O Desenvolvimento Humano ao Longo do Ciclo Vital

O Desenvolvimento Humano ao Longo do Ciclo Vital
4.1034482758621           Avaliação 4.10 (29 Avaliações)
(Tempo de leitura: 17 - 34 minutos)

Resumo: O presente artigo tem como seu principal objetivo compreender o desenvolvimento do ciclo vital nas diferentes etapas da vida, com base nas teorias do desenvolvimento humano apresentadas. O método é de caráter bibliográfico, na forma qualitativa, assim foram realizadas entrevistas semiestruturadas com participantes de diferentes idades, tendo o intuito de estudar o desenvolvimento das diferentes etapas da vida, sendo assim foram entrevistadas uma criança, um adolescente, um adulto e uma idosa, todos com um desenvolvimento típico. Neste estudo foram utilizadas teorias de Erik Erikson, Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henry Wallon para compreender como acontece a transição das diferentes etapas da vida, onde cada etapa é única, mas tudo inicia-se na fase da infância e é o que reflete ao final da vida. As entrevistas mostraram que a teoria está presente a todo momento independente da fase em que se encontrem sendo que, apesar de situações diversas individuais, o básico do desenvolvimento está presente em todos.

Palavras-chave: Psicologia do Desenvolvimento, Adolescente, Adulto, Desenvolvimento Humano, Criança, Velhice.

1. Introdução

O presente artigo trata sobre o desenvolvimento humano, da infância à velhice, abrangendo todo o ciclo vital. Isto significa, conhecer as características gerais de um indivíduo nas diferentes faixas etárias, possibilitando a comparação entre as principais teorias tratadas de Erik Erikson, Jean Piaget, Lev Vygotsky, Henry Wallon e outros.  

A criança, no início do seu desenvolvimento, é dependente dos adultos para tudo, desde carinho, amor, alimentação, segurança, e etc. Pois se um adulto não fornecer os cuidados necessários ela enfrentará fortes dificuldades em seu desenvolvimento maturacional, tendo como uma das consequências o desenvolvimento de angustias. Já o adolescente, que está em busca de sua identidade, adquire preocupações com as responsabilidades que o mundo adulto exige, ele acaba por utilizar recursos internos e externos para tentar entender o novo meio que está se inserindo.

Quanto ao adulto, este está à procura de entender os relacionamentos sociais e amorosos, o que esperar de uma vida à dois, o seu caminho profissional, e ainda possui inúmeras dúvidas sobre o que realmente quer e o que é esperado dele. E ao fim de seu desenvolvimento chegando na velhice existem vários conflitos, entre passado, presente e futuro, o que se fez e deixou de fazer, quais seus arrependimentos e o que ainda pode fazer e esperar do futuro.

Logo este artigo tem como objetivo principal compreender o desenvolvimento do ciclo vital nas diferentes etapas da vida.

2. Desenvolvimento

2.1 Referencial Teórico

O ciclo da vida se inicia logo após a fecundação do óvulo com o espermatozoide, assim formando um feto, após determinado período forma-se um bebê, que aos nove meses gestacionais estará pronto para o nascimento. Na barriga da mãe o feto já tem um comportamento, que com o passar do tempo se torna mais forte, pode-se citar como por exemplo, chutar a barriga, não gostar de algo que a mãe comeu, chupar o dedo, brincar com o cordão umbilical entre outras ações, após o nascimento a criança demostra um comportamento que a mãe consegue identificar, diferentemente de quando o não compreendia no período gestacional.

Com o desenvolvimento até chegar a infância ocorrem várias transformações e logo depois na etapa da adolescência inúmeros conflitos de ordem comportamental, emocional, motor e cognitivo, devido as mudanças de caráter emergencial de seu desenvolvimento, por estar deixando de ser uma criança para futuramente ser um adulto. Já a fase adulta culmina com as dificuldades emocionais e financeiras, as incertezas do futuro, e de querer construir um lar, tendo sucesso profissional. Na velhice ocorrem os arrependimentos, as lamentações e as dúvidas referentes ao passado aliadas as incertezas do futuro (GALLAHUE & OZMUN, 2005).

2.1.1 Ciclo Vital

O ciclo vital compreende o período da fecundação até a velhice, seguindo um desenvolvimento contínuo que termina com a morte do indivíduo, esse ciclo está presente em todos os seres vivos. Com o ser humano acontece no seguinte ritmo: feto, bebê, criança, adolescente, adulto e velhice. Ciclo este que não muda, a única situação que pode impedir o funcionamento e conclusão do ciclo é a própria morte, principalmente quando ocorre precocemente ou quando surge um defeito congênito que afeta o Sistema Nervoso Central e/ou Periférico (MOREIRA,2011). O desenvolvimento humano sofre algumas influências, sendo elas: a hereditariedade (que é sua carga genética), o crescimento orgânico (trata-se do aspecto físico), maturação neurofisiológica (é o que torna possível o desenvolvimento comportamental) e o meio (são todos os ambientes que o indivíduo está inserido) (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2009).

