Nos Bastidores da Loucura: o Papel da Família no Tratamento e no Cuidado ao Psicótico

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Resumo: O presente trabalho de pesquisa tem como objetivo descrever o cuidado ao sujeito psicótico na perspectiva das Políticas de Saúde e da Família. Trata-se de um estudo bibliográfico do tipo exploratório e de natureza qualitativa. Como instrumentos de pesquisa, utilizou-se de estudos já abordados por alguns autores em relação ao assunto, bem como coletas feitas em bancos de dados online, através de livros, artigos científicos, teses de mestrado, os quais serviram de embasamento teórico para o desenvolvimento do referido trabalho. Como resultado desta pesquisa, considera-se que a família não possui conhecimento e suporte necessário para participar do tratamento e do cuidado ao familiar com transtorno mental. Considerando a complexidade do assunto, chega-se ainda a conclusão que é necessária uma análise mais acurada por parte das políticas públicas no sentido de obter possíveis soluções para suprir as deficiências até então observadas.

Palavras-chave: Psicótico, Família, Políticas Públicas.

1. Introdução

O tema a ser abordado trata de analisar o que ocorre nos bastidores da loucura, bem como o papel da família no tratamento e no cuidado ao psicótico. Supõe-se  que  o  familiar  do  indivíduo  com  transtorno  psicótico  é  essencial    no desdobrar do tratamento. De acordo com Borba et al. (2011) a presença da família é necessária para proteger, zelar, estar presente e demonstrar afeto e  compreensão. É de fundamental importância que a família busque o reconhecimento de si mesma, procurando compreender o transtorno psicótico e seus sintomas.

No contexto da loucura, diferentes autores ressaltam a importância da convivência familiar para o êxito do tratamento do distúrbio psicótico. E eis que assim surge a seguinte pergunta: qual o papel da família no tratamento e no cuidado ao psicótico? O objetivo principal desta pesquisa é descrever o cuidado ao sujeito psicótico na perspectiva das Políticas de Saúde e da Família. E assim o projeto dar- se-á pelo pressuposto de que as Políticas Públicas e a família possui grande influência para o tratamento do psicótico.

A autora justifica a relevância da escolha desta temática por passar um período estagiando na Casa de Saúde Santa Tereza, na cidade de Crato – CE, pela sensibilização dos aspectos psicossociais dos internos e com a falta de entendimento por parte dos familiares acerca de como esta influência na boa evolução do tratamento e na inclusão social do enfermo.

Dessa forma, fundamenta-se a importância acadêmica desta averiguação, por entender que a mesma servirá de fonte de pesquisa que norteará futuros estudos na área da psicologia, pois esta investigará quais os fatores que contribuem para o comportamento da família durante o processo de tratamento do familiar psicótico.

Ressalta-se ainda a significância social desta pesquisa por verificar até que ponto a família tem conhecimento das formas de tratamentos e como a mesma juntamente com as políticas públicas podem colaborar na reestruturação e reabilitação psicossocial do paciente, auxiliando-o no resgate de sua autonomia, autoestima e autoimagem, colaborando na construção da história e do exercício de cidadania do psicótico.

2. Metodologia

De acordo com Cajueiro (2012), a metodologia é um meio eficiente que direciona o pesquisador para que o mesmo alcance o seu objetivo em uma pesquisa científica. Dessa forma entende-se ser de primordial importância o detalhamento metodológico a ser utilizado por essa pesquisa.

O presente trabalho consiste em uma pesquisa bibliográfica do tipo exploratória e de natureza qualitativa.

Na visão de Carvalho (2011, p.68):

A pesquisa bibliográfica tem como objetivo colocar o pesquisador em contato direto com tudo que foi escrito sobre determinado assunto, com a finalidade de colaborar na análise da pesquisa. Trata-se do levantamento da bibliografia já publicada sobre o assunto de interesse, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita.

Segundo o autor acima, a pesquisa qualitativa assume os diversos sentidos no campo das ciências sociais. A pesquisa qualitativa assimila vários métodos na busca de averiguar e decifrar os elementos de uma técnica intricada de diferentes significados.

