A Incidência da Síndrome de Burnout em Profissionais de Enfermagem

Resumo: A Síndrome de Burnout é um tema recorrente em pesquisas no que se refere às organizações laborais, em especial, entre profissionais que se envolvem diretamente com pessoas, por exemplo, os enfermeiros. A visão geral que disponibilizamos nesta revisão bibliográfica sobre a Síndrome de Burnout desencadeada em enfermeiros no Brasil poderá contribuir para novas pesquisas a serem realizadas através da compreensão dos níveis de burnout e sua incidência, dos fatores que geram a síndrome e da pluralidade de suas definições.

Palavras-chave: Síndrome de Burnout, Burnout em Enfermeiros, Estresse no Trabalho, Saúde Mental.

1. Introdução

Com a modernidade, o dia-a-dia do ser humano tornou-se uma constante busca de produtividade e desenvolvimento, seja na vida profissional, afetiva ou pessoal. No âmbito profissional devido ao fato das exigências da sociedade e das organizações sobre o indivíduo serem demasiadas, este sempre busca se aperfeiçoar pra dar o seu melhor tanto pra sua realização pessoal quanto em benefício da profissão que executa. Entretanto, esse incessante empenho pra se sair bem muitas vezes é interrompido por causa de inúmeros motivos, como o excesso de demandas exigidas, condições de ambientes de trabalho desfavoráveis, jornada longa de trabalho, excessivo desgaste físico e emocional, além do retorno financeiro ser insuficiente.

Segundo Jacques (1996) o ingresso no mundo do trabalho confere valor social, reproduzindo uma valorização moral ao ser trabalhador. É uma das fontes de satisfação de diversas necessidades humanas, como auto-realização, manutenção de relações interpessoais e sobrevivência. E normalmente, é requerido do trabalhador necessidade de criatividade, capacidade reflexiva, efetivo envolvimento e, em última análise, uma saúde perfeita e satisfatória. Ou seja, a saúde mental do trabalhador é uma das demandas da organização para atingir seus objetivos (BORGES, 2002).

Entretanto, assim como produz aspectos positivos, o trabalho também pode ser fonte de adoecimento quando contém fatores de risco para a saúde física e psicológica e social, originando conseqüências desagradáveis, senão tiver um devido cuidado preventivo (MURTA & TRÓCCOLI, 2004). Uma dessas conseqüências negativas do trabalho é o estresse que ele origina quando o profissional não consegue manejar as situações adversas. O estresse e seus estados crônicos, portanto, afetam diretamente a execução de tarefas e desenvolvimento do trabalho (SILVA, 2000).

Com o agravamento do estresse a um estado crônico e quando os métodos de enfrentamento falham ou ficam insuficientes, a Síndrome de Burnout pode ser desencadeada, especialmente se a atividade laboral envolver a atuação direta com outras pessoas, estando intimamente relacionada ao mundo do trabalho (BENEVIDES-PEREIRA, 2002). E o sofrimento pelo qual o indivíduo passa, traz conseqüências sobre o seu estado de saúde e igualmente sobre o seu desempenho, trazendo um resultado negativo não só para sua saúde como também para o ambiente de trabalho (SILVA, 2000).

A Síndrome de Burnout é compreendida como um processo que se desenvolve na interação de características do ambiente de trabalho e características pessoais. Desencadeia-se normalmente em profissionais que desenvolvem uma relação constante e direta com outras pessoas, como médicos, enfermeiros, professores, assistentes sociais, comerciários, atendentes públicos, psicólogos, entre outras. (BENEVIDES-PEREIRA, 2002).

O "burnout" está associado a um conjunto de sintomas relacionados com o cansaço, físico e emocional, provocados pelo ambiente profissional. Sendo assim, representa um problema para o trabalhador, para o emprego e para a sociedade em geral (NETO, 2012).

Júnior (2010) declara que a função do enfermeiro é complexa e, de certa forma, estressante, devido à sobrecarga e à pressão vivida em seu cotidiano. A tensão entre a organização do trabalho e os interesses dos hospitais e clínicas em relação às expectativas dos enfermeiros podem ser fatores geradores de adoecimento físico e psíquico para estes profissionais.

Segundo Rodrigues (2010) a interação enfermeiro-paciente traz inúmeros benefícios para ambos, e humaniza a relação paciente-hospital, permitindo que o profissional dispense um maior cuidado com os seus pacientes.

É evidente que um profissional saudável realiza o seu exercício profissional de uma forma bem mais integrada e eficiente. Desta forma, é necessário considerar a qualidade de vida dos profissionais, principalmente, como é o caso do artigo em questão, do profissional enfermeiro. Tomando como medidas de prevenção e tratamento contra esta síndrome que tanto afeta os ambientes de trabalho, para que a produtividade e o desenvolvimento da organização não sejam afetada e, concomitantemente a saúde e o bem estar do enfermeiro.

