O Trabalho dos Artistas na Produção Científica

O Trabalho dos Artistas na Produção Científica
(Tempo de leitura: 9 - 18 minutos)

Resumo: Os artistas fazem parte de uma categoria profissional que merece um aprofundamento científico e mais pesquisas envolvendo aspectos inerentes ao seu trabalho. O presente levantamento documental teve o objetivo de localizar a produção acadêmica publicada sobre o trabalho dos artistas, em sites científicos, no recorte transversal de 2000 a 2010 e classificar de acordo com seis dimensões: finalidade, tipo, estratégia, natureza, temporalidade e delineamento. Foram levantados sessenta e seis artigos e as dimensões que se destacaram quanto à finalidade foi básica e o tipo descritivo ambos na totalidade dos estudos pesquisados; estratégia da origem dos dados foi documental, com quarenta e quatro artigos; estratégia do local de realização de campo com sessenta e cinco artigos; natureza qualitativa com sessenta e dois artigos; temporalidade transversal com sessenta e quatro artigos e delineamento de levantamento com cinquenta e oito artigos. Os dados poderão contribuir na preparação de futuros trabalhos acadêmicos não só nas áreas psicológica e artística.

Palavras-Chave: trabalho dos artistas, pesquisa documental, psicologia organizacional e do trabalho.

1. Introdução

As mudanças que vêm sendo observadas atualmente na sociedade e nas relações de trabalho que nela se concretizam e se modificam, de acordo com os novos padrões exigidos pelo domínio cada vez mais impositivo do capital, colocam na ordem do dia a necessidade de se observar também o campo das artes e as profissões a ele relacionadas. Em virtude de sua popularidade, o ofício dos artistas carrega uma aura mítica, ora de prestigio ora maldita. Para a ciência do século XXI esta dicotomia pode ser alvo de investigação. Salienta-se, contudo, que o estudo das profissões artísticas não tem tradição no Brasil e demanda outros estudos assim como um maior aprofundamento de acordo com Pichoneri ( 2005).

‘Primeiro o trabalho depois o prazer’. ‘Artista vive de sonho’. ‘Artista é tudo louco’. Quem nunca ouviu frases deste tipo? Tanto o trabalho quanto a arte são ações humanas. Contudo a indústria do entretenimento está presente no cotidiano atual de quase todo cidadão, e detém uma posição econômica bem marcante. Por isso compreender a dimensão social pela perspectiva analítica do trabalho artístico, pode ampliar os limites conceituais do trabalho segundo Coli (2003).

O estudo do trabalho pela psicologia tem se modificado.  De acordo com Zanelli (1994) durante longo tempo, os psicólogos da área organizacional e do trabalho, voltaram-se apenas para o que acontecia dentro da organização. Somente mais recentemente passou-se a prestar mais atenção nas relações entre o contexto imediato de trabalho, a organização e seu ambiente externo, e como as atividades profissionais não são exercidas somente no interior das organizações é necessário estudar as profissões em qualquer contexto e os artistas fazem parte desta população. Para Curado (2007) já é difícil encontrar uma área da vida humana em que o psicólogo não esteja presente e enquanto houver progresso, não será difícil ver mais campos para atuação do psicólogo na vida contemporânea; as organizações da indústria do entretenimento são o mais novo exemplo e possibilitam estudos que articulem o trabalho com a arte.

Houaiss (2001) apresenta 28 definições para trabalho, dentre elas “conjunto de atividades, produtivas ou criativas que o homem exerce para atingir determinado fim” (p.2743). Trabalho é objetivo de vida, é somente através dele que podemos falar e ser ouvidos, afirmar ter razão e discernimento, viver protegidos em casas, organizados em países, ter o que comer quando temos fome e fazer escolhas. O filosofo Sócrates foi morto no século IV antes de Cristo por desafiar leis organizacionais básicas da época “se o homem tem um cavalo, o cavalo o ajuda, mas se tem dois cavalos ele trabalha para os cavalos” como cita Pessanha (1991 p.13).

Para artista, Houaiss (2001) apresenta 13 definições a primeira “aquele que estuda ou se dedica às belas artes e/ou delas faz profissão” e entre as últimas qualifica “astuto, manhoso, indivíduo distraído, desligado, sonhador” (p.310).

Para Cury e Bilbao (2006) há analogia entre o processo do conhecimento e o da criação artística, unindo fazer e conhecer. Segundo Lima (2009) o artista é um trabalhador que se insere na lógica de um tempo. Vive na sociedade de consumo e adequa-se para existir, mesmo que de modo tenso, nessa realidade. Sua arte não se distingue da do sapateiro ou do operário que deve utilizar seu corpo como instrumento para determinado fim.