2.1.2 Criança

A infância é uma fase onde se faz grandes aprendizados e se adquire diversas experiências, na relação com os outros e com o mundo. Esta é uma fase importante do desenvolvimento, mas também muito sensível. Com isto há alguns teóricos da psicologia que descrevem as fases da infância, como por exemplo Piaget. Este autor relata que o raciocínio se desenvolve em quatro estágio universais e em cada estágio a criança desenvolve um esquema, no entanto sendo elas: 

  • Período sensório-motor (nascimento aos dois anos) a criança explora seu ambiente através de suas capacidades sensoriais e motoras (PAPALIA; FELDMAN, 2013). 
  • Período pré-operacional (dois aos sete anos) a criança usa simbolismo para entender seu ambiente através de imagens e linguagem, também sendo o início do egocentrismo (o pensamento da criança é somente nela).
  • Período operacional-concreto (sete aos doze anos) já se inicia o pensamento lógico, não são mais enganadas pela aparência, já entende o comportamento da outra pessoa, e por fim:
  • Período operações-formais (doze anos em diante) o pensamento é abstrato e sistemático (PAPALIA; FELDMAN, 2013).

Vygotsky (1978) é outro autor importantíssimo quanto ao desenvolvimento infantil, pois enfatiza a linguagem como um meio essencial para aprender a pensar sobre realidade, sendo que a criança para realizar alguma atividade precisa de um mediador para apoia-la em alguma tarefa até que ela consiga realiza-la sozinha. Bem como, pode-se dizer que alguém mais experiente pode ajudar a atravessar a zona de desenvolvimento proximal (ZDP) como colegas, professores, familiares entre outros, assim a criança apresenta um desenvolvimento cognitivo e uma atividade socialmente mediada (BEE; BOKD, 2011). Além disso, surgem quatro estágios do desenvolvimento que acontece do nascimento até os sete anos (BEE; BOKD, 2011), sendo eles: 

  • Estágio Primitivo -do nascimento até os dois anos 
  • Estágio de psicologia ingênua - dois aos três anos 
  • Estágio da fala egocêntrica - também conhecido como discurso egocêntrico, vai dos três aos sete anos 
  • Estágio de crescimento interior  - a partir dos sete anos)

No ponto de vista de Erikson (1998) a criança passa por diversas etapas até os nove anos conhecida como produtividade vs. inferioridade está é a fase onde a criança tem o maior desenvolvimento cognitivo e social, é quando ela inicia sua vida escolar e social com seus colegas. Começa a ter interação com seu gênero sexual, esse é o momento em que se divide meninas para um lado e meninos para outro, formando grupos. O orgulho é o sentimento que se desenvolve nessa etapa após atividades realizadas com sucesso, quando seus responsáveis e professores elogiam após uma atividade realizada adquirem um sentimento de competência e crença em suas habilidades, quando isso não acontece então a criança sente o sentimento de inferioridade (ERIKSON; ERIKSON, 1998).

2.1.3 Adolescente

O comportamento do adolescente muda conforme a criação, não tem como classificar uma adolescência em suas atitudes, mas em geral pode-se indicar algumas pontos como mudanças cognitivas, os pensamentos de criança passando para um adulto assumindo responsabilidades, deveres, normas que antes não tinha conhecimento, os hormônios ficam a “flor da pele” e iniciam a vida sexual, também ocorrem mudanças no físico, comportamental, emocional e social que se apresenta em maior evidência nessa fase (CAMPOS, 1987). Está fase inicia-se em torno dos doze anos juntamente com as transformações de seu corpo, começa a crescer pelos, a primeira menstruação (feminino), aumento de testosterona (masculino), crescimento corporal. entre outras mudanças que a puberdade traz com ela. Com isto, o corpo em seu todo entra em conflito, por estar deixando de ser uma criança e sendo encaminhado para uma vida onde tem que fazer muitas escolhas e os pais não podem decidir por eles, quando esse indivíduo consegue resolver suas dúvidas, conflitos e compreende o meio que está sendo inserido vai formando sua personalidade, assim tornando-se um adulto (OUTEIRAL, 2008). O emocional fica perturbado por não poder se expressar com choro, raiva, tristeza, medo entre outras, devido a cobrança da sociedade, pelo crescimento emocional e isso acaba criando dúvidas sobre o meio aonde está inserido, no qual os pais tem que auxiliar para seguirem em frente, denominada de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que é o auxílio de um mediador para conseguir passar por algum problema que tem dificuldade (VYGOTSKY, 1978).

De acordo com Wallon (2003) as mudanças que estão ocorrendo no adolescente são expressadas com seu corpo, demonstrando as dificuldades que tem com seu novo corpo, a expressão afetiva está em alta tendo então comportamentos que podem surpreender os adultos. Podendo ser mais centrados em suas atividades profissionais ou até mesmo amorosas, saídas para festas, novas amizades e viagens, misturando afetividade e imaginação, criando alguns conflitos internos e atitudes novas (MAHONEY; ALMEIDA, 2003).

Conforme Erikson (1998) o adolescente precisa de uma segurança para todas as mudanças que estão acontecendo. O modo que o adolescente encontra uma segurança é em sua identidade, que foi formada pelos estágios anteriores (confiança vs. desconfiança, autonomia vs. vergonha e dúvida, iniciativa vs. culpa, produtividade vs. Inferioridade). Essa identidade se expressa na forma de questionamento pra entender o que está mudando, por exemplo, “quem sou?”, “vou ficar igual meus pais?”, “o que devo fazer no futuro?”. Com o resultado dessas perguntas o adolescente se encaixa em algum grupo da sociedade. Esta fase é conhecida como “Identidade vs. Confusão de Identidade” (ERIKSON; ERIKSON, 1998).

