(Tempo de leitura: 19 - 37 minutos)

Como alguns vários psiquiatras se tornaram cúmplices das mais sinistras ditaduras, utilizando recursos psicofarmacológicos para conter opositores reais e imaginários de regimes autoritários 

“De todas as drogas administradas para impor disciplina, a sulfadiazina era o auge da dor. As pessoas que recebiam injeções dessa substância gemiam, suspiravam com a dor, praguejando contra todos os psiquiatras, contra o poder soviético, praguejando contra tudo o que tinham em seus corações. Se eles lhe torturam e lhe quebram os braços, há uma certa dor e você, de alguma maneira, pode suportá-la. Mas a sulfadiazina é como uma furadeira perfurando o seu corpo, que fica cada vez mais fraco, até que você não agüenta mais. É pior do que tortura porque, em alguns casos, a tortura termina. Mas esse tipo de tortura pode continuar por anos.”

(Tempo de leitura: 7 - 13 minutos)

Resumo: Objetivo:Reproduzir, através de pesquisa bibliográfica, as Patologias nas interrelações pessoais e sociais do individuo, bem como a busca de entendimento de acordo com afirmações científicas. Metodologia: Pesquisa em livros de autores pertinentes ao tema, descobrindo a história da psicopatologia nos contextos inter-sociais, buscando melhor compreensão sobre o assunto. Esperado Resultado: Segundo a pesquisa bibliográfica, espera-se compreender as psicopatologias sociais e associações delirantes, com adequações às diversas patologias já codificadas.

Revisão Bibliográfica

De acordo com Paim (1993), vários alienistas do século passado descreveram, sob a denominação de “alterações formais do pensamento”, determinadas perturbações que se encontravam em pessoas normais e outras que se manifestavam em portadores de alterações psíquicas. Para Erich Schule e Oswald Binswanger, que estudaram o erro, estabelecendo diferenças entre erros e ideias delirantes, a distinção a princípio não é nada fácil, pois, nos dois casos, trata-se de perturbação do juízo, tanto no erro quanto no delírio. Assim, a ideia delirante só se distingue do erro em virtude de causas e consequências.

(Tempo de leitura: 3 - 5 minutos)

Já no Egito Antigo se fazia análises cranianas na tentativa de entender a origem das doenças mentais; na Bíblia aparecem descrições de quadros psicopatológicos e uma preocupação em entendê-los. (Zimerman, 1999)

Na Idade Média os doentes mentais eram degredados, punidos com crueldade ou com a morte; recolhidos a prisões e masmorras. Predominava uma mentalidade voltada para a magia e a demonologia; de forma que junto com os cruéis rituais de exorcismo, fazia-se também benzeduras, poções mágicas e diversas formas de curandismo.

(Tempo de leitura: 7 - 13 minutos)

A codificação nosológica dos transtornos mentais é uma das formas explícitas de representação dos padrões de normalidade. Desde o séc XIX as consideradas doenças mentais vêm sendo catalogadas em grandes grupos com o objetivo de facilitar a abordagem dos mesmos. Para Kaplan (1997, p.289), “Os psiquiatras devem aprender a dominar com maestria a técnica da observação precisa e da descrição evocativa, e o aprendizado dessas habilidades envolve o aprendizado de uma nova linguagem”.

(Tempo de leitura: 6 - 11 minutos)

As concepções sobre normalidade e anormalidade bem como as formas de lidar com a loucura variam de acordo com o contexto histórico. Até o início do estudo das ditas insanidades ser incluído no campo da medicina há cerca de 2.500 anos na Grécia, existiam apenas alusões à loucura como comportamentos estranhos, personalidades incomuns ou desagradáveis e mesmo “possessões demoníacas” (STONE, 1999).

(Tempo de leitura: 2 - 3 minutos)

O século XX começa ainda com a hegemonia dos miasmas, dos chás, das sanguessugas, das sangrias, conversões histéricas e outros. São fatores que vão se esvaindo aos poucos em virtude dos avanços técno-científicos acelerados do início do século passado. Contudo, nesse período, as epidemias ainda se alastram por falta de antibióticos, as clínicas particulares de internamento se difundem. As Santas Casas de Misericórdia ainda são muito comuns nesse período, mas já se encontram em processo de desligamento da filantropia ligada de forma indissociável na sua gênese.

(Tempo de leitura: 4 - 8 minutos)

Até meados do século XIX, não havia qualquer forma de assistência específica aos doentes mentais. Os ‘loucos’ erravam pelas ruas, eram encarcerados nas prisões ou reclusos em celas especiais das Santas Casas de Misericórdia”. (Antunes, 1999, p.31-32)

(Tempo de leitura: 7 - 13 minutos)

O local de ação das drogas antidepressivas será nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico. Os antidepressivos atuam no sentido de tentar normalizar as sinapses neuronais a partir do aumento de neurotransmissores (principalmente serotonina - 5-HT -, e noradrenalina ou norepinefrima – NE - e da dopamina - DA) disponível nas fendas sinápticas, bloqueando a recaptação dos mesmos pela membrana pré-sináptica.

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