No desenvolvimento deste estudo ressalta-se que foram utilizados como instrumentos de pesquisa a vasta literatura existente em relação ao assunto, pesquisada em bancos de dados online, scielo e google acadêmico bem como em livros, artigos científicos, teses e dissertações, os quais serviram de embasamento teórico para a construção desta pesquisa. Foram utilizadas também informações datadas do ano de 1978 até o ano vigente 2014, escritos em língua portuguesa.

3. Fundamentação Teórica

3.1 Breve histórico da loucura

Para Fonte e Melo (2010), na contemporaneidade, a loucura, posteriormente transtorno psicótico, foi classificada como um transtorno mental pelas áreas da medicina e psiquiatria. E a mesma representou uma difícil tarefa para a comunidade na inclusão e tratamento do indivíduo com transtorno mental. Durante o decorrer do século XIX e estendendo-se até a metade do século XX, o transtorno mental passou a ser tratado de forma específica e as pessoas cuidadas também em locais específicos denominados hospitais psiquiátricos, nos quais os mesmos eram tratados de forma desumana, não sendo entendidos em sua sintomatologia.

Kaplan et al, (2003) reiteram que o sujeito com transtorno  psicótico apresenta alucinações que provocam à perda da realidade, agindo com comportamentos excêntricos e  imprevisíveis.  Os delírios interferem incorretamente

na sua realidade externa, a psicose compromete a socialização do sujeito, pois o mesmo se retrai e deixa a convivência com o meio em que vive. O psicótico deixa de desenvolver suas funções no ambiente familiar, no trabalho e ainda apresenta retrocesso do eu, criando uma barreira entre ele e o mundo, passando a não ser compreendido pela sociedade e a ser tratado de forma desumana, isolado e desrespeitado como cidadão.

Segundo Fonte e Melo (2010) diante da situação no trato loucura, na Europa e Estados Unidos, após a segunda guerra mundial, deu-se o início das primeiras ações contra as instituições e as forma de intervenções no tratamento dos doentes, pois os mesmos julgaram que os cuidados aplicados até então eram uma  agressão e geravam um afastamento da pessoa com transtorno mental do convívio social.

Conforme os mesmos autores, outras ações foram desenvolvidas em países, como França, Inglaterra e Estados Unidos. A França desenvolveu uma psiquiatria de setor. A Inglaterra Comunidades Terapêuticas e Estados Unidos  com a Psiquiatria Preventiva. E assim, ambos propunham reformas no sistema psiquiátrico e tinham como proposta uma reestruturação do padrão vigente da época, no sentido de modificações técnico-científicas e, também, uma mudança no modelo administrativo.

De acordo com o autor acima citado, na Europa, na época do pré- capitalismo, era responsabilidade da família amparar e cuidar do familiar supostamente louco. Quando na sua falta ou por não ter suporte para controlá-lo, passava então, a ser responsabilidade dos órgãos públicos, e com o transcorrer do tempo transformou-se em uma questão social.

O autor acima reafirmou baseando-se em Melman (2002), que o afastamento do sujeito considerado louco para tratamento terapêutico teve seu início no término do século XVIII, devido a duas suposições relativas à família. A primeira era que a presença do louco representava uma influência negativa para a família e a segunda que a família era a responsável por provocar o transtorno e até mesmo a sua evolução. Na segunda suposição, a família era vista como uma entidade de desequilíbrio que poderia ocasionar o transtorno mental do familiar.

No contexto histórico da ligação família e louco, conforme o autor acima, o sujeito com distúrbios mentais trazia influências hereditárias. Essa concepção advinha da “teoria da degenerescência de Morel”, segundo a qual a desorganização da  patologia   era   proveniente   da   hereditariedade   do   indivíduo,   ou contraído previamente por outros meios como pelo consumo de bebidas alcoólicas, pela transmissão da malária ou por doenças adquiridas antes ou após o nascimento.

É que, de um modo geral, a loucura não está ligada ao mundo e a suas formas subterrâneas, mas sim ao homem, a suas fraquezas, seus sonhos e suas ilusões. Tudo o que havia de manifestação cósmica obscura na loucura, tal como a via Bosch, desapareceu em Erasmo; a loucura não está mais à espreita do homem pelos quatro cantos do mundo. Ela se insinua nele, ou melhor, é ela um sutil relacionamento que o homem mantém consigo mesmo (FOUCAULT, 1978, p. 29).

