Síndrome do Pânico: um estudo à luz de conceitos bibliográficos

Síndrome do Pânico: um estudo à luz de conceitos bibliográficos
(Tempo de leitura: 8 - 16 minutos)

Resumo: Este estudo foi realizado com o objetivo de exemplificar alguns conceitos acerca da Síndrome do Pânico, um tipo de transtorno de ansiedade, caracterizada por ataques de pânicos inesperados, esses ataques duram vários minutos e causam desconforto e ansiedade no indivíduo, crises que consistem em períodos de intensa ansiedade acompanhados de diversos sintomas específicos. Uma vez em pânico a pessoa sente como se estivesse sofrendo de um ataque cardíaco, com sensações de morte. Especialistas relatam que para obter melhor resultado nos tratamentos a psicoterapia e a psiquiatria devem trabalhar juntas, com o auxilio de terapias e medicamentos.

Palavras-chave: Síndrome do pânico, Ansiedade, Ataques de pânico

1. Considerações Iniciais

Este trabalho terá como ênfase a síndrome do pânico que é um ataque repentino de pânico, estes causam algumas alterações no corpo causando desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar e formigamento nas mãos, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda (KIERKEGAARD, 1996). No intervalo entre as crises a pessoa costuma viver na expectativa constante de ter uma nova crise. Para Scarpato (2010) este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades.

A pessoa sente como se estivesse com algo muito errado em seu corpo, pois este se comporta de modo muito "estranho", "louco", porém os exames clínicos não detectam nada de anormal com seu organismo (SCARPATO, 2010).

Uma crise de pânico dura, caracteristicamente, vários minutos e é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico. A maioria das pessoas que tem uma crise se não se tratar terá outras (KIERKEGAARD, 1996).

 Os melhores resultados são obtidos por um tratamento que contemple todos os objetivos: a compreensão do processo do pânico, o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, a modificação da relação da pessoa com o próprio corpo, a criação de presença, o desenvolvimento da capacidade de regulação pelo vínculo e a elaboração dos processos psicológicos que levaram ao Pânico. Uma combinação destes objetivos é a melhor solução para um tratamento eficaz da Síndrome do Pânico (SCARPATO, 2010).

Segundo Kierkegaard (1996) o sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de síndrome do pânico entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e queira ter um bom relacionamento terapêutico com seu médico no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do seu equilíbrio pessoal.

Scarpato (2010) conclui que superar a experiência da síndrome do pânico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de uma retomada vital e contemporânea do processo psicológico de vida de cada um.

2. Método

Classificação da Pesquisa

A presente pesquisa constitui-se de uma pesquisa básica, onde o pesquisador tem como meta o saber, buscando satisfazer uma necessidade intelectual pelo conhecimento.

O estudo classifica-se, também numa pesquisa qualitativa, faz jus à complexidade da realidade, curvando-se diante dela.

Pesquisa descritiva, segundo Barros e Lehfeld (2000), nesse tipo de pesquisa, não há a interferência do pesquisador, isto é, ele descreve o objeto da pesquisa.

A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, livros, dissertações e teses (CERVO; BERVIAN; DA SILVA, 2007).

3. Revisão de Literatura

A conceitualização do transtorno de pânico tem suas raízes na síndrome do coração irritável, observada em soldados na Guerra Civil norte-americana por Jacob Mendes Da Costa, tinha como nome a síndrome de Da Costa cuja incluía muitos sintomas somáticos e psíquicos que são atualmente incluídos nos critérios de diagnósticos para transtorno de pânico (KAPLAN; SADOCK; GREBB; 1997).

Segundo Oliveira (2001) a palavra “pânico”, etimologicamente, está relacionada ao deus grego Pan, que surgia inesperadamente e causava terror por sua aparência feia. Outro deus que inspirava terror aos inimigos era Phobos, donde deriva o termo “fobia”.

Kaplan, Sadock e Grebb; (1997) afirmam que por volta de 1895, Sigmund Freud introduziu o conceito de neurose e ansiedade, consistindo, nos mesmos sintomas da síndrome de Da Costa, Freud foi um dos primeiros a observar relação entre ataques de pânico e agorafobia. O termo agorafobia foi criado em 1871 para a condição dos pacientes que pareciam ter medo de permanecer em locais públicos desacompanhados de um amigo ou parente. A palavra agorafobia deriva do grego agora e fobos, que significa “medo da praça pública”.

A diferença entre pânico e fobia é que o pânico se manifesta em qualquer lugar e sem uma causa definida, enquanto a fobia especifica ou social, só se manifesta frente a uma situação ou um objeto, por exemplo, fobia de elevador ou de barata, explica Oliveira (2001).

Em 1980, o Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais abandonou formalmente o diagnóstico de neurose de ansiedade e introduziu o diagnóstico de transtorno de pânico (DSM-IV, 2003).

