a pessoa percebe e interpreta seu ambiente de trabalho em relação à sua capacidade de tolerá-lo (GUILHARDI, PRECOMA e SILVA, 2011).

Entende-se que as cobranças em excesso, prazos e metas, um crescente número de informações deixam o funcionário sobrecarregado, gerando um desequilíbrio entre vida profissional e pessoal, já que o trabalho ocupa um tempo além do normal e esperado pelo indivíduo (GUILHARDI, PRECOMA e SILVA, 2011).

De acordo com Guilhardi, Precoma e Silva (2011), em consequência do estresse ocupacional à pessoa se distância da família e amigos, não tem tempo para lazer, vive alienado em seu trabalho e passa a ficar cada vez mais estressada.

B) Produtividade

A necessidade de Produtividade consiste na capacidade para realizar obras valorizadas pelo próprio sujeito e pelos outros. Assim sendo, envolve o sentimento de ser útil capaz e eficiente nas ações, de conseguir alcançar os objetivos, de produzir algo valioso para os outros e para a sociedade, de deixar um legado duradouro e o sentimento de satisfação e orgulho nos próprios produtos, ideias ou realizações (RUCHA, 2011).

De acordo com Rucha (2011), a necessidade de se sentir competente é uma propensão básica que está subjacente a auto-estima e a autoconfiança envolve a importância de experiência o próprio produto como sendo capaz e eficiente ao lidar com o ambiente. Essa necessidade é satisfeita quando as pessoas sentem que são capazes e eficazes nas suas ações.

O significado do termo “competência” refere-se à capacidade de interagir com o meio sendo considerada uma necessidade universal em que o interesse reside na motivação para lidar com as situações corriqueiras. A competência envolve o sentimento de que se pode agir efetivamente e alcançar os objetivos, deve ser encarado como um conceito que envolve motivação e capacidade, consistindo nas estruturas através das quais a motivação opera resultando o sentimento de eficácia (RUCHA, 2011).

Rucha (2011) coloca ainda, a preocupação generativa que envolve diferentes domínios, tais como ideias de ensinar e transmitir conhecimento, fazer contribuições positivas para a sociedade, cuidar e tomar responsabilidade pelos outros, ser criativo e produtivo. Segundo Rucha (2011) existem um conjunto de dimensões ou facetas que caracterizaram a idade adulta: a inclusividade, o orgulho, a responsabilidade, a produtividade profissional, a parentalidade, o sentimento de ser necessário e a honestidade.

Guerreiro (2007) afirma que, a produtividade possui diversas formas de mensuração, podendo ser através da produção de insumos indicando assim o progresso e a eficácia técnica.

Para se conseguir uma conceituação genérica da produtividade é conveniente referi-la a qualquer sistema de produção, também conceituado de forma genérica (MOREIRA, 1991). Para Moreira (1991), dado um sistema de produção, a produtividade do mesmo é definida como a relação entre o que foi produzido e os insumos utilizados num certo período de tempo.

  • Produtividade Parcial: quando se considera apenas um dos insumos usados, podendo-se ter a produtividade da mão de obra, do capital, da energia, das matérias primas, etc. Não há dúvidas que, de longe, a produtividade da mão de obra é a mais amplamente utilizada.
  • Produtividade Total de Fatores (PTF): é a designação utilizada quando são considerados simultaneamente os insumos capitais e mão de obra, que são somados de acordo com certas regras para dar uma medida única de insumos. A palavra “total” é de certo modo incorretamente colocada, embora seja conservada por motivos históricos.

Assim sendo, envolve o sentimento de ser útil capaz e eficiente nas ações, de conseguir alcançar os objetivos, de produzir algo valioso para os outros e para a sociedade, de deixar um legado duradouro e o sentimento de satisfação e orgulho nos próprios produtos, ideias ou realizações (GUERREIRO, 2007).

As medidas de produtividade podem ser identificadas através das variações de quantidade e qualidade do trabalho. Para melhorar a produtividade deve ser diminuído o tempo gasto na produção de bens e serviços e aumentando a produção no mesmo número de horas de trabalho (FONTES,1966).