2.1.4 Adulto

Após a adolescência então tem início a fase adulta, conhecida também como jovem adulto que é dos vinte aos quarenta e depois é chamando de meia idade que é dos quarenta até os sessenta, todas as fases do desenvolvimento têm sua complexidade, mas esta em especial tem muitos altos e baixos que interferem em todo seu ciclo de vida, principalmente nas saúdes mental física (LIDZ, 1983).

O jovem adulto passa por diversas preocupações com o futuro, sendo a profissão que escolheu, a pessoa que iniciou o relacionamento para constituir uma família, se os amigos são os certos para levar para a vida toda entre outras questões que aparecem. Quando consegue entender qual seu lugar na sociedade e no âmbito familiar e profissional começam outros questionamentos, estou criando meu filho bem, meu cônjuge está feliz, estou feliz com essa vida, vou conseguir me aposentar, quantas dividas ainda tem, esses problemas sempre estão presentes conforme o desenvolvimento da pessoa (PAPALIA; OLDS, 2000).

Quando chega na meia idade surge outros desafios, principalmente a angustia sobre os filhos, que é conhecida como “síndrome do ninho vazio”. Todos os indivíduos com desenvolvimento típico passaram por esse momento, até o momento em que percebem que não se encontram sozinhos, que seus filhos estão lá para qualquer coisa mesmo estando em outro local, assim passa para a última fase da vida a velhice (SARTORI; ZILBERMAN, 2008).

Tornar-se adulto é um processo que envolve o desenvolvimento de identidade, consolidação da estrutura da personalidade e a auto-realização, a fase adulta representa novas responsabilidades, novas conquistas. Acerca das mudança da personalidade na vida adulta, o teórico Erik Erikson (1963) descreve algumas pistas sobre as mudanças que uma pessoa pode esperar, diante de oito estágios desenvolvidos por ele, dividiu a vida adulta em duas (WEITEN, 2011).

Intimidade vs. isolamento: este estágio acontece no começo da vida adulta, tendo a preocupação se a pessoa tem capacidade de partilhar sua intimidade com os outros, nesta fase devem requerer empatia e abertura, e fortalecer seu ego o suficiente para aceitar o convívio com outro ego sem se sentir anulado ou ameaçado. Outro estágio seria:

Generatividade vs. estagnação, esta seria a fase média da idade adulta, o principal desafio é a preocupação com o bem-estar das gerações futuras (os filhos, jovens), fase em que o ser humano sente sua personalidade de forma enriquecida e não modificada, pois ele ensinara os mais novos (WEITEN, 2011).

No pensamento de Piaget (1970) diferente de Erikson o adulto já tem toda a parte cognitiva formada pelas fases anteriores, sendo assim quando chega nessa etapa deve estar totalmente formado e não adquire nenhuma outra evolução (INHELDER; PIAGET, 1976). Conforme a Teoria Psicogenética de Wallon traz a etapa do adulto como “O equilíbrio entre o afetivo e o cognitivo”. Esta teoria fala que nesta etapa a pessoa está preparada afetivamente e cognitivamente para tomar decisões, sabe seu limite e entende como funciona seu corpo (NADEL-BRULFERT, 1986).

2.1.5 Idoso

O envelhecimento da população é um fenômeno que está acontecendo em todo o mundo, com os progressos da medicina e melhoria das condições de vida, as pessoas estão vivendo mais. Estudos realizados mostram que em 2025, o Brasil ocupara o sexto lugar com cerca de trinta e dois milhões de pessoas com sessenta anos ou mais (ROSSATO; PILETTI, 2014). A velhice é a última etapa da vida, onde existem várias dúvidas e certezas, uma certeza que existe é que a próxima fase é a morte, com isso os conflitos sobre o que deve fazer até chegar à fase final e os arrependimentos sobre o que não foi feito antigamente (SCHNEIDER, R. H.; IRIGARA, 2008).

Erikson (1976) elaborou modelos sobre a evolução da estrutura da personalidade ao longo de toda a vida. O indivíduo passa por oito estágios, cada qual com suas crises, os quais necessitam de resolução para ultrapassá-los. O primeiro estágio é denominado de confiança vs. desconfiança (nascimento até um ano), segundo estágio autonomia vs. vergonha e dúvida (um ano a três anos), terceiro estágio incentivo vs. culpa (três anos a seis anos), quarto estágio produtividade vs. inferioridade (seis anos aos doze anos), quinto estágio identidade vs. confusão papéis (doze anos aos vinte anos), sexto estágio intimidade vs. isolamento (vinte ano aos quarenta anos, jovem adulto), sétimo estágio generatividade vs. estagnação (quarenta anos a sessenta e cinco anos, meia idade), oitavo estágio integridade do ego vs. desespero (velhice) (ERIKSON, 1976).

E se tratando da velhice, o estágio que corresponde a integridade do ego x desespero, onde o indivíduo revê seu passado e o identifica como produtivo ou não, podendo se sentir satisfeito como que realizou ou se sentir frustrado, decepcionado, pensando no que poderia ter realizado. Alguns idosos podem se sentir desesperados por perceberem que a morte está se aproximando, e que não há mais tempo suficiente para refazer ou reviver toda a existência. Por outro lado, existem aqueles idosos que possuem a sensação de dever cumprido e, experimentam o sentimento de integridade e dignidade, acolhendo a velhice como algo positivo (FONTAINE, 2010).