Porém, o transtorno de pânico é um tipo comum de transtorno de ansiedade e tem incidência estimada em 3% da população. Os transtornos de ansiedade têm uma clara ligação biológica explicam Kolb e Whishaw (2002).

Segundo Oliveira (2001) os fatores precipitantes para o surgimento da síndrome são: estresse emocional, estresse físico (cirurgias, infecções, partos, perdas), drogas (maconha, anfetamínicos) e uso de adrenalina em anestesias. Fatores agravantes e atenuantes: há uma freqüência maior no estresse, durante o uso de maconha, no período pré-menstrual e na menopausa e há uma redução drástica durante a gravidez.

O transtorno de pânico é caracterizado por ataques de pânico inesperados e recorrentes acerca dos quais o individuo se sente persistentemente preocupado (LENT, 2008).

Um ataque de pânico inesperado é definido como aquele que não esta associada a um ativador situacional. Pelo menos dois ataques de pânico inesperados são necessários para o diagnostico, mais a maioria dos indivíduos tem um número consideravelmente maior de ataques. Os indivíduos com transtorno de pânico com freqüência também tem ataques de pânico predispostos por situações, ataques ligados podem ocorrer, mais ou menos comum (DSM-IV, 2003).

A experiência de quem tem um ataque de pânico é aterrorizadora, pois há uma enorme ansiedade na expectativa de que isso ocorra novamente e que da próxima vez não haja escapatória (RANGÉ, 2001).

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (2003, p.379):

A freqüência e a gravidade dos Ataques de Pânico variam amplamente. Por exemplo, alguns indivíduos tem ataques moderadamente freqüentes (por ex., 1 vez por semana) que ocorrem regularmente, por meses seguidos. Outros citam surtos breves de ataques mais freqüentes (por ex., diariamente por uma semana), separados por semanas por meses sem quaisquer ataques ou com ataques menos freqüentes (por ex. dois por mês) durante muitos anos.

Os ataques com sintomas limitados são muito comuns em indivíduos com transtornos de pânico. A maior parte dos indivíduos que tem ataque ou sintomas limitados teve ataques de pânico completos em algum momento durante o curso do transtorno.

Várias crises ocorrem, e a peregrinação por hospitais e médicos não para (RANGÉ, 2001).

Indivíduos com transtornos também relatam sentimentos constantes ou intermitentes de ansiedade não focalizada sobre qualquer situação ou evento especifico, freqüentemente prevêem um resultado catastrófico a partir de um leve sintoma físico ou efeito colateral de medicamento (DSM-IV, 2003).

Segundo Ballone (2007) depois das primeiras crises de Pânico, durante muito tempo os pacientes se recusam aceitar tratar-se de um transtorno psicoemocional. Normalmente costumam serem pessoas que não se vêem sensíveis aos problemas da emoção, julgam-se controladas, dizem já passar por momentos de vida mais difíceis sem que nada lhes acontecesse, enfim, são pessoas que até então subestimavam aqueles que sofriam problemas psíquicos.

A idade de inicio para o transtorno de pânico varia muito, mas está mais tipicamente entre o final da adolescência e faixa dos 30 anos. Um pequeno número de casos começa na infância e o inicio após os 45 anos é incomum mais pode a acontecer alguns indivíduos podem ter surtos episódicos com anos de remição nesse intervalo, e outros podem ter uma sintomatologia severa continua (DSM-IV, 2003).

Um dos sintomas físicos responsáveis pelo paciente com Pânico procurar um Pronto Socorro é a dor no peito, reforçando ainda mais a idéia de que ele esteja tendo realmente um problema cardíaco grave, com a vida em risco. Normalmente é essa dor torácica que leva o paciente à busca repetida por inúmeros atendimentos em unidades de urgência, cardiológicas ou outros serviços médicos. (BALLONE, 2007)

Para Sadock e Sadock (2007, p.643):

Preocupação somáticas de morte por problemas cardíacos ou respiratórios podem ser o principal foco da atenção do individuo durante ataques. Eles podem acreditar que as palpitações e a dor no peito indicam que estão para morrer. Até 20% deles realmente têm episódios sincopais durante ataques de pânico. Os pacientes podem ser vistos em prontos-socorros como indivíduos jovens (na faixa dos 20 anos), fisicamente sadios e mesmo assim insistindo que pode morrer de um ataque cardíaco.

A vida pessoal, profissional, afetiva de pacientes com síndrome do pânico é gravemente afetada: não conseguem mais sair sozinhos e, às vezes, nem acompanhados. Atividades como ir ao banco, viajar, ir ao cinema ou até mesmo fazer compras torna-se em geral, uma penosa dificuldade (RANGÉ, 2001).