Justificativa

A relevância deste trabalho se encontra, portanto, no fato da Síndrome de Burnout ser um tema recorrente em pesquisas no que se refere às organizações laborais, em especial, entre profissionais que se envolvem diretamente com pessoas, por exemplo, os enfermeiros; como também das diversas controvérsias envolvidas existentes entre os pesquisadores. Por isso, faz-se necessário compreender a síndrome e os fatores que a desencadearam neste profissional. Além de avaliar o trabalho do enfermeiro e as condições físicas, emocionais e sócio-econômicas, das quais o profissional de enfermagem se submete e devido a isso, ocasiona a Síndrome, que afeta tanto a saúde mental do enfermeiro quanto da qualidade dos serviços de saúde prestados. Sendo assim, a visão geral que disponibilizamos nesta revisão bibliográfica sobre a Síndrome de Burnout desencadeada em enfermeiros no Brasil poderá contribuir para novas pesquisas a serem realizadas através da compreensão dos níveis de burnout e sua incidência, dos fatores que geram a síndrome e da pluralidade de suas definições.

1.1. Objetivos: 

1.1.1. OBJETIVO GERAL: 

Realizar uma revisão de literatura da produção cientifica nacional sobre a incidência do Burnout em enfermeiros e delinear alguns dos seus possíveis fatores determinantes.

1.1.2. Objetivos Específicos:

  • Descrever os níveis de burnout encontrados em enfermeiros no Brasil, na última década;
  • Identificar, nestes estudos, possíveis fatores da organização do trabalho do enfermeiro que figuram como fatores relevantes para o desenvolvimento da Síndrome;
  • Descrever as diferenças epistemológicas encontradas nos artigos quanto à sua área de concentração (enfermagem ou psicologia).

2. Referencial Teórico

Burnout consiste em uma forma particular de estresse ocorrido principalmente no contexto de trabalho de profissionais assistenciais expostos continuamente ao impacto de uma relação interpessoal de dependência com freqüência de problemas e conflitos. A Síndrome de Burnout também conhecida como Estresse Ocupacional Assistencial, se eclodiu a partir do momento em que as conseqüências dos impactos nas atividades ocupacionais no trabalhador e deste na organização tomaram destaque em diversos ambientes de trabalho. Burnout é um termo antigo, que no jargão popular inglês, se refere aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia (BENEVIDES-PEREIRA, 2002).

Esta Síndrome refere-se a um sentimento de sobrecarga emocional caracterizado pela perda de energia, esgotamento e sentimento de fadiga constante, podendo esses sintomas afetar o indivíduo fisicamente ou psiquicamente ou das duas formas, demonstrando gradativa redução de sua capacidade de produção e da sua eficácia no trabalho (VASCONCELLOS, 2011).

Codo & Vasques-Menezes (1999) declaram ser consenso até os estudos hoje desenvolvidos mesmo que haja inúmeras definições que a Síndrome do Burnout seria uma resposta ao stress laboral crônico, entretanto não deve ser confundido com stress. Segundo esses autores, o Burnout envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, das quais podem acarretar problemas de ordem prática e emocional ao trabalhador e à organização. O conceito de stress, por outro lado, não envolve tais atitudes e condutas, é um esgotamento pessoal com interferência na vida do indivíduo e não especificamente com o seu trabalho.         

Vários estudos realizados sobre a Síndrome do Burnout têm demonstrado que esta incide principalmente sobre os profissionais de ajuda, que prestam assistência ou são responsáveis pelo desenvolvimento ou cuidado de outros, e normalmente são profissionais da área de serviços que possuem contato direto com seus usuários. Os profissionais com maior tendência são os de educação e saúde, policiais e agentes penitenciários, entre outros (Benevides-Pereira, 2002, Codo & Vasques-Menezes, 1999).

Ainda, segundo Benevides-Pereira (2002) e Codo & Vasques-Menezes (1999) o conflito vivido diariamente entre as esferas trabalho-família, como a demanda crescente para os afazeres da casa vivenciada junto com as exigências do trabalho, de um lado, e de outro, o trabalhador com seus desejos, projetos, carências, responsabilidades e sofrimento são elementos que potencializam o sofrimento psíquico e predispõem ao Burnout.

A teoria sugere que Burnout ocorre quando certos recursos pessoais são perdidos, ou são inadequados para atender as demandas, ou não proporcionam retornos como deveria, ou seja, a síndrome acomete o trabalhador quando faltam estratégias de enfrentamento ou quando estas são insuficientes. Portanto, o processo saúde-adoecimento do trabalhador surge da interação das condições gerais de vida, das relações de trabalho, do processo de trabalho e dos mecanismos de enfretamento do indivíduo e/ou defesa que os próprios trabalhadores colocam em ação para intervirem nas condições adversas à vida e ao trabalho (CODO & VASQUEZ-MENEZES, 1999 e PASCOAL, 2008).

