Transtorno Dissociativo no Filme Clube da Luta

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Introdução

Clube da Luta é um filme surpreendente e inovador. Em seu roteiro há elementos de sobra para análises da sociedade, no âmbito político, econômico, e psicológico.

O filme trata também de temáticas como uma destruição de falsas necessidades e da libertação do homem das regras impostas pela sociedade; trata de violência nua e crua, sem o viés heróico retratado na maioria dos filmes; fala sobre a alienação do homem moderno, e de frustrações de pessoas que vivem no sistema atual.

O filme também possui um viés psicopatológico, ao ter como protagonista um homem com características semelhantes àquelas do Transtorno Dissociativo de Personalidade.

A partir da história contada no filme e de uma busca na literatura, será feita uma análise das características do protagonista da história, comparando-as às características do Transtorno Dissociativo de Personalidade, a fim de diagnosticá-lo (ou não) neste transtorno.

O filme

Clube da Luta (Fight Club) é um filme do gênero drama. Foi produzido em 1999 nos Estados Unidos, dirigido por David Fincher, roteirizado por Jim Uhls, e baseado no livro homônimo de Chuck Palahniuk.

Com sua temática diferente, o filme trata sobre emancipação em diversas formas, segundo Fincher, o diretor do filme. Seja emancipação por conta de seu formato inovador, como também por abordar temas comuns ao cidadão comum... e retorcê-los a um viés contrário da visão predominante, como tentar resgatar os cidadãos de uma sociedade baseada no “ter”, levando-os a procurar sentimentos, a “serem” alguém, a não se reduzirem àquilo que consomem.

Em linhas gerais, Edward Norton atua como um homem deprimido (nomeado nos créditos apenas como "Narrador"), que não gosta de seu trabalho e não se sente recompensado. Tem problemas de insônia e se sente alienado do mundo em geral. Sendo solitário, a forma que encontrou de manter algum contato humano verdadeiro foi visitando grupos de apoio para pacientes com doenças terminais. É nesses grupos que conhece Marla Singer (Helena Bonham Carter) que, assim como o protagonista, frequenta os grupos terapêuticos sem ter nenhuma doença. Mas a presença dessa mulher o incomoda, pois “sua mentira refletia a sua própria mentira”.

Um dia em um vôo comercial, ele conhece Tyler Durden (Brad Pitt), um homem charmoso que vende sabão, é garçom e projetista de cinema. Tyler descrê do mundo materialista, e acredita que se pode aprender muito com a dor, desgraça e caos. Assim, desafia o narrador para uma luta, e este descobre que essa experiência o faz se sentir vivo, em contato com algo real no mundo em que vive.

Tyler e o narrador passam a morar juntos, e reúnem-se informalmente para lutar durante a semana. Outros homens passam a freqüentar e a participar das lutas, formando então um "clube da luta", que se torna bastante popular, apesar de ser um segredo guardado entre os participantes. Esse grupo evolui numa organização antimaterialista e anticapitalista denominada Project Mayhem (traduzido como Projeto Destruição), sob a liderança de Tyler.

Em dado momento, o narrador queixa-se a Tyler querendo estar mais envolvido na organização, mas Tyler desaparece repentinamente. Quando um membro do Project Mayhem morre, o narrador tenta encerrar o projeto, e procura Tyler por todo o país a fim de localizá-lo e obter respostas. É nesse contexto que, numa cidade, um membro do projeto cumprimenta o narrador chamando-o de Tyler Durden, e o faz então desconfiar de sua própria sanidade. O narrador telefona para Marla do seu quarto de hotel e descobre que ela também o chama de Tyler. Assim, o protagonista descobre que e Tyler Durden são a mesma pessoa. Ele se revela como sendo o outro lado do narrador, a projeção de uma pessoa que ele gostaria de ser, mas não é. Duas personalidades no mesmo corpo.

