Pensamento, Linguagem e Comunicação: a Interface Entre Estes Processos Mentais e a Prática em Psicologia

Resumo: Funções Psicológicas Superiores foi o que Vygotsky descreveu ao tratar da Linguagem e do Pensamento. Para este autor o que diferencia o ser humano dos animais não humanos era o uso destes Processos Psicológicos Básicos. A Linguagem só se manifesta através do contexto Histórico Cultural, seria um meio de mediação social com o Pensamento, precedendo o Pensamento. A Linguística tem uma relação com estes processos, descrevendo aspectos a serem considerados na área da Psicologia. No presente trabalho descrevemos o ponto de vista de três teóricos do campo Linguístico: Saussure, Bakhtin e Chomsky. Ao profissional da Psicologia ressaltamos, em último momento, a importância em compreender os Processos Psicológicos da Comunicação, Linguagem e do Pensamento. Os avanços da Neurociência possibilitaram uma melhor compreensão para pensar com mais propriedade sobre os aspectos dos Processos Psicológicos. O presente trabalho apresenta uma pesquisa bibliográfica acerca dos processos Psicológicos da Linguagem, Comunicação e do Pensamento. Assim, a simples observação no campo Psicológico requer que o profissional saiba como se articula os Processos Psicológicos, na elaboração de um documento que compete ao Psicólogo, estes exigem uma boa adequação da Linguagem, boa Comunicação, Pensamento estruturado e, para isto, terá o profissional de fazer um bom planejamento no momento da sua atuação.

Palavras-chave: Linguagem, Comunicação, Pensamento, Processos Psicológicos.

1. Introdução

Nos primórdios do tempo, da existência humana, nascem necessidades intrínsecas ao ser humano: a Linguagem, a Comunicação e o Pensamento. A Linguagem nasce da necessidade de comunicação. A comunicação decorre do processo da Linguagem, seja verbal ou não verbal. Então, pode-se assim dizer, que a Linguagem e a Comunicação são um dos principais processos psicológicos básicos essenciais à existência humana. Sem estes processos a convivência social não é possível. Comunicação, segundo o dicionário Aurélio (2010) significa a capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, de conversar, com vista ao bom entendimento entre as pessoas, e também convivência. A comunicação é um processo complexo que pode ser obtida por vários meios. Dentro destes processos citados, Linguagem e Comunicação, e outros, decorre o Pensamento. A conquista da Linguagem representa um marco no desenvolvimento do homem (REGO, 1999), sendo estes processos Psicológicos Superiores o que distinguem o ser humano do animal não-humano.

Lev Vygotsky (1896-1934) foi um autor da psicologia que, criticando as tendências psicológicas de seu tempo, se propôs a construir uma nova teoria psicológica que atendesse o homem como um todo: corpo e mente na sua interação com a cultura e o social (FREITAS, 2004). Discorrer a respeito do processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem requer um conhecimento prévio acerca dos processos de Pensamento (MIRANDA; SENRA, 2012). Ao considerar que a linguagem consiste num sistema simbólico que estabelece mediação entre o sujeito e seu objeto de conhecimento, afirma-se que as palavras, enquanto signos mediadores das relações do indivíduo com o mundo, são generalizações. Cada palavra refere-se a uma classe de objetos, constitui-se num signo e numa forma de representação da categoria de objetos e de conceitos. De acordo com as autoras acima citadas, os conceitos são construções culturais internalizadas pelos indivíduos no curso do processo de desenvolvimento, e são definidos por atributos estabelecidos pelas características dos elementos localizados e selecionados no mundo real, no universo da cultura. Nesta concepção, é a cultura na qual um sujeito se desenvolve que fornece os significados, permitindo ao indivíduo ordenar o real em categorias e conceitos (VYGOTSKY, 1989).

