Apego

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O apego é um tipo de vínculo no qual o senso de segurança se encontra ligado de forma estreita à figura de apego. Segundo Bowlby (1997) a segurança e o conforto experimentados na presença da figura de apego são usados como "base segura", a partir da qual o bebê poderá explorar o restante do mundo.

Esse vínculo emocional se forma tipicamente entre o bebê e o pai/mãe/cuidador, quando o desamparado bebê tem as suas necessidades primárias supridas. E então, isso se torna o motor do desenvolvimento emocional, cognitivo e social subsequentes.

Bowlby apontou que que apego-cuidado é um tipo de vínculo social que se baseia no relacionamento complementar entre pais/cuidadores e filhos/cuidados. O apego possui sua própria motivação interna, distinta da alimentação e do sexo, como acreditado na teoria freudiana, e de igual importância para a sobrevivência.

Para a neurociência, as experiências iniciais do bebê estimulam o crescimento de vias neurais que irão esculpir padrões duradouros de resposta a pessoas, eventos da vida e coisas em geral.

A experiência de apego afeta profundamente o desenvolvimento da personalidade, particularmente a sensação de segurança, assim como influenciam a capacidade de estabelecer relacionamentos estáveis ​​ao longo da vida.

Os neurocientistas acreditam que o apego é uma necessidade tão primordial que existam redes de neurônios no cérebro humano dedicados a ativá-lo e um hormônio - a ocitocina - para estimular o processo.

É o sistema de apego que fornece ao bebê o primeiro sistema de estratégias de enfrentamento. Ele estabelece uma representação mental do cuidador no psiquismo da criança, que é totalmente móvel e pode ser convocada como uma presença mental reconfortante em momentos de dificuldades.

O apego fornece o terreno-base para a capacidade da criança de sobreviver de forma independente ao permitir que o infante seja capaz de se separar do cuidador sem angústia e comece a explorar o mundo ao seu redor.

Ligações:

Tipos de apego