As Implicações do Luto na Saúde da Família

As Implicações do Luto na Saúde da Família
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Resumo: O conhecimento da finitude do homem desafia a representação da morte tornando o tema interdito, porém levando-o a refletir sobre a vida frente a esse fenômeno complexo, considerando os seus efeitos psicossociais, afetivos e cognitivos, já que a perda por óbito é considerada como um evento único vivido na peculiaridade de cada pessoa e as diferentes reações como mecanismos de ajustamento diante da dor e sofrimento presente no pesar. A influência do luto na saúde da família, bem como as suas implicações e do impacto no meio social, faz parte de um trabalho pautado na escolha do tema pela necessidade de reflexão acerca do assunto, visto a relevância da crescente demanda de pessoas que procuram ajuda de profissionais na área da saúde após passar por um momento de perda, possibilitando por meio do conhecimento, informações por meio de pesquisas, colaborando desta forma, para a produção de conhecimento no que se refere aos efeitos subjacentes do luto na saúde da família e na  busca de efetividade e intervenção no ajustamento adaptativo da família diante do processo de perda. Este trabalho tem como objetivo compreender as variáveis que podem comprometer a elaboração do luto no âmbito familiar, buscando esclarecer que esse processo é um fenômeno psíquico e necessário considerando os seus efeitos psicossociais, afetivos e cognitivos, bem como suas reações, significados e enfrentamento. O presente artigo foi baseado em uma pesquisa de levantamento bibliográfico, ancorada em fontes como: livros, contemplando autores clássicos e contemporâneos, e artigos encontrados nas bases de dados de reconhecimento científico como o Scielo e BVSpsi.

Palavras-chave: Morte, Família, Luto, Saúde.

1. Introdução

A morte é vista por vários ângulos como um fenômeno único, complexo permeado de estigmas e o luto como um processo vivenciado de forma singular trazendo como principais aspectos intenso sofrimento e isolamento (PARKES, 2009).

Muitos pesquisadores relatam fatores que contribuem para o processo do luto, afetando de forma significativa a dinâmica da família, alterando o bem-estar físico, social, econômico e emocional de todos os inseridos no contexto familiar.

Para Freud (1917) é previsível que a pessoa no processo de luto vivencie uma perda do interesse pelo mundo externo e que se distancie de tudo que se relaciona a memória do ente que perdeu e ainda pontua que depois de uma grande perda, não haverá substituto, ainda que esse vazio seja preenchido, mas ainda algo permanecerá, sendo essa a única maneira de perpetuar aquele vínculo que não se deixa abandonar.

O sentimento de solidão intensifica, quando não há espaços para família expor suas emoções, trazendo sofrimento e angústia (SILVA et al, 2007). Outro fator que dificulta a elaboração do luto, segundo Silva (2007) baseava na transferência da compaixão para o familiar do morto (outrora dirigida ao próprio morto), era a crença em acreditar que o falar sobre a morte causava dor ao enlutado, afetando o comportamento das pessoas de forma a evitarem o assunto.

Segundo Ariés (2003) a morte é, assim, temida, por significar uma anulação completa do instinto de vida. O medo da morte como outras fobias, pode resultar de eventos internos, ou seja, de situações conflitantes não solucionadas, não são os objetos ou situações externas que criam nas pessoas o medo da morte, mas a ideia fantasmática de um Eu permanente e eterno que seria aniquilado com a morte (ARIÉS, 2003).

Portanto é importante perceber os efeitos do luto na saúde psicológica das pessoas enlutadas, bem como os fatores de riscos que podem influenciar na dinâmica da família, afetando de forma significativa o bem-estar físico, econômico e social da família.

Por ser um assunto complexo e de difícil definição a morte e o luto são vistos muitas vezes, com preconceitos e ideações, gerando sofrimento, culpa e ansiedade. As implicações do luto no ciclo da família é um tema proposto pela necessidade de reflexão acerca do assunto, do impacto no meio social e da sua importância através da crescente demanda de pessoas que procuram ajuda do profissional da área de saúde, como enfermeiros, psicólogos e médicos após passar por um momento de perda (FRANCO, 2016).

O presente trabalho objetivou descrever os processos subjacentes do luto no âmbito familiar, na perspectiva de conhecer os fatores que implicam nas possíveis reações a perda, frente à ocorrência de morte na família, para uma ação mais efetiva no que se refere à atuação de profissionais na estratégia da saúde da família, bem como identificar os indicativos que contribuem para o processo de luto, verificando o significado da perda dentro da dinâmica familiar.

Nessa perspectiva o artigo escrito está pautado no contexto da produção do conhecimento na busca de reflexão para o problema de pesquisa. Entende-se pesquisa como um processo no qual o pesquisador tem na teoria o referencial para fundamentar a sua prática de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente, pois realiza uma atividade de aproximações sucessivas da vida real, refletindo posições frente à realidade (MINAYO, 1994).

