Introdução à Psicossomática

A palavra “somatoforme” é composta pelas raízes grega soma (“corpo físico”, “cadáver”) e latina – formis (“que toma a forma de”, “aparência de”). Seu significado literal é “aquilo que toma a forma corpórea” (Neto e Elkis, 2007).

O discurso cultural há muito incorporou o verbo “somatizar”. Volich (1998) diz que as diferentes entonações com que suas conjugações são pronunciadas podem revelar desde o desprezo pela queixa daquele que sofre, até uma tentativa de sugerir uma explicação salvadora para a doença cuja etiologia e desenvolvimento teimam em permanecer refratários a todos os procedimentos médicos.

Os transtornos somatoformes giram em torno de sintomas físicos para os quais não é possível encontrar uma causa física; e juntamente com os transtornos dissociativos (onde há perda de contato com partes da própria personalidade) eram subtipos do transtorno geral histeria (que não é mais utilizada como rótulo diagnóstico).

A característica dominante da maioria dos transtornos somatoformes é a presença de sintomas físicos como dor, paralisia, cegueira ou surdez, para os quais não há presença de causa física demonstrável. Na ausência de uma causa física, supõe-se que os sintomas tenham origem em causas psicológicas (Holmes, 1997).

Holmes (1997) faz ainda uma distinção entre os transtornos somatoformes e distúrbios psicossomáticos: em ambos os tipos de distúrbios as causas são psicológicas, e os sintomas, físicos. A diferença entre ambos é que com os transtornos somatoformes não há dano físico (ex., um indivíduo pode se queixar de dor de estômago quando não há nada fisicamente errado com o estômago), enquanto com os transtornos psicossomáticos, há dano físico (ex., úlceras envolvem lesões no revestimento do estômago). “O termo somatoforme é usado aqui porque não há qualquer dano físico; os sintomas apenas assumem a forma de um distúrbio somático” (Holmes, 1997, pág. 139). Os sintomas e queixas são suficientemente sérios para causarem sofrimento pessoal ou prejuízo no funcionamento social e ocupacional do indivíduo.

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MOURA, Joviane. Introdução à Psicossomática. Psicologado, [S.l.]. (2008). Disponível em https://psicologado.com.br/psicossomatica/introducao-a-psicossomatica . Acesso em .

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