A Sexualidade na Adolescência: o seu Desenvolvimento e Possíveis Implicações para o Jovem na Atualidade

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Resumo: O período da adolescência apresenta-se para o jovem como um fenômeno cheio de turbulências. Caracterizados como um momento de luto pela perda da infância e o ritual de entrada na idade adulta. Juntamente com os adventos próprios do adolescer, acontece também a descoberta da sexualidade. O adolescente encontra-se fisicamente pronto para ser inserido no mundo do adulto. Porém, é necessário que o jovem atravesse uma espécie de ritual estabelecido pelos adultos, para que o mesmo seja aceito por eles. Diante de tudo isso a sexualidade pode surgir como objeto de imposição às regras estabelecidas. O presente artigo tem como objetivo trazer uma reflexão acerca desses fatores.

Palavras-Chave: Adolescência, psicanalise, sexualidade.

1. Introdução

Quando se pensa em sexualidade não se pode deixar de mencionar Freud. Este foi um grande estudioso nessa questão, trazendo à tona esse tema numa época onde se pensar sobre isso era inaceitável pela sociedade vigente. Estudo salienta que no século dezenove, Freud (1996) lança luz a essa discussão, apontando a sexualidade como advinda desde o nascimento sendo inerente ao sujeito, uma energia necessária que o impulsiona à vida.  Um processo que se intermédia por fases denominadas oral, anal, fálica, período de latência e genital.

 No período de latência, a sexualidade passa por um processo de dormência, ressurgindo com toda a força na fase genital que corresponde à adolescência. Em meio a todos esses conflitos, o adolescente encontra-se envolto por uma energia pulsante que precisa ser direcionada.

A adolescência é um período onde o jovem passa por um processo de transformações biopsicossocial e acontece por volta dos doze anos de idade até os dezoitos (E.C.A, 2001.). Seu corpo encontra-se modificado, seus instintos sexuais estão aflorados, acontece à percepção do outro como objeto de desejo e propiciador de prazer. Além do mais, o jovem está em busca de sua afirmação como sujeito independente.

Nessa perspectiva, pode acontecer um embate dos jovens para com os adultos, pois os mesmo estabelecem que os jovens apesar de estarem fisicamente prontos, têm que aguardar por mais um período para serem considerados adultos. Sendo assim, o jovem se encontra em uma situação onde não é maduro o suficiente para praticar atitudes de adulto, nem infantil para agir como criança.

Frente a todas essas questões, a sexualidade pode acontecer como objeto de enfrentamento dos jovens para com o posicionamento dos pais. A inquietação causada pela ignorância sobre os aspectos geradores destes fenômenos torna-se a indutora do tema que norteia esta pesquisa.

 Entende-se que um estudo detalhado sobre estas questões torna-se necessário pra que se propicie uma ação de prevenção e orientação para os pais de como minimizar os efeitos decorrentes do processo de adolescência.

Em virtude dessas circunstâncias, surgirão dúvidas que justificam o presente artigo, e tem como objetivo trazer uma reflexão sobre estudos já publicados a respeito da sexualidade e de como isso acontece no período da adolescência. Por meio de um levantamento bibliográfico contamos com autores como Freud (1996) e Nasio (2011) onde se espera obter um entendimento fundamentado desse fenômeno.

2. A Sexualidade e a Adolescência sobre a Perspectiva da Psicanálise

A sexualidade para Freud (1996) compreende um período que se inicia a partir da época de nascimento em diante. O bebê possui um corpo erotizado, que a depender da fase tem uma região do corpo potencializada. No primeiro momento denominado fase oral, a criança tem a região da boca como erógena, e as atividades prazerosas são em torno dela. A princípio, o prazer proporcionado pela satisfação da fome é o que possibilita a expressividade da sexualidade. Conforme observa Pinto (2012 p.18):

O bebe descobre o prazer por meio do ato de mamar no seio da mãe ou seus substitutos. A sucção, que primariamente esta associada à necessidade de saciar a fome, alia-se ao prazer proporcionado pelo contato da boca com o seio da mãe. A boca comporta-se então como uma zona erógena e, em grande parte das vezes, observamos o bebê a usando por simples deleite. 

