Experiências Grupais – Usuários Portadores de Transtornos Mentais do CAPS II de São Mateus/ES

Experiências Grupais – Usuários Portadores de Transtornos Mentais do CAPS II de São Mateus/ES
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Resumo: O presente artigo visa compartilhar as experiências com o grupo de usuários com transtornos mentais severos e persistentes do CAPS II da região de São Mateus, Espírito Santo. Com a proposta de, através de um dispositivo grupal, auxiliar esses usuários nessas experiências dentro do CAPS, bem como promover melhor relacionamento interpessoal entre eles, para que possam utilizarem essas experiências como modelo nas relações externas à instituição. Foram realizados quatro encontros, uma vez por semana, onde em cada dia realizou-se dinâmicas diferentes. Verificou-se uma evolução em cada encontro, tanto no sentido de interação como também de participação da parte dos usuários, bem como o fortalecimento do grupo.

Palavras-chave: Dispositivo Grupal, Transtornos Mentais, CAPS, Grupo de Apoio.

1. Introdução

Com a evolução do modo de se entender a loucura e o fim dos modelos hospitalocêntricos centrados em uma instituição psiquiátrica, como hospícios e manicômios, onde o indivíduo era aprisionado, desfragmentado e sem valor social, nasce uma rede substitutiva de atenção à saúde mental que considere a liberdade e o acesso à cidadania aos portadores de transtornos mentais. Os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) são os principais equipamentos desta rede, e tem por objetivo o tratamento e reabilitação psicossocial e a promoção da autonomia e cidadania, além de ser orientado pela noção de cuidado e promoção dos direitos de seus usuários [01]. Os CAPS se diferenciam por CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPSi e CAPSad. O CAPS II, o qual foi feito o trabalho, oferece atendimento a municípios com mais de 50 mil habitantes, com objetivo de promover assistência psicossocial à adultos com transtornos mentais persistentes.

Percebeu-se uma deficiência no que diz respeito à vivência social fora do CAPS por parte dos usuários, segundo um deles “aqui nos sentimos bem, as pessoas gostam de nós aqui... em casa não é assim, não gosto de ficar em casa, a mente fica muito desocupada”. Entende-se que esses indivíduos possuem anseios e aspirações, são integrantes de uma família e inseridos em uma comunidade. Partindo desta demanda, há uma necessidade de despertar e salvaguardar o valor social desses sujeitos, utilizando-se de um dispositivo grupal interno como forma de experimentação de uma vivência social, visto que lá nascem vários relacionamentos – inclusive amorosos – entre os próprios usuários.

A terapia de grupo torna-se uma ferramenta preciosa, pois, é através desse grupo terapêutico que o indivíduo experimenta uma vivência social, em que ele tem um valor e um papel, e descobre que há algumas regras a serem seguidas para uma convivência saudável e harmoniosa.

As intervenções grupais capacitam seus membros a desenvolver um senso mais positivo de si próprio, serem mais ativos e seguros, havendo aumento de autoestima e o encontro de novos significados na vida (GETZEL, 1991 apud RASERA e JAPUR, 2003). O grupo tem ainda o poder de oferecer aos usuários uma fonte substituta de apoio, com a capacidade de diminuir seus medos, ansiedades e sensações de isolamento, proporcionando ainda aprendizagens de novas maneiras de lidar com suas limitações. Dessa forma, há a necessidade de estimular e auxiliar essas experiências grupais, pois, para a maioria dos usuários, as únicas horas que podem vivenciar atividades de grupos saudáveis são dentro do CAPS.

2. Referêncial Teórico

Ao falarmos em dispositivo grupal, entende-se o grupo como dispositivo, como ferramenta de apoio para transformações individuais através de relações coletivas. Ao concebermos o grupo como dispositivo, “acionamos nele sua capacidade de se transformar, se desterritorializar, irromper em devires que nos desloquem do lugar intimista e privatista em que fomos colocados como indivíduos” (BARROS, 1994, p. 152). Assim o grupo tem o poder de nos oferecer ferramentas para alcançarmos o lado de fora, ou seja, pode-se experimentar-se o novo de forma segura, funcionando, assim, como um ensaio para as relações externas.

A Terapia de Grupo é uma oportunidade de um grupo de pessoas se conhecerem em um nível mais profundo. Oportunidade de se comunicarem mais aberta, real e profundamente. É um espaço onde as pessoas podem descartar máscaras e papéis, e expressar seu verdadeiro interior (CARL ROGERS, 1977).

