Resumo: O nascimento de uma criança com uma deficiência causa um impacto emocional aos pais e também à equipe de saúde responsável por comunicar o diagnóstico. Neste contexto, a presente pesquisa relata o impacto da confirmação do diagnóstico da deficiência da criança para os pais e a complexidade do processo de aceitação do filho real, buscando compreender quais os sentimentos que surgiram quanto à forma de como foi informado o diagnóstico de deficiência genética ou adquirida no período Peri ou Pós-natal, para pais e mães de crianças em acompanhamento numa unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de um município do Estado de Santa Catarina. O presente estudo foi descritivo de abordagem qualitativa, tendo como instrumento de coleta de dados a entrevista semi- estruturada, realizada com oito (n=8) pais de crianças com deficiências atendidas na estimulação essencial. Os resultados obtidos mostraram que a descoberta da deficiência já é por si impactante, porém nos casos em que os profissionais notificaram de maneira ríspida, causaram sentimento de revolta nos pais, dificultando ainda mais esse momento. A responsabilidade da comunicação recaiu em sua maioria sobre os médicos (n=7) apontando para a necessidade de melhor preparo destes profissionais para realizar adequadamente esta comunicação. As redes de apoio tanto familiar como de profissionais, mostraram-se fundamentais no processo posterior de aceitação da criança e metade da amostra (n=4) disseram que encontraram um novo sentido e significado em suas vidas.

Palavras-chave: Deficiência, Sentimentos dos pais, Profissionais de saúde.

1. Introdução

O presente estudo tem como objetivo a relevância do uso dos contos infantis na prática clínica com grupos de crianças em atendimentos psicológicos. Pois se sabe que os contos de fadas são, ao longo dos tempos, contados e recontados para crianças, adolescentes e adultos, Moreno & Amadeo (2010). Mas há poucos estudos elaborados sobre contos infantis e seus benefícios em grupo. Desta forma no atual projeto serão realizados levantamentos teóricos com o objetivo de esclarecer se através dos contos as crianças podem diminuir seus conflitos e se há reflexos positivos destes contos na psicoterapia de grupo realizada no SUS.

Resumo: Desde o nascimento, a criança já possui uma forma de comunicação com seu meio, inicialmente, através das reações instintivas e reflexas, como o choro, responsáveis pela interação entre adulto e criança, e mais adiante os primeiros balbucios e onomatopeias. Diante desta afirmação, este trabalho objetivou mostrar a importância do ambiente social no desenvolvimento da linguagem em crianças de zero a dois anos, concluindo através de embasamentos teóricos, que desde o nascimento a criança já utiliza formas de linguagem, ainda ausentes de oralidade, porém proporcionadoras de desenvolvimento, favorecendo também o estímulo para que ocorra a mediação entre ela e o adulto. Para clarificar essas questões, abordaremos em um primeiro momento, a aparição da linguagem na vida da criança, bem como discorreremos sobre as fases desse desenvolvimento tanto sob a perspectiva da psicologia, quanto da fonoaudiologia, que esclarecem as relações existentes entre ambas. No segundo momento, trataremos da importância dos adultos falantes na mediação desse desenvolvimento, que aborda questões que envolvem tanto a família quanto a escola, que promovem estímulos para que a aprendizagem ocorra, proporcionando igualmente, socialização e desenvolvimento. Num terceiro momento, discorreremos sobre a conexão entre pensamento e linguagem, abordando teorias que nos explicam como esse processo ocorre na criança e a associação que ele tem com o desenvolvimento da linguagem.

Palavras-chave: desenvolvimento da linguagem, ambiente social, aquisição da linguagem.

Resumo: O respectivo trabalho tem como objetivo informar qual é a atuação da psicomotricidade no campo da psicologia e do desenvolvimento humano. Através deste trabalho gostaríamos de apresentar a psicomotricidade de uma forma mais clara e coerente para a compreensão do leitor. A psicomotricidade atua no âmbito da disciplina educativa, reeducativa e terapêutica, que pretende destacar a relação entre a motricidade, a mente e a afetividade, facilitando assim a abordagem global do individuo por meio de uma técnica. Trata-se de uma prática que vislumbra a compreensão do desenvolvimento, isto é, maturação biológica associada a do psiquismo com suas aquisições de capacidades de estruturação e abstração, bem como sua consequente influência nas interelações sociais. Psicomotricidade, portanto é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.

Palavras-chave: Psicomotricidade, psiquismo, desenvolvimento humano.

A partir de reflexões tomando como base os textos de Araujo e Lopes (2010); Bosi(2007) e Graeff (2007), tem-se como objetivo analisar a velhice e as suas repercussões nas relações familiares e asilares na sociedade capitalista.

