Resumo: O objetivo deste estudo é investigar as relações entre a dinâmica familiar e o comportamento anti-social de 12 crianças de uma escola da rede pública municipal de uma cidade do interior do Estado de Rondônia. Utilizando-se de instrumentos que avaliam as práticas educativas usadas pelos pais para com os filhos e a percepção da criança frente ao suporte familiar recebido, o trabalho busca analisar a influência da família no comportamento da criança. Os resultados gerais encontrados apontam para uma correlação entre o comportamento agressivo destas crianças e o ambiente familiar ao qual fazem parte. Assim, o estudo conclui que estas famílias por meio de sua constelação e de suas práticas educativas configuram-se como espaço gerador de modelos agressivos. As considerações finais sinalizam a necessidade de futuros estudos para expandir a compreensão do comportamento agressivo e sua relação com a violência familiar.

Palavras-Chave: Comportamento agressivo; violência familiar; criança; estilos parentais; práticas educativas.

O modelo de sociedade consumista evoca o pensamento crítico sobre a atuação deste modelo, o público atingido e, portanto, as consequências no desenvolvimento psíquico, social e fisiológico do ser humano como um todo, especificamente na criança, como trata o projeto presente.

O veiculo primário para o desenvolvimento das relações com os colegas ou companheiros é a brincadeira com as outras crianças. Tais brincadeiras não ocorrem com freqüência antes do dois anos. Entre a idade de 02 a 05 anos, as interações das crianças se tornam mais freqüentes, mais fortalecidas, mais sociais e complexas. Nos primeiros anos da pré-escola, as crianças se engajam principalmente em brincadeiras solitárias, em que não prestam atenção aos colegas, ou em brincadeiras paralelas, em que brincam próximas umas as outras, sem interagir.

John Bowlby em estudos enfatizou sobre o significado do primeiro relacionamento entre a mãe e a criança, através da chamada teoria do apego, ressaltando a importância do primeiro contato mãe-bebê.

Além dele, Ainsworth fala sobre vínculo afetivo como um laço relativamente durável em que o parceiro é importante como um indivíduo único e não pode ser trocado por nenhum outro. Num vínculo afetivo existe o desejo de manter proximidade com o parceiro. Um apego é uma subvariedade do vínculo emocional em que o senso de segurança de uma pessoa está estreitamente ligado ao relacionamento.

A palavra “adolescência” vem da palavra latina “adolesco”, que significa crescer. É uma fase cheia de questionamentos e instabilidade, que se caracteriza por uma intensa busca de “si mesmo” e da própria identidade, os padrões estabelecidos são questionados, bem como criticadas todas as escolhas de vida feita pelos pais, buscando assim a liberdade e auto-afirmação.

O quinto estágio da Teoria do Desenvolvimento Psicossocial de Erikson, que se dá entre os 12 e os 18 anos, ganha contornos diferentes devido à crise psicossocial que nele acontece, ou seja, Identidade Versus Confusão. Neste contexto o termo crise não possui uma acepção dramática, por  tratar-se de a algo pontual e localizado com pólos positivos e negativos.