Sendo a investigação, organização, utilização de técnicas e análise de dados são condições imprescindíveis para a elucidação de uma pesquisa (PRODANOV; FREITAS, 2013). Assim, faz-se necessário a escolha de um caminho epistemológico que aproximará ao fenômeno. Segundo Lakatos e Marconi (2010) a pesquisa bibliográfica não é uma repetição do que já foi dito ou escrito acerca de determinado assunto, mas fornece a compreensão de um tema a partir de um novo enfoque ou abordagem, propiciando dessa forma, novos olhares e reflexões sobre o mesmo assunto.  Neste contexto, opta-se pelo levantamento bibliográfico baseado em uma pesquisa de embasamento teórico que abordará as implicações do luto na saúde da família, ancorada em fontes como: livros, contemplando autores clássicos e contemporâneos, e artigos, encontrados nas bases de dados de reconhecimento científico como o Scielo e BVSpsi, a fim de fundamentar a pesquisa para contribuir com a produção de conhecimento. 

2. Processos do Luto

A família é um sistema dinâmico tendo como principal sustentáculo o vínculo afetivo, uma vez rompido traz consequências que afetam todo o ciclo familiar. A perda de um ente querido pode trazer mudanças significativas na família, bem como aparecimentos de sintomas referentes ao pesar, que implicam no bem-estar físico, biológico, cognitivo, econômico e social da família.

De acordo com Parkes (1998) a morte de uma pessoa na família acompanha vários fatores que implicam na relação que se tinha com a pessoa, o parentesco, etc., cujas perspectivas em relação ao outro são definidas pelo papel social que o mesmo desempenhava que se apoiava na existência dessa pessoa para garantir sua validade, de repente passam a não ter valor algum. Então para a maioria o mundo passa ser vazio e a vida sem sentido (PARKES, 1998).

Portanto, torna-se relevante reinventar um novo caminho na ausência da pessoa que se foi, onde as mudanças se configuram em um arsenal de esforços, dor e sofrimento. Segundo Parkes (1998, p.120) “... seu significado não é mais o mesmo: família não é mais o mesmo objeto, assim como lar, e casamento também não são. Até mesmo na velhice passa a ter agora um novo significado.” Todas essas situações ameaçam a dinâmica da família, trazendo impactos na saúde psíquica tanto de forma individual como coletiva.

A diferença de se perceber diante a perda de um ente querido, segundo Parkes (1988) depende da visão de mundo que o enlutado presume, onde as construções ao longo da vida definem a intensidade e a maneira de como será sentida essa perda, sendo muito mais difícil processar as mudanças que se seguem do que se faria com outras de menor valor, mas podem ser realizadas com o tempo e oportunidades para ajustar as mudanças, tendo ajuda e apoio social.

Já Freud (1917) em seus estudos na obra “Luto e Melancolia” apresentou que no processo de perda a um desligamento pouco a pouco das representações que se tinha ao objeto amado, dando lugar a um desvio de realidade.  Por esse motivo, o domínio da realidade do enlutado era restaurado de forma fragmentada, o qual tornava o processo penoso e desconfortável, onde afetava muitas vezes o bem-estar físico e mental da pessoa.

Por outro lado, Viorst (1999) apontou a crença de que a morte para alguns pode ocorrer com toda dor e desespero, porém, a negação acompanha a esperança de buscar a pessoa que se perdeu e é nesse estado que na grande maioria, o indivíduo sente-se entorpecido como se estivesse vivendo uma realidade distante da sua própria.

A família passa a viver um processo de adaptação, a recomposição familiar que é essencial para a readaptação da família na sociedade, depende não apenas de fatores internos desses indivíduos, tais como a estrutura psicológica, o histórico de perdas anteriores e suas próprias crenças, mas também de fatores externos que incluem as circunstâncias do evento, a rede social de apoio e os recursos da comunidade (BROMBERG, 1996).

2.1 Enfrentamento

Pesquisas apontam a complexidade de respostas referentes ao processo de perda e ao fenômeno do luto nos mais diversos tipos de situação, é fundamental que a equipe de saúde e outras redes de apoio investiguem acerca das fases do processo de luto para identificar precocemente as situações de risco, para que o fenômeno seja menos complicado e auxilie a família a retomar vida.

Kóvacs (2003) enfatizou que o tipo de morte pode afetar a forma de elaboração do luto. Suicídios e acidentes são as mais graves, pelos aspectos de violência e culpa que provocam na família. As mortes que acontecem em longo período, acrescidas de muito sofrimento, podem também ser desgastantes para os membros da família. Entre os fatores complicadores desse processo, deve ser considerada a relação anterior com o ente querido, principalmente a que envolve ambivalência e dependência, problemas mentais e percepção da falta de apoio social. O luto envolve múltiplos fatores que podem dificultar a sua elaboração: perdas múltiplas (morte de várias pessoas da mesma família), perdas invertidas (filhos e netos que morrem antes de pais e avós), presença de corpos mutilados, desaparecimento de corpos e cenas de violência (FRANCO, 2008).