No campo da Linguística destacam-se os estudos de Ferdinand de Saussure (1857-1913), Mikhail Bakhtin (1895-1975), e Noam Chomsky (1928). Acredita-se que o campo da Linguística e da Psicologia se entrelaçam quando se trata dos processos abordados. O estudo de Leite (1995), sustenta que se tornou quase banal a afirmação de que o psicólogo se vê confrontado a questões linguísticas mesmo quando não escolhe a linguagem como objeto de estudo privilegiado. Nesta perspectiva, acredita-se que os Processos Psicológicos a serem abordados são instrumentos essenciais para a prática profissional do Psicólogo, seja qual for sua abordagem.

A presente pesquisa é de cunho bibliográfico, considerada matriz de toda pesquisa, fundamentando-se em fontes bibliográficas; ou seja, os dados são obtidos a partir de fontes escritas, portanto, de uma modalidade específica de documentos, que são obras escritas, impressas em editoras, comercializadas em livrarias e classificadas em bibliotecas (GERHARDT; SILVEIRA, 2009). O estudo surgiu da possibilidade de melhor compreensão dos processos Psicológicos estudados em sala na Faculdade de educação Superior de Tangará da Serra-MT (FAEST). Ao longo deste trabalho irá se pontuar os processos de Linguagem, comunicação e Pensamento. Tem-se o intento de fazer uma breve análise das teorias epistemológicas de Vygotsky (Sócio Histórica), e algumas da Linguística, bem como pontuar o posicionamento destas principais linhas de pensamento, com referência a estes processos e como se dá a articulação destes processos. Enfatiza-se a relevância dos processos psicológicos básicos da Linguagem e Comunicação para o profissional da Psicologia. O trabalho se estrutura em cinco pontos: primeiro, aborda-se a mediação simbólica com a Comunicação, segundo, irá-se interpelar a articulação da Linguagem e o Pensamento, assim, em terceiro tópico, irá-se pontuar a diferenciação entre Língua, fala e Comunicação, também, irá-se fazer uma associação com alguns modelos Linguísticos. Após, irá-se estruturar sobre os desdobramentos do pensamento na teoria Levy Vygotsky, utilizando de um aspecto biológico e cultural. Por último, irá ser defendido a importância do profissional em Psicologia dominar a articulação destes processos Psicológicos.

2. Mediação Simbólica e Comunicação

Vygotsky se dedicou ao estudo das chamadas funções psicológicas superiores; estes processos mentais são considerados sofisticados e “superiores”, porque referem-se a mecanismos intencionais, ações conscientemente controladas, processos voluntários que dão ao indivíduo a possibilidade de independência em relação às características do momento e espaço presente (REGO, 1999). Vygotsky entendia a Linguagem como um sistema simbólico fundamental em todos os grupos humanos, elaborado no curso da história social, que organiza os signos em estruturas complexas e desempenha um papel imprescindível na formação das características psicológicas humanas. (Idem). Corroborando, a autora ainda enfatiza que os processos não são inatos, se originam nas relações entre indivíduos e se desenvolvem no processo interno do comportamento cultural. Os processos elementares são biológicos, mas nos superiores há maturação. O campo da Ciência que se concentra estes estudos é a Psicologia Genética.

Vygotsky distingue dois elementos responsáveis pela mediação simbólica: o instrumento, com função de regular as ações entre os objetos e o signo, que regula as ações sobre o psiquismo das pessoas (REGO, 1999). Os sistemas simbólicos são entendidos como uma representação da realidade, especialmente a Linguagem, funcionando como elementos mediadores que permite a Comunicação entre os indivíduos, estabelecendo significados para serem partilhados entre as interações sociais em grupos culturais. O processo de funcionamento mental, assim para Vygotsky, seria fornecido através da cultura, através da mediação simbólica. Na mediação simbólica, ponto central da teoria Vygotskiana sobre o funcionamento psicológico, a interação do homem com o mundo não é direta, e sim mediada por um estímulo que tem a intenção de facilitar essa operação. Assim, a presença de elementos mediadores introduz um elo a mais nas relações organismo/meio, tornando-as mais complexas.

Com a noção de que a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas fundamentalmente, uma relação mediada. As funções psicológicas superiores apresentam uma estrutura tal que entre o homem e o mundo real existem mediadores, ferramentas auxiliares da atividade humana (VYGOTSKY, 2005).