A citação elucida que é próprio desse período, compreendendo desde o nascimento a mais ou menos um ano e meio de vida da criança, que toda sua experiência esteja vinculada a estimulação oral, interligada com o ato da alimentação, permitida por meio da sucção. No momento do saciamento acontece uma descarga da libido, que alivia o desprazer causado pela fome (PINTO 2012, p.18).

Na fase anal, segundo Freud, ocorre que o sistema de reter e excretar fezes tem uma significância propiciadora de prazer, tendo o ânus como objeto sexualizado. A mucosa dessa zona tem uma sensibilidade à excitação sexual. Segundo Freud (1996, p191): “A retenção da massa fecal, que é assim realizada intencionalmente pela criança, a fim de servir, por assim dizer, como um estímulo masturbatório sobre a zonaanal...”.  Os distúrbios intestinais que são comuns à infância têm uma função de proporcionar a auto-estimulação sexual pelo infante.

A fase fálica, de acordo com Freud, acontece por volta dos três ou quatro anos, onde o infante descobre as suas partes genitais. É também o período onde a manipulação, a curiosidade em observar o órgão do outro, e em como o impulso de se mostrar, são geradores de prazer. Conforme mostra Brenner (1987, p 40)“... é o olhar, que em geral é mais acentuado na fase fálica, e seu equivalente, o desejo de exibir”. A essa fase é atribuída também o início do complexo de Édipo. Para Freud, o menino tem o pênis como algo de mais precioso, sendo a parte do corpo responsável por efeitos erógenos, e consequentemente de prazer, e seu objeto de amor é a sua mãe.

Pinto (2012, p.20) explica que: “O pênis torna-se então para o menino, o objeto mais amado e ele faz dele seu objeto narcísico mais precioso, a coisa pela qual tem mais apego e orgulho de possuir. Tal culto o pênis eleva o pequeno órgão ao nível de símbolo de poder absoluto e força viril...”.

Contudo, esses atributos constituintes do Complexo de Édipo se tornam importantes para o desenvolvimento psíquico do sujeito. É nesse período que se estrutura uma das formações do aparelho psíquico: o ego. Este corresponde à consciência, e compreende as funções morais da personalidade BRENNER(1987 p 119).

No período de latência ocorre que os impulsos sexuais sofrem uma espécie de calmaria. Acontece nesse momento que a libido é canalizada em outra direção, e a atenção é desprendida do objeto sexual para novos intentos.

Freud salienta que: “Assim as atividades desses impulsos não cessam mesmo durante o período de latência, embora sua energia seja desviada, no todo, ou em grande parte, de seu uso sexual e dirigido para outras finalidades.” (1996, p.182) De acordo com o autor, a libido é conduzida para aspectos intelectuais, e sociais, como escola e jogos, redirecionando o objeto de descarga de prazer. Esse fenômeno é definido como sublimação. Este acontecimento serve para o desenvolvimento do individuo.

Sobre isso Freud (1996) diz que:

De outro esses impulsos parecem em si pervertidos - ou seja, surgir de zonas erógenas e derivar sua atividade de instinto que, em vista da direção do desenvolvimento do individuo, só podem despertar sentimentos desagradáveis. Eles consequentemente evocam forças psíquicas opostas (impulsos reativos) que, a fim de suprimir efetivamente esse desprazer, constroem as barreiras mentais que já mencionei-a repugnância ,a vergonha e a moralidade FREUD (1996, p183).

Evidencia-se, então, que nesse período a criança usa a energia da libido para fortalecer o seu ego e desenvolver o superego. Contudo, o envolvimento social torna-se um fator importante, pois irá fortalecer a identidade sexual de ambos.

O período genital que corresponde à adolescência tem uma particularidade, que é dessemelhante de todas as outras fases. Nesta, ocorre que a “vida sexual infantil tem sua forma final normal” (FREUD 1996, p213). Também, o instinto sexual que outrora tinha no próprio corpo da criança sua realização, agora encontra no outro seu objeto sexual. Além disso, o estímulo fica dependente das genitálias. Freud (1996, p.213) especifica que:

Sua atividade até então originara-se de diversos instintos e zonas erógenas distintas ,que, independentemente  umas das outras haviam buscado determinada espécie de prazer como seu único objetivo sexual. Agora, contudo, aparece um novo objetivo sexual e todos os instintos parciais se combinam para atingi-lo, ao passo que as zonas erógenas ficam subordinadas ao primado da zona genital.