Bernal (2010) acredita que existem fatores que desencadeiam a síndrome, como facilitadores individuais, por exemplo, traços de personalidade, autoestima do trabalhador, etc., e, sobretudo, variáveis sociais, como a valorização da profissão na sociedade, e variáveis organizacionais, como problemas derivados da burocracia da organização, ambigüidade de função, etc., contudo, as variáveis que mais se destacam segundo autor, são as interpessoais.

Segundo Benevides-Pereira (2002) o Burnout é uma síndrome cujos efeitos interferem negativamente tanto em nível individual (físico mental profissional, social), como profissional (atendimento negligente, lentidão, contato impessoal, cinismo), organizacional (conflitos com os demais membros da equipe, rotatividade, absenteísmo, diminuição da qualidade dos serviços). Os prejuízos que ela provoca ultrapassam a esfera pessoal, afetiva e institucional. Na área pessoal, correlaciona-se com o abandono de um posto profissional ou profissão depois de anos de estudos e investimentos e financeiros; afetiva, na ruptura de laços de amizade e familiares; e na institucional, demonstrando na produtividade, na imagem de eficiência da organização, nos custos com os tratamentos de saúde dos funcionários, como também na contratação e treinamento de funcionários novos.

Desta forma, o sofrimento vai se manifestar através de um conjunto de sintomas ou de exacerbação da ansiedade vivenciada ou da evitação total desta, que consequentemente gera o endurecimento emocional.  A tensão entre a necessidade de estabelecimento de um vínculo afetivo e a impossibilidade de concretizá-lo é uma característica estrutural dos trabalhos que envolvem cuidado. Deste modo, surge um sentimento de exaustão emocional, devido ao desgaste do vínculo afetivo existente. Esse esgotamento é representado pela situação na qual os trabalhadores, mesmo querendo, percebem que já não podem dar mais de si afetivamente, sendo, portanto, uma situação de total esgotamento da energia física ou mental (CODO& VASQUES-MENEZES, 1999).

Borges et. al. (2002) afirmam que o Burnout constitui-se como uma síndrome multidimensional, caracterizada por três componentes: exaustão emocional, diminuição da realização pessoal e despersonalização.

O primeiro refere-se a sentimentos de fadiga e redução dos recursos emocionais necessários para lidar com a situação estressora. O segundo refere-se à percepção de deterioração da autocompetência e falta de satisfação com as realizações e os sucessos de si próprio no trabalho. O terceiro componente refere-se a atitudes negativas, ceticismo, insensibilidade e despreocupação com respeito a outras pessoas (pág. 193).

A despersonalização, que ocorre quando o vínculo afetivo é substituído por um racional, é um estado psíquico em que prevalece o cinismo ou dissimulação afetiva, a crítica exacerbada de tudo e de todos os demais e do meio ambiente. Assume-se, então uma posição de frieza frente a seus clientes, não se deixando envolver com seus problemas e dificuldades. As relações entre as pessoas são cortadas, como se o contato que ele possui fosse apenas com objetos, acrescido de uma grande irritabilidade por parte do profissional. Estas características, além da reduzida realização profissional, evidenciam o sentimento de insatisfação com o trabalho, ineficiência, baixa-estima, desmotivação, impotência e onipotência. (CODO& VASQUES-MENEZES, 1999; PASCOAL, 2008). 

O Burnout não é um problema do indivíduo, mas do ambiente social no qual o indivíduo trabalha, pois são os problemas sociais que leva o estresse profissional e pode conduzir o profissional de enfermagem a desenvolver a Síndrome, a qual normalmente é desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito curtos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade são mais susceptíveis a adquiri-la (VASCONCELLOS, 2011).

Como o Burnout está relacionado com o mundo do trabalho, a qualidade do trabalho é comprometida não só pela desatenção e negligência, mas especialmente pela relação entre o profissional e a pessoa a quem presta atendimento ou serviços, com o distanciamento, falta de empatia e hostilidade evidenciadas (SILVA, 2000).

A Síndrome de Burnout está associada, de acordo Vasconcellos (2011) com alterações fisiológicas decorrentes do estresse (maior risco de infecções, alterações neuroendócrinas do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, hiperlipidemia, hiperglicemia e aumento do risco cardiovascular), abuso de álcool e substâncias, risco de suicídio e transtornos ansiosos e depressivos, além de implicações socioeconômicas (absenteísmo, abandono de especialidade, queda de produtividade).

O desempenho de profissionais que atua em instituições hospitalares envolve uma série de atividades que necessitam forçadamente de um controle mental e emocional muito maior que em outras profissões, pois este trabalhador está exposto a diferentes estressores ocupacionais que afetam diretamente o seu bem estar. Dentre vários, podemos citar as longas jornadas de trabalho, o número insuficiente de pessoas, a falta de reconhecimento profissional, a alta exposição do profissional a riscos químicos e físicos, assim como o contato constante com o sofrimento, a dor e muitas vezes a morte. (BENEVIDES-PEREIRA, 2002).