Em síntese, existem dois tipos de elementos mediadores na teoria de Vygotsky, que são Os Instrumentos e os Signos. Embora exista uma analogia entre esses dois tipos de mediadores, eles têm característica bastante diferentes, pois o Instrumento está para atividade humana, é um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo, diferente dos animais que também usam instrumentos. O ser humano tem a capacidade de criar seus instrumentos para determinados fins, transmitem a sua função e metodologia de construção para outros membros do grupo social. Os signos são instrumentos da atividade psicológica, com papel semelhante às dos instrumentos de trabalho. Deste modo, os signos auxiliam a nossa mente a tornar-se mais sofisticada, possibilitando um comportamento mais controlado, e a atividade psicológica superior oferece ao ser humano a capacidade de pensar, memorizar, refletir. “Na sua forma mais elementar o signo é uma marca externa, que auxilia o homem em tarefas que exigem memória, ou atenção’’ (VYGOTSKY 2001). Portanto, a junção dos dois instrumentos são considerados essenciais para o desenvolvimento dos processos mentais superiores, além de mostrarem a importância das relações sociais entre os indivíduos.

3. Linguagem e Pensamento

A principal função da linguagem, de acordo com Vygotsky, é a de intercâmbio social: é para se comunicar com seus semelhantes que o homem cria e utiliza os sistemas de linguagem. Tal intercâmbio necessita, para que seja possível uma comunicação mais sofisticada, da segunda função da linguagem: o pensamento generalizante. Este consiste nos signos, os quais simplificam e generalizam a experiência vivida, o que permite que ela seja transmitida a outros (OLIVEIRA, 2010). A Linguagem é instrumento de pensamento, de expressão emocional e afetiva, mas, sobretudo, de intercomunicação social (NOVAES, 1962).

A Linguagem, então, fornece ao sujeito uma maneira de expressar o Pensamento. Seria, então, a Linguagem um conjunto de sinais intencionalmente usados para a intercomunicação pessoal. Através da linguagem é feita a comunicação de interesses, crenças, conhecimentos, aspirações e ideais comuns aos indivíduos e às gerações que se sucedem. (Idem). A Linguagem pode ser considerada um meio de adaptação do indivíduo ao meio, sendo esta a função social da Linguagem. Linguagem e Comunicação estão intimamente ligadas e constituem um processo único que envolve a manifestação dos aspectos mais complexos e diversos da personalidade humana. A linguagem contribui para o enriquecimento do Pensamento estando incorporada ao próprio processo evolutivo do indivíduo. (Idem). Acredita-se que a Linguagem tem papel essencial na formação dos processos cognitivos do Pensamento. Porém, não é acreditado, assim como Novaes, em uma visão que limita a Linguagem em transmitir apenas o pensamento preexistente, também media, molda e comunica o Pensamento. Para Novaes (1961), o Pensamento pode ser transmitido através de processos motores ou ser elementares ao processo da Linguagem.

4. Língua, Fala e Comunicação

No início, a Linguística era aplicada aos meios escritos (enciclopédicos) os registros eram fundamentais, o que exigia o domínio de várias Línguas. Saussure (2006) rompeu com este modelo, aplicando o estruturalismo, separou a Língua e a fala; segundo o autor,  a Língua era composta por sistemas opostos depositado na mente de cada falante. Neste caso, o signo linguístico é decorrente do Significante (imagem acústica ou palavra) e o significado (conceito, imagem). Tal abordagem permitia uma forma sem uma visão normativa, de certo e errado, para entender o presente não necessitava recorrer à história.

Bakhtin, Linguísta da Enunciação, se baseou nos estudos do materialismo, no qual constrói o sujeito através das suas relações sociais. A Linguagem seria primordial para Comunicação entre os indivíduos, seria uma apropriação da cultura, nestes termos, difere de Saussure que compreendia como objeto a Língua falada e escrita. A Linguagem é um processo constitutivo complexo, mediatizado pela interação dialógica entre os homens, no contexto do jogo discursivo que cotidianamente os envolve e pelo qual a linguagem se concretiza enquanto enunciação polissêmica. "A palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre mim numa extremidade, na outra apoia-se sobre o meu interlocutor" (BAKHTIN, 1995).