Transtorno Dissociativo

A classificação deste transtorno para o CID-10 (F44.81 - 300.14) é de transtorno dissociativo e de identidade (anteriormente Transtorno de Personalidade Múltipla).

A característica essencial do Transtorno Dissociativo de Identidade é a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos, que recorrentemente assumem o controle do comportamento.

Existe uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para ser explicada pelo esquecimento normal. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de uma condição médica geral.

O Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história pessoal distinta, auto-imagem e identidade próprias, inclusive um nome diferente. Em geral existe uma identidade primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva, dependente, culpada e depressiva.

As identidades alternativas com freqüência têm nomes e características diferentes, que contrastam com a identidade primária (por ex., são hostis, controladoras e autodestrutivas). Elas são vivenciadas como assumindo o controle em seqüência, uma às custas de outra, podendo negar que se conhecem, criticar umas às outras ou mostrar-se em franco conflito

Os indivíduos com este transtorno experimentam freqüentes lacunas de memória para a história pessoal tanto remota quanto recente. Uma identidade que não está no controle pode, contudo, obter acesso à consciência, produzindo alucinações auditivas ou visuais (por ex., uma voz oferecendo instruções).

Evidências de amnésia podem ser reveladas por relatos de outros que testemunharam o comportamento negado pelo indivíduo ou pelas descobertas do próprio indivíduo.

Os indivíduos com Transtorno Dissociativo de Identidade podem manifestar sintomas pós-traumáticos (por ex., pesadelos, flashbacks e respostas de sobressalto) ou Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Automutilação e comportamento suicida e agressivo podem ocorrer.

Certas identidades podem experimentar sintomas conversivos (por ex., pseudoconvulsões) ou ter capacidades incomuns de controle da dor ou de outros sintomas físicos. Os indivíduos com este transtorno também podem ter sintomas que satisfazem os critérios para Transtornos do Humor, Relacionados a Substâncias, Sexuais, Alimentares ou do Sono.

Comportamento automutilador, impulsividade e alterações súbitas e intensas nos relacionamentos podem indicar o diagnóstico concomitante de Transtorno da Personalidade Borderline. Pode haver cicatrizes por ferimentos auto-infligidos ou por abuso físico.

O diagnóstico de Transtorno Dissociativo de Identidade assume precedência sobre Amnésia Dissociativa, Fuga Dissociativa e Transtorno de Despersonalização. Os indivíduos com Transtorno Dissociativo de Identidade podem ser distinguidos daqueles com sintomas de transe e de possessão que seriam diagnosticados como Transtorno Dissociativo Sem Outra Especificação pelo fato de que os indivíduos com sintomas de transe e de possessão tipicamente descrevem espíritos externos ou entidades que entraram em seus corpos e assumiram o controle.

Os fatores que podem apoiar um diagnóstico de Transtorno Dissociativo de Identidade são representados pela presença de uma sintomatologia claramente dissociativa, com súbitas mudanças nos estados de identidade, amnésia reversível e altos escores em medições de dissociação e hipnotizabilidade, em indivíduos que não têm as apresentações características de um outro transtorno mental.

Critérios Diagnósticos para F44.81 - 300.14: Transtorno Dissociativo de Identidade (CID-10):

A. Presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos (cada qual com seu próprio padrão relativamente persistente de percepção, relacionamento e pensamento acerca do ambiente e de si mesmo).

B. Pelo menos duas dessas identidades ou estados de personalidade assumem recorrentemente o controle do comportamento da pessoa.

C. Incapacidade de recordar informações pessoais importantes, demasiadamente extensa para ser explicada pelo esquecimento comum.

D. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., blackouts ou comportamento caótico durante a Intoxicação com Álcool) ou de uma condição médica geral (por ex., crises parciais complexas).