2.2 Metodologia

O Projeto de Aperfeiçoamento Teórico Prático (PATP), consiste na elaboração de um artigo, o qual nos auxilia no processo de aprendizagem comparando a teoria com a prática. Os professores estipularam o conteúdo a ser abordado no qual é sobre o ciclo vital, assim nesta metodologia conterá os participantes que foram utilizados para esta pesquisa, contendo os métodos aplicados na criança, adolescente, adulto e idoso, sendo esse um estudo qualitativo, também assim utilizando a pesquisa bibliográfica.

2.2.1 Sujeito de estudo

Foram realizadas entrevistas com pessoas em cada uma das fases de desenvolvimento, sendo uma criança com nove anos, um adolescente com dezoito anos, o adulto com vinte e quatro anos e uma idosa com sessenta e oito anos.

2.2.2 Local

Os sujeitos de pesquisa foram entrevistados nos locais onde residem na cidade de Passo Fundo – RS.

2.2.3 Materiais e Métodos

Foi realizada uma entrevista semiestruturada que constará (Apêndice 1) com perguntas abertas. Na qual utilizou-se folha A4 e caneta esferográfica para anotações, posteriormente os dados foram transcritos para o editor de texto.

2.2.4 Procedimento

Foi realizado um questionário semiestrutura aos sujeitos de pesquisa com o termo de consentimento de livre esclarecimento para todos os entrevistados, as perguntas foram formuladas pelas próprias autoras com auxílio dos professores do curso, a fim de compreender o desenvolvimento em que se encontra. As perguntas realizadas estarão anexadas no final deste artigo. As entrevistas ocorrem no turno da tarde, com duração de 30 minutos cada, o questionamento foi feito com perguntas sobre seu dia-a-dia, a visão para o futuro e também sobre sua vida anterior de sua idade.

2.3 Discussão e Resultados

Os teóricos estudados falam sobre seus pontos de vistas sobre o desenvolvimento típico, utilizando etapas para classificar o estágio em que cada indivíduo se encontra, sendo que cada um dos principais autores utilizados no presente estudo tem suas peculiaridades, Erikson é um dos que fala da velhice. Já Wallon fala da criança até o adulto, Piaget fala até o adolescente, já Vygotsky fala somente da criança, assim se faz necessário estudar todos esses para entender o ciclo vital que se inicia na infância e termina na velhice.

Abaixo apresentamos as entrevistas que foram realizadas, resumidas e focadas nas perguntas classificadas mais importantes, iniciando com os responsáveis pela criança, após o adolescente, seguindo com o adulto e terminando com a idosa. Realizamos uma discussão ao final de cada uma conterá o que os teóricos falam sobre o desenvolvimento perante as respostas obtidas.

Entrevista referente a criança:
  1. Como ela está na escola? Quem leva ela até lá? Ela tem alguma dificuldade na escola? “Quem leva ela para a escola sou eu (mãe), apresenta notas boas na escola, apenas tem um pouco de dificuldade em geografia e história”.

  2. Em qual turno estuda e o que ela faz no turno inverso? “Turno da tarde, no turno inverso ela brinca, faz o tema, uma vez por semana tem futsal, joga no celular do avô”.

  3. Como ela se comporta em casa? Quais as brincadeiras que ela brinca em casa? “É um pouco rebelde, brinca com bola, joga uno, jogos no celular”.

  4. Se ela tem amigos, ela visita e possa na casa deles? “Tem amigos, raramente dorme e visita os amigos, somente em aniversários”.

  5. Ela realiza os temas juntamente com vocês? “Comigo as vezes (mãe), mas realiza mais com seu avô”.

  6. Vocês têm conhecimento dos sonhos dela? Quais? “A princípio queria ser jogadora de futebol, mas agora pensa em ser médica”.

  7. E os medos dela? “Dormir no escuro, medo de perder a mãe”.

  8. Como é a relação dela com vocês? “Relação boa”.

Conforme o que Papalia e Feldman (2013) trazem sobre Piaget o período operatório-concreto é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos. Neste momento, o declínio no egocentrismo passa a ser mais visível. Isso quer dizer que a linguagem se torna mais socializada e a criança será capaz de levar em conta o ponto de vista do outro. Dessa forma, objetos e pessoas passam a ser mais bem explorados nas interações das crianças. Seguindo o ponto de vista deste teórico a criança tem um desenvolvimento típico, tendo um desempenho adequado na escola e a linguagem está se desenvolvendo juntamente com a inclusão em grupos. Ela está explorando ambientes novos utilizando também as pesquisas em celular e computador. E com o egocentrismo diminuído ela iniciou a ter medo de perder a sua mãe, ela começa a ter noção do que o mundo real é e os medos iniciam.

Segundo Vygotsky (1978) enfatiza a linguagem e o social, a criança está tendo a inclusão em grupos, e sempre realiza suas atividades escolares juntamente com seu avô e na escola tendo um mediador, que Vygotsky (1978) chama de zona de desenvolvimento potencial que é o momento aonde a criança se encontra então ela passa para a zona de desenvolvimento proximal sendo que é o momento aonde um professor, responsável faz com que a criança aprenda uma atividade que ela não tinha conhecimento, assim se tornando zona de desenvolvimento real que seria o amanhã após ter aprendido um conhecimento novo.

No ponto de vista de Erikson (1998) a criança passa por diversas etapas até os nove anos conhecida como produtividade vs. inferioridade, este é a fase onde a criança tem o maior desenvolvimento cognitivo e social, ela inicia sua vida escolar e social com seus colegas, assim como a criança entrevistada, está iniciando a vida social principalmente na escola, sendo esse lugar o começo de um convívio com outras pessoas.