Para Pegaro (2009) durante a metade do século XVIII a teoria preventivista da alienação idealizada por Esquirol, mostrava como os pais deveriam educar seus filhos, dando enfoque aos afetos e que os mesmos deveriam se comportar disciplinadamente seguindo uma ordem hierárquica do grupo familiar. A psiquiatria então, diante do contexto familiar da época, criou meios de moralizar a família e também a própria sociedade, intervindo de maneira educativa e fundamentado em padrões éticos ou em benefício do bem estar e da saúde do ser humano.

No Brasil, de acordo com os autores Lancetti e Amarante (2009), a história da loucura perpassou por períodos angustiantes na forma de conduzir o tratamento das pessoas acometidas de transtornos mentais. Ainda no Brasil, muitos foram os hospitais edificados nos grandes centros que disponibilizavam um atendimento filantrópico, sem custos para os pacientes. Esses hospitais eram custeados pelo setor público tornando-se um comércio lucrativo, pois tinham o seu funcionamento realizado por baixos custos e, consequentemente, com uma enorme quantidade de internos, tornando o tratamento dos mesmos de péssima qualidade, dispunham de poucos funcionários e de uma higienização precária, não existia respeito aos direitos e cidadania do sujeito adoecido.

Com o transcorrer do tempo, de acordo com os autores mencionados, foram sendo implantadas mudanças significativas nos serviços prestados ao paciente com transtorno mental. Experiências vivenciadas em várias comunidades, dentre  as quais as comandadas por Osvaldo Santos, na cidade do Rio de Janeiro e a de Luiz Cerqueira, na cidade de São Paulo, com o intuito de superar o antigo modelo psiquiátrico dando início à busca pelo modelo preventivo de tratamento.

Para Lancetti e Amarante (2009), em 1980 iniciou-se a busca pela mudança do  sistema  psiquiátrico  no  sentido  de  incrementar  o  atendimento    ambulatorial, passando os pacientes a serem atendidos e medicados em grupo e com muita rapidez para que os mesmos não fossem internados em hospitais psiquiátricos.

Os mesmos autores ainda afirmam que nos demais centros de saúde, foram implantadas pequenas equipes de atendimento, formadas por um médico psiquiatra, um psicólogo e um assistente social. A função dos profissionais de saúde era a de trabalhar a prevenção em saúde mental, e o sujeito como um todo biopsicossocial.

Segundo Guareschi et al., (2008) durante a ditadura no Brasil deu-se início a busca pela Reforma psiquiátrica, no entanto, a repressão política do país acarretou na paralisação dos movimentos das políticas públicas no cenário da doença mental. Porém, na década de 80 estes movimentos pela transformação das  políticas públicas em relação à loucura e aos movimentos pela Reforma Psiquiátrica retornaram, e tiveram voz ativa com a 8ª Conferência Nacional de Saúde de1986.

Em conformidade com os autores acima citados com a 1ª Conferência de Saúde Mental e Política de Atenção integral à Saúde Mental ocorrida nos anos 1987, inicia-se a busca por mudanças na estruturação dos Serviços de Saúde pública. E, logo após o sancionamento da lei da Reforma Psiquiátrica, começam então  a procura de novos investimentos no sentido de ser a saúde, um direito do cidadão e um dever das políticas públicas de saúde no Brasil.

3.2 Atenção Primária à saúde no Brasil

De acordo com Gomes (2011) o objetivo da Atenção Primária à saúde é solucionar junto às comunidades as principais demandas em relação à saúde, nos níveis preventivo, curativo, reabilitação e ainda na promoção da saúde, incluindo à atenção à saúde mental.

No Brasil, segundo o autor acima citado, a assistência à saúde mental é caracterizada pelo seu atendimento em regime aberto e estão preparadas para atender os sujeitos com transtornos mentais graves com um atendimento fora das instituições, substituindo o modelo tradicional centrado nas internações em hospitais psiquiátricos.