As leis brasileiras de auxílio ao trabalhador integram a Síndrome do Burnout como transtorno mental relacionado do trabalho. No Decreto nº 3048/99, de seis de maio de 1996, que retrata sobre a Regulamentação da Previdência Social, e que tem como pontos de estudo os Agentes Patogênicos causadores das Doenças Profissionais. Conforme previsto no Art. 20 da Lei nº 8.213/91, ao se referir aos transtornos mentais e do comportamento relacionado ao trabalho e a define como “Síndrome do Esgotamento Profissional” como também identificada como “Sensação de Estar Acabado” (Grupo V da CID-10 apud BENEVIDES-PEREIRA, 2002).

O esgotamento profissional se dá como resultante de várias situações em que a pessoa percebe este ambiente como ameaçador às suas necessidades de realização pessoal e profissional, prejudicando sua interação com suas funções e com o ambiente de trabalho, pois este ambiente contém demandas excessivas a ela, ou talvez o profissional não contenha recursos adequados para enfrentar tais situações. Portanto, estresse no trabalho é o resultado de um conjunto de várias situações ou condições, que são potencialmente desestabilizadoras em razão de incongruências ou falta de adaptação entre pessoas e ambiente. (Martins et. Al., 2000).

Esta interferência no equilíbrio homeostático do organismo, representa os agentes estressores, que pode ser físico, cognitivo ou emocional. BENEVIDES-PEREIRA (2002) agrupa vários agentes estressores no trabalho:

Estressores Físicos: são provenientes dos ambientes externos tais como ruídos, frio ou calor intenso e/ou persistente, acidentes, fome, dor, etc., ou que interferem predominantemente no corpo do indivíduo, como excesso de exercícios físicos, alimentação pesada, utilização de drogas, etc.
Estressores Cognitivos: são avaliados como ameaçadores à integridade do indivíduo ou a seu patrimônio (físico ou psicossocial), tais como a iminência ou a vivência de um assalto, envolvimento em uma discussão, seleção a um emprego, provas, etc.
Estressores Emocionais: sentimentos como perda, medo, ira, entre outros, ou acontecimentos como casamento, divórcio, mudanças (de casa, escola, cidade, etc.), em que o componente afetivo se faz mais proeminente. (2002, pg. 27)

Diversos trabalhos são considerados estressantes, gerando alterações no seu desempenho do trabalhador. Um desses trabalhos, cujo ambiente contribui para o desgaste físico e mental no trabalhador são os profissionais envolvidos com os cuidados de saúde, tal como os profissionais da enfermagem. (Guido et. Al., 2009).

 Vasconcellos (2011) aponta que o enfermeiro presta assistência em setores considerados desgastantes, tanto pela carga de trabalho, como pelas especificidades das tarefas. Podendo considerar que a maior fonte de satisfação no trabalho do enfermeiro em unidade de emergência concentra-se no fato de que as suas intervenções auxiliam na manutenção da vida humana. E estes profissionais possuem, segundo ela, (possui) vários estressores, como: número reduzido de funcionários compondo a equipe de enfermagem; falta de respaldo institucional e profissional; carga de trabalho; necessidade de realização de tarefas em tempo reduzido; indefinição do papel do profissional; descontentamento com o trabalho; falta de experiência por parte dos supervisores; falta de comunicação e compreensão por parte da supervisão de serviço; relacionamento com familiares; ambiente físico da unidade; tecnologia de equipamentos; assistência ao paciente e relacionamento com familiares, dentre outros.

Rosa e Carlotto (2005) verificaram que atualmente há uma tendência das organizações hospitalares no investimento da estrutura física, mais especificamente estéticas de suas instalações, com o intuito de gerar avaliação positiva no usuário, estando essa questão relacionada ao mercado consumidor. No entanto, eles destacam que os profissionais que trabalham na instituição precisam, acima de tudo, de melhores condições e organização de trabalho, com suporte de seus supervisores, benefícios e políticas organizacionais que contemplem sua qualidade de vida. 

O trabalho de enfermagem tem causado um grande desgaste físico e psicológico aos profissionais desta área. O enfermeiro desde o surgimento da profissão até os dias atuais, tem buscado uma auto-definição, tentando construir sua identidade profissional e obter reconhecimento, entretanto, enfrenta dificuldades que comprometem o desempenho do seu trabalho (Vasconcellos, 2011). Fascina (2007) comenta que à medida que o profissional vê sua capacidade de atenção e concentração diminuídas, o trabalhador passa a ter medo de acidentes, de errar uma medicação ou uma dose e por em risco a vida do paciente. A possibilidade de prejudicar o paciente pode provocar um alto nível de exaustão ao profissional.

