Representações Sociais de Estudantes de Psicologia Sobre o Uso de Maconha

Representações Sociais de Estudantes de Psicologia Sobre o Uso de Maconha
(Tempo de leitura: 11 - 21 minutos)

Resumo: O presente trabalho teve como objetivos identificar e analisar os conteúdos e a estrutura da representação social do uso da maconha de estudantes de psicologia. A amostra foi constituída por 49 estudantes do segundo período de uma faculdade privada da cidade de Natal, de ambos os sexos e com idade entre 17 a 53 anos. A coleta de dados foi realizada por meio da técnica de evocação livre e foram submetidos à análise por categorias. O resultado mostrou que o significado da maconha para esses sujeitos é fortemente marcado por elementos negativos e reflete o posicionamento dos mesmos frente ao uso de maconha por meio de emoções e atitudes como sofrimento, medo e preconceito. Conclui-se que há a necessidade de mudança de atitude e amadurecimento frente ao tema proposto visando auxiliar na formação profissional desses estudantes e que subsidie suas futuras práticas junto aos usuários da droga e seus familiares.

Palavras-chave: Representações Sociais, estudantes, drogas, maconha.

1. Introdução

O consumo de drogas, compreendido como uso e/ou abuso de substâncias psicoativas, é visto como um problema social e de saúde de ordem mundial desde meados do século XIX. As fronteiras entre o uso e o abuso não são nítidas, podendo em um dado momento o mero uso tornar-se abuso e manter-se por tempo indeterminado, acarretando uma série de transtornos de ordem pessoal e social. As formas e os significados atribuídos ao uso de drogas também diferem de indivíduo para indivíduo e de grupo para grupo dentro de uma mesma cultura e, sobretudo, em culturas contrastantes.

A inserção do consumo de drogas na vida cotidiana de diferentes segmentos sociais e as discussões que ela vem suscitando nas pautas de políticas públicas de saúde e científicas justificam-se pelas consequências nefastas que o uso desta substância vem acarretando à sociedade, por ocasionar um sofrimento que interfere significativamente na diminuição da qualidade de vida, rompendo fronteiras de idade, classe socioeconômica, cultura, raça e espaço geográfico (BASTOS, 2003; PEREIRA, 2002).

O presente estudo abordará as representações sociais do uso da maconha por universitários incitantes do curso de Psicologia. A importância da investigação desta temática é o aumento substancial do consumo desta droga nos diferentes níveis sociais, sendo a maconha a droga mais consumida no Brasil e no resto do mundo atualmente.

A maconha (palavra de origem angolana) é o nome popular no Brasil dado a planta conhecida cientificamente como cannabis sativa que em outros países recebe diferentes denominações: hashishi, bangh, ganja, diamba, marijuana, marihiana. O termo cannabis sativa tem origem latina, cannabis significa cânhamo, que denomina o gênero da família da planta e sativa diz respeito à cultura plantada ou semeada e indica a espécie e a natureza do desenvolvimento da planta.

A cannabis é originária da Ásia Central e seu uso para fins medicinais existe há pelo menos 5 ou 6 mil anos. Na antiguidade, os romanos a utilizavam para produção de excelentes cordas e velas a partir de suas fibras. Na Europa registra-se a sua chegada somente no final do século XVIII e foi difundida na África e nas Américas, sendo utilizada principalmente por suas propriedades têxteis e para fins medicinais.

No século XIX começou a ser usada por escritores e artistas, mas seu consumo ainda se restringia a alguns círculos boêmios dos centros urbanos e as colônias de imigrantes asiáticos e africanos. Até os anos 40, constava na farmacopédia oficial de vários países, e mesmo no Brasil era possível encontrar medicamentos preparados com base na planta (CARLINI, 2006). Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da maconha e seu uso foi proibido por lei em vários países. O consumo voltou a ser disseminado nos anos 60 com a difusão do Rock e do movimento hippie.