O CAPS proporcionou uma enorme mudança no que se diz respeito ao atendimento e tratamento a indivíduos portadores de transtornos mentais, redirecionando o olhar centralizado na doença para um contexto muito mais amplo. Sendo uma instituição de portas abertas, a qual se prontifica em receber esses indivíduos e fazer com que se sintam livres de ir e vir, o Centro de Atenção Psicossocial tem como, entre outras, a missão de:

(...) dar um atendimento diuturno às pessoas que sofrem com transtornos mentais severos e persistentes, num dado território, oferecendo cuidados clínicos e de reabilitação psicossocial, com o objetivo de substituir o modelo hospitalocêntrico, evitando as internações e favorecendo o exercício da cidadania e da inclusão social dos usuários e suas famílias (BRASIL, 2004).

Dessa forma, com um trabalho paralelo aos atendimentos individuais, as ditas oficinas terapêuticas vêm a somar nos atendimentos e tratamentos, fazendo uso de um dispositivo grupal.

Um grupo é uma micro sociedade, representada, dessa forma, a sociedade como um todo, o que permite a cada pessoa se instrumentar para a construção de projetos dentro de um contexto relacional, possibilitando que esse processo tenha características e formas semelhantes ao que poderá acontecer em suas relações sociais concretas (FOLADORI, 1987).

O grupo seria, então, uma área de experimentação ou espaço transicional, no qual emerge um espaço potencial, que é a área intermediária situada entre o que é subjetivo e o que é objetivamente (RIBEIRO, Afonso. 2009). Ou seja, o grupo se constituiria como um espaço intermediário através do qual o sujeito primeiramente tem suporte para seus déficits narcísicos, para num segundo momento se autonomizar através da realização de uma tarefa grupal (FERNANDES et al., 2003; KÄES, 2005).

3. Metodologia

Foram realizados ao todo quatro encontros, uma vez por semana, sempre as manhãs, das 9:00 as 11:00, e, em cada encontro, utilizou-se de dinâmicas diferentes. No dia 28 de Abril de 2014, no CAPS II de São Mateus foi realizado o primeiro encontro com os usuários, e, como para eles tratávamos de pessoas de fora, ainda estranhas, justificou-se utilizar uma atividade já acolhida por eles, como dinâmicas de desenho. Foi proposto que fizessem o “Auto Retrato Desenhado”, o qual deviam seguir algumas instruções, como “Na mão direita, escrever um sentimento que tem disponível a oferecer” ou “Do coração, sair uma seta indicando três paixões que não vão se extinguir”.

Esta dinâmica tem como objetivo identificar como cada sujeito se vê, como estão situados no tempo e espaço, e quais são seus sonhos, metas, e valores pessoais, além de identificar possíveis traços patológicos [02]. Enquanto era feita a dinâmica, dialogava-se com os usuários, pedindo-os que explicassem seus desenhos com o intuito de conhecer um pouco mais sobre eles e ao mesmo tempo construir uma relação.

Terminada a dinâmica, houve a necessidade de dividir o grupo, com o objetivo de interagir e descobrir mais sobre cada usuário, compartilhando as atividades que cada um executa de forma prazerosa, por exemplo, tocar violão, desenhar ou pintar as unhas, conseguindo assim, construir uma identificação com eles.

O segundo encontro foi realizado no dia 12/05. No primeiro momento foi feito a dinâmica “Apresentação do Outro”, onde cada usuário foi apresentado pelo colega que estava ao seu lado, com o objetivo de despertá-los para o olhar do outro, além de observar o nível de afetividade entre eles. Em seguida, foi proposta a dinâmica do “Autorretrato do Futuro”, com a finalidade de identificar e fomentar suas noções de realidade, anseios e desejos e metas, despertando a visão do amanhã.

O terceiro encontro foi realizado no dia 19/05, o qual foi realizada a dinâmica “Caixa de Sentimentos”, que consiste em um caixinha com várias palavras, como amor, carinho, ódio, atenção, paixão e raiva. A caixinha foi passando, onde cada um tirou uma palavra e falou sobre o que o sentimento sorteado lhe dizia respeito. Dessa forma, pretendeu-se despertá-los para a discussão desses sentimentos, com o objetivo de fortalecer o dispositivo grupal, no qual pudessem se expressar e compartilhar seus sentimentos.