Existem algumas variáveis que podem agir como facilitadores ou afetar adversamente nos processos de luto das famílias. Franco (2008) descreve fatores que podem interferir significativamente no processo de morte e luto, bem como a natureza e significados relacionados com a perda. A escuta sensível à dor do outro e o acolhimento são condições imprescindíveis para uma efetiva intervenção da equipe de saúde, colaborando de forma positiva para o trabalho do luto.

Parkes (1998) apontou que em casos de luto patológico, o enlutado deve ser encaminhado para o tratamento psicoterápico, com objetivo de encorajá-lo a expressar seu pesar e superar suas fixações ou bloqueios para que possa se aperceber do que acontece e daí reaprender o mundo, por meio do conhecimento do fenômeno, identificar as possibilidades de adaptação a uma nova realidade.

Rando (1993) afirmou que para a elaboração do luto, é necessário o reconhecimento da perda, a forma como a pessoa reage ao processo de separação, externalizando experiências com a pessoa perdida, possibilitando novas adaptações, bem como o reinvestimento em novas relações.

Segundo Parkes (1998), a perda de um ente querido pode ser entendida como uma importante transição psicossocial, com impacto em todas as áreas de influência humana. Diante da dificuldade que o sujeito tem em ressignificar a vida frente ao momento de perda, a pessoa pode perder a vontade de trabalhar e ficar desempregada, acarretando dificuldades financeiras que gerarão perdas na qualidade de vida, e assim sucessivamente. Dessa forma, uma perda não elaborada gera uma sucessão de novas perdas num processo cíclico de autodestruição. O caos instalado de maneira abrupta precisa retornar a certo grau de equilíbrio para que a pessoa siga sua vida da melhor maneira possível. Mas, muitas vezes, a pessoa não consegue encontrar um ponto de reequilíbrio e se perde dentro do processo de luto, ficando presa ao sofrimento. O luto deixa de ser uma reação natural adaptativa e passa a ser uma prisão geradora de mais dor e novas perdas. Parkes (1998) apresentou que uma avaliação cuidadosa é necessária em todos os casos, já que muitos profissionais não estão preparados para lidar com esse problema. De acordo com Rando (1993) há consequências sérias quando não se cuida de pessoas que apresentam risco para processos de luto complicado, tornando necessário identificar fatores de risco para melhor intervenção.

Para tanto, o conhecimento das fases de evolução do luto, seus fatores de risco e sua complicação, são norteadores para equipe multidisciplinar, envolvida aos cuidados direto com a família em situação de perda, iniciar medidas profiláticas de apoio, principalmente ao mais prejudicado ou com dificuldade de retomar a vida.             

O plano de intervenção na estratégia Saúde da Família no contexto de luto se faz necessário no ponto de vista multidisciplinar, possibilitando o acompanhamento da família, atuando na realidade de vida atual e pregressa da pessoa enlutada.

Polido (2014) enfatizou que diante da perda de um ente querido na família, surgem alguns conflitos que afetam todo o ciclo familiar, potencializando ainda mais o sofrimento, a exemplo das diferentes reações as necessidades de cada membro, desde a escolha do cerimonial, até mesmo destino dos pertences, podem gera discordâncias, diante das quais o mais adequado a fazer, por mais doloroso que seja, é sempre conversar, já que, em se tratando de afeto, todos têm o direito de ser ouvidos e de ter a sua dor respeitada. A doença muitas vezes pode ser curada, mas a dor e o sofrimento precisam ser acolhidos. 

Porém, para que todo esse potencial seja utilizado, os membros das equipes precisam estar sensibilizados e ter seu olhar humano e acolhedor preparado para o indivíduo enlutado, ao processo de luto e suas demandas, considerando um trabalho setorial para conseguir informações mais precisas. Todos da equipe de saúde, quando treinados para reconhecer e acompanhar o luto, podem contribuir para alertar a equipe de Saúde da Família, em que os olhares de cada membro poderão enriquecer muito a compreensão do todo.

Alguns princípios de como abordar o enlutado são determinantes para um bom trabalho em nível de intervenção, por exemplo: deixar o sujeito falar sobre a perda, ouvi-lo, confortá-lo, ao invés de tentar conformá-lo.

Para Frankl (2016), o sofrimento pode ser transformado em realização; a culpa em mudança; e a transitoriedade no estímulo para atuação responsável. No processo de luto a superação depende diretamente no mundo presumido que o enlutado faz diante das adversidades e da ressignificação que faz perante aos desafios da vida, assumindo um papel de escolha mediante ao sofrimento, a dor e a perda.