 Entrevista com o adolescente:
  1. Quais seus sonhos? “Ser um profissional reconhecido”.

  2. Quais seus medos? “Pessoas com quem dizem ser verdadeiros e quanto mais se aproximam são falsas”.

  3. Como é sua relação com o sexo oposto? “Uma relação de experiência de conselhos”.

  4. Como é sua relação com os pais? “Ótima”.

  5. Como é o ensino médio em seu ponto de vista? “Péssimo, deveria ter reajustes em professores de diversas matérias”.

  6. Se possui amigos como é sua relação com eles? “Uma relação aberta, onde se conta sobre suas dificuldades, assim um ajudando o outro com conselhos”.

  7. Já fez sua escolha profissional, se não o que pensa em fazer após o ensino médio? “Sim, seguir experiência em segurança do trabalho”.

  8. O que faz em seu período de lazer? “Cultivo lugares diferentes”.

Segundo Campos (1987) o comportamento do adolescente muda conforme a criação, não tem como classificar uma adolescência com base em atitudes, mas em geral percebe-se algumas mudanças cognitivas, pensamentos de criança desaparecendo, responsabilidades e deveres sendo assumidos, conhecimento de normas de convivência, os hormônios ficam a “flor da pele” e iniciam a vida sexual, também tendo mudanças no físico, comportamental, emocional e social que apresenta em maior evidência nessa fase. O adolescente entrevistado está passando por várias mudanças como a escolha da profissão, os novos amigos que adquiriu no ensino médio e o relacionamento que já iniciou.

Como no seu período de lazer gosta de cultivar lugares diferentes, assim com Vygotsky (1978) pontua, este adolescente sai de sua zona de conforto para ir para a zona de desenvolvimento proximal, fazendo com que ele conheça novas aventuras. Mas a diferença é que não há um mediador e sim sua própria vontade e desejo de explorar novos ambientes.

Wallon (2003) considera que o adolescente sente as mudanças que ocorrem e são expressadas com seu corpo, a expressão afetiva está em alta tendo então comportamentos que podem surpreender os adultos. Podendo ser mais centrados em suas atividades profissionais ou até mesmo amorosas, saídas para festas, novas amizades e viagens, misturando afetividade e imaginação, criando alguns conflitos internos e atitudes novas. O adolescente entrevistado mostra que gosta de sentir com seu corpo as mudanças e as novidades, como aprender coisas novas com sua namorada, seu tempo de lazer,  conhecer lugares novos e a trocar informações com seus pais, buscando ajuda para conseguir resolver alguns conflitos.

Conforme Erikson (1998) o adolescente precisa de uma segurança para todas as mudanças que estão acontecendo. O modo dele encontrar uma segurança é em sua identidade, que foi formada pelos estágios anteriores. A fase que ele se encontra é chamada de “Identidade vs. Confusão de Identidade”, sendo que ele está formando sua personalidade e sua identidade como adulto, passando por novas experiências nas quais quando criança não imaginava passar. A princípio está tendo uma adolescência típica e esperada por todos os teóricos.

Entrevista realizada com o adulto:
  1. Quais seus sonhos? “Uma boa casa, um bom emprego, estabilidade financeira, um bom relacionamento (namoro, filhos etc)”.

  2. Quais seus medos? “Perder as pessoas que mais amo”.

  3. Já passou por alguma dificuldade? Se sim como foi? “Não chamaria de dificuldade, mas uma experiência que mudou a minha vida foi quando me acidentei. Passei por momentos em que queria desistir de tudo, mas graças a Deus sempre tive minha família e meus amigos para me apoiar”.

  4. Qual seu relacionamento com seus pais? “Eu considero muito bom, algumas brigas de vez enquanto, mas qual família não tem? Mas sempre em busca do melhor para todos, é claro”.

  5. Em relação profissional está satisfeito com a atividade que exerce? “Sim. Amo o que faço e dou o meu melhor todos os dias, buscando sempre conhecimento e crescimento”.

  6. Como é sua relação com o sexo oposto? Qual seu status de relacionamento? Pensa em ter filhos? “Eu considero muito bom, sempre tratando com respeito e dando atenção, e também ajudando no que for necessário. Atualmente estou solteiro, e penso sim em ter filhos futuramente”.

  7. Já se decepcionou anteriormente? Se sim como foi? “Acredito que a gente se decepciona com as pessoas por que esperamos muito delas, então o segredo para não se decepcionar é não esperar nada de ninguém”.

  8. O que faz nas horas de lazer? “Encontrar os amigos, passear, colocar as ideias em ordem”. 

Tornar-se adulto é um processo que envolve o desenvolvimento de identidade, consolidação da estrutura da personalidade e a auto-realização, a fase adulta representa novas responsabilidades, novas conquistas. Durante a mudança da personalidade na vida adulta, o teórico Erik Erikson (1963) descreve algumas pistas sobre as mudanças que uma pessoa pode esperar, diante do estágio teoricados por ele, essa etapa divide-se em duas partes, mas a principal é a “Intimidade vs. Isolamentoeste estágio acontece no começo da vida adulta, tendo a preocupação se a pessoa tem capacidade de partilhar sua intimidade com os outros, nesta fase devem requerer empatia e abertura, e fortalecer seu ego o suficiente para aceitar o convívio com outro ego sem se sentir anulado ou ameaçado. O adulto entrevistado mostra essa interação com o sexo oposto, sendo que umas das perguntas mostra que tem o desejo de construir um lar, mas ainda não o fez pelo fato de ainda ter dúvidas sobre a pessoa que escolhe para estar em seu lado. Ainda não está com seu ego formado por ter sofrido um acidente que afetou o desenvolvimento de seu ego e de sua personalidade, então tendo dificuldade em resolver os conflitos sobre o lar.