Para Chomsky (2007), focado nos estudos cognitivistas, a Linguagem faria parte de um patrimônio genético do ser humano (gramática internalizada). Como não temos conhecimento das estruturas, a manifestação da linguagem dependeria do estímulo do contexto linguístico e do emprego de estruturas universais, subjacentes à espécie humana. Seu foco é na estrutura sintática e abstrata, investigando aspectos corretos e incorretos da Língua. Para este autor, não precisamos saber a história da Língua para falar, o que importa é saber as regras. Chomsky desenvolveu a teoria do Dispositivo de Aquisição de Linguagem (LAD), segundo esta perspectiva, nascemos com uma predisposição a descobrir regras para aderir enunciados aceitáveis (DAVIDOFF, 2001).

Vygotsky (1989), estava interessado em entender a relação entre as ideias que as pessoas desenvolvem e o que dizem ou escrevem. A estrutura da língua que uma pessoa fala influencia a maneira com que esta pessoa percebe o universo. Uma palavra que não representa uma ideia é uma coisa morta, da mesma forma que uma ideia não incorporada em palavras não passa de uma sobra.

4.1 O Modelo Mais Aceito Dentro da Linguística Escolar

Podemos nos comunicar de diversas maneiras e para isso usamos a linguagem verbal e  a linguagem não verbal, mas qual a diferença entre as mesmas? A verbal é aquela usada por meio da palavra do código escrito ou falado, ou seja, pode-se comunicar de forma verbal e obter auxílio por meio da expressão facial, que são textos não verbais. A palavra simboliza o texto falado ou texto escrito, as imagens, as placas de trânsitos que são códigos conhecidos por quem tem o conhecimento das leis de trânsito. Deste modo, a linguagem nada mais é do que um conjunto estruturado de códigos que pretende transmitir uma informação (SAUSSURE, 2006).

O homem tem necessidade de viver em grupo, isso leva à necessidade de comunicação, que tem como consequência a elaboração de um sistema de comunicação chamado de linguagem. Todo e qualquer conjunto de códigos estruturados que transmite informação é linguagem, que à princípio, divide-se em duas grandes classificações: a  linguagem verbal é aquela onde utiliza-se palavras escritas ou faladas, e a linguagem não verbal é tudo que transmite uma mensagem intencionalmente que não é falada e nem escrita, por exemplo a mímica. É através da linguagem que entendemos o mundo que nos cerca, que expressamos nossas ideias. Enquanto isso, é importante diferenciar que a Fala é individual, a Língua é social-cultural, enquanto a linguagem é universal (SAUSSURE, 2006).

O modelo apresentado na Figura 1 é ensinado na escola regular. Cada um desempenha o papel relacionado com os elementos presentes na comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Assim, elas determinam o objetivo dos atos comunicativos. Funções da linguagem e comunicação é a forma de como cada indivíduo se expressa, para isso precisaremos de um Emissor, onde este leva a mensagem, um Receptor, que recebera essa informação a mensagem que por sua vez é o conteúdo das informações, canal de comunicação; a forma que é exposta a informação, o Código e referente (TERRA; NICOLA, 2004).

Figura 1 – O Processo de Comunicação

Elementos da Comunicação

 Fonte: https://blogdoenem.com.br/redacao-elementos-da-comunicacao/

Os elementos que atuam no ato de se comunicar são em que alguém (emissor) comunica algo (mensagem) a outra pessoa (receptor) por algum meio (canal) em algum ambiente e, para receber a eficácia da comunicação, observa as reações (retorno). Ainda no modelo escolar há as funções da Linguagem, a Figura 2 apresenta seis funções para a mesma.