O quarto encontro foi realizado no dia 28/05, onde foi feita a dinâmica “Desenho do Outro”, que consiste em desenhar o colega ao lado, com o objetivo de identificar e despertar a percepção que eles possuem do outro, além de favorecer a interação grupal. Em seguida, para descontrair foi realizada a dinâmica da “Dança da Cadeira” com o objetivo de estimulá-los fisicamente, além de, através de uma brincadeira, fortalecer a interação grupal. E por último, foi feita a dinâmica de “Roda de Conversa”, deixando que eles se expressassem livremente em uma conversa aberta e espontânea, a qual seria direcionada por eles, com o objetivo valorizar o diálogo entre o grupo, sobre os mais diversos assuntos.

4. Dados e Análise

4.1 Como Me Vejo?

Na primeira dinâmica, “Autorretrato Desenhado” foi observado resistência e desconfiança inicial, visto que ainda éramos estranhos para eles. No entanto, começaram a se sentir mais à vontade ao iniciarmos um diálogo de forma descontraída com eles, fazendo brincadeiras e elogiando seus desenhos de forma amistosa. Observou-se uma dificuldade em interpretar as instruções da dinâmica, visto que alguns não sabiam ler ou escrever. No entanto, pôde-se perceber que alguns desenhos tiveram possíveis indicações de traços psicopatológicos – marcantes de seus transtornos – como exemplo, no desenho de um usuário no sexo feminino (ver anexo 1), feito em forma de palitos, com características masculinas.

 É observado assimetrias corporais, como a ênfase em órgão genital, nas orelhas, corpo sem divisão. Segundo o H-T-P [03] constata-se: tendência evasiva, insegurança e possível hostilidade/negativismo (figura em palitos); possível personalidade histérica (assimetrias do corpo); possível paranoia e alucinações auditivas (ênfase nas orelhas); possível psicose (corpo sem divisão); condições psicóticas regredidas, desordem do caráter (roupas transparentes) e possíveis preocupações sexuais (ênfase em órgão genital). Deve-se ressaltar que essas interpretações servem apenas para ampliar a visão de um contexto, a fim de se ter mais uma orientação de seus transtornos. Em outro desenho, também de um usuário do sexo feminino (ver anexo 2) identifica-se o cumprimento das instruções da dinâmica, demonstra clareza e homogeneidade em seu desenho, identifica claramente seu sexo, o cobre com roupas adequadas (não enfatiza e nem omite). A respeito dos sentimentos, observa-se a necessidade de afeto, representada pelas palavras “sentimentalismo”, “reconhecimento” e “ressentimento”. Identifica-se ainda que há desejos e aspirações, como “me formar em enfermagem” e “desafiar os medos”, mostrando que o usuário possuí noções de realidade e que tem, aparentemente, uma visão clara de si. Ressalta-se que essas interpretações são baseadas também na explicação dos desenhos pelos próprios usuários. Percebeu-se que no decorrer da dinâmica, o interesse dos participantes foi crescendo – começaram a ajudar o colega na execução e até mesmo fazer brincadeiras do desenho do outro – aumentando a interação entre eles, conquistando, assim, o objetivo da dinâmica.

4.2 Percepções do Outro e de Si Mesmo

Na segunda dinâmica, “Apresentação do Outro”, diferentemente do primeiro encontro, observou-se prontamente um maior acolhimento coletivo para com a proposta. Com esta dinâmica, os usuários perceberam que eles existem aos olhos do outro, e que suas características são observadas e apreciadas, dessa forma eles ficaram bastante interessados e curiosos ao serem descritos pelo outro. Observou-se uma participação entusiasmada, e até mesmos usuários que, devido a suas limitações, nunca falam ou interagem esboçaram sorrisos e curiosidade. Na dinâmica seguinte, “Autorretrato do Futuro”, pôde-se observar a participação e interesse ativos de todos os usuários. Com o objetivo de redirecionar o olhar para o outro, para o olhar de si, e, de fomentar o desejo de crescer como sujeito e situar-se naquele espaço (CAPS) quanto fora dele (mundo). Um indivíduo não pode decidir por uma vida a menos que ele ouse ouvir a si mesmo, seu próprio self, em cada momento da vida (MASLOW, 1971 apud FADIMAN,  FRAGES, 2004). No desenho de um usuário (ver em anexo 3) apesar de ser simples, observa-se a representação do “tocar violão” – atividade esta que este usuário adora, e, que antes de sofrer alguns surtos, a fazia frequentemente – e a fala “no futuro quero ter muita saúde e namorar”, mostrando que tem vontade de se reestabelecer, de voltar a realizar as atividades que tanto gosta – namorar e tocar violão – como o próprio usuário explicou.