Garcia-Cairasco (2002) cita que há uma disposição de cientistas e de artistas para que haja a fusão entre arte e ciência e nos últimos séculos, o cientista ficou muito restrito em sua área de atuação, perdendo com isso a oportunidade de ampliar o conhecimento para outras esferas ao atar à visão cartesiana dicotômica, que opõe razão à emoção. Para Campos (2008) com o passar dos anos, o desenvolvimento das demais ciências colocaram a psicologia em uma nova situação, determinando que seus postulados teóricos fossem revistos à luz dos novos padrões do conceito de ciência. Aos futuros psicólogos e pesquisadores resta o desafio de transformar a psicologia praticada no Brasil em uma profissão de padrões internacionais o que só será conquistado por meio da melhoria significativa da qualidade e da quantidade de pesquisas na área retirando o atraso científico e profissional que, em algumas áreas pode chegar, quem sabe há cinquenta anos.

O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado de São Paulo - SATED publica em seu site na internet que a profissão de artista é regulamentada pela Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978 – que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões e o Decreto nº 82.385, de 5 de outubro de 1978 - regulamenta a Lei que considera artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversões públicas.

A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, instituída por portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares. Os efeitos de uniformização são de ordem administrativa e não se estendem às relações de trabalho. A CBO agrupa situações de emprego ou ocupações similares dos artistas no: grupo principal dos profissionais das ciências e artes; sub grupo principal dos comunicadores, artistas e religiosos e por fim cento e sessenta e duas ocupações no sub grupo dos profissionais das artes e espetáculos divididas em trinta e três bases e nove famílias.

2. Objetivo

Levantar a produção científica publicada sobre o trabalho dos artistas, em sites científicos, no período de 2000 a 2010 e classificar de acordo com seis dimensões de pesquisa.

3. Metodologia

Segundo Miguel e Tonelli (2007), Campos (2008) e Zanelli (2004), a realização de revisões de literatura possibilita a exibição de um panorama acerca de determinado assunto, disponibiliza nova base de pesquisas e é muito útil na compreensão do estado da arte, ou seja, é muito adequada no estabelecimento do nível de desenvolvimento de uma determinada área do saber quando existem claras evidencias de que o conhecimento ou os métodos disponíveis não são suficientes para abordar com legitimidade algum fenômeno. De acordo com Marconi e Lakatos (2010) o levantamento de dados pode sugerir problemas, hipóteses e orientar para outras fontes de coleta.

A origem dos dados foi documental, e segundo Pádua (2004, p.68) “pesquisa documental é aquela realizada a partir de documentos contemporâneos ou retrospectivos, considerados cientificamente autênticos”.

Foi classificada de acordo com Appolinario (2006):

Finalidade: Básica e aplicada. “A pesquisa básica estaria mais ligada ao incremento do conhecimento cientifico ao passo que a pesquisa aplicada seria suscitada por objetivos comerciais” (p.59).

Tipo: Descritivo e experimental. “Refere-se à estrutura básica da investigação. A questão central reside na diferença entre as palavras ‘descrever’ e ‘explicar’. Na pesquisa descritiva, o pesquisador descreve, narra algo que acontece” (p.62). “Na pesquisa experimental, tenta-se explicar porque algo acontece, ou seja, busca determinar a causa dos eventos. Para termos uma pesquisa experimental, é necessário haver um experimento” (p.63).

Estratégia quanto à origem dos dados: Documental e campo. “Quando a unidade do que é pesquisado é um documento chamamos de pesquisa documental, quando a unidade pesquisada é um sujeito, fenômeno ou objeto chamamos o estudo de pesquisa de campo” (p.65).

Estratégia quanto ao local de realização: Laboratório e campo. “Uma pesquisa realizada por telefone ou pela internet pode ser considerada uma pesquisa de campo” (p.65). “O termo laboratório designa um local qualquer onde seja possível desenvolver controle ou monitoramento das variáveis por parte do pesquisador” (p.64).

Natureza: Qualitativa, quantitativa e quali-quantitativa. “É muito difícil que haja uma pesquisa totalmente qualitativa da mesma forma que é altamente improvável, existir alguma pesquisa completamente quantitativa” (p.59). “A pesquisa preponderantemente qualitativa seria a que prevê a coleta de dados a partir de interações sociais do pesquisador com o fenômeno pesquisado. E a pesquisa qualitativa prevê a mensuração de variáveis pré-determinadas buscando verificar e explicar sua influencia sobre as variáveis” (p.61).

Temporalidade: Transversal e longitudinal. “A pesquisa longitudinal acompanha o comportamento das variáveis estudadas em um mesmo grupo de sujeitos, durante um certo período de tempo. A pesquisa transversal realiza um corte transversal na amostra pesquisada” (p.67).
Delineamento: Levantamento e correlação. “Constitui-se de levantamento quando o objetivo é descrever as variáveis envolvidas num fenômeno e correlacional quando alem de descrever busca estabelecer correlações entre diversas variáveis” (p.68).