Além disso, a situação política na qual estamos imersos, com os salários baixos, estreitamento do mercado de trabalho e o desemprego, são fatores agravantes aos profissionais que são obrigados a atuar em mais de um local de trabalho, exercendo uma carga horária mensal extremamente longa em ambientes geradores de conflitos, que inclina estes profissionais da saúde ao estresse (Vasconcellos, 2011). A busca por outro emprego se faz, normalmente, pela necessidade de sobrevivência do individuo, pelo retorno financeiro pretendido. Os trabalhadores movidos por essa necessidade, geralmente são obrigados a vender sua força de trabalho a valores não condizentes com a sua formação e seu preparo, submetendo a trabalhar em mais de um local e a cumprir uma jornada acima de 40 horas semanais, e a exercer mais de uma atividade profissional (Pascoal, 2008).

O trabalho em turnos é uma característica do exercício da enfermagem, sendo obrigatório. Desta forma, a assistência é prestada durante as 24 horas do dia, nos 7 dias da semana, ininterruptamente. Essa condição obriga que a assistência ocorra à noite, no final de semana, nos feriados, períodos estes utilizados por outros trabalhadores para dormir, descansar, usufruir do lazer e do convívio social e familiar, tornando a vida trabalhista deste profissional, cansativa e estressante (Fascina, 2007).   As atividades desenvolvido em hospitais requer que todos os profissionais enfrentem tomadas de decisões difíceis, geralmente com implicações éticas e morais (Fascina, 2007). Este autor também retrata que os técnicos de enfermagem e/ou enfermeiros sentem na sua profissão uma exaustão mesmo tendo uma boa realização profissional e terem uma boa relação com as pessoas no trabalho.

Os Sintomas do Burnout, segundo Benevides-Pereira (2002), se divide em físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos. E em um dos estudos sobre Burnout ele esquematiza a sintomatologia desta Síndrome (Tabela 1):

 Sintomatologia de Burnout

 

FÍSICOS

Fadiga constante e progressiva

Distúrbios do sono

Dores musculares ou osteomusculares

Cefaléias, enxaquecas

Perturbações gastrintestinais

Imunodeficiências

Transtornos cardiovasculares

Distúrbios respiratórios

Disfunções sexuais

Alterações menstruais

          

 

 

 

COMPORTAMENTAIS

 

Negligência ou excesso de escrúpulos

Irritabilidade

Incremento da agressividade

Incapacidade para relaxar

Dificuldade na aceitação de mudanças

Perda de iniciativa

Aumento do consumo de substâncias

Comportamento de alto risco

Suicídio

 

 

DEFENSIVOS

Tendências ao isolamento

Sentimento de onipotência

Perda do interesse pelo trabalho ou lazer

Absenteísmo

Ironia, cinismo

 

              

 

 

PSÍQUICOS

Falta de atenção e concentração

Alterações de memória

Lentificação do pensamento

Sentimento de alienação

Sentimento de solidão

Impaciência

Sentimento de insuficiência

Baixa auto-estima

Labilidade emocional

Tabela 1 – Sintomas de Burnout segundo Benevides-Pereira (2002) 

Quando a organização do trabalho não proporciona um espaço humanizado, de construção e conquista coletiva, o trabalhador tende a deixar de considerar o trabalho como fonte de dignidade para considerá-lo unicamente como objeto de obrigação e o trabalho desta forma, abstendo-se do prazer e da criatividade, pode levar ao adoecimento, porque o trabalho passa ser um fardo, um peso (Pascoal, 2008). Logo, ao se constatar que muitos são os fatores no trabalho que se relacionam ao surgimento e a presença da síndrome e que esta pode afetar a prestação de serviços e a qualidade do cuidado oferecido, já que afeta diretamente o cuidador, deve-se pensar na necessidade de intervenções pontuais de forma preventiva contra a incidência desta doença do trabalho (Rosa e Carlotto, 2005).

3. Método 

Delineamento

Esta pesquisa é uma Revisão Literária com investigação cientifica. A pesquisa bibliográfica, segundo Lakatos e Marconi (2007), é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, com dados atuais e assuntos relevantes relacionados ao tema. Contudo, ela não se refere a uma simples repetição do que já foi dito sobre determinado assunto, mas permite um exame de um tema sob um novo enfoque ou abordagem, gerando novas conclusões. Na pesquisa bibliográfica, envolvem-se várias etapas: escolha do tema; levantamento bibliográfico preliminar; formulação do problema; elaboração do plano provisório de assunto; busca das fontes; leitura do material; fichamento; organização lógica do assunto e a redação do texto (Gil, 2007).

Seu propósito é Analítico, ou seja, são feitas com uma finalidade em si mesmas, por pesquisadores que efetuam esporádica ou periodicamente, revisões sobre temas específicos, podendo, em longo prazo, fornecer um panorama geral do desenvolvimento de uma determinada área (Moreira, 2004). Segundo Gil (2007) na leitura analítica, o pesquisador deve adotar atitude de objetividade, imparcialidade, respeito, como também, passa por algumas etapas: leitura integral da obra ou texto selecionado; identificação das ideias-chaves; hierarquização das ideias; sintetização das ideias.