Em concordância com Santin e Klafke (2011), o sentido atual de atenção à saúde ao paciente com transtorno mental busca entender o indivíduo na sua singularidade, com todos os seus problemas, compreendendo-o em seu sofrimento, angústias, necessidades afetivas, perdas, mudanças de comportamento e em outras situações do dia a dia, que o deixa instável e provavelmente carente de ajuda. Os autores trazem ainda que o modelo vigente da Atenção à Saúde Mental precisa estar atento ao sujeito no sentido de integrá-lo à sociedade, especialmente à comunidade do qual faz parte e à família também.

Como uma mudança relevante da Reforma Psiquiátrica, segundo os autores acima, ressaltam-se a desinstitucionalização do paciente com transtorno mental, assim como a criação de assistência à saúde em locais onde não existe o enclausuramento, como os serviços dos Núcleos de Apoio a Familia (NASF), Centros de Atenção Psicossocial, Hospitais-Dia e as Residências Terapêuticas. Com as mudanças e a efetivação destes serviços, o sujeito com transtorno mental, passa a conviver mais com o ambiente familiar e interagir com a comunidade da qual faz parte.

Segundo Campos (2011) Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) tem como prioridade conhecer o território com a criação de uma rede onde a mesma mantenha articulação com outros setores no sentido de expandir os serviços da saúde pública criando intervenções paralelas com outras políticas públicas. O NASF objetiva também a reabilitação psicossocial do sujeito com o atendimento multiprofissional na recuperação de sua cidadania e na construção  de sua autonomia dentre outros. E ainda dentro dos princípios fundamentais do NASF estão à interdisciplinaridade e a desinstitucionalização.

Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família são equipes multiprofissionais, compostas por profissionais de diferentes profissões ou especialidades, que devem atuar de maneira integrada e apoiando os profissionais das equipes de Saúde da Família e das equipes de Atenção Básica para populações específicas (Consultórios na Rua, equipes ribeirinhas e fluviais), compartilhando práticas e saberes em saúde com as equipes de referência apoiadas, buscando auxiliá-las no manejo ou resolução de problemas clínicos e sanitários, bem como agregando práticas, na atenção básica, que ampliem o seu escopo de ofertas (BRASIL, 2011, p.17).

Randemark e Barros (2007) afirmam que o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é outro serviço da Reforma Psiquiátrica que é reconhecido pela família como um local apropriado para o atendimento e assistência à saúde de indivíduos que não apresentam condutas agressivas. A família tem consciência do trabalho da equipe interdisciplinar no sentido de acolher a todos que procuram a instituição, porém, para as mesmas, o CAPS ainda é desprovido de uma infraestrutura capaz de dar suporte, existindo ainda uma limitação no atendimento e nas tarefas desenvolvidas em conjunto com os pacientes, são atividades que não estimulam a volta do paciente à instituição, dificultando assim a continuidade do tratamento.

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema   Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida. O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos (BRASIL, 2004, p.13).

Guareschi et al., (2008), destaca que com a Reforma Psiquiátrica surge o Programa Hospitais-Dia, que visa tratar o sujeito em sofrimento psíquico de forma diferenciada, cuidando do mesmo sem excluir a sua cidadania, ofertando-lhe um tratamento clínico que ultrapasse o modelo psiquiátrico em uma perspectiva transdisciplinar, levando em conta o questionamento ético, social, cultural e político.

O Programa Hospitais–Dia de acordo com o autor, se insere no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), em uma proposta de uma forma diferente de diligenciar socialmente a loucura, para que a mesma não passe pelo processo de exclusão e seja estigmatizada socialmente, como acontecia anteriormente com o modelo manicomial.

Os autores acima reafirmam que no novo modelo do Programa Hospitais-Dia são discutidas novas práticas a serem desenvolvidas na condução dos pacientes, com o enfoque principal não no transtorno, mas no sofrimento que o mesmo traz para o sujeito, dando prioridade também a família, a sociedade, atribuindo sentido à cultura e à arte como meio de ampliar e garantir a cidadania do sujeito durante o seu tratamento.

No contexto da reforma psiquiátrica, de acordo com os autores acima, diversas são as lutas sociais e políticas na busca de melhores condições na saúde mental, procurando modificar a conjuntura atual do atendimento nos hospitais psiquiátricos e mudando a situação de inúmeros internos que ficam centrados nos recintos do hospital.

