(Tempo de leitura: 13 - 25 minutos)

Resumo: Este artigo sugere uma reflexão teórica acerca da interação social como mudança de cenário na sociedade de risco. Conforme os teóricos Jodelet (1986) e Moscovici (1978), Vala (1993), Durkheim (1986), Bhaskar (1996), Rouanet (1996), Perrusi (1995), Alexander (1987), Motta P.R. (2001), Maffesoli (1985), Marx (1963), Beck (1999, 2000), Giddens (1994, 1997) e Barbero (2006) as representações do saber cotidiano são particularizações sobre comportamentos, formando a consciência social. Os fatos sociais envolvem o poder no comportamento dos membros da sociedade, pela socialização e internalização de valores, na formação social, numa constituição e elaboração psicológica e social da realidade nos processos de interação e mudança social, em intervenção social como projeção concreta cultural. Segundo os autores, o prazer, a consciência e o medo, estão relacionados a mudanças de valores, tomadas de decisão pessoais ou coletivas, que carecem de “filtragem” na imagem, idéia, discurso, prática criativa e no trabalho, como possível realização pessoal. Fisk J. (1990), Mattelart, A. & Mattelart, M. (1999), Beltran (1981), Simon (1979) e Robbins (2000), Goffman (apud Wolf, 2002), Santaella (1983), Penteado (1993), Berger e Luckmann (1985), Charlot (2000), Sarti (1996, 1999), Chaves, Cabral, Ramos, Lordelo & Mascarenhas (2002), Oliveira & Bastos (2000), Cole M. e Cole S. (2004) e Devries et al. (2004), Ferreira & Marturano (2002) e Lipovetsky (1989) buscam compreender a produção e elaboração de significados, multiplicidades de sentidos, num processo de interação e entendimento entre sociedade e indivíduos aonde a linguagem, significações simbólicas, processos de significação, ocorrem numa construção de significados no processo de interação social e de desenvolvimento das potencialidades, marcando a vida de cada indivíduo, aonde traduzem o mundo social, como novas formas de coexistência; a socialização envolve diversidade de interações pessoais, permite a construção de repertórios para lidar com adversidades e problemas surgidos, possibilitando direitos a serem socialmente reconhecidos, mediante superação de dificuldades. Wagner, Halpern & Bornholdt (1999), Piaget (1987), Szymanski (2001), Kreppner (2000), Médici (1961), Petzold (1996), Kancyper (1999), Campos (2000), Weiner (2000), Exner (2003), Vygotsky (2001, 2003), Bom Sucesso (2000) afirmam que as mudanças envolvem assimilação de esquemas de nuances distintos, interações e contextos diversificados, aonde a família é o sistema social responsável pela transmissão de valores, crenças, idéias e significados presentes nas sociedades, possuindo um impacto significativo e uma forte influência no comportamento dos indivíduos que aprendem as diferentes formas de existir, de ver o mundo e construir suas relações sociais pela construção dos laços afetivos; segundo os autores, as reações emocionais exercem uma influência essencial e absoluta em todas as formas de comportamento, onde o afeto é um ingrediente necessário para se sentir seguro e protegido, necessitando-se de estabelecer relações positivas no sistema familiar, sendo necessário preservar a individualidade dos membros e concomitantemente, o sentimento coletivo; os estados afetivos interferem na cognição, mutuamente, embora sejam de natureza distinta e indissociáveis; dessa forma o aprendizado gerado em qualquer situação por vivências, embora não se possa prever externamente situações de risco, confronta em relação aos riscos  sociais, como  os fatos sociais são passíveis de coerção social e assim, a interação social pelo aprendizado afetivo gera mudanças de cenário a nível individual e coletivo na sociedade aonde haja risco de haver inconsciência social e medo  individual.

Palavras-chave: interação, comunicação, afeto.

(Tempo de leitura: 32 - 63 minutos)

Resumo: O objetivo deste artigo é fornecer subsídios para repensar o desafio da educação superior, especialmente o da pós-graduação na área da Administração, a partir da avaliação dos papéis dos atores sociais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e de suas expectativas em relação aos demais: o aluno-cliente, o professor-gerente-educador e a instituição de ensino mercantil. Durante um ano realizou-se uma pesquisa qualitativa com alunos e professores de uma pós- graduação lato sensu em uma Instituição de Ensino Superior privada. Os dados foram tratados através de análise de conteúdo. Constatou-se que, por parte dos corpos docente e discentes, há distorções e falta de clareza quanto aos papéis desempenhados por cada elemento, gerando conflitos de interesses e que os papéis socialmente estabelecidos estão profundamente influenciados pela relação comercial do negócio educação, por vezes chocando-se com objetivos pedagógicos da educação.