A qualidade do equipamento, matéria prima, localização das máquinas em face do trabalho a ser executado, uso de métodos mais racionais e técnicas de execução e supervisão mais aperfeiçoada; qualificação e treinamento da mão-de-obra, aplicação de novas ideias dos empregados e do empregador, condições de saúde psicológica, pagamento de salário justo, entendimento entre empregador e empregado, uso de sistemas de incentivos, adequação a utilização quantitativa e qualitativa dos materiais são fatores que poderão aumentar a produtividade (FONTES, 1966).

Segundo Amadeo (1994), o comportamento da produtividade do trabalho tem sido a principal variável a determinar a diferença entre o comportamento do custo unitário do trabalho em gêneros industriais, por conseguinte o crescimento da produtividade teve efeito positivo sobre o emprego da medida em que preservou ou aumentou da competitividade dos gêneros industriais.

Pode se ressaltar que a medida da produtividade serve para avaliar a produção global de uma fábrica, indústria, país, servindo da mesma maneira para avaliar o grau de eficiência de diversos fatores, como a técnica utilizada, mão de obra, direção da empresa e equipamentos (FONTES, 1966).

Para Fontes (1966) a produtividade é constituída pela totalidade do trabalho de todos empregados operários, empregados de escritório, serviços técnicos e alta cúpula. Os critérios variam de acordo com o interesse de cada organização, empresa e país.

C) As Organizações e o Papel do Colaborador Operacional

As organizações são sistemas sociais, porque são compostas de pessoas e funcionam através das interações destas pessoas, embora elas sejam um conjunto de vários recursos humanos, tecnológicos e financeiros. Podem perseguir objetivos lucrativos ou não lucrativos, são unidades sociais intencionalmente construídas a fim de atingir objetivos específicos (CHIAVENATO, 2009).

Segundo Chiavenato (2005) as empresas constituem o ambiente dentro do qual as pessoas trabalham e vivem a maior parte de suas vidas, dando algo de si mesmas e esperam algo em troca. A maneira que esse ambiente é moldado influencia a qualidade de vida, comportamento e os objetivos pessoais de cada colaborador afetando o próprio funcionamento da empresa.

A organização é um sistema de atividades conscientemente coordenadas de duas ou mais pessoas. Uma organização somente existe quando há cooperação, comunicação e contribuição com ações conjuntas a fim de ser cumprido um objetivo comum (ARGYRIS, 1975).

Segundo Argyris (1975) as organizações são sistemas extremamente complexos constituídos pelas estruturas: hierárquica, rotinas padronizadas, tendência à especialização de funções, estes aspectos tende a separar as linhas de autoridades formais, competência profissional e técnica.

Os níveis organizacionais constituem sistemas destinados a atingir objetivos igualmente diferenciados e complexos. Para tanto ocorre à divisão de trabalho e especialização de atividades dos órgãos e dos participantes. É possível definir diversos níveis de atuação dentro da organização, cada qual desenvolvendo diferentes enfoques quanto aos objetivos organizacionais (CHIAVENATO, 2009).

Para Chiavenato (2009) as organizações se defrontam com os desafios externos e com os desafios internos, para isto precisam se diferenciar em três níveis organizacionais. Esses três níveis são:

  • Nível estratégico: Corresponde ao nível mais elevado da organização, composto por diretores, proprietários, acionistas e altos executivos. É o nível responsável pela definição dos objetivos e das estratégias da organização.
  • Nível intermediário: Também chamado nível mediador ou nível gerencial, está colocado entre o nível institucional e o nível operacional. Cuidam da articulação interna entre os dois níveis que respectivamente estão colocados no topo e na base da organização. É o nível que lida com os problemas de adequação das decisões tomadas ao nível institucional com as operações realizadas ao nível operacional.
  • Nível operacional: Está relacionado com os problemas ligados à execução cotidiana e eficiente das tarefas e operações da organização. É geralmente composto pelas áreas encarregadas de programar e executar as tarefas e operações básicas da organização, cujo funcionamento deve atender a determinadas rotinas e procedimentos programados dentro de uma regularidade e continuidade que assegurem a utilização plena de recursos disponíveis e a máxima eficiência das operações.

De acordo com Chiavenato (2009), o nível operacional está situado no nível mais íntimo da organização, e precisa de uma rígida programação cotidiana baseada na certeza e na previsibilidade para poder funcionar. O dia a dia de uma fábrica, de um escritório, de uma agência precisa sempre ser igual, dessa forma, o nível operacional funciona com pouca flexibilidade e adota critérios de racionalidade técnica que busca a máxima eficiência possível.