Em conformidade com Vieira e Monteiro (2009), na procura pela eficácia da internação de pessoas com distúrbios psíquicos, um novo serviço foi implantado pelas políticas públicas, os Serviços de Residências Terapêuticas (SRTS), no sentido de assistir o paciente em repetidos internamentos psiquiátrico, assim como, acolher aqueles que pela primeira vez procuram os serviços de assistência psiquiátrica. As Residências Terapêuticas  são imprescindíveis para o    acolhimento do sujeito após a internação, já que os profissionais preocupam-se com os constantes internamentos do paciente e procuram entendê-los.

De acordo com Brasil (2004), as Residências Terapêuticas são locais de moradia de pessoas acometidas de transtornos psíquicos de natureza grave que estejam ou não institucionalizados. Estas moradias estão fixadas geralmente no perímetro urbano e dispõem de profissionais qualificados para acolher as demandas e ajudar nas carências de cada sujeito. As equipes interdisciplinares dos serviços de saúde tanto do CAPS como da Atenção Básica devem levar em consideração as particularidades de cada morador e não apenas desenvolver programas coletivos destinados aos usuários das Residências Terapêuticas.

No ponto de vista dos autores acima, os profissionais devem acompanhar o morador mesmo que este mude para outro endereço ou por ventura seja  internado. E no método de reabilitar o sujeito com transtorno mental psicossocialmente, os profissionais de saúde que atuam nas Residências Terapêuticas devem ir à  busca de inserir os moradores nos serviços da rede de saúde, na organização e convivência social da comunidade do qual o mesmo faz parte.

3.2.1 A atenção ao paciente com transtorno mental

Segundo Navarini e Hirdes (2008), na década de 50, ocorreram mudanças nos cuidados dos familiares do paciente em sofrimento psíquico. Nesse período foi disponibilizado empenho maior em relação à família e como era representado o transtorno mental na sociedade.

Para os autores acima, na década de 80 os familiares prestavam ao familiar uma completa assistência, desde administrar os medicamentos, assim como dar o conforto necessário para o seu bem estar. Inicia-se a busca de meios para facilitar o cuidado com o membro da família. Foi através dessas alterações que aconteceu a evolução na estrutura do sistema psiquiátrico com a criação em 1989 de diversos Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com numerosas acomodações para pacientes psiquiátricos.

Borba et al., (2008) consideram que a desinstitucionalização é justificada com a implantação de novas formas de criação novos modelos de assistência à saúde como os já citados acima e somando-se a estes os “Hospitais-Dia, o Programa de Residências Terapêuticas, leitos em Hospitais gerais” (BORBA et al., 2008, p.589), tudo com o propósito de eliminar a internação asilar. E assim, o CAPS após a Reforma Psiquiátrica é o principal responsável pelo redirecionamento do familiar, pelo cuidar e reintegração social.

De acordo com Sant’Ana et al., (2011) é prioridade das atuais políticas públicas, que o indivíduo com disfunção mental seja tratado fora dos muros das instituições e passe a ser cuidado no próprio lar, sob a responsabilidade da família, e quando necessário atendido em ambulatórios pelos profissionais de saúde. Logo após, retornando novamente para o seio familiar, pois esta é a mais indicada para acolher e cuidar do membro acometido de transtorno mental.

Na afirmação dos autores acima, o sistema ambulatorial faz com que a família seja primordial em relação ao paciente e, o mesmo inserido no ambiente familiar passe a fazer parte do cotidiano da família e esta fique encarregada de todos os cuidados essenciais, como organizar seus afazeres, transportá-lo até o local da assistência médica, administrar sua medicação nos horários estipulados, conviver com os momentos difíceis, com surtos e comportamentos anormais, incumbir-se de suas despesas e auxiliar a sua convivência no meio social e também no seu trabalho.

De acordo com Almeida; Felipes e Dal Pozzo (2011) as mudanças provenientes da Reforma Psiquiátrica, deu-se não só na recuperação da cidadania, mas também no sentido de uma melhor assistência ao portador de transtorno mental. A reforma também visa à diminuição e substituição dos hospícios por outros meios, por outros tipos de internamentos, que poderão ser em hospitais gerais ou até mesmo em outros serviços da rede de saúde.