Figura 2 – Seis Funções da Linguagem.

esquema funções da linguagem

Fonte: https://www.todamateria.com.br/funcoes-da-linguagem/

A função emotiva ou expressiva é quando a linguagem está centrada no próprio emissor, revelando seus sentimentos, suas emoções. A função apelativa ou conativa é quando o emissor organiza a mensagem com o objetivo de influenciar o receptor. Na função referencial ou denotativa, a intenção do emissor é falar objetivamente sobre o contexto real. É a linguagem de caráter informativo. A Função metalinguística, a linguagem fala dela mesma e se destina à explicação das próprias palavras. Na função fática a linguagem é usada para confirmar se de fato o emissor está sendo ouvido. Por último, a função poética é quando a linguagem revela um cuidado especial com o ritmo das frases, com a sonoridade das palavras, com o jogo de ideias.

5. O Biológico e o  Cultural: Os Desdobramentos dos Pensamentos de Vygotsky

5.1 Aspectos Biológicos

Tão antiga quanto a própria psicologia, a questão do pensamento e da linguagem foi menos trabalhada e continua mais obscura precisamente na relação entre o pensamento e a palavra (VYGOTSKY, 2001). A função do pensamento hoje continua sendo um tema controverso. Isto ocorre, em parte, devido à confusão terminológica existente ao seu redor. Mesmo assim, a ideia mais aceita é a de que seu objetivo é atuar como mecanismo de controle diante das situações que nos são apresentadas. Um dos instrumentos-chave inventados pela humanidade é a linguagem, e Vygotsky conferia à linguagem um lugar muito importante na organização e no desenvolvimento dos processos do pensamento (LURIA, 1992)

É sabido que há áreas cerebrais responsáveis para a articulação dos processos psicológicos do Pensamento, Linguagem e Comunicação. É de suma importância que o profissional de Psicologia saiba Neuroanatomia e outras áreas da Neurociência, principalmente, como se articula o processo de Pensamento.

Luria foi um pesquisador bastante importante para as neurociências e a Neuropsicologia, pois foi capaz de aprimorar e reunir os modelos anteriormente vigentes. (ZANÃO, 2006). O enfoque que Vygotsky deu ao estudo da afasia tornou-se um modelo para todas as investigações posteriores na área da Neuropsicologia (LURIA, 1992). O ser humano é um ser social, por isso a linguagem é o processo que nos fornece a capacidade de nos comunicarmos com os outros. Esta comunicação, no caso dos humanos, é realizada através de um código simbólico complexo, o idioma ou a língua. A Linguagem é um processo muito complexo que na psicologia é considerado como o responsável por transformar a informação para organizá-la e lhe dar sentido.  No trabalho de Simis (2014) podemos perceber múltiplas áreas de aplicação da Linguagem.

Segundo Melo (2016), a Linguagem é a capacidade que os indivíduos têm de transformar o pensamento em uma substância concreta. No pensamento da autora, os seres humanos nascem com estruturas cerebrais preparadas para desenvolver a habilidade de perceber o som, codifica-lo e emiti-lo por meio das estruturas do aparelho fonador. No entanto, apenas o aparato biológico não é suficiente; é preciso que haja a estimulação ambiental. A Linguagem é uma função Neuropsicológica e social. Em 95% dos indivíduos o hemisfério especializado para a Linguagem é o esquerdo, ao passo que as mesmas regiões do hemisfério direito encarregam-se da prosódia (aspectos emocionais da voz, como inflexões da voz, mímica facial e gestos das mãos). Considerando as áreas corticais (Figura 3), a Área de Wernicke (Brodmann área 39 e parte da área 22), é considerada umas das áreas sensoriais da Linguagem. A Área de Broca (Brodmann área 44 e parte da área 45), responsável pela compreensão e produção da Linguagem falada.  

Figura 3 - As áreas de Broca e Wernicke, visão lado esquerdo.

D:\Meus Documentos\Desktop\LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO\BrocasAreaSmall.png

Fonte: NIH publication 97-4257, https://www.nidcd.nih.gov/health/aphasia

A Linguagem é, na opinião de vários autores, uma função complexa, constituída por um conjunto de processos que permite a comunicação. Trata-se da capacidade de armazenar, evocar e combinar símbolos numa permuta inesgotável de expressões que permitem a elaboração do pensamento (PEREIRA; REIS; MAGALHAES, 2003).