Segundo Baltieri e Andrade (2000), esse transtorno caracteriza-se por alteração repentina e temporária da consciência de identidade ou comportamento motor resultante de ansiedade excessiva. O transtorno dissociativo pode ter como características amnésia psicogênica, que consiste na inabilidade súbita de recordar-se de dados pessoais importantes, podendo ser localizada (amnésia para eventos determinados e específicos), generalizada (amnésia para qualquer evento da vida passada), contínua (amnésia para eventos subseqüentes a partir de uma data específica até o presente momento); e fuga psicogênica, onde o paciente, em geral, foge de casa e assume nova identidade. Freqüentemente, acorda em um lugar estranho e tem amnésia para os fatos ocorridos durante o período da fuga.

O protagonista

Além da temática ideológica, percebe-se no filme personagens (no caso, o personagem) com comportamentos característicos de quem sofre algum transtorno psicopatológico.

O Narrador sem nome (interpretado por Edward Norton) é um empregado de uma companhia de automóveis que sofre de insônia. Segundo o Narrador, ele não pôde dormir por seis meses, e ficando tanto tempo sem dormir, nas suas palavras, nada é real, tudo é como uma cópia da cópia de algo. Ele adormece e acorda em locais diferentes sem ter nenhuma idéia de como chegou lá. Segundo ele: “Se você acorda num tempo diferente, num lugar diferente, você pode acordar como uma pessoa diferente?”.

Seu médico recusa-se a dar-lhe medicação contra insônia, e indagado sobre o sofrimento gerado pela falta de sono do “narrador”, o aconselha a visitar um grupo de apoio para testemunhar sofrimentos mais graves. O Narrador passa a assistir às sessões de um grupo de apoio para vítimas de câncer testicular e, fazendo-se passar também por vítima, encontra uma libertação emocional que alivia a sua insônia. Ele torna-se então viciado em ir a grupos de apoio e em fingir ser uma vítima, já que esses encontros o possibilitam chorar, que o possibilita dormir.

Ele passa a freqüentar outros grupos de apoio. Mas a presença de outro impostor, Marla Singer (Helena Bonham Carter) perturba-o, fazendo-o voltar ao seu estado insone (com perda de memória).

O CID-10 traz características do transtorno dissociativo e de identidade que corroboram com o quadro insone do personagem, no que diz respeito às freqüentes lacunas de memória para a história pessoal tanto remota quanto recente, apresentando amnésia freqüentemente assimétrica. O fato dele “adormecer” em locais diferentes sem ter idéia de como chegou lá dá indícios de lacunas de memória, em que seu próprio relato serve como evidência para essa característica.

Na cena anterior ao seu primeiro encontro com Tyler Durden (Brad Pitt) - sua outra personalidade - o Narrador diz que, todas as vezes que o seu avião pendia na decolagem ou na aterrissagem, ele rezava por uma queda ou colisão, dando fortes indícios de querer uma fuga da sua vida atual, proporcionada por algum agente externo. Logo depois, acorda em mais uma viagem de avião, ao lado de Tyler Durden.

Após essa viagem, retornando ao seu lar, o Narrador encontra o seu apartamento destruído por uma explosão, em que todas as suas coisas, suas roupas e móveis de marca, haviam sido destruídos, representando uma ruptura com a sua antiga vida. Ele então tenta telefonar para Tyler Durden, mas a ligação não se completa. Ao colocar o fone no gancho, há o retorno da ligação, feita pelo próprio Tyler. Isso dá uma pequena pista sobre características futuras do protagonista (no caso, seu quadro mental), já que o número discado não poderia existir, pois o interlocutor (Tyler) também não existe no plano físico.

E assim, os dois protagonistas passam a interagir.

Após a explosão do apartamento, quando o Narrador está no bar conversando com Tyler, passa-se a conhecer melhor suas características. Tyler é anticapitalista, rejeita o consumismo, o materialismo da busca incessante por objetos que não precisamos e que só servem para alimentar ilusões, fala o que pensa, tem uma postura despojada e usa acessórios chamativos que complementam sua personalidade. É quase o oposto do Narrador.