Conforme a Teoria Psicogenética de Wallon a etapa do adulto como “O equilíbrio entre o afetivo e o cognitivo” fala que a pessoa está preparada afetivamente e cognitivamente para tomar decisões, sabe seu limite e entende como funciona seu corpo (NADEL-BRULFERT, 1986). Este adulto está com seu cognitivo e afetividade formada, tendo sonhos compatíveis com a fase adulta, trabalhando no relacionamento a dois e na estabilidade financeira. Ele já escolheu sua profissão assim não tendo mais conflitos com seu lado profissional, mas ainda não está estabelecido amorosamente. Sua vida social está estabelecida, ainda tem contato com seus amigos da adolescência e tendo amigos que adquiriu na fase adulta.

Entrevista com a idosa:

  1. Quais seus medos?  “Não tenho medo, nem medo de morrer”.

  2. O que pensa do futuro? “Ver os netos crescerem, irem para um bom caminho”.

  3. Como é sua relação com os familiares? “Muito bem”.

  4. Tem filhos? Se sim como eles são? Como eles te tratam? “Sim, me tratam muito bem me cuidam muito”.

  5. Tem alguma doença crônica ou aguda? “Infecção pulmonar”.

  6. Se arrepende de algo do passado? Se sim gostaria de mudar se pudesse? “Não me arrependo de nada”.

  7. Realiza atividades físicas? Como é sua dieta? Tem algum vicio? Cuida de sua estética? “ Não realizo atividades físicas, dieta normal, não tenho mais vicio, mas já tive de fumar, sobre a estética nunca teve neste corpo”.

  8. Como percebe sua velhice? “Todo dia sinto que cada vez mais a velhice chega e está mais perto, mas tenho uma velhice boa”.

A velhice é a última etapa da vida, onde existem várias dúvidas e também certezas, uma certeza que existe é que a próxima fase é a morte, com isso os conflitos sobre o que deve fazer até chegar à fase final e os arrependimentos sobre o que não foi feito antigamente (SCHNEIDER, R. H.; IRIGARA, 2008). Diferente dessa ideia a idosa entrevistada mostra em suas respostas que não tem medo da morte, que não se arrepende de nada que já fez no passado e considera que tem uma velhice boa.

Conforme a teoria de Erikson (1976), com essas respostas, indica que ela se identifica no desfecho positivo que é quando o indivíduo procura estruturar seu tempo e se utilizar das experiências vividas em prol de viver bem seus últimos anos de vida. Então para viver bem ela deixou um vício de uma vida inteira (o cigarro), após ter desenvolvido uma doença crônica percebeu que não iria conseguir viver bem até a morte chegar. Então para evitar essa vida com sofrimento e muita frequência no hospital deixou desse vício. Erikson (1976) também fala de deixar sua estética para lá, pelo fato de não se angustiar quando olhar no espelho pelo fato de o corpo não ser o mesmo de quando era mais nova.

A etapa que ela se encontra é “Integridade vs. Desespero ele define essa fase como o final do ciclo psicossocial, a idosa está bem resolvida com a vida, mostrando que tem uma família na qual cuida dela e cuida de qualquer necessidade que tem, tanto na saúde como afetiva, mostrando que seu ambiente é agradável e está bem estabelecida.

3.Considerações Finais

No referido trabalho utilizamos as teorias de Jean Piaget, Lev Vygotsky, Erik Erikson e Henry Wallon, as quais abordam suas ideias diante do desenvolvimento da criança, adolescente, adulto e idoso esclarecendo então, as etapas básicas que passam para se desenvolver a parte cognitiva, emocional, motora, a formação sua personalidade, dúvidas, diferenças, conflitos, etc. Sabe-se que o idoso passou por todas as fases fazendo com que tenhamos uma visão diferente da criança que está iniciando sua vida, mas ainda existem semelhanças entre elas, como podemos citar que em todas as etapas estão presentes os  sonhos, todos têm medos e todos têm família, mostrando que independente da etapa existem esses pontos que ligam o desenvolvimento de todas as fases.

A questão primeira foi investigar as diferenças e semelhanças do desenvolvimento das pessoas, nesse sentido, compreendemos que mesmo em ambientes diferentes, famílias diferentes existe uma ligação pela cultura existente. O ciclo vital tem um início e um fim, e todos vão passar por esse ciclo, iniciado com a vida e terminado com a morte. Podendo entender que toda vida existente tem um desenvolvimento até chegar o seu fim, e nesse desenvolvimento encontra-se dificuldades, conflitos, decisões, arrependimentos, angustias entre outros, que mostra que o ser humano não é perfeito. A criança mostra que com ela vem o conhecimento de um novo mundo, o qual nem todo mundo lembra de ter passado, e que existem muitos conflitos internos pelas mudanças que estão passando e rápido. Já o adolescente mostra que já iniciou a resolução de seus conflitos internos, mas ainda não conhece completamente o mundo real, embora ele esteja conhecendo nossas experiências de lugares, sociais, amorosos, profissionais e familiares. Esse é o momento onde eles percebem que os pais podem ser inimigos ou aliados, no caso do entrevistado os pais são aliados para passar por esses conflitos.