Segundo Guilhardi, Precoma e Silva (2011) há uma preocupação das empresas em relação ao meio em que vivem, seja social ou ambiental, e muita vezes, o funcionário que está prestando seu serviço, colaborando para o desenvolvimento e cumprimento das metas da organização.

Com relação às consequências para as organizações que não respeitam a dignidade, a saúde dos trabalhadores e não se preocupam em criar um ambiente de trabalho saudável, encontramos o absenteísmo, aumento nos custos devido à reposição e treinamento de funcionários, auxílio doença, colaboradores desmotivados e inseguros, quedas na produtividade, conflitos entre gerentes e subordinados, problemas relacionados à qualidade dos produtos/serviços e clima organizacional desagradável (GUILHARDI, PRECOMA e SILVA 2011).

Guilhardi, Precoma e Silva (2011), salientam ainda que “no local de trabalho”, uma quantidade insuficiente de trabalho, ou a sua sobrecarga, pode levar o trabalhador a sentir-se inibido, provocando a perda da auto-estima pessoal.

O indivíduo busca em sua vida profissional um emprego onde possa contribuir positivamente. Alguns trabalham em excesso, outros ficam ociosos em funções que não se adéquam as suas habilidades, e muitas outras situações que geram a insatisfação do funcionário na empresa. O indivíduo começa a sentir-se estressado devido às circunstâncias, ocasionando problemas pessoais e organizacionais (GUILHARDI, PRECOMA e SILVA 2011).

De acordo com Guilhardi, Precoma e Silva (2011), para o trabalhador a doença ou a dor, geralmente significa limitação e preocupação com o desempenho de seu trabalho, enquanto para o empregador significa problemas com sindicatos, quedas na produção e comprometimento nos resultados da empresa.

Muitas vezes o colaborador prefere trabalhar doente com medo de ser interpretado de maneira errada e acabar sofrendo algum tipo de punição afetando a sua situação financeira (GUILHARDI, PRECOMA e SILVA 2011).

D) Objetivo e Hipótese

O objetivo do presente trabalho foi de verificar se o estresse dos colaboradores operacionais é um dos determinantes para diminuir a produtividade destes sujeitos. Também visa à comparação dos colaboradores operacionais do gênero masculino e feminino.

A 1º hipótese formulada é de que os colaboradores de nível operacional do sexo masculino produzem menos que o habitual quando se encontram com estresse ocupacional.

A 2º hipótese formulada é que as mulheres mesmo sobre estresse produzem mais que os homens.

2. Método

A) Amostra

A amostra foi de colaboradores operacionais de uma Fábrica Frigorífica localizada no Estado de São Paulo no Município de Itapecerica da Serra.

Foram pesquisados 30 homens e 30 mulheres com idades de 20 á 47 anos. Os grupos foram equiparados quanto à idade média, o sexo e o cargo exercido.

A seguir são apresentados os resultados obtidos a partir dos instrumentos aplicados:

A Tabela 01 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à idade dos sujeitos.

Tabela 01. Distribuição de frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à idade dos sujeitos.

 

Feminino

Masculino

Idade

F

%

f

%

20 a 24 anos

6

20,00

4

13,33

25 a 29 anos

4

13,33

7

23,33

30 a 39 anos

12

40,00

12

40,00

40 a 49 anos

8

26,67

7

23,33

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 01 mostram que 40,00% (n=12) dos sujeitos femininos têm idade entre 30 a 39 anos, 26,67% (n=8) têm idade entre 40 a 49 anos, 20,00% (n=6) têm idade entre 20 a 24 anos e 13,33% (n=4) têm idade entre 25 a 29 anos. No grupo dos sujeitos masculinos, 40,00% (n=12) têm idade entre 30 a 39 anos, 23,33% (n=7) têm idade entre 25 a 29 anos, 23,33% (n=7) têm idade entre 40 a 49 anos e 13,33% (n=4) têm idade entre 20 a 24 anos.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 1,28, com 3 graus de liberdade e 73,27% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 02 mostra a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao grau de instrução.

Tabela 02. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao grau de instrução.