Critérios do DSM-IV para o diagnóstico para ataque de pânico [01]

A queixa predominante é um período de intenso medo ou desconforto, durante o qual pelo menos quatro (ou mais) dos sintomas seguintes desenvolvem-se abruptamente e alcançam o pico em dez minutos.

1. Palpitação, coração disparado ou batimentos cardíacos acelerados

2. Suor

3. Tremores

4. Sensação de respiração curta ou sufocada

5. Sensação de asfixia

6. Dor ou desconforto no peito

7. Náusea ou mal-estar abdominal

8. Sensação de zonzeira, oscilação, tontura ou desmaio

9. Desrealização (sentimento de não realidade) ou despersonalização (estar fora de si).

10. Medo de perder o controle ou de ficar louco

11. Medo de morrer

12. Parestesias (sensação de torpor ou de formigamento)

13. Arrepios ou ondas de calor

Ataques de Pânico

Os ataques de pânico são recorrentes e caracterizam este distúrbio. Essas crises se manifestam por ansiedade aguda e intensa, extremo desconforto, sintomas vegetativos associados e medo de algo ruim acontecer de repente, como medo da morte iminente, ou passar mal, desmaiar perder o controle, etc. As crises de ansiedade no Pânico duram minutos e costumam ser inesperadas, ou seja, não seguem situações especiais, podendo surpreender o paciente em ocasiões variadas (BALLONE, 2007).

Segundo Sadock e Sadock (2007, p.641):

No DSM-IV-TR, os ataques de pânico estão listados em um grupo separados de critérios (Tab. 16.2-2). Eles podem ocorrer em muitos transtornos além do de pânico, em especial na fobia específica, na fobia social e no transtorno de estresse pós-traumático. Ataques inesperados ocorrem a qualquer momento e não estão associados a um estímulo situacional identificável, mas não precisam se apresentar dessa forma. Em pacientes com fobia social e especifica em geral, são esperados ou indicados por um estimulo especifico recorrido.

Ataques de pânico inesperados

O Ataque de Pânico não está associado com uma associação ativadora, isto é, ocorre espontaneamente, como se estivesse surgido do nada (BALLONE, 2007).

Segundo Rangé (2001), um ataque de pânico espontâneo é uma “mudança súbita, surpreendente, inesperada e espontânea de terror crescente associada com uma ampla gama de sintomas autonômicos, especialmente cardiorrespiratórios”.

Ataques de pânico ligados a situações ou provocados por estímulo

O Ataque de Pânico ocorre, quase invariavelmente, logo após à exposição ou antecipação a uma situação ativadora, tomando como por exemplo: ver uma cobra ou um cão que sempre ativa um Ataque de Pânico imediato (BALLONE, 2007). É uma ocorrência de medo súbito disparado por exposição a um estímulo fóbico ou pela antecipação de tal exposição (RANGÉ, 2001).

Ataques de pânico predispostos pela situação

Tendem mais a ocorrer na exposição a uma situação ativadora, mas não estão invariavelmente associados a ela e não ocorrem necessariamente após a exposição.  Como por exemplo, os ataques tendem a ocorrer mais quando o indivíduo está dirigindo, mas existem momentos em que a pessoa dirige e não tem um ataque de Pânico ou momentos em que o Ataque de Pânico ocorre após dirigir por meia hora (BALLONE, 2007).

Segundo Rangé (2001, p.148):

Os ataques de pânico predispostos tendem a ocorrer em certas situações mais do que em outras. Essas situações meramente aumentam a probabilidade de um ataque, porém não o provocam. É o caso da agorafobia, em que pessoas podem sentir pânico em engarrafamentos, mas não necessariamente o sentirão em todo e qualquer engarrafamento.

Fatores psicossociais

Para Sadock e Sadock (2007) tanto teorias cognitivo-comportamentais como psicanalíticas se desenvolvem para explicar a patogenia do transtorno de pânico e da agorafobia.

Teorias cognitivo-comportamentais

A ansiedade é uma resposta aprendida tanto pelo comportamento dos pais quanto pelo processo de condicionamento clássico. Outras teorias comportamentais postulam a ligação entre a sensação de sintomas somáticos menores e à geração de um ataque de pânico. Embora as teorias cognitivo-comportamentais possam explicar o desenvolvimento da agorafobia ou o aumento do número e da gravidade dos ataques de pânico, não explicam a ocorrência do primeiro ataque de pânico não-provocado e inesperado (SADOCK; SADOCK, 2007).

Teorias psicanalíticas

Concebem os ataques de pânico como resultado de uma defesa malsucedida contra impulsos que provoquem ansiedade. O que era um sinal leve de ansiedade se torna um sentimento excessivo de apreensão, acrescido de sintomas somáticos.