Para os referidos autores, a desinstitucionalização está pautada no esforço de amenizar a solidão do paciente, atendimento humanizado diferente do  que ocorria nas suas internações em hospitais psiquiátricos. A mudança deu-se no sentido de prestar ao doente mental um tratamento mais humano, considerando o contexto do ambiente social do mesmo, o adoecimento, o convívio com a família e sua inclusão social, e assim, assegurar ao doente o direito à liberdade, a privacidade e a cidadania.

3.2.2 A atenção à Saúde da família

Segundo os autores Ogata, Machado e Catoia (2009), para que a Atenção Básica da Saúde adquirisse melhores condições na sua organização e orientação do modelo de assistência à saúde, iniciou-se como plano imediato a Saúde da Família (SF). O Programa da Saúde da Família iniciou-se na década de 90, alicerçado nos saberes e nas vivências de países como Cuba, Canadá e Inglaterra, já que nesses países houve uma significativa melhoria na qualidade da saúde coletiva. Sua sequência deu-se em 1991 através da criação do “Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS)” e no ano de 1994, as primeiras equipes de agentes comunitários de saúde foram inseridas, expandindo assim, as ações na comunidade para dar um melhor suporte à saúde pública.

Ainda sob a ótica dos autores mencionados, a Estratégia de Saúde da Família, surge no sentido de trazer inovações e fazer mudanças na saúde, em replicação às dificuldades do modelo médico-clínico. O paradigma predominante no Brasil de auxílio à saúde, ainda não segue os fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e prossegue assistindo o paciente individualmente, com tratamentos que não asseguram a sua cura e que socialmente não apresentam resultados positivos.

Segundo Lancetti e Amarante (2009, p. 628): “A saúde mental é, por assim dizer, o eixo da Estratégia de Saúde da Família”. Na Estratégia Saúde da Família existe uma integração dos agentes de saúde e usuários, quando os mesmos tratam o paciente pelo próprio nome, sabem o local de sua residência e conhecem a sua história de vida, e assim, os pacientes não mais são tratados pelos números de seus leitos, prontuários e diagnósticos.

Estes autores relatam ainda que na Estratégia de Saúde da Família (ESF) o paciente segue em busca de sua recuperação, motivado pelo acolhimento da equipe de saúde e ainda por atividades desenvolvidas de cunho cultural,  educacional, ações participativas e práticas esportivas dentre outras, proporcionando ao paciente uma nova inspiração para a redução de seus sintomas psíquicos.

Conforme Wetzel et al. (2014, p.28) “Um dos maiores desafios no contexto da ESF é a integração entre a saúde mental e a saúde da família”. O cenário da ESF converge para um local onde acontece a chegada e a saída dos pacientes, todos buscando soluções para os problemas pessoais e coletivos. No entanto, existe um entrave entre os serviços da comunidade com os setores interligados, em consequência  da  situação  econômica,  social,  cultural  e  a  junção  de  ações medicalizantes,    reduzindo   a   comunicação   entre   os   serviços   comunitários   e intersetoriais importantes nos aspectos psicossociais.

No enfoque dos autores acima é fundamental que os serviços de saúde mental priorizem o espaço territorial dos pacientes e de suas respectivas famílias. Caminhando nesse sentido é possível potencializar o cuidado em saúde psíquica além dos muros da instituição, cumprindo assim, com um dos papéis da atenção psicossocial que é o cuidar do indivíduo preservando a sua liberdade e autonomia.

De acordo com Ogata, Machado e Catoia (2009) a Estratégia de Saúde da Família, intervém no sentido de promover a saúde do usuário, desenvolvendo programas que busquem um envolvimento direto com a comunidade, tendo a família prioridade integral em relação à saúde como um todo, compreendendo as particularidades do paciente dentro da contextualização social e que baseados nisso, haja um planejamento das ações a serem praticadas, no sentido de melhor atendê-los.

Para os referidos autores, se faz necessário também que o usuário conheça todos os procedimentos efetuados na saúde pública, como  o  funcionamento do SUS, suas redes, e quais as suas finalidades, para que a integralidade comunitária aconteça de forma cuidadosa, impulsionando o desenvolvimento do paradigma da saúde das políticas públicas. A avaliação pelo usuário é importante, pois através dos mesmos é possível perceber como os serviços estão sendo compreendidos pela coletividade.