Grau de Instrução

Feminino

Masculino

f

%

f

%

Ensino Fundamental Incompleto

4

13,33

4

13,33

Ensino Fundamental Completo

4

13,33

7

23,33

Ensino Médio Incompleto

2

6,67

1

3,33

Ensino Médio Completo

11

36,67

13

43,33

Ensino Superior Incompleto

5

16,67

2

6,67

Ensino Superior Completo

4

13,33

3

10,00

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 02 apontam que dos sujeitos femininos pesquisados, 36,67% (n=11), têm Ensino Médio Completo,16,67%(n=5) tem Ensino Superior Incompleto, 13,33%(n=4) tem Ensino fundamental completo, 13,33% (n=4)tem Ensino fundamental incompleto, e 6,67% (n=2) têm o Ensino Médio. No grupo masculino, 43,33% (n=13), têm Ensino Médio Completo, 23,33% (n=7) tem Ensino fundamental completo, 13,33% tem Ensino fundamental incompleto (n=4), 10,00% (n=3) tem ensino superior completo, 6,67% (n=2) tem Ensino superior incompleto e 3,33% (n=1) têm o Ensino Médio incompleto.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 2,75, com 5 graus de liberdade e 73,9% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 03 mostra a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao estado civil.

Tabela 03. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao estado civil.

Estado civil

Feminino

Masculino

f

%

f

%

Solteiro(a)

22

73,33

17

56,67

Casado(a)

8

26,67

13

43,33

Separado(a) /Viúvo(a)

0

0,00

0

0,00

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 03 apontam que dos sujeitos femininos pesquisados, 73,33% (n=22) são solteiros, 26,67% (n=8) são casados. Dos sujeitos masculinos pesquisados, 56,67% (n=17) são solteiros, 43,33% (n=13) são casados.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 1,83, com 1 grau de liberdade e 17,6% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 04 mostra a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao número de filhos.

Tabela 04. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao número de filhos.

Número de filhos

Feminino

Masculino

f

%

f

%

Nenhum

14

46,67

15

50,00

1

9

30,00

6

20,00

2

3

10,00

6

20,00

3

1

3,33

1

3,33

4 oumais

3

10,00

2

6,67

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 04 apontam que dos sujeitos femininos pesquisados, 46,67% (n=14) não têm filhos, 30,00% (n=9) têm apenas um filho, 10,00% (n=3) têm dois filhos, 10,00% (n=3) tem quatro ou mais filhos e 3,33% (n=1) têm três filhos. Dos sujeitos masculinos pesquisados, 50,00% (n=15) não têm filhos, 20,00% (n=6) têm apenas um filho, 20,00% têm dois filhos 23,33% (n=7) têm três filhos, 6,67% (n=2) têm quatro ou mais filhos e 3,33% (n=1) têm três filhos.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 1,83, com 4 graus de liberdade e 76,6% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 05 mostra a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto a se o sujeito possui outro trabalho.

Tabela 05. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto a se o sujeito possui outro trabalho.

Outro trabalho

Feminino

Masculino

f

%

f

%

Sim

1

3,33

0

0,00

Não

29

96,67

30

100,00

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 05 apontam que dos sujeitos femininos 96,67% (n=29) não possuem outros trabalhos, 3,33% (n=1) possui outro trabalho. Dos sujeitos masculinos pesquisados, 100,00% (n=30) não possuem outros trabalhos.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 1,02, com 1 grau de liberdade e 31,3% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 06 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à remuneração dos sujeitos.

Tabela 06. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à remuneração dos sujeitos.

Remuneração

Feminino

Masculino

F

%

F

%

Até R$ 500,00

1

3,33

2

6,67

De R$ 501,00 até R$ 1.000,00

24

80,00

12

40,00

De R$ 1.001,00 até R$ 2.000,00

4

13,33

12

40,00

De R$ 2.001,00 até R$ 3.000,00

1

3,33

4

13,33

De R$ 3.001,00 até R$ 4.000,00

0

0,00

0

0,00

Mais de R$ 4.000,00

0

0,00

0

0,00

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 06 mostram que dos sujeitos femininos pesquisados, 80,00 (n=24) recebem de R$501,00 até R$1.000,00, 13,33% (n=4) recebem de R$1.001,00 até R$2.000,00, 3,33% (n=1) recebem de R$2.001,00 até R$3,000.00 e 3,33% (n=1) recebem até R$500,00.Dos sujeitos masculinos pesquisados, 40,00 (n=12) recebem de R$501,00 até R$1.000,00, 40,00% (n=12) recebem de R$1.001,00 até R$2.000,00, 13,33% (n=4) recebem de R$2.001,00 até R$3,000.00 e 6,67% (n=2) recebem até R$500,00.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 10,13, com 3 graus de liberdade e 1,7% de significância. Os resultados mostram que existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 07 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à função dos sujeitos.