Segundo Araujo e Lopes (2010) o envelhecer ou a velhice se inicia ao nascer e se finda com a morte. Porem a decadência biológica não é suficiente para definir a velhice pelo fato de nem sempre comprometer o processo vital, não ocorrer para todo o organismo e acontecer em ritmos distintos. Além disso para muitos o envelhecer é também uma aquisição pois permite que a mente amadureça para raciocínios abstratos tendo em vista as idades anteriores.

Resumo: Este artigo sugere uma reflexão teórica acerca da importância do afeto materno inserido na linguagem do maternalês, para o desenvolvimento infantil; conforme os teóricos Elliot (1982), Bee (1996) e Ribeiro e Garcez (1988), a linguagem é o núcleo do sentido da ação recíproca que dá o significado da comunicação. Conforme Sim-Sim (1998), Hoff (2006) e Hudson (2006), através da manutenção da atenção do espaço de interação com a criança, agindo diretamente relacionado com o fenômeno observado no corpo da criança pequena, há uma progressiva interação da comunicação infantil que envolve pela situação materna de motivar a criança, cuja modificação do padrão da fala interage, numa construção do espaço de valorização dessa troca afetiva. Conforme Perroni (1992), Peterson (1994) e  Mccabe (2004) e Bates (1976) se estabelece na relação entre fala e afeto, que vai crescendo e formando uma teia externa de relacionamentos, iniciando-se por gestos e sinais. Conforme Ornstein, Haden & Hedrick (2001/2003) e Rigolet (2000), a comunicação baseada na linguagem mãe-criança (maternalês) provê mecanismos para que crianças pequenas adquiram habilidades de memória generalizadas.

Palavras-chave: voz, desenvolvimento, infantil

Resumo: O envelhecimento ou o termo envelhecer populacional é uma realidade, sendo universal, evolutivo e gradual, que está relacionado ao tempo de vida, fazendo parte de um processo biológico, psicológico, social e cultural, entretanto, associando – se a fatores que podem vir acarretar ou não algumas perturbações mentais no idoso, e atribuindo, na maioria de certos casos debilitações ou delimitações em outros aspectos relevantes no decorrer da vida do mesmo. Portanto, o presente artigo tem como objetivo focar na Terceira Idade (envelhecimento), nas dificuldades e problemas ligados a expressão da afetividade e da sexualidade. Assim, tendo como consequência e comprometendo a saúde sexual do idoso, as características e proporção do uso do álcool nesta fase da vida, que vem crescendo por dificuldades de ordem econômicas e em muitas das vezes por abandonos familiares. Neste estudo utilizou-se uma revisão literária, revistas acadêmicas, livros e artigos científicos, referente às seguintes temáticas - envelhecimento, alcoolismo e a sexualidade na velhice.  É de suma importância entender a respeito das atuais implicações psicossociais nas questões da sexualidade e o uso do álcool do segmento idoso, sem a diferenciação de gênero.

Palavras-chave: Sexualidade, Alcoolismo, Terceira, Idade.

Resumo: A questão que subjaz este trabalho pode ser expressa pela seguinte interrogação: se a morte é um acontecimento natural, então por que na modernidade e na pós-modernidade ela se tornou um acontecimento temido e negado? A partir desse questionamento subjacente, o presente trabalho tem por objetivo discutir a questão da interdição da morte no contexto da sociedade ocidental moderna, sobretudo com o advento do capitalismo, bem como a sua continuação na pós-modernidade. Para alcançar o objetivo proposto, utilizou-se o delineamento de pesquisa do tipo qualitativo, de cunho bibliográfico, através do qual se fez necessária uma abordagem interdisciplinar, visto que, em se tratando das ciências humanas, além de sujeito e objeto de estudo se coincidirem, ambos se fazem presentes em suas diversas áreas, qual seja, o homem. Todavia, vale sublinhar que não se perdeu de vista o enfoque psicológico a que o tema evoca, sobretudo na discussão apresentada no segundo e terceiro capítulos. Nesse sentido, foi de suma importância analisar a questão da finitude, considerando as diversas fases do desenvolvimento humano, bem como, apresentar algumas consequências psicológicas decorrentes do processo de interdição da morte cuja maior expressão pode ser a morte em vida. Por isso, observou-se ao longo dessa pesquisa a necessidade de resgatar a dimensão natural da morte, seja pela autêntica tomada de consciência por cada sujeito da sua dimensão finita ou através de uma discussão aberta sobre o tema, sempre permeada pela questão do sentimento.

Palavras-chave: Morte, Interdição, Modernidade, Pós-modernidade, Vida.