O Narrador é passivo perante a vida, evidenciado por sua frase “acho que essas coisas acontecem”, logo após a explosão do seu apartamento. Ele busca um enquadramento no sistema: dormir bem para trabalhar bem; comprar muito para se distinguir dos outros. No início do filme, na apresentação do seu apartamento, ele diz: “que tipo de porcelana me define como pessoa?”, o que evidencia seu consumismo.

Na sequência do filme, ainda no bar, os protagonistas lutam pela primeira vez. Mais adiante, percebemos que essa luta aconteceu através de uma automutilação, onde o protagonista dava-se socos e pontapés. A maneira que ele faz isso se torna evidente na cena em que o Narrador vai extorquir seu chefe, em seu emprego de escritório, pedindo o salário de auditor externo em troca do seu silêncio acerca das fraudes da empresa, e aí ele se automutila, simulando uma luta entre ele e seu chefe. “Por algum motivo, me lembrei da minha primeira luta com o Tyler”. Nas cenas finais, em que há um confronto direto entre Tyler e o Narrador, no subterrâneo do prédio que deseja demolir, as cenas feitas pelas câmeras de segurança também mostram como ocorre a automutilação do protagonista.

De acordo com o CID-10, certas identidades do transtorno dissociativo podem ter capacidades incomuns de controle da dor ou de outros sintomas físicos, explicando o fato do protagonista “não sentir” (ou não perceber) a dor de sua outra personalidade. Nos grupos de ajuda, nas sessões de terapia em que o Narrador entra em transe e encontra sua “caverna interior”, temos um vislumbre desse controle mental. Esse controle é mais facilmente identificado quando, ao fazer o sabão pela primeira vez com Tyler, este lhe aplica uma queimadura química, e para fugir da dor, o Narrador busca refúgio em sua “caverna interior”. Nas palavras de Tyler: “Esse é o maior momento da sua vida [de sentir e poder controlar a dor], e você se manda para outro lugar?”

No filme, gradativamente, as lutas vão ocupando o valor terapêutico para o Narrador, ao invés dos grupos de ajuda. Percebe-se esse alívio na frase: “depois das lutas, tudo parece abaixar de volume. Você podia lidar com qualquer coisa.”

Percebem-se alguns diálogos entre as identidades que dão indícios da psicopatologia do protagonista. Falando sobre o passado, Tyler e o Narrador descobrem que viveram “praticamente” as mesmas situações, como o abandono e descaso do pai. Em outras situações, o Narrador diz que “às vezes, o Tyler falava por mim” ou “as palavras do Tyler saem da minha boca”, e vemos no filme Tyler dizendo alguma frase e o Narrador a repetindo fidedignamente, ou mesmo em uníssono com sua outra identidade.

O relacionamento com Marla Singer desencadeia uma série de sentimentos controversos no protagonista, além de indicar várias pistas acerca da psicopatologia do Narrador. Ao interagir com Marla, o protagonista está sempre sozinho. Nunca há a presença das duas identidades enquanto conversa com ela. Tyler especificamente pede ao Narrador que nunca conversem sobre ele: “porque se você falar com ela ou com qualquer um sobre mim, sobre o que acontece nessa casa, nós dançamos.” Lembrando que evidências de amnésia (e no caso, do próprio transtorno) podem ser reveladas por relatos de outros que testemunharam o comportamento negado pelo indivíduo.

Com a evolução do Clube da Luta para o Projeto Destruição, o Narrador começa a se sentir deslocado, pois percebe que nem tudo o que acontece por lá é do seu conhecimento. Ao deparar-se com uma emergência, que foi a morte de um dos integrantes do Projeto Destruição, e querendo respostas sobre o que estava acontecendo, resolve procurar Tyler em todas as cidades em que este esteve.