Atualmente, a polêmica sobre benefícios e prejuízos causados pela maconha está em alta. Nos últimos anos, as discussões sobre a sua legalização ganharam espaço em todo o mundo e seu uso para consumo, para pesquisas, fins medicinais e culinários voltou a ser aceito em alguns países.

No Brasil, as informações prévias do II Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas apontam que pelo menos 7% da população brasileira já experimentou a maconha em algum momento da vida e o uso de maconha se insere no contexto das outras drogas que pode ser considerado um problema de saúde pública.

O Ministério da Saúde reconhece a dimensão, transversalidade, heterogeneidade do problema do consumo de drogas; a necessidade da busca de novas estratégias de contato e de vínculo com a pessoa usuária e seus familiares e, também, a falta de preparo de profissionais para lidar com o uso abusivo de álcool e outras drogas. A insuficiência do ensino de graduação relacionado às drogas é apontada em diversos trabalhos nas áreas que lidam diretamente com este fenômeno e demonstra muitas vezes o despreparo de pessoas para atuar profissionalmente nessa área.

A constatada falta de habilidade e de sensibilidade de profissionais para lidar com problemas relacionados ao abuso e dependência de drogas indica que as tradicionais ferramentas e ações voltadas para a promoção, prevenção e tratamento, e intervenções jurídicas não estão dando conta do problema, o que requer mudanças na formação e qualificação dos profissionais, bem como nas estratégias de ação.

Diante desta preocupante realidade, cabe aqui lançar um olhar sobre os estudantes de uma área que lida diretamente com essa questão, neste caso a Psicologia, analisando-os pelo prisma da Teoria das Representações Sociais, que podem ser entendidas como formas de conhecimentos elaborados e compartilhados socialmente que contribuem para a construção de uma realidade comum, possibilitando a compreensão e a comunicação do sujeito no mundo (MOSCOVICI, 2001).

Compreende-se que as representações sociais estão vinculadas a valores, noções e práticas individuais que orientam as condutas no cotidiano das relações sociais e se manifestam através de estereótipos, sentimentos, atitudes, palavras, frases e expressões. É um conhecimento do “senso comum”, socialmente construído e partilhado, diferente do conhecimento científico, que é reedificado e fundamentalmente. Desta forma, as representações acerca das drogas por parte dos universitários são muito importantes, uma vez que elas serão determinantes de suas práticas.

Segundo Andrade (2003), são eles que vão coordenar e gerenciar num futuro próximo essa problemática que afeta tanto o indivíduo como sua família. Espera-se, portanto, que suas ações futuras sejam direcionadas a uma intervenção multidisciplinar, visando contribuir na promoção e prevenção da saúde.

O presente trabalho visa investigar a princípio, como a partir das representações sociais sobre o consumo de drogas, os estudantes universitários têm levantado seus conceitos, opiniões e julgamentos, como pretende lidar com a complexidade do fenômeno enquanto profissionais e ainda, ambiciona levantar as possíveis influências positivas e negativas na formação de uma postura crítica e visão dimensional do tema abordado entre os estudantes.

2. Método

2.1 Campo de investigação e Participantes

O estudo de caráter quanti-qualitativo foi desenvolvido com base na Teoria das Representações Sociais. A população foi composta por estudantes da Faculdade Maurício de Nassau da cidade de Natal, cuja amostra totalizou 49 sujeitos com média de idade entre 17 e 53 anos, de ambos os sexos, escolhidos de forma acidental levando em consideração a presença em sala.

É válido salientar que o requisito principal para a participação nesta investigação é que os estudantes estivessem no segundo período do respectivo curso, pois, objetiva-se a realização deste estudo de forma longitudinal. Foi realizado um estudo piloto com o intuito de verificar a boa adequação do instrumento e sua validade.

2.2 Instrumento

Foi aplicado um questionário trazendo itens de caracterização acerca da idade, sexo e curso dos respondentes e as demais questões foram elaboradas de acordo com a técnica de evocação livre.