2.2 Possíveis Reações Frente ao Luto

O luto representa um processo de crise que exige um grande investimento emocional. A intensidade desta crise e os riscos a ela associados explicam sua importância na prática da clínica psicológica. Ela revela a considerável influência que o luto exerce nos processos que culminam em estados de sofrimento psíquico grave. (PARKES, 1998)

Alguns papéis desencadeiam funções que afetam toda dinâmica da família. Quando se trata, por exemplo, de perdas relacionadas ao cônjuge, segundo Parkes (1998), apontou que a maioria se sente inseguro emocionalmente, solitário, tendo grande dificuldade de interação, bloqueando qualquer tipo de relação que pode trazer a lembrança de quem se foi, devido à persistência de se manter vinculado, trazendo portando a vulnerabilidade emocional, ocasionando um sentimento de desproteção e desamparo.

Outro fator identificado por alguns pesquisadores referente à perda é a ansiedade causada por lembranças da pessoa que se foi e pela solidão em razão da falta de apoio, incluindo “sensação de choque”, crises de falta de ar e outras expressões somáticas de medo. (PARKES, 1998).

O processo de luto pode ser interrompido tornando-se agravante e até mesmo patológico, quando potencializado por determinados fatores ou circunstâncias externas, e que esta interrupção pode ser capaz de acarretar dificuldades futuras para os enlutados. A interrupção do trabalho de luto pode trazer consequências, como a vivência adiada do luto ou mesmo certa impressão de que a morte não ocorreu. Entre as circunstâncias mais comuns, pode-se citar o adiamento ou a não participação no enterro, uma doença ou a preocupação com algum familiar doente ou idoso, uma segunda morte na família. (PARKES, 1998).

A descrição de Lindemann sobre o luto agudo apresentava um quadro notavelmente uniforme, uma síndrome com sintomatologia composta de elementos somáticos e psicológicos. Ele descreve pela primeira vez, em detalhes, uma lista de reações que comumente se seguem a uma perda.

“Comumente, no luto agudo, o enlutado experimenta uma sensação de tristeza somatizada que ocorrem em ondas, com duração de vinte minutos à uma hora a cada vez, sensação de aperto na garganta, de falta de ar por causa da respiração curta, necessidade de suspirar e uma sensação de vazio no abdome, falta de energia muscular e uma intensa tristeza descrita como tensão ou sofrimento mental”. (LINDEMAN, 1944, p.145)

Algumas reações foram identificadas, em determinados casos, outras reações, como insônia, falta de concentração, falha de memória, comportamentos extremamente repetitivos (LINDEMANN, 1944). Estes sintomas pareciam mais frequentes entre os enlutados por morte repentina. Não era incomum que pessoas vivendo a fase aguda do luto expressassem preocupação com seu estado mental, achando que estavam ficando loucas ou que seu sofrimento apenas ficaria pior. Lindemann (1944) também pontuou que os enlutados adoeciam com mais frequência, e que o luto representava uma “porta aberta” para os mais diversos problemas de saúde.

Entre algumas das reações psicológicas comuns ao luto, Lindemann (1944) elencou as preocupações com a imagem do falecido, a culpa, as reações de intensa hostilidade, as alterações nos padrões de comportamento e a despersonalização – experiência na qual os enlutados sentiam a si mesmos e aos acontecimentos ao redor como algo irreal. Para este autor, devido à intensa irritabilidade, é comum que o enlutado evite contatos sociais e que ocorram grandes alterações no convívio com amigos e familiares. Lindemann identificou, também, em alguns enlutados, a presença de tensão, agitação, insônia, sentimentos de inutilidade e autoacusação. Além disso, ele frisou que, em decorrência de sentimentos intensos de autoacusação, poderia surgir, no enlutado, um forte desejo de punição que, por sua vez, poderia ser associado à intensificação de ideação suicida entre alguns enlutados (MOURA 2006).

A perda por morte gera reações adversas que vão da culpa a problemas somáticos. O sofrimento visto de forma intensa traz na angústia o medo de ter perdido muito mais que simplesmente alguém, mas a função que a existência dessa pessoa tinha na vida do outro, a qual jamais será estabelecida, mesmo que venha surgir outras relações, ainda sim, seria diferente, configurando um ser que se foi alguém insubstituível (FREUD, 1914).

Já Kubler-Ross (1985) definiu fases emocionais que evidenciam o processo de luto e as dificuldades encontradas pela equipe multiprofissional ao lidar com o paciente, as notícias difíceis e os familiares, analisando as atitudes diante da morte e do morrer afirmando que a sociedade é propensa a evitar a morte, mas, sobretudo a ignorá-la, o que não é uma atitude saudável.