3.  Sobre a Adolescência

A adolescência pode ser definida como o término da idade infantil, e o inicio da adulta. Biologicamente falando, corresponde à puberdade, onde acontecem as mudanças no corpo do jovem. Os hormônios entram em ação, trazendo uma modificação no corpo, os órgãos genitais se desenvolvem.

Nasio (2011, p.14) a descreve como:

É a idade que se produzem as primeiras ereções seguidas por ejaculação, durante uma masturbação, as poluções noturnas, a mudança da voz e o aumento da massa e da tonicidade musculares, tudo isso constituindo germens de uma virilidade nascente. Na menina desencadeiam-se as primeiras regras e as primeiras sensações ovarianas os seios ganham volumes, a bacia se alarga conferindo à silhueta um aspecto tipicamente feminino e, sobretudo despertando nela essa tensão indefinível que emana do corpo de toda mulher e que denominamos charme. 

Porém, as mudanças não acontecem somente no corpo, essas ocorrem também tanto em suas emoções quanto no comportamento. O psicanalista citado acima descreve o jovem como:

É um ser conturbado que, sucessivamente, corre alegre à frente da vida e para de repente, arrasado, desesperançado, para deslanchar novamente, arrebatado pelo fogo da ação. Tudo nele é contraste e contradição. Ele pode ser tanto agitado quanto indolente, eufórico e taciturno, revoltado e conformista, intransigente e esclarecido; num certo momento, entusiasta e, bruscamente, apático e deprimido ( NASIO, 2011, p.15).

O adolescente em seu processo de mudança enfrenta um turbilhão de sentimentos, de forma intensa e muito incongruente. Tudo isso causa um sofrimento psíquico a ponto de o mesmo sem entender o que lhe acontece sente-se impotente diante das circunstancias ocorridas em seu desenvolvimento. Envolto em meio a essas disparidades emocional ao qual o jovem atravessa, ele expressa em seu comportamento toda a energia depreendida dessa ebulição.

Sobre isso Nasio (2011, p.20-21) diz:

Essa guerra intestina entre um corpo tomado pelas pulsões de uma cabeça assaltada por uma moral exacerbada transforma o adolescente em uma criatura intimamente desarticulada, desunida, experimentando sentimentos contraditórios a respeito de si mesmo e daqueles dos quais dependem efetivamente, em primeiro lugar os pais.

Com sentimentos ambíguos em relação a si mesmo e aos que o cercam, o período da adolescência torna-se necessário para a evolução do sujeito no contexto social. A psicanálise descreve essa fase como histeria de crescimento e luto da infância. Na histeria de crescimento o jovem apresenta “um estado angustiado, um estado triste e um estado revoltado” (NASIO, 2011, p.35). A angústia sentido por ele o impossibilita de “agir desejar ou pensar” torna-se medroso tímido e indeciso. O autor (2011p.35) ainda acrescenta que:

Algumas vezes, o seu super eu é tão repressivo diante de toda sensação ou pensamento sexual perturbador que o jovem termina por execrar seu corpo, ou, pior, ter vergonha de sentir qualquer prazer. É também a virulência de seu supereu hipermoral que leva o adolescente a se mostrar intratável em família e hostil a todo compromisso.

O fenômeno da adolescência torna-se algo frágil e novo para o jovem, e em consequência do medo das novas emoções ao qual o sujeito se ver envolto que se utiliza como método de defesa esse comportamento. No estado triste o adolescente torna-se vítima de um sentimento de desvalorização em demasia. Este estado difere do anterior, pois a mesma assume uma característica melancólica, sem animo para descarregar a energia gerada no processo decorrente.

Nasio (2011, p.36) explica que é característico da menina:

A adolescente fica desencorajada, ensimesmada e fechada aos outros. Submetida assim a dominação de um super eu inflexível que assoma com criticas e menosprezo, a adolescente sente-se tão culpada que pode alimentar ideias suicidas sem, necessariamente, passar ao ato.