A questão principal continha a seguinte instrução: “escreva as cinco primeiras palavras ou expressões que lhe vem à cabeça ao pensar em ‘uso de maconha’”. O método da evocação ou associação livre propicia colocar em evidência o universo semântico do objeto estudado, assim como a sua dimensão imagética, de forma mais rápida e dinâmica que outros métodos com igual objetivo, como a entrevista (SÁ, 1996).

2.3 Procedimentos

Inicialmente, foi mantido contato com a coordenação do curso, com a finalidade de obter a listagem das turmas de segundo período e verificou-se a disposição dos universitários a participar de forma voluntária desta pesquisa em sala. Na oportunidade explicitavam-se os objetivos e a necessidade do questionário, foi-lhes garantido o anonimato e a confidencialidade das suas respostas, indicando-lhes que estas seriam analisadas no seu conjunto. As entrevistas foram realizadas em sala de aula e na própria faculdade pelos componentes do grupo. O tempo de aplicação foi, em média, de 20 minutos. Informa-se ainda, que houve recusas por parte de alguns universitários.

2.4 Análise dos dados

No que se refere à análise dos dados, as palavras evocadas pelos participantes foram organizadas e divididas em categorias visando facilitar a compreensão do sentido das comunicações e significações nelas explícitas e/ou implícitas. Este procedimento visou ainda obter a sistematização e descrição dos conteúdos das evocações, os quais permitiram a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) e foram analisados quanti-qualitativamente e demonstrados por meio de frequências e percentuais e as inferências elaboradas pelos pesquisadores.

3. Resultados e Discussão

Os sujeitos que participaram desse estudo são estudantes de Psicologia, de ambos os sexos, correspondendo a um quantitativo de 85,7% do sexo feminino e 14,3% do sexo masculino, como demonstra a Tabela 1. As idades variam de 17 a 53 anos e como pode ser observado na Tabela 2, o percentual de sujeitos com idade entre 17 e 26 anos é de 79,6%; de 27 a 36 anos e de 37 a 46 anos ambos correspondem a um percentual de 8,2%; de 47 a 56 anos, representam 4,1% da população em estudo.

Tabela 1 - Distribuição dos sujeitos por sexo.

Sexo

F

%

Feminino

42

85,7

Masculino

7

14,3

Total

49

100,0

Fonte: Elaboração dos autores

Tabela 2 - Distribuição dos sujeitos por idade.

Idade

F

%

17-26

39

79,6

27-36

4

8,2

37-46

4

8,2

47-56

2

4,1

Total

49

100,0

Fonte: Elaboração dos autores

As representações sociais acerca do uso da maconha elaboradas pelos universitários de Psicologia, com base no material coletado pelos questionários foram analisadas e ponderadas e de acordo com o consenso dos pesquisadores, resultaram em cinco categorias empíricas e oito subcategorias. A primeira categoria, que se refere ao “Posicionamento frente aos usuários de maconha”, subdividiu-se em três subcategorias: favoráveis, desfavoráveis e neutras, conforme Tabela 3. Das representações encontradas entre os estudantes, vinte e seis (26) palavras evocadas enquadraram-se nesta categoria, podendo afirmar que 30,8% tiveram um posicionamento favorável, 65,4% foram desfavoráveis e 3,8% neutros.

Tabela 3 - Posicionamento frente aos usuários de maconha.

Subcategorias

F

%

Favorável

8

30,8

Desfavorável

17

65,4

Neutra

1

3,8

Total

26

100

Fonte: Elaboração dos autores

Nessa categoria investigaram-se as representações dos universitários de Psicologia quanto aos usuários de maconha. Diante das palavras evocadas, percebe-se que em sua maioria, os universitários demonstraram posições desfavoráveis aos usuários que podem estar ligadas uma visão negativa do uso de maconha ao relacionarem diretamente com a criminalidade, a violência e ao tráfico.

No entanto, as posições favoráveis dos universitários possivelmente devem-se ao fato de estes considerarem os usuários como vítimas do contexto social em que se encontram inseridos, o qual contribui para o envolvimento com as drogas BASTOS (2003).