Kubler-Ross (1985) trouxe sua contribuição nos estágios vivenciados por pacientes em fase terminal, traçando uma ponte para definir as mesmas reações experimentadas pela família que a princípio não aceitam o diagnóstico ou mesmo a morte dos seus entes queridos.

No primeiro momento há uma reação de negação e isolamento, que geralmente faz com que tanto paciente como algumas pessoas mais próximas tenham a mesma atitude e tentem provar de todas as formas que houve um engano, necessitando de tempo para absorção do processo, configurando uma fuga de realidade. Logo depois, o sentimento de raiva por conta da interrupção de planos, da descontinuidade e a própria vida se mescla ao ressentimento e à inveja daqueles que estão saudáveis. Há promessas de novas atitudes e de mudanças de estilo de vida, na esperança de prolongar um pouco mais a sobrevivência.

O profundo sentimento de impotência, marcada pela angústia configura a depressão que decorre não somente do impacto da perda sobre o indivíduo, mas sobre a família.

A última fase em que apontou foi de aceitação, que coincide com o período de maior desgaste físico. Nele, parece ser mais difícil viver do que morrer e os sentimentos desvanecem. Pode haver uma sobreposição desses estágios e a autora afirma que em todos eles, mesmo para as pessoas mais realistas, há sempre esperança que não deve ser retirada com verdades cruéis ditas de forma direta. 

Por outro lado, de acordo com Bowlby (1993), os estágios do luto referem-se a princípio com a fase de torpor ou aturdimento, a cognição se desorganiza diante da complexidade do fato, da intensidade da dor. O enlutado encontra-se desorganizado, sem direção. Em seguida aparece o anseio ou protesto e busca da figura perdida, que implica emoções intensas, com muito sofrimento psicológico e agitação física, o enlutado fica à procura da pessoa perdida. Da mesma forma que o bebê chama e procura pela mãe, o enlutado clama pela volta de quem se foi. São comuns nessa fase, relatos de encontros imaginários com o morto. A pessoa relata ter visto a pessoa querida, sentido seu perfume, enfim busca incansavelmente um objeto simbólico para internalizar a lembrança da pessoa que partiu.

A fase do desespero inicia quando o enlutado reconhece a imutabilidade da perda, o que torna esta fase ainda mais complexa e difícil, pois implica desmotivação pela vida, apatia e depressão. É um processo lento e doloroso, que pode levar ao isolamento social, desamparo, bem como a alguns distúrbios psicossomáticos. É como se o morto morresse de novo. Porém, a readaptação se faz necessário para o próximo estágio que direciona em uma possível recuperação, restituição e reorganização: inicia-se com o aparecimento da capacidade do enlutado naquilo que Freud chamou de investimento em outros objetos. O lugar ocupado pela pessoa, agora morta, tem que ser reocupado no sistema por uma ou mais pessoas, assim como papéis e funções, outrora por ela desempenhados. A dor, quase insuportável nas fases anteriores, vai cedendo à saudade. A saudade permite a construção da memória do morto, e do que será escolhido para ser lembrado. O morto ocupará um lugar no sistema familiar, mas como morto. O sistema familiar, transformado pela saída de um membro se reorganiza em um novo formato. O movimento dos membros da família vai aos poucos definindo um novo desenho. As pessoas estão novamente prontas para investimentos emocionais e de outra ordem. Para a teoria do apego, o luto saudável é a aceitação da modificação do mundo externo, onde agora a figura perdida não mais está, e a consequente alteração do mundo interno e representacional assim como a reorganização dos vínculos que permanecem.

Para tanto, os aspectos afetados na dinâmica familiar com a perda, reforça sempre a importância de os profissionais conhecerem o contexto em que vivem essas famílias em situações de vulnerabilidade emocional, bem como os fatores de risco provenientes nesse processo, pois o objetivo consiste na preservação da saúde física e mental dos cuidadores principais, e das vicissitudes que enfrentam.

Kubler-Ross (1985) em seus estudos e pesquisas sobre as reações frente à morte deu ênfase a importância na comunicação entre os atores da situação, o exercício da flexibilidade referente a diversas reações que podem ocorrer, pois nem todos reagem iguais diante o luto. Relatando a necessidade que a equipe precisa para compreender os prejuízos causados pela fragmentação do cuidado, pela fragilidade dos vínculos e pela necessidade de reflexão constantes sobre suas práticas e relações  no âmbito dos mais diversos significados que  a perda de um ente querido tem no contexto familiar. 

2.3 Sentido da Morte na Vida

São vários os significados da morte na vida, considerando aspectos históricos, sociais, psicológicos, filosóficos e religiosos, evidenciando como esse fenômeno exerce poder sobre a vida das pessoas, pois ao confrontar-se com sua própria finitude, o sujeito vivencia a unipolaridade de se estabelecer como ser limitado e vulnerável a própria vida (PARKES, 1998).