A habilidade para a linguagem possui interconexões com outras capacidades cognitivas, mas trata-se também de uma habilidade relativamente autônoma. Muitos dos conhecimentos sobre o funcionamento da linguagem vieram de estudos de distúrbios de linguagem ocasionados por lesões cerebrais, realizadas, entre outros, por Broca (1824-1880) e Wernicke (1848-1905). Para a maioria dos indivíduos, principalmente para os destros, as funções de linguagem ficam localizadas no hemisfério esquerdo, enquanto que indivíduos canhotos estão mais propensos a terem as funções de linguagem mais localizadas no hemisfério direito. A linguagem simbólica é uma das características tipicamente humanas e a que mais diferencia o homem das demais espécies, nos possibilitando a capacidade de atribuir significados abstratos para comunicar sentimentos, emoções e coisas abstratas, ou realizar cálculos matemáticos de cabeça. A linguagem é uma das habilidades que permitiu ao homem passar conhecimentos de uma geração para outra, possibilitando que os conhecimentos adquiridos não fossem perdidos, seja através da fala, seja através da escrita (ZANÃO, 2006).

5.2 Aspectos Socioculturais

Na sua relação com o meio físico e social, que é mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos no interior da vida social, o ser humano cria e transforma seus modos de ação no mundo. É justamente essa visão sobre o funcionamento psicológico que está na base das concepções de Vygotsky a respeito do funcionamento do cérebro. Se a história social objetiva tem um papel crucial no desenvolvimento psicológico, este não pode ser buscado em propriedades naturais do sistema nervoso. Isto é, o cérebro é um sistema aberto que está em constante interação com o meio e que transforma suas estruturas e mecanismo de funcionamento ao longo desse processo de interação.

Em termos de desenvolvimento psicológico isso significa que o organismo humano nasce muito ‘’ pouco pronto’’, isto é, com muitas características em aberto, a serem desenvolvidas no contato com o mundo externo e, particularmente, com os outros membros da mesma espécie. Essa maturidade dos organismos no momento do nascimento e a imensa plasticidade do sistema nervoso central do homem estão fortemente relacionadas com a importância da história das espécies do desenvolvimento psicológico: o cérebro pode se adaptar a diferentes necessidades, servindo a diversas funções estabelecidas a história do homem (VYGOTSKY, 2005).

Instrumentos e símbolos construídos socialmente definem quais das infindáveis possibilidades de funcionamento cerebral serão efetivamente desenvolvidas e mobilizadas na execução de uma certa tarefa. Ou seja, um indivíduo que vive no grupo cultural que não dispõe da escrita jamais será alfabetizado. Deste modo, embora membros da espécie humana disponham da possibilidade física de aprender a ler e escrever, essa possibilidade só será desenvolvida como um modo de funcionamento psicológico por seres humanos que vivem em sociedades letradas. É importante destacar que essa diferença funcional não se reflete em diferenças físicas no cérebro humano, pois o cérebro está preparado para realizar funções diversas, dependendo dos diferentes modos de inserção do homem no mundo. Visto que para Vygotsky, a ideia da plasticidade cerebral não significa falta de estrutura, mas ao contrário, implica a presença de uma estrutura básica, com a qual cada membro da espécie nasce e a partir da qual se estabelecerão os modos de funcionamento do sistema nervoso central (VYGOTSKY, 2005).

6. Qual a Importância da Linguagem para o Psicólogo?

A linguagem é para o profissional em Psicologia, o instrumento principal do seu exercício profissional (LAMIN, 2012). Conhecer sobre a maneira como o ser humano adquire a linguagem, sobre seu desenvolvimento, as condições biológicas, seu uso e suas funções, além da influência sobre a ação e a construção do sujeito, é essencial para que se possa desenvolver uma boa avaliação psicológica, bem como das diferentes aplicações que poderá ter no espaço terapêutico como a narrativa, os contos, as metáforas, etc.