3.2.3 O papel da família no contexto da loucura

Para Sant’Ana et al., (2011) a responsabilidade de cuidar do familiar com distúrbio psíquico obriga a família a vivenciar circunstâncias relacionadas ao comportamento do familiar com transtorno, e geralmente a mesma não está em condições de encarar certas circunstâncias que fazem parte dos sintomas da patologia do familiar, com variação no jeito de se comportar, ora agressivo e em outras violento, o que vem ocasionar no ambiente familiar uma apreensão e instabilidade, abalando à família como um todo, despertando sentimentos incertos, ansiedade e temor.

Segundo Gomes, Martins e Amendoeira (2011), na presença do transtorno mental, a família, por não ter entendimento sobre a doença, não compreender   seus sintomas e com medo que as possibilidades tanto do familiar doente como dos demais membros sejam prejudicadas, vive em uma situação conflituosa e confusa, diferente do que viveria sem a presença do transtorno. E ao conviver com a doença, a família adequa-se à custa de muitos sacrifícios, privando-se da convivência social. No ambiente familiar, a relação dos membros gira em torno do doente, passando a conviver com o estigma que perdura até os dias atuais.

Para Borba, Schwartz e Kantorski (2010), a família é essencial para a estruturação dos seus membros, no aspecto físico e mental, pois esta, como um agrupamento de pessoas que convivem sob o mesmo teto, requer a aceitação da individualidade de cada integrante. A família é uma  instituição socialmente complexa, mas que é necessária para o desenvolvimento do existir, pois a interação entre seus membros, a experiência vivida por cada um e a formação da mesma é concretizada por meio dessas experiências.

Brischiliari e Waidman (2012) afirmam que diante do sofrimento encarado pelas famílias, estas passam por momentos difíceis, chegando mesmo a se abalar emocionalmente, apresentando sentimentos confusos em relação ao familiar, muitas vezes, se expressando através de gestos, choro, fala e expressões faciais, por não conseguir se comunicar verbalmente, demonstrando assim, uma angústia, um padecimento muito particular.

Sant’Ana et al., (2011), ressalta que é difícil a família cumprir o seu papel de cuidadora, devido os imprevisíveis comportamentos do doente, desde ficar calado a falar demasiadamente com um discurso desconcertado. É sofrido para a família presenciar o ente querido sem condições de desempenhar as atividades antes desenvolvidas, o seu isolamento social, suas limitações, sua dependência e sua decadência em relação à própria vida.

Para Rocha e Silva (2013) quando na família é diagnosticado um caso de transtorno mental todos os membros do grupo familiar de um jeito ou de outro ficam abalados, o ambiente familiar se modifica, ocorrem mudanças no cotidiano da família, os membros ficam psicologicamente afetados e comprometidos em se adequar as situações que jamais imaginaram passar. “O sujeito passa a estabelecer uma relação de constante afetação com o seio familiar, invadindo e sendo invadido pelas marcas das manifestações da loucura” (MELMAN, 2002 apud ROCHA; SILVA, 2013, p.120).

Segundo Pegaro (2009) no decorrer do século XX, com as mudanças no conceito da loucura, a família foi convidada a exercer seu papel de colaboradora no tratamento do membro familiar com transtorno psíquico, época em que foi revista à importância da família e sua participação na produção e sustentação da loucura, bem como, a relação que exercia no adoecimento ou cura do membro familiar.

De acordo com Machado e Santos (2012), as modificações acontecidas nos serviços de saúde mental através da desinstitucionalização do sujeito com disfunções mentais, fez com que o doente permanecesse menos tempo internado, passando a família a ser responsabilizada na provisão do cuidado ao familiar adoecido, ficando a mesma com o papel de cuidadora e promovendo uma interligação entre os serviços de saúde e o cuidado com o paciente.

E ainda na afirmação dos autores em questão, a família, ao intensificar a relação com o familiar, ajudará no tratamento do mesmo, colaborando no sentido de fiscalizar o uso da medicação, observando se o sujeito está seguindo o tratamento conforme a prescrição, ficando atenta quanto ao andamento do tratamento e avaliando os sintomas e a progressão terapêutica, também em relação aos sintomas apresentados e ao progresso da interferência terapêutica.