No caso do menino, o mesmo se apresenta com agressividade, irritadiço, provocador. Sendo impulsionado por “uma revolta permanente, e essa é quase sempre expressão paradoxal de uma depressão qualificada acima do hostil” (NASIO 2011, p.36). Esse estado caracteriza-se por um sentimento de revolta deslocado para os pais, tendo em vista que o adolescente acredita não ter sido amado o suficiente. Em consequência disso ele apresenta um comportamento de revolta.     Contudo, o autor salienta que todo esse processo faz parte do fenômeno da adolescência. “Ora no adolescente, mesmo o mais normal, os comportamentos são tão instáveis, contraditório e imprevisível, e ele mesmo é tão pouco loquaz, que o terapeuta frequentemente tem dificuldade de se situar” (NASIO, 2011, p35).

A psicanálise de forma figurativa compara a adolescência a um período de luto e renascimento. O luto concernente à perda de um corpo infantil e consequentemente todo o comportamento que era permitido enquanto criança. Ao mesmo tempo em que ver surgir à projeção de um adulto. Toda essa metamorfose proporciona ao sujeito conflitos referentes ao seu modo de estar no mundo.

Nasio (2011, p.49) diz que:

Por trás dos comportamentos angustiados, tristes ou revoltados do adolescente neurótico, esconde-se no fundo dele um lento, doloroso e surdo trabalho interior de afastamento progressivo da criança que foi, mas de construção igualmente progressiva do adulto futuro.

O luto constitui um aprendizado necessário e doloroso pelo qual é inevitável seu andamento, tornando-se comum a todos os indivíduos, sendo importante para o surgimento do adulto.

4. Sexualidade Utilizada pelos Jovens como Enfrentamento aos Pais

Percebe-se que no período da adolescência o jovem envolto em emoções conflituosas tem em seus pais uma espécie de alvo onde é possível direcionar de forma contraditória todos os seus medos e confusões geradas pelo processo do adolescer.

Sobre isso Nasio (2011, p.15) diz que o adolescente:

Aos pais, manifesta sentimentos que são o oposto do que sente realmente por eles: despreza-os e grita-lhes seu ódio, ao passo que a criança que subsiste no fundo dele mesmo ama-os ternamente. É capaz de ridicularizar o pai em público, enquanto sente orgulho dele e o inveja em segredo. Tais reviravoltas de humor e atitude, tão frequentes e bruscas, seriam percebidas como anormais em qualquer época da vida. No entanto, na adolescência, nada mais normal (2011,p15).

 Em consequência dessa atitude, os pais, com receio da imaturidade emocional apresentada pelo jovem, impõem condições e regras, com o intuito de preserva-lhes de implicações que porventura lhes sobrevenham devido a esta inconstância de emoções, mas que para o adolescente essa atitude significa falta de confiança na capacidade deles de desenvolver-se plenamente. O conceito gerado pelo conflito de ideias concernente a incompreensão instaurada da real motivação dos pais, que por sua vez encontram-se inseguros diante do novo sujeito que se apresenta, serve como indutor da subversão acometida pelo adolescente.

Calligares (2009, p.42) diz que:

Os adolescentes, então, transgridem e os adultos reprimem. Por outro lado, se os adultos reprimem preventivamente, impondo regras ao comportamento adolescente, eles afirmam a não maturidade dos adolescentes. Em resposta, os adolescentes serão levados a procurar maneiras violentas de impor seu reconhecimento.

Dentre as maneiras utilizadas pelo adolescente para se afirmar contra as diretrizes estabelecidas pelos pais, a prática do sexo de forma inconsequente pode servir como afronta, e o jovem pode utilizar a sexualidade como uma maneira de se posicionar diante dos fatores provenientes do embate entre eles e os pais.

Para Freud (1996, p.209) emoções vivenciadas intensamente, sejam elas de forma negativas ou positivas, são bem próximas da sexualidade. Sendo assim, em consequência de situações conflitantes na relação dos jovens com os pais, a tensão gerada pode ocasionar um acumulo de energia libidinosa, “pois frequentemente em tais circunstâncias pode ser um sentido de estímulo que leva a criança a tocar os órgãos genitais, ou pode ocorrer alguma coisa semelhante a uma poluição noturna, com todas as suas consequências desnorteadoras” FREUD (1996, p.209). 