Com o adulto, segundo mostram as teorias, ele está em conflitos, mas já está conseguindo resolver uma parte deles, como na construção de um lar no qual almeja tanto em seus sonhos, mas ainda em conflito com a parte amorosa que  não encontrou a pessoa certa para montar o lar dos sonhos. Diferente da idosa que já tem todos os sonhos realizados, só deseja ter uma vida tranquila e com boa saúde, e lutou contra um vício que a perseguia a vida inteira, mostrando que todos podem conseguir vencer, sem o medo da morte e na busca pela uma qualidade de vida melhor. O PATP (Projeto de Aperfeiçoamento Teórico Pratico) foi de suma importância para agregarmos novos conhecimentos sobre o desenvolvimento da criança, adolescente, adulto e idoso.

Sobre os Autores:

Karine Gazzola - Discentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1- Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS.

Kathiele Pezzini - Discentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1- Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS.

Tais Cristina Favaretto - Discentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1- Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS.

Christianne Leduc Antunes - Docentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1 - Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS

Livia Garcez - Docentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1 - Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS

Cristina Ribas Teixeira - Docentes do Curso Psicologia, Nível III 2018/1 - Faculdade IDEAU – Passo Fundo/RS. 

Referências:

BEE, H.; BOKD, D. A Criança em Desenvolvimento. Porto Alegre. 12ª ed.: Artmed, 2011. 

BOCK, A. M. B.; FUNRTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. Psicologia Uma Introdução ao estudo de Psicologia.  14ª ed. São Paulo, Saraiva S. A. 2009. 

BRASIL/IBGE. Crianças e adolescentes, indicadores sociais. Brasília: IBGE, 2004.

CAMPOS, D. M. S. Psicologia da adolescência: normalidade e psicologia. 11ª ed. Petrópolis, Vozes, 1987.

ERIKSON, E. Childhood and Society. New York, 1963. 

ERIKSON, E. H.; ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. 1ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

ERIKSON, E. H. Identidade, Juventude e Crise. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1976.

FONTAINE, R. Psicologia do Envelhecimento. Ed.2º São Paulo. 2010.

GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo do desenvolvimento Motor: bebê, crianças, adolescentes e adultos. 3ª ed. São Paulo,Phorte, 2005.

INHELDER, B.; PIAGET, J. Da lógica da criança à lógica do adolescente. São Paulo: Pioneira, 1976. 

LIDZ, T. A pessoa: seu desenvolvimento durante o ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas; 1983.

MAHONEY, A. A e ALMEIDA, L. R. Henri Wallon Psicologia e Educação. 3º ed. São Paulo, Loyola, 2003.

MOREIRA, L. M. A. Desenvolvimento e crescimento humano: da concepção à puberdade. In: Algumas abordagens da educação sexual na deficiência intelectual [online]. 3ª ed. Salvador: EDUFBA, 2011, pp. 113-123. Bahia de todos collection. ISBN 978-85-232-1157-8. AvailablefromSciELO Books.

NADEL-BRULFERT, J. Proposições para uma leitura de Wallon: em que aspectos sua obra permanece atual e original?In: Werebe, M. J. G. e Nadel-Brulfert, J. (org.). Henri Wallon. São Paulo, Ática, 1986.

OUTEIRAL, J. Adolescer. 3ª ed. Rio de Janeiro, Livraria e Editora ReivinterLtda, 2008.

PILETTI, N.; ROSSATO, S. M.; ROSSATO, G. Psicologia do Desenvolvimento. São Paulo. Contexto. 2014.

PIAGET, J. Psicologia e pedagogia. Rio de Janeiro: Forense, 1970.

PIAGET, J. Seis Estudos de Psicologia. 24ª ed. Rio de Janeiro: FlorenseUnivarsitária, 2005.

PAPALIA, D. E.; OLDS, S. W. Desenvolvimento físico e cognitivo do jovem adulto. Desenvolvimento humano.; Porto Alegre; Artmed; 2000.

PAPALIA, e FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento Humano. 12ª ed. São Paulo: AMGH Editora Ltda, 2013. 

SARTORI, A. C. R.; ZILBERMAN, M. L. Revisitando o conceito de síndrome do ninho vazio. São Paulo,2008. 

SCHNEIDER,R. H.;IRIGARAY, T.Q. O envelhecimento na atualidade: aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Porto alegre,2008.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1978.

WEITEN, W. Introdução á Psicologia, Temas e Variações. Ed. 7º. São Paulo. 2011

Apêndice I - Questionários :

 Questionário realizado para os pesquisados:

 

 Criança de nove anos entrevista realizada com os pais:

  1. Como é o ambiente que ela está inserida? “Ambiente tranquilo, onde se tem dialogo, amor, carinho e respeito”.

  2. Como ela está na escola? Quem leva ela até lá? Ela tem alguma dificuldade na escola? “Quem leva ela para a escola sou eu (mãe), apresenta notas boas na escola, apenas tem um pouco de dificuldade em geografia e história”.

  3. Em qual turno estuda e o que ela faz no turno inverso? “Turno da tarde, no turno inverso ela brinca, faz o tema, uma vez por semana tem futsal, joga no celular do avô”.