Tabela 07. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à função dos sujeitos.

Função

Feminino

Masculino

f

%

F

%

AjudanteGeral

10

33,33

18

60,00

Auxiliar (Geral / ADM / RH / Produção / Seleção / Inspeção)

12

40,00

11

36,67

Atendente / Recepcionista / Operadora de Caixa / Telemarketing / Classificador

8

26,67

1

3,33

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 07 mostram que dos sujeitos femininos pesquisados, 40,00% (n=12) Auxiliar (Geral / ADM / RH / Produção / Seleção / Inspeção), 33,33% (n=10) Ajudante Geral, 26,67% (n=8) Atendente / Recepcionista / Operadora de Caixa / Telemarketing / Classificador.Dos sujeitos masculinos pesquisados, 60,00% (n=18) Ajudante Geral, 36,67 (n=11) Auxiliar (Geral / ADM / RH / Produção / Seleção / Inspeção), 3,33% (n=1) Atendente / Recepcionista / Operadora de Caixa / Telemarketing / Classificador.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 7,77, com 2 graus de liberdade e 2,1% de significância. Os resultados mostram que existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Tabela 08 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao tempo de trabalho na função.

Tabela 08. Distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto ao tempo de trabalho na função.

Tempo na Função

Feminino

Masculino

f

%

f

%

Menos de 2 anos

12

40,00

10

33,33

De 2 a menos de 5 anos

11

36,67

9

30,00

De 5 a menos de 10 anos

1

3,33

3

10,00

De 10 a menos de 15 anos

1

3,33

3

10,00

De 15 a menos de 20 anos

3

10,00

3

10,00

De 20 anos ou mais

2

6,67

2

6,67

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 08 mostram que dos sujeitos femininos pesquisados 40,00% (n=12) estão na função a menos de 2 anos, 36,67% (n=11) estão na função de 2 a menos de 5 anos, 10,00% (n=3) estão na função de 15 a menos de 20 anos, 6,67% (n=2) estão na função a 20 anos ou mais, 3,33% (n=1) estão na função de 10 a menos de 15 anos e 3,33 (n=1) estão na função de 5 a menos de 10 anos. Dos sujeitos masculinos, 33,33% (n=10) estão na função a menos de 2 anos, 30,00% (n=9) estão na função de 2 a menos de 5 anos, 10,00% (n=3) estão na função de 5 a menos de 10 anos, 10,00% (n=3) estão na função a 10 a menos de 15 anos, 10,00% (n=3) estão na função de 15 a menos de 20 anos e 6,67 (n=2) estão na função de 20 anos ou mais.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 2,38, com 5 graus de liberdade e 79,4% de significância. Os resultados mostram que não existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

B) Instrumentos

Na presente pesquisa foram utilizados:

  • Questionário de Caracterização (Anexo 1): composto de 6 questões destinadas a levantar informações sobre os dados de caracterização social dos sujeitos pesquisados.
  • Inventário de Sintomas de Stress Para Adultos de LIPP – ISSL (Anexo 2); para verificar a presença de Estresse nos sujeitos. O ISSL, instrumento validado por LIPP Guevara (1994) e padronizado por LIPP (2000), possibilita o diagnóstico preciso, quanto à presença ou ausência de estresse no individuo, bem como identificar a fase e predominância dos tipos de sintomas (físicos e psicológicos). A correção do ISSL foi realizada de acordo com o manual (LIPP,2000).
  • Escala de Produtividade (Anexo 3) com 15 itens, onde a pontuação máxima será de 60 pontos (percepção de alta produtividade) e a pontuação mínima será de 0 pontos ( percepção de baixa produtividade ou improdutividade). Itens avaliados por uma escala de 5 pontos: Discordo totalmente; Discordo Parcialmente; Nem discordo, Nem concordo; Concordo parcialmente; Concordo totalmente.