Segundo Marcuse (2012), apontou dois polos que se distinguem pela ideologia de pensar que a morte faz parte da vida, sendo um fato natural, pertencente ao homem como uma questão orgânica, por outro lado, a morte é vista como o que dá sentido a vida, visto ser à pré-condição para “verdadeira” vida do homem.

De acordo com Viorst (1988) as pessoas vivem de perder e abandonar, e mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor sofrimento, todos irão compreender que a perda é, sem dúvida, uma condição permanente da vida humana e a morte necessária no ponto de vista do ciclo da vida.

Existe uma série de mecanismos para mascarar o verdadeiro significado da morte para o sujeito, sendo a raiva, a culpa, idealização e tentativas de reparação, sugestões para admitir que na realidade a pessoa se foi. (VIORST, 1988). A conscientização da mortalidade pode enriquecer o amor pela vida sem fazer da morte, algo aceitável, mas compreensível.

"A perda é um poderoso evento nodal que abana a fundação da vida da família e deixa todos os membros afetados (...) [ela] modifica a estrutura familiar, requerendo normalmente uma grande reorganização do sistema familiar. O significado de uma determinada perda e respostas a ela são moldados essencialmente pelo sistema de crenças da família, o qual, por sua vez, é modificado por todas as experiências de perda" (Walsh e McGoldrick, 1998; pág.5).

Portanto para humanidade, a morte se faz acompanhar de ritos funerários, sendo a única a crer na sobrevivência ou no renascimento dos mortos, o que faz da morte um dos traços mais culturais da espécie.

Segundo Walsh; McGoldrick (1998) apontou a morte como desafios adaptativos partilhados e mudanças nas definições que a família tem da sua identidade e objetivos. A capacidade de aceitar a perda está no cerne de todas as competências nos sistemas familiares saudáveis. Pelo contrário, as famílias muito disfuncionais demonstram os padrões menos adaptativos relativamente ao lidar com as inevitáveis perdas, agarrando-se juntos na fantasia e negação para ofuscar a realidade e para insistir na (in)temporalidade e perpetuação dos laços nunca desfeitos.

Para, além disso, a adaptação não é equivalente a uma resolução no sentido de ultrapassar completamente e de uma vez por todas a perda. Como foi mencionado anteriormente, o luto e a adaptação não têm um tempo fixo ou uma sequência linear.

Há, no entanto, desafios adaptativos cruciais na família que, se não forem ultrapassados, deixam os familiares vulneráveis à disfunção e aumentam o risco da dissolução da família. Existem, assim, duas tarefas principais que tendem a promover a adaptação imediata e em longo prazo dos familiares e a fortalecer a família como uma unidade funcional. (WALSH; MCGOLDRICK, 1998). A consciência da morte não é algo inato e sim resultado de uma consciência que capta o real, isto é, é só por experiência que o ser humano sabe que irá morrer um dia. A morte humana, segundo Coelho (2000) é um conhecimento do indivíduo que vem sempre do exterior, isto é, é um conhecimento aprendido, o que favorece uma atitude surpresa diante de cada fim de uma vida.

Nesta perspectiva da morte como algo aprendido, Coelho (2000) ressaltou que as pessoas dão a morte um sentido ocasional (doenças, infecções, acidentes) para este fenômeno, o que revela uma tendência grupal de não reconhecer a dimensão necessária que a perda apresenta como necessidade para a continuação da espécie. É nesta perspectiva que o autor defende a importância de se trabalhar mais temas considerados interditos (como é o caso da morte e da sexualidade) em uma sociedade marcada por tabus, no intuito de formar cidadãos mais críticos e pensadores dos problemas sociais e que saibam articular diferentes culturas.

Na visão de Kovács (1992) em seus estudos sobre a morte, trouxe como tema educacional para crianças e jovens, que o conhecimento da morte deve aparecer desde a mais tenra infância. Para a autora, enganou-se quem acreditava que a morte só é um problema no final da vida, por outro lado a autora apontou também a forma como a perda é representada nos dias atuais na forma de morte escancarada, onde as pessoas presenciam constantemente noticiários, filmes e até exposições de pessoas mortas nas redes sociais, gerando estresse, revolta e medo, reforçando o ocultar de falar sobre a morte.

Pode-se, é claro, tentar esquecer, ignorar ou mesmo fingir que a morte não existe, mas tal comportamento é problemático, diz a autora, porque toda experiência de morte que se adquire é fundamental para as nossas vidas. Por este motivo, Kovács defende a importância da abordagem do tema com as crianças e os adolescentes. Para ela, ao não falar com a criança, o adulto crê estar a protegendo, como se essa proteção aliviasse a possível dor e mudasse magicamente a realidade. Na verdade, afirma Kovács (1992), que a criança pode se sentir confusa e desamparada por não ter com quem conversar.