Segundo Freud (1996,p209) situações conflituosas impulsiona o sujeito a uma ação em busca do alivio da sensação de desprazer, e o adolescente encontra no ato sexual uma forma de descarregar toda essa energia.

Portanto, torna-se significativo a atitude de alguns jovens que se apossa de seu corpo como instrumento de alivio das tensões provenientes das altercações ocasionadas pela passagem da adolescência.

5. Conclusão

Diante das discussões trazidas nesse artigo sobre o período conturbado pelo qual o jovem atravessa na adolescência, tendo a sexualidade como parte integrante desse processo, torna-se possível concluir que o jovem se utiliza a pratica sexual como forma de liberar as energias causadas pelas pressões que lhe são atribuídas pela situação do processo do adolescer.

Os conflitos ao qual se instaura durante a ocasião da adolescência entre os jovens e os adultos em seu entorno, torna possível uma situação de extrema carga de energia. Isso acontece porque o adolescente passa por um processo de mudança ao qual vive a perda da infância, e ao mesmo tempo encontra-se perdido entre esta, e o ignorado de uma vivência que se instaura. Além do mais existem as cobranças e expectativas pré-estabelecidas por uma sociedade que não lhe permite assumir um lugar.

O jovem encontra-se então a mercê de probabilidades tendo que tomar decisões que se mostra como imprescindível para um futuro incerto. Contudo ainda acontece às modificações no corpo despertando-o para a sexualidade. Diante disso à pratica da sexualidade pode surgir como um meio do adolescente se firmar como um ser independente, visto que os pais agem como se os filhos fosse uma marionete onde podem ser manipulados de acordo com as perspectivas deles.

De forma desafiadora os adolescentes buscam meios de provarem para a sociedade que é capaz de estarem no seu lugar de adulto, fugindo da moratória impingida por eles.  Nesse período de disputa, as figuras dos pais serão os alvos preferidos de contestação do adolescente. Os embates ocorridos entre os jovens e seus pais causam emoções envoltas em uma energia que segundo a psicanálise pode ser definida como sexualidade. Portanto, esta reflete no adolescente como uma tensão ao qual com o ato sexual, permite uma descarga de energia trazendo um alívio a sensação de desprazer causado por tais circunstâncias.

A compreensão por parte dos pais sobre o período conturbado da adolescência torna-se um fator de estrema necessidade para evitar situações que impulsione o jovem a se utilizar desses artifícios como forma de enfrentamento aos pais.

Estudos publicados sobre adolescência, os seus processos e implicações para o jovem na atualidade, exerce uma importância relevante para orientar os pais de que, os comportamentos revelados pelos adolescentes durante esse período, esta dentro da normalidade na maioria das vezes.

Os pais precisam entender os fenômenos aos quais são comuns ao período do adolescer para que possam amenizar as tribulações pelas quais atravessam os jovens e consequentemente os mesmos.

Sobre o Artigo:

Artigo apresentado a FAMEC- Faculdade Metropolitana de Camaçari, como exigência parcial para conclusão do 3º semestre na disciplina de Psicanálise sob orientação da profª Leila Oliveira.

Sobre o Autor:

Patrícia Ribas - Graduanda do Curso de Psicologia 3° Semestre.

Referências:

BRASIL. Estatuto Da Criança e Do Adolescente (1990).Estatuto da criança e do adolescente: Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei n. 8.242,de 12 de outubro de 1991. – 3. Ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2001.

BRENNER, Charles. Noções básicas de psicanálise; introdução a psicologia psicanalítica: Rio de Janeiro. Editora Imago,1987.

CALLIGARES, Contardo. A adolescência: São Paulo: Publifolha, 2009.

FREUD, Sigmund. Um Caso de Histeria e Três Ensaios Sobre a Sexualidade e outros. Rio de Janeiro: Imago, 1996. Edição,Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.

NASIO, Juan-David. Como agir com um adolescente difícil?:Um livro para pais e profissionais. Rio de Janeiro; Editora Zahar, 2011.

PINTO, Tais Rinali de Carvalho. Freud-Coleção Guias da Psicanalise. Vol.1. São Paulo: Editora Escala 2012. pg.15-20

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