Além disto, este estudo assume o aspecto temporal, pois as revisões bibliográficas feitas foram entre 2002 a 2012.

Coleta de dados

A realização dos levantamentos bibliográficos ocorreu no 1º semestre de 2012, período em que foi realizada a pesquisa documental para a fundamentação teórica do seguinte pesquisa. Após ter selecionado as publicações iniciou-se o processo de leitura e organização dos mesmos.

Para a obtenção dos dados, foram utilizados os levantamentos bibliográficos encontrado nas revistas: Estudos e Pesquisas em Psicologia; Revista da Escola de Enfermagem da USP; Psicologia, Ciência e Profissão; Acta Paul Enfermagem; Revista Latino-americana de Enfermagem; Rev. Psiq. Clínica; Einstein; Aletheia; Faculdade de Ciências e Letras – Psicologia; e Revista da Sociedade de Psicologia do Triângulo Mineiro. Os estudos feitos foram buscados através das palavras-chave: Síndrome de Burnout, Burnout em enfermeiros, estresse no trabalho, saúde mental dos profissionais de enfermagem, entre outras.

O estudo consistiu nas seguintes etapas: na escolha do assunto e estabelecimento dos objetivos; levantamento bibliográfico; leitura do material bibliográfico (após a leitura exploratória, procedeu-se a leitura seletiva; em seguida, a leitura analítica e, por fim, a interpretativa); organização das pesquisas relevantes segundo um critério lógico; avaliação crítica e conclusão (Moreira, 2004 & Gil, 2007).

Foi desenvolvido um formulário de coleta de dados para facilitar o alcance dos objetivos propostos pela pesquisa, onde foi preenchido para cada publicação o fichamento e a tabela com dados específicos das pesquisas, como ano de publicação, autores, periódicos, objetivos, métodos, resultados.

Para Lakatos e Marconi (2007), o fichamento é útil para o pesquisador por em ordem o seu material de pesquisa, podendo fazer uma seleção constante do documento. O nosso projeto foi realizado apresentando características que segundo Gil (2007) são essenciais em uma pesquisa: impessoalidade, objetividade, clareza, precisão, coerência, concisão, simplicidade. 

Análise dos Dados

Para tratamento dos dados coletados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo, que segundo Minayo (2000, apud Capelle et. al.) baseia-se na interpretação do material qualitativo, ultrapassando o nível do senso comum e do subjetivismo, na qual voltam sua atenção para a presença ou ausência de uma característica, ou conjunto de característica, no trabalho analisado, procurando atingir interpretações mais abrangentes baseando-se na inferência.

A nossa pesquisa foi no sentido de assumir o estudo da Síndrome de Burnout a partir da observação das fontes de pressão associadas ao exercício profissional da enfermagem, procurando-se depois estudar as relações existentes com os níveis de saúde física, de satisfação, de realização profissional e de esgotamento dentro deste contexto de trabalho.

Em termos de análise, esta foi realizada de forma apriorística, pois baseava-se em princípios e objetivos anteriormente expostos. Assim, foram detectadas quatro categorias: Definição da síndrome, Incidência, Níveis de ocorrência e Fatores que ocasionam a Síndrome do Burnout. Tais categorias são apresentadas e discutidas a seguir.

4. Resultados e Discussão

4.1 Categoria 1: Definições da Síndrome 

De acordo com as definições de Burnout encontradas nos artigos houve convergências em alguns aspectos, como o fato de ser provocada pelo ambiente de trabalho e não por uma causa individual, mas com consequências negativas tanto em nível individual, como profissional, familiar e social.  É definido como um fenômeno que esgota o indivíduo, a ponto de não mais conseguir realizar suas funções físicas e mentais adequadamente.

Três dos artigos referiram-se ao Burnout como ‘queimar-se pelo trabalho’, queimar no sentido se ser consumido, destruído, dissipado pelo ‘fogo’, que representa a atividade laboral geradora da síndrome (Franco et. Al. 2011; Barboza e Berezin, 2007; Lacerda e Hueb, 2005). E todos, de alguma forma, o destacaram como sendo um esgotamento físico e psicológico do indivíduo, envolvendo exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal.

É interessante destacar que sete artigos (Jodas e Haddad, 2008; Barboza e Berezin, 2007; Franco et. Al. 2011; Borges e Carlotto, 2011; Lacerda e Hueb, 2005; Ribeiro e Bombarda, 2011; Bezerra e Berezin, 2009) revelaram que esta síndrome pode constituir-se em uma cronificação do estresse ocupacio­nal, ou em um estágio mais agudo deste.