Por tradição cultural, familiar ou mesmo por investigações pessoais, cada uma das pessoas traz dentro de si sua própria representação de morte, afirma a autora. Cada experiência desta, diz Kovács, é essencial na representação que fazem de morte. A experiência mostra que o medo é a responsável psicológica mais comum diante da morte. Nenhum ser humano está livre do medo da morte e todos os demais medos existentes estão de alguma forma, relacionados a perda (KOVÁCS, 1992).

Barreto (1992) apontou os tipos de expectativas em relação a iminência da morte e de combinações possíveis de certeza e tempo, dando um significado referente a análise na trajetória, para a família, bem como para equipe de saúde.

Segundo o autor há três tipos de trajetória que definem o processo de morte: a prolongada, rápida esperada e rápida inesperada. A trajetória prolongada, a vida vai se esmaecendo, perdendo o colorido lentamente e gradualmente até a morte, tornando-se a morte social da pessoa precedente da morte física, concreta, tornando-a não mais aceitável, mas apropriado. Cenas de impaciência são possíveis ser observadas, ora nos médicos, ora nos familiares quando acontecer se prolonga demais fora de uma previsibilidade, ocasionando sofrimento e fatiga.

Há um período suficiente para que as pessoas se acostumassem á ideia, fizessem planos, trabalhassem antigos conflitos e mal-entendidos e formassem, talvez, pela primeira vez um sentimento maior daquela unidade microssocial (BARRETO, 1992).

O autor traz também que o processo de perda de algum membro da família traz grande vulnerabilidade emocional, ocasionando um grande impasse na estrutura familiar.

A trajetória rápida esperada implica em fazer o que é possível, onde as pessoas ficam entre a vida e a morte, onde o fim parece iminente e a corrida parece ser mais rápida, a morte passa ser vista como um grande adversário a ser vencido, mas a certeza de estar fazendo o que precisa. 

Na trajetória rápida inesperada a morte se configura como um evento surpreendente, inesperado e o sentido da vida passam como um “conto ligeiro”, onde a família perplexa se confronta com a finitude, bem como a equipe. Então a vida passa a ser uma passagem rápida marcada pela desesperança de continuidade e na certeza que os homens são meros mortais (BARRETO, 1992).

A grande maioria frequenta escolas por mais de vinte anos de existência e assim se preparam para a vida social da mesma forma, que deveria também preparar, para o fim da existência humana. Essa educação envolve comunicação, relacionamentos, perdas, situações-limite, nas quais reviravoltas podem ocorrer durante a vida, como, por exemplo, fases do desenvolvimento, perda de pessoas significativas, doenças, acidentes, até o confronto com a própria morte (FRANCO, 2008).

Para tanto, o significado da morte depende diretamente da maneira que as pessoas são educadas para esse momento, portanto, a educação para a morte é um estudo fundamental sobre a possibilidade do desenvolvimento pessoal de uma maneira mais integral, uma construção interior que se propõe durante o existir, desenvolvimento que também pressupõe uma preparação para a morte, dando um sentido à vida dentro dos limites impostos pela morte (FRANKL,2016).

3. Considerações Finais

Diante do exposto, pesquisadores (como por exemplo, Bowlby, 1993; Parkes, 1998; Franco, 2008) compreendem que as experiências dos indivíduos diante da morte são influenciadas pelas crenças e representações coletivas da sociedade da qual eles pertencem, bem como associações significativas referentes a traumas por perda de vínculos afetivos na infância. A representação da morte permeia por vários aspectos da sociedade, evidenciando o quanto é importante falar sobre a perda de um ente querido na família. Por ser um tema interdito, na maioria das vezes em algumas sociedades, esse fenômeno traz muitos significados, onde a complexidade leva muitas vezes, a uma percepção individualista e subjetiva, tornando cada vez mais o processo difícil pelo o isolamento e desamparo.

Este estudo procurou fazer uma reflexão acerca da significação da finitude para os humanos, objetivou as implicações da morte no contexto familiar trazendo uma análise de como a morte evoca princípios que estão nos alicerces de toda sociedade.

Morin (1988) explicou que o reconhecimento da morte por parte do sujeito é a aceitação de sua finitude como indivíduo e que esta noção de perda da individualidade é um grande transtorno que a morte causa. A perda da individualidade remete ao aniquilamento do ser humano pela morte.

A morte de um ente querido influencia diretamente na qualidade de vida das pessoas dentro do contexto familiar e, também, na maneira como ela interage na sua atividade profissional com o processo de morte e morrer. Por esse motivo procura-se, nesse trabalho, tecer reflexões sobre os aspectos psicossociais envolvidos na relação das pessoas com a morte e da grande necessidade de criar dispositivos para acolher as pessoas enlutadas e atender suas demandas, dentro das possibilidades, contribuindo de alguma forma para que paradigmas, estigmas e mitos em relação à morte possam ser afastados no intuito de ajudar essas pessoas a terem um ambiente favorável para o acolhimento.