  4. Como ela se comporta em casa? Quais as brincadeiras que ela brinca em casa? “É um pouco rebelde, brinca com bola, joga uno, jogos no celular”.

  5. Se ela tem amigos, ela visita e possa na casa deles? “Tem amigos, raramente dorme e visita os amigos, somente em aniversários”.

  6. Ela realiza os temas juntamente com vocês? “Comigo as vezes (mãe), mas realiza mais com seu avô”.

  7. Vocês têm conhecimento dos sonhos dela? Quais? “A princípio queria ser jogadora de futebol, mas agora pensa em ser médica”.

  8. E os medos dela? “Dormir no escuro, medo de perder a mãe”.

  9. Como ela se porta perante estranhos ou visitas? “As vezes quer chamar a atenção, tudo ela quer, reprende o avô quando ele fala errado”.

  10. Como é a relação dela com vocês? “Relação boa”.

  11. Ela visita os familiares? Se sim como ela se porta? “Visita, viaja, se porta bem”.

  12. Vocês têm animais de estimação? Se sim como ela trata eles? “Tinha um cachorro, mas morreu, no entanto ela amava ele”.

 

Adolescente de dezoito anos:

  1. Quais seus sonhos? “Ser um profissional reconhecido”.

  2. Quais seus medos? “Pessoas com quem dizem ser verdadeiros e quanto mais se aproximam são falsas. ”

  3. Como é sua relação com o sexo oposto? “Uma relação de experiência de conselhos”.

  4. Como é sua relação com os pais? “Ótima”.

  5. Se já iniciou um relacionamento, se sim como está sendo? “Sim, está sendo perfeito, com novos modos de um conhecer ao outro de maneiras juntos”.

  6. Como é o ensino médio em seu ponto de vista? “Péssimo, deveria ter reajustes em professores de diversas matérias”.

  7. Se possui amigos como é sua relação com eles? “Uma relação aberta, onde se conta sobre suas dificuldades, assim um ajudando o outro com conselhos”.

  8. Já fez sua escolha profissional, se não o que pensa em fazer após o ensino médio? “Sim, seguir experiência em segurança do trabalho”.

  9. O que faz em seu período de lazer? “Cultivo lugares diferentes”.

  10. No momento está passando por alguma dificuldade, como escola, relacionamento, família, doença ou algo do tipo? “Não”.

  11. Se tem irmão como é o relacionamento com eles? Qual sua posição na ordem de nascimento? “Um relacionamento bom, sempre respeitando e tendo educação um com o outro”.

 

Adulto de vinte e três anos:

  1. Quais seus sonhos? “Uma boa casa, um bom emprego, estabilidade financeira, um bom relacionamento (namoro, filhos etc)”.

  2. Quais seus medos? “Perder as pessoas que mais amo”.

  3. Já passou por alguma dificuldade? Se sim como foi? “Não chamaria de dificuldade, mas uma experiência que mudou a minha vida foi quando me acidentei. Passei por momentos em que queria desistir de tudo, mas graças a Deus sempre tive minha família e meus amigos para me apoiar”.

  4. Qual seu relacionamento com seus pais? “Eu considero muito bom, algumas brigas de vez enquanto, mas qual família não tem? Mas sempre em busca do melhor para todos, é claro”.

  5. Em relação profissional está satisfeito com a atividade que exerce? “Sim. Amo o que faço e dou o meu melhor todos os dias, buscando sempre conhecimento e crescimento”.

  6. Como é sua relação com o sexo oposto? Qual seu status de relacionamento? Pensa em ter filhos? “Eu considero muito bom, sempre tratando com respeito e dando atenção, e também ajudando no que for necessário. Atualmente estou solteiro, e penso sim em ter filhos futuramente”.

  7. Já se decepcionou anteriormente? Se sim como foi? “Acredito que a gente se decepciona com as pessoas por que esperamos muito delas, então o segredo para não se decepcionar é não esperar nada de ninguém”.

  8. O que faz nas horas de lazer? “Encontrar os amigos, passear, colocar as ideias em ordem”.

  9. Tem amigos que são da sua adolescência? “Sim, não são muitos, mas são os melhores que alguém pode ter”.

  10. Você tem algum vicio? Se sim qual é? “Meu único vício é motocicleta”.

  11. Concluiu os estudos como ensino fundamental, médio e superior? “Ensino médio completo”.

 

Idoso de sessenta e oito:

  1. Quais seus medos?  “Não tenho medo, nem medo de morrer”.

  2. O que pensa do futuro? “Ver os netos crescerem, irem para um bom caminho”.

  3. Como é sua relação com os familiares? “Muito bem”.

  4. Tem filhos? Se sim como eles são? Como eles te tratam? “Sim, me tratam muito bem, me cuidam muito”.

  5. Tem alguma doença crônica ou aguda? “Infecção pulmonar”.

  6. Se arrepende de algo do passado? Se sim gostaria de mudar se pudesse? “Não me arrependo de nada”.

  7. Realiza atividades físicas? Como é sua dieta? Tem algum vicio? Cuida de sua estética? “ Não realizo atividades físicas, dieta normal, não tenho mais vicio, mas já tive de fumar, sobre a estética nunca teve neste corpo”.

  8. Como percebe sua velhice? “Todo dia sinto que cada vez mais a velhice chega e está mais perto, mas tenho uma velhice boa”

Informar um Erro Publique Seu Artigo