A segunda categoria diz respeito às “Consequências na vida dos usuários da maconha e foi dividida em cinco subcategorias: consequências na vida familiar, profissional, social, saúde e física. Das representações apreendidas pelos universitários, 4%  foram relativas à vida familiar, 40% ao campo social, 1,8% ao campo profissional e, 54,5% à saúde e 4,5% à questão física como demonstra a Tabela 4.

Tabela 4 - Consequências na vida dos usuários de maconha.

Subcategorias

F

%

Familiar

4

3,6

Social

40

35,7

Profissional

2

1,8

Saúde

61

54,5

Física

5

4,5

Total

112

100

Fonte: Elaboração dos autores

Esta categoria apreendeu as representações sobre as consequências na vida dos usuários da maconha associadas à esfera familiar, social, profissional, na saúde e na questão física.

Nessa categoria observaram-se um número maior de representações referentes às consequências sobre a saúde do usuário com ênfase aos aspectos biológicos e psicológicos que envolvem tais consequências. Evocações como “problemas psicológicos”, “dependência”, “vício”, explicitam tais aspectos. Em relação às consequências na esfera familiar, notou-se que os sujeitos apresentam em suas evocações elementos de cunho afetivo/emocional, principalmente ligadas às figuras parentais, exemplo disso é a expressão “não pensa na família” evocada por um dos sujeitos. Na esfera social e profissional o usuário é representado pelos universitários como um ser indesejável no mercado de trabalho, que não consegue se firmar em um emprego ou que o perde devido às manifestações de comportamentos desenvolvidos pelo uso da droga.

Estes resultados acerca das consequências na vida dos usuários de maconha corroboram  os estudos realizados por Ferreira (2007) onde os resultados apontam que no contexto familiar há uma preocupação quanto ao futuro dos filhos e em relação ao trabalho por serem considerados inaptos e julgados como não competentes.

De forma consonante com as representações dos universitários acerca da vida profissional do usuário de maconha, Galduroz (2005), verificou que a utilização de substâncias psicoativas era o principal fator para falta ao trabalho, queda da produtividade, internações, acidentes de trabalho e problemas na família.

No que se refere à terceira categoria “Causas do uso da maconha” houve a emersão de vinte e cinco (25) palavras evocadas. Os dados da tabela 3 revelam que, os estudantes com idade entre 17 e 26 anos, foram unânimes nas evocações que se enquadram nesta categoria. Para os estudantes de 27 a 36 e de 37 a 46 anos, o número de evocações foi o mesmo e os com idade entre 47 e 56 anos, não evocaram palavras consideradas como causa para o uso da maconha.

Tabela 5 – Causas do uso da maconha.

Idades

F

17 – 26

21

27 – 36

2

37 – 46

2

47 – 56

0

Total

25

Fonte: Elaboração dos autores

Nesta categoria investigaram-se as causas do uso da maconha pelos universitários de Psicologia. Interessante ressaltar que os estudantes com idade mais baixa foram superiores nas evocações, o que vai de encontro com o estudo realizado por Coutinho (2004) que aponta entre as causas para o uso de drogas estão a obtenção de prazer, além de sentimentos de inadequação e baixa autoestima.

Ferreira (2007) argumenta que talvez os principais atrativos da maconha sejam a curiosidade, a coragem e o prazer. Esses resultados  corroboram os dados encontrados na presente pesquisa, a respeito das “causas do uso da maconha”, conforme as palavras e expressões evocadas a seguir: “fuga de problemas”, “prazer”; “curiosidade”, “esquecer problemas” e “influência de amigos”.

A Tabela 6 ilustra os dados relativos a "Concepções/Descrições da Maconha". Obteve-se um total de cinquenta e duas (52) palavras evocadas onde os estudantes destacaram a maconha, como uma "droga" que tem propriedades "alucinógenas" e como uma "planta" ou “erva medicinal”. Mais uma vez os estudantes com idade entre 17 e 26 anos foram os que mais evocaram termos que se enquadram nessa categoria.

Tabela 6 - Concepções/Descrições da maconha.