C) Procedimento de Coleta de Dados

O grupo de pesquisadoras entregou na fábrica frigorífica localizada no Estado de São Paulo município de Itapecerica da Serra, 60 questionários, sendo 30 para colaboradores do sexo masculino e 30 para colaboradores do sexo feminino de nível operacional sendo ajudante geral, auxiliar geral, auxiliar administrativo, auxiliar de Rh, auxiliar de inspeção, atendente, recepcionista, operadora de caixa, operador de telemarketing e classificador.

A quantidade de visitas foi feita de acordo com o necessário para obtenção de amostras suficientes de participantes. A entrevista foi realizada dentro da própria empresa no horário e data mais propícia para aqueles que se propuseram a participar da presente pesquisa.

Durante a abordagem dos participantes, os pesquisadores se apresentaram aos sujeitos para dar os devidos procedimentos e objetivos do estudo. Os indivíduos foram convidados a participar voluntariamente e informados de que as informações fornecidas pelos participantes serão mantidas em completo sigilo.

Para aqueles que concordaram participar da pesquisa, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo 4), foi entregue inicialmente o questionário de entrevista (Anexo 2 e 3).

Não houve tempo limite para o preenchimento dos instrumentos e a aplicação do teste, mas estima-se que possam ser feitos em aproximadamente 30 minutos.

Em relação aos aspectos éticos, seguindo as orientações da Resolução n° 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS, 1996), será utilizado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo 4) de modo a garantir:

  • O esclarecimento dos objetivos e procedimentos utilizados na pesquisa;
  • A participação espontânea do sujeito no estudo;
  • O anonimato e a proteção da imagem do participante;
  • A utilização de dados fornecidos exclusivamente para fins de pesquisa;
  • O direito do participante de retirar seu consentimento, no todo ou em parte, em qualquer momento da pesquisa, sem que isso lhe traga prejuízo de qualquer natureza.

Segundo a literatura, o risco em pesquisa com seres humanos pode ser definido como a probabilidade de ocorrência de um evento desfavorável ou uma reação adversa a saúde física ou mental da pessoa que participa do estudo. A Resolução n° 196/96, legislação atualmente em vigor que estabelece as diretrizes éticas para a pesquisa com seres humanos, define que toda pesquisa possui algum grau de risco. Porém, estudos que empregam técnicas não invasivas a intimidade do indivíduo ou métodos retrospectivos são consideradas pesquisas com risco mínimo, dentre as quais, aquelas que utilizam questionários, entrevistas, revisão de prontuários clínicos, entre outros (Guerreiro, Schimidt&Zicker,2008).

Uma vez que serão utilizados questionários de auto-preenchimento, respondidas de forma anônima, considera-se que a presente pesquisa é de risco mínimo, pois não se realizará nenhuma intervenção ou modificação intencional nas variáveis psicológicas, fisiológicas ou sociais dos indivíduos que participaram do estudo. Em relação aos instrumentos psicológicos utilizados, a validade destes diz respeito somente à qualidade dos dados obtidos, não interferindo nos aspectos éticos da pesquisa, pois estes não serão utilizados para procedimento diagnóstico ou avaliação clinica individual (lembrando novamente que os questionários não terão a identificação dos participantes).

O presente projeto será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade de Santo Amaro (UNISA) que possui o devido registro na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério de Saúde (CONESP/MS).

D) Plano de Análise de Dados

Os dados foram distribuídos em termos de frequências absolutas (f) e percentuais (%), sendo apresentados em forma de tabelas e gráficos.

O tratamento estatístico foi realizado por meio de provas paramétricas e não paramétricas, segundo Levin (1987), pela aplicação do teste de qui-quadrado de homogeneidade e de independência, e pelo teste t para a comparação das médias de duas amostras independentes.

O nível de significância utilizado foi de 0,05 (5%) que, segundo Witter (1996), é o mais adequado para estudos desta natureza.

3. Apresentação e Discussão dos Resultados

A Tabela 09 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto aos escores médios obtidos através da Escala de Produtividade.

Tabela 09. Distribuição de frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto aos escores médios obtidos através da Escala de Produtividade.