4.3 Expressão de Sentimentos

No terceiro encontro, na dinâmica “caixa de sentimentos” despertou-se uma demanda já eminente, a expressão de sua afetividade, a qual os usuários estavam dispostos a comentar e compartilhar com os outros. Notou-se que os sentimentos positivos não tiveram ligação com a família, e sim com o CAPS, que, segundo eles, é aonde sentem-se acolhidos e estimulados, o que na maioria das vezes não ocorre dentro de casa. Neste ponto percebeu-se a evolução da relação empática entre os usuários para com o grupo. A compreensão empática, segundo Placco (1978, p. 84), propicia ao outro ouvir-se a si mesmo, reconhecer seus próprios sentimento. Dessa forma, a medida que a própria pessoa reconhece seus sentimentos é que se torna mais congruente. A partir desta dinâmica pôde-se perceber uma atenção no que diz respeito aos seus sentimentos, ou seja, ouvir-se a si mesmo, com isso a dinâmica fluiu de forma terapêutica, fazendo com que os usuários aproveitassem o momento para desabafarem e relatarem fatos de suas vidas criando a oportunidade de se discutir a respeito dessas demandas. A maioria, ao serem questionados sobre o papel da família – o por quê não se ouviu a palavra “família” quando falavam sobre amor, carinho e afeto – relatavam que não eram bem tratados por seus familiares, foi o que relatou um deles:

Usuário – Moro com minha tia, ela é de idade... mas ela nunca me deixa sair, só deixa se for pro CAPS.

Integrante do Grupo – Mas você não acha que talvez é porque ela quer te proteger? Talvez por ela ser de idade ela queira você perto dela também...

Usuário – Não. É só por causa do dinheiro... Só fico lá por causa do dinheiro.  Mas um dia eu vou ter condições de sair, de arrumar um lugar só pra mim.

Percebeu-se que muitos não possuem mais pai ou mãe, e moram com algum outro tipo de parente, como tios e avós, e carecem de afetividade. Dessa forma, a maioria prefere ficar no CAPS, pois é lá que podem interagir e relacionarem-se entre si, enfatizando a necessidade de auxiliá-los nessa interação e utilizá-la como experiência para relações externas.

4.4 Descontração e Espontaneidade

No quarto e último encontro, na dinâmica “Desenho do Outro”, observou-se novamente o entusiasmo e clima de descontração, e neste ponto, cabe ressaltar o fortalecimento dos laços entre os usuários, formando um grupo forte e mais unido. A respeito dessa dinâmica, identificamos que dessa vez os desenhos estavam mais organizados e detalhados, como no desenho de um usuário (ver em anexo 4), o qual representou o braço engessado e os dentes a mostra que o outro usuário possuía. Os corações em volta do desenho mostram a afetividade e o carinho que este usuário possui pelo o outro, como o mesmo explicou. Nota-se mais uma vez um crescimento nas relações entre o grupo, com um clima bastante descontraído, onde um brincava com o desenho do outro.

Como este foi o último encontro, buscou-se uma atividade mais descontraída e ativa, algo desejado por eles. Dessa forma, a dinâmica “Dança das Cadeiras” mostrou-se bastante apropriada, onde pode-se estimular a psicomotricidade e atenção dos usuários, criando um jogo o qual havia regras a serem seguidas e objetivos a serem atingidos fazendo assim com que executassem uma atividade em grupo harmoniosa e descontraída. Apesar de ser uma brincadeira simples, notou-se alegria e bastante entusiasmo, tanto por parte dos usuários como pelo grupo.