Neste contexto, não podemos nos esquecer da Linguagem não verbal.  A linguagem é o que permite ao homem a comunicação com outros e também é a forma de elaborar seus pensamentos, ideias, fazer planejamentos, entre tantas outras funções. A linguagem é um instrumento de comunicação e de conhecimento, é social e individual e nasce da necessidade que temos de nos comunicar. Na psicologia, se torna fundamental observar a comunicação verbal e a não verbal que nos dá outras informações a respeito do que está acontecendo com o paciente. (Idem). Saussure (2006) diz que na linguagem, interferem fatores fisiológicos, individuais, sociais entre outros, sendo a língua um código; são signos que as pessoas aprendem e conservam em sua memória, é a maneira como uma cultura se comunica, como se entende o significado das coisas.

Soares et al. (2011) apresenta uma pesquisa mencionando o que as várias abordagens psicológicas entendem por Linguagem. É apresentado que esta multiplicidade teórica leva à inúmeras interpretações da Linguagem, o que influencia na Comunicação, principalmente entre os psicólogos. Neste contexto, ressalta-se a importância de elaborar uma melhor articulação entre os processos, para que não ocorra falhas. Sendo a Linguagem um instrumento de comunicação social e do Pensamento.

É de extrema relevância pontuar que os processos da Linguagem e da Comunicação dependem do bom funcionamento de outros processos, como por exemplo, a memória. Sem memória não há Linguagem e Comunicação, e consequentemente não haverá o Pensamento. Pensar em Psicologia é refletir sobre os processos básicos, e um deles essenciais no processo terapêutico, estão o Pensamento, a Linguagem e a Comunicação, sendo estas partes integrantes de outros processos. Não há processo Psicoterapêutico sem uma Linguagem apropriada, em decorrência desta objetivamos uma boa comunicação. Quando há falhas na Linguagem ocorrem lacunas na Comunicação.

O laudo psicológico é um importante instrumento de trabalho para o profissional de Psicologia (PASQUALI, 2001). A elaboração de um bom Laudo psicológico requer treinamento para aprimoramento, a Linguagem é fundamental. “A adequação da Linguagem as normas técnicas dos manuais e por outro lado perceber que o interlocutor, geralmente não é um psicólogo, precisa de adequação da Linguagem para que possa ocorrer a Comunicação. ” (PRETO, 2016).

Deste modo, a Linguagem deve ser clara e concisa, com adequações aos tempos verbais, ter continuidade na sequência lógica e adequação aos termos técnicos. “Por esta razão, o laudo psicológico pode ser considerado uma expressão da competência profissional” (PASQUALI, 2001). É de extrema relevância que o profissional da Psicologia se atenha a adequação da Linguagem no momento da elaboração do Laudo Psicológico, nestes termos, tem-se mais um motivo para que estudantes e profissionais compreendam a articulação destes processos e como se associam, propagam e desencadeiam.

No entanto, enfatiza-se que os processos de Linguagem e Comunicação são dependentes de outros processos como o pensamento, memória, sensação, percepção, emoção, etc. O processo de pensamento, Linguagem e comunicação se integram e interagem com outros. Desta forma, não podemos entender estes de forma isolada. Podemos assim conceber que um conjunto de funções, em seu conjunto, se torna o processo.

No processo psicoterapêutico se torna de extrema importância uma boa Linguagem para uma ótima comunicação. Não estamos nos referindo apenas ao psicoterapeuta, pois a Linguagem e comunicação através da fala e das atitudes dos seus clientes, também, deve ser revelada precisa para que o psicoterapeuta compreenda as queixas deste. É fundamental que o profissional esteja em constante processo de aprimoramento da Linguagem e da comunicação, pois o discurso se modifica a cada instante. Um profissional que não compreende a expressão do pensamento e as mais diversas nuances dos enunciados e a Linguagem do paciente, corre o risco de não ser preciso em diagnósticos e haver falhas. Não é de se admirar que em nosso cotidiano na falha de comunicação gere conflitos, inclusive em níveis globais.

7. Considerações Finais

Vygotsky se dedicou aos estudos do que ele chamou de Processos Psicológicos superiores. Vygotsky entendia a Linguagem como um sistema simbólico fundamental em todos os grupos humanos, elaborado no curso da história social, que organiza os signos em estruturas complexas e desempenha um papel imprescindível na formação das características psicológicas humanas. A pesquisa se estruturou a demonstrar as diferentes visões epistemológicas dentro de uma visão psicológica e Linguística. Vygotsky, com sua teoria, revolucionou o campo da Educação e da Psicologia.