Quando ele vai de cidade em cidade procurando Tyler, é como se ele já soubesse onde procurar. “A toda cidade que fui, assim que punha os pés pra fora do avião, podia sentir um clube da luta próximo”. “Estava eu dormindo? Eu dormi?”. “Será o Tyler meu pesadelo, ou eu o dele?”. “Eu vivia num estado constante de dejà vu; para onde eu fosse eu sentia que já havia estado lá. Era como seguir um homem invisível. Estava sempre a um passo atrás do Tyler.”

É nesse contexto que o Narrador encontra um integrante do Clube da Luta que diz que ele próprio é Tyler Durden. A fim de esclarecer isso, o Narrador telefona para Marla Singer, e esta confirma que seu nome é de fato Tyler Durden. De repente, o próprio Tyler aparece na sua frente, e esse clímax esclarece todo o dilema do Narrador.

“Você queria um jeito de mudar a sua vida. Não podia conseguir sozinho. Tudo que quisera ser, este, sou eu. Eu pareço do jeito que quer parecer. Sou esperto, capaz, e mais importante, eu sou livre de todas as maneiras que você não é. [...] As pessoas fazem isso todos os dias. Falam consigo mesmas, vêem-se como gostariam de ser, só não tem a sua coragem de, simplesmente, levar adiante. Você ainda se debate um pouco, é por isso que às vezes você ainda é você. [...] Pouco a pouco, você está se transformando em... Tyler Durden.”

De acordo com o CID-10, o Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história pessoal distinta, auto-imagem e identidade próprias, inclusive um nome diferente. Em geral existe uma identidade primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva, dependente, culpada e depressiva.

A personalidade do Narrador é de fato dependente, culpada e depressiva, enquanto Tyler é tudo aquilo que ele gostaria de ser. Quando o Narrador recebe uma ligação de um policial falando sobre a possibilidade do incêndio no seu apartamento ser obra caseira, Tyler diz para que ele fale que “o libertador que destruiu minha propriedade realinhou minhas percepções”.

De acordo com Marla Singer, “[Tyler] tem problemas emocionais sérios, problemas profundos que precisam de ajuda profissional”.

Conclusão

Na história relatada, percebe-se a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos (cada qual com seu próprio padrão relativamente persistente de percepção, relacionamento e pensamento acerca do ambiente e de si mesmo). No caso, o Narrador (representado por Edward Norton) e Tyler Durden (representado por Brad Pitt).

Essas identidades ou estados de personalidade assumem recorrentemente o controle do comportamento da pessoa, cada qual com suas idiossincrasias. Nesse processo, há uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, demasiadamente extensa para ser explicada pelo esquecimento comum, caracterizada pelos episódios de amnésia do Narrador do filme. Além disso, percebe-se que esse estado não ocorre através de condições fisiológicas diretas de uma substância.

Assim, através de uma análise das características do protagonista do filme Clube da Luta, conclui-se que o Narrador se adéqua aos critérios diagnósticos do Transtorno Dissociativo de Personalidade (F44.81 - 300.14, CID-10).

Sobre o Artigo:

Artigo desenvolvido na disciplina Psicopatologia II, do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Piauí - UESPI.

Sobre o Autor:

Hélem Soares de Meneses - Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Faculdade de Ciências Médicas – FACIME/ CCS, email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Referências:

AMORIM, Ana Maria. ROSIN, Tania. Clube da Luta – a decadência do Capitalismo. In: Revista de História Contemporânea. Nº 2. 2008. Disponível em < http://revistacontemporaneos.com.br/n2/pdf/clube%20da%20luta.pdf > Último acesso em 11 de julho de 2011.

BALTIERI, Danilo Antônio. ANDRADE, Arthur Guerra. Transtornos psiquiátricos comuns no Serviço de Emergência Psiquiátrica - uma experiência do Centro Hospitalar de Santo André. São Paulo, 2000. Disponível em < http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=2050 > Último acesso em 11 de julho de 2011.

CID-10. Disponível em < http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm_janela.php?cod=79> Último acesso em 11 de julho de 2011.