No estudo de Sant’Ana et al., (2011), aponta que é necessário o entendimento da família a respeito do que é realmente o transtorno mental, sabendo identificar os sintomas que levam a uma recaída, conhecendo os nomes dos medicamentos usados, os efeitos positivos e negativos que os mesmos trazem para a saúde do familiar. Segundo os autores, a partir do momento que a família passa a conhecer a doença, seus sintomas, os procedimentos a serem seguidos, a mesma começa a reagir de maneira diferente, olhando para o adoecimento do familiar de outra forma, sendo capaz de buscar novas possibilidades para enfrentar o transtorno, contribuindo assim para a permanência da saúde psíquica do mesmo e na diminuição de novos internamentos.

Para Fonte e Melo (2010) após a saída do familiar do hospital psiquiátrico, a família passou a se empenhar no sentido de amparar o ente adoecido na busca de que o mesmo readquira a sua autonomia, cumprindo assim o compromisso feito junto às Politicas Públicas de saúde, procurando várias formas de apoiá-lo, oferecendo suporte emocional e colaborando no desenvolvimento suas atividades práticas como oficinas terapêuticas, exercícios físicos, arte-terapia,  atividades lúdicas dentre outras.

4. Considerações Finais

Com o desenvolvimento desta pesquisa pôde-se constatar que historicamente o indivíduo com transtorno mental permanecia isolado em  um hospital psiquiátrico sem manter nenhum contato com a família, o  que deixava muitas vezes os familiares perturbados com o adoecimento do mesmo. No entanto, com o decorrer do tempo, de acordo com a bibliografia, esta veio a ser apontada como essencial no tratamento e no cuidado ao familiar.

Observa-se que a referida mudança deu-se a partir da Reforma Psiquiátrica que ressaltou a família como essencial no tratamento e no zelo do  familiar acometido de perturbação psíquica. No contexto da Reforma Psiquiátrica, é importante salientar que o foco principal é a assistência à saúde além do recinto hospitalar e assim, outras estratégias de atenção à saúde foram elaboradas. No entanto, foram percebidas algumas fragilidades nos serviços de atendimento as famílias e ao familiar com transtorno mental, emergindo a percepção de que é possível uma maior abrangência da equipe de saúde para um aprimoramento no atendimento à família, indo à busca de suas necessidades e averiguando o contexto social em que a mesma encontra-se inserida.

Percebe-se que as maiorias das famílias não estão preparadas para cuidar do seu familiar, pois falta esclarecimento a respeito da doença mental e dos procedimentos a serem efetuados. O referido estudo apontou que se houvesse uma melhor comunicação entre as equipes dos profissionais de saúde no sentido de fortalecer o atendimento à família e ao tratamento do familiar, seria possível a família cuidar do mesmo minimizando os conflitos e sofrimentos.

E assim, nota-se que existem diversos fatores que ocasionam a doença mental e provoca na família um emaranhado de conflitos, angústias, sofrimentos, desgaste físico e psicológico. É evidente que as políticas públicas estão indo no sentido de aprimorar os seus serviços no atendimento à pessoa com transtorno mental, fazendo-o viver em comunidade, e isso só acontecerá se houver um melhor preparo da família para lidar com o familiar e com as exigências da própria doença.

Diante da complexidade do assunto e da fragilidade ainda vista no elo família-doente é que se chega à conclusão de que a discussão sobre os fatos  ainda requer um aprendizado mais acurado por parte das políticas públicas e implantação de medidas ainda mais eficazes, que possam desvendar e reunir em seu bojo decisões que venha de alguma forma trazer às soluções cabíveis no suprimento das deficiências até então observadas, fazendo valer as políticas públicas existentes.

Sobre os Autores:

Maria de Fátima Fontenele Lopes - Discente do curso de graduação em Psicologia pela Faculdade Leão Sampaio.

Professor Orientador: Alex Figueirêdo da Nóbrega - Psicólogo, especialista em Saúde da Família. Docente do Curso de Psicologia da Faculdade Leão Sampaio

Referências:

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