4. Desenvolvimento

Foram pesquisados os seguintes sites especializados: Biblioteca da PUC-SP, Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia (BVS-Psi), Bireme (índice LILACS), CAPES - Periódicos, Fapesp, Fundação Carlos Chagas, Pesquisa acervo da USP, Scielo, Universia Brasil. Para obter o material se priorizou a palavra artistas e trabalho dos artistas. Para identificar aqueles que se enquadravam nos requisitos da pesquisa, do montante coletado procedeu-se a leitura dos resumos. Foram excluídos, durante a busca, estudos conceituais, que referiam o termo trabalho à arte do artista e não ao trabalho para produção desta arte. Dirigindo atenção aos métodos e procedimentos deu-se a produção de uma tabela para categorizar e identificar inclusive aqueles que se repetiam em mais de uma base de dados.

5. Resultados

Foram encontrados oitenta e oito artigos com os critérios descritos no desenvolvimento. Entretanto, após análise dos mesmos, foram descartados mais vinte e dois estudos por estarem escritos em outros idiomas, livros e capítulos de livros, e outros referentes a professores-artistas, cientistas-artistas, arte-terapeutas e ainda artigos que estão em produção. Sendo assim, a totalidade utilizada nesse estudo foi de sessenta e seis artigos.

Foram encontrados na produção científica em questão, textos sobre artistas visuais, artistas plásticos, web designers, pintores, escultores, sua itinerância e suas viagens assim como a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos envolvendo catadores em seu trabalho. Estudos sobre as relações do trabalho dos artistas no contexto hospitalar psiquiátrico, sobre uma instituição asilar para artistas e sobre artistas deficientes físicos. Artigos que focam músicos, a indústria fonográfica, os produtores artísticos. Atores e grupos de teatro, cômicos, seus processos e suas relações de trabalho são também alvo de pesquisas. Intelectuais artistas, linguagens, crianças artistas trabalhando na TV, redes de artistas ou coletivos, mulheres artistas e arte erótica são alguns exemplos do que tem sido publicado neste universo.

A seguir as dimensões serão apresentadas separadamente em quadros apontando a classificação, a quantidade de artigos bem como suas respectivas porcentagens dentro do período de 2000 a 2010.

Quadro 1: Dimensão da finalidade da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Básica

66

100%

Aplicada

0

0%

Como mostra o quadro 1, todos os artigos analisados são de finalidade básica e nenhum artigo é de finalidade aplicada, ou seja sem objetivos comerciais como definidos por Appolinário (2006). Segundo Selltiz (1965), a pesquisa interessada pela aplicação imediata exige, em todo seu processo, um esforço conjunto de cientistas e dos que devem aplicar seus resultados. As dificuldades como falta de incentivo à pesquisa provavelmente seja um dado que agrava a aplicação prática de pesquisas. Investigação pura ou aplicada estuda um problema relativo ao conhecimento científico ou a sua aplicabilidade de acordo com Marconi e Lakatos (2010).

Quadro 2: Dimensão do tipo da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Descritiva

66

100%

Experimental

0

0%

O quadro 2 mostra que todos os artigos são do tipo descritivo e nenhum é do tipo experimental. O que demonstra que não tem sido feitos experimentos sobre o trabalho dos artistas.

 

Quadro 3: Dimensão da Origem dos Dados da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Documental

44

33%

Quali-quantitativa

22

67%

Quanto à origem dos dados, 44 artigos são documental e no presente estudo foram classificados 22 trabalhos onde os dados foram coletados em campo como mostra o quadro 3. Uma pesquisa característica das ciências humanas é aquela que se utiliza como objeto de estudo documentos escritos ou não (CAMPOS, 2008). Conforme Marconi e Lakatos (2010) a pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, de descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. A pesquisa de campo é aquela que utiliza a realidade social como local de coleta de dados, indo diretamente onde o fenômeno aparece (CAMPOS, 2008).

Quadro 4: Dimensão da local da realização da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Laboratório

1

2%

Campo

65

98%

Um único artigo científico dentre os pesquisados, como mostra o quadro 4, foi realizado em laboratório. Assim, 65 artigos são de campo quanto ao local de realização. Para Marconi e Lakatos (2010) a pesquisa de laboratório é um procedimento de investigação mais difícil, porem mais exato. Ela descreve e analisa o que será ou ocorrerá em situações controladas. Exige instrumental específico, preciso e ambientes adequados.