Nível de Produtividade

Feminino

Masculino

F

%

f

%

Baixíssimo (de 1,00 a 1,49)

0

0,00

0

0,00

Baixo (de 1,50 a 2,49)

1

3,33

0

0,00

Médio (de 2,50 a 3,49)

2

6,67

1

3,33

Alto (de 3,50 a 4,49)

15

50,00

20

66,67

Altíssimo (de 4,50 a 5,00)

12

40,00

9

30,00

Total

30

100,00

30

100,00

Mínimo

2,40

3,33

Máximo

5,00

5,00

Média

4,26

4,27

DesvioPadrão

0,58

0,40

Os dados da Tabela 9 mostram que dos sujeitos feminino, 50,00% (n=15) tem alto nível de produtividade, 40,00% (n=12) tem altíssimo nível de produtividade, 6,67% (n=2) tem médio nível de produtividade e 3,33% (n= 1) tem baixo nível de produtividade. Dos sujeitos masculinos, 66,67% (n=20) tem alto nivel de produtividade, 30,00% (n=9) tem altíssimo nível de produtividade e 3,33% (n=1) tem baixo nível de produtividade.

Calculando o t de Student, o valor obtido é de 4,69, com 5,4 graus de liberdade e 0,005% de significância. As diferenças não são significantes ao nível de 5%. Portanto, não houve diferenças significativas entre os grupos em relação ao nível de produtividade.

A Figura 01 apresenta a comparação das médias obtidas em Nível de Produtividade.

A Figura 01 apresenta a comparação das médias obtidas em Nível de Produtividade

Figura 01: Nível de Produtividade

Conforme resultados obtidos, pode-se constatar não houve diferenças significativas entre os grupos em relação ao nível de produtividade. Dessa forma, a 2º hipótese de que as mulheres mesmo sobre estresses produzem mais que os homens. Não foi confirmada.

Pode-se destacado que a produtividade tem várias vertesses de acordo com Rucha (2011) A necessidade dialética de Produtividade consiste na capacidade para realizar obras valorizadas pelo próprio sujeito e pelos outros. Assim sendo, envolve o sentimento de ser útil, capaz e eficiente nas ações, de conseguir alcançar os objetivos, de produzir algo valioso para os outros e para a sociedade, de deixar um legado duradouro e, o sentimento de satisfação e orgulho nos próprios produtos, ideias ou realizações.

Segundo Guerriero (2007) Uma medida de produtividade pode confundir melhorias no uso de uma determinada técnica, mudança de técnica e também mudança na qualificação do trabalho. Portanto, para controlar o efeito das mudanças de composição da qualificação do trabalho é necessário fazer uma ponderação usando variáveis como educação, experiência e outras associadas à qualidade da mão-de-obra.

A Tabela 10 apresenta a distribuição das frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à presença de stress, segundo o Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp.

Tabela 10. Distribuição de frequências absolutas (f) e percentuais (%) quanto à presença de stress, segundo o Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp.

 

Feminino

Masculino

Presença de stress

F

%

f

%

Alerta

0

0,00

0

0,00

Resistência

1

3,33

4

13,33

Quase-Exaustão

1

3,33

0

0,00

Exaustão

0

0,00

0

0,00

Semstress

28

93,33

26

86,67

Total

30

100,00

30

100,00

Os dados da Tabela 10 mostram que dos sujeitos femininos 93,33% (n=28) não apresentam e 6,66% (n=2) apresentam stress. Dos sujeitos masculinos, 86,67% (n=26) não têm e 13,33% (n=4) têm stress .

No grupo feminino, dos sujeitos que apresentaram stress, 1 estava na fase de resistência e 1 na fase de quase-exaustão, sendo que 1 tinha sintoma predominantemente físico e 1 sintoma predominantemente psicológico. Dos sujeitos masculinos, apenas 4 estavam na fase de resistência, sendo que 2 tinham sintomas predominantemente físicos, 1 sintoma predominantemente psicológico e 1 sintomas físicos e psicológicos na mesma proporção.

Calculando o qui-quadrado de independência, o valor obtido é de 38,05, com 1 grau de liberdade e 0,00% de significância. Os resultados mostram que existe diferença significante ao nível de 5% entre os dois grupos.

A Figura 02 apresenta a comparação das médias obtidas em Nível de Estresse.

A Figura 02 apresenta a comparação das médias obtidas em Nível de Estresse.

Figura 02: Nível de Estresse

Conforme descrito na análise dos dados da Tabela 10, embora tenha constatado diferenças significativas entre os sexos pelos dados obtidos na presente pesquisa, pode-se perceber que os sujeitos, tanto femininos, como masculinos, apresentam stress em porcentagens baixas.