Idades

F

17 – 26

45

27 – 36

3

37 – 46

4

47 – 56

0

Total

52

 Fonte: Elaboração dos autores

De forma semelhante aos estudantes, MARTIN-SANTOS (2005) e CRIPPA (2005) argumentam que a maconha é uma droga alucinógena, tendo em vista que é capaz de provocar alterações no funcionamento do cérebro, de modo que pode desencadear nos seus usuários efeitos psíquicos como delírios e alucinações.

Observa-se que os atores sociais desta pesquisa ancoraram suas representações da maconha como uma planta. De fato, trata-se de uma combinação de flores e folhas da planta, conhecida pela nomenclatura científica Cannabis sativa, cujo principal princípio ativo é o THC (tetrahidrocanabinol). Sua concentração na planta depende, sobretudo, da forma como a Cannabis foi cultivada, em que tipo de clima e solo, CRIPPA (2005).

Na Tabela 7 estão representados os valores referentes a categoria “Efeitos da maconha”. Nessa categoria, os estudantes evocaram trinta e uma (31) palavras ligadas aos efeitos causados no usuário quanto ao uso de maconha. Destaca-se aqui o fato de que entre os sujeitos da pesquisa, alguns afirmaram serem usuários e descreveram aquilo que sentem ao fazer uso da droga. Palavras e expressões como: “olhos vermelhos”, “risos”, “relaxamento” e “leveza”.

Tabela 7 - Efeitos da maconha.

Idades

F

17 – 26

28

27 – 36

3

37 – 46

0

47 – 56

0

Total

31

Fonte: Elaboração dos autores

4. Considerações Finais

O presente trabalhou versou sobre as Representações Sociais sobre o uso da maconha entre estudantes de Psicologia. Os dados apreendidos entre os estudantes possibilitaram representações particulares e próximas quanto a consensualidade.

Evidenciou-se, neste estudo, que os estudantes possuem um conhecimento acerca da maconha pautado principalmente nas inúmeras consequências aos usuários, à família e à sociedade e as evocações elaboradas pelos estudantes apresentam, em sua maioria, um cunho negativo e estereotipado.

Neste sentido, a presente pesquisa demonstrou que se faz necessária uma formação adequada no curso de graduação, e infere-se que há a possibilidade de que as atitudes frente aos usuários se modifiquem ao longo da formação, de acordo com conhecimento adquirido acerca do ser humano em Psicologia.

Acredita-se ainda, que as representações sociais, como uma modalidade de conhecimento prático, podem contribuir na preocupação quanto à prática dos futuros profissionais da área de Psicologia nas diversas instituições que porventura venham a atuar.

A presente pesquisa não esgota a possibilidade de futuros estudos com esta temática e se trata de uma proposta de estudo longitudinal. No entanto, espera-se que ela possa contribuir na formulação de novos questionamentos acerca do uso da maconha, na realidade dos universitários brasileiros, de forma a preencher algumas lacunas até agora existentes, possibilitando melhor compreensão deste fenômeno.

Desta forma, sugerem-se  pesquisas com a finalidade de verificar as representações sociais do uso da maconha, não somente entre estudantes de Psicologia, mas, em cursos que compreendam todas as áreas da saúde, humana e jurídica, já que lidam diretamente com o contexto referente ao uso de drogas, de modo a melhor se compreender o conhecimento elaborado por estes estudantes em seu contexto e possibilite a adequação da formação e das estratégias pra lidar com todas as dimensões que envolvem a questão das drogas.

Sobre os Autores:

Carla Priscila Ferreira da Silva - aluna do curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau – UNINASSAU, Natal- RN.

Adlay Rodrigues de Sousa - aluna do curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau – UNINASSAU, Natal- RN.

Pedro Atuan de Medeiros Albino - aluno do curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau – UNINASSAU, Natal- RN.

Micael Lacerda Leite - aluno do curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau – UNINASSAU, Natal- RN.

Magnólia Micheline Maria dos Santos - aluna do curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau – UNINASSAU, Natal- RN.

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