Quadro 5: Dimensão da natureza da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Qualitativa

62

94%

Quantitativa

0

0%

Quali-quantitativa

4

6%

Quanto à natureza da pesquisa 62 trabalhos são do tipo qualitativo. Como se pode ver no quadro 5 nenhuma pesquisa foi categorizada como quantitativa. No tipo de pesquisa qualitativa o pesquisador se propõe a participar, compreender e interpretar as informações (CAMPOS, 2008). Isto ocorre porque qualquer pesquisa provavelmente possui elementos tanto qualitativos como quantitativos, ou seja, em vez de duas categorias totalmente dicotômicas e isoladas, temos antes uma dimensão continua com duas polaridades extremas. Fornecer uma descrição quantitativa da sociedade, considerada como um todo organizado é o papel do método estatístico segundo Marconi e Lakatos (2010).

Quadro 6: Dimensão da temporalidade da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Tranversal

64

97%

Longitudinal

2

3%

Conforme o quadro 6, as pesquisas foram categorizadas, segundo a sua temporalidade como 64 do tipo transversal e 2 longitudinal. A pesquisa longitudinal acompanha o comportamento das variáveis estudadas durante certo período de tempo. Muitas vezes o acompanhamento durante o período de tempo necessário, não é possível tecnicamente, ou então, o pesquisador não dispõe de tempo (CAMPOS, 2008).

Quadro 7: Dimensão do delineamento da pesquisa.

Classificação

Nº de artigos

Porcentagem

Levantamento

58

88%

Correlação

8

12%

De delineamento correlacional são 8 artigos, como mostra o quadro 7 os outros 58 artigos pesquisados são de delineamento de levantamento. O delineamento correlacional busca descrever a ocorrência conjunta de componentes do fenômeno, mas não propiciam dados que determinem se as relações são ou não causais, já que não consegue determinar com confiança qual variável é a causa e qual é o efeito (CAMPOS, 2008).

Com os itens levantados cria-se um panorama metodológico de abordagem do trabalho dos artistas pela produção acadêmica recente e fornecem subsídios, perspectivas, possibilidades e demandas para novos estudos.

Pela produção acadêmica nos últimos dez anos a pesquisa mostra que o trabalho dos artistas tem sido pesquisado sem fins comerciais, sem bases experimentais, com origem de dados documental, com local de pesquisa natural, sem mensuração de variáveis predeterminadas e no mesmo período de tempo.

6. Considerações Finais

Percebeu-se uma lógica que é compreensível quando a comunidade científica, aqui representada, dirige seus estudos aos artistas se utilizando de uma forma que é provavelmente comum na pesquisa em ciências humanas. Entretanto é possível trilhar outro caminho, que provavelmente apresentar-se-á mais rico quanto às abordagens, aos resultados e às discussões levantadas. Desenvolver pesquisas de cunho correlacional integrando outros institutos de ciência ou artísticos, longitudinal acompanhando os fenômenos no seu desenvolver no tempo, de laboratório quando ao local de realização aproveitando quem sabe os ateliês, estúdios e/ou salas de ensaio. Estudos quantitativos quanto à análise dos dados, experimentais quanto ao tipo e aplicados quando aos seus objetivos ainda são escassos ou inexistentes conforme comprovou o levantamento.

Este artigo não pretende ser um levantamento completo, trabalhos importantes provavelmente ficaram de fora, por se tratar de trabalhos recentes oriundos de outras nacionalidades, área de estudo ou meio de publicação ou que ainda não se encontram disponíveis em formatos eletrônicos. Fica então, aberta a oportunidade para outros pesquisadores, aprofundá-lo e tratar também do que foi produzido, e pode ainda estar oculto nas bibliotecas dos centros acadêmicos do país e do mundo. Além de um alerta, para os pesquisadores, sobre a utilização de uma importante ferramenta de divulgação e disseminação do conhecimento que é a mídia da Internet.

Sobre o Autor:

Marcio Rui Padoim - psicólogo, ator e pesquisador de histórias de fonte oral e escrita, com histórias para crianças e adultos já se apresentou na Bienal do Livro, Erotika Fair, Fei Corte, Brazil Promotion; em diversos SESC’s; em empresas como Cola Cola FEMSA, Telefonica, Basf, Bayer, Nestle, Rechitt Benchiser, Drogasil, Lanxess, Pão de Açúcar, LG, CPTM, Mondial Tupy, Trasmontano, Ge, CPTM. Em 2010 integrou o elenco do Dinner Show Mooca Mia, em 2011 participou do Projeto Ambiental Planeta Água da Bellini Cultural no musical Planeta Água e em 2012 do Intercambio Cultural do MINC do MOVEO em Barcelona. Este artgo foi desenvolvido dentro do programa de iniciação cientifica da Anhanguera educacional em 2011 com orientação da Mestre em Psicologia Organizacional Nilva Maria Couto Machado.

Orientação de Ms. Nilva Maria Couto Machado - Departamento de Psicologia Campus I Santo André, 2011

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