Palavras-chave: ensino superior, papéis sociais, empregabilidade, mercado de trabalho.

(Tempo de leitura: 10 - 20 minutos)

1. Violência contra o Negro

1.1 Histórico

Resgatando o histórico referente ao racismo e a violência contra o negro, iniciamos abordando sobre os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, onde é considerado que não houve atritos de origem racial. Os e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial. No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o continente negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Aqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas.

(Tempo de leitura: 14 - 27 minutos)

Resumo: Este trabalho objetivou identificar características afetivas de um ex morador de rua e sua família atual. Pode-se constatar um encontro transformador entre a convivência com a criminalidade, exclusão, abandono, vícios e uma nova configuração de sentido de vida. Encontramos o ex morador de rua instalado e acolhido junto a uma família, a qual lhe deu a possibilidade de um possível restabelecimento como indivíduo, o sentimento de confiança deteriorado quando na situação de morador de rua, hoje ele saiu dessa estrutura e possui e vivencia uma referência que inclui um circulo de relacionamentos que proporcionando ao mesmo, um lugar reconhecido e aceito na sociedade. O afeto como um sentimento associado a resiliência [1] e a conteúdos representativos na vida, são outras conquistas constatadas nesta pesquisa em função dele ter hoje uma família. Ele era parte de um mundo portador de prerrogativas sociais em sua grande maioria de cunho negativo e hoje possui uma nova perspectiva de vida.

Palavras-chave: afetividade, morador de rua, resiliência

(Tempo de leitura: 4 - 7 minutos)

Para Rodrigues (apud Bock, 2001), a psicologia social (P. S.) é “o estudo das manifestações comportamentais, suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa da interação”. O que se pode inferir a respeito, é que a psicologia social se refere, em linhas gerias, ao estudo das interações sociais, mas devemos nos atentar para o fato, de que a psicologia em si, é construída a partir das interações do individuo.

Partimos então do preceito de que toda a psicologia é social a partir do momento que percebe o ser humano como um todo, sem reduzi-lo as suas patologias, seu desenvolvimento, suas especificidades. Com isso não se busca negar que a psicologia social, tem suas especificidades, ela continua preocupada com as interações e relações sociais e grupais, mas ela percebe que o ser humano é ser reflexivo na história, pois ao mesmo tempo em que é modificado por ela, também a modifica.

(Tempo de leitura: 9 - 18 minutos)

1. Introdução

Muitas mulheres sofrem violência doméstica, não conseguem afastar de seus parceiros e após sofrerem as violências podem apresentar como consequências psicológicas diversos sinais ou sintomas como, por exemplo: estresse pós-traumático, destruição da autoestima, apatia, depressão, ansiedade, distúrbios sexuais, distúrbios do sono, pânico, abuso na ingestão de substâncias, ansiedade generalizada, fobia, comportamento antissocial dentre outras.

(Tempo de leitura: 3 - 5 minutos)

1. Introdução

Trabalho realizado em empresa de coleta de resíduos numa cidade de porte médio no norte do Rio Grande do Sul.  Realizado no período de março a junho de 2012. Acompanhamos o dia-a-dia dos garis, que vivem invisíveis perante a sociedade, e embora tenham um trabalho honesto e digno, passam despercebidos, como se fossem apenas sombras, pessoas excluídas e invisíveis, eles que nos prestam um inestimável serviço e que são imprescindíveis para a limpeza e conservação dos espaços públicos, como ruas, praças, etc.

(Tempo de leitura: 19 - 38 minutos)

Resumo: Alinha-se nessa pesquisa uma proposta de conhecer como ocorre a violência e a resiliência em crianças vítimas de abuso sexual intrafamiliar e correlacionar com o após, a atuação e o papel do psicólogo para a construção de uma qualidade de vida assim como, analisar e desmistificar o ambiente familiar que ficou cristalizado e suas representações desfalcadas. Esse estudo apresenta um mapeamento de fatores de risco e proteção visando a compreensão real do caso bem como a condução de intervenções necessárias. Tal revisão de literatura deu subsídios para um estudo com o objetivo de prevenir e promover saúde pública frente à violência sexual com crianças no processo intrafamiliar favorecendo a resiliência. Conclui-se um trabalho de ordem preventiva que envolve ações educativas e que implica também uma psicoprofilaxia, uma atitude clínica, um trabalho integrado que possa envolver atendimento a vítima, o encaminhamento do processo e o fortalecimento de apoio às famílias.

Palavras chaves: abuso sexual intrafamiliar, fatores de risco e proteção, ambiente familiar e representações, o papel do psicólogo e resiliência.

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