Para explicar a agorafobia Sadock e Sadock (2007, p. 641):

As teorias psicanalíticas enfatizam a perda de um sentimento excessivo de apreensão, teorias psicanalíticas enfatizam a perda de um dos pais na infância ou uma história de ansiedade de separação. Estar só em lugares públicos reaviva a ansiedade de ser abandonado. Os mecanismos de defesa utilizados incluem repressão, deslocamento, evitação e simbolização.

A hipótese de que acontecimentos estressantes psicológicos produzam modificações neurofisiológicas no transtorno de pânico é apoiada pelo estudo de gêmeas (SADOCK; SADOCK, 2007, p. 641).

Formas de tratamento

Freud acreditava que os transtornos de ansiedade eram psicológicos quanto à origem e tratáveis com terapias verbais, nas quais as pessoas confrontavam seus medos (KOLB; WHISHAW, 2002).

Psicoterapia

O mais importante e mais difícil problema a ser resolvido em relação ao tratamento de pânico, é exatamente convencer o paciente que seu problema é emocional e que existe tratamento (BALLONE, 2007).

Antes de chegar ao psiquiatra, a maioria dos pacientes já passou por vários especialistas, começando quase sempre pelo cardiologista, por terem dores no peito e depois pelo neurologista. Dificilmente o especialista vai diagnosticar alguma anormalidade em sua área, por se tratar de um problema emocional e não físico (BALLONE, 2007).

Barlow (1999) desenvolveu um tratamento de controle do pânico que envolve a exposição sistemática a sensações corporais temidas em um esforço para eliminar o medo do medo.

Os tratamentos cognitivo-comportamentais vêm evoluindo muito nos últimos 30 anos. A grande maioria dos estudos mostra que qualquer tratamento psicológico que não incluísse exposição aos estímulos temidos não tinham eficácia contra os sintomas agorafóbicos: eram minimamente afetados por hipnose, psicoterapia psicodinâmica e treino assertivo (RANGÉ, 2001).

Segundo Scarpato (2010) as diretrizes importantes para o tratamento da síndrome do pânico com o auxilio psicológico são:

  1. Etapa Educativa: compreender o que é o Pânico, assumindo a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises.
  2. Auto – gerenciamento: desenvolvendo a capacidade de auto-regulação.
  3. Modificar a relação com as sensações do corpo. 
  4. Desenvolver um "eu observador", permitindo diferenciar-se dos pensamentos ansiosos.
  5. Desenvolver a capacidade de regulação emocional através dos vínculos.
  6. Elaborar outros processos psicológicos atuantes.

Tratamentos farmacológicos

O paciente com transtorno de pânico típico usa regularmente, pelo menos, um ansiolítico ou um antidepressivo e, na maior parte dos estudos, de 50 a 60% dos pacientes são submetidos a algum tipo de tratamento medicamentoso durante o tratamento cognitivo-comportamental (MAVISSAKALIAM; MICHELSON, 1986, apud RANGÉ, 2001).

Na farmacologia são utilizados os seguintes medicamentos para o auxilio do tratamento de pânico: Fluvoxamina, Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina, Citalopram. Estes medicamentos são utilizados como antidepressivos. Entre os benzodiazepínicos os mais utilizados como coadjuvantes no tratamento do pânico têm sido a Alprazolam, o Clonazepam e o Bromazepam (BALLONE, 2005).

Os remédios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia para ajudar na superação da Síndrome do Pânico (SCARPATO, 2010).

4. Considerações Finais

Conclui-se que o transtorno de pânico é uma doença psíquica, que sua origem pode ter início a partir do estresse ocorrido no dia-a-dia, que após um tempo pode desencadear transtornos de ansiedade.

Esses sintomas se desencadeiam a partir da liberação de adrenalina frente a um estimulo considerado como potencialmente perigoso, a adrenalina faz com que provoque alterações fisiológicas no individuo.

Pacientes diagnosticados apresentam alterações no Sistema Nervoso Central, Sistema Nervoso Periférico e Musculatura Esquelética. Os portadores de transtornos de pânico enfrentam crises regularmente, diariamente ou semanalmente, que altera de pessoa a pessoa.

A síndrome do pânico pode vir acompanhada, com ou não de agorafobia, essa síndrome é considerado um sério problema de saúde, mas pode ser tratada, ela ocorre geralmente em jovens adultos, na faixa etária de 24 a 30 anos de idade.

O tratamento inclui medicamentos e psicoterapia, os profissionais indicados para esses casos são psiquiatras e psicólogos, intercalando a parte farmacológica com a psicoterapia.

Sobre o Autor:

João Marcos Panho - Acadêmico ingresso em 2010 no curso de Psicologia da Faculdade de Pato Branco, PR. FADEP. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . Lattes: http://lattes.cnpq.br/2033498824949452

Referências:

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