A dinâmica de “Roda de Conversa” mostrou-se bem espontânea, onde os participantes se sentiram, novamente, à vontade para falar e discutir sobre seu cotidiano. Como no encontro anterior, pôde-se perceber uma demanda de maior necessidade de interação fora do CAPS por parte dos usuários, percebida na fala de um deles: “Em casa não me deixam sair... Se eu sair minha mãe me dá um pau”. Observou-se uma tristeza muito grande na fala deste sujeito, e, para ele desabafar isso perante a um dos componentes do grupo, mostra que foi adquirida confiança e quebrada parte da resistência. Outro usuário, que estava vendo televisão – que segundo os colegas sempre fica recluso – ao ser convidado para participar da roda de conversa, aceitou prontamente e com muito entusiasmo e vontade de falar sobre sua vida, suas aventuras e seus filhos, e enquanto falava, todos prestavam atenção, mostrando interesse e empatia pelo colega, algo que de início não era tão forte. Dessa forma, nota-se uma necessidade de comunicação não só lá dentro do CAPS, mas com pessoas de fora, que neste caso, fomos nós do grupo.

5. Considerações Finais

Diante desse trabalho foi possível observar a necessidade de experimentação da vivência grupal dentro do CAPS para que assim possa servir de modelo e apoio para as relações lá fora, tanto como os familiares como as sociais (amigos, igreja, vizinhos), visto que, como os próprios usuários relatam, não há ou é mínima a oportunidade deste contato, devido ao preconceito, a ideia de que por estarem no CAPS são loucos e não se enquadram na sociedade. Haja vista que, devido a suas condições psicológicas e até mesmos sociais, há a necessidade de se criar dispositivos grupais lá dentro, que possam servir como experiência para os usuários, e que os mesmos possam ser auxiliados. Dessa forma percebe-se que os dispositivos grupais tornam-se ferramentas preciosas, pois, são perante eles que os indivíduos experimentam uma vivência social, em que eles têm valores e papéis, e descobrem que há regras a serem seguidas para uma convivência saudável e harmoniosa.

O grupo percebeu algumas dificuldades para a reabilitação psicossocial destes indivíduos. Observou-se que a maioria dos usuários não tem um nível de escolaridade básica, não sabendo ler nem escrever, dificultando assim seu restabelecimento como cidadãos. Diante disso, percebe-se também uma vantagem do uso de um dispositivo grupal para trabalhar essa demanda, o qual acredita-se que seria mais viável para o aprendizado, visto que usaria a força e entusiasmo do grupo, onde cada um ajudaria o outro na mesma caminhada, como seria em uma sala de aula.

Sobre os Autores:

Silvana Almeida - Graduanda em Psicologia pela Faculdade Multivix – Nova Venécia/ES.

Steffany Barroso Carrilho - Graduanda em Psicologia pela Faculdade Multivix – Nova Venécia/ES.

Dayane de Souza Fávaro - Graduanda em Psicologia pela Faculdade Multivix – Nova Venécia/ES.

Iagor Brum Leitão - Graduando em Psicologia pela Faculdade Multivix – Nova Venécia/ES.

Jéssica Pirola - Graduanda em Psicologia pela Faculdade Multivix – Nova Venécia/ES.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental no SUS: os Centros de Atenção Psicossocial. Brasília, 2004;

FADIMAN, James. FRAGES, Robert. “Personalidade e Crescimento Pessoal”. 5ª Edição.  Editora ARTMED, 2004;

FERNANDES, W. J. Os diferentes objetivos do trabalho grupal. In: FERNANDES, W. J.; SVARTMAN, B.; FERNANDES, S. B. Grupos e configurações vinculares. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 185-193;

FOLADORI, H. C. Contribuciones al análisis vocacional grupal. Cuernavaca: Morelos, 1987, p.142;

Instituto Carl Rogers, Disponível em: <http://www.carlrogers.org.br/gterapeutico.htm> Acesso em 27 de Abril de 2014;

KAËS, R.. O grupo e o sujeito do grupo: elementos para uma teoria psicanalítica do grupo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, p. 333;

KAËS, R. Os espaços psíquicos comuns e partilhados: transmissão e negatividade. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005, p. 257;

PLACCO, Vera Maria N.S. Um estudo teórico do conceito de congruência em Carl R. Rogers. São Paulo, 1978, p. 84 (Dissertação de Mestrado – PUCSP);

RIBEIRO, Marcelo Afonso. O dispositivo grupal como estratégia de orientação profissional para pessoas em situação psicótica. Vínculo, São Paulo ,  v. 6, n. 1, jun.  2009. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902009000100006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 16 de Junho de 2014.

Anexo 1:

Anexo 1

Anexo 2:

Anexo 2

Anexo 3:

Anexo 3

Anexo 4:

Anexo 4

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