A Linguística se torna um elo fundamental para o saber psicológico, não pode-se negar as contribuições que esta área do conhecimento provê para a Psicologia. Os estudos de Saussure com referência ao signo Linguístico, Bakhtin construindo o sujeito através de suas relações sociais e Chomsky com a sua teoria do LAD.

A colaboração da neurociência, Neuroanatomia e do avanço das ciências biológicas foram decisivos para que a Psicologia pudesse avançar enquanto profissão e como ciência. Sem o conhecimento da Neuroanatomia e da neurociência é admitido que o campo psicológico não teria avançado tanto quanto aos estudos dos Processos Básicos Psicológicos. Muitos estudantes de Psicologia, através da nossa observação durante os primeiros semestres na graduação, não dão muita importância aos aspectos da Neuroanatomia, mas esta ciência se torna primordial para compreensão e desenvolvimento dos Processos Psicológicos aqui mencionados. Sem o conhecimento das estruturas Neurobiológicas, é prejudicada a atuação profissional, pois muitas afasias e distúrbios neurológicos não serão percebidos.

Durante uma simples observação na prática clínica, o cliente comunica muito conteúdo ao Psicólogo. Assim, como o profissional já em uma primeira entrevista também necessita comunicar e informar se utilizando dos Processos citados. Ainda, o profissional da Psicologia tem que ficar atento aos documentos e instrumentos que são da competência de sua profissão e que exigem os Processos Psicológicos abordados.

Como já colocado ao longo deste trabalho, os documentos a serem redigidos de responsabilidade do Psicólogo, devem ser de uma Linguagem que se adeque ao meio da demanda solicitada, este documento ainda deve ser preciso, claro, coerente e muito bem estruturado para que não ocorram dúvidas quanto à Comunicação com o seu interlocutor. Caso ocorra falhas nesta Comunicação, o profissional fica responsável em responder Eticamente e até judicialmente por qualquer falha.

Diante de todo o material coletado durante o processo de pesquisa, tornou-se possível a compreensão dos processos linguísticos presentes na prática clínica do profissional de Psicologia, sendo que esse se constituiu como um meio eficaz na relação estabelecida entre o psicólogo e seu cliente. Acredita-se que o trabalho apresenta limitações, talvez por apresentar apenas a parte bibliográfica, deixando a pesquisa aberta à posteriores contribuições. Compreende-se ser de extrema relevância que o Psicólogo na prática profissional estabeleça estes processos estudados de forma coerente, visando resultados a partir de uma boa Comunicação, adequando a Linguagem a sua demanda e, sobretudo, compreendendo como se dá a articulação destes Processos Psicológicos para que o exercício de sua profissão seja o mais Ético e recíproco.

Sobre os Autores:

Sidinéia Maria de Souza - Acadêmica do curso de Psicologia da FAEST/UNISERRA.

Francelizia Ribeiro dos Santos Oliveira - Acadêmica do curso de Psicologia da FAEST/UNISERRA.

Referências:

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SOUZA, Sidinéia Maria de; OLIVEIRA, Francelizia Ribeiro dos Santos. Pensamento, Linguagem e Comunicação: a Interface Entre Estes Processos Mentais e a Prática em Psicologia. Psicologado, [S.l.]. (2019). Disponível em https://psicologado.com.br/psicologia-geral/introducao/pensamento-linguagem-e-comunicacao-a-interface-entre-estes-processos-mentais-e-a-pratica-em-psicologia . Acesso em .

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Souza, S. M. & Oliveira, F. R. S., 2019. Pensamento, Linguagem e Comunicação: a Interface Entre Estes Processos Mentais e a Prática em Psicologia. [online] Psicologado. Available at: https://psicologado.com.br/psicologia-geral/introducao/pensamento-linguagem-e-comunicacao-a-interface-entre-estes-processos-mentais-e-a-pratica-em-psicologia [Acessed 07 Aug 2020]

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