Um dos artigos pesquisados (Murofuse et. Al., 2005) definiu de uma forma específica o que todos os outros definiam de uma forma geral, em relação ao fato da Síndrome do Burnout envolver atitudes e condutas negativas, que resulta em problemas práticos e emocionais no trabalhador e na organização. Pois para ele, a síndrome representa um processo gradual, de experiência subjetiva, ou seja, que pode afetar as diversas áreas do profissional em questão, tanto física, emocional, psíquica quanto a sua atividade laboral.

4.2 Categoria 2 e 3: Níveis de Ocorrência e Incidência da Síndrome

Em relação a segunda e terceira categorias, os artigos mostraram em porcentagem quanto ao nível e incidência da Síndrome de Burnout no contexto da enfermagem relatando quantos são mais acometidos com a referida síndrome. Contudo, há três estudos que não relatam o nível de Burnout e sua incidência.

Tendo em vista a classificação dos resultados obtidos por dimensão de burnout em função do sexo, percebeu-se que a incidência de Burnout na maioria dos artigos foi maior em mulheres, possivelmente pela evidência do número de mulheres na profissão de enfermagem. Contudo, em um artigo, observou-se que 32% dos indivíduos eram do sexo masculino e apenas 16 % eram do sexo feminino. Benevides-Pereira (2002) destaca não haver unanimidade entre a possibilidade de ter maior incidência em determinado sexo, mas, retrata que a dupla jornada de trabalho das mulheres (a profissional e a do lar) são fatores relevantes. Além da característica emocional relacionada ao gênero feminino, já que as mulheres expressam mais livremente suas emoções, podendo ser uma fonte de expressão de suas dificuldades e conflitos (Haddad et. al., 2008 e Benevides-Pereira, 2002)

Em uma pesquisa feita com trabalhadores de enfermagem de um pronto-socorro, dos 61 funcionários pesquisados, 8,2% (uma enfermeira, duas técnicas de enfermagem e duas auxiliares de enfermagem) apresentaram sinais e sintomas de Burnout. Os demais, 54,1% possuíam alto risco para manifestação de Burnout e 37,7% baixo risco de manifestação da doença.

 Em uma amostra com 102 graduandos de enfermagem demonstrou que não havia presença da síndrome de Burnout, demonstrando que 73,51% apresentavam baixo/moderado nível de exaustão emocional; 70,56%, baixo/moderado nível de despersonalização e 76%, alto nível de reduzida realização profissional; como também em outra amostra com um grupo de 17 enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar, verificou-se que a maioria dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar não apresentou sentimentos negativos e não houve presença da síndrome de Burnout, embora seja uma profissão considerada de riscos ocupacionais. Certificou-se, então, quanto às médias das subescalas do MBI, que não houve a presença da síndrome de burnout, ou seja, ambas obtiveram médias elevadas em exaustão emocional (EE) e em despersonalização (DE) e médias baixa em reduzida realização profissional (RRP).

Já a classificação dos resultados obtidos por dimensão de burnout em função do estado civil sugere que viúvos são mais suscetíveis à síndrome, uma vez que, as freqüências são maiores do que aquelas apresentadas por sujeitos solteiros, casados, amasiados ou divorciados dentre os participantes; 43% dos viúvos obtiveram nível alto na dimensão despersonalização e 14% na dimensão insatisfação profissional. Neste artigo não apresentou significativa importância para ocorrência de sintomas do estresse nesses profissionais enfermeiros. O fato de possuir um casamento ou um relacionamento afetivo estável demonstra menor tendência à Burnout, mas não se refere somente a possuir um parceiro (a), mas sim na qualidade deste relacionamento (Burke & Greenglass, 1989; Leiter 1990; Maslach, Shaufeli, Leiter, 2001; Raquelpaw & Miller, 1989; apud Benevides-Pereira).

Considerando-se a classificação dos resultados obtidos por dimensão de Burnout em função da idade, é preciso mencionar que em quatro artigos os sintomas referentes a duas das três dimensões de burnout prevaleceram entre os profissionais mais jovens avaliados. Benevides-Pereira atribui a maior incidência de Burnout a pessoas mais jovens, pelo fato da pouca experiência, acrescentando insegurança ou ao choque diante da realidade do trabalho, devido as suas ilusões laborais não terem sustentação. Um artigo traz a idade como sendo o elemento de incidência do Burnout e este estudo mostra que indivíduo com 29, 30 ou mais anos de vida são mais vulneráveis a ter a síndrome.

Isto também correlaciona com um outro estudo em que diz que os profissionais que obtiveram médio e baixo risco para manifestação de burnout são aqueles de maturidade profissional e maior domínio em situações de estresse, normalmente indivíduos jovens, do sexo feminino, solteiros, sem filhos e no início de sua carreira profissional, como também, as pessoas de maior nível educacional, por possuírem segundo Benevides-Pereira (2002) maiores expectativas profissionais ou maior nível de responsabilidade.