Conforme resultados obtidos, pode-se constatar que os colaboradores de nível operacional do sexo masculino quando estão na fase de resistência do estresse continuam com um alto nível de produtividade.

Dessa forma, a 1º hipótese formulada é de que os colaboradores de nível operacional do sexo masculino produzem menos que o habitual quando se encontram com estresse ocupacional, não foi confirmada.

No entanto pode-se destacado de acordo com os resultados obtidos que o gênero masculino em comparação com o gênero feminino encontra-se com um resultado acentuado na fase de resistência do estresse, porém este fator não influenciou em seu nível de produtividade.

De acordo com Homes (1997) na fase de resistência o organismo reage se concentrando internamente em um órgão-alvo, provocando a síndrome de adaptação local (SAL). Nessa fase podem surgir sintomas psicossociais como ansiedade, medo, isolamento social, roer unhas, oscilação do apetite, impotência sexual e outros.

A Figura 03 apresenta a diagrama de dispersão estresse versus produtividade.

A Figura 03 apresenta a diagrama de dispersão estresse versus produtividade.

Figura 03: Diagrama de dispersão

4. Conclusão

Este trabalho teve como objetivo verificar o estresse influenciado na produtividade dos colaboradores operacionais no município de Itapecerica da Serra Estado de São Paulo, averiguando possíveis diferenças entre os sexos. Também teve a intenção de identificar o nível de estresse e produtividades dos colaboradores de nível operacional.

A primeira hipótese levantada foi de que os colaboradores de nível operacional do sexo masculino produzem menos que o habitual quando se encontram com estresse ocupacional. Esta hipótese não foi confirmada, conforme descrito na análise dos dados da Tabela 09 (66,67%) dos colaboradores do sexo masculino possuem alto nível de produtividade e (30%) altíssimo nível de produtividade, mesmo de acordo com a tabela 10 perpassando pela fase de resistência do estresse. Esse resultado pode estar relacionado à região escolhida para realizar a presente pesquisa, quantidade de participantes desta pesquisa, que não foi suficiente para ressaltar as diferenças existentes na questões do gênero e o nível de produtividade.

O Estresse segundo Holmes (1997) tem dois componentes, um fisiológico e outro psicológico. O componente psicológico de resposta de estresse envolve emoções como ansiedade e tensão. Em decorrência da natureza desagradável destas emoções somos motivados a reduzi-las.

O componente fisiológico da resposta de estresse envolver mudanças corporais, como frequência cardíaca aumentada, pressão sanguínea e tensão muscular. Estas mudanças nos preparam para ação física lutar ou fugir.

Com os resultados da presente pesquisas pode-se observar que o gênero masculino encontra-se com maior prevalência na fase de resistência do estresse, no entanto sua produtividade continua acentuada.

A consciência e a forma de enfrentamento do estressor potencial, pode fazer com que o indivíduo enfrente o problema ou consiga arrumar meios para se adaptar a ele, gerando assim um comportamento anormal que pode ser aprendido ou ser decorrente de problemas fisiológicos (Holmes 1997).

No entanto pode- se destacado que na presente pesquisa a maior prevalência do gênero masculino foi na fase de resistência, que segundo Holmes (1997) os sintomas são fisiológicos e psicológicos sendo eles ansiedade, medo, isolamento social, roer unhas, oscilação do apetite, impotência sexual.

A segunda hipótese formulada é que as mulheres mesmo sobre estresse produzem mais que os homens. Esta hipótese não foi confirmada. Esse resultado pode estar relacionado à quantidade de participantes desta pesquisa, que não foi suficiente para ressaltar as diferenças existentes.

Segundo Lipp (2000), mulheres manifestam mais stress do que homens, provavelmente porque tendem a interpretar os estímulos como mais perigosos.

Contudo, se a existência de estresse mostrar-se mais acentuada no homem aonde de acordo com a presente pesquisa o mesmo encontra-se na fase de resistência com um alto nível de produtividade, poderíamos supor que existem mais variáveis que influenciam na produtividade e que a questão de gênero não é um fator predominante.

Considerando a importância do tema e dos profissionais abordados neste trabalho, além da necessidade dos psicólogos entenderem como se processa o estress ocupacional e a produtividade em homens e mulheres, sugerimos novas pesquisas e estudos visando preparar estratégias psicoterápicas adequadas.

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