Nesse contexto o espaço da Saúde da Família é um dos locais mais propícios por valorizar o vínculo longitudinal, permitindo uma relação mais completa, humana, acolhedora e resolutiva. A Estratégia de Saúde da Família possui ferramentas tecnológicas no auxílio à família enlutada por meio de profissionais da saúde capacitados dispostos a ouvir, acolher, atendendo de forma diferenciada a cada indivíduo na sua singularidade.

Portanto, a equipe deve criar espaços para cultivar essa sensibilidade e mantê-la em alerta para a escuta de compreensão dos sentimentos da pessoa em luto, pois se configura como um processo de crise que exige um grande investimento emocional. A magnitude dessa crise e os riscos a ela associados explicam sua relevância na prática da clínica psicológica. Ela revela a considerável influência que o luto exerce nos processos que culminam em estados de sofrimento psíquico grave.

O luto exige um grande investimento emocional dos indivíduos que se veem subjetivamente implicados no longo e paulatino processo de reposicionamento frente a dimensões variadas de sua existência (FREUD, 1917).

A transição psicossocial é um fenômeno adaptativo e necessário, no ponto de vista do processo de luto, uma experiência de ressignificação e uma constante busca de papeis que a pessoa possa desempenhar dentro do contexto luto (PARKES, 1998).

A família está inserida no desenvolvimento da sociedade e se apresenta como instituição imprescindível. Os fatores de desestruturação familiar partem de um pressuposto, onde a família se encontra em uma situação de vulnerabilidade emocional, social e econômica que na maioria das vezes tem relações com perdas.

Refletir sobre o luto na família faz parte de uma análise que visa verificar as possibilidades de atuação interdisciplinar dos profissionais da área de saúde numa perspectiva de efetivação e cuidado. Está desde o significado da perda, a maneira de como é enfrentado luto (PARKES, 1998).

É importante reconhecer que sentimentos de perda e de luto podem ser despertados na equipe de saúde. Tais sentimentos de contratransferência podem prejudicar o acolhimento e o auxílio, gerando distanciamento da equipe, que não se vê capaz de lidar com o luto ou morte e acaba evitando o contato ou rapidamente encaminhando o paciente. Muitas vezes, com a rotina, pode vir à indiferença à dor da pessoa, com consequente incapacidade de sentir a sua dor, mantendo o foco nas doenças e não nas pessoas, o que cria uma relação fria e distante. É comum a inabilidade dos profissionais de saúde em enfrentar a morte, e principalmente em lidar com questões não biológicas, buscando fugir do vínculo e mantendo uma relação exclusivamente técnica e distante.

Mas, para que todo esse potencial seja utilizado, os membros das equipes de saúde, do agente comunitário ao médico precisam estar sensibilizados e ter seu olhar humano e acolhedor para receber o indivíduo enlutado, bem como acompanhá-lo no processo e acolhê-lo em suas demandas. Geralmente a perda de um membro da família traz várias consequências causais, como doenças psicossomáticas, ansiedade e muitas vezes, o aparecimento de sintomas depressivos (PARKES, 1998).

Por outro lado, vários pesquisadores definiram o sofrimento por perda de um ente querido como reação de várias perdas acumuladas (FREUD, 1917), outros apresentaram como resultado de uma separação desde a infância, levando em consideração o vínculo entre mãe e/ou cuidador e criança, já para os que acreditam na continuidade, a perda é apenas uma transição (PARKES,1998).

Para tanto, o luto é um evento único que afasta qualquer definição, cada um sofrerá de forma subjetiva e com variadas manifestações usando de todas as formas, mecanismos que os afastam do sofrimento, portanto é preciso senti-lo, acolher, cuidar do outro. O sofrimento só é intolerável quando passado sozinho.

O medo de perder transita em um paradoxo de vida que ao mesmo tempo em que move o homem, também o paralisa, obrigando a conviver com os primitivos temores.

Considera-se relevante abrir espaço para cuidar do sofrimento de pessoas que vivenciaram o processo de luto, intervindo desde a prevenção ao desenvolvimento dos sintomas e complicações, desta forma pode-se contribuir para a saúde psíquica e consequentemente física do indivíduo e da família, favorecendo adaptação ás mudanças proveniente da perda e a retomada de suas vidas.

Sobre o Autor:

 Ivana de Souza Martins da Silva - Graduada em Psicologia pela FTC- Faculdade de Tecnologia e Ciência- Jequié-BA. Especialista em Tanatologia pela Faculdade Unyleya-DF e em Psicologia Hospitalar pela Faculdade Ateneu-Feira de Santana-BA. 

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