4.3 Categorias 4: Fatores que Ocasionam a Síndrome de Burnout

Na categoria dos fatores determinantes da Síndrome, percebe-se que os artigos têm muita semelhança quanto à questão dos fatores causadores do Burnout, alguns deles são: despersonalização, exaustão emocional, estresse, sobrecarga de trabalho, falta de controle, recompensa insuficiente e conflitos de valores.

Dentre os artigos que retratam de Burnout em estudantes de enfermagem, três artigos trazem como temáticas: graduandos do último ano de enfermagem, estudantes técnicos de enfermagem e residentes em enfermagem. Foi observado nestes estudos, tensão dos estudantes devido ao fato da forte pressão por parte dos docentes no momento da prática, preocupação com a competitividade do mercado de trabalho, pouca prática de estágio, dificuldade de conciliar trabalho, curso, estudo e família; falta de retorno positivo, pouca experiência, além de pouca expectativa de colocação profissional e uma sensação de incompetência. Todos esses fatores contribuem para o surgimento de um estresse crônico e consequentemente o Burnout (Barboza e Berezin, 2007; Borges e Carlotto, 2004; e Franco ET. AL, 2011)

Os artigos retratam também a sobrecarga do trabalho, o desgaste físico constante e o estado do paciente. Os profissionais de enfermagem notam que sua profissão é uma profissão de risco em que estes profissionais lidam com diversos materiais, e o seu contato direto e intenso com o paciente gera uma sobrecarga emocional, ocasionando assim à Síndrome de Burnout.

Outro estudo (Franco ET. AL., 2005) traz como causadores da Síndrome a falta de suporte pessoal, a falta ou pouca experiência na residência, especialidades como pronto-socorro, centro cirúrgico, por exemplo, são mais desgastantes e implicam em diminuição da qualidade de vida. Outro artigo (Bombarda e Ribeiro, 2011) relata que execução nas tarefas, trabalhos divididos em turnos, tarefas burocráticas, condições precárias no atendimento, pouco tempo para se dedicar ao auto-cuidado e ao lazer, crescimento da pressão social e psicológica, problemas de remuneração obtida, sensações de cansaço são elementos geradores da Burnout.  

Todavia, uma pessoa que possua a Síndrome de Burnout não precisa apresentar, necessariamente, todos os sintomas. O grau, o tipo e o número de manifestações apresentadas irão depender das especificidades de fatores individuais (como predisposição genética, experiências socioeducativas), fatores ambientais (locais de trabalho) e de qual etapa de desenvolvimento da Síndrome este individuo se encontra. A intensidade, a freqüência e a sobreposição de agentes estressores podem, igualmente, influenciar e agravar o transtorno (Benevides-Pereira, 2002).

4. Considerações Finais

O presente artigo pretende mostrar que a Síndrome de Burnout é um transtorno causado pelo desgaste profissional, do qual acarreta consequências negativas tanto em nível individual, como profissional, familiar e social. Acomete principalmente em profissionais em contato direto e intenso com eventos estressores, visto, por exemplo, no contexto da enfermagem: enfermeiros, graduandos de enfermagem, estudantes de curso técnico em enfermagem.

O estudo retrata também quanto aos fatores desencadeadores da síndrome, estando entre eles: sobrecarga de trabalho, despersonalização, exaustão emocional, estresse, falta de controle, recompensa insuficiente e conflitos de valores, entre outros elementos. Destaca como a Síndrome se desenvolve, a classificação dos resultados obtidos por dimensão de burnout em função do sexo, do estado civil da maturidade profissional, do domínio em situações de estresse, do nível educacional e em relação à faixa etária dos indivíduos.

Conhecer a Síndrome, portanto, é imprescindível para que se possa colocar em prática estratégias de prevenção e intervenção, como o controle e reorganização do processo de trabalho, no caso do profissional de enfermagem, diminuindo fontes de estresse, garantindo bom nível de atendimento aos pacientes e boa qualidade de vida para estes profissionais, e é devido a isso que se faz necessário um estudo contínuo sobre a temática da saúde mental, desde os graduandos de enfermagem, técnico de enfermagem e ao profissional enfermeiro no que se refere a Síndrome de Burnout.

Sobre os Autores:

Janaina da Gloria de Oliveira - Graduanda do curso de Psicologia na UFBA.

Elizama Sila Dias - Graduanda do curso de Psicoliga UFBA

Rayana Santedicola Andrade  - Professora de Psicologia Social; Psicologia, Gestão e Trabalho e Psicologia e Organizações.

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OLIVEIRA, Elizama Sila Dias de; OLIVEIRA, Janaina da Glória de; ANDRADE, Rayana Santedicola de. A Incidência da Síndrome de Burnout em Profissionais de Enfermagem. Psicologado, [S.l.]. (2019). Disponível em https://psicologado.com.br/psicopatologia/saude-mental/a-incidencia-da-sindrome-de-burnout-em-profissionais-de